Kathryn Bigelow dirigindo MULHER MARAVILHA?

Posted in Críticas de 2014, Notícias on 24 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Com o anúncio maciço de seus projetos até 2020, a Warner vai se movimentando para levar mais personagens da DC às telas. Ontem, tivemos a notícia de que o estúdio procura uma mulher para dirigir o longa da Mulher-Maravilha estrelado por Gal Gadot, com data marcada para 2017.

A Warner definitivamente sonha a alto, e traz uma lista de candidatas que inclui Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror, A Hora Mais Escura), Michelle McLaren (episódios de Breaking Bad e Game of Thrones), Lexi Alexander (O Justiceiro: Em Zona de Guerra) e até mesmo Angelina Jolie, cada vez mais engajada como diretora.

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Pessoalmente, seria um sonho ver Kathryn Bigelow assumindo a função. É quase impossível de se acontecer, já que a diretora não é do tipo que se envolveria com estúdios e histórias em quadrinhos, mas fico muito intrigado em imaginar como ela lidaria com a personagem. Também torço para que a DC, ao contrário do método da Marvel Studios, forneça maior liberdade criativa a seus diretores – fator decisivo para a entrada de Bigelow no projeto.

Fica aqui a minha posição a favor da diretora. Não custa sonhar.

Aguardemos por mais novidades.

| Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

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O intenso embate entre Anakin e Obi-Wan

Quando assisti a Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith pela primeira vez, mal dormi, diante o impacto. Considerando que era uma criança de 10 anos que acabara de testemunhar a reviravolta mais sombria e pesada da saga – incluindo imolações e genocídios de crianças – é natural, óbvio. Quase uma década depois, o impacto do Episódio III não diminui, mas cada vez mais enxergo seu brilhantismo.

A trama começa em meio às Guerras Clônicas iniciadas no fim do episódio anterior, com Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) lutando para capturar o perigoso General Grievous (voz de Matthew Wood). Em meio ao conflito, Anakin fica angustiado quando começa a ter pesadelos que preveem a morte de sua amada Padmé (Natalie Portman), o que gera uma aproximação cada vez maior ao chanceler Palpatine (Ian McDiarmid), que se aproveita da situação para enfim revelar seu plano fatal e atrair o jovem Jedi para o Lado Sombrio da Força.

Quaisquer erros que George Lucas cometera nos Episódios I e II, ele compensa aqui. O longa não é perfeição em sua pura forma, já que Hayden Christensen permanece um ator limitado (ainda que se saia consideravelmente melhor aqui do que em Ataque dos Clones) e aqui e ali Lucas insiste em piadinhas como gritos cartunescos de droides ou coisa do gênero. É uma aventura divertidíssima em seus momentos iniciais, com Lucas cada vez mais seguro na condução de batalhas espaciais, duelos de sabres de luz e os próprios efeitos digitais que tornam todas estas possíveis – o General Grievous é um feito admirável. Misteriosamente, foi o único filme da saga a não concorrer ao Oscar nesta categoria.

Mas então, A Vingança dos Sith se transforma em um filme muito, muito sombrio. À medida em que vamos conhecendo a história e ideologia de Palpatine, vamos entendendo a confusão que permeia o jovem Anakin Skywalker. “O bem e o mal são pontos de vista”, diz o lorde Sith em um dos momentos-chave da trama. Lucas é corajoso ao mostrar o massacre dos Jedi de forma trágica e brutal, acompanhado pela sempre infalível trilha sonora de John Williams (que, aqui, abraça de vez a tragédia em seus acordes) e momentos poderosos que vão de uma sessão no Senado assumidamente inspirada em um ponto crucial de O Poderoso Chefão até o megalomaníaco duelo final entre Anakin e Obi-Wan. É uma sequência de ação maciça e inspirada, mas difícil de se assistir quando sabemos que a amizade entre os dois Jedi é o grande vínculo emocional da produção; e se Christensen não tem todo o carisma que o papel exige, Ewan McGregor impressiona com sua intensa performance.

