2016: Os Melhores e os Piores

Depois de quase um ano sem postagens aqui, retorno brevemente para oferecer minha lista dos melhores filmes do ano. Ela conta com os 20 melhores filmes que assisti em 2016, sejam eles lançamentos do ano ou não – vide a inclusão de filmes da Awards Season de 2015 e alguns da do próximo ano.

Enfim, segue o ranking:

20. A Qualquer Custo

hell-or-high-water-poster-1280jpg-5bb653_1280w

Aquela história simples, bem contada. Através do roteiro engenhoso de Tyler Sheridan e a direção precisa de David Mackenzie, temos mais um ótimo exemplar do neo western americano, em um thriller de ritmo lento, mas que ganha força com as atuações de Chris Pine, Ben Foster e o sempre excelente Jeff Bridges.

19. Rogue One: Uma História Star Wars

roguye

E entramos na era dos derivados de Star Wars! Ainda que não tenha o mesmo impacto de O Despertar da Força e careça de personagens convincentes, Rogue One impressiona pelo tom mais sombrio e a fórmula de filme de guerra, algo que nunca havíamos experimentado dessa forma num filme da saga. Traz ótimas cenas de ação e o melhor uso de Darth Vader que alguém já fez.

18. Até o Último Homem

hacksaw

Depois de um longo hiato, Mel Gibson retorna para dirigir mais um filme, e que espetáculo. Temos aqui algumas das cenas de guerra mais brutais já captadas no cinema americano, com a maestria de Gibson conduzindo uma história inacreditável, além do excelente Andrew Garfield entregar sua melhor performance até então. Emocionante.

17. A Bruxa

witch

Foi um ano maravilhoso para o cinema de terror, e já adianto que essa não é a única entrada do gênero nesta lista. Aqui, temos um terror profundamente psicológico e atmosférico, que pode repelir alguns pela lentidão, mas que levará o espectador que comprar a ideia em uma jornada apavorante e perturbadora.

16. Anomalisa

anoma

Que saudades de Charlie Kauffman! E mal podia imaginar que ele retornaria com uma animação stop motion. É um dos filmes mais dóceis e intimistas do ano, sendo também uma das animações mais adultas e complexas que o cinema americano já viu. Uma história simples e redonda, mas que ganha um tratamento divertido e emocionante.

15. X-Men: Apocalipse

x-men-apocalypse5

Odiado pela maioria e esquecido pelo resto, X-Men: Apocalipse me lembra do tempo simples dos filmes de super-heróis. Despreocupado em estabelecer conexões ou grandes relações com outros filmes, o filme de Bryan Singer funciona pelo esmero técnico do diretor e a coragem em levar seus personagens a cantos extremos de suas jornadas. Pode decepcionar com seu vilão, mas pessoalmente achei um grande espetáculo. Sem falar na sequência do Mercúrio, a melhor cena de ação de 2016.

14. Carol

carol

Um tipo de história batido e que já vimos diversas vezes, mas nunca com tamanho estilo e sensibilidade como no filme de Todd Haynes. Com uma linda fotografia em película e uma trilha sonora envolvente, a história de amor ainda conta com Cate Blanchett e Rooney Mara dando seu melhor, sendo um dos filmes mais atmosféricos do ano.

13. Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!

ews

Richard Linklater mergulhou em romances, dramas experimentais e entregou um dos filmes americanos mais únicos da década com Boyhood, mas aqui vemos o diretor voltar a ser criança e revisitar um de seus filmes mais descontraídos nesta “sequência espiritual”. Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!! é o típico filme de fraternidade, onde o fio condutor da história é movido não por seus eventos, mas pelo carisma de seus personagens e a intimidade que criamos com eles ao longo da projeção.

12. Ave, César!

cesar

Os Irmãos Joel e Ethan Coen sempre foram ótimos em mirar Hollywood e satirizar seus hábitos questionáveis, e o que temos em Ave, César! é uma ótima comédia de humor negro que é muito eficiente em criar um universo próprio e populá-lo com figuras carismáticas e, claro, absurdas. Liderada por um excelente Josh Brolin, a história é inventiva e original, contando com o clássico humor dos Coen.

11. Os Oito Odiados

h8

Um novo filme de Quentin Tarantino é sempre um bom motivo para comemorar, e o resultado de Os Oito Odiados é muito satisfatório. Voltando às suas raízes ao tecer uma trama verborrágica que se desenrola dentro de um único espaço, Tarantino traz personagens multifacetados e comanda um elenco excepcional para trazê-los à vida, além de um cuidado visual requintado.

