| Tá Rindo do quê? | – Apatow mostra que também é sério

  Encontro de titãs: Adam Sandler e Seth Rogen contracenam pela primeira vez

Se alguém me perguntasse que tipo de comédia reinava há uns 4 anos atrás, eu teria de dizer que seria a de Adam Sandler. Mas se me perguntassem qual comédia reina hoje em dia, seria a do diretor/produtor/roteirista Judd Apatow. Cheio de pérolas no currículo, mas com apenas dois filmes dirigidos e escritos por ele, ele ataca como diretor pela terceira vez; unindo-se com Adam Sandler em um projeto muito mais sério, dramático e, ainda assim; muito engraçado.

Na trama, George Simmons é um comediante stand up que descobre ter uma doença terminal. Ele contrata o aspirante Ira Wright para se tornar seu assistente, ajudando-o a escrever piadas. A surpresa acontece quando George descobre ter vencido a doença e, assim, decide dar um rumo à sua vida.

É um filme muito bom. Fracasso de bilheteria nos EUA, o filme merece a visita nos DVDs. Apatow mostra que amadureceu muito e nos entrega uma história que beira mais o drama do que a comédia, mas isso não quer dizer que as clássicas piadas com referências pop estão de fora (não me atrevo a comentar a hilária piada envolvendo Tom Cruise, David Beckham e Will Smith), arrancando risadas e aliviando um pouco o clima melancólico do filme.

Sobre os atores, podemos começar com Adam Sandler. Sem dúvida alguma, a melhor performance de sua carreira, bem mais sério e convincente, mas sem nunca perder uma chance de fazer piada. Seth Rogen é simplesmente um dos melhores atores cômicos da atualidade e ele mantém a coroa com seu divertido papel. Leslie Mann como Laura convence como faz na maioria de seus papéis. O elenco coadjuvante (Jonah Hill e Jason Schwartzman) está muito bem também.

 Apatow continua explorando a fundo seus personagens, mas ele chega a um ponto em que a história fica muito arrastada e longa. O erro foi a tentativa de George de se reconciliar com um antigo amor. Isso poderia ser facilmente diminuído e o filme seria mais ágil e causaria o mesmo impacto. Não é a obra-prima de Apatow, mas nem de longe é seu pior filme.

Resumindo, é o mais maduro trabalho de Apatow que rende muitas piadas, emoções e performances excelentes, apesar de o filme começar a ficar arrastado perto do fim, o roteiro ficar meio fraco, mas tudo isso é perdoado na cena final, onde fica bem claro, que Judd Apatow não é apenas um diretor de comédias, ele também tem um lado muito sério que pode ser explorado futuramente.

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