OSCAR 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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MELHOR FILME

Birdman

MELHOR DIRETOR

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Grande Hotel Budapeste

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” | Selma

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR CURTA-METRAGEM

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feast

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

Especial OSCAR 2015 | Completo

Posted in Prêmios with tags , , , , on 22 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

OSCAR

O Oscar 2015 é hoje!

Reuni aqui as quatro partes do meu tradicional especial sobre as categorias.

Bom Oscar a todos!

FRAMBOESA DE OURO 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , on 22 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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E o Framboesa de Ouro 2015 aponta os vencedores de seu prestigioso prêmio:

PIOR FILME

Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR ATOR

Kirk Cameron | Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR ATRIZ

Cameron Diaz | Mulheres ao Ataque e Sex Tape – Perdidos na Nuvem

PIOR ATOR COADJUVANTE

Kelsey Grammer | Os Mercenários 3, A Lenda de Oz, Elas Querem Pensar como Eles! e Transformers: A Era da Extinção

PIOR ATRIZ COADJUVANTE

Megan Fox | As Tartarugas Ninja

PIOR DIRETOR

Michael Bay | Transformers: A Era da Extinção

PIOR REMAKE, IMITAÇÃO OU SEQUÊNCIA

Annie

PIOR PARCERIA

Kirk Cameron & Seu Ego | Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR ROTEIRO

Kirk Cameron’s Saving Christmas

TROFÉU REDENTOR

Ben Affleck | Argo e Garota Exemplar

 

Veja Jason Momoa como Aquaman

Posted in Notícias with tags , , , , , on 20 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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No meio da madrugada, o diretor Zack Snyder postou em seu twitter uma foto oficial de Jason Momoa caracterizado como Aquaman, para Batman v Superman: Dawn of Justice. Confira:

Realmente, um visual bem diferente do mais tradicional. Acho que as piadas com o personagem vão acabar…

Batman v Superman: Dawn of Justice estreia em 25 de Março de 2016.

Neill Blomkamp vai dirigir novo filme de ALIEN

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

Elysium - Jul 2013

Uau.

Há alguns meses atrás, o cineasta sul-africano Neill Blomkamp (de Distrito 9, Elysium e Chappie) divulgou em sua conta do Instagram artes conceituais do que parecia ser um novo filme de franquia Alien. Ele depois explicou que a Fox tinha interesse nesse possível projeto, o qual teria discutido com Sigourney Weaver durante as gravações de Chappie.

Agora, o diretor voltou a falar do assunto, publicando em sua rede social uma foto do alien xenomorfo, com a legenda: “então… Eu acho que este é oficialmente meu próximo filme”.

A Fox não soltou nenhum pronunciamento oficial, mas os rumores de que o projeto vai acontecer são fortes, valendo lembrar que o estúdio ainda mantém a continuação de Prometheus em desenvolvimento com Ridley Scott.

Vamos aguardar por novidades, mas Blomkamp já provou que entende muito bem como se faz uma ficção científica.

Confira abaixo as artes conceituais da conta de Neill Blomkamp:

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Uau.

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Quatro | Categorias Principais

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegamos à ultima parte do especial. Hora de ver quem vai levar a melhor neste Oscar bizarro.

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria
  • Nas categorias de ROTEIRO ORIGINAL e ROTEIRO ADAPTADO, clique nos títulos de cada filme para seu o roteiro completo em inglês

 

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O Abutre | Dan Gilroy

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Estreia de Dan Gilroy como diretor, ele foi lembrado apenas com seu ótimo roteiro de O Abutre, que gira em torno de um câmera obcecado em registrar tragédias e acidentes a fim de vendê-las para uma rede de telejornalismo. É um texto que critica e denuncia diversos padrões jornalísticos e sensacionalistas que encontramos em qualquer canal de TV, tablóide ou site, e Gilroy canaliza tudo isso em seu poderoso protagonista, Lou Bloom. É um sujeito detestável, mecânico, calculista e inteligente, sempre com excelentes diálogos no qual demonstra o quão acima está de outras pessoas, e o quão perto está da psicopatia. Grande estreia.

Quotação Memorável: “Um amigo é um presente que damos a nós mesmos” – Lou Bloom

Birdman | Alejandro Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo

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A presença de múltiplos roteiristas em um único projeto costuma ser um péssimo sinal, já que comumente resulta num turbilhão de ideias divergentes e diferentes entre si. Não poderia ser mais errado para Birdman, que traz um roteiro genial assinado pelo próprio Alejandro Iñarrítu, Nicólas Giacobone, Alexander Dinelaris Jr e Armando Bo. O texto desse “quarteto fantástico” mergulha nos bastidores de uma peça de teatro ambiciosa, explorando temas como o processo de trabalho de um ator, crítica à cada vez maior obsessão de Hollywood com super-heróis e um estudo de personagem admirável em cima de Riggan Thomson, o alter-ego de Michael Keaton.

“A popularidade é a prima promíscua do prestígio” – Mike Shiner

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater

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Levemos em consideração que Richard Linklater escreveu um roteiro por mais de uma década. A cada ano de filmagem de Boyhood, o diretor parava e escrevia as cenas que gravaria naquele período de tempo, tendo que ficar atento aos principais eventos de cultura pop (lançamentos de livros de Harry Potter até o novo filme de Star Wars) e também acontecimentos políticos, já que a posse de Obama é constantemente retratada aqui. Mas, como em todo filme de Linklater, o ponto alto do roteiro é o cuidado com que trabalha suas relações humanas, e com Mason o diretor é habilidoso ao provenir os detalhes de seu crescimento e o diferente olhar que este tem com o mundo.

Quotação Memorável: “Eu só achei que haveria mais” – Olivia

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | E. Max Frye e Dan Futterman

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Um dos indicados surpresa da categoria, o roteiro de Foxcatcher é conciso ao trazer os eventos trágicos dessa “história que chocou o mundo”. A dupla de Frye e Futterman aposta em uma narrativa que se aproxima mais do suspense do que de um filme de esportes, criando diálogos intensos com John du Pont, assim como um estudo de personagem que tenta mergulhar em sua mente perturbada, abordando sua aceitação pela mãe. Mais do que isso, o roteiro consegue oferecer uma crítica ao ufanismo americano e o lado destrutivo da filosofia do self made man, assim como o poder do ícone e da imagem.

Quotação Memorável: “Ornitólogo, filatelista, filantropo” – John du Pont

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson e Hugo Guinness

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Tomando inspiração do trabalho de Stefan Zweig (em nenhum trabalho específico, mas sim o espírito de tais histórias) Wes Anderson e Hugo Guiness tecem uma das histórias mais malucas e divertidas dos últimos tempos, numa aventura frenética que ainda flerta com roubo de arte, espionagem, fuga de prisão e sociedades secretas. O Grande Hotel Budapeste também é povoado por figuras típicas da filmografia de Anderson, tendo destaque para o bon vivant M. Gustave, cujos diálogos sofisticados (e ultra bem escritos) sempre trazem citações poéticas, líricas e até um sonoro “holy fuck”. Maravilha de roteiro.

Quotação Memorável: “Viu, ainda há sutis lampejos de civilização neste açogue bárbaro que outrora foi conhecido como Humanidade. De fato, é o que provemos em nossas próprias modestas, humildes, insignificantes… Ah, foda-se.” – M. Gustave

  • WGA
  • BAFTA

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Birdman

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Uma Aventura Lego | Chris Miller & Phil Lord

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Sério, transformar um filme com intenções obviamente comerciais que seriam apenas um veículo para mais vendas de um produto em uma aventura divertida e original? Fácil, reverter o feitiço e apelar para uma metalinguagem auto-depreciativa, fórmula que Chris Miller e Phil Lord já fizeram funcionar com os dois Anjos da Lei. Em Lego, a dupla encara o aspecto capitalista/empresarial e enxerga um universo repleto de possibilidades, participações especiais (quando Batman vai dar uma volta na Millennium Falcon de novo? Ah é, nunca) e uma mensagem sincera e bonita, sem ser piegas.

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O Jogo da Imitação | Graham Moore, baseado no livro Alan Turing: The Enigma”, de Andrew Hodges

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Graham Moore opta por contar a história do matemático Alan Turing em três períodos distintos da sua vida, que se misturam na narrativa inconstante a fim de retratar sua identidade e a delicada questão de sua homossexualidade. Pessoalmente, acho que Moore quebra a narrativa mais interessante (que envolve seus estudos contra a Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial) e aposta em subtramas que não conseguem a mesma força – especialmente a investigação do detetive de Rory Kinnear, que representa para mim a maior falha estrutural do roteiro. Tirando isso, O Jogo da Imitação é pura fórmula, mas garante ótimos diálogos, geralmente graças à personalidade intelectual/arrogante de Turing e seu contraste com a divertida Joan Clarke.

Quotação Memorável: “Se eu era Deus? Não. Porque Deus não venceu a guerra. Nós vencemos” – Alan Turing

  • WGA
  • USC Scripter

Sniper Americano | Jason Hall, baseado no livro “American Sniper – The Autobiography Of The Most Lethal Sniper In U.S. Military History”, de Chris Kyle, Scott McEwen e Jim DeFelice

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O roteiro de Sniper Americano é algo interessante, mas que sinceramente não gritava por uma indicação. Jason Hall dramatiza toda a carreira militar do atirador Chris Kyle, começando de sua infância e o desejo de lutar por seu país até sua trágica morte em 2013. Hall até tenta trazer algum questionamento dentro das experiências do protagonista, como sua devoção ao país ao invés de sua família cada vez mais dependente, explorando de forma rasa a psique de Kyle, que surge aqui como um patriota idealista. Gosto de como o roteiro cria situações e até personagens mais característicos, como o terrorista apelidado de “Açogueiro” e o sniper inimigo que persegue Kyle durante sua estadia no Iraque.

Quotação Memorável: “Só quero encontrar o Criador e responder por cada tiro que dei” – Chris Kyle

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten, baseado no livro “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, de Jane Hawking

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Um dos fatores interessantes nessa adaptação da vida de Stephen Hawking, é que o livro em questão foi escrito sob o ponto de vista de sua esposa, Jane Hawking. O roteiro de Anthony McCarten respeita esse elemento e faz de A Teoria de Tudo um filme não apenas sobre o físico, mas sobre a relação do casal em si. Claro que Hawking acaba roubando os holofotes e torna-se de fato o protagonista, mas Jane ganha espaço com algumas sonolentas subtramas que envolvem outros interesses amorosos. O que realmente me agrada no roteiro é que ele aborda alguns dos estudos de Stephen Hawking sobre buracos negros e a origem do Universo, até flertando com a eterna discussão Ciência vs Religião, mesmo que não se aprofunde tanto quanto poderia.

Quotação Memorável: “Me perguntaram em Cambridge se eu era mesmo o Stephen Hawking. Eu disse que não, pois o verdadeiro é bem mais bonito.” – Stephen Hawking

  • BAFTA

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson, baseado no livro “Vício Inerente”, de Thomas Pynchon

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Não vai ser possível assistir a Vício Inerente antes do Oscar, já que a Warner empurrou sua estreia no Brasil para 26 de Março, mas é interessante ver o roteiro de Paul Thomas Anderson aqui. Pelo que dizem, é uma tarefa árdua adaptar essa obra de Thomas Pynchon, que se concentra num detetive excêntrico que precisa ajudar sua ex-namorada e desvendar um plano para sumir com seu atual amante, o que o coloca numa jornada para interrogar diferentes suspeitos no auge da paranóia de Los Angeles, na década de 70.

Quotação Memorável: “Tecnicamente ele é judeu, mas quer ser um nazista” – Tia Reet

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Damien Chazelle, baseado em seu próprio curta “Whiplash”

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Por um erro bobo da Academia, Whiplash veio parar em Roteiro Adaptado, ao invés de Original (já que o curta em questão fora realizado apenas para conseguir orçamento para o longa), mas fazer o que. O texto de Damien Chazelle traz uma história muito, muito simples, mas que envolve graças à riqueza de seus personagens e o cuidado na trajetória de seu protagonista. Andrew Nyeman é um sonhador ambicioso, mas também um arrogante egocêntrico; Terence Fletcher é um monstro, mas também tem seus motivos nada menos que lógicos. Nesse cenário, Chazelle ainda traz diversas referências ao meio musical, a história do Jazz e também um comentário interessante sobre a nova tendência mundial no meio do entretenimento. Ótimo.

Quotação Memorável: “Não há duas palavras na Língua Inglesa mais nocivas do que ‘bom trabalho'” – Terence Fletcher

APOSTA: O Jogo da Imitação

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Teoria de Tudo

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Gillian Flynn, baseado em seu livro “Garota Exemplar”

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A melhor coisa quando um escritor resolve adaptar sua própria obra para o cinema, é que comentários do tipo “estragaram o livro” ou “o livro foi melhor” são irrelevantes, já que a liberdade criativa está nas mãos do próprio autor. Enfim, o que importa aqui é que Gillian Flynn tem um roteiro impecável para Garota Exemplar, que respeita sua obra e faz as mudanças necessárias para que este funcione como uma narrativa audiovisual. O mistério de Amy Elliot Dunne oferece três estilos de histórias distintas, que vão do circo midiático que cerca o protagonista Nick Dunne, os contos duvidosos de sua esposa e a verdadeira batalha matrimonial que se forma a partir do segundo ato, revelando uma das femme fatales mais perigosas dos últimos tempos. Diálogos, reviravoltas e comentários sociais funcionam muitíssimo bem.

Quotação Memorável: “Quado eu penso na minha esposa, sempre penso na cabeça dela. Me imagino arrebentando seu lindo crânio, desenrolando seu cérebro à procura de respostas. As perguntas essenciais de qualquer casamento: No que está pensando? Como está se sentindo? O que fizemos um ao outro?” – Nick Dunne

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Wes Anderson | O Grande Hotel Budapeste

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Enfim a Academia reconheceu todo o talento e as bizarrices de Wes Anderson, e naquele que considero seu melhor filme. Sua obsessão por planos simétricos e enquadramentos milimetrados permanece presente aqui, onde o diretor explora com habilidade o universo fictício que criou. O uso de miniaturas para cenários mais cartunescos é divertido, assim como as animações e stop motion que surgem abruptamente, como já na famosa perseguição de ski. Outra decisão interessante já comentada no Volume II do especial, é a mudança da razão de aspecto da tela ao longo da projeção, em uma homenagem ao próprio Cinema e sua evolução pelos anos.

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

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Alejandro González Iñárritu não é famoso por comédias (aliás, muito pelo contrário), o que torna Birdman a obra mais diferente de sua carreira. Seu comando na sátira à indústria de Hollywood e o mundo do teatro é ousado pelo experimento de simular um plano sequência de 2 horas, juntando planos de até 20 minutos em uma narrativa fluente. O domínio estético de Iñarrítu é invejável, com movimentos de câmera bem elaborados, travellings e uma direção precisa a seu talentoso elenco. Com a vitória de Alfonson Cuarón ano passado e a possível conquista de Iñarrítu nesta edição, uma coisa fica clara: viva Mexico!

  • DGA

Richard Linklater | Boyhood – Da Infância à Juventude

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Um dos autores mais interessantes da atualidade, Richard Linklater já mergulhou nas mais diferentes histórias (o mesmo cara responsável pela trilogia Antes fez Escola de Rock, uau), mas sempre manteve sua visão e humanidade. Com Boyhood – Da Infância à Juventude, Linklater trouxe seu projeto mais ambicioso e arriscado, ao passar 12 anos em uma história sobre o crescimento de um garoto. Sua direção permanece humanista e sem maneirismos, deixando o foco absoluto nas performances do elenco, destacando-se aqui e ali com uma conversa em plano sequência ou momentos mais intensos, como o padrasto alcoólatra no trânsito. Linklater também tem bom olho para belas paisagens.

  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Bennett Miller | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Bennett Miller é a grande surpresa da categoria, ainda mais considerando que seu Foxcatcher não conseguiu uma vaga na categoria principal. Adotando um tom pesado e predominantemente lento, Miller é eficaz ao construir uma atmosfera silenciosa e pré-catástrofe durante toda a projeção do filme, o que certamente vai afastar espectadores que esperam um pouco mais de ação ou elementos chocantes. Há explosões dramáticas aqui e ali, e a câmera de Miller sempre registra de perto, capturando até os mínimos ruídos em um simples diálogo. E se em O Homem que Mudou o Jogo ele se aventurava em cenas de beisebol, aqui ele recria lutas olímpicas e pesados treinamentos. Sua opção por constantemente enquadrar esculturas, quadros e retratar os personagens vidrados na televisão também revela como Foxcatcher estuda o poder do ícone.

  • Festival de Cannes – Melhor Diretor

Morten Tyldum | O Jogo da Imitação

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Morten quem? Pois é, Morten Tyldum é um diretor norueguês (você talvez tenha visto seu ótimo Headhunters, lançado no Brasil em 2012) que fez com O Jogo da Imitação sua estreia no cinema de língua inglesa. A verdade é que acho o trabalho de Tyldum bem eficiente aqui, mas nada que realmente se destaque como um dos melhores do ano, que mereça ser reconhecido pela Academia. É uma condução firme, mas nada de espetacular.

APOSTA: Alejandro G. Inãrritu

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Richard Linklater

MEU VOTO: Alejandro G. Inãrritu

FICOU DE FORA: Damien Chazelle | Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Ver um novato como Damien Chazelle gravar um filme todo em 19 dias é uma das coisas que dá inspiração para seguir a carreira de cineasta. Com Whiplash – Em Busca da Perfeição, Chazelle criou uma narrativa simples e intensa, lindamente fotografada e enquadrada (sem conhecimento de planos e foco é assombroso) e povoada por grandes atuações. Quero muito ver o que Chazelle trará no futuro.

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Um ator fracassado, uma adolescência inteira, um hotel excêntrico, um matemático brilhante, uma marcha por direitos, um sniper patriota, um físico deficiente e um baterista ambicioso marcam os indicados para Melhor Filme.

Birdman | Alejandro G. Iñárritu, John Lesher e James W. Skotchdopole

4.5

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Birdman é uma obra inteligente e repleta de comentários ácidos sobre a indústria de Hollywood e os bastidores do mundo do teatro, explorando um impecável elenco numa narrativa guiada por uma visão de mestre de Alejandro G. Iñarrítu.

  • PGA
  • SAG – Melhor Elenco

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater e Cathleen Sutherland

4.5

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“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano.”

  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson, Scott Rudin, Steven Rales e Jeremy Dawson

5.0

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O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte.
Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia
  • Critics Choice Awards – Melhor Comédia

O Jogo da Imitação | Nora Grossman, Ido Ostrowsky e Teddy Schwarzman

3.5

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O Jogo da Imitação é um bom filme, mas que não vai muito além da fórmula do biopic esperado de uma temporada de prêmios, pouco arriscando-se. Traz um roteiro eficiente, atuações impecáveis e um grande respeito pelo trabalho de Alan Turing, ainda que não seja uma obra excepcional como a de seu biografado.

  • Festival de Toronto – Prêmio do Júri

Selma: Uma Luta por Igualdade | Christian Colson, Oprah Winfrey, Dede Gardner e Jeremy Kleiner

3.5

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“Selma: Uma Luta por Igualdade é um filme eficiente e que carrega consigo uma mensagem atemporal sobre a luta de direitos raciais, carregado por uma direção acertada e uma performance espetacular de David Oyelowo. Pode não ser poderoso quanto os dizeres de Martin Luther King, mas é um belo atestado a este e seus ideais.”

Sniper Americano | Clint Eastwood, Robert Lorenz, Andrew Lazar, Bradley Cooper e Peter Morgan

3.0

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Sniper Americano traz seus bons momentos de tensão e pirotecnicas, mas é arrastado, longo e prejudicado pelo retrato idealista e nacionalista de seu protagonista. Quem diria que, num ano em que Eastwood lança um musical de coral e um filme sobre um atirador, o longa cantado seria melhor?”

A Teoria de Tudo | Tim Bevan, Eric Fellner, Lisa Bruce e Anthony McCarten

3.5

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A Teoria de Tudo é um biopic eficiente que traz excelentes performances do talentoso jovem elenco, ao mesmo tempo em que conta uma grande história de forma convencional, emocional e até formulaica. Poderia ter ido mais longe em seus questionamentos e na vida de Stephen Hawking, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao renomado cientista.”

  • BAFTA – Filme Britânico

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Jason Blum, Helen Estabrook e David Lancaster

5.0

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Whiplash – Em Busca da Perfeição é uma obra que funciona exatamente como uma orquestra sinfônica. Cada departamento exerce sua função magistralmente, tal como instrumentos musicais, cada um a seu ritmo e sob a conduta de um sujeito inteligente para entregar uma experiência inebriante. Ao final, tudo o que posso dizer é “bravo”.”

  • Festival de Sundance – Grande Prêmio do Júri

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Boyhood

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar

5.0

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Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

COSTUME DESIGNERS GUILD AWARDS 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Último guild antes do Oscar! Os melhores figurinos, de acordo com o Costume Designers Guild:

FILME DE ÉPOCA

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

FILME DE FANTASIA

Caminhos da Floresta | Colleen Atwood

FILME CONTEMPORÂNEO

Birdman | Albert Wolskykins

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