| Invictus | Bom drama que se mantém firme pelas atuações


Morgan Freeman como Nelson Mandela e Matt Damon como François são o trunfo do filme.

Invictus é um filme meio complicado de se avaliar. Clint Eastwood fez um bom trabalho retratando a influência de Nelson Mandela na Copa do Mundo de rúgbi, mas o longa perde-se em muitos momentos. Além de elementos descartáveis, como o uso desnecessário de tanto slow motion e a longa metragem de duas horas, o filme é arrastado e cansativo em alguns momentos. Entretanto, Morgan Freeman e Matt Damon são os grandes trunfos do filme e seus talentos são muito bem aproveitados.

Na trama, Nelson Mandela quer unir brancos e negros novamente após o apartheid, e ele encontra a solução com a chegada da Copa do Mundo de rúgbi na África do Sul e no capitão do time, que se encontra em uma das piores fases.

O filme é competente. Esperava muito mais, principalmente de Clint Eastwood, um dos melhores diretores da atualidade. Recriou com capricho a atmosfera da época, cenários e pequenos detalhes, mas o filme cai na mesmice. Temos o drama envolvendo o péssimo desempenho do time de rúgbi, o treinamento duro, a tensão do jogo final e o resto você já sabe. Mas ele possui momentos realmente emocionantes, como quando os guardas-costas de etnias diferentes se reconciliam e o clímax satisfatório.

As atuações são, de longe, o grande atrativo do filme. Morgan Freeman não nos apresenta a melhor atuação de sua carreira, como eu esperava quando soube que interpretaria Mandela, mas ainda sim está excelente, conseguindo capturar a persona do ex-presidente. Agora Matt Damon me supreendeu. Sempre o achei competente, mas no papel do capitão do time, nos presenteia com a melhor atuação de sua carreira, sempre sério e concentrado. Os dois provavelmente terão, merecidas, indicações ao Oscar por seus papéis.

Resumindo, Invictus é um trabalho competente, esteticamente caprichado, possui um elenco excelente, roteiro bem escrito, mas deixa-se cair na mesmice, ficando arrastado e cansativo em alguns momentos. A união das forças de Morgan Freeman e Clint Eastwood merecia algo melhor e muito mais grandioso.

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