| Os Mercenários 3 | Crítica

2.5

TheExpendables3
Escalação 3.0 traz o velho e o novo

É só dar uma vislumbrada no pôster principal de Os Mercenários 3 , onde todos os membros do elenco sorriem e posam para uma foto casual, para perceber que tudo isso é uma mera piada travestida de filme de ação. A proposta de reunir astros icônicos do gênero era interessante em 2010, e funcionou na medida certa na meta continuação de 2012. O novo filme explora ainda mais a metalinguagem e aposta em mais piadas e referências a seu grandioso elenco, mas é fácil notar o esgotamento.

Na trama, Barney Ross (Sylvester Stallone) e seu grupo de mercenários estão à mercê de um perigoso inimigo, que outrora foi um de seus grandes aliados: Stonebanks (Mel Gibson), agora comerciante de armas de destruição em massa. Quando Stonebanks sequestra a porção jovem da equipe, Ross parte para resgatá-los.

Como os antecessores, é a mínima história possível que só está ali como desculpa para reunir novamente o elenco de ação. Entram nesta terceira parte Wesley Snipes, Kelsey Grammer, Harrison Ford, Antonio Banderas e o já mencionado Gibson. Temos também um elenco mais desconhecido que forma a “geração 2.o” dos Mercenários, mas nem precisa dizer que nem de longe são tão interessantes quanto o elenco principal – e o roteiro de Stallone, Creighton Rothenberger e Katrin Benedikt erra ao fazer o público passar tanto tempo com eles. Ford, por exemplo, é o personagem mais mal aproveitado, e tendo em vista que o cara é Han Solo e Indiana Jones, era de se esperar mais do que o ator agindo como um mero piloto (papel que substitui o de Bruce Willis, que recusou voltar).

Mas o que realmente me interessa nessa franquia, é o esculacho. Não ligo para a historinha boba, nem para a ação nada impressionante que o novato Patrick Hughes tenta problematicamente conduzir. Estou aqui pelas piadas, e elas realmente funcionam. Arnold Schwarzenegger tem menos destaque aqui do que no anterior, mas já empolga quando solta o icônico “Get to the chopper” em seu inconfundível sotaque austríaco, ou as diversas referências a acontecimentos reais, como Stallone dizendo para o personagem de Snipes o quanto foi imbecil de ir para a cadeia – e caso a referência tenha sido muito sutil, há toda uma sequência com os Mercenários libertando-o de uma prisão móvel. Mas a grande surpresa é Antonio Banderas. Se você, como eu, achava estranha a presença do ator que não é tão conhecido pelo trabalho no gênero, vai se surpreender ao ver o quão divertida e agradavelmente irritante é sua participação, de longe o ponto alto da produção.

Como filme em si, já traz a direção problemática citada acima. Hughes não é o melhor dos condutores de ação, mas ao menos faz um trabalho superior ao de Stallone no primeiro filme. Mas isso não é grande coisa, já que o australiano insiste nos cortes rápidos, num desenho de som preguiçoso e cisma com enquadramentos plongeé completamente deslocados. É raro encontrar ação que entedia. E pior, o filme faz um grande retrocesso no quesito efeitos visuais, apresentando o para-quedas mais artificial da História do Cinema e alguns usos de tela verde realmente constrangedores. Não será difícil percebê-los.

Os Mercenários 3 provavelmente vai agradar aos fãs dos filmes de ação dos anos 80, especialmente pelas doses de nostalgia e auto referência. Pra quem não for dessa praia, dificilmente vai agradar. Eu pessoalmente me diverti com o ridículo, mas acho que já é hora de parar.

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2 Respostas to “| Os Mercenários 3 | Crítica”

  1. […] Grammer | Os Mercenários 3, A Lenda de Oz, Elas Querem Pensar como Eles! e Transformers: A Era da […]

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