| O Lobisomem | Monstro clássico ganha remake sem emoção

 

  Um Lobisomem espanhol em Londres: Benicio Del Toro encarna a fera

Já faz algum tempo desde que não vemos os lobisomens tradicionais. Tivemos a versão teen com Lua Nova, guerras com vampiros em Anjos da Noite, entre outros. Mas a clássica versão, passada na Inglaterra vitoriana, estava quase que esquecida. O remake de Joe Johnston até tenta seguir com respeito e capricho o filme da década de 1940, mas não consegue ir além de um suspense morno, sem emoção, com atores medianos e (muita) violência trash.

Na trama, o ator de teatro Lawrence Talbot viaja de volta para a mansão de sua família, para o funeral de seu irmão, morto por algum tipo de critaura noturna. Lawrence tem um encontro sangrento com a criatura, que ao mordê-lo, o amaldiçoará, fazendo dele um lobisomem.

O Lobisomem realmente não deu certo. Possui um tom bem sombrio, fotografia cheia de névoas e um visual muito interessante para sua criatura, que possui uma forma mais humana e usando maquiagem ao invés de CG, à moda antiga. Agora, vamos falar do roteiro. É bem simples, começa de maneira tensa, mas ao longo do filme, começam a vir as reviravoltas previsíveis, os diálogos toscos e as situações clichês. Não seria tão ruim se o filme ao menos tivesse uma dose de emoção, seja nas cenas mais dramáticas ou no fraco elenco.

O elenco possui ótimos atores que se encontram em papéis ruins, careteiros e inexpressivos. Benicio Del Toro até que não se sai tão ruim, mas ele fez tantas caretas, que chegam até a ser engraçadas, quando deveriam ser trágicas. Anthony Hopkins não é aproveitado e fica com um dos papéis mais antigos: o pai que desafia o filho e que, consequentemente, entra em conflitos com ele.

E cuidado Sam Raimi! O Lobisomem possui cenas de mutilação bem gore, que chegam a ser trash. Sério, qual o motivo de tanto sangue jorrando, tripas sendo arrancadas e cabeças arrancadas? Não causa medo, não causa emoção com personagens, não causa absolutamente nada. E como é de se esperar de um blockbuster, o final do filme deixa suas portas bem abertas, de maneira muito preguiçosa, para uma sequência, mas aí já é muito improvável.

Resumindo, O Lobisomem é mais um remake que prometia muito, mas caiu em uma tempestade de situações clichês, atores fracos e muita violência trash. De bom mesmo, só o visual da criatura, que possui suas, caprichadas, transformações em CG e o rosto coberto por uma arrepiante maquiagem. Mas ninguém merece mais lutas de lobisomens certo?

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