Novas imagens de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 2 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

A Comic Con de San Diego acontecerá na semana que vem, e a Entertainment Weekly já adianta as novidades daquele que promete ser uma das grandes atrações: Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

A edição da EW veio recheada de imagens inéditas, com destaque para a Mulher Maravilha de Gal Gadot e a longa cabeleira do Lex Luthor de Jesse Eisenberg. Confira:

 
  
  
  

Batman vs Superman: A Origem da Justiça estreia em 24 de Março de 2016.

| O Exterminador do Futuro: Gênesis | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

TG
Emilia Clarke e Arnold Schwarzenegger: Pai e filha (?)

A jornada da franquia Exterminador do Futuro é quase tão turbulenta e povoada de destinos incertos quanto a de seus personagens. Depois de dois excelentes filmes de James Cameron, a franquia se viu navegando de estúdio para estúdio, culminando no eficiente A Rebelião das Máquinas e o competente A Salvação com a Warner, e agora com Gênesis na Paramount, que planeja um reboot antes que os direitos da franquia retornem para Cameron em 2019. Infelizmente, o filme de Alan Taylor é mais uma tentativa frustrada de espremer suco desse fruto já esgotado.

O roteiro é assinado por Laeta Kalogridis (Ilha do Medo) e Patrick Lussier (Fúria sobre Rodas), e começa com a Resistência de John Connor (Jason Clarke) numa batalha decisiva contra as máquinas da Skynet. Numa ação desesperada, as máquinas enviam um Exteminador de volta no tempo para eliminar a mãe do líder, Sarah Connor (Emilia Clarke), e este responde mandando o soldado Kyle Reese (Jai Courtney), para protegê-la no passado. Lá, Reese descobre uma realidade alternativa onde Sarah é protegida por um Exterminador envelhecido (Arnold Schwarzenegger), e juntos elaboram um plano para evitar o Julgamento Final.

Mesma história de sempre, mas com uma diferença vital aqui: não faz sentido. O macarrônico texto de Kalogridis e Lussier se perde em uma bagunça colossal que tenta servir como continuação, prequel e reboot, mas ao contrário do que fez J.J. Abrams com seu ótimo Star Trek (que também se debruçava no conceito de viagem no tempo), Gênesis ignora qualquer lógica ao trazer uma narrativa confusa e que explora preguiçosamente a ideia de realidades alternativas, simplesmente jogando elementos dos filmes anteriores (o que o T-1000 faz em 1984? O que causa a mudança de linha narrativa? Quem envia o Guardião de Schwarzenegger?) e os insultando com efeitos visuais excessivos e cenas de ação pouco inspiradas – ainda que o T-1000 permaneça uma figura interessante. O diretor Alan Taylor até se sai bem ao emular o estilo de Cameron nas batalhas futuristas e quando opta por recriar quadro a quadro o início do filme original, mas jamais cria algo verdadeiramente novo, deixando o CGI dominar a ação.

Há outros elementos aqui que merecem ser discutidos, e que infelizmente a campanha de marketing errou ao revelá-los em trailers e cartazes de divulgação: a identidade do novo antagonista, e como isso envolve o personagem de John Connor. É uma ideia arriscada e que revela-se estúpida do ponto de vista da Skynet, já que seu novo modelo de Exterminador parece simplesmente estar ali por falta de ideia, não apresentando utilidade dentro da história. Diante tantas confusões, o fato de Arnold Schwarzenegger dar vida a um andróide capaz de envelhecer é o que menos incomoda, e vale apontar que o veterano astro de ação ainda consegue manter seu carisma e entregar divertidos one liners (“Fiquei preso no trânsito” se desponta como a melhor).

Já Emilia Clarke infelizmente entrega uma Sarah Connor menos durona, e confesso que em muitos momentos a atriz beira o overacting ao exagerar nas caretas, sem falar na total falta de química com Jai Courtney, que carrega aqui o manto de protagonista da história. O ator australiano se esforça, mas não tem nem o físico nem a presença de Michael Biehn do original, mas convence em suas cenas com o John Connor de Jason Clarke, que surge muito bem aqui. Ah, e J.K. Simmons aparece aqui e ali… Sem um motivo aparente.

