| Velozes & Furiosos 6 | A gangue de Vin Diesel continua turbinada, mas não cola de dramática

2.5

FastandFurious6
Tanques, carros e homens voadores: this is Fast 6

A franquia Velozes e Furiosos já está em seu SEXTO capítulo. Na maioria das vezes, tal número de continuações serve apenas para comprovar a falta de criatividade e o esgotamento da fórmula do original (algo que pode ser muito bem exemplificado pela pavorosa saga de Jogos Mortais). Mas com Velozes, os elementos sofrem constante inovação ao longo de cada filme e mesmo que isso seja uma vantagem, prejudica este Velozes & Furiosos 6, que se perde em sua própria tentativa de ser algo maior.

A trama tem início quando o anabolizado agente Luke Hobbs (mais uma vez, Dwayne “The Rock” Johnson) é forçado a pedir ajuda ao aposentado Dom Toretto (Vin Diesel) e sua insana equipe de motoristas, que gozam do exorbitante lucro do assalto no Rio de Janeiro. O objetivo é neutralizar o criminoso Owen Shaw (Luke Evans), responsável por uma série de golpes em países europeus.

A curto modo, é o velho arquétipo do “encontrar e matar”, tão popular no gênero ação. O problema aqui é a necessidade do roteirista Chris Morgan em criar diversas subtramas para os personagens. Mesmo sendo uma iniciativa admirável, as ideias de Morgan carecem ora pela ineficácia de seus intérpretes (Paul Walker não tem o menor carisma para sustentar seu papel de pai de família), ora por suas próprias incongruências. No segundo caso, o retorno de Letty (a sempre durona Michelle Rodriguez) parecia muito instigante no final do longa anterior, mas ganha aqui a esgotadíssima história da personagem sem memória – que merecia ao menos uma explicação melhor para o incidente responsável por essa. De qualquer forma, roteiro nunca foi a grande exigência dos fãs da franquia, mas já que Morgan arrisca em nos fazer identificar com os dramas de seus personagens, seria preciso um trabalho melhor.

O que importa mesmo são as cenas de ação, que continuam a fazer Isaac Newton se revirar no túmulo. Aqui, vale o destaque para a monstruosa presença de um tanque de guerra em plena rodovia (que ainda ganha pontos em destruição por trazer um repentino ataque de sadismo do vilão Shaw) e uma perseguição de carros pelos túneis de Londres que trazem até pequenos “batmóveis” para os antagonistas, cujo visual e som são interessantes pela inspiração em veículos de fórmula 1. Todas as sequências são comandadas com eficiência por Justin Lin, que também aproveita com inteligência as habilidades da ex-lutadora de MMA Gina Carano (que protagoniza com Rodriguez a “cat fight” da década) e a força bruta de Diesel e The Rock. Mas é preciso sentar e relaxar para engolir os muitos absurdos – que ainda sofrem com o excesso de computação gráfica – que vão de personagens voando de uma ponte a outra até automóveis atravessando o bico de uma aeronave em chamas.

Muito menos divertido que o anterior (as piadas estão aqui, mas são artificiais demais), Velozes & Furiosos 6 agrada pelas sempre inventivas cenas de ação, mas falha ao tentar criar dramas complexos e reviravoltas que não fazem sentido. Mas de qualquer forma, esse sexto filme encontra uma boa forma de amarrar todos os filmes da série, e o que vem a seguir é promissor.

Obs: Há uma importante cena durante os créditos. Velozes 7 vem aí.

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