Hoyte Van Hoytema será o diretor de fotografia de BOND 24

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 16 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uma das grandes baixas que o novo filme de 007 sofre é a do diretor de fotografia Roger Deakins, indicado ao Oscar por seu trabalho surreal em Operação Skyfall – e também um dos melhores profissionais do ramo da atualmente. Pois agora o diretor Sam Mendes já encontrou o substituto, e é o cada vez mais ocupado Hoyte Van Hoytema, que recentemente cuidou da fotografia de Ela e Interestelar.

Mesmo que não tenhamos Deakins, Hoytema é um cara talentoso e sua contratação mostra que os produtores da série estão começando a valorizar melhor o visual de seus lançamentos.

As filmagens da nova aventura com Daniel Craig vão começar em Dezembro, com um lançamento previsto para Outubro de 2015. Ben Whishaw, Naomie Harris e Ralph Fiennes são os nomes confirmados até o momento.

Primeiro trailer completo de JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 15 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois de provocar com vídeos virais e um brevíssimo teaser, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 ganha seu primeiro trailer completo, que mostra Jennifer Lawrence e sua Katniss planejando os estágios iniciais da grande batalha que deve ocorrer no último filme. Confira:

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 estreia no Brasil em 13 de Novembro.

| Era Uma Vez em Nova York | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

TheImmigrant
Marion Cottilard brilha na pele da imigrante do título original

É a primeira vez que falo sobre James Gray aqui no blog, um nome que vem se destacando no cinema norte-americano, mas que ainda não explodiu tal como colegas do calibre de David Fincher ou Duncan Jones. Gray é um cineasta bem pessoal e mesmo que não traga muitos maneirismos visuais, é um baita contador de histórias, como nos comprovam os excelentes Os Donos da Noite e Amantes. Com Era Uma Vez em Nova York, Gray faz seu longa mais grandioso, ainda que não traga o mesmo impacto de suas obras anteriores.

A trama é centrada na imigrante polonesa Ewa Cybulska (Marion Cottilard), que chega à Nova York dos anos 20 com sua irmã na esperança de uma vida melhor. Quando a irmã é barrada devido a uma tuberculose e os tios que as abrigariam não aparecem, Ewa fica nas mãos do cafetão Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que promete ajudá-la a libertar a irmã desde que ela trabalhe para ele como prostituta.

O longa é mais um bom exemplar do gênero que explora a ironia e as desilusões do Sonho Americano e sua “Terra de Oportunidades”, especialmente à medida em que Ewa vai cada vez mais corrompendo seus valores durante a estadia em solo norte americano. Marion Cottilard se sai maravilhosamente bem ao retratar a pobre imigrante, entregando uma de suas performances mais contidas e sutis, raramente apelando para explosões dramáticas ou mudanças de humor brutais, sempre preservando a ingenuidade e o medo de Ewa, nem que seja apenas por um simples olhar ou sua trêmula voz ao anunciar que “só quer ser feliz”. Joaquin Phoenix também surge bem como Bruno, e torna seu personagem mais interessante ao revelar a fragilidade que existe por trás de sua figura imponente e às vezes até ameaçadora.

E é raro também que eu elogie uma tradução nacional que fuja do título original, mas o uso de “Era uma vez…” no título (o original é “The Immigrant”, e o filme chegou a ser chamado de “A Imigrante” por um tempo) confere à produção uma áurea fabulesca e de contos de fada, elementos que se justificam pela presença do mágico Orlando (Jeremy Renner, que consegue brilhar como a figura mais carismática da produção) e que se mostram tão alegres como um conto dos irmãos Grimm, então a Europa Filmes merece elogios pela mudança inspirada. Ainda no tom, a produção merece prêmios pela reconstituição de época excepcional, desde o design de produção de Happy Massee, eficiente em reconstruir prédios e ruas da Nova York daquele período, até a fotografia em tons de sépia de Darius Khondji, claramente inspirada na paleta de cores usada por Gordon Willis em O Poderoso Chefão: Parte II, filme que também explora a imigração.