10. O Homem nas Trevas

010

Que maneira espetacular de se reverter as convenções de uma história. Como se passassemos o filme ao lado dos bandidos Harry e Marv, de Esqueceram de Mim, enquanto enfrentam uma casa cheia de armadilhas do monstruoso Kevin McAllister. Mais ou menos daí que tiramos a premissa fantástica de O Homem nas Trevas, que rende alguns dos momentos de maior tensão e pavor do ano, graças à direção incrível de Fede Alvarez e toda a maestria técnica da produção, da fotografia ao design de som. Imperdível.

9. Sing Street: Música e Sonho

sing

A grande surpresa indie do ano, temos aqui mais uma viagem musical capitaneada pelo diretor John Carney, que nos leva até a Dublin dos anos 80 para uma história simples, descontraída mas com afeto poderoso. Traz algumas das melhores canções originais do ano, além de um elenco talentoso e uma mensagem belíssima.

8. Steve Jobs

jobs

É uma relação de amor e ódio que tenho com esse filme. Primeiramente, o amo pelo roteiro absolutamente brilhante de Aaron Sorkin, que não tenho dúvidas se tratar de uma das maiores obras deste milênio. Meu único pesar fica com a direção de Danny Boyle, cujo estilo vibrante e extravagante não mostrou-se a melhor opção para a verborragia de Sorkin. Porém, é preciso reconhecer a maestria dos diálogos e o elenco simplesmente irretocável.

7. Invocação do Mal 2

conj2

Tinha muito medo desse filme, e não apenas por ser um filme de terror. Era uma continuação desnecessária para um dos melhores filmes do gênero que havíamos visto nos últimos anos, então foi uma felicidade ímpar ver James Wan retornando e acertando novamente com Invocação do Mal 2, que mantém sua condução elegante para o terror e acrescenta algo que funciona ainda melhor: drama humano, do tipo que raramente vemos nesse tipo de filme. É tão eficiente na arte de provocar medo, quanto na de emocionar.

6. Star Trek: Sem Fronteiras

star

Quando J.J. Abrams saiu da cadeira de direção para tocar Star Wars, este novo Star Trek parecia fadado ao fracasso. Porém, graças a um roteiro excepcional de Simon Pegg e Doug Jung, temos uma aventura deliciosa e que se sobressai justamente por colocar seus personagens e as diferentes interações entre eles em primeiro plano. É um filme menor, redondo e que conta com uma direção segura de Justin Lin, comprovando que a Enterprise ainda tem fôlego para muito mais histórias.

5. Animais Noturnos

animais

Eu já havia me impressionado com a primeira incursão de Tom Ford no cinema há uns anos, com o delicado e memorável Direito de Amar. Agora, armado de uma história mais complexa e desafiadora, Ford reúne um elenco de peso para uma narrativa extremamente envolvente e perturbadora, fazendo-o da forma mais elegante e estilística possível. Que Ford não demore tanto para voltar atrás das câmeras.

4. Dois Caras Legais

nice

Em um ano dominado por continuações, remakes e reboots, é um alívio ter um roteiro original tão divertido e refrescante quanto o neo noir de Shane Black. É o filme buddy cop que abraça o gênero e oferece boas reviravoltas, soando como um misto entre Chinatown e Boogie Nights, sendo encabeçado por excelentes performances de Ryan Gosling, Russell Crowe e a revelação Angourie Rice. Se existe um filme dessa lista da qual quero ver mais histórias, é a dupla de Dois Caras Legais.

3. Creed: Nascido para Lutar

creed

Isso é uma aula de como se rebootar uma franquia. Ninguém pediu por um novo Rocky, e até o próprio Sylvester Stallone já havia aposentado o personagem há 10 anos atrás. Porém, o diretor Ryan Coogler e o ator Michael B. Jordan oferecem um surpreendente novo fôlego à série, em um equilíbrio perfeito entre respeitar o passado e abrir as portas corajosamente para o futuro.

2. A Chegada

arri

Poucas carreiras são tão interessantes e rapidamente crescem como a de Denis Villeneuve. Antes de ressuscitar o universo de Blade Runner nas telas, vemos sua imersão em uma ficção científica desafiadora e intimista, com tanto simbolismo visual e uma importância temática que surge mais relevante do que nunca. A fantástica Amy Adams lidera uma jornada envolvente e impactante, provando-se como o melhor filme de Villeneuve até então.

1. La La Land: Cantando Estações

lala

Não perca esse filme quando sair em 2017 de forma alguma. O musical de Damien Chazelle é uma deliciosa homenagem à Hollywood da Era de Ouro e um tributo a todos os sonhadores por aí, rendendo números musicais maravilhosos e performances impressionantes de Emma Stone e Ryan Gosling. La La Land deixa bem claro que Chazelle é um dos grandes nomes do cinema americano contemporâneo.

