| Alice no País das Maravilhas | Overdose visual e pouca história

     A carismática Mia Wasilkowska na pele de Alice

Uma coisa é certa sobre Alice no País das Maravilhas, e você já deve ter ouvido isso muito, o visual é sensacional, como sempre, tratando-se de Tim Burton, visionário cineasta gótico que raramente erra e sempre da luz a projetos memoráveis. Infelizmente, não foi o mesmo com a aventura esperta de Lewis Carroll infantilizada pela Disney.

Na trama, Alice retorna ao País das Maravilhas, onde descobre que o local foi dominado pela perversa Rainha de Copas (ou Vermelha). Ela contará com a ajuda do Chapeleiro Louco e da Rainha Branca para restaurar a paz no mundo mágico.

Acho que Tim Burton não deu tudo de si nesse novo filme. Eu esperava uma aventura um pouco mais sombria, ou no mínimo empolgante, coisa que o roteiro traz em minoria. A trama simplesmente não me chamou atenção, as ideias interessantes de Carroll são ofuscadas e o filme teima em terminar com um clímax de batalha arrastado. E com Burton na coleira da Disney, o filme torna-se infantilizado demais.

Johnny Depp e Helena Boham Carter divertem nos papeis do Chapeleiro e da Rainha de Copas, mas a missão de dar vida à Alice fica com a pouco conhecida Mia Wasilkowska, que esbanja carisma e talento, com um toque bizarro de todo protagonista de Burton. Os cenários são sensacionais, o figurino muito eficiente e a trilha de Danny Elfman (que apesar de parecer um pouco repetida) agrada aos ouvidos.

Alice no País das Maravilhas é visualmente impressionante, mas isso não basta para esconder um roteiro fraco, sem ritmo e infantil. Apesar de ter performances divertidas do elenco, Burton ficou devendo. E muito.

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6 Respostas to “| Alice no País das Maravilhas | Overdose visual e pouca história”

  1. […] que raramente erra e sempre da luz a projetos memoráveis. Infelizmente, não foi o mesmo com . Continuar a Ler » « Festival de Tribeca encerra primeiro final de semana com sucesso Os comentários […]

  2. Ainda não deu tempo de eu assistir ao filme, espero ir ainda esta semana, mas creio mesmo que Alice não seja tão “bom” como todos esperavam.

  3. […] figurino costurado pela especialista Coleen Atwood (vencedora de três Oscars, o último deles por Alice no País das Maravilhas) merece aplausos por tornar as vestimentas da história palpáveis e realistas (o Caçador carrega […]

  4. […] na indústria: supervisor de efeitos visuais e designer de produção (oscarizado duas vezes, com Alice no País das Maravilhas e Avatar). Ao longo de toda a projeção, somos bombardeados com inúmeras sequências […]

  5. […] ele entregou até Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, mas suas baboseiras com Alice no País das Maravilhas e Sombras da Noite quase jogaram Burton no limbo. Com Grandes Olhos, Burton meio que se […]

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