Arquivo para 3D

| Guerra Mundial Z | Sai de baixo, é o mob zombie

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Brad Pitt larga o negócio de matar nazistas e entra para o de matar zumbis

Zumbis estão em alta. O sucesso da série de tv americana The Walking Dead (que eu assistiria, não fosse tão tediosa) trouxe de volta ao imaginário pop as criaturas moribundas e sedentas por carne humana, rendendo diferentes abordagens e encarnações para seu perfil tão icônico. Guerra Mundial Z junta tudo isso e ainda traz novos elementos para o gênero, resultando em um eficiente thriller.

A trama é livremente adaptada do livro de Max Brooks (que também publicou divertidíssimo Guia de Sobrevivência a Zumbis) por Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard e Damon Lindelof, centrando-se no investigador da ONU Gerry Lane (Brad Pitt), que é forçado a auxiliar a agência quando uma cataclísmica infestação zumbi misteriosamente assola 5% da população mundial.

Da premissa arquétipa até a proliferação mortal sem explicações acerca de sua origem (como dita a tradição do bom e velho George Romero), Guerra Mundial Z acerta ao economizar precioso tempo evitando cair na “didática” do gênero. Em menos de 30 minutos de projeção, o diretor Marc Forster já nos apresenta de cara às ameaças, introduz com inteligência suas características – através de uma sequência que revela a transformação de um cidadão em zumbi sendo acompanhado pela contagem de tempo de Gerry – e coloca os personagens no meio da ação; dando-lhes até armas de fogo. Até mesmo a palavra “zumbi” é constantemente proferida pelos personagens o que revela, graças às reações céticas dos militares ao ouví-la, a sutil possibilidade de estes habitarem um universo onde mortos-vivos fazem parte da cultura pop.

Forster é habilidoso ao retratar a ambientação da história e seu crescente senso de alarmismo global (que passa por uma Filadélfia infestada de automóveis até uma Jerusalém infestada de multidões) ao longo de suas 2 horas de projeção. O diretor também sabe quando o filme requer um toque de aventura, mas jamais se esquece do suspense que seus antagonistas são capazes de provocar (a sequência no terceiro ato é soberba nesse quesito graças à sua condução silenciosa e montagem equilibrada) ou do drama – aqui, uma amputação em offscreen é chocante graças à sua imprevisibilidade, e a aparente naturalidad” com que ocorre. No entanto, Forster demonstra um talento inversamente proporcional nas cenas de ação (algo que já tinha provado com 007 – Quantum of Solace), apostando na câmera tremida e nos cortes em excesso; algo que funciona apenas para conferir maior “realismo” às criaturas digitais ou para aumentar a dor de cabeça resultante do descartável 3D convertido (que só é válido para exarcebar os muitos sustos).

Impressiona aqui a desumanização presente nas criaturas canibais: em um esperto comentário social (afinal, os grandes filmes do gênero sempre trazem uma mensagem em suas entrelinhas) acerca da superpopulação do planeta, os zumbis de Marc Forster são aglomerados de pessoas que atingem o absurdo ao se amontoarem até formar uma “montanha” de seres vivos. É visualmente assustador, e – mesmo sendo “light” em sua quantidade de violência – confere maior urgência quando vemos Brad Pitt correndo desesperadamente dessa multidão em um corredor estreito. Aqui, somos apresentados ao mob zombie.

Guerra Mundial Z é um eficiente filme de zumbis, promovendo inteligentes ideias para a franquia (a solução encontrada no final, é uma das mais verossímeis já vistas) e o início de uma promissora franquia. E assistam, nunca é demais o preparo para um apocalipse zumbi…

| O Grande Gatsby | Baz Luhrmann apresenta o Fitzgerald Extravaganza

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Old Sport: Leonardo DiCaprio é o Jay Gatsby definitivo

Considerado por muitos um dos “grande romances americanos”, O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald é uma obra requintada que se desenrola com uma sutileza ímpar. Baz Luhrmann, diretor desta glamourosa nova versão, jamais foi conhecido por sua sutileza (afinal, estamos falando do responsável por Romeu + Julieta e Austrália). Pode se dizer que o australiano é uma das pessoas menos indicadas para comandar a história, mas seu estilo grandiloquente – ainda que seja prejudicial em certos momentos – encontra espaço aqui.

A trama é ambientada na Nova York dos anos 2o (período popularmente conhecido como “Era do Jazz”, ou “Geração Perdida” para os menos saudosistas), centrando-se no aspirante a escritor Nick Carraway (Tobey Maguire). Enquanto recupera-se em um sanatório, Carraway compartilha por escrito suas experiências em meio a alta classe social e o mistério em torno do milionário Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), sujeito que esconde uma indestrutível paixão pela casada Daisy Buchanan (Carey Mulligan).

Década de 20 e, ainda assim, temos Jay-Z e Beyoncé na trilha sonora. Muitos críticos estrangeiros apontaram o dedo para a abordagem pop de Luhrmann à história, mas ao meu ver ela pontua com eficiência o clima de exaltação e festa da época – basta lembrar do Gatsby de 1974, com Robert Redford, que era silencioso demais para simbolizar algo como a Era do Jazz. É certo que a obra de Fitzgerald não é tão “aberta” quanto a direção de Luhrmann, que mais de uma vez pára para explicar detalhes que funcionavam por si só de forma sutil (três vezes, e por três personagens diferentes, é explicado o motivo pelas festas grandiosas do protagonista) e momentos mais agitados – ainda que um certo atropelamento seja tão memorável justamente por sua execução escandalosa e a escolha musical.

Também elogio Luhrmann por compreender a importância da luz verde na trama, transformando-a em um poderoso elemento visual e eficiente instrumento narrativo. O cais de Gatsby surge como abertura e encerramento do longa, como se o espectador realmente tivesse entrado e saído daquele universo. É interessante observar que, mesmo tendo sua amada Daisy em seus braços, o personagem continua a contemplar a luz esverdeada irradiando do outro lado da costa. Uma observação sutil que revela uma camada ainda mais complexa de Gatsby, que Leonardo DiCaprio consegue incorporar bem em uma performance multifacetada: seu Gatsby é ambicioso, mas vulnerável; otimista, mas impaciente.

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O figurino vermelho de Isla Fisher contrasta com a tonalidade de seu lar

Impossível não falar sobre o impecável trabalho da figurinista e designer de produção Catherine Martin (que além de tudo isso, ainda é produtora e esposa do diretor). Vencedora de 2 Oscars por suas colaborações com Luhrmann, deve retornar à premiação por recriar fielmente locações e vestimentas da época e ainda oferecer-lhes um toque moderno: o vermelho burlesco predomina na caracterização da Myrtle Wilson de Isla Fisher, o que a torna uma figura assustadoramente contrastante com o cinza escuro e sujo de seu marido e a região onde habitam. A fotografia de Simon Duggan também se adequa com obediência às demandas narrativas, além da facilitar o elegante 3D do filme – que, curiosamente, fica mais profundo graças à artificialidade do greenscreen.