Ainda que não seja necessariamente inovador ou original, Era Uma Vez em Nova York conta uma bela e pesada história e traz em seu leque de qualidades um elenco fantástico e uma reconstrução de época invejável.

Obs: Ao mesmo tempo em que elogio a Europa Filmes pela decisão de mudar o título, devo criticá-la fortemente por destruir a razão de aspecto do filme, recortando o lindo 2:35:1 por uma resolução menor e que danifica os enquadramentos do filme. Péssima apresentação técnica.

| Hércules | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

Hercules
Dwayne Johnson e o hoodie mais badass da História

A cada filme que lança, me parece mais clara a intenção de Dwayne Johnson de se tornar o Arnold Schwarzenegger de nossa geração. Já se aventurou bastante pela ação, policial, ficção científica e, claro, os filmes em que o fortão faz papel de bobo perto de crianças – sem falar que, como Schwarza fez com Batman & Robin, Johnson também viverá um vilão da DC Comics nos cinemas. Mas faltava a The Rock um épico, se o antigo Governator iconizou Conan, O Bárbaro, Johnson tem a chance de tentar um feito similar com Hércules.

A trama do filme é inspirada em uma HQ do falecido Steve Moore (sem parentesco com o Alan Moore), que mostra Hércules retornando para casa após realizar seus famosos 12 Trabalhos. Mais derramamento de sangue entra em seu caminho quando ele é contratado pelo rei da Trácia (John Hurt) para treinar seu exército e comandar uma campanha contra um grupo de supostos centauros que habitam a região.

O aspecto mais interessante desta nova versão do herói da mitologia grega é supostamente a criação do mito ao redor de sua figura. O roteiro de Ryan Condal e Evan Spiliotopoulos vê Hércules como um mero mercenário que espalha histórias fantásticas sobre seus feitos, o que ajuda na construção de sua reputação perigosa e divina, e é justamente a dúvida que a dupla provoca no público que move todo o interesse na trama, que até brinca de forma esperta com a imagem de criaturas mortíferas; apenas para revelar a verdadeira natureza por trás destas.

Tirando isso, Hércules é muito pouco grandioso para um épico. É quase um indie épico. As cenas de ação comandadas por Brett Ratner não empolgam, e a ausência de sangue (justificada apenas para que o filme pegasse uma censura menor, possibilitando maior lucro) em batalhas brutais chega a incomodar; nunca vi batalhas tão cleans e artificiais como as que o longa traz aqui. Mais artificial, são os personagens completamente estereotipados e sem personalidade, sempre lutam bem pra cacete e nunca é criada uma sensação de perigo real. Nem mesmo Dwayne Johnson consegue tirar algo de seu Hércules que, mesmo trazendo carisma e uma dedicação física mais do que perceptível, jamais demonstra exatamente o que quer, quais os motivos que se passam em sua mente. Não é de se esperar muito de um filme assim, mas realmente incomodou não saber quem é Hércules.

Sinceramente, Hércules é tão vazio e genérico que eu praticamente esqueci o filme todo. Traz bons momentos aqui e ali e lida bem com a questão do mito ao redor do protagonista, mas é sem graça, aposta em humor nada sutil e desaponta na epicidade. Que Dwayne Johnson tenha mais sorte na próxima.

Observação: O 3D tem seus momentos, mas é no geral descartável.

A Aurora do OSCAR 2015

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Aqui estamos nós novamente. A corrida pelo Oscar vai tomando forma mais rápida agora com o Festival de Toronto, um dos grandes termômetros para o prêmio da Academia. Vamos aproveitar a ocasião e fazer a tradicional postagem que traz alguns possíveis candidatos ao Oscar do ano que vem. Confira

Birdman

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Aplaudido de pé no Festival de Veneza, Birdman promete uma divertida e surtada experiência metalinguística, além de catapultar Michael Keaton de volta aos holofotes. Espere indicações para o filme nas categorias principais.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Michael Keaton), Roteiro Original, Fotografia, Montagem e Trilha Sonora

