| Quero Matar meu Chefe | Diversão maliciosa e sem vergonha


Com Jennifer Aniston como uma chefe tarada, não tem o que reclamar…

As comédias censura R (que no Brasil equivalem à 16 e 18 anos) vêm ganhando cada vez mais destaque desde o sucesso de Se Beber, Não Case! e assim também a liberdade de explorar piadas e situações mais constrangedoras. Quero Matar meu Chefe usa e abusa desses conceitos, rendendo título de melhor comédia do ano até agora.

A trama concentra-se em 3 amigos fracassados que têm suas vidas atormentadas por chefes horríveis. Tomando inspiração de Pacto Sinistro, eles resolvem matar seus chefes fazendo uma “troca” de assassinatos.

Não que essa seja a primeira comédia a utilizar a premissa do genial filme de Hitchcock (lembrando também que Jogue a Mamãe do Trem, que é mencionado aqui, fez a mesma brincadeira), mas certamente aproveita o material. Cheio de palavrões, mas que infelizmente são censurados pelas legendas (Ferra-Mãe é complicado…), o roteiro trabalha bem as piadas (logo nos primeiros segundos do filme já dei umas risadas) e também seus personagens.

Impossível não falar sobre a trinca perfeita de antagonistas que nomeiam o título (original). Kevin Spacey está maléfico ao extremo como Harken (o momento quando descobre o apelido da avó de um dos personagens é sensacional), Colin Farrell esquece a persona de bom moço para se dedicar ao rídiculo e estupidez como Bobby Pellit (um trabalho similar à transformação de Tom Cruise em Trovão Tropical) e Jennifer Aniston está completamente irresistível (e muito carismática) como a ninfomaníaca Julia.

O elenco principal está bem equilibrado, com o trio se dando bem em cena com bastante naturalidade. Jason Bateman e Jason Sudeikis principalmente, Charlie Day é divertido, mas muito exagerado (rende-se aos gritinhos). E como é possível que o personagem de Day consiga resistir às investidas de Jennifer Aniston?

O diretor Seth Gordon comanda bem o jogo e oferece bons planos e um controle perfeito do filme. As situações são divertidíssimas (sem comentários para a invasão à casa de Pellit e a vingança da escova de dentes) e constrangedoras (a ponta de Ioan Gruffudd é antológica), seguindo com ótimo ritmo e algumas reviravoltas interessantes, o defeito quanto a trama é seu final mal resolvido (especialmente o destino da ninfomaníaca).

Quero Matar meu Chefe é a melhor comédia de 2011 até agora. É sujo, sem vergonha e hilário, cujo grande acerto reside no talento de seu divertidíssimo elenco.

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2 Respostas to “| Quero Matar meu Chefe | Diversão maliciosa e sem vergonha”

  1. meccaesportes Says:

    Então vo assisstir

  2. […] grata surpresa de 2011 foi a comédia divertida Quero Matar meu Chefe, que se beneficiava de uma premissa inspirada e um elenco coadjuvante de peso. Grana aqui e boa […]

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