| Sherlock Holmes | Versão mais divertida do famoso detetive

 

  Robert Downey Jr. como Sherlock Holmes e Jude Law como Dr. Watson

Em 2005, Christopher Nolan surpreendeu a todos quando apresentou sua versão do homem-morcego em Batman Begins. Ainda mais diferente, em 2006 Martin Campbel apresentou um James Bond violento e diferente dos tradicionais em Cassino Royale. Sherlock Holmes de Guy Ritchie pode muito bem entrar nessa categoria: pegar um personagem famoso e dar-lhe uma radical transformação. O filme consegue se sair muito bem-sucedido, graças à trama esperta e as atuações perfeitas de Robert Downey Jr e Jude Law. Mas enquanto o Batman se tornava um personagem mais sombrio com vilões realistas e James Bond um agente que apanha, sangra e erra, Sherlock Holmes é agora bom de pancadaria.

Na trama, a dupla Holmes e Watson precisa desvendar um mistério em torno do misterioso Lorde Blackwood, que teria levantado do túmulo e planejado um plano que envolve práticas sobrenaturais. Além disso, Holmes precisa lidar com uma antiga paixão e Watson com seu casamento.

Um ótimo filme. Guy Ritchie foge um pouco de seu estilo de bizarrices para se lançar em uma aventura cerebral e inteligente, mas isso não quer dizer que o diretor iria deixar de fora algumas cenas de luta bem violentas. O filme é muito bem dirigido, a trama flui e se desenrola de maneira ágil e agradável, sendo um pouco cansativa em alguns momentos e resolvendo de maneira meio exagerada e mal explicada alguns dos mistérios, mas isso não estraga a qualidade do roteiro.

Os atores não podiam ser melhores. Robert Downey Jr brilha e diverte no papel-título, conseguindo ser bem sarcástico e excepcional, criando uma versão inteligente e mais divertida do famoso detetive. Jude Law está mais sério, e nem por isso menos divertido, no papel de Watson, que deve aturar os hábitos excêntricos de Holmes. A química entre os dois é brilhante, rendendo uma das melhores parcerias do cinema recente. Rachel McAdams e Mark Strong ficam como coadjuvantes, mas são muito interessantes. Strong está sinistro enquanto McAdams interpreta a típica femme fatale.

Visualmente o filme não faz feio. A fotografia mostra uma Londres vitoriana suja e sombria, não tão obscura quanto a de Sweeney Todd, mas ela ganha traços mais realistas. A trilha sonora é outra maravilha, sejam as orquestradas por Hans Zimmer ou as já existentes, elas se encaixam perfeitamente com o filme e dão o tom certo. Sobre as cenas de ação, algumas são uma esperta mistura entre luta e humor, que seriam perfeitas se não fossem tão longas, enquanto outras são a mistura de luta e cérebro, ponto alto do filme onde Holmes calcula meticulosamente seus movimentos, as fraturas e os ossos quebrados. Gênio.

Para resumir o filme utilizarei as palavras de Holmes: Primeiro, chame a atenção do espectador com uma sequência de abertura cheia de ação e mistério. Apresente os personagens de maneira cômica, solte algumas piadas, muitas cenas de ação e um clímax de mocinho vs. bandido com um óbvio gancho para uma continuação. Em resumo: diversão garantida, atuações perfeitas, ação com cérebro e algumas pequenas falhas. Capacidade de não ter uma sequência: Neutralizada.

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