| A Origem | Labirinto complexo e inteligente


Gravidade zero: Cena do corredor móvel entra para a História

Antes de começar a falar sobre o filme, deixa eu me certificar de que o despertador está ativado, me beliscar… É, tudo certo. Muito pouco se sabia sobre o projeto de Christopher Nolan, ele é referido popularmente como “aquele que o Dicaprio invade os sonhos”. Não que seja tão simples assim, mas é recomendável que você não saiba nada além disso; a surpresa é um fator constante durante a projeção.

Tomando elementos de diversos gêneros e subgêneros, especialmente o “heist movie”, A Origem (palmas para a tradução tosca de “Inception) é mais complexo e complicado do que parece, mas ainda assim, perfeitamente compreensível se você dedicar a atenção necessária. Genial, oferece um exercício de narrativa fabuloso (sonhos dentro de sonhos) e ideias originais. Do início ao fim, é sempre trabalho do espectador entender o que está acontecendo; principalmente na cena final.

Não apenas com ótimas ideias e conceitos verdadeiros (quem nunca teve um “chute” de sonho?), Nolan dá pulso ao filme com boas cenas de ação, visuais espetaculares e uma estética impressionante que, sem trocadilhos, sonha alto. Os sonhos não são tão malucos quanto você pode imaginar, aliás o ambiente precisa ser apropriado para o roubo (ou inserção) ocorrer com eficiência, trabalho de um dos membros da equipe.

 
Réquiem para um Sonho: Cobb ensina a Ariadne os truques do mundo dos sonhos

Leonardo DiCaprio lidera o elenco com seu perturbado Cobb, trabalho que conduz com maestria e talento; mostrando que ainda é um ótimo ator merecendo de um oscar na estante… Ellen Page assumi com carisma o papel da Arquiteta, Joseph Gordon-Levitt se sai bem como o Armador e Tom Hardy diverte como o Falsificador. Ken Watanabe, Marion Cottilard e Cillian Murphy (ator que merece destaque) agradam como coadjuvantes, e o roteiro magnifíco nunca se esquece da devida atenção a cada um deles.

Magnífico aliás, são os valores técnicos da produção. Os efeitos visuais estão sempre presentes, mas de maneira bem sutil e realista. Mais uma vez comandanda por Wally Pfister, a fotografia é sensacional e difere de paisagens urbanas até montanhas cobertas de neve. O montador Lee Smith também teve trabalho; sempre ágil nas cenas de ação, merece créditos por editar cenas que envolvem ações paralelas em sonhos diferentes. Para fechar, a trilha sonora de Hans Zimmer está excelente e provocadora como sempre.

Nos tempos em que blockbusters só se preocupam em explosões e fazer dinheiro, Christopher Nolan apresenta um trabalho inovador, empolgante e muito inteligente; buscando novos meios de contar histórias e desenvolvendo metódos tradicionais. Realmente, A Origem é o sonho de todo amante do bom cinema.

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7 Respostas to “| A Origem | Labirinto complexo e inteligente”

  1. […] ele é referido popularmente como “aquele que o Dicaprio invade os sonhos”. Não que . Continuar a Ler » « Emma Thompson recebe estrela na Calçada da Fama de Hollywood Os comentários estão […]

  2. […] a crítica feita do filme pelo LucasFilmes clicando aqui. Confira a crítica feita do filme pelo Lumi7 clicando […]

  3. […] Não há dúvidas, é o melhor filme de 2010. Um espetáculo de ideias e cenas de ação arrebatadoras que constroem um entretenimento genuíno e inteligente, resultando no filme mais original dos últimos anos. Crítica […]

  4. […] Todo ano, tem aquele filme que é subestimado pela Academia… Aquele que deveria ser o verdadeiro campeão do Oscar. Dessa vez é  A Origem filmaço que resgata elementos do bom cinema, como filmar em locações exóticas, apresentar ideias originais e intrigantes e proporcionar emoções únicas. Inteligente, ousado e repleto de ação de cair o queixo. Crítica […]

  5. […] o mais perto que 2011 chegou de trazer um novo A Origem. Share this:FacebookTwitterLike this:LikeBe the first to like this […]

  6. […] ou original. Mas não se engane, o roteiro de Nolan e seu irmão Jonathan tem mais camadas do que A Origem, e uma escala épica maior do que os três filmes do Batman combinados. Inspirados pelas teorias do […]

  7. […] Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o […]

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