Mas se a artificialidade é um acerto nesse sentido, é o que o filme traz de pior quando analisamos seu roteiro e execução. Em diversos momentos, o filme assume uma postura maniqueísta diante de alguns personagens (o mecânico vivido por Jason Clarke ganha aqui um tratamento de monstro, e o ator nada pode fazer para torná-lo tridimensional) e faz uso. Apostando em velocidade, os montadores insistem em picotar até os mais simples diálogos com uma série de cortes que dificulta a fluência da cena e o desenvolvimento das ações; vide a conversa entre Nick e Gatsby no Rolls Royce amarelo, que surge como uma “metralhadora” de informações e ainda tornam evidentes algumas falhas na mixagem sonora daquele momento – e o que dizer da cena que tenta equilibrar uma conversa silenciosa com uma festa gigantesca?

Filme que certamente merece maior reconhecimento do que a de 1974, O Grande Gatsby impressiona pela produção e os experimentos visuais de Baz Luhrmann (com exceção dos embaraçosos textos sobre a tela). Mesmo que essa exuberância seja também um de seus deméritos, é uma adaptação que ao menos se arrisca a ser algo mais do que o básico. Afinal, de que adianta ser convencional em sua sexta adaptação para o cinema?

Obs: Mesmo que não tragam nada de significante, os créditos finais merecem ser vistos graças ao uso da canção “Together”, do The XX, que oferece um impacto maior após a conclusão do filme. Acredite, vale a pena.

Obs II: Esta crítica foi publicada após a cabine de imprensa do filme em São Paulo, no dia 27 de Maio.

Perseguindo a Luz Verde | Especial O GRANDE GATSBY

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

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Um dos grandes clássicos da literatura americana ganha sua mais luxuosa (e melhor?) versão para as telonas. Baz Luhrmann traz uma pegaada pop e inovadora para O Grande Gatsby, e preparei este especial para analisar a produção e o impacto geral da obra – além de outras curiosidades que geralmente encontro. Vamos lá, old sport:

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Uma brevíssima olhada sobre a importância e significado do romance O Grande Gatsby

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A capa original do romance de 1925, pela Scribner’s

Escrito pelo americano Francis Scott Fitzgerald em 1925, O Grande Gatsby é considerada uma das melhores obras literárias de todos os tempos – e é vista como “um dos Grandes Romances Americanos” do Século XX. O livro ainda é leitura obrigatória em diversas escolas dos EUA e tema de análises que se extendem até hoje, sendo possido delimitar seus temas em dois tópicos principais: o sonho americano e a perseguição ao passado.

Ná época em que todos seguiam o “american way of life”, os EUA seguiam um ritmo festeiro que ficou conhecido como Era do Jazz – graças, também, à ascenção do estilo musical. O que os estudiosos em literatura apontaram, é como Fitzgerald captura o vazio na alta classe (Gatsby só dá todas as enormes festas para atrair seu amor perdido, perseguindo uma memória) e meio que “prevê” a quebra da bolsa de valores em 1929.

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A luz verde: símbolo da ambição de Gatsby, do passado

Mas o que realmente me faz identificar com a trama (afinal, não sou estadunidense nem vivi na década de 20), é a questão do passado. Gatsby quer que quer recuperar os tempos gloriosos que passou com Daisy, é obcecado em alcançar a luz verde no fim do cais. É um desejo tão poderoso que o cega da realidade que habita.

O sentido vai além disso, então deixo aqui a mais poderosa escrita do livro para vocês tirarem suas próprias ideias:

Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano recua a nossa frente. Ele nos escapara então, mas isso não importava – amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços… E numa bela manhã –

E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.

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Quem são os jogadores na Geração Perdida de Fitzgerald:

Jay Gatsby | Leonardo DiCaprio

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Veterano da Primeira Guerra Mundial, o misterioso Jay Gatsby mudou sua vida ao abandonar seu passado de pobre para se tornar um poderoso milionário, mas com ligações suspeitas com a máfia de Nova York.  Na esperança de reencontrar seu amor perdido, ele administra uma série de festas gigantescas em sua luxuosa propriedade no West Egg da cidade, na imortal esperança de que um dia Daisy Buchanan apareça.

Daisy Buchanan | Carey Mulligan

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Daisy conheceu Jay Gatsby anos atrás, durante a guerra, e tornaram-se amantes até o momento em que este foi forçado a abandoná-la. Anos depois, ela está casada com o ricaço Tom Buchanan e mãe de duas filhas na propriedade de East Egg. Não demora para que ela reinicie seu romance com Gatsby quando os dois se reencontram, mas a moça encontra-se pressionada por seus dois amantes.

Nick Carraway | Tobey Maguire

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Aspirante a escritor, Nick Carraway viaja para Nova York a fim de encontrar conexões de negócios. Se instalando no West Egg, ele aluga uma casa vizinha à mansão de Jay Gatsby e logo torna-se amigo do milionário, já que possui algo de seu interesse: é primo de Daisy Buchanan, e também servirá de ligação entre os dois. Carraway é o narrador da história e, no filme de Baz Luhrmann, escreve os eventos em um sanatório.

Tom Buchanan | Joel Edgerton

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Colega de Nick Carraway e ex-jogador de futebol americano na faculdade, Tom é um sujeito de temperamento explosivo. Casado com Daisy e protetivo em relação a ela, esconde uma relação extra-conjugal com a esposa de seu colega mecânico, Myrtle. Com a entrada do misterioso Jay Gatsby em seu mundo, ele inicia uma investigação para encontrar os podres do sujeito.

Myrtle Wilson | Isla Fisher

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Presa em um casamento infeliz com o mecânico George Wilson, Myrtle encontra pequenos momentos de felicidade ao encontrar seu amante Tom na cidade. Mantendo um apartamento escondido com este, ela espera embarcar em uma vida de maior glamour.

George Wilson | Jason Clarke

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Um dos menores personagens da trama, é um mecânico proprietário de uma pequena oficina na cidade. Tem um casamento infeliz com sua esposa Myrtle, e nem desconfia do adultério. Fiquem de olho, ele será muito importante na resolução da história.

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Uma breve análise sobre a trilha sonora pop do filme:

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Tobey Maguire e Elizabeth Debicki curtem a balada do Gatsby

Em maio do ano passado, surgia o primeiro trailer de O Grande Gatsby. Além das belas imagens concebidas pelo diretor Baz Luhrmann, chamou muito à atenção a opção musical para embalar a prévia: uma canção pop de Jay-Z e Kanye West (No Church in the Wild) e outra rock de Jack White (em um cover de “Love is Blindness, do U2). Esse era apenas o passo inicial para a gigante coletânea que Luhrmann preparara para seu filme, uma das mais aguardadas dos últimos anos.

A história de Fitzgerald é ambientada na Nova York dos anos 20, embalada pela famosa “Era do Jazz”. Então, o que Florence + the Machine, Lana Del Rey, Beyoncé e tantos outros estão fazendo aí? A intenção de Baz Luhrmann ao trazer músicas modernas para um longa de época era justamente emular o efeito que o jazz causava nas pessoas, 90 anos atrás (porque, infelizmente, o jazz já não é mais tão popular atualmente).

Atrás do espírito festeiro, Luhrmann aliou-se ao músico Shawn “Jay-Z” Carter para recrutar os grandes talentos musicais da atualidade. Carter serve como produtor executivo do longa e ajudou no processo de gravação do álbum, que traz canções originais, covers e – o mais interessante – mixagens ao estilo jazz de músicas modernas (vide  “Crazy in Love, que recebe saxofones e baterias em sua nova composição). Além do lado mais pop, Craig Armstrong entra para fornecer uma trilha sonora instrumental.

Confira a tracklist do álbum:

100$ Bill – Jay-Z

Quando toca: Gatsby apresenta Nick ao mafioso Meyer Wolfshiem

Back to Black – Beyoncé X André 3000 (Cover de Amy Winehouse)

Quando toca: O Flashback que revela a riqueza de Gatsby

Young and Beautiful – Lana Del Rey

Quando toca: Diversas vezes, a melhor delas, quando Gatsby apresenta sua mansão

Love is Blindness – Jack White

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Atropelamento de Myrtle

Crazy in Love – Emeli Sandé & The Bryan Ferry Orchestra (Cover de Beyoncé Knowles)

Quando toca: Gatsby enche a casa de Nick com flores

Bang Bang – will.i.am

Quando toca: Primeira música na festa de Gatsby

A Little Party Never Killed Nobody – Fergie, Q-Tip & GoonRock

Quando toca: Segunda música na festa de Gatsby

Love is the Drug – The Bryan Ferry Orchestra

Quando toca: Brevemente, quando um dos personagens liga o rádio

Heart’s a Mess – Gotye

Quando toca: Segunda música nos créditos finais

Where the Wind Blows – Coco O.

Quando toca: Rapidamente, quando Tom encontra Nick e Gatsby em um restaurante

No Church in the Wild – Jay Z & Kanye West

Quando toca: Apresentação dos anos 20

Over the Love – Florence + The Machine

Quando toca: No pós-festa de Gatsby

Together – The XX

Quando toca: Diversas vezes, geralmente quando há menção à luz verde. E nos créditos finais.

Into the Past – Nero

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Morte do Gatsby

Kill and Run – Sia

Quando toca: Última música durante os créditos finais

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Por que Baz Luhrmann resolveu gravar o filme em 3D?

THE GREAT GATSBY
Os hipster pira: óculos 3D um pouco mais saudosistas

Quando foi anunciada uma nova adaptação para o romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, muitos foram intrigados com a presença da tecnologia 3D na realização do projeto. O filme dirigido por Baz Luhrmann é o primeiro da nova leva de estereoscopia que não é utilizada em uma produção fantasiosa ou que apresente explosões e super-heróis.

Logo fica a questão sobre como o 3D, um artifício cujo propósito é diretamente ligado ao espetáculo, se encaixaria num longa ambientado nos anos 20. Bem, não é a primeira vez que o cineasta australiano promove adaptações radicais para obras clássicas (basta lembrar-se de seu ultra pop Romeu + Julieta), e aqui ele pretende fazer uso dos óculos tridimensionais para servir à narrativa. Inspirado pelo trabalho de Alfred Hitchcock em Disque M para Matar, Luhrmann afirmou que o 3D o ajudará na questão do distanciamento humano que a trama tanto prega.

Entrevistado na Cinemacon deste ano, onde exibira as primeiras imagens em 3D do filme, o diretor apostou nas atuações do filme como seu “grande efeito especial”. Ainda na comparação com o filme de Alfred Hitchcock, ele ressaltou a beleza que era apenas observar seu elenco atuando sob os efeitos tridimensionais, fornecidos pelas novas câmeras Red Epic 3Ality 3D rigs.

A presença do 3D em O Grande Gatsby nos faz lembrar o que James Cameron dissera em 2009, quando afirmou que “até mesmo dramas como Juno ficariam melhores no formato”.

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Conheça as versões que a obra de Fitzgerald já ganhou para o cinema:

1926

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Primeira adaptação da obra para o cinema – em plena década de 20, que timing – e também a mais fiel, de acordo com quem assistiu. Infelizmente nós do século XXI só podemos imaginar, já que o rolo de filme do longa encontra-se perdido. A única evidência de imagens é o breve trailer abaixo:

Até o Céu tem Limites (1949)

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Como o filme de 1926 está perdido, pode-se dizer que esta é a versão mais antiga de O Grande Gatsby. Não assisti ao filme, mas ele traz Alan Ladd, Betty Field e Macdonald Carey como o trio protagonista de Gatsby, Daisy e Nick. Curiosamente, o longa de Elliot Nugent chegou ao Brasil com o título Até o Céu tem Limites.

1974

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Certamente a mais popular de todas, o filme de Jack Clayton, com roteiro de Francis Ford Coppola, traz Robert Redford como Gatsby e Mia Farrow como sua amada Daisy. É uma adaptação fiel e que supera a versão de Baz Luhrmann no quesito roteiro, simplesmente por conseguir oferecer maior profundidade aos personagens secundários (como Myrtle e George Wilson). Mas só ganha nessa categoria, pois o filme – apesar da bela produção – desenrola-se com uma lentidão imprópria para algo situado na Era do Jazz.

2000

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Feita como telefilme para a rede A&E, esta versão traz Paul Rudd (quando seu rosto não estava associado apenas às comédias de Judd Apatow) na pele do escritor Nick Carraway e Toby Stephens (que seria o vilão de 007 – Um Novo Dia para Morrer) como o milionário protagonista. É uma boa adaptação, ainda que Stephens não tenha nada do protagonista, portando um sorriso um tanto que maníaco – não é à toa que acabou enfrentando James Bond posteriormente.

G – Triângulo Amoroso (2002)

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Única versão que troca a década de 20 por um período atual, o filme de Christopher Scott Cherot não é uma adaptação assumida da obra de Fitzgerald, mas traz claros elementos desta. A história preserva o personagem rico que almeja reconquistar um amor perdido, só que agora toma lugar na Hamptons dos anos 2000 – e conta com quase todo o elenco negro. G – Triângulo Amoroso foi pouquíssimo divulgado, o que torna tão difícil de encontrá-lo.

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Com Baz Luhrmann fornecendo uma áurea pop ao Grande Gatsby, relembremos aqui outros casos de adaptações radicais:

Anna Karenina (2012)

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Clássico da literatura russa de Leo Tolstói, Anna Karenina ousou em sua sexta adaptação ao trazer fortíssimos elementos teatrais para sua narrativa. Na versão de Joe Wright para a trama de adultério nas altas classes, a história se desenrola toda dentro de um palco de teatro, rendendo diversos momentos memoráveis ao fazer uso de cortinas, cenários de pano e outros esquipamentos do teatro. Pena que essa ousadia não foi o bastante para salvar o filme.

De Olhos Bem Fechados (1999)

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Stanley Kubrick sempre foi conhecido por suas adaptações que diferem radicalmente da obra original. Talvez o exemplo mais forte dessa característica esteja em seu longa final, De Olhos Bem Fechados, que parte de um romance alemão ambientado na Viena da virada do Século XX. Kubrick atualizou a história em um século, mas manteu a questão sobre adultério – e o baile mascarado – em seu núcleo.

Romeu + Julieta (1996)

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Também de Baz Luhrmann, é a mais popular versão para o clássico de William Shakespeare. A abordagem aqui inclui uma atualização da história para a década de 90-  inserindo gangues, intrigas corporativas e armas de fogo na trama – mas mantendo a linguagem original da peça. A trilha sonora também adquire esse teor pop de O Grande Gatsby, mas é um caso de “ame ou odeie”. E eu odeio.

Menção Honrosa: Maria Antonieta (2006)

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Trata-se de um roteiro original, e não de um adaptação literária, mas impossível não deixar de fora o filme de Sofia Coppola sobre a rainha Maria Antonieta. Aqui, é mantida a linguagem da época e todos os figurinos, mas Coppola oferece um tratamento pop (novamente) à trilha sonora – que inclui canções do tipo “I Want Candy” e The Cure – e no tratamento adolescente à protagonista; deixando até um par de all stars como easter eggs.

O especial de O Grande Gatsby vai ficando por aqui, mas não deixe de conferir a crítica do filme aqui no blog amanhã. Espero que tenham curtido, até mais, Old Sports!

Primeiro pôster de GRAVIDADE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 8 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

O aguardado (e adiado) novo filme de Alfonso Cuarón enfim começa a dar as caras. A Warner divulgou hoje o lindo primeiro pôster de Gravidade (Gravity), suspense em 3D que traz George Clooney e Sandra Bullock interpretando dois astronautas presos na órbita da Terra – após um acidente com sua nave impedir um retorno seguro. Confira:

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Fiquem ligados, o trailer está prometido para esta semana. Gravidade estreia no Brasil em 15 de Novembro.

Preview 2013 – Um guia para os lançamentos do ano

Posted in Preview with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

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Os Maias estavam errados e o mundo não acabou! 2013 chegou e preparei aqui um guia sobre os grandes lançamentos do ano, apontando motivos para vê-los ou ignorá-los. A lista consta com cerca de 80 filmes, mas LEMBREM-SE: AS DATAS DE LANÇAMENTOS SEMPRE ESTÃO SUJEITAS A ALTERAÇÕES. Você sabe, aquela velha história e, nesse caso, atualizarei o post frequentemente.

Shall we begin?

JANEIRO

Jack Reacher – O Último Tiro

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O que é: Adaptação do livro de Lee Child, acompanha um ex-policial durão e sem limites que larga suas férias para embarcar em uma perigosa missão. Típico filme de ação do começo do ano.

Porque assistir: Os trailers prometem Tom Cruise em ótima forma (afinal, ele sempre manda bem quando o gênero é pancadaria) e Jack Reacher marca a estreia do diretor Christopher McQuarrie, que vai assumir a quinta Missão: Impossível do cinema. Veremos se o sujeito é eficiente.

Desconfianças: Covenhamos, o filme não apresenta nenhum atrativo especial/inovador.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Janeiro

A Viagem

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O que é: Adaptação do livro de David Mitchell, marca o retorno dos irmãos Lana (antes Larry) e Andy Wachowsky – responsáveis pela trilogia Matrix – em uma ficção científica que traz diversas histórias que vão e voltam no tempo, passando do século XIX até um futuro pós-apocalíptico. Tom Tykwer (de Corra, Lola, Corra) entra como co-diretor.

Porque assistir: Os Wachowski ainda estão devendo um novo sucesso depois de Matrix, e a solução pode estar na promissora trama de Cloud Atlas, que também reúne um elenco estelar que vai de Tom Hanks até Halle Berry. E o adiamento do filme só serviu para aumentar as expectativas…

Desconfianças: Vamos torcer para que o longa não se perca em toda sua grandiosidade e complexidade.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 11 de Janeiro

Django Livre

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O que é: Faroeste “sulista” de Quentin Tarantino que segue o escravo recém-libertado Django (Jamie Foxx), que se une a um caçador de recompensas (Christoph Waltz) para resgatar sua esposa de um cruel fazendeiro (Leonardo DiCaprio).

Porque assistir: O novo filme de Tarantino. Um faroeste. Fuck Yeah.

Desconfianças: Bem, eu desconfiava que o diretor/roteirista não pudesse transportar seu estilo marcante para a Segunda Guerra Mundial em Bastardos Inglórios – e todos vimos o resultado. Acho que ele está bem seguro no western.

Estreia: 18 de Janeiro

Vontade de ver: 5/5

O Último Desafio

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O que é: Em uma cidadezinha próxima à fronteira do México, um xerife quase aposentado (será que é o último dia dele no trabalho?) precisa impedir que um traficante de drogas entre nos EUA.

Porque assistir: O retorno de Arnold Schwarzenegger ao cinema de ação, dessa vez como protagonista. Precisa ver.

Desconfianças: A história não é nada demais, mas não se pode esperar muita coisa de um filme assim né? E por favor, que o roteiro não mande o ator ficar repetindo “I’ll be back” de 5 em 5 minutos.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Janeiro

Don Jon’s Addiction

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O que é: Estreia na direção de Joseph Gordon Levitt, que também protagoniza e assina o roteiro. A trama é descrita como uma espécie de “Don Juan Moderno”, onde o protagonista é um viciado em pornografia que tenta melhorar sua vida.

Porque assistir: Gordon Levitt é um excelente ator, e agora veremos se seu talento também se mantém por trás das câmeras.

Desconfianças: Ainda não tem um distribuidor (nem nos EUA), deve demorar ainda pra chegar no Brasil.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Janeiro (Festival de Sundance, EUA)

João e Maria: Caçadores de Bruxas

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O que é: A onda de versões dark de contos de fadas continua com o épico que traz João e Maria crescidos, agora caçadores de bruxas e criaturas.

Porque assistir: A ideia é bacana, e a escalação de Jeremy Renner e Gemma Arterton como os protagonistas é inspirada, podendo render uma boa química entre os dois.

Desconfianças: Só espero que não seja um Van Helsing da vida…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Janeiro

Lincoln

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O que é: Steven Spielberg comanda um longa sobre o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln (dessa vez sem vampiros nem elementos fantásticos) durante o período em que a Guerra Civil ia chegando ao fim.

Porque assistir: O elenco é de matar, com Daniel Day-Lewis assumindo o papel principal e Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Sally Field, Jackie Earle Haley e mais uma coleção de astros na produção. Certamente vai abocanhar algumas estatuetas no Oscar deste ano…

Desconfianças: Sempre tenho um pé atrás quando o assunto é biopic (cinebiografia).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Janeiro

O Mestre

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O que é: Novo longa de Paul Thomas Anderson sobre um sujeito perturbado (Joaquin Phoenix) que se vê às voltas com um misterioso homem (Phillip Seymour Hoffman), e com o surgimento da Cientologia.

Porque assistir: Já podia parar no nome de Paul Thomas Anderson né?

Desconfianças: Eu só espero que o longa tenha um apelo universal, e não se restrinja às origens da Cientologia.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 25 de Janeiro

FEVEREIRO

Caça aos Gângsters

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O que é: O diretor de Zumbilândia, Rubens Fleischer, traz um elenco interessante em um longa sobre a máfia dos anos 50. Na trama, um grupo secreto da polícia de Los Angeles é formado para derrubar o império criminoso de Mickey Cohen (Sean Penn), um gângster que tem metade da cidade em seus bolsos.

Porque assistir: Típico filme de máfia, se bem feito pode ser muito divertido. E o elenco ainda traz Sean Penn, Ryan Gosling, Josh Brolin e Emma Stone.

Desconfianças: Ainda existe alguma coisa de novo para ser adicionado ao gênero?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Meu Namorado é um Zumbi

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O que é: Adaptação de um livro infanto-juvenil onde, em meio a um apocalipse zumbi, um dos mortos (Nicholas Hoult, o Fera de X-Men: Primeira Classe) se apaixona por uma sobrevivente (Teresa Palmer). Em meio a essa bizarra situação, o recém-descoberto sentimento pode servir para transformar a todos.

Porque assisti: Eu vou por pura curiosidade, ao menos o filme se assume como uma comédia…

Desconfianças: Zumbis como interesses românticos, mesmo? Como fazer isso funcionar de forma convincente?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Os Miseráveis

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O que é: Nova adaptação do cultuado musical da broadway – que é baseada na clássica obra de Victor Hugo – e também o novo filme do diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei). A história é ambientada durante o período da Revolução Francesa e traz como protagonista um homem comum (Hugh Jackman) que é injustamente visto como criminoso e deve agorar se redimir – ao passo em que foge das autoridades.

Porque assistir: Hooper acertou com sua inventiva abordagem histórica em seu longa anterior, sem falar que reuniu um elenco estelar para contar uma belíssima história.

Desconfianças: Ih. Musical, né?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Fevereiro

O Lado Bom da Vida

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O que é: A elogiadíssima “dramédia” de David O. Russell (de O Vencedor), que traz um homem (Bradley Cooper) que volta a morar com sua família e acaba por conhecer uma mulher excêntrica (Jennifer Lawrence).

Porque assistir: Sua presença no Oscar deste ano é garantida, e a trama parece ser daquelas em que o roteiro é excepcional. Isso sem falar no casal principal, que promete um desempenho memorável.

Desconfianças: Não sei se assistiria se não estivesse sendo cotado para o Oscar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Monstros S.A. 3D

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O que é: Relançamento em 3D de uma das pérolas da Pixar, onde uma criança descobre uma corporação de Monstros cujo propósito é assustar a jovem população.

Porque assistir: Monstros S.A.é uma animação genial, e que forma melhor para nos aquecermos para o prelúdio que estreará alguns meses mais tarde?

Desconfianças: Não para mim.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

O Voo

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O que é: A volta de Robert Zemeckis ao cinema live-action (seu último filme do tipo foi Náufrago, em 2000), que foca em um piloto de avião (Denzel Washington) que consegue evitar uma tragédia em pleno voo, mas é investigado quando é revelado que este estava sob a influência de álcool e drogas durante o incidente.

Porque assistir: Zemeckis é um excelente diretor, Washington promete uma das melhores performances de sua  carreira, a trama é muito interessante… Merece ser visto, sem dúvida.

Desconfianças: É uma excelente premissa, mas veremos como ela será sustentada e desenvolvida em um longa de 2 horas.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Para Maiores

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O que é: Coleção de cerca de 43 curtas de comédia de humor negro e politicamente incorreto. Seu elenco inclui uma série de rostos conhecidos da indústria.

Porque assistir: De quase 43 curtas, é certeza de que pelo menos alguns irão nos fazer rir…

Desconfianças: … Mas é claro que alguns serão fracos.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

A Hora Mais Escura

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O que é: Novo filme de Kathyrin Bigelow (a mesma que roubou o Oscar em 2010 com Guerra ao Terror) que vem colecionando prêmios e elogios calorosos em suas exibições. O filme acompanha a mulher por trás da operação que eliminou o terrorista Osama Bin Laden.

Porque assistir: Além de ser um tema polêmico e atual, Bigelow sabe comandar um thriller de guerra com eficiência, e você também vai querer ver aquele que pode ser o grande vencedor do Oscar 2013.

Desconfianças: Aí é meio pessoal, eu sinceramente quero ver se o filme é tudo isso mesmo.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Fevereiro

Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer

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O que é: Quinta aventura do policial John McLane, que agora se ambienta na Rússia e traz o filho do personagem como seu parceiro.

Porque assistir: É sempre interessante ver Bruce Willis no papel que faz melhor.

Desconfianças: Esse filme é realmente necessário? John McClane já não deu o que tinha que dar? E que ideia maluca é essa de inserir um filho para o personagem?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Indomável Sonhadora

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O que é: Longa que estorou no Festival de Sundance do ano passado, conta a história de uma jovem que cuida de seu pai doente em uma região problemática. Inesperadamente, um grupo de animais extintos misteriosamente retorna à vida, alterando as vidas de todos os envolvidos.

Porque assistir: Pode, ou não, ser indicado ao Oscar. E foi elogiado nos EUA.

Desconfianças: Tem cara de ser apelativo, não me verão na primeira fila. E nem verei tão cedo se passar batido no Oscar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Inside Llewyn Davis

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O que é: O novo filme dos Irmãos Joel e Ethan Coen (agora sim, roteirizado e dirigido) sobre um artista da música folk que viaja pelos Estados Unidos dos anos 60.

Porque assistir: São os Coen, assisto até comercial de fraldas. O elenco também é ótimo.

Desconfianças: Ainda não foi divulgado nada sobre o filme; nem imagens, pôsteres ou trailers. Fica difícil saber o que esperar do filme…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: A Ser definida

MARÇO

Hitchcock

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O que é: Longa que dramatiza a vida de Alfred Hitchcock e sua esposa Alma durante as conturbadas gravações de seu mais famoso filme: Psicose. Estas foram marcadas por conflitos do diretor com o estúdio e os problemas que enfrentou para que o filme tornasse-se hoje o clássico inesquecível que é.

Porque assistir: Quem é fã do Psicose original certamente tem interesse em descobrir detalhes de sua produção (sejam eles dramatizados ou verídicos) e eu anseio para ver Anthony Hopkins na pele do Mestre do Suspense. E me chamem do que quiserem, mas a fotografia do filme é de Jeff Cronenweth (A Rede Social, Millennium) e quero ver seu trabalho.

Desconfianças: Só espero que o longa não peque como Sete Dias com Marilyn, onde se apoiou muito no humor (e no amadorismo) para narrar sua história.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 1 de Março

Bem-Vindo aos 40

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O que é: Novo filme dirigido e escrito por Judd Apatow, que serve como um spin-off de Ligeiramente Grávidos. Na trama, o casal Pete e Debbie devem lidar com as filhas e com a entrada na casa dos 40 anos, aliada à uma crise de meia idade.

Porque assistir: Judd Apatow tem um belo currículo de comédias, e será um prazer vê-lo de volta.

Desconfianças: Pete e Debbie não eram a coisa mais interessante de Ligeiramente Grávidos… E muito menos as filhas do casal (que Apatow fez questão de lhes dar grande destaque também em Tá Rindo do Quê?).

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Março

Oz – Mágico e Poderoso

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O que é: Novo filme de Sam Raimi, serve de prólogo para a famosa história do Mágico de Oz. Aqui, um fracassado mágico de circo (James Franco) acaba indo parar na exuberante terra de Oz, e lá encontra três bruxas (Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz… Que azar, hein?) que acabaram por ajudá-lo a se tornar um mágico (e uma pessoa) melhor.

Porque assistir: Sam Raimi é um bom diretor e o visual do longa parece bonito.

Desconfianças: Eu sinceramente não me senti atraído pela história. Parece infantil demais.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 8 de Março

Anna Karenina

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O que é: Nova adaptação do clássico de Leo Tolstoi, sobre uma paixão proibida e adúltera dentro da alta classe da nobreza russa.

Porque assistir: Joe Wright já mandou bem em duas adaptações de clássicos (Orgulho & Preconceito e Desejo & Reparação), e sua abordagem para o clássico da literatura russa parece mais estilística e moderna do que as anteriores.

Desconfianças: A personagem-título é das facetas mais complexas, e tenho medo que o overacting de Keira Knightley prejudique o resultado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Março

Killer Joe – Matador de Aluguel

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O que é: Adaptação de uma peça teatral, gira em torno de uma família disfuncional onde o irmão e o pai planejam o assassinato da mãe para herdar o dinheiro. Para isso, contratam o matador Joe Cooper (Matthew McCounaghey).

Porque assistir: Eu não sei vocês, mas estou MUITO curioso para saber qual é a daquela famosa “cena do frango”. Isso sem falar que o diretor é William Friedkin, o mesmo de O Exorcista.

Desconfianças: Não tenho nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Março

Jack – O Matador de Gigantes

O que é: Bryan Singer dá vida nova à clássica história de João e o Pé de Feijão, mostrando um jovem fazendeiro que parte para uma terra de gigantes a fim de salvar uma princesa sequestrada.

Porque assistir: Singer é um bom diretor e sabe dar pulso a uma história e cenas de ação. Será interessante ver como ele trabalha com o 3-D.

Desconfianças: João e o Pé de Feijão? Sei lá, tem que mudar muita coisa na trama pra dar certo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Março

G. I. Joe 2: Retaliação

O que é: Filme que continua o mediano A Origem de Cobra, promete um tom bem mais maduro e sério, além de uma ação mais crível. Dessa vez, a equipe precisa agir por conta própria quando o governo dos EUA é dominado pela organização Cobra, e inicia uma guerra ao quebrar um acordo mundial a respeito de ogivas nucleares.

Porque assistir: De fato, a mudança de tom é clara – assistindo ao trailer, mal da pra relacionar os dois filmes – e a presença de Bruce Willis e The Rock deve dar um gás ao filme, assim como os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese (dupla de Zumbilândia) por trás da trama.

Desconfianças: Eu não sei o que esperar de Jon Chu, que dirigiu Justin Bieber: Never say Never.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

A Hospedeira

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O que é: Adaptação da obra homônima de Stephenie Meyer sobre um futuro em que a Terra é dominada por um inimigo invisível, e os invasores usam os corpos humanos como hospedeiros. Nesse cenário, uma jovem luta para manter controle de sua mente ao ser capturada por um desses hostis.

Porque assistir: A trama é interessante e traz Andrew Niccol na direção, um nome criativo que já teve ótimas ideias, mas que anda precisando de um grande projeto.

Desconfianças: Stephenie Meyer. Salvem-se!

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

ABRIL

A Morte do Demônio

evildead

O que é: Remake do festival trash de Sam Raimi, sobre um grupo de jovens que se hospeda em uma cabine abandonada e, lá, acabam por libertar forças demoníacas.

Porque assistir: Pelo trailer, percebe-se que todo o humor que fez o Evil Dead original tão divertido foi deixado de lado, e veremos aqui um longa que promete ser realmente assustador.

Desconfianças: Ainda que a promessa seja de um terror hardcore, foi justamente a comédia trash que fez do original um filme memorável.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 19 de Abril

Homem-de-Ferro 3

IRON MAN 3

O que é: Nova aventura de Tony Stark de Robert Downey Jr, que também segue os eventos de Os Vingadores. Aqui, o herói de armadura aprimora suas invenções com uma nova tecnologia e enfrenta seu arqui-inimigo: o terrorista Mandarim (Ben Kingsley).

Porque assistir: Dentre todos os Vingadores, Homem-de-Ferro é o mais interessante, e o carisma de Robert Downey Jr já é o suficiente para continuarmos com interesse no personagem. E outra, o Mandarim finalmente vai ganhar uma versão em carne em osso!

Desconfianças: Não são poucas, vamos torcer para: Que a Marvel não fique enchendo o longa de referências a outros personagens e foque em seu protagonista; que o filme não seja uma comédia narcisista e não-assumida como foi Homem-de-Ferro 2; que o novo diretor Shane Black esqueça aquela ideia horrorosa de dar uma armadura à Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Abril

MAIO

Segredos de Sangue

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O que é: Primeiro filme norte-americano de Park Chan-wook (mesmo diretor do Oldboy original), mostra uma jovem (Mia Wasikowska) que lida com a morte repentina de seu pai. Tudo muda quando um misterioso tio (Matthew Goode) reaparece e promete reacender segredos obscuros da família.

Porque assistir: Vai ser interessante ver o que o cineasta sul-coreano faz com um suspense hollywoodiano. Isso sem falar que a trama parece ser o que Sombras da Noite de Tim Burton não foi. Só que sem os vampiros, acho.

Desconfianças: O roteiro é a estreia no cargo de Wentmorth Miller (o Michael de Prison Break), será que ele manja do assunto?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Março

Em Transe

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O que é: Remake de Danny Boyle para um filme de TV onde um grupo de ladrões de obras de arte se alia a um hipnotizador, e a realidade e fantasia misturam-se.

Porque assistir: Ótima premissa. Ótimo diretor. Ótimo elenco. Pode dar errado?

Desconfianças: Hum…

Estreia: 3 de Maio

Vontade de ver: 4/5

Suor e Glória

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O que é: Michael Bay deixa os robôs gigantes de lado e comanda uma trama em que halterofilistas (agora são homens gigantes) agem como criminosos.

Porque assistir: Machete que se cuide, temos aqui o candidato ao filme mais trash do ano… O trailer exibe todos os clichês típicos de Michael Bay, mas também parece muito engraçado (de ruim).

Desconfianças: É o Michael Bay, né.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Maio

Only God Forgives

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O que é: O dinamarquês Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling repetem a bem-sucedida parceria de Drive em uma trama que envolve um policial aposentado em Bangcoc que busca vingança pela morte de seu irmão; tendo que enfrentar um criminoso conhecido como Anjo da Vingança.

Porque assistir: A trama não apresenta muitas novidades, mas parece o cenário perfeito para que Refn e Gosling repitam os elementos que fizeram de Drive um excelente (e estilístico) filme de ação.

Desconfianças: Até agora, nenhuma. Só me preocupo com a estreia; no ritmo das coisas, deve chegar no Brasil só em 2014…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Maio (Dinamarca)

Velozes & Furiosos 6

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O que é: Sexta entrada na franquia Velozes e Furiosos. Reúne boa parte do elenco do anterior, mas ainda não teve sua trama divulgada.

Porque assistir: Depois do eficiente Operação Rio, a franquia enfim parece ter encontrado seu lugar e tom, e parou de se levar a sério para fornecer competentes cenas de ação e um escapismo divertido. Se essas mesmas características se manterem aqui, assistirei sem medo.

Desconfianças: Mesmo tendo definido seu novo estilo, a franquia ainda carece de novas ideias.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 24 de Maio

Se Beber, Não Case! Parte III

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O que é: Terceira (e, aparentemente, última) aventura desmemorizada do “Bando de Lobos”. Sem um casamento ou despedida de solteiro como catalisador de trama, o grupo irá voltar à Las Vegas do primeiro filme e também vai parar em Tijuana no México.

Porque assistir: O grupo formado por Phil (Bradley Cooper), Alan (Zach Galifianakis) e Stu (Ed Helms) é um dos mais carismáticos a surgir nos últimos anos. E mesmo que seja uma incógnita a jornada dos três, iremos seguí-los.

Desconfianças: Mais um filme que definitivamente não precisava existir… Se for pra se prender à repetição e simplesmente copiar o original (como fez a Parte II), poupe-nos da decepção.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

Terapia de Risco

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O que é: Steven Soderbergh lança um thriller sobre a indústria da psicofarmologia e a ingestão de substâncias químicas, tendo em primeiro plano uma mulher (Rooney Mara) que aumenta as doses de um remédio para ansiedade quando seu marido (Channing Tatum) é solto da prisão.

Porque assistir: Soderbergh se reune com o roteirista  Scott Z. Burns, e ambos mandaram bem no alarmante Contágio em 2011. Vale a espera e ainda é protagonizado por Rooney Mara (a Lisbeth Salander do Millennium americano), uma atriz que merece atenção.

Desconfianças: Torçamos para que não seja tão didático, e combine a informação com o entretenimento como f ez Contágio.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

JUNHO

Depois da Terra

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O que é: Nova tentativa de M. Night Shyamalan de não cair no esquecimento. Dessa vez, ele passa longe do roteiro e fica só na direção, em uma ficção científica que acompanha pai e filho (Will Smith e, oras, seu filho Jaden Smith) perdidos em um planeta Terra desolado e habitado por criaturas mortais.

Porque assistir: A química entre Smith pai e filho foi espetacular em À Procura da Felicidade, se repetir-se aqui, já vale o ingresso.

Desconfianças: Shyamalan encontra-se completamente perdido… E não sei se essa ficção científica (com uma premissa morna, visual mediano) vai retirá-lo do limbo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 7 de Junho

Truque de Mestre

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O que é: Batizado pela revista Empire como “uma mistura de Onze Homens e um Segredo com Um Grande Truque“, a trama acompanha um grupo de ilusionistas que viaja pelo país assaltando bancos como parte de um ato, tendo o FBI em sua cola.

Porque assistir: A premissa e o elenco são muito interessantes.

Desconfianças: Filmes do tipo heist são daqueles cuja fórmula já está bem batida. Vamos torcer para que a introdução de ilusionismo traga novidades.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 7 de Junho (EUA)

Além da Escuridão – Star Trek

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O que é: Continuação do excelente reboot de 2009, traz a tripulação da Enterprise enfrentando o misterioso vilão de Benedict Cumberbatch, que pode (ou não) ser o icônio Khan.

Porque assistir: Se você (como eu) adorou o filme de J.J. Abrams, não vai querer perder o que ele vai fazer agora; prometendo um longa mais sombrio e dinâmico, sem ter a preocupação de apresentar os personagens ao público e podendo lançar-lhes nas mais exremas situações.

Desconfianças: Minha ÚNICA preocupação é de que Abrams e seu diretor de fotografia abusem daqueles flares irritantes que de nada acrescentam à narrativa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

O Grande Gatsby

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O que é: Nova adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald, que traz Leonardo Dicaprio no papel de Jay Gatsby, um milionário festeiro que apresenta uma nova realidade a um escritor vivido, por Tobey Maguire, e sua prima que ganha as facetas de Carey Mulligan. Baz Luhrmann comanda o longa em 3D.

Porque assistir: DiCaprio, Maguire e Mulligan prometem um trio bem carismático, e toda versão da impecável história de Fitzgerald merece ser vista.

Desconfianças: Será que o estilo exuberante de Baz Luhrmann é a coisa certa para uma obra sobre a Era do Jazz?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

Universidade Monstros

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O que é: A Pixar enfim lança o prelúdio de Monstros S.A., que acompanha Mike e Sully na faculdade onde receberão treinamento para seus “serviços”.

Porque assistir: Monstros S.A. é genial, assim como a ideia desse novo filme. Parece a oportunidade da Pixar de sair do mediano (após Carros 2 Valente) e recuperar sua glória.

Desconfianças: Só torçamos para que o resultado não seja mais um caça-níquel…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 21 de Junho

Guerra Mundial Z

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O que é: Adaptação do livro de Max Brooks (o especialista em zumbis, autor do imperdível O Guia de Sobrevivência a Zumbis) que relata um futuro onde homens e mortos-vivos estão em guerra. Nesse cenário, um jornalista (Brad Pitt) sai relatando ataques ao redor do planeta.

Porque assistir: Se o espírito bem-humorado (e realista) do livro de Brooks for preservado, o resultado pode ser excelente.

Desconfianças: O filme passou por inúmeras refilmagens e adiamentos, o que significa que o longa não anda agradando o estúdio (e nem o astro Brad Pitt).

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 28 de Junho

Blue Jasmine

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O que é: Ainda sem sinopse divulgada (como é de costume com Woody Allen), o 44º filme do diretor se passará em Nova York (e talvez até outras cidades) e o elenco inclui Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard e o comediante Louis C.K.

Porque assistir: Filmes do Woody Allen são sempre imperdíveis (independente de sua qualidade). Já virou tradicional ver o “filme anual de Allen”…

Desconfianças: Eu estava gostando muito do “tour europeu” de Woody Allen, não posso dizer que não estarei um tanto desanimado ao vê-lo retornando à cidade que serviu de cenário para inúmeros de seus projetos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: Algum dia de Junho

JULHO

Muito Barulho por Nada

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O que é: Versão moderna de Joss Whedon para a clássica história de William Shakespeare sobre dois amantes com diferentes visões para o amor.

Porque assistir: Whedon está com tudo após o sucesso esmagador de Os Vingadores. Vejamos como ele se sai em um filme agressivamente menor.

Desconfianças: Esta aí mais uma história que já ganhou inúmeras versões, e pergunto-me se valeria a pena vê-la mais uma vez.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Julho

O Cavaleiro Solitário

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O que é: A Disney combina novamente Jerry Bruckheimer e o diretor Gore Verbinski para tentar lançar mais uma franquia de sucesso. Agora, eles apostam no xerife mascarado John Reid (Armie Hammer) e em seu escudeiro índio Tonto (Johnny Depp, que certamente vai roubar o filme).

Porque assistir: Verbinski e Depp acertaram com a franquia Piratas do Caribe, e os personagens aqui têm potencial para iniciar uma boa franquia.

Desconfianças: Mesmo parecendo interessante, sinto cheiro de fracasso.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 12 de Julho

O Homem de Aço

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O que é: Novo filme do super-herói mais famoso de todos os tempos, que traz Zack Snyder na direção e Christopher Nolan na produção. A história não foi detalhada, mas deve ser (novamente) uma de origens, com Superman tentando encontrar seu lugar no mundo ao mesmo tempo em que o vilão Zod invade a Terra.

Porque assistir: A abordagem encontrada pelos realizadores parece ser muito mais dramática e sombria do que as adaptações prévias do personagem, e o herói realmente precisa de uma reinvenção moderna.

Desconfianças: Como fazer do Superman, um personagem colorido e fantástico, uma figura sombria e humana?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 12 de Julho

Wolverine – Imortal

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O que é: Hugh Jackman retorna a seu papel mais famoso, em uma aventura que levará Wolverine até o Japão para tentar se livrar da culpa e tristeza após a morte de Jean Grey em X-Men: O Confronto Final. Em um país estrangeiro, ele enfrentará uma série de inimigos samurais.

Porque assistir: O personagem é bom demais e após o nojento X-Men Origens: Wolverine, ele parece ter encontrado um cenário decente que faça jus a seu potencial. Isso sem falar que Darren Aronofsky quase dirigiu o longa, chamando o roteiro de “espetacular”. Promissor…

Desconfianças: Sinceramente, não tenho. Estou sentindo coisa boa vindo por aí…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 26 de Julho

AGOSTO

R.E.D. 2 – Aposentados e Mais Perigosos

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O que é: Continuação do filme de 2010, mostra os aposentados perigosos encarando uma nova missão. O elenco original retorna e Anthony Hopkins é a principal adição.