Boyhood –  Da Infância à Juventude

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Filmado ao longo de 12 anos para registrar o crescimento de uma criança, Boyhood é desde já um dos projetos mais ousados dos últimos tempos. Richard Linklater sempre foi criativo e a Academia já o compensou ao indicá-lo pelos roteiros de sua trilogia Antes, mas este pode ser seu ano de prestígio. O filme recebeu uma ovação praticamente unânime.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Ellar Coltrane), Roteiro Original e Montagem

Corações de Ferro

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O drama de Segunda Guerra centrado em um pelotão dentro de um tanque ainda está verde em sua campanha, mas pode vir a surpreender. Corações de Ferro traz ainda um elenco forte liderado por Brad Pitt, e um trabalho requintado na área técnica.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Roteiro Original, Fotografia, Design de Producão, Montagem, Edição de Som e Mixagem de Som.

The Disappearance of Eleanor Rigby

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Junto com Boyhood, The Disappearance of Eleanor Rigby está na categoria de produções ambiciosas, mas aqui consiste na produção de três filmes que contam a mesma história por pontos de vista diferentes. Traz ainda dois dos mais carismáticos atores da atualidade: James McAvoy e Jessica Chastain.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (James McAvoy), Atriz (Jessica Chastain), Roteiro Original, Fotografia e Montagem.

Foxcatcher

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Pra mim, surge disparado como O favorito no momento. Bennett Miller é um talentoso diretor de dramas, já tendo participado da corrida com Capote e O Homem que Mudou o Jogo, mas com Foxcatcher o cara promete fazer barulho mais alto. Traz elogiadas performances de Steve Carrell e Channing Tatum na história real de uma tragédia no esporte da luta greco romana.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Steve Carrell), Ator Coadjuvante (Channing Tatum), Roteiro Original, Montagem, Edição de Som e Mixagem de Som

Garota Exemplar

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Depois de 3 anos, David Fincher lança seu novo filme, e a mera menção de seu nome já desperta especulação de prêmios. É mais um suspense, gênero que o diretor comanda como ninguém, e promete uma trama esperta e um elenco que pode surpreender. Eu acredito em Ben Affleck!

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Ben Affleck), Atriz Coadjuvante (Rosamund Pike), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som

O Grande Hotel Budapeste

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Sem dúvida o filme mais divertido do ano, O Grande Hotel Budapeste provavelmente receberá menos atenção do que merece, prometendo maior presença nas categorias técnicas. No entanto, torço para uma indicação para Ralph Fiennes, na melhor atuação de sua carreira.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Ralph Fiennes), Roteiro Original, Design de Produção, Figurino, Maquiagem e Trilha Sonora.

The Imitation Game

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Um dos pontos altos do Festival de Toronto, The Imitation Game pode garantir uma merecida indicação para Benedict Cumberbatch como ator, assim como para toda a produção. Traz uma história real ambientada na Segunda Guerra Mundial, mais um bônus.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Benedict Cumberbatch), Roteiro Adaptado, Montagem, Edição de Som e Mixagem de Som.

Interestelar

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Talvez seja o primeiro filme de Christopher Nolan a estrear em Novembro, período-chave para as premiações. Ou seja, Interestelar quer ser um dos destaques do Oscar 2015. Vendo o currículo do diretor – esnobado pela Academia diversas vezes – é de se esperar muito da ambiciosa ficção científica, que pode também levar Matthew McConaughey de volta à festa.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Matthew McConaughey), Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Design de Produção, Trilha Sonora, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som.

Invencível

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Novo filme de Angelina Jolie na direção, traz ainda roteiro de Joel e Ethan Coen para contar a história real de um atleta que acabou preso em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. É uma grande aposta do estúdio, e mesmo que não tenhamos tido nenhuma exibição do filme, não podemos esquecê-lo. Ah, e tem Roger Deakins fazendo a direção de fotografia.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Jack O’Connell), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Design de Produção, Figurino, Edição de Som e Mixagem de Som.

Maps to the Stars

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Os últimos trabalhos de David Cronenberg não têm sido exatamente do tipo que agrada a Academia, e tendo em vista que Maps to the Stars ataca ferozmente Hollywood, não contaria com sua presença em massa. No entanto, Julianne Moore recebeu notável ovação (e um prêmio em Cannes) por sua performance como uma atriz fracassada. Fiquem de olho.

Possíveis Indicações: Melhor Atriz (Julianne Moore) e Roteiro Original

Miss Julie

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Primeiro filme que Liv Ullmann dirige com um grande elenco de língua inglesa, Miss Julie adapta a famosa peça homônina. Enquanto não vejo inovações na história, aposto no sucesso do filme nas categorias técnicas (especialmente figurino) e também ficaria feliz em ver Jessica Chastain indicada novamente.

Possíveis Indicações: Melhor Atriz (Jessica Chastain), Fotografia, Design de Produção e Figurino.

Mr. Turner

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Mike Leigh comanda a cinebiografia do pintor inglês J. M. W. Turner, que é interpretado por um elogiado Timothy Spall. O ator ganhou um prêmio pela performance em Cannes, e uma indicação ao Oscar talvez seja a única grande lembrança do filme – que deve ser mais lembrado em categorias técnicas.

Possíveis Indicações: Melhor Ator (Timothy Spall), Roteiro Original, Design de Produção, Fotografia e Figurino.

Nightcrawler

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Jake Gyllenhaal ganhou bastante peso para interpretar o jornalista investigativo de Nightcrawler, o que automaticamente o coloca sob consideração para prêmios. Além da elogiada performance, o filme foi aclamado pela originalidade e seu tom obscuro.

Possíveis Indicações: Melhor Ator (Jake Gyllenhaal), Roteiro Original, Fotografia, Montagem e Edição de Som.

A Teoria de Tudo

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Mais uma biografia sobre o físico Stephen Hawking, dessa vez protagonizada por Eddie Redmayne e Felicity Jones, ambos tidos como prováveis indicados após a aceitação em Toronto. Pessoalmente, parece um filme belíssimo e uma história de superação é sempre irresistível para a Academia.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Eddie Redmayne), Atriz (Felicity Jones) e Roteiro Adaptado.

Vício Inerente

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Cara, Paul Thomas Anderson dirige uma história de investigação psicodélica nos anos 70. Quer mais? Joaquin Phoenix é o detetive perturbado que protagoniza a narrativa, que ainda traz Josh Brolin, Benicio Del Toro, Owen Wilson, Reese Whiterspoon e a novata Katherine Waterson no elenco. Imperdível.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Joaquin Phoenix), Ator Coadjuvante (Josh Brolin), Atriz Coadjuvante (Katherine Waterson, Roteiro Adaptado, Fotografia, Design de Produção, Figurino, Montagem, Maquiagem, Edição de Som, Mixagem de Som e Trilha Sonora.

Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Um dos filmes mais aguardados por mim para este ano, Whiplash foi o grande vencedor do Festival de Sundance deste ano, colecionando mais elogios em Toronto. Não acho que o filme será um dos grandes competidores, mas a sorte deve sorrir para J.K. Simmons, na pele de um ambicioso professor de jazz.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (J.K. Simmons), Roteiro Original, Fotografia, Edição de Som e Mixagem de Som.

Mais possíveis candidatos

Uma Aventura LEGO – Melhor Canção Original (Everything is Awesome)

Êxodo: Deuses e Reis – Melhor Design de Produção, Figurino e Efeitos Visuais

Guardiões da Galáxia – Melhor Maquiagem

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos – Melhor Design de Produção, Montagem, Maquiagem, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som

Malévola – Design de Produção, Figurino e Maquiagem

Noé - Melhor Design de Produção e Trilha Sonora.

Planeta dos Macacos: O Confronto – Melhores Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som

Transformers: A Era da Extinção – Melhores Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som

Posso estar certo, posso estar muito errado. Fiquem ligados, a corrida pelo Oscar está só começando…

| Anjos da Lei 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Jonah Hill e Channing Tatum estão de volta

Continuações são arriscadas. Especialmente se estivermos no âmbito das continuações de comédias, que tendem muito a decepcionar: a trilogia Se Beber, Não Case! é o perfeito exemplo de uma boa piada que funcionou uma vez e foi estuprada para render continuações “maiores e melhores”, praticamente repetindo passo a passo a fórmula do original. É justamente esse sistema que Anjos da Lei 2 ataca, e o faz isso de forma inteligente e, mais importante, engraçada.

A trama começa logo depois dos eventos do primeiro filme (com direito até a um “Previously on…”), com Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) recebendo a missão de se infiltrar em uma faculdade local e capturar um traficante que anda espalhando uma nova droga experimental pelo campus. À medida em que os dois vão se misturando em grupos sociais distintos, a parceria dos dois vai sofrendo atritos.

Se você prestou atenção, reparou que a premissa é EXATAMENTE igual à do primeiro, trocando apenas o ensino médio pelo superior. O roteiro assinado por Michael Bacall, Ori Uziel e Rodney Rothman continua martelando na metalinguagem, o que novamente rende algumas das melhores piadas: personagens repetindo o tempo todo que Schmidt e Jenko façam “exatamente a mesma coisa da última vez”, repetições que se dão conta de que são repetições e há até uma perseguição de carros onde o personagem de Hill orienta o companheiro para não destruir nada que a Polícia não possa pagar, já que o departamento estourara o orçamento estabelecido pela polícia, quase como uma produção hollywoodiana se descontrolando. É a metalinguagem da metalinguagem.

Mas se a proposta deliberadamente levaria Anjos da Lei 2 para o caminho sombrio do qual faz piada, é aí que a trama começa a trazer reviravoltas e se diferenciar da fórmula do primeiro, especialmente na resolução do caso. A introdução de coadjuvantes carismáticos, nas figuras de Wyatt Russell, Amber Stevens (lindíssima) e Jillian Bell – além da decisão acertadíssima de expandir o personagem de Ice Cube – enriquecem o universo meta e repleto de referências pop criado pelos diretores Phil Lord e Chris Miller – que devem estar agora relaxando em uma paraíso tropical, dada a incrível sequência de sucessos que a dupla vem mantendo. Jonah Hill e Channing Tatum também continuam divertidos em sua relação quase homoafetiva, rendendo diversos trocadilhos do tipo “eu acho que é hora de nós começarmos a investigar outras pessoas” ou até uma inesperada e afetada terapia de casais.

Anjos da Lei 2 é engraçado e inteligente como o primeiro, aperfeiçoando praticamente todo setor da produção (só peca ao ter um vilão menos carismático do que Rob Riggle) ao mesmo tempo em que ri de seus próprios absurdos. E tem provavelmente a melhor sequência de créditos finais já produzida na História, literalmente deixando a melhor piada para o final.

Imperdível. Realmente espero que a dupla não custe a se mudar para o número 23 da Jump Street.

Obs: Diversas participações especiais divertidíssimas ao longo do filme. Fiquem de olho.

Obs II: Há uma cena após os créditos.

Análise Blu-ray: O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: A AMEAÇA DE ELECTRO

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uau, faz muito tempo que não apareço com um Análise Blu-ray por aqui… Pra tirar o atraso, resolvi falar sobre o último filme a adentrar minha coleção: O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro. Não só é o mais recente lançamento, mas também é um filme que ganhei num sorteio, e eu NUNCA ganho esse tipo de coisa. Por isso, a atenção. Vamos lá:

O Filme

3.5

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Bem, vocês que leem o blog sabem que achei o novo filme uma bela bagunça. Não acho que Marc Webb seja o diretor ideal para tocar a franquia, o ritmo e tom se misturam entre o cartunesco, com o Electro bobalhão de Jamie Foxx, e o drama, envolvendo a chatice da subtrama dos pais de Peter Parker ou a própria decisão de tornar o Aranha mais descolado, menos nerd. Mas mesmo assim, em meio ao caos é possível encontrar boas coisas: humor acertado, o elenco é carismático, a ação melhora em relação ao anterior e a tão esperada cena com Gwen Stacy cumpre as expectativas. No fim, é um bom filme, mas o personagem pode – e merece – um tratamento melhor. Crítica Completa.

Comentário em Áudio dos Realizadores

3.5

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Sem a presença do diretor Marc Webb, a faixa solo de comentários em áudio (com legendas em português) traz os produtores Avi Arad e Matt Tolamch, e os roteiristas Alex Kurtzman e Jeff Pinkner (Roberto Orci também assina o roteiro, mas não está aqui). É interessante para aprender alguns detalhes sobre os bastidores de cenas mais difíceis ou até mesmo algumas que tenham ficado de fora. O problema, é que Arad é um sujeito orgulhoso e narcisista, insistindo em puxar o saco do filme e da equipe todo momento, como se fosse responsável pela realização de Lawrence da Arábia. Basicamente quer esquecer o bom trabalho que fez com Sam Raimi na trilogia original.

Cenas Excluídas e Estendidas

4.5

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Os fãs sedentos por mais vão adorar: 25 minutos de material inédito do filme (13 cenas no total), todo ele com comentário de Marc Webb. A cena mais polêmica envolve o encontro de Peter com seu pai, presumidamente morto, em um final alternativo que foi descartado. Pessoalmente, me chama mais atenção a longa cena que traz Harry apresentando Felicia (Felicity Jones, que tem um pouquinho mais destaque no material inédito) a Peter, já plantando um futuro envolvimento entre o Aranha e a Gata Negra. Temos também mais tomadas com os vilões, incluindo algumas não completadas do Duende Verde. Sem menção às cenas com Mary Jane que foram filmadas com Shailene Woodley, mas é um material sólido.

A Recompensa do Heroísmo: Produzindo O Espetacular Homem-Aranha 2

5.0

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Documentário de 1h40 dividido em seis partes que mergulha no processo de criação, desenvolvimento e produção de O Espetacular Homem-Aranha 2 – também podemos chamá-lo de making of. É denso e bem detalhado, e particularmente me chamou a atenção a influência do ator e acrobata Buster Keaton para Webb e o instrutor de combate durante as cenas que ilustram as manobras do Aranha. O doc ainda fala sobre os rumos da história, os efeitos visuais, os vilões, a maciça construção de uma Times Square digital e em estúdio, a pós-produção e o futuro da saga, contando até com depoimentos em que Webb admite ter aprendido com diversos erros do filme anterior. Muito bom e informativo.

A música de O Espetacular Homem-Aranha 2 por Marc Webb

4.0

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O extra anterior já dedica um bom tempo ao processo da trilha sonora do filme, mas esta ganha ainda mais um featurette, dessa vez enfocando aa decisões de Marc Webb. A trilha é assinada por Hans Zimmer, em conjunto com Pharrell Williams, Johnny Marr e outros, no conjunto batizado de The Magnificent Six. Ponto alto definitivo do departamento, é o tema de Electro (“My Enemy”) que tem o processo de criação mais detalhado.

Clipe Musical “It’s On Again” – Alicia Keys

3.5

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Nada além do videoclipe para uma das músicas-tema do filme: “It’s On Again”, assinada por Alicia Keys. Gosto da música e da direção do clipe, que traz trechos do filme e diversas participações, incluindo Pharrell Williams e Hans Zimmer. Not bad.

Nota Geral: 4.0

O blu-ray simples de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro está definitivamente acima da média, com muito mais material extra do que a maioria dos lançamentos do tipo. Se eu que não sou o maior admirador do filme e fiquei muito satisfeito, os fãs mais apaixonados vão adorar.

Preço: R$ 69,90

Só lembrando que também estão disponíveis versões em 3D e com DVD.

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