| Tron: O Legado | O Império da Disney contra-ataca


Tron Reloaded: Sam Flynn toma um drinque com o bizarro Zuse

Não sou fã de Tron: Uma Odisseia eletrônica, de 1982. Não gostei da história, nem dos efeitos visuais (inovadores para a época, mas muito primitivos hoje). Agora, quase 30 anos depois, a disney aposta nessa sequência estilosa, bem produzida mas medíocre em termos de roteiro e atuações.

Antes de qualquer análise, eu realmente não levo a sério seres humanos vestidos com roupas luminosas e interpretando programas; é tão caricato que chega ao ponto de ser ridículo – incluo aí, vozes digitalizadas, movimentos eletrônicos, entre outros – e irreal. Veja por exemplo Matrix, que fez uma versão dos programas em seres humanos bem melhor.

Sobre Tron: O Legado, é um grande trabalho de direção de arte; visuais futuristas belíssimos, mistura de tons impressionantes (as motos com feixes de luz dispensam comentários) e um ótimo uso do 3D. Os efeitos visuais são espetaculares, mas o personagem Clu, que é uma versão rejuvenescida de Jeff Bridges (“relaxadão” e à vontade como o Flynn verdadeiro) é completamente artificial, inexpressivo e não convence; acho que isso tira o Oscar que o longa poderia receber. Alguns veículos também devem muito mérito a Star Wars

Artficial também é o roteiro. Começa com um grande ritmo, mas se perde no desenrolar da trama que simplesmente não sabe o que fazer com o leque de personagens e acrescenta situações descartáveis, péssimos diálogos e horrorosas frases de efeito saídas da boca do inexpressivo Garrett Hedlund, que não mostra a menor dose de carisma. E quando o roteiro não sabe para onde ir, fica parado. E tedioso.

O diretor estreante Joseph Kosinski também tem culpa. O filme foge do controle de suas mãos, exagera nos enquadramentos, nos efeitos em câmera lenta e principalmente na edição (claro, isso é com o montador, mas o diretor deve acompanhar o trabalho), que teima em colocar a linda Olivia Wilde no máximo de cenas possível. Aliás, Wilde mostra-se uma boa promessa em uma performance alegre e radiante como Quorra, porém quem se destaca é o maluco Michael Sheen que rouba a cena com seu Zuse.

Entre boas cenas de ação e , Tron: O Legado é uma experiência razoável com excelentes visuais e uma trilha sonora eletrônica-oitentista memorável, (palmas para o Daft Punk) mas não salvam o filme de um roteiro fraco e direção amadora. Acho que Tron simplesmente não funciona, não deu certo no primeiro e não deu certo aqui…

Anúncios

Uma resposta to “| Tron: O Legado | O Império da Disney contra-ataca”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: