| Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 11 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

2.0

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Chris Pratt e seu parça (é) velociraptor

Quando eu era criança, Jurassic Park e seus dinossauros foram parte essencial de meu crescimento como cinéfilo. Lembro até hoje da empolgação em ver o T-Rex pela primeira vez ou minha imensa decepção quando fora barrado no cinema ao tentar ver Jurassic Park 3, em meus longínquos 5 anos de idade. Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros veio abruptamente e eu mal podia acreditar que realmente veríamos um retorno à Ilha Nublar e seus habitantes pré-históricos. A verdade? Assim como os personagens de Lost, não precisávamos ter voltado.

A trama se passa 22 anos após o primeiro filme, ignorando (ou não fazendo menção alguma) aos eventos de O Mundo Perdido e do segundo filme. Aqui, o sonho de John Hammond é realizado e o parque temático com dinossauros criados geneticamente está completamente funcional e atraindo milhares de visitantes. Buscando novas formas de garantir patrocínio e impressionar a clientela, o grupo cria o primeiro dinossauro híbrido: o Idominus Rex. Como não deve ser nenhuma surpresa, o caos reina quando a criatura revela-se mais inteligente do que o esperado.

Ainda que com algumas mudanças significantes, o roteiro assinado por Rick Jaffa, Amanda Silver (dupla responsável pelo ótimo reboot de Planeta dos Macacos), Derek Connolly e o diretor Colin Trevorrow – repararam em quantas pessoas diferentes aqui? Então – é uma repetição de toda a fórmula do primeiro filme. Desde o maravilhamento inicial, passando pelas crianças em perigo até o status icônico garantido ao T-Rex, não é difícil encontrar referências gritantes, perdidas em meio às diversas subtramas que o roteiro tenta comportar, resultando em uma misturânea que acaba desencontrada e sem um foco específico – militarismo, natureza vs homem, guerra dos sexos (brega, brega), aproximamento entre irmãos… Uma enxurrada de elementos possíveis de se sentir na arrastada projeção de 124 minutos.

E Colin Trevorrow (do eficiente indie Sem Segurança Nenhuma) passa longe de ser um Steven Spielberg. As sequências de tensão pecam pela repetição; pelo menos três vezes temos uma situação em que algum personagem fica imóvel e escondido enquanto algum dinossauro o procura, e a ação é pouco imaginativa (o elemento da girosfera é uma exceção) e danificada por um excesso de CGI notável. Por incrível que pareça, a combinação de animatronics de Stan Winston com efeitos digitais no filme de 1993 surge muito mais verossímel do que as criaturas vistas em Jurassic World. E outra: não sei qual dos 5 roteiristas achou que domesticar e “fofotizar” velociraptors era uma boa ideia, muito menos transformá-los nos bichinhos de estimação de Chris Pratt, além de uma inesperada reviravolta no finalzinho que remete bastante à proposta do último Godzilla.

De dinossauros novos, o aquático Mosassauro impressiona pelo tamanho e sua relevância divertida para o clímax, enquanto o mutante Indominus Rex parece mais uma versão genérica do T-Rex (até o Espinossauro do terceiro filme tinha mais “carisma”), ainda que seu modus operandi seja interessante. Já o lado humano fica preso à estereótipos forçados, que incluem o caçador machão/afetivo de Chris Pratt (que o ator consegue tornar interessante, graças à boa performance) a executiva fria e altamente sexualizada de Bryce Dallas Howard e o militar inescrupuloso de Vincent D’Onofrio.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros é uma triste decepção que se perde num roteiro ruim e na ausência do encantamento que marcou o original de Steven Spielberg, destacando-se como o pior filme da série.

Digo, como reagir quando um dos próprios personagens quebra a quarta parede em uma piadinha ao dizer como “o primeiro parque era irado de verdade” e que “não precisava de híbridos genéticos”?

Muita ação no spot de TV de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 10 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Publicar spots de TV e vídeos curtos não é bem o que curto fazer aqui, mas a primeira chamada televisiva de 007 Contra Spectre enfim mostrou alguma coisa das cenas de ação do filme. Entre flashes rápidos vemos perseguições de carro, luta na neve e até um avião no meio do espetáculo. Confira:

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro.

Primeiro trailer de PERDIDO EM MARTE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 8 de junho de 2015 by Lucas Nascimento


Antes que perguntem: não, não é um spinoff de Interestelar, mesmo que tenhamos Matt Damon perdido sozinho em um planeta desolado. No caso, Marte, como nos revela o primeiro trailer do filme de Ridley Scott.

Confira:

O elenco traz ainda Jessica Chastain, Jeff Daniels, Kate Mara, Kristen Wiig, Donald Glover e Michael Peña.

Perdido em Marte estreia em 25 de Novembro nos EUA.

| A Espiã que Sabia de Menos | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

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Melissa McCarthy heroína de ação? Yep

Não me lembro se já comentei aqui com vocês, mas aí vai: não suporto Melissa McCarthy. Não vejo a menor graça em Melissa McCarthy. Não compreendo como Melissa McCarthy já foi indicada ao Oscar por Missão Madrinha de Casamento. Não compreendo, Melissa McCarthy. Também não compreendo como fui parar naquela sessão não muito cheia de A Espiã que Sabia de Menos, mas confesso que me deparei com um filme muito mais divertido do que esperava.

A trama você já viu várias vezes: Quando todos a identidade de todos os agentes secretos da CIA é vazada para criminosos, a analista Susan Cooper (McCarthy) se voluntaria para uma missão que a colocará em campo pela primeira vez, envolvendo a venda de uma ogiva nuclear por terroristas.

É quase a mesma estrutura, passo a passo, de filmes como Johnny English e, principalmente, a – subestimada – adaptação de Agente 86 de uns anos atrás. Por isso, fica muito fácil prever cada reviravolta do roteiro de Paul Feig (também responsável pela direção), que infelizmente aposta em clichês batidos como a velha história do “personagem que forja a morte” ou de um “traidor que não é traidor”, e por aí vai. O mérito de Feig é mesmo nas surpresas e no absurdo de algumas piadas, que envolvem uma hilária participação especial e o próprio fato de McCarthy se sair muito melhor do que alguém poderia esperar numa luta física: esse absurdo desproporcional (a atriz não tem o físico que esperamos de um astro de ação, claro) ajudam a fazer rir e também construir bem sua Susan Cooper – sem falar que Feig manda bem no comando de tais sequências.

Mesmo não sendo admirador de McCarthy, confesso que gostei de sua performance e das surpresas de sua personagem: no ponto em que assume uma postura durona, é realmente animador vê-la xingando a dondoca de Rose Byrne de todas as formas possíveis. E ainda que o foco seja todo na protagonista, é Jason Statham quem rouba a cena em uma atuação surpreendentemente cômica, onde interpreta um espião britânico falastrão e grosseiro, notório por algumas das mais absurdas missões que você ouvirá falar – Feig e o ator certamente se divertiram durante os ensaios de uma cena em particular.

Jude Law também se diverte em uma clara paródia de James Bond (como o ato de constantemente arrumar seu cabelo durante combates) e a estreante Miranda Hart mostra-se uma boa promessa cômica. Ah, e que legal ver Peter Serafinowicz deixando de lado seus papéis mais sisudos (como em Todo Mundo Quase Morto ou no recente Guardiões da Galáxia) para mergulhar num agente italiano completamente tarado e canastrão.

A Espiã que Sabia de Menos é uma comédia eficiente que impressiona pelas quebras de estereótipos, como Melissa McCarthy funcionar como heroína de ação ou Jason Statham ser o cara mais engraçado da sala.

Obs: Há um divertido clipe após os créditos.

Primeiro trailer de PONTE DE ESPIÕES

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 5 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Steven Spielberg e Tom Hanks retomam a parceria de O Resgate do Soldado Ryan, O Terminal e Prenda-me se for Capaz com o thriller de Guerra Fria Ponte de Espiões. O primeiro trailer acaba de sair, e nos apresenta ao advogado de Hanks lutando para sobreviver na paranóia do conflito entre EUA e URSS.

Confira:

Ponte de Espiões estreia em 22 de Outubro.

| Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

Tomorrowland
A ótima Britt Roberston é Casey Newton

Quando fiquei sabendo do conceito de Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível (ufa, título longo) pela primeira vez, logo bateu uma fadiga. Mais uma aventura – Disney – fantasiosa que gira em torno de um lugar mágico que só pode ser acessado por um jovem idealista e corajoso… Blá blá blá. Não fosse a presença do grande Brad Bird na direção, eu provavelmente o teria evitado.

A trama começa quando o jovem Frank Walker (Thomas Robinson, e George Clooney em fase adulta) descobre a utópica Tomorrowland em uma convenção para inventores na, claro, Disneyland. Anos depois, a jovem prodígio Casey Newton (Britt Roberston) começa a receber pistas da existência do local, graças a um pin que lhe foi concedido pela misteriosa Athena (Raffey Cassidy). Curiosa, Britt recorre ao velho Frank a fim de encontrar uma forma de retornar.

Este é o segundo filme live action de Brad Bird, que já havia comandado o ótimo Missão: Impossível – Protocolo Fantasma e as exemplares animações O Gigante de FerroRatatouilleOs Incríveis. Fica evidente que o cara tem talento, e este mesmo que consegue transformar boa parte de Tomorrowland em um filme muito agradável. Bird tem uma câmera inventiva e comanda sequências de ação que sabem muito bem como explorar o humor e objetos de cena (a fuga da casa de Frank é um grande exemplo de uso de props), chegando a impressionar quando embarca em um longo plano sequência que acompanha a primeira visita de Casey em Tomorrowland. Ah, agradeça também à trilha fantástica de Michael Giacchino.

Bird também co-assina o roteiro com Damon Lindelof, e é aí que as coisas começam a desandar. A forte presença simbólica de grandes gênios como Thomas Edison, Nikola Tesla e até o próprio Walt Disney são interessantes, explicando que estes teriam se unido para criar a utopia que da nome ao filme. É uma moral bonita e inspiradora, a de que o futuro pode sim ser otimista e que está nas mãos daqueles que ousarem sonhar com algo diferente, mas acaba tornando-se idealista demais (a sequência de cenas em que Casey desesperadamente tenta chamar a atenção de seus professores pessimistas é digna de um desenho animado, de tão caricata), além de diversas vezes me parecer como se os executivos da Disney estivessem testando ideias para novas atrações de seus parques temáticos.

E se você tremeu quando ouviu o nome de Lindelof, sinto dizer-lhes que ele ataca novamente. O roteirista certamente é muito bom para criar premissas instigantes (“Inventaram algo que não deveriam”, promete o clima de suspense durante a primeira metade do longa), mas decepcionante quando nos revela as respostas. Aqui, todas as boas realizações de Bird são estragadas em um terceiro ato risível que encontra num desperdiçado Hugh Laurie seu antagonista, e seus motivos (e pior, a solução dos heróis) confusos e vazios – ainda que soem minimamente interessantes no papel. E nada legal tentar explorar a capacidade de um robô de amar logo no final do filme, mesmo que a jovem Raffey Cassidy seja imensamente carismática; assim como Britt Roberston, que rouba completamente a cena de George Clooney, mesmo que este surja bem como de costume.

Pensar que Brad Bird trocou o novo Star Wars para fazer Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível é espantoso, porém compreensível. Temos aqui uma obra capaz de divertir e até provocar um efeito positivo, mas que é prejudicada por excesso de confiança e moralismo, desabando em sua errática conclusão.

Obs: Falei de Star Wars? Bird praticamente dirige uma cena do novo filme ao trazer diversos brinquedos da saga de forma NADA sutil em uma sequência de briga.

Obs II: Bird, obrigado por não nos fazer engolir um 3D convertido.

Novo trailer de A TRAVESSIA

Posted in Trailers with tags , , , , , on 4 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois de um breve teaser que preparava muito bem o terreno, A Travessia ganha seu primeiro completo. O filme de Robert Zemeckis conta a história real de Philippe Petit, um equilibrista francês que ficou iconizado por andar entre as torres do WTC em uma corda bamba. Joseph Gordon Levitt estrela.

Confira:

Olha? Será obrigatório ver na maior tela possível…

A Travessia estreia em 8 de Outubro

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