| Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 23 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Stae
Anakin e Padmé na batalha de Geonosis

Se A Ameaça Fantasma foi uma decepção para os fãs por não manter o espírito da trilogia original, Ataque dos Clones certamente satisfaz nesse quesito, tendo tido uma recepção superior ao filme de 1999 – ainda que não seja amado pelos saudosistas. Já eu, adoro.

A trama começa uma década após os eventos do anterior, com a República cada vez mais em crise graças aos ataques da Federação do Comércio e o movimento separatista. Nesse cenário, a senadora Amidala (Natalie Portman) é posta na mira de um misterioso assassino, o que leva acarreta na chegada dos Jedi Obi Wan Kenobi (Ewan McGregor) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen) para protegê-la e encontrar o vilão.

Eu tenho um afeto especial por Ataque dos Clones. Foi o primeiro filme da saga que assisti no cinema – uma das experiências cinematográficas mais marcantes da minha infância – e também o primeiro que condenou à “maldição” da expectativa voraz. E mesmo agora, 12 anos depois, acho que George Lucas evoluiu muito de A Ameaça Fantasma, seja como roteirista (aqui, com o apoio de Jonathan Hales) ou como diretor, aqui como pioneiro na distribuição digital de longas-metragem (recomendação: o documentário Lado a Lado, de 2012).

Claro, o filme não passa enxuto de problemas. O romance central entre Anakin e Amidala pode tornar-se tedioso, ainda mais quando a montagem de Ben Burtt o intercala com a missão de Obi-Wan, que é bem mais interessante. Não ajuda também o fato de Hayden Christensen ser um dos mais inexpressivos atores de sua geração, mesmo que sua química com Natalie Portman pontualmente funcione e aqui e ali ele apresente pequenas explosões de raiva que antecipam seu destino sombrio. O que faz o romance convencer, de fato, é a belíssima composição “Across the Stars” de John Williams, um dos pontos altos de sua contribuição para a série.

Como épico espacial, Ataque dos Clones é um digno exemplar. Seja na perseguição cosmopolita envolvendo a misteriosa assassina Zam Wesell, o duelo entre Obi-Wan e Jango Fett (meu preferido da saga) ou a gigantesca batalha final que introduz as Guerras Clônicas. Os efeifos visuais impressionam como sempre, e até a trama política fica mais instigante com a crescente participação de Palpatine (Ian McDiarmid), dando até mesmo uma função decisiva para o abobalhado Jar Jar Binks.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones é um ótimo filme e que traz os ingredientes vitais para um blockbuster bem sucedido. Traz seus deméritos típicos de George Lucas, mas todos eles seriam apagados quando a trilogia dos prequel mostrasse a que veio, 3 anos depois.

Próximo: A Vingança dos Sith

Primeiro trailer de OS VINGADORES 2: A ERA DE ULTRON

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Acabou de sair em HD! Confira o primeiro trailer de Os Vingadores 2: A Era de Ultron. Tem robôs assassinos, Feiticeira Escarlate e Tony Stark saindo na mão com o Hulk.

Trailer empolgante…

Os Vingadores 2: A Era de Ultron estreia no Brasil em 30 de Abril de 2015.

| Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Duel of the fates: Os Jedi enfrentam a ameaça de Darth Maul

Com a repetina decisão da rede Cinemark em exibir todos os filmes da hexalogia de Star Wars, aproveito a oportunidade não apenas para ver alguns dos filmes na tela grande, mas também escrever sobre eles. Que forma melhor de aquecer pro Episódio VII?

Adotando a ordem cronológica, começo hoje com aquele que foi a grande decepção da saga, mas que ainda assim permanece uma obra competente: Star Wars: Episódio I – A Ameaca Fantasma.

A trama é ambientada quase 40 anos antes dos eventos da trilogia original, tendo início quando os cavaleiros Jedi Qui-Gon Jin (Liam Neeson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são enviados para negociar termos contra a maléfica Federação do Comércio, que planeja um ataque ao planeta Naboo e à Rainha Amidala (Natalie Portman). Os eventos levam a dupla a diversos planetas enquanto tentam proteger a rainha, ao mesmo tempo em que uma ameaça invisível vai surgindo das trevas.

