| Lanterna Verde | Estabelecendo mais um universo

 


Realmente, essa máscara esconde bem o rosto de Ryan Reynolds…

Num ano repleto de filmes de super-herói, Lanterna Verde era o que certamente trazia mais trabalho em sua composição. Não só pela complexidade com efeitos visuais, mas pela tarefa de introduzir um universo completamente novo e expandido para o cinema. O filme até que cumpre bem o seu papel nesses termos, mas deixa o cuidado com o roteiro de lado.

Contando a origem do super-herói da DC, a trama gira em torno do piloto de caças Hal Jordan (Ryan Reynolds), que é escolhido por um anel mágico para se tornar parte de uma polícia intergaláctica conhecida como Tropa dos Lanternas Verde. A ameaça da vez é uma entidade monstruosa conhecida como Parallax.

Em primeiro lugar, Lanterna Verde é lindo. A fotografia (repleta de iluminação cor verde, claro), a direção de arte criativa e os bem utilizados efeitos visuais (o uniforme do Lanterna Verde é show) impressionam e conferem ao filme um verdadeiro deleite visual. Bacana, mas mesmo que a embalagem esteja bem enfeitada, o que realmente importa é o que vem dentro e os produtores não forneceram o a mesma dedicação à trama do filme.

Terrivelmente mal escrito a oito mãos, o roteiro faz um péssimo trabalho no desenvolvimento de personagens. Hal Jordan é um preguiçoso, desleixado e irresponsável e – após a chegada dos poderes do Lanterna Verde – muda completamente e assume a postura heróica. Já é o segundo filme do ano que apresenta exatamente o mesmo problema (isso mesmo, Thor), a mudança de espírito mais uma vez é preguiçosamente mal executada e mesmo que Ryan Reynolds consiga exibir certo carisma e teor cômico, não tem a seriedade de um super-herói.

Um bom fator é o vilão Hector Hammond, vivido com talento por Peter Saarsgard. Interpretando um biólogo que entra em contato com um espécime alienígena, ele possui uma trajetória muito mais interessante do que a de Jordan; até o diretor Martin Campbell parece se dedicar mais nas cenas de transformações do personagem (completadas com uma excelente maquiagem), mas o roteiro peca ao lhe oferecer um papel ridículo no terceiro ato. Quem se destaca também é Mark Strong, que finalmente troca o papel de vilão pelo do instrutor Sinestro.

Mas a melhor coisa em Lanterna Verde é mesmo a diversão. Mesmo que defeituosa, a trama está centrada no personagem e não em um grupo maior, como faz a Marvel em sua maldita Iniciativa aos Vingadores, o que faz lembrar (vagamente) ao Homem-Aranha de Sam Raimi. Possui boas cenas de ação e um clímax mediano, não extendendo-se mais do que o necessário e oferecendo um interessante gancho para uma vindoura continuação.

O que podemos tirar desse Lanterna Verde é uma boa diversão e que o universo do personagem agora está estabelecido de forma clara no cinema. A continuação pode focar-se mais no personagem e tem tudo para funcionar.

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2 Respostas to “| Lanterna Verde | Estabelecendo mais um universo”

  1. […] Lord e Miller fazem com o Lanterna Verde (dublado por Jonah Hill), em um claro puxão de orelha ao fiasco produzido pela Warner em […]

  2. […] acho que primeiramente vale frisar que Lanterna Verde não morreu por causa das piadinhas, mas sim porque era um roteiro falho. A Marvel de Kevin Feige […]

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