Todo o terceiro ato do longa é impecável. A montagem de Roger Barton e Ben Burtt é inteligente ao intercalar o nascimento dos gêmeos Luke e Leia com o “renascimento” de Anakin como Darth Vader. Quando começamos a ver as ligações com a Trilogia Original sendo feitas, é impossível não se soltar no mínimo um sorriso satisfatório; não importando sua opinião a respeito da trilogia como um todo. No meu caso, o sorriso vem acompanhado de lágrimas.

Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith permanece para mim como um dos melhores filmes da saga, e certamente o mais sombrio. A origem de Darth Vader é revelada de forma cuidadosa e impactante, não recebendo o devido reconhecimento que merece.

E, finalmente, voltamos no tempo – e avançamos na cronologia – para analisar o clássico que fez História.

Próximo: Uma Nova Esperança.

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

| Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 23 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Anakin e Padmé na batalha de Geonosis

Se A Ameaça Fantasma foi uma decepção para os fãs por não manter o espírito da trilogia original, Ataque dos Clones certamente satisfaz nesse quesito, tendo tido uma recepção superior ao filme de 1999 – ainda que não seja amado pelos saudosistas. Já eu, adoro.

A trama começa uma década após os eventos do anterior, com a República cada vez mais em crise graças aos ataques da Federação do Comércio e o movimento separatista. Nesse cenário, a senadora Amidala (Natalie Portman) é posta na mira de um misterioso assassino, o que leva acarreta na chegada dos Jedi Obi Wan Kenobi (Ewan McGregor) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen) para protegê-la e encontrar o vilão.

Eu tenho um afeto especial por Ataque dos Clones. Foi o primeiro filme da saga que assisti no cinema – uma das experiências cinematográficas mais marcantes da minha infância – e também o primeiro que condenou à “maldição” da expectativa voraz. E mesmo agora, 12 anos depois, acho que George Lucas evoluiu muito de A Ameaça Fantasma, seja como roteirista (aqui, com o apoio de Jonathan Hales) ou como diretor, aqui como pioneiro na distribuição digital de longas-metragem (recomendação: o documentário Lado a Lado, de 2012).

Claro, o filme não passa enxuto de problemas. O romance central entre Anakin e Amidala pode tornar-se tedioso, ainda mais quando a montagem de Ben Burtt o intercala com a missão de Obi-Wan, que é bem mais interessante. Não ajuda também o fato de Hayden Christensen ser um dos mais inexpressivos atores de sua geração, mesmo que sua química com Natalie Portman pontualmente funcione e aqui e ali ele apresente pequenas explosões de raiva que antecipam seu destino sombrio. O que faz o romance convencer, de fato, é a belíssima composição “Across the Stars” de John Williams, um dos pontos altos de sua contribuição para a série.

Como épico espacial, Ataque dos Clones é um digno exemplar. Seja na perseguição cosmopolita envolvendo a misteriosa assassina Zam Wesell, o duelo entre Obi-Wan e Jango Fett (meu preferido da saga) ou a gigantesca batalha final que introduz as Guerras Clônicas. Os efeifos visuais impressionam como sempre, e até a trama política fica mais instigante com a crescente participação de Palpatine (Ian McDiarmid), dando até mesmo uma função decisiva para o abobalhado Jar Jar Binks.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones é um ótimo filme e que traz os ingredientes vitais para um blockbuster bem sucedido. Traz seus deméritos típicos de George Lucas, mas todos eles seriam apagados quando a trilogia dos prequel mostrasse a que veio, 3 anos depois.

Próximo: A Vingança dos Sith

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

Primeiro trailer de OS VINGADORES 2: A ERA DE ULTRON

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Acabou de sair em HD! Confira o primeiro trailer de Os Vingadores 2: A Era de Ultron. Tem robôs assassinos, Feiticeira Escarlate e Tony Stark saindo na mão com o Hulk.

Trailer empolgante…

Os Vingadores 2: A Era de Ultron estreia no Brasil em 30 de Abril de 2015.

| Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Duel of the fates: Os Jedi enfrentam a ameaça de Darth Maul

Com a repetina decisão da rede Cinemark em exibir todos os filmes da hexalogia de Star Wars, aproveito a oportunidade não apenas para ver alguns dos filmes na tela grande, mas também escrever sobre eles. Que forma melhor de aquecer pro Episódio VII?

Adotando a ordem cronológica, começo hoje com aquele que foi a grande decepção da saga, mas que ainda assim permanece uma obra competente: Star Wars: Episódio I – A Ameaca Fantasma.

A trama é ambientada quase 40 anos antes dos eventos da trilogia original, tendo início quando os cavaleiros Jedi Qui-Gon Jin (Liam Neeson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são enviados para negociar termos contra a maléfica Federação do Comércio, que planeja um ataque ao planeta Naboo e à Rainha Amidala (Natalie Portman). Os eventos levam a dupla a diversos planetas enquanto tentam proteger a rainha, ao mesmo tempo em que uma ameaça invisível vai surgindo das trevas.

As pessoas adoram odiar A Ameaça Fantasma, e realmente não podemos culpá-las por isso. Maravilhado com os feitos que a computação gráfica era capaz de alcançar no final dos anos 90, George Lucas aposta em diversos cenários e criaturas digitais; estas últimas prejudicadas por aquela que é a pior invenção do diretor: o gungan Jar Jar Binks, personagem infantil completamente dispensável que serve como o mais retardado alívio cômico dos últimos tempos. Prejudica também a insistência de Lucas em temas políticos fortes, que diversas vezes fazem o longa se perder em sua proposta de aventura espacial, que ainda torna-se entendiante ao apostar na péssima atuação do estreante Jake Lloyd, o jovem Anakin Skywalker, que torna-se peça essencial da narrativa.

Aliás, a verdade é que Lucas não é dos melhores diretores de elenco pela indústria. Mesmo que tenha lá Natalie Portman, Ewan McGregor e Samuel L. Jackson em bons papéis, nenhum deles realmente se destaca, praticamente no piloto automático. O mérito fica mesmo com Liam Neeson, personificando um dos personagens mais admiráveis de toda a saga, ainda que seja um mero arquétipo de “sábio mestre”. Ah, já falei do Jake Lloyd…

Mas seria injusto odiar totalmente o filme. Não só uma produção admirável com figurinos e maquiagens requintadas, A Ameaça Fantasma consegue ser épico quando o deseja. Sequências como a corrida de pods em Tatooine e o já exemplar duelo de sabres entre Obi-Wan, Qui-Gon e o sombrio Darth Maul (Ray Park, sempre maquiado) comprovam o cuidado da equipe na manipulação de efeitos visuais, o trabalho magistral de Ben Burtt no desenho de som e a ótima direção de Lucas para cenas do tipo. E, claro, a trilha sonora operática do mestre John Williams.

Revendo depois de muito tempo, percebo que Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma certamente foi prejudicado pela expectativa de sua época de lançamento, mas o resultado ainda é longe da grandiosidade.

Felizmente, o próximo episódio se aproximaria bem mais desse status.

Amanhã: Ataque dos Clones

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

| Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Foxcatcher
Steve Carell é John du Pont

Bennett Miller é um nome que não deve ser esquecido. Mesmo tendo comandado apenas três longas, o diretor vem se mostrado um dos mais interessantes e habilidosos da nova leva, sempre adotando uma abordagem engajante com seus diferentes tema. O crime em Capote, o beisebol emO Homem que Mudou o Jogo e agora, a luta olímpica com Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. Nenhum desses filmes é unicamente sobre os respectivos temas, claro, e é com seu novo trabalho que Miller mira mais alto do que nunca.

Roteirizada por E. Max Frye e Dan Futterman, trama é inspirada em eventos reais ocorridos na década de 80. O lutador Mark Schultz (Channing Tatum) treina duro para ser o melhor do mundo, mas não consegue sair da sombra de seu irmão Dave (Mark Ruffalo), não só melhor lutador, como também um chefe de família atencioso. A situação se transforma quando Mark é convocado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para liderar seu time, Foxcatcher, e ser campeão mundial na modalidade.

Ao contrário do que o subtítulo nacional sensacionalista possa sugerir, Foxcatcher é um filme quieto e que leva o tempo que julga necessário para engatar suas ações. O silêncio já virou quase que uma marca registrada de Miller, que opta por uma presença pontual de trilha sonora (mas quando surge, Mychael Danna e Rob Simonsen oferecem o tom sombrio apropriado) e muito destaque para ruídos e as próprias vozes de seu elenco. O primeiro ato do filme realmente demora a engatar, e de nem de longe é a tensão constante vendida pela campanha de marketing do longa, mas o silêncio é um fator decisivo para as performances principais. Steve Carell, por exemplo, depende muito de pequenos suspiros e nuances em sua controlada performance como o complexo du Pont. Se eu temia que o ator fosse aparecer cartunesco aqui, fiquei tranquilo ao vê-lo adotando um tom de voz baixo e jamais pendendo para o overacting – ajuda também a decisão de Miller de jamais explorar a figura do sujeito (o nariz, ou a silhueta que este poderia projetar), sempre tratando-o como mais um personagem, como fica evidente logo em sua discreta primeira aparição; algo que um diretor mais escandaloso seria incapaz de alcançar.

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Channing Tatum e Mark Ruffalo como os irmãos Mark e Dave Schultz

Carell está bem e o papel realmente é um novo estágio de sua carreira, mas é realmente Channing Tatum quem rouba o show. O ator prova aqui todo o seu potencial dramático e, como Carell, se sai bem ao apostar na sutileza. Quase sempre com a cabeça baixa e uma expressão séria que sempre coloca Mark como um sujeito infeliz e até mesmo fracassado (mas ambicioso), o ator protagoniza intensos momentos físicos e psicológicos, impressionando também com sua química curiosa com Mark Ruffalo. Este, aliás, também está excelente como aquela que é a figura mais pura da projeção, convencendo quando aparece para auxiliar seu irmão. Uma cena em especial nos ilustra com perfeição a diferença entre os dois, quando Dave explica a técnica para um determinado golpe para a equipe, enquanto Mark surge no canto oposto malhando suas pernas, como se acreditasse que a capacidade física é o único fator relevante na modalidade.

Mas como falei lá atrás, o filme carrega muito mais do que uma mera história esportiva. Em Foxcatcher, encontramos temas que vão desde a manipulação da câmera até, principalmente, a fragilidade da filosofia americana do self made man. A cena final do filme é crucial para que a mensagem atinja em cheio, especialmente com os gritos eufóricos de “USA”, completamente irônicos no momento em questão. A câmera também chama muito a atenção, especialmente na forma como ela se reflete nos personagens principais: Dave não assiste ao vídeo trazido por seu irmão (por estar ocupado com a família) e não sabe como se comportar durante a realização de um documentário idealista sobre du Pont; Mark é completamente hipnotizado e convencido da superioridade de du Pont ao assistir, colado na frente da televisão, um vídeo sobre a dinastia da família. E, finalmente, du Pont realiza sua decisão fatal após assistir ao dito documentário sobre sua figura, quase como se motivado por este.

Sutil e inquietante Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo impressiona por seu elenco poderoso e a execução cuidadosa adotada por Bennett Miller, que certamente vai afastar boa parcela do público. E novamente fica a prova de que se é possível abordar temas complexos a partir de uma premissa aparentemente fechada.

Mais um ponto para Miller.

Obs: Esta crítica foi publicada durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Primeiro trailer de IN THE HEART OF THE SEA

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois do ótimo Rush: No Limite da Emoção, o diretor Ron Howard e o astro Chris Hemsworth se reúnem para encarar o oceano, com In the Heart of the Sea, filme que conta a história real que inspirou o livro Moby Dick.

Os visuais são belíssimos. Confira:

In the Heart of the Sea estreia em Março de 2015.

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