Prévia do trailer de GAROTA EXEMPLAR

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 11 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Olha, acho esse negócio de “prévia de trailer” um exagero. Mas como alguém que está sedento por material de Garota Exemplar, novo filme do mestre David Fincher, me rendo ao trazer aqui uma amostra de 20 segundos do filme; exibida em um dos comerciais do programa ET, que também sugere que o trailer completo será lançado na próxima segunda-feira.

Enfim, dá pra perceber como está linda a fotografia dark de Jeff Cronenweth, e que Ben Affleck promete surpreender. Confira o breve vídeo:

Garota Exemplar estreia em 1º de Outubro.

Linha do tempo de X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 11 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Todo mundo adora quando super-heróis ou figuras da ficção se metem em eventos históricos, né? Bem, o viral de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido lançou hoje uma caprichadíssima linha do tempo interativa de seus eventos, tendo início com a Crise dos Mísseis Cubanos em 1962 (retratada em X-Men: Primeira Classe) até o futuro caótico de 2018.

Entre diversos divertidos easter eggs em momentos icônicos e eventos como a “Marcha da Mansão X”, é um ótimo complemento. Confira:

http://www.25moments.com/#!/moments/2011

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido estreia no Brasil em 22 de Maio.

| Capitão América 2: O Soldado Invernal | Uma das produções mais personalísticas da Marvel Studios

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Aí sim: o Capitão enfim traz um uniforme decente

Em meu texto sobre Thor: O Mundo Sombrio, reclamei sobre a falta de personalidade dos diretores que assumiam projetos dentro do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que mais pareciam produtos sob encomenda do chefão Kevin Feige (não que isso comprometesse por completo o resultado final destes). Mas em Capitão América 2 – O Soldado Invernal, a produtora parece ter dado mais liberdade aos irmãos Anthony e Joe Russo, que entregam um projeto radicalmente diferente dos anteriores e capaz de se destacar como um dos pontos altos da trajetória do estúdio – ainda que imperfeito.

A trama é ambientada em Washington, e segue o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) trabalhando em conjunto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) para a SHIELD, sob seu pseudônimo bandeiroso. Após uma missão duvidosa, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é atacado pelo misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o herói começa a questionar sua lealdade com a agência, que pode estar sofrendo de corrupção em seus departamentos internos.

De cara, já se percebe a intenção dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely em conferir uma trama mais adulta e política ao herói da Segunda Guerra. Confesso que me preocupava com a forma com que o personagem renderia um filme-solo nos dias atuais (já que Rogers é essencialmente um homem de seu tempo), mas a dupla acerta ao trazer elementos de espionagem internacional e a paranóia do governo americano em manter seus “inimigos” sob completa vigilância, o que entra em choque com a personalidade maniqueísta de “preto e branco” do personagem criado na guerra contra os nazistas. A performance de Chris Evans é bem mais interessante aqui, já que permite ao ator não só brincar com a ideia de um sujeito fora de seu tempo (inúmeras referências, reparem no caderninho), mas também questionar seu próprio papel nesse mundo.

E é justamente por tais virtudes que é uma pena ver o filme tomar as decisões erradas ao explorar sua ameaça invisível. Partindo do ótimo personagem-subtítulo, que surge como um oponente letal e visualmente criativo (ajuda também que a inspirada trilha sonora de Henry Jackman lhe confira um tema arrepiante), o roteiro de Markus e McFeely decepciona ao trazer de volta ameaças do primeiro filme do herói. Entendo ser um elemento essencial dos quadrinhos do Capitão América, mas se já é trabalhoso fazer funcionar um sujeito trajando a bandeira dos EUA em pleno século XXI, o que dizer de uma divisão científica nazista? Funciona com o Capitão, mas no caso da HIDRA, é apenas mais uma agência querendo dominar o mundo – o que não combina com a abordagem oferecida pelos roteiristas na metade inicial do filme.

Mas, se em seu núcleo a produção apresenta seus problemas, ao menos pode orgulhar-se de soar mais como um filme em sua pura forma do que seus antecessores. O humor é muito melhor distribuído aqui (nada como a palhaçada de Thor ou Homem de Ferro 3) e, como havia comentado ali em cima, os irmãos Russo mudam completamente o estilo dos filmes da Marvel ao apostar em cenas de ação agitadas, com cortes rápidos e muita câmera na mão; uma decisão acertadíssima (e claramente inspirada na trilogia Bourne, de Paul Greengrass) e que garante a O Soldado Invernal seus melhores momentos, que certamente impressionarão o espectador com coreografias excepcionalmente elaboradas e perseguições de carro empolgantes.

No fim, Capitão América 2: O Soldado Invernal revela-se uma das produções mais adultas e bem colocadas da Marvel Studios, ainda que seja comprometida por incongruências temáticas. Empolga pelo espetáculo e alguns momentos de tensão genuína, tornando-se um dos filmes mais interessantes do estúdio até o momento.

Obs: Como de costume em um filme da Marvel, há cenas adicionais após os créditos. Uma no meio e outra no fim.

Obs II: Stan Lee está lá também, duh. E também algumas referências a outros Vingadores. E um inédito…

Obs III: Graças a Odin, minha sessão era em 2D, por isso não tenho como julgar a qualidade da conversão em 3D.

Novo trailer de ANJOS DA LEI 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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A comédia mais aguardada do ano ganhou seu novo trailer hoje. Entre cenas inéditas, explosões maiores e muita piada com Jonah Hill e Channing Tatum, há também a inclusão do Spring Break na trama. Confira:

Anjos da Lei 2 estreia no Brasil em 3 de Julho.

| Noé | Épico bíblico com assinatura de Darren Aronofsky

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

NOAH
Noé radical: Barbona e máquina zero

Ao passear pela carreira do cineasta americano Darren Aronofsky, nem poderíamos imaginar que futuramente encontraríamos Noé entre as produções, geralmente centradas em personagens problemáticos que enfrentam grandes dilemas morais e surtos psicológicos. Mas terminada a sessão, é bem claro que o personagem-título deste novo filme é uma figura que se encaixa perfeitamente na carreira do diretor e que, fiel ou não ao material bíblico, oferece um estudo complexo e fascinante.

A trama adapta o icônico conto bíblico da Arca de Noé, quando Deus (ou, o Criador aqui) estava insatisfeito com a maldade do Homem e resolveu enviar um dilúvio para extinguir a humanidade e recomeçar do zero. A fim de garantir a sobrevivência dos animais, o Criador recorre ao ser humano que este julga como mais puro e digno da tarefa: Noé (vivido por Russell Crowe).

Eu realmente temia pelo futuro de Aronofsky quando este anunciou Noé como seu próximo projeto. Não só os grandes épicos bíblicos parecem esquecidos por Hollywood (curiosamente, agora mais produções do gênero estão para chegar nos próximos anos), mas também pelo inevitável embate cineasta autoral vs. grande estúdio americano. Felizmente, o diretor – que assina o roteiro ao lado de Ari Handel – faz uso de todas as ferramentas megalomaníacas de uma produção blockbuster para compor uma história esperta e permeada por discussões filosóficas mais complexas do que o esperado. A fotografia de Matthew Libatique é eficaz ao capturar lindíssimas imagens de ambientes primordiais (a razão de aspecto expandida da tela ajuda), o design de produção de Mark Friedberg impressiona pelo escopo e realismo da robusta arca e o figurinista Michael Wilkinson merece aplausos pela releitura radical no visual de seus personagens: desde um Noé barbudo e careca até o antagonista Tubal Cain (Ray Winstone), cujas vestes de couro se sobressaem diante de seus colegas de cena.

Tecnicamente impecável (com exceção daquelas horrorosas pombas digitais, que garantem uma premonição do que o remake de Os Pássaros nos aguarda), Noé realmente chama a atenção por seus significados. Classificá-lo como uma produção apelativa à religião seria um equívoco, até porque o filme traz diversos elementos da teoria evolucionista (que inclui uma das montagens aceleradas mais lindas já feitas, e que certamente deu dor de cabeça ao talentoso montador Andrew Weisblum). Nas mãos de Aronofsky (que, mera curiosidade, é ateu), Noé é um sujeito complexo e cuja devoção cega ao Criador o testa a refletir e contrariar sobre as mais delicadas questões: seriam todos os humanos mortos pelo dilúvio dignos de tal aniquilação? Definitivamente não. O momento em que Noé e sua família tentam se confortar no interior da arca, com os desesperados gritos abafados ecoando pelas paredes é um dos pontos altos da produção, já que quebra qualquer maniqueísmo em relação às motivações de seus personagens – incluindo as do próprio Criador.

O jogo fica ainda mais intrigante quando o roteiro nos revela até onde a devoção do protagonista a seu superior pode levá-lo, revelando facetas assustadoras – que Russell Crowe é excepcional ao exibí-las e contrastá-las com o retrato bondoso e amigável de Noé que vira traçando na primeira metade do longa. Sem entrar muito em detalhes, mas as decisões tomadas pelo protagonista no desfecho de tal evento são sutilmente refletidas nas figuras dos Guardiões – gigantes de pedra que parecem ter saído de uma escultura rupestre – que representam os anjos caídos; expulsos do Paraíso pelo Criador por sua compaixão à Adão. Quando se analisa a decisão final de Noé no longa, é um paralelo muito viável.

Embalado pela belíssima trilha sonora do mestre Clint Mansell, Noé é um épico cuja preocupação com os dilemas de seus personagens impressiona tanto quanto o espetáculo visual. Nas mãos de um cineasta do calibre de Darren Aronofksy, é uma obra rica e capaz de iniciar as mais diferentes discussões. Não importando qual religião ou crença.

Obs: O 3D convertido não machuca, mas também não oferece nada demais.

Diretores | Darren Aronofsky

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Darren Aronofsky é um dos nomens mais inventivos da atualidade. Dono de um currículo invejável, ele surpreendeu ao anunciar que seu próximo filme seria uma adaptação épica da Arca de Noé, que estreia nos cinemas brasileiros já na próxima quinta feira. E está aí a deixa para relembrarmos os longas anteriores de Aronofksy. Confira:

Pi (1998)

3.5

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Em sua estreia como diretor, Darren Aronofksy já estabelece suas características marcantes no indie perturbador Pi: momentos perturbadores, ritmo tenso e um apelo visual único. A saga paranóica de um matemático brilhante que se envolve em perigosas situações impressiona pela fotografia preto-e-branca e fortemente granulada, assim como a performance central de Sean Gaulette. Não é um grande filme, mas vale a visita e já estabelece dois parceiros inseparáveis do cineasta: o diretor de fotografia Matthew Libatique e o compositor Clint Mansell.

Réquiem para um Sonho (2000)

5.0

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Se algum dia precisar alertar vindouros filhos sobre o perigo das drogas (ou de qualquer vício descontrolado, em geral), uma – e uma apenas – sessão de Réquiem para um Sonho será o suficiente. De longe o melhor filme de Aronofksy, gira em torno de indivíduos problemáticos que se entregam a diferentes vícios, rendendo consequências devastadoras. Do elenco afiado (que tem até Marlon Wayans) até a inesquecível trilha sonora tema de Clint Mansell, o filme se destaca como um dos mais perturbadores e depressivos do novo milênio. E é justamente aí que reside sua força.

Impossível comentar sem trazer na íntegra:

Fonte da Vida (2006)

4.0

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Projeto mais ambicioso do diretor, Fonte da Vida se concentra em três tramas protagonizadas por Hugh Jackman em épocas distintas, todas amarradas pela presença da mística Árvore da Vida, que garantiria vida eterna a seu senhor. A narrativa é complexa e seu escopo temático (assim como o incrível visual) aproximam Fonte da Vida de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas enquanto Stanley Kubrick se apoiava na Ciência para testar os limites humanos, Aronofsky oferece uma viagem completamente espiritual e rodeada de elementos religiosos – o que torna seu filme ainda mais enigmático.

O Lutador (2008)

4.0

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Provavelmente o mais “normal” filme da carreira de Aronofksy (levando em consideração a ausência de surtos, alucinações e furadeiras no crânio), O Lutador é a incrível tour de force de Mickey Rourke, que conseguiu recuperar os holofotes após sua performance como Rand “The Ram” Robinson. O ator vale o filme, mas o roteiro de Robert D. Siegel também oferece um interessante estudo de personagem, enfatizando – além da crise existencial – suas problemáticas relações pessoais: seja com sua filha ou com a stripper vivida por Marisa Tomei.

Cisne Negro (2010)

5.0

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Responsável por coroar a estupenda performance de Natalie Portman com um Oscar, Cisne Negro é também um intrincado e inteligente suspense psicológico. Sua ambientação no mundo no balé (assim como as influências de Lago dos Cisnes) é perfeita para que Aronofsky desenvolva transformação sombria de sua protagonista e os elementos perturbados que envolvem sua vida. Repleto de simbolismos, montagem alucinada e Tchaikovsky até não dar mais, Cisne Negro é espetacular.

