| Cidades de Papel | Crítica

3.0

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Cara Delevingne e Nat Wolff

Com o sucesso estrondoso da adaptação para os cinemas de A Culpa é das Estrelas, a Fox agora promete apostar pesado no material do escritor John Green: filmes de orçamento modesto e que atraem milhões de fãs, logo, uma estratégia inteligente. E não é o pior dos cenários, já que perto de Nicholas Sparks e E.L. James, Green é Fitzgerald. Pois bem, se a primeira incursão do autor nas telonas era prejudicada por uma direção amadora e pretensiosa, este Cidades de Papel se beneficia de uma premissa mais envolvente, ainda que falhe em ser algo realmente memorável.

A trama é centrada no adolescente Quentin (Nat Wolff), que cresceu admirando sua misteriosa vizinha Margo (Cara Delevingne). Quando ela desaparece repentinamente, Quentin começa a descobrir pistas deixadas por esta, o que acaba por iniciar uma longa viagem para encontrá-la.

Mesmo que você possa até recordar da premissa de Garota Exemplar, o simpático filme de Jake Schreier (do indie Frank e o Robô) é realmente muito mais leve e sem reviravoltas envolvendo psicopatas ou camas ensopadas de sangue. Adaptada novamente pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, a história insere-se no clássico âmbito do “filme de formatura do ensino médio”, caindo nos mesmos clichês e situações típicas do gênero, até mesmo oferecendo um inesperado programa de auto ajuda ao longo de seus 95 minutos. A “investigação” e subsequente jornada por Margo podem não ser tão empolgantes como um thriller seria (aliás, curioso que nem a polícia ou os pais preocupem-se com o sumiço da filha), mas funcionam graças ao acertadíssimo humor, especialmente as referências a Pokémon e o nonsense da piada com Papais Noéis negros.

Sobre o elenco, vale apontar que Cara Delevingne é uma ótima promessa, que funciona ao transmitir a animação e as excentricidades de Margo. Ajuda também que a atriz tenha uma expressão misteriosa e sobrancelhas grossas, mas merece todo crédito pela boa performance. Já o protagonista Nat Wolf infelizmente não vai muito além da expressão dominante de um sorriso torto, criando um Quentin inexpressivo e pouco cativante, só funcionando quando contracena com os eficientes Austin Abrams e Justice Smith, que interpretam seus amigos Ben e Radar. Halston Stage também tem destaque com sua Lacey, mas sua inserção e interação com os outros personagens não convencem – principalmente quanto à subtrama do baile de formatura.

Cidades de Papel entretém por sua curta duração, mas é rodeado de clichês batidos e personagens pouco interessantes, ainda que sua moral sobre a amizade seja muito válida e Cara Delevingne revele-se uma boa promessa para o futuro.

Obs: Fãs de A Culpa é das Estrelas ficarão surpresos com uma inesperada participação.

2 Respostas to “| Cidades de Papel | Crítica”

  1. Outra resenha sua que me deixou curioso em assistir… Li o livro das ‘Estrelas’ e o filme também. Gostei bastante.
    Garota Exemplar também é outro filme que gostei bastante.

    Vou comparecer ao cinema essa semana, depois volto aqui novamente e lhe conto o que achei.

    HuG!
    http://www.andrehotter.com

  2. […] Cara Delevingne | Cidades de Papel […]

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