O Exterminador do Futuro: Gênesis representa o ápice de uma boa ideia extrapolada às mais estúpidas e exageradas circunstâncias, inventando conceitos implausíveis para justificar sua existência. Schwarzenegger, não precisa voltar.

Obs: Há uma breve cena durante os créditos. E tenha medo, ela promete mais continuações…

Novo trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

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Uau. Michael Fassbender promete brilhar como o fundador da Apple em Steve Jobs, assim como a direção de Danny Boyle e o roteiro de Aaron Sorkin. Confira o novo trailer:

Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels e Katherine Waterson completam o elenco.

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA. No Brasil, só em 21 de Janeiro…

Primeiro trailer de CREED, o spinoff de ROCKY

Posted in Trailers with tags , , , , , on 30 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

creed

Michael B. Jordan promete injetar vida nova na saga do boxeador Rocky Balboa com Creed. Aqui, o diretor Ryan Cooglan (Fruitvale Station) nos apresenta ao filho do oponente Apollo Creed, trazendo Sylvester Stalone como mentor do protagonista. Confira o primeiro trailer:

Creed estreia em 25 de Novembro nos EUA.

Tom Holland é o Homem-Aranha da Marvel Studios

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 23 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois de meses e semanas de especulações, falsos boatos e muito drama, a Marvel Studios finalmente encontrou seu novo Homem-Aranha. Tom Holland (O Impossível) viverá Peter Parker e seu alter ego mascarado, aparecendo em Capitão América: Guerra Civil, em Maio do ano que vem.

Além disso, o estreante Jon Watts (Cop Car) foi escolhido para dirigir seu filme solo, que estreia em 28 de Julho de 2017.

Holland tem 19 anos e promete trazer de volta a fase colegial do personagem, como é o desejo do produtor Kevin Feige.

Vamos aguardar…

 

| Lugares Escuros | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Suspense with tags , , , , , , , , , , , on 21 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

DarkPlaces
Charlize Theron é Libby Day

Quando Garota Exemplar despontou como um grande sucesso comercial e de crítica no ano passado, muitos viraram os olhos para a escritora por trás de tudo: Gillian Flynn. Na segunda adaptação de uma obra de sua autoria para o cinema, Lugares Escuros deixa evidente as caraterísticas fortes de Flynn no papel, mas falha para entreter como cinema.

A trama nos apresenta à Libby Day (Charlize Theron), única sobrevivente do massacre de sua família há 28 anos atrás, que teria sido cometido por seu irmã encarcerado, Ben (Corey Stoll). Numa difícil situação econômica, Libby recebe a oferta de uma organização dedicada a resolver crimes em aberto, onde acaba entrando a fim de realmente descobrir  o que aconteceu.

Assim como em Garota Exemplar, a história é centrada em segredos sujos e sombrios escondidos no interior dos EUA (Kansas e Missouri são as principais ambientações), personagens femininas fortes e reviravoltas realmente marcantes. O diretor Gilles Paquet-Brenner também é o responsável pelo roteiro, e faz um bom trabalho ao juntar as diferentes subtramas (a montagem de Douglas Crise e Billy Fox é eficiente ao construir uma fluidez sólida às digressões temporais, já que boa parte do filme se ambienta na década de 80) e diálogos que ajudam a transmitir uma informação sem soar expositivo – como a sutil observação de uma personagem ao comentar, depois de uma longa cena, que “o bebê está chutando”.

Então temos uma ótima história povoada por personagens ricos e interessantes, garantia de sucesso, né? Pois bem, é aí que vemos como um bom diretor é fundamental para que um filme funcione por completo. Paquet-Brenner faz um belo trabalho para criar um roteiro fechado e eficiente, mas tem uma péssima condução para uma história que necessitava de maior construção dramática, mais suspense e elementos audiovisuais que realmente empolgassem o espectador – como o mestre David Fincher fez tão bem em Garota Exemplar. Muitas cenas que poderiam ter se tornado pavorosas e até icônicas soam anticlimáticas com a direção automática do cineasta francês, que só arrisca algo novo quando investe em estranhas tomadas em POV (que mais parecem uma gopro com visão noturna porqueta).

