| Os Mercenários 2 | Ou: “Chuck Norris e o Conto da Picada de Cobra”


Bem melhor que uma conversa na missa hein? Schwarzenegger, Stallone e Willis enfim têm uma reunião digna
Eu nunca tinha visto um filme do Chuck Norris. Não vivi na década de 80, então assistir a Os Mercenários 2 é uma experiência um tanto diferenciada para mim e aqueles que não sejam familiarizados com as carreiras de seus astros. Claro que todo mundo conhece o “básico” (Stallone com Rocky, Schwarzenegger com Exterminador do Futuro e Willis com Duro de Matar) e isso já foi o suficiente para se divertir com o longa.
A trama acompanha novamente o grupo de mercenários “dispensáveis” do primeiro filme, trazendo o Sr. Church (Willis) contratando-os para mais uma missão: interceptar um criminoso que planeja um ousado roubo de plutônio, ao mesmo tempo em que vingam a morte de um membro.
Um fiapo de história, como o descrito acima, é mais do que suficiente para soltar o elenco sedento por destruição e testosterona. Não se deve esperar uma obra-prima vindo de um filme assim, então Os Mercenários 2 ganha créditos por aproveitar todo o potencial de seu estrelado elenco – seja em momentos de pancadaria, seja em momentos de humor que relembrem famosos bordões de seus intérpretes (“I’m Back!” ) – feito que o longa anterior só abordava tangencialmente.
Tal melhoria certamente se deve à saída de Sylvester Stallone da direção, dando espaço ao relativamente competente Simon West, que mostra-se infinitamente melhor no comando de cenas de ação, mesmo que tenha graves problemas de congruência espacial (em certo ponto, desisti de tentar entender em que país os personagens estavam, ou de onde teria surgido aquele aeroporto no clímax). Mas isso não é um problema grave devido às circunstâncias a que o filme se entrega: o roteiro de Stallone e Richard Wenk cria situações tão absurdas quanto impressionantes, e cada astro ganha devido espaço em cena para mostrar suas habilidades.
Desnecessário dizer que a reunião Stallone-Schwarzenegger-Willis seja o ponto alto (ultrapassando de longe o rápido diálogo na igreja no filme anterior), mas é fascinante ver Jason Statham vestido de monge enquanto esfaqueia diversos oponentes (“Eu agora os declaro marido e… Adaga”) ou as “voadoras giratórias” de Jean Claude Van Damme (cujo vilão se chama… Villain!). Aplaudo de pé também a decisão de brincar com a imagem de “fodão” que o ator Chuck Norris tem ganhado na internet nos últimos tempos, o que rende sequências antológicas (sua entrada ao som de Morricone é arrepiante).
Superior ao primeiro filme em quase todos os aspectos (até mesmo a fotografia granulada, que confere à fita um visual desgastado e similar a o de um VHS), Os Mercenários 2 brinca com seus jogadores e empolga em sua proposta. Afinal, tem o Chuck Norris quebrando tudo, só isso já seria o bastante para recomendá-lo.
2 de setembro de 2012 às 12:48
Eu gostei bastante do filme e o Chuck Norris simplesmente é FODA
10 de setembro de 2012 às 15:23
Muito bom o texto Lucas! Curti esse filmaço e concordo com vc: superou o primeiro em todos os aspectos. Algo que eu nao tinha curtindo no 1 é que achei alguns astros subutilizados, mas nesse eles equilibraram melhor o peso de cada um. Pena que o Jet Li só apareça no começo. A entrada de Norris é sensacional mesmo, hahaha… Abraços!
13 de setembro de 2012 às 22:04
Gostei do filme, só senti falta de roteiro, a cena do bar em que aparece o gigante daria uma boa sequencia de pancadaria mas acabou com 2 socos, e Norris é o cara, agora ele estar passeando nos confins do mundo coincidentemente no local e momento em que os amigos precisavam dele… sei lá, dava pra encaixar ele de maneira mais coerente. O mesmo aconteceu com o Arnold, Aparecer com uma maquina naquele lugar foi forçar a barra, fora isso a sequencia de pancadaria na igreja foi perfeita, lembrou até god of War.
10 de abril de 2013 às 11:22
O Chuck Norris tava passeando pelo local na hora.