Archive for the Diretores Category

Diretores | Darren Aronofsky

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Darren Aronofsky é um dos nomens mais inventivos da atualidade. Dono de um currículo invejável, ele surpreendeu ao anunciar que seu próximo filme seria uma adaptação épica da Arca de Noé, que estreia nos cinemas brasileiros já na próxima quinta feira. E está aí a deixa para relembrarmos os longas anteriores de Aronofksy. Confira:

Pi (1998)

3.5

pi

Em sua estreia como diretor, Darren Aronofksy já estabelece suas características marcantes no indie perturbador Pi: momentos perturbadores, ritmo tenso e um apelo visual único. A saga paranóica de um matemático brilhante que se envolve em perigosas situações impressiona pela fotografia preto-e-branca e fortemente granulada, assim como a performance central de Sean Gaulette. Não é um grande filme, mas vale a visita e já estabelece dois parceiros inseparáveis do cineasta: o diretor de fotografia Matthew Libatique e o compositor Clint Mansell.

Réquiem para um Sonho (2000)

5.0

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Se algum dia precisar alertar vindouros filhos sobre o perigo das drogas (ou de qualquer vício descontrolado, em geral), uma – e uma apenas – sessão de Réquiem para um Sonho será o suficiente. De longe o melhor filme de Aronofksy, gira em torno de indivíduos problemáticos que se entregam a diferentes vícios, rendendo consequências devastadoras. Do elenco afiado (que tem até Marlon Wayans) até a inesquecível trilha sonora tema de Clint Mansell, o filme se destaca como um dos mais perturbadores e depressivos do novo milênio. E é justamente aí que reside sua força.

Impossível comentar sem trazer na íntegra:

Fonte da Vida (2006)

4.0

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Projeto mais ambicioso do diretor, Fonte da Vida se concentra em três tramas protagonizadas por Hugh Jackman em épocas distintas, todas amarradas pela presença da mística Árvore da Vida, que garantiria vida eterna a seu senhor. A narrativa é complexa e seu escopo temático (assim como o incrível visual) aproximam Fonte da Vida de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas enquanto Stanley Kubrick se apoiava na Ciência para testar os limites humanos, Aronofsky oferece uma viagem completamente espiritual e rodeada de elementos religiosos – o que torna seu filme ainda mais enigmático.

O Lutador (2008)

4.0

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Provavelmente o mais “normal” filme da carreira de Aronofksy (levando em consideração a ausência de surtos, alucinações e furadeiras no crânio), O Lutador é a incrível tour de force de Mickey Rourke, que conseguiu recuperar os holofotes após sua performance como Rand “The Ram” Robinson. O ator vale o filme, mas o roteiro de Robert D. Siegel também oferece um interessante estudo de personagem, enfatizando – além da crise existencial – suas problemáticas relações pessoais: seja com sua filha ou com a stripper vivida por Marisa Tomei.

Cisne Negro (2010)

5.0

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Responsável por coroar a estupenda performance de Natalie Portman com um Oscar, Cisne Negro é também um intrincado e inteligente suspense psicológico. Sua ambientação no mundo no balé (assim como as influências de Lago dos Cisnes) é perfeita para que Aronofsky desenvolva transformação sombria de sua protagonista e os elementos perturbados que envolvem sua vida. Repleto de simbolismos, montagem alucinada e Tchaikovsky até não dar mais, Cisne Negro é espetacular.

E quanto a Noé? Será mais uma adição competente à invejável carreira de Darren Aronofsky? Descobriremos na quinta-feira (3).

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Diretores | Martin Scorsese & Leonardo Dicaprio

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , on 22 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Um dos grandes diretores da História do Cinema. Uma das estrelas mais talentosas em atividade. Desde que iniciaram sua parceria, Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio renderam ótimos frutos, e com a chegada de O Lobo de Wall Street no Brasil, nada melhor do que relembrar suas colaborações passadas. Confira:

Gangues de Nova York (2002)

3.5

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A primeira colaboração entre DiCaprio e Scorsese veio de um antigo e ambicioso projeto do diretor: o épico do século XIX Gangues de Nova York, que conta com uma das produções mais requintadas e grandiosas de toda a sua carreira – sendo impressionante em seus quesitos técnicos. Mas ainda que conte com qualidades visuais e um leque de performances impecável comandado por Daniel Day Lewis, o filme se torna uma experiência um tanto maçante, decorrência de seu grande número de eventos, personagens e informações. Mas a cena de abertura é matadora.

