| Golpe Duplo | Crítica

5.0

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Will Smith e a estonteante Margot Robbie

Mesmo estando em cartaz a pouquíssimo tempo, Golpe Duplo já pode ser considerado um novo clássico que não demorará para encontrar seu lugar ao lado de O Poderoso Chefão, Cidadão Kane e 2001: Uma Odisseia no Espaço como um dos melhores filmes da História do Cinema.

A trama…

Golpe Duplo | Crítica (De verdade)

2.5

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Will Smith e a estonteante Margot Robbie

Desnecessário explicar que esta introdução foi eu enganando vocês, caros leitores, da mesma forma que o filme de Glenn Ficarra e John Requa faz constantemente ao longo de sua curta duração. E por mais que seja divertido ser surpreendido por reviravoltas, torna-se maçante quando aposta em explicações absurdas e saídas simplesmente… estúpidas. Pode-se tornar cansativo também. E óbvio.

A trama nos apresenta ao habilidoso golpista Nicky (Will Smith), que faz fortuna aplicando pequenos furtos com sua equipe. Ao conhecer a prodígio Jess (Margot Robbie), ele decide colocá-la sobre sua asa e ensinar-lhe os macetes do negócio. Tudo complica quando os dois se apaixonam em meio a um elaborado golpe que mira o argentino Garriga (Rodrigo Santoro).

O problema com Golpe Duplo é que tenta ser espertinho demais. O roteiro, também de autoria de Ficarra e Requa, gosta de criar sequências elaboradas de planejamentos e execuções que parecem requerir o trabalho de ilusionistas e feiticeiros para funcionar. E talvez a introdução de elementos místicos funcionasse melhor (ah não, espera, lembrei daquele Truque de Mestre) do que as explicações que a dupla oferece para a execução de tais golpes, que vão desde um uso bizarro de “Simpathy for the Devil” dos Rolling Stones até uma ressuscitação pulmonar nada medicinal. Quem assistiu ao filme anterior da dupla (o ótimo Amor a Toda Prova) sabe que sua capacidade de surpreender, mas o que eles propõem aqui é forçar amizade…

Admito que é divertido quando o longa sabe bem como brincar, especialmente na sequência em que Nicky parece se descontrolar ao apostar sobre os resultados de um jogo, e vemos como Ficarra e Requa realmente sabem como criar tensão (e a fotografia usa o desfoque com inteligência aqui, dada a filosofia do protagonista e o título original da produção), ou quando acompanhamos um personagem aleatório em uma série de ações igualmente aleatórias, apenas para que este cause uma batida de carro crucial; rendendo também um caprichado longo plano.

Mesmo que os créditos sempre tragam o nome de Will Smith primeiro – e o ator esteja habitualmente agradável -, é Margot Robbie quem rouba os holofotes. Não só por sua beleza absolutamente hipnotizante, mas também pelo imenso carisma e pelo arco de sua personagem, que é de longe o mais interessante, dada sua transformação em “quase” femme fatale – ainda que óbvio, mas a atriz faz valer a pena cada frame de sua participação. E sobre Rodrigo Santoro, resta dizer que sua participação passa longe de ser memorável, em um simples estereótipo do magnata ambicioso.

Golpe Duplo passa longe de ser um desastre, mas certamente é um filme muito menos inteligente do que se assume, podendo ao mesmo tempo divertir e provocar risos involutários com suas resoluções implausíveis. Porém Margot Robbie.

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