E quanto a Noé? Será mais uma adição competente à invejável carreira de Darren Aronofsky? Descobriremos na quinta-feira (3).

| Temporário 12 | Um poderoso e intimista marco para o gênero

Posted in Críticas de 2014, Drama, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de março de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

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Brie Larson: Remember her name

Eu nem consigo imaginar quantos filmes com a temática “jovens problemáticos” o cinema recente produziu na última década. A maioria, de qualidade competente, ainda que totalmente presa a clichês e situações que apelam ao emocional do público de maneira quase ameaçadora. Mas posso dizer que raramente assisti a um como Temporário 12 (Short Term 12, no original), estreia do cineasta indie Destin Cretton que impressiona não apenas por sua qualidade e impacto, mas principalmente pela naturalidade com que desempenha tais funções.

A trama é adaptada de um curta-metragem de autoria do próprio Cretton, concentrando-se numa unidade residencial que se dedica a abrigar jovens desfuncionais e com problemas familiares por um período de 12 semanas. Nesse cenário, encontramos Grace (Brie Larson), uma das supervisoras do Temporário 12 que precisa lidar com uma série de problemas pessoais, ao passo em que se esforça para ajudar os meninos e meninas em sua custódia.

Premissa batida, mas Cretton é extremamente bem sucedido ao lançar um ar fresco e inédito à história. Seu roteiro é hábil ao trabalhar e distribuir as diversas subtramas: a gravidez inesperada de Grace, sua relação com o namorado (vivido pelo eficiente John Gallagher Jr., da série The Newsroom) e três casos-chave envolvendo jovens do Temporário 12. Seu texto acerta ao manter a naturalidade entre os personagens, uma decisão que se revela inteligente quando a trama começa a revelar camadas obscuras perturbadoras, provocando maior impacto na resolução destas (desde abusos sexuais até violentas discussões). Nesse sentido, a direção de Cretton acerta também ao manter um caráter íntimo dentro da narrativa: a câmera incessante e os planos sempre fechados nos rostos do elenco, quase como se o diretor fosse um intruso naquele universo e nos garantisse verdadeiros registros de vidas humanas reais e palpáveis.

É impressionante também como Temporário 12 é surpreendentemente eficaz ao balancear os tons. Em uma cena, por exemplo, acompanhamos Grace presenteando uma das internas, prestes a ser liberada da instituição, com um cupcake preparado por seu namorado na noite anterior. Uma coisa leva a outra e a jovem rebela-se violentamente, com insultos verbais, agressões e o momento inesperado em que esfrega o cupcake na cara de sua superiora. Com a ajuda do namorado, Grace consegue conter a jovem – em uma cena intensa. E que forma maravilhosa de se quebrar o gelo encontrada na forma de Gallagher Jr, que, ao contemplar sua namorada com o rosto sujo do doce, solta de forma bem-humorada: “Ei Grace, meu cupcake tava bom?”. Memorável e divertido, sem soar artificial.

E grande parte deste balanceamento é fruto do excelente trabalho do elenco. A começar por Brie Larson, atriz talentosíssima que lentamente vem fincando seu nome em Hollywood. Você provavelmente reparou nela em filmes como Scott Pilgrim contra o Mundo, Anjos da Lei, Como Não Perder Essa Mulher e algumas participações na série Community, mas já está na hora de guardar esse nome na cabeça. Larson impressiona pela seriedade de Grace, mas suas pequenas nuances faciais perfeitamente traduzem os diversos conflitos internos que a personagem guarda dentro de si, algo balanceado com seu senso de humor sarcástico e, especialmente, a relação que mantém com a personagem de Kaitlyn Dever. Vale mencionar também o excelente Lakeith Lee Stanfield, intérprete do veterano da instituição, Marcus. O ator transfere ao mesmo tempo tristeza e perigo (por consequência desta) em seu olhar seco, e é em sua espetacular performance de um rap (outra cena belíssima, ainda mais por não conter cortes) que temos indícios de seu passado sombrio e marcado por abusos de sua mãe.

Temporário 12 é uma experiência curta em duração, mas densa e eficientemente complexa na maneira como lida com seus temas difíceis. Destin Cretton revela-se um poderoso contador de histórias, contando também com um ótimo elenco em mãos. Certamente é uma das obras mais intimistas produzidas pelo cinema norte-americano nos últimos anos, e um marco absoluto para o gênero.

Obs: O filme ainda não está disponível em home video no Brasil, já havia adquirido o blu-ray no exterior e fui surpreendido por sua exibição no canal de TV paga Max. Atualizarei o post se hover novidades.

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