O Aviador (2004)

4.5

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Em um dos biopics mais fascinantes dos últimos tempos, DiCaprio dá vida ao milionário Howard Hughes, colocando em foco sua relação com Hollywood, os problemas germófibos e sua grande paixão que se encontrava na aviação. A reconstrução de época é impecável, e a performance trabalhada do protagonista é uma das melhores de sua carreira. Vale apontar também o comando de Scorsese, que mostra-se genial ao trabalhar diferentes cores, efeitos visuais convicentes e uma excepcional montagem.

Os Infiltrados (2006)

5.0

departe

Responsável por finalmente garantir um Oscar à Scorsese, o remake Os Infiltrados é um thriller de policial vs. bandido sem precendentes. Contando com um excelente elenco, o filme tece uma inteligente perseguição entre um policial infiltrado na máfia e um criminoso escondido em um alto cargo da polícia de Boston, sendo repleto de reviravoltas, cenas empolgantes e momentos memoráveis. Certamente a melhor das colaborações da dupla. Pelo menos, até O Lobo de Wall Street chegar…

Ilha do Medo (2010)

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Deixando um pouco os mafiosos e policiais de lado, Scorsese embarca em um gênero inusitado para sua carreira: suspense psicológico. A essa altura, todos já devem ter visto o filme que traz DiCaprio e Mark Ruffalo como uma dupla de policiais (ah, verdade, olha eles aí de novo) que parte para investigar o misterioso desaparecimento de um dos pacientes do hospício localizado na tal ilha do título. O filme passa longe do terror sobrenatural, promovendo uma série de teorias e possíveis análises com sua enigmática reviravolta. Memorável.

E O Lobo de Wall Street? Bem, eu já assisti na pré-estreia há algumas semanas atrás. Confira aqui e veja o resultado…

O Lobo de Wall Street estreia no grande circuito brasileiro em 24 de Janeiro.

Hitchcock Five

Posted in Diretores, Especiais with tags , , , , , , , on 27 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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Good Evening.

Com a pegada de Anthony Hopkins para Alfred Hitchcock chegando aos solos nacionais na próxima sexta, compartilho aqui com vocês meus 5 filmes preferidos do mestre do suspense. Lembrando apenas que ainda falta-me uma considerável quantia de longas para assistir, mas aí vai:

Festim Diabólico (1948)

4.5

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Visando um longa de ações quase interruptas, Hitchcock promove uma narrativa quase que inteira em planos-sequência e longas tomadas (claro que há alguns cortes perceptíveis escondidos), levando a experiência de Festim Diabólico a algo próximo de uma peça teatral. A trama centra-se no jogo sádico de dois assassinos misturados juntos a uma grande festa que – logo após enforcarem o convidado principal – testam a inteligência e capacidade de seus participantes.

Janela Indiscreta (1954)

5.0

window

Dentre todos os que já vi, provavelmente é meu preferido. Honrando o título de “Mestre do Suspense”, Hitchcock cria tensão a partir de uma única locação e um protagonista fisicamente debilitado, abraçando o voyerismo e sustentando a dúvida se o vizinho de James Stewart seria ou não um assassino. Com excelente ritmo até os minutos finais, Janela Indiscreta ainda conta com muito humor negro e a presença sempre irradiante da musa Grace Kelly.

Um Corpo que Cai (1958)

5.0

vertigo

Um dos mais desafiadores e curiosos filmes de Hitchcock, traz um impressionante jogo de reviravoltas e impecável uso de diferentes cores. Um Corpo que Cai traz o fetiche do diretor com louras adicionadas ao medo de altura do personagem de James Stewart (em sua colaboração final com o cineasta). Tendo a implacável obsessão por uma mulher de um vertiginoso detetive como foco principal, o longa é instigante e traz uma conclusão surpreendente.

Intriga Internacional (1959)

4.5

north

Sempre admirador da premissa do sujeito comum que embarca em uma situação fantástica, o diretor faz de Intriga Internacional um dos mais divertidos filmes de sua carreira. Na aventura de espionagem, o protagonista Cary Grant é confundido com um agente secreto e acaba por enfrentar diversos impasses para sair vivo e comprovar sua real identidade. Hitch troca o suspense pela ação e, como de costume, cria imagens antológicas que vão da perseguição do aeroplano até o confronto no monte Rushmore.

Psicose (1960)

5.0

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O filme que mudou para sempre a História do cinema, e principal tema de Hitchcock. Adaptação de um já controverso livro de Robert Bloch, Psicose é um suspense surpreendente que engana magistralmente o espectador e esconde seu perverso segredo sem deixar indícios óbvios. Famoso pela agora icônica cena do chuveiro – que corajosamente mata a protagonista em 30 minutos de projeção – o longa é uma pérola do cinema e merece ser estudado e reassistido diversas vezes. E sem confundir com aquele remake nojento de Gus Van Sant de 1998.

E aí, quais são os preferidos de vocês?

Diretores: David Fincher

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento

Os filmes da carreira do diretor Christopher Nolan.

Alien³ (1992)

A estreia de Fincher na direção foi marcada por polêmicas e desacordos com o estúdio. O longa continua a saga iniciada por Ridley Scott, apresentando uma trama interessante, mas mal executada e sem muito sentido (os erros de continuidade, terríveis) , fruto de uma produção conturbada. No entanto, possui um visual estimulante e algumas boas ideias.

Seven – Os Sete crimes Capitais (1995)

Perturbador e envolvente, o thriller policial mostrou o talento de Fincher em comandar investigações e criar um denso clima de suspense. A dupla principal, formada por Brad Pitt e Morgan Freeman, tem um carisma e química genuíno e é interessante observar como a relação entre os dois vai crescendo a passo que caçam um perigoso serial killer que mata com inspirações nos sete pecados capitais. Kevin Spacey tem pouco tempo em cena, mas é inesquecível.

Vidas em Jogo (1997)

Trazendo Michael Douglas em uma performance intensa, o filme é um pesado suspense que brinca com o espectador do inicío ao fim. A trama gira em torno de um homem de negócios que tem sua vida infernizada por um misterioso jogo que parece vigiá-lo e tentar matá-lo a todo custo. O tom do filme é tenso e bem executado, mas apresenta um final decepcionante.

Clube da Luta (1999)

Uma obra-prima do cinema. Não só o melhor da carreira de Fincher, mas também um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Brad Pitt e Edward Norton arrasam em seus papeis e fazem um jogo psicológico-anárquico impressionante ao ilustrar a crise existencialista de um estranho, que inicia uma espécie de clube onde homens reúnem-se para trocar porradas e “viver a vida”.

Quarto do Pânico (2002)

Basicamente, um bom exercício visual para Fincher. Aprimorou técnicas de direção, alcançando resultados mais dinâmicos, mas não supreendeu muito no roteiro que, com a excelente premissa de trazer uma mãe e filha presas em um quarto de segurança enquanto ladrões vasculham seu lar, mostra-se inverossímil em alguns momentos. Jodie Foster segura o filme da melhor maneira possível.

Zodíaco (2007)

Mostrando mais uma vez sua especial habilidade em thrillers de serial killers, Fincher acerta na investigação real do Zodíaco; um notório assassino que nunca foi preso ou localizado. Fotografia sombria, atuações eficientes do elenco (com destaque para Mark Rufallo e Robert Downey Jr.) e um clima tenso e amedrontador de que o culpado pode estar em qualquer lugar.

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Com grande influência de Forrest Gump (o roteiro é de Eric Roth, o mesmo do filme com Tom Hanks) o conto fantasioso sobre um homem que nasce de trás para frente é o trabalho mais fantasioso do cineasta. De qualquer forma, permanece uma bela obra, visualmente deslumbrante e mostra que Brad Pitt sempre se sai melhor com David Fincher (com exceção de Queime depois de Ler, que eu considero seu melhor papel).

A Rede Social (2010)

Ao contar a história da fundação da maior rede social do planeta, o Facebook, Fincher contou com um roteiro magistral assinado por Aaron Sorkin e um elenco arrasador que vai do ótimo Jesse Eisenberg até a descoberta de Justin Timberlake como ator. Dominado por diálogos, diálogos e mais diálogos, o longa ganha ritmo graças à direção firme do diretor e a assombrosa trilha sonora vinda de Trent Reznor e Atticus Ross.

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

Adaptando com maestria o primeiro capítulo da trilogia literária de Stieg Larsson, David Fincher reúne aqui muitas características de seus trabalhos anteriores em uma sombria trama que traz serial killers, estupradores e empresários corruptos como antagonistas. Ainda que o visual e a montagem do filme sejam impecáveis, o destaque fica mesmo para a inebriante performance de Rooney Mara como Lisbeth Salander.

Diretores: M. Night Shyamalan

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

Semana que vem, estreia o novo filme de Manoj Nelliyattu Shyamalan, cineasta que teve um ótimo início de carreira, mas que atualmente se encontra no fundo do poço. O Último Mestre do Ar é seu primeiro trabalho adaptado de outra mídia, no caso, o desenho da Nickelodeon. Vamos relembra a carreira do cineasta, que era uma grande promessa:

O Sexto Sentido (1999)

O primeiro grande filme de Shyalaman é sem dúvida seu melhor trabalho. O roteiro é original, tenso e muito interessante; sem falar que há diversos sustos e muita emoção. O pequeno Haley Joel Osment surpreende na ótima performance de Cole, que imortalizou a frase “I see dead people”. E o final surpreendente virou marca do diretor.

Onde está Manoj: Assim como Hitchcock, Shyamalan costuma fazer pontas em seus filmes. Nesse, ele é o psicólogo a quem a mãe de Cole pede ajuda.

Corpo Fechado (2000)

Se você procura por super-heróis realistas, Corpo Fechado é mais uma ótima sugestão. O filme é muito sombrio e lida com a questão de super-poderes e a ética de um herói de maneira espetacular. Mostra que o cineasta respeita e entende o que é uma história em quadrinhos, já que o enquadramento e a fotografia são completamente inspirados por gibis. As atuações são perfeitas e está pau a pau com O Sexto Sentido como obra-prima de Shyamalan.

Onde está Manoj: É o traficante de drogas interrogado por David no estádio.

Sinais (2002)

A cena acima é muita curiosa. Todos que viram levaram um grande susto, mesmo sabendo que, obviamente, alguma coisa iria acontecer. Interessante como Shyalaman sabe criar suspense, é basicamente o que ele faz nesse filme de alienígenas genial. O clima de invasão é devastador, assim como as perfomances de Mel Gibson e Joaquin Phoenix.

Onde está Manoj: Ele interpreta Ray Reeddy, que matou a esposa de Graham em um acidente de carro.

A Vila (2004)

É aqui que o cineasta começa a tropeçar… Com uma premissa muito interessante e um clima sombrio e aterrador, A Vila tinha tudo para dar certo, mas o diretor se deixou levar por algumas situações absurdas, clichês e um suspense bem morno. Ao menos acertou no visual; tanto das criaturas quanto do vilarejo.

Onde está Manoj: É o guarda lendo jornal na cidade.

A Dama na Água (2006)

Ridículo. Define muito bem o que é a “história de ninar” de Shyamalan e sua ninfa da piscina. O roteitro é fraco, bobo e desinteressante. O elenco é caricato e exagerado demais… A única boa cena é a morte do crítico de cinema que, com um belo uso de metalinguagem, explica exatamente a razão de sua morte.

Onde está Manoj: Rouba a cena como um dos moradores do prédio, um escritor.

Fim dos Tempos (2008)

Não é tão ruim quanto A Dama na Água, mas está longe de ser um bom filme. Bons enquadramentos de cena e arrepiantes imagens de suicídio não escondem o roteiro babaca, as atuações deploráveis e as situações constrangedoras. Você já deve estar careca de saber mas, Mark Whalberg conversa com uma planta. De plástico.

Onde está Manoj: Ele interpreta Joey, que liga para Zooey Deschanel no trem.

Bem, Shyamalan tem outros projetos na gaveta, como um misterioso sobrenatural sobre um pai com poderes e a série Night Chronicles, mas O Último Mestre do Ar chega ao Brasil nesta Sexta-feira, dia 20 de Agosto. Aguardemos.

Diretores: Christopher Nolan

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

Os filmes da carreira do diretor Christopher Nolan.

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

Batman Begins (2005)

Indo atrás do material original do homem-morcego, Nolan dá um novo ar ao Batman, mudando radicalmente a estrutura e o visual de um filme de super-heróis. Ótimas atuações, roteiro esperto e uma produção extremamente caprichada. Nem precisa mencionar que a reinvenção do Morcego inspirou toda Hollywood.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

Como juntar atuações excepcionais, roteiro inteligente que te faz refletir, esquemas policiais inteligentes e cenas de ação espetaculares, pra não cair na monotomia e conseguir um filmaço? É o que o segundo filme da reinvenção do homem morcego faz. Nolan cria o melhor filme da década passada e mostra que super-heróis não são mais só dinheiro e ação; eles também querem dizer algo.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

4.5

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As expectativas eram altíssimas para a conclusão da trilogia do Homem-Morcego após o sucesso do filme de 2008, mas Nolan conseguiu entregar um longa que, mesmo aquém dos anteriores, agrada nos mesmos quesitos de ação e drama. Pesando ainda mais no homem por trás da máscara, O Cavaleiro das Trevas Ressurge testa ao extremo os limites físicos do super-herói e explora com ousadia as possibilidades da mitologia de seu personagem. Resta saber se é mesmo o fim.

Interestelar (2014)

5.0

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Abraçando uma ficção científica que aprofunda-se em complexos conceitos de buracos de minhoca e dimensões paralelas, Interestelar revelou-se o filme mais divisivo do diretor. Quem ficou do time que gostou, se impressionou com uma aventura de proporções épicas, mas que não perde o coração de sua trama intimista ou o cuidado com seus personagens. Pode até ir longe demais em suas explicações, mas é um grande filme.

Diretores | Tim Burton & Johnny Depp

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , on 15 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

Os filmes da carreira de Tim Burton, em parceria com o ator Johnny Depp.

Edward-Mãos-de-tesoura (1990)

A primeira parceiria dos dois resultou em uma espécie de conto de fadas bem sombrio, inesquecível e completamente original. Burton conduz a trama de modo criativa e Depp acerta ao transmitir toda a estranheza do personagem que possui tesouras no lugar das mãos e merecia, ao menos, uma indicação ao Oscar. Visual e roteiro excepcionais.

Ed Wood (1994)

Reunidos para contar a história do excêntrico Edward D. Wood Jr, considerado o pior diretor de cinema de todos os tempos, a dupla desenvolveu uma das melhores biografias em filme que eu já vi. O visual é em preto e branco, extremamente nostálgico e recheado com atuações excelentes, com destaque para Depp e Martin Landau. É também o filme mais sério e “comum” do cineasta, sendo também seu melhor trabalho.

A Lenda do Cavaleiro sem cabeça (1999)

Uma das obras mais violentas de Burton, e também a que mais se aproxima do sobrenatural. O diretor acerta ao criar um filme divertido e dinâmico com a famosa história do Cavaleiro sem cabeça, apesar de em muitos momentos, parecer uma história de Scooby Doo. Depp está Ok no filme, mas fica ofuscado pelo visual deslumbrante de Sleepy Hollow. Christopher Walken merece destaque.

A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)

Um filme delicioso,em um dos poucos remakes que deram certo no cinema, os dois acertam em uma de suas melhores parcerias. O elenco de atores-mirim é um dos melhores que eu já vi, magistralmente dirigidos por Burton. Depp está estupendo no papel do excêntrico Willy Wonka. As músicas são de ficar na memória e a vontade de comer uma barra de chocolate vai vir, esteja preparado.

A Noiva-Cadáver (2005)

Mais uma animação gótica e sombria vinda da mente de Burton, que lembra muito o ótimo O Estranho Mundo de Jack, pelo visual dos personagensm, efeitos stop-motion e o tom dark da história. Criativo e emocionante, é um excelente trabalho de animação e de roteiro, apesar de, em alguns momentos, o filme ficar um pouco arrastado.

Sweeney Todd – O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet (2008)

 

Como fazer com que um musical não seja entediante, ou melhor, empolgante? Visitas bem sombrias ao barbeiro e uma receita de tortas única. O visual mostra uma Londres suja e mergulhada nas sombras, onde a única cor que se destaca no filme, é o vermelho nas cenas de assassinato. Depp canta e atua de maneira mais que satisfatória e nos dá uma das melhores performances de sua carreira.

Alice no País das Maravilhas (2010)

A parceria sofre uma queda estrondosa com a nova versão do clássico de Lewis Caroll. O visual e os figurinos são lindos e muito bem produzidos, mas a trama é ridícula e completamente desinteressante, com o Chapeleiro Maluco de Depp ganhando uma atenção um tanto que exagerada – mesmo que o ator faça bom proveito. Uma oportunidade perdida.

Sombras da Noite (2012)

Adaptação de uma antiga série de TV, é mais uma oportunidade perdida. A premissa de se ter um vampiro entrando em choque com a sociedade era de ouro, mas Burton se perde nas próprias ambições e seus delírios visuais, gerando um filme perdido sem ritmo que nunca acerta no humor ou no terror. O elenco se salva, com um Depp divertido, mas que perde o destaque para a malévola Eva Green.