As pessoas adoram odiar A Ameaça Fantasma, e realmente não podemos culpá-las por isso. Maravilhado com os feitos que a computação gráfica era capaz de alcançar no final dos anos 90, George Lucas aposta em diversos cenários e criaturas digitais; estas últimas prejudicadas por aquela que é a pior invenção do diretor: o gungan Jar Jar Binks, personagem infantil completamente dispensável que serve como o mais retardado alívio cômico dos últimos tempos. Prejudica também a insistência de Lucas em temas políticos fortes, que diversas vezes fazem o longa se perder em sua proposta de aventura espacial, que ainda torna-se entendiante ao apostar na péssima atuação do estreante Jake Lloyd, o jovem Anakin Skywalker, que torna-se peça essencial da narrativa.

Aliás, a verdade é que Lucas não é dos melhores diretores de elenco pela indústria. Mesmo que tenha lá Natalie Portman, Ewan McGregor e Samuel L. Jackson em bons papéis, nenhum deles realmente se destaca, praticamente no piloto automático. O mérito fica mesmo com Liam Neeson, personificando um dos personagens mais admiráveis de toda a saga, ainda que seja um mero arquétipo de “sábio mestre”. Ah, já falei do Jake Lloyd…

Mas seria injusto odiar totalmente o filme. Não só uma produção admirável com figurinos e maquiagens requintadas, A Ameaça Fantasma consegue ser épico quando o deseja. Sequências como a corrida de pods em Tatooine e o já exemplar duelo de sabres entre Obi-Wan, Qui-Gon e o sombrio Darth Maul (Ray Park, sempre maquiado) comprovam o cuidado da equipe na manipulação de efeitos visuais, o trabalho magistral de Ben Burtt no desenho de som e a ótima direção de Lucas para cenas do tipo. E, claro, a trilha sonora operática do mestre John Williams.

Revendo depois de muito tempo, percebo que Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma certamente foi prejudicado pela expectativa de sua época de lançamento, mas o resultado ainda é longe da grandiosidade.

Felizmente, o próximo episódio se aproximaria bem mais desse status.

Amanhã: Ataque dos Clones

| Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Foxcatcher
Steve Carell é John du Pont

Bennett Miller é um nome que não deve ser esquecido. Mesmo tendo comandado apenas três longas, o diretor vem se mostrado um dos mais interessantes e habilidosos da nova leva, sempre adotando uma abordagem engajante com seus diferentes tema. O crime em Capote, o beisebol emO Homem que Mudou o Jogo e agora, a luta olímpica com Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. Nenhum desses filmes é unicamente sobre os respectivos temas, claro, e é com seu novo trabalho que Miller mira mais alto do que nunca.

Roteirizada por E. Max Frye e Dan Futterman, trama é inspirada em eventos reais ocorridos na década de 80. O lutador Mark Schultz (Channing Tatum) treina duro para ser o melhor do mundo, mas não consegue sair da sombra de seu irmão Dave (Mark Ruffalo), não só melhor lutador, como também um chefe de família atencioso. A situação se transforma quando Mark é convocado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para liderar seu time, Foxcatcher, e ser campeão mundial na modalidade.

Ao contrário do que o subtítulo nacional sensacionalista possa sugerir, Foxcatcher é um filme quieto e que leva o tempo que julga necessário para engatar suas ações. O silêncio já virou quase que uma marca registrada de Miller, que opta por uma presença pontual de trilha sonora (mas quando surge, Mychael Danna e Rob Simonsen oferecem o tom sombrio apropriado) e muito destaque para ruídos e as próprias vozes de seu elenco. O primeiro ato do filme realmente demora a engatar, e de nem de longe é a tensão constante vendida pela campanha de marketing do longa, mas o silêncio é um fator decisivo para as performances principais. Steve Carell, por exemplo, depende muito de pequenos suspiros e nuances em sua controlada performance como o complexo du Pont. Se eu temia que o ator fosse aparecer cartunesco aqui, fiquei tranquilo ao vê-lo adotando um tom de voz baixo e jamais pendendo para o overacting – ajuda também a decisão de Miller de jamais explorar a figura do sujeito (o nariz, ou a silhueta que este poderia projetar), sempre tratando-o como mais um personagem, como fica evidente logo em sua discreta primeira aparição; algo que um diretor mais escandaloso seria incapaz de alcançar.

