| O Preço do Amanhã | Potencial de clássico, execução medíocre


Justin Timberlake e Amanda Seyfried em cena

Já que O Preço do Amanhã ensina que tempo é dinheiro, vamos escrever esta crítica o mais rápido possível, passando apenas pelos pontos necessários. No parágrafo inicial, um breve comentário: tinha a melhor e mais original premissa do ano, mas falha ao executá-la.

A trama mostra um futuro onde  tempo é a moeda adotada pela sociedade.

O diretor e roteirista Andrew Niccol (o mesmo responsável por Gattaca e O Senhor das Armas) certamente teve uma ideia genial, mas não demonstrou a mesma originalidade ao executá-la; já que o longa abraça diversos clichês ao longo de seu desenrolar, passando também por uma mistura de gêneros (pôquer, Bonnie e Clyde, e por aí vai) que resulta na bagunça estrutural de O Preço do Amanhã. O diretor até que capricha nos  travellings e enquadramentos, mas mostra-se um péssimo roteirista ao criar diálogos terríveis.

Justin Timberlake assume um papel muito fácil e se dá bem, mostrando que tem carisma para diversos gêneros cinematográficos (drama em A Rede Social, comédia em Amizade Colorida e ação aqui), mas não é só porque sempre que seu personagem é visto correndo de mãos dadas com Amanda Seyfried, que os dois apresentem uma boa química – o que, na minha opinião, não acontece aqui. Cillian Murphy aparece confortável como o Guardião do Tempo Raymond Leo e Olivia Wilde rende uma boa participação como a mãe do protagonista.

Entre os valores técnicos, aquele que mais se destaca é a excelente direção de fotografia do sempre impecável Roger Deakins, que oferece um visual caprichado ao longa. No entanto, o uso de efeitos sonoros futurísticos em carros contemporâneos (com leves toques surreais) soa deslocado.

O Preço do Amanhã tem uma ideia fantástica e conceitos muito interessantes (como ladrões de tempo, bancos e empréstimos), mas não tem o diretor ideal para que o resultado faça juz a sua proposta. Com um cineasta como Christopher Nolan, por exemplo, poderíamos estar olhando para um futuro clássico.

Fui muito rápido?

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