Infelizmente, Brenner revela-se também um diretor de atores pavoroso: Charlize Theron, Nicholas Hoult e Corey Stoll são ótimos intérpretes, mas não conseguem fazer nada além do piloto automático, e não é por falta de sustento dramático de seus personagens. O elenco jovem até consegue se destacar um pouco mais, principalmente o jovem Tye Sheridan, mas também falha ao trazer algo de fato memorável.

Lugares Escuros comprova o talento de Gillian Flynn em criar boas personagens e histórias, mas falha como uma adaptação cinematográfica forte e envolvente, decorrência de seu fraco trabalho de direção.

| Divertida Mente | Crítica

Posted in Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

InsideOut
Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

Ao escrever sobre Universidade Monstros em 2013, discorri sobre como a Pixar manteve uma inacreditável série de sucessos consecutivos que caiam nas graças do público e da crítica – geralmente com uma vitória no Oscar como último estágio. Sem entregar algo realmente digno de sua qualidade habitual desde Toy Story 3, em 2010, o estúdio de volta à boa forma com aquele que pode muito bem ser seu melhor trabalho: Divertida Mente.

A trama é concentrada nas emoções da jovem Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Nojinho (Mindy Kalling), Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Estas são responsáveis por controlar o humor, as memórias e a personalidade da garota, dentro de sua mente. Quando Riley enfrenta uma dura fase com uma mudança de cidade, nova escola e colegas, o grupo precisa evitar que esta sucumba a uma depressão.

Só pela premissa já é possível prever que a Pixar almeja por temas mais maduros aqui. Pete Docter (Monstros S.A. e Up: Altas Aventuras) e o co-diretor Ronaldo Del Carmen optam por uma animação com traços mais realistas e orgânicos para suas criações humanas (bem diferentes daqueles vistos em Os Incríveis, por exemplo), e o roteiro assinado por Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley mergulha fundo na psique humana e cria um universo riquíssimo e original, onde ideias e memórias são representadas visualmente através de ilhas, labirintos e grandes desfiladeiros – trazendo à memória os trabalhos de David Lynch (como a brilhante sequência do pensamento abstrato), Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sexo E tinha Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o onírico).

Todo o sistema no qual os personagens interagem e se manifestam (até na distribuição de cores, com Raiva assumindo o vermelho e Alegria um forte tom de amarelo) funciona sem se perder na complexidade que certamente deixaria algumas crianças mais confusas. Logo na memorável primeira cena, aprendemos sem nenhuma linha de diálogo como cada emoção reveza a função na “Sala de Comando” e como os elementos inconscientes podem ser afetados por, por exemplo, a protagonista cair no sono – como o Trem do Pensamento. Também encontramos divertidas soluções dos roteiristas para fenômenos comum, tal como uma vinheta antiga que subitamente invade a memória e não sai dali ou a brilhante abordagem à produção de sonhos.

Mesmo que mais maduro do que poderíamos esperar, o filme ainda é uma aventura empolgante com emoções genuínas. É hilário quando necessita (muito se deve a um personagem colorido que prefiro deixar como surpresa) e também emocionante e catártico quando a história avança por terrenos mais complexos, de uma forma que há tempos o estúdio não era capaz de entregar. O inteligente roteiro também é ousado por manter Alegria e Tristeza juntos a maior parte do tempo, ilustrando de uma forma honesta e simples como as duas precisam uma da outra para coexistir, e não numa relação de antagonismo; residindo aí o grande trunfo da produção. E vale apontar que, depois do razoável Tomorrowland e do esquecível Jurassic World, Michael Giacchino enfim traz um grande trabalho este ano com a maravilhosa trilha sonora.

Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

Obs: Fique durante os créditos finais, vale muito a pena.

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