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Channing Tatum e Mark Ruffalo como os irmãos Mark e Dave Schultz

Carell está bem e o papel realmente é um novo estágio de sua carreira, mas é realmente Channing Tatum quem rouba o show. O ator prova aqui todo o seu potencial dramático e, como Carell, se sai bem ao apostar na sutileza. Quase sempre com a cabeça baixa e uma expressão séria que sempre coloca Mark como um sujeito infeliz e até mesmo fracassado (mas ambicioso), o ator protagoniza intensos momentos físicos e psicológicos, impressionando também com sua química curiosa com Mark Ruffalo. Este, aliás, também está excelente como aquela que é a figura mais pura da projeção, convencendo quando aparece para auxiliar seu irmão. Uma cena em especial nos ilustra com perfeição a diferença entre os dois, quando Dave explica a técnica para um determinado golpe para a equipe, enquanto Mark surge no canto oposto malhando suas pernas, como se acreditasse que a capacidade física é o único fator relevante na modalidade.

Mas como falei lá atrás, o filme carrega muito mais do que uma mera história esportiva. Em Foxcatcher, encontramos temas que vão desde a manipulação da câmera até, principalmente, a fragilidade da filosofia americana do self made man. A cena final do filme é crucial para que a mensagem atinja em cheio, especialmente com os gritos eufóricos de “USA”, completamente irônicos no momento em questão. A câmera também chama muito a atenção, especialmente na forma como ela se reflete nos personagens principais: Dave não assiste ao vídeo trazido por seu irmão (por estar ocupado com a família) e não sabe como se comportar durante a realização de um documentário idealista sobre du Pont; Mark é completamente hipnotizado e convencido da superioridade de du Pont ao assistir, colado na frente da televisão, um vídeo sobre a dinastia da família. E, finalmente, du Pont realiza sua decisão fatal após assistir ao dito documentário sobre sua figura, quase como se motivado por este.

Sutil e inquietante Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo impressiona por seu elenco poderoso e a execução cuidadosa adotada por Bennett Miller, que certamente vai afastar boa parcela do público. E novamente fica a prova de que se é possível abordar temas complexos a partir de uma premissa aparentemente fechada.

Mais um ponto para Miller.

Obs: Esta crítica foi publicada durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Primeiro trailer de IN THE HEART OF THE SEA

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois do ótimo Rush: No Limite da Emoção, o diretor Ron Howard e o astro Chris Hemsworth se reúnem para encarar o oceano, com In the Heart of the Sea, filme que conta a história real que inspirou o livro Moby Dick.

Os visuais são belíssimos. Confira:

In the Heart of the Sea estreia em Março de 2015.

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Christian Bale como Steve Jobs? (De novo)

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 15 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Há alguns meses atrás, David Fincher anunciou que escolheria Christian Bale para estrelar sua biopic de Steve Jobs, com roteiro de Aaron Sorkin. Com a saída do diretor, a Sony recorreu à Danny Boyle para tocar o projeto, cuja estrutura teatral se concentra em pontos específicos da vida do criador da Apple.

A escolha inicial de Boyle para Jobs era Leonardo DiCaprio, mas a recusa do ator levou o diretor de volta para Christian Bale, que já estaria negociando sua participação com o estúdio. Vamos aguardar uma confirmação.

Sem previsão de estreia para o filme.

ATUALIZAÇÃO: É oficial, Bale será Jobs no filme.

Muitas novidades sobre a DC nos cinemas!

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 15 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Já estava empolgado com a Guerra Civil na Marvel Studios? Agora a Warner solta mais notícias sobre seus projetos com a DC Comics. ENFIM!

Vamos por partes?

  • Em 2016, teremos um filme do Esquadrão Suicida. David Ayer, de Corações de Ferro, é o diretor.
  • Em 2017, as coisas esquentam com o filme solo da Mulher Maravilha de Gal Gadot e Liga da Justiça: Parte I, dirigido por Zack Snyder.
  • Em 2018, teremos um filme do Flash estrelado por Ezra Miller e um do Aquaman com Jason Momoa.
  • 2019: Shazam com Dwayne Johnson, e a continuação de Liga da Justiça, também dirigida por Zack Snyder.
  • 2020: O Ciborgue de Ray Fisher ganha seu filme solo, e o Lanterna Verde enfim terá seu reboot.

Não temos informações sobre novos filmes solo de Batman e Superman, mas eles com certeza serão anunciados em breve.

Tudo começa quando Batman v Superman: Dawn of Justice chegar aos cinemas em Março de 2016.

 

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