Porque assistir: O primeiro foi divertido e sua fórmula funcionou bem. Se for a mesma coisa aqui, vale a visita.

Desconfianças: Mesmo que o anterior tenha sido divertido, o que funcionou foi o elemento de surpresa. Aqui, ele certamente será perdido…

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 3 de Agosto

Círculo de Fogo

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O que é: Sci-fi futurista-apocalíptico de Guilermo Del Toro em que a Terra é atacada por monstros gigantes vindos do mar. Para combater a ameaça, os humanos se armam com robôs igualmente colossais.

Porque assistir: Del Toro é muito criativo, e ele anda devendo lançar… alguma coisa (seu último filme foi o ótimo Hellboy II – O Exército Dourado, em 2008).

Desconfianças: Alguém disse robôs gigantes? Por favor não vire um Transformers,por favor não vire um Transformers, por favor não vire um…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 3 de Agosto

Elysium

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O que é: O sulafricano Neil Blomkamp traz uma nova ficção científica de cunho político. Nela, encontramos um futuro onde a Terra está arruinada e superpopulosa e aqueles mais importantes habitam a estação espacial conhecida como Elysium. Nesse cenário, um sujeito chamado Max (Matt Damon) embarca em uma missão para promover a igualdade entre as civilizações.

Porque assistir: Depois do incrível Distrito 9, alguém duvida de que Blomkamp não seja um cineasta eficiente? Seu novo filme promete seguir os mesmos passos e ainda traz um belo elenco que inclui Wagner Moura como antagonista.

Desconfianças: Como é uma ideia original, há sempre o risco de ela ser recebida com controvérsias (ou não funcionar completamente).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Agosto

Percy Jackson e o Mar de Monstros

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O que é: A sequência (demorada, até) de Percy Jackson e o Ladrão de Raios, segundo livro da saga de Rick Jordan. Aqui, Percy e seus amigos precisam viajar pelo Mar dos Monstros para encontrar um artefato que garanta a sobrevivência do grupo.

Porque assistir: Os fãs da série vão assistir, com certeza.

Desconfianças: Detesto a primeira adaptação e não vejo motivos para ver este aqui.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 16 de Agosto

300: Rise of an Empire

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O que é: Visto tanto quanto prelúdio ou continuação, Rise of an Empire é a nova investida ao universo de batalhas espartanas de Frank Miller. Com base na graphic novel Xerxes, o longa deve focar-se no general persa de Rodrigo Santoro e também em uma batalha paralela à do filme original: a de Artemisia.

Porque assistir: 300 foi uma ótima adaptação de quadrinhos – especialmente por sua abordagem radical à um evento histórico – e será ótimo ver seu lindo visual novamente. Isso sem falar no retorno do Xerxes de Santoro, o elemento mais interessante do longa de Zack Snyder.

Desconfianças: A produção do longa se move muito devagar, e está nas mãos de um diretor pouco conhecido. A ausência de Zack Snyder no projeto pode fazer falta.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Agosto

Jurassic Park (3D)

jurassic park

O que é: Relançamento em 3D do Jurassic Park de Steven Spielberg. A trama (que todo mundo conhece, mas vale o lembrete) envolve um parque temático que conseguiu recriar geneticamente os extintos dinossauros, mas que se transforma em um caos quando perde o controle sobre os mesmos.

Porque assistir: Um dos filmes mais empolgantes de Spielberg na tela grande. Eu que não era nascido na época de lançamento sem dúvida irei conferir.

Desconfianças: Nenhuma!

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto

Diana

diana

O que é: Biopic que acompanha o romance da falecida Princesa Diana com o médico Dr. Hasnat Kahn, que durou de 1995 até dias antes de sua morte, 2 anos depois.

Porque assistir: Vamos testemunhar Naomi Watts encarando o tipo de papel que pode revigorá-la – e ela já está há um tempo sem fazer algo marcante.

Desconfianças: Só minha habitual desavença com biopics.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 30 de Agosto

The Wolf of Wall Street

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O que é: Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio se unem pela 5a vez, agora para a cinebiografia de Jordan Belfort, um corretor da Bolsa de Nova York que é acusado de participar de esquemas ilegais em Wall Street e até conexões com a Máfia.

Porque assistir: Scorsese mandou bem no gênero infantil com Hugo, mas agora ele está no gênero que entende como ninguém e trouxe um elenco estupendo (liderado pelo sempre ótimo DiCaprio) para acompanhá-lo. Me chamem de exagerado, mas pode até ser o Bons Companheiros do século XXI. #Oscar2014

Desconfianças: Eu tenho aquela desavença irracional com biopics, mas confio na equipe.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto (Suécia)

SETEMBRO

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

mortal instruments

O que é: O “Harry Potter-wanna-be” do ano, traz a promessa de uma nova franquia infanto-juvenil. A trama envolve uma jovem (Lily Collins) que descobre ter a habilidade de ver demônios e logo se junta a um grupo que visa combatê-los e destruí-los.

Porque assistir: Parece um tipo de universo mais sombrio e sobrenatural, talvez seja interessante.

Desconfianças: Mas ao mesmo tempo, parece um Supernatural com adolescentes.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

Riddick

riddick

O que é: Terceiro longa sobre o personagem Riddick (Vin Diesel), onde ele é traído e isolado em um planeta repleto de predadores (não as criaturas!) e mirado por inúmeros caçadores de recompensas. Nesse cenário, ele planeja uma vingança e a retomada de seu planeta natal.

Porque assistir: Nunca assisti aos filmes anteriores, logo não sei o que esperar. Só sei que a notícia de que a censura será R é animadora para os fãs do personagem.

Desconfianças: Mais uma vez, não sei o que esperar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

O Maníaco

maniac

O que é: Longa inteiramente em 1a pessoa sobre um serial killer (Elijah Woos) que desenvolve uma perigosa obsessão por uma lojista de manequins.

Porque assistir: A estética visual é muito promissora, e há tempos que não viamos uma produção toda em POV. E que personagem mais interessante para se testar o recurso do que um assassino?

Desconfianças: Parece ser aquele tipo de filme em que a estética interessa mais do que a história.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 6 de Setembro

12 Anos de Escravidão

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O que é: Terceira parceria entre o diretor Steve McQueen e o ator Michael Fassbender (após Hunger e Shame) que envolve um homem negro que é sequestrado e vendido como escravo no sul dos EUA.

Porque assistir: Steve McQueen tem se mostrado como um dos mais talentosos diretores da atualidade, vejo tudo o que ele fizer. Além disso, ele é mais um que promete retratar o tema da escravidão nos EUA de forma nunca mostrada antes (depois de Tarantino e sua sátira com Django Livre).

Desconfianças: É a primeira vez que McQueen encara um longa de época, gênero muito difícil.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de Setembro

This is the End

1170481 - The End Of The World

O que é: Comédia apocalíptica em que alguns dos grandes nomes da comédia atual americana interpretam a si mesmo, enquanto sobrevivem ao fim do mundo. A maior parte da trama se passa no abrigo de James Franco e deve trazer muitas participações especiais.

Porque assistir: A ideia é excelente e o trailer red band lançado no mês passado é hilário.

Desconfianças: Só vai der errado se a piada não sustentar todo o longa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de setembro

Kick-Ass 2

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O que é: A tão sonhada sequência (pelo menos para mim) de Kