| Além da Escuridão – Star Trek | J.J. Abrams eleva os desafios e mantém a eficiente fórmula do antecessor

Postado em Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Ficção Científica com as tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , em 18 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

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A Ira de Sherlock: o vilão de Benedict Cumberbatch é o ponto alto da produção

Eu só me interessei por Jornada nas Estrelas após o reboot de J.J. Abrams. Com surpreendente inovação (e, de acordo com os fãs da criação de Gene Roddenberry, homenagem), Star Trek foi uma das mais genuínas aventuras que tive o prazer de assistir desde o final de Star Wars, uma experiência divertida e que funcionava brilhantemente como recomeço ou continuação. Seguindo essa bela proposta, Além da Escuridão – Star Trek eleva a escala e os desafios, mas preserva as características responsáveis pelo sucesso do anterior.

Novamente roteirizada por Roberto Orci e Alex Kurtzman (e adicionando o homem dos mistérios Damon Lindelof à equação), a trama acompanha a tripulação da Enterprise trabalhando a todo vapor na exploração/observação de mundos alienígenas. Ao mesmo tempo em que o capitão Kirk (Chris Pine) é repreendido por sua tendência autodestrutiva, o misterioso John Harrison (Benedict Cumberbatch) surge ameaçando a Frota Estelar. Após vidas serem perdidas, a Enterprise recebe a missão de neutralizar o criminoso e descobrir suas reais intenções.

Como é de costume em franquias blockbuster, as continuações tendem a elevar a escala da produção. De fato, as cenas de ação são mais grandiosas do que a do longa de 2009 e visualmente inventivas (vide o efeito provocado pela floresta avermelhada na sequência de abertura ou o senso de monstruosidade ao observarmos o confronto com a USS Vengeance, que reduz a Enterprise a uma miniatura), ainda que o diretor J.J. Abrams insista em poluir a tela com as irritantes luzes em flare, recurso que não acrescenta nada além de um traço estilístico fraudulento – que ainda prejudica o bom trabalho de conversão em 3D da fita. Ainda em quesitos visuais, o design de produção e os efeitos visuais se completam a fim de criar mundos alienígenas e futuristas – que traz até uma “sala de guerra” moderna para a Frota Estelar – com admirável imaginação, assim como o eficaz trabalho de maquiagem ao trazer de volta velhos conhecidos da franquia…

Mas o que realmente agrada nesse novo filme é a relação e os conflitos entre os personagens, que aqui ganham mais maturidade. De um lado temos Kirk sofrendo inesperadas consequências sobre seu comportamento que, mesmo sucedendo na salvação de toda uma civilização, é considerado perigoso por arriscar a segurança da tripulação e a secreticidade da corporação. Do outro, o Spock de Zachary Quinto tem novas facetas reveladas quando o roteiro explora com delicadeza seu bloqueio emocional, e como este influencia aqueles a seu redor; dando a oportunidade de Quinto protagonizar momentos dramáticos. Com tantas subtramas emocionais, é de se espantar que o longa se saia tão bem ao equilibrá-las com divertidas doses de humor (um dos principais prós do antecessor), especialmente pelo Scotty do ótimo Simon Pegg.

O ponto alto, no entanto, é a performance de Benedict Cumberbatch. Dono de uma voz grave que inutiliza qualquer modificador digital de pós-produção, o ator britânico (da excelente minissérie Sherlock) se beneficia do mistério e ambiguidade de seu John Harrison para criar um antagonista complexo, mas que traz uma causa surpreendentemente viável; ainda que esta não justifique a crueldade de suas ações terroristas. É certo que Harrison é visto como um vilão desde o início, o que torna completamente descartável o fato de este ser tratado como aliado e só torna previsível sua inevitável traição – e também o uso de um elemento que será vital para o destino de um dos personagens.

Além da Escuridão – Star Trek é uma continuação digna do filme de 2009, ainda que fique aquém deste. Traz uma trama mais sombria e um trabalho competente no desenvolvimento de seus personagens, mas quem rouba a cena é mesmo o vilão de Benedict Cumberbatch. Ainda há fôlego para esta competente franquia, e surpresas de sobra para agradar aos trekkers.

Obs: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme em São Paulo, na data estelar de 17 de Maio de 2013.

Obs II: Depois de Loki em Os Vingadores e Silva em Skyfall, John Harrison populariza o uso de prisões translúcidas.

| Terapia de Risco | Suposto último longa de Steven Sodenbergh é reflexo de sua própria carreira

Postado em Cinema, Drama, Suspense, Críticas de 2013 com as tags , , , , , , , , , , , , , em 17 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

3.5

SideEffects
Rooney Mara larga os piercings e entra no mundo das drogas

Steven Soderbergh é um artista multifacetado. Não assisti a todos os seus filmes, mas uma rápida olhada em sua página do IMDB comprova sua admirável versatilidade em gêneros (golpistas, traficantes, agentes secretas e até o Che Guevara já foram capturados por suas lentes) e funções cinematográficas, atuando – além da direção – nos departamentos de fotografia e montagem. Tido como sua última produção para o cinema, Terapia de Risco reúne com eficiência diversos de seus traços autorais, mas falha ao oferecer uma bizarra combinação temática.

Roteirizada por Scott Z. Burns (que assinou o ótimo Contágio, também de Soderbergh), a trama tem início quando Emily (Rooney Mara, a nova garota do dragão tatuado) recebe seu marido (Channing Tatum) recém-libertado da prisão. Sofrendo com uma repentina depressão após sua chegada, a jovem é aconselhada pelo dr. Jonathan Burns (Jude Law) a experimentar um novo tipo de medicamento a fim de reverter sua situação – que é exacerbada com frequentes tentativas de suicídio. Daí vêm os “side effects” do título original, mas há muito mais do que parece.

Da mesma forma como abrangeu com maestria os estágios e desdobramentos de uma epidemia global em Contágio, o roteiro de Burns é hábil ao nos situar no mundo da psicofarmacologia. O texto é repleto de termos médicos, rápidas “curiosidades” sobre a área e ainda oferece uma curta (e eficaz) reflexão a respeito do papel midiático na venda de remédios (“Deveria funcionar, as pessoas sempre estão felizes nos anúncios”, constata uma das personagens ao se deparar com a falta de resultados de seu tratamento) e suas diversas consequências aos pacientes e médicos. Características que Soderbergh retrata brilhantemente através de planos criativos, lentes de desfoque e uma fotografia predominantemente fria e obscura; alternando também a intensidade de seus movimentos de câmera, que são mais “câmera-na-mão” quando a trama alcança territórios inesperados.

E é nesse ponto que encontramos os problemas de Terapia de Risco. Após uma surpreendente reviravolta (que não irei revelar a fim de preservar as surpresas), o longa começa a evoluir para algo completamente diferente e, quando equiparado com a progressão do primeiro ato, incompatível. Mesmo que as escandalosas descobertas feitas pelo personagem de Jude Law sejam intrigantes, quem se beneficia dessa brusca mudança de ritmo imposta pela narrativa é Rooney Mara. Frágil como uma boneca de vidro em suas primeiras cenas, a atriz evidencia novamente seu imenso talento ao apresentar um caráter inesperado a sua Emily; mesmo que traga uma estranhíssima relação com a terapeuta vivida por Catherine Zeta-Jones.

Como a carreira de seu diretor, Terapia de Risco é um longa repleto de fases e surpresas. Mesmo que as várias camadas de sua trama percam-se na implausibilidade, é uma conclusão (será?) eficaz para uma carreira tão variada.

Obs: “Terapia de Risco”, sério?

Pré-estreia de ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK em São Paulo

Postado em Notícias com as tags , , , , , , , , em 15 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

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Eu não sei vocês, mas eu não estou muito afim de esperar 1 mês para a estreia de Além da Escuridão – Star Trek no Brasil. Mas não será necessário um torrent ou um imprático bate-e-volta até os EUA (onde o filme estreia depois de amanhã), já que alguns cinemas de São Paulo exibirão o filme de JJ Abrams em sessões limitadas no dia 17 (sexta!). Confira a programação:

Anália Franco – 18h30

Cinepolis Parque Barueri – 21h30

Cinespaço The Square Granja Vianna – 21h30

Cinepolis JK Iguatemi – 22h

Eldorado Cinemark – 22h10

Espaço Itaú de Cinema Pompeia – 21h30 (Esgotado)

Interlar Aricanduva Cinemark – 20h30

Internacional Guarulhos Cinemark – 22h

Kinoplex Itaim – 21h

Market Place Cinemark – 20h40

Metrô Santa Cruz Cinemark – 21h40

Mooca Shopping Cinemark – 20h20

Tamboré Cinemark – 22h

Vida longa e próspera! Publicarei a crítica no fim de semana, se possível.

Confira o intenso primeiro trailer de GRAVIDADE

Postado em Trailers com as tags , , , , , , , , , , em 9 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

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Depois do pôster divulgado ontem, Gravidade de Alfonso Cuarón ganhou seu primeiro trailer. A prévia impressiona pelas belas imagens espaciais, e depois promete apavorar quando a iminente catástrofe toma conta dos protagonistas (George Clooney e Sandra Bullock), com direito a ecos de 2001: Uma Odisseia noEspaço. Deve ficar uma beleza numa tela IMAX… Confira:

Músicas no trailer:

Gravidade estreia no Brasil em 15 deNovembro.

Assista ao trailer de CAPTAIN PHILLIPS

Postado em Trailers com as tags , , , , , , , , , , em 8 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

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Captain Phillips é um promissor filme sobre a pirataria em alto-mar ambientado nos dias atuais. Baseado em uma história real, o longa de Paul Greengrass (SupremaciaUltimato Bourne) traz Tom Hanks como o capitão de um cargueiro invadido por criminosos da Somália, e já desponta como uma possível aposta ao Oscar do ano que vem. Meio cedo pra esse tipo de especulação, mas que o trailer – lançado hoje – é bom, não há dúvidas.
Confira:

Música no trailer: “Tower of London”, do Audiomachine

Captain Phillips estreia no Brasil em 18 de Outubro.

THE WORLD’S END, de Edgar Wright, ganha trailer

Postado em Trailers com as tags , , , , , , , , em 8 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

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A nova comédia do diretor Edgar Wright (Scott Pilgrim contra o Mundo) ganhou seu primeiro trailer. Última parte da chamada “trilogia do sangue e sorvete”, composta por Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, The World’s End envolve um grupo de amigos que se reune para embebedar-se em mais de 15 pubs da cidade – não importando a suposta invasão alienígena que tomou conta do local. Confira:

Música no trailer: “Acrylics”, do TNGHT

Obrigatório. Wright, Simon Pegg e Nick Frost fazem bonito quando trabalham juntos.

The World’s End estreia em 19 de Julho no Reino Unido. Por enquanto, é incerto se o longa chegará aos cinemas nacionais (já que os filmes anteriores da trilogia foramdestinados ao home video).

Primeiro pôster de GRAVIDADE

Postado em Notícias com as tags , , , , , , , em 8 de maio de 2013 por Lucas Nascimento

O aguardado (e adiado) novo filme de Alfonso Cuarón enfim começa a dar as caras. A Warner divulgou hoje o lindo primeiro pôster de Gravidade (Gravity), suspense em 3D que traz George Clooney e Sandra Bullock interpretando dois astronautas presos na órbita da Terra – após um acidente com sua nave impedir um retorno seguro. Confira:

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Fiquem ligados, o trailer está prometido para esta semana. Gravidade estreia no Brasil em 15 de Novembro.

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