E claro, vamos falar um pouco dos 10 piores:

10. Brooklin

20151207-brooklyn-2015-2

Esse talvez seja o pior filme indicado a um Oscar que já vi. É tão clichê, antiquado da maneira errada e sem muito de novo a oferecer. Saiorse Ronan está excelente, e a produção do filme se sai muito bem para um orçamento limitado, mas é uma história batida contada de forma novelesca e sem sutilezas.

9. Esquadrão Suicida

ss

A grande decepção do ano, dado seu incrível potencial. Depois do fiasco de Batman vs Superman, a DC leva outro chute no meio das pernas com um filme completamente sem nexo, mal montado e com péssimo roteiro, que não sabe o que fazer com seus ótimos personagens, jogando-os numa trama sem graça e previsível. O elenco todo funciona, mas que desperdício.

8. Caçadores de Emoção: Além do Limite

pointbreakfeat

Podemos acrescentar mais um à infinita lista de remakes desnecessários que tomam um bela surra se comparados ao original. Não há nada neste filme que lembre a aventura vibrante e piegas do filme de Kathryn Bigelow, apostando em manobras radicas que moderadamente impressionam e personagens sem um pingo de charme ou carisma. Genérico, pra dizer o mínimo.

7. Joy: O Nome do Sucesso

joy

Espero que essa seja a prova definitiva de que David O. Russell é um dos maiores picaretas de Hollywood, visto que nem Jennifer Lawrence consegue salvar esse biopic horroroso. Seja pelo exagero na linguagem das telenovelas, os personagens caricatos ao extremo ou a história que simplesmente não engata, Joy é um porre.

6. Mate-me Por Favor

mate-me-por-favor-2

Isso é o que acontece quando um realizador confunde arte com chatice. Ao tentar criar um filme atmosférico e incômodo, Mate-me Por Favor acaba rendendo uma das experiências mais tediosas e sem nexo do ano. Nunca chegamos a lugar algum, jamais temos algo satisfatório… Além da fotografia realmente impactante.

5. Independence Day: O Ressurgimento

id4-gallery2-gallery-image

Nunca fui um grande fã do primeiro Independence Day, então não tinha nenhuma expectativa para essa sequência que, surpreendentemente, muita gente queria. No fim, é um dos blockbusters mais chatos e monótonos que já vi, que carece de bons personagens, cenas de ação empolgantes e do carisma para nos fazer suportar o enorme número de clichês. Will Smith certamente fez falta.

4. Deuses do Egito

godsofegypt_ericdurst_vfx_07a

Veja bem, esse filme é ruim. Muito, muito ruim… Mas é uma ruindade que o torna divertido a níveis de Batman & Robin, onde é tudo tão abismal e embaraçoso que pode provocar diversas risadas não intencionais. Dito isso, é um festival de personagens ocos, história ridícula e diversos clichês batidos. Mas olha, valeu a pena ver Chadwick Boseman conversando com um alface.

3. A Lenda de Tarzan

legend-tarzan-movie-2016-clips

É díficil de acreditar que David Yates tenha dirigido Animais Fantásticos e Onde Habitam e A Lenda de Tarzan no mesmo ano. Não que o retorno ao mundo de J.K. Rowling fosse o melhor filme do mundo, mas este novo Tarzan é simplesmente tedioso. Com um visual sem vida, uma história previsível e desinteressante, pouco se salva aqui.

2. Warcraft: O Primeiro Encontro Entre Dois Mundos

warcraft-o-primeiro-encontro-de-dois-mundos-cena-3

Mesmo não sendo um grande fã do gênero medieval, eu esperava que Duncan Jones pudesse dar uma moral para adaptações cinematográficas de vidoegames. Mas, ainda que tenha uma produção caprichada e bons efeitos visuais, Warcraft é um festival de chatice, história sem sentido e personagens que não tem o menor carisma. Difícil manter os olhos na tela.

1. É Fada

e_fada-03

Não sei mais o que dizer sobre esta bomba gigante. Tudo o de ruim que um filme se pode ter está aqui, desde roteiro capenga até direção amadora, marcado ainda pela atuação tenebrosa de Kéfera. Pra lista de piores filmes que eu já vi na vida, na verdade.

Anúncios

4 Respostas to “2016: Os Melhores e os Piores”

  1. Ei cara bem vindo de volta! Cinéfilo sempre!

  2. Lucas, hoje minha visita é bem rapidinha! rs

    O Oscar 2017 esta chegando e fiz um MEGA post com as minhas apostas pra quem leva a estatueta esse ano… Corre lá e me conta quais e quem são os seus favoritos! Uhuuuu…
Ó meu adress aí embaixo.

    HuG! 😀

    http://www.andrehotter.com
    👻 Snapchat: andrehotter
    📸 Instagram: @andrehotter

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: