| O Exorcista | Crítica

Posted in Clássicos, Críticas de 2014, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

TheExorcist
A belíssima e icônica tomada do personagem-título

Por muitos anos, desde sua estreia em dezembro de 1973 (no Brasil, o filme só chegaria em novembro do ano seguinte), O Exorcista vem sido considerado o melhor filme de terror de todos os tempos. Tão assustador, que demorei para reunir coragem necessária para assisti-lo. E tendo o feito agora, às vésperas de Halloween, encontro não apenas um longa perturbador e intenso, mas grande obra.

A trama é adpatada do livro de William Peter Blatty (que também assinou o roteiro), centrando-se em Regan (Linda Blair), uma jovem de 12 anos que acaba possuída por um antigo espírito demoníaco. A situação faz com que sua mãe (Ellen Burstyn) recorra a diferentes métodos, até finalmente convocar os padres Merrin (Max Von Sydow) e Karras (Jason Miller) para realizar um exorcismo.

Já discuti muitas vezes aqui que o medo, assim como o riso, é uma reação que varia muito de um espectador a outro. Expliquei também a diferença entre “medo” e “sustos”, e como o primeiro é infinitamente mais difícil de ser alcançado, exigindo uma construção técnica e atmosférica requintada. Com O Exorcista, William Friedkin está interessado no medo, e confesso que raras vezes vi um diretor tão habilidoso nesse tipo de condução, conseguindo ser sinistro e até mesmo sofisticado em sua elaboração visual.

O domínio do zoom, o jogo de luzes e sombras do diretor de fotografia Owen Roizman e as sutis (e pavorosas) manipulações que Friedkin e os montadores Norman Gay e Evan Lottman exercem para apresentar o tenebroso antagonista da produção. Na pele (ou sob ela) da excepcional Linda Blair, a equipe de maquiagem cria um dos monstros mais icônicos da História do Cinema, causando inquietamento só pelo mero vislumbre deste, algo do qual Friedkin tem ciência, e jamais se preocupa em escondê-lo com sustos baratos e jump scares. Um de seus melhores amigos aqui é o design de som (merecidamente recompensados com o Oscar), que merecia uma crítica à parte graças à sua importância na criação da atmosfera incômoda do filme.

É fascinante ter essa experiência como alguém que apenas conhece o filme e ouve falar das cenas icônicas infinitamente imitadas e parodiadas: o vômito, o pescoço virado, a descida invertida pelas escadas e muitas, muitas outras. Quando elas finalmente ocorrem, são para pontuar e servir como clímaxes individuais de sequências específicas, multiplicando o impacto destas. Friedkin, aliás, exigiu um comprometimento brutal de seus atores, usando gritos de dor reais (como a cena em que Ellen Burstyn é derrubada pela filha possessa) e até estapeando padres a fim de arrancar-lhes uma performance intensa. O resultado é impressionante.

O Exorcista é o melhor filme de terror que eu já vi. Certamente não é aquele que mais me assustou ou me provocou mais medo, mas indubitavelmente é o mais caprichado e magistral, especialmente pela direção de William Friedkin. Um filme que inspirou e ainda inspira aprendizes na arte do medo.

Pra finalizar, deixo vocês com um mini documentário que traz reações do público na época do lançamento, e o caos enfrentado pelos proprietários de cinemas:

Feliz Halloween, caros leitores!

| Boyhood: Da Infância à Juventude | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

Boyhood
Ellar Coltrane: 12 Anos de Atuação

Boyhood – Da Infância à Juventude é um filme difícil de se escrever sobre, já que mal posso considerá-lo como um filme. O indie épico de Richard Linklater está mais para uma representação da vida do que ficção, com seus atores se livrando de qualquer luxo ou estereótipo para adotar pessoas reais, em um filme cuja trama é, nada menos, do que a própria vida e os diferentes estágios desta.

Pra quem não sabe, aqui vai um breve resumo: em 2002, Richard Linklater começou a trabalhar em um projeto secreto que se estenderia até 2014, onde filmou a infância do ator Ellar Coltrane – em uma história ficcional, diga-se de passagem – por pouco mais de uma década. O que vemos em tela, é praticamente uma vida.

Richard Linklater é um cineasta único, com uma visão apaixonada dos objetos e personagens que opta retratar. Foi assim com Jovens, Loucos e Rebeldes, o filosófico Waking Life, sua carta de amor ao rock and roll com Escola de Rock, o falso documentário Bernie – Quase um Anjo e, mais notavelmente, na trilogia romântica iniciada com Antes do Amanhecer. Boyhood é um projeto muito mais ambicioso, remetendo diretamente às experiências de Michael Apted na série de documentários Up (onde entrevistava pessoas em diferentes estágios de suas vidas) ou à relação entre François Truffaut e o ator Jean-Pierre Aumont, que interpretou o mesmo personagem em diferentes filmes, em diferentes épocas. Aliás, Os Incompreendidos (estreia de Truffaut como diretor) é uma inspiração assumida de Linklater, não só para Boyhood, mas para toda sua carreira no geral.

Isso porque Linklater é habilidoso em retratar tudo da maneira mais espontânea e natural possível. Sua câmera está lá pra capturar momentos e uma trilha sonora instrumental não-diegética é inexistente aqui, dando espaço para uma variada mixtape de músicas pop/indie, o que diversas vezes nos faz questionar as barreiras entre ficção e realidade. É fascinante ver Ellar Coltrane crescendo e aprendendo a atuar, especialmente porque seu Mason é um adolescente com uma visão muito específica a respeito do mundo. Tanto Ethan Hawke quanto Patricia Arquette (a última, principalmente) estão excelentes como os pais de Mason, e é igualmente impressionante ver os distintos estágios que a mãe enfrenta durante a projeção; culminando um sincero e emocional desabafo, cujo apelo certamente é universal.

E o filme também é divertidíssimo. As referências de dez anos atrás – registradas dez anos atrás, olha só – quase transformam o filme em uma máquina do tempo, seja para desenterrar desenhos como Dragonball e o início do Funny or Die ou para prever o futuro, como quando Mason e seu pai se perguntam se algum dia haveria um novo filme de Star Wars. “O Retorno de Jedi é o fim. O que daria pra fazer depois disso? Transformar Han Solo num Lorde Sith?”

Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano.

É um filme sem igual.

Confira o trailer final de JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 29 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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A algumas semanas de seu lançamento, a Lionsgate solta o trailer final de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, longa que promete encher os cofres do estúdio e também uma conclusão épica para a história de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence). É enxuto e pouco revelador, confira:

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 estreia no Brasil em 19 de Novembro.

Primeiras imagens de TERMINATOR: GENISYS

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 29 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

A revista Entertainment Weekly traz em sua nova edição as primeiras imagens do novo filme do Exterminador do Futuro, batizado de Terminator Genisys. O filme promete rebootar a franquia, apresentando Emilia Clarke, Jai  Courtney, Jason Clarke e Matt Smith em papéis rejuvenescidos. Arnold Schwarzenegger retorna no papel icônico do T-800, mas não temos muito detalhes – ainda.

Confira:

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Terminator Genisys estreia em 1º de Julho de 2015.

Marvel Studios anuncia Fase 3 de seus filmes

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

Quem é fã de filmes de quadrinhos está tendo um baita mês. Depois do anúncio dos filmes da DC Comics até 2020, a Marvel Studios agora anuncia os filmes que farão parte de sua Fase 3 nos cinemas. Confira, um a um:

Capitão América: Guerra Civil (6 de Maio de 2016)

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O Capitão América enfrenta o Homem de Ferro na adaptação da famosa história que separa os super-heróis.

Doutor Estranho (4 de Novembro de 2016)

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Benedict Cumberbatch será o protagonista do longa que promete flertar com o sobrenatural e abrir novas portas no universo da editora.

Guardiões da Galáxia 2 (5 de Maio de 2017)

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O grande sucesso surpresa de 2014 ganhará sua continuação, prometendo trazer o mesmo grupo do original e apresentar caras novas.

Thor: Ragnarok (28 de Julho de 2017)

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Depois de 4 anos, o Deus do Trovão está de volta em um filme solo, agora enfrentando um clone que foi criado por Tony Stark.

Pantera Negra (3 de Novembro de 2017)

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Chadwick Boseman (de 42 – O Milagre) será o herói africano. Confira o visual:

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Capitã Marvel (6 de Julho de 2018)

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O primeiro filme da Marvel Studios protagonizado por uma mulher, a Capitã Marvel. Ainda sem atriz ou equipe confirmada.

Os Inumanos (2 de Novembro de 2018)

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A Marvel novamente aposta em um grupo fora do mainstream, esperando repetir o sucesso de Guardiões da Galáxia.

E por último, mas nem de longe menos importante:

Os Vingadores: A Guerra do Infinito – Parte 1 e 2 (Maio de 2018 e Maio de 2019)

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Uma divisão em duas partes para o longa final (?) dos Vingadores, que finalmente os colocorá frente a frente com o poderoso Thanos.

Preparem as carteiras…

Benedict Cumberbatch será o DOUTOR ESTRANHO

Posted in Notícias on 27 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois de uma busca de meses e inúmeros candidatos de peso, a Marvel Studios enfim escolheu o intéprete para o Doutor Estranho: Benedict Cumberbatch.

O filme será dirigido por Scott Derrickson, com estreia marcada para Maio de 2016.

| Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , on 27 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

Unmask
Darth Vader enfim tem a máscara retirada

No meu último post de retrospectiva Star Wars, falarei sobre o último filme da saga – até então, já que o Episódio VII vem aí. Não é uma tarefa fácil seguir O Império Contra-Ataca, ainda que o filme abrisse um leque de possibilidades bem interessante para futuras continuações. Mesmo que empalideça diante do capítulo superior, Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi é uma conclusão que não deixa a desejar em nenhum aspecto.

A trama começa 4 anos após a vitória do Império sobre a Aliança no filme anterior, com Darth Vader (voz de James Earl Jones, corpo de David Prowse e rosto de Sebastian Shaw) e o Imperador (Ian McDiarmid) acelerando a construção de uma segunda Estrela da Morte, visando uma estação bélica ainda mais letal do que a primeira. Enquanto isso, Luke Skywalker (Mark Hamill) está cada vez mais confortável com suas habilidades Jedi, e arma um plano com os companheiros Leia (Carrie Fisher), Lando Calrissian (Billy Dee Williams), Chewbacca (Peter Mayhew) e os droides C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) para resgatar Han Solo (Harrison Ford) do asqueroso Jabba, o Hut.

Dos filmes da trilogia original, O Retorno de Jedi é certamente o mais agitado. A missão para resgatar Han Solo rende uma espetacular cena de ação no poço da planta carnívora Sarlacc, temos uma perseguição em alta velocidade com speeders pela floresta (que, de tão intensa, dispensa até mesmo a música de John Williams), batalhas florestais, duelos de sabres de luz e mais uma corrida espacial pelas trincheiras da Estrela da Morte, que novamente exige o máximo dos especialistas em miniaturas e efeitos visuais. O diretor Richard Marquand comanda bem as ditas sequências, e explora com eficiência os rumos tomados pelo roteiro de Lawrence Kasdan e George Lucas.

O grande destaque, e que sempre me chamou a atenção, desde a primeira vez que o assisti, é mesmo a relação de pai e filho entre Luke e Vader. Lembro de meu espanto e maravilhamento ao finalmente perceber quem era o Jedi que “retornava”, do título, o que rende um clímax intimista e poderoso, como se Luke lutasse para salvar a alma de seu pai do Lado Sombrio da Força, representado pelo sinistro Imperador. É aí que a trilogia dos prequels ganha mais força dentro da original, e a ordem cronológica traz seu charme (sempre achei muito melhor assistir aos episódios IV-VI antes dos I-III) ao nos oferecer um ciclo completo na jornada de Anakin Skywalker; que culmina no retorno de seu Jedi interior.

Querem saber o que não gosto no filme? Resumo em uma palavra: Ewoks. Se a trilogia dos prequels tem Jar Jar Binks, a original tem os “ursinhos carinhosos” da lua florestal de Endor.

Se dependesse de mim, não precisaríamos de um Episódio VII. Fico empolgado como qualquer fã, mas Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi da conta do recado e oferece um encerramento coeso e poético para a história de Darth Vader, impressionando pelo espetáculo, os personagens e todas as coisas únicas que só Star Wars é capaz de oferecer.

Foi maravilhoso revisitar toda a saga. Espero vê-la com grande estilo e carinho quando J.J. Abrams nos levar de volta a esta galáxia muito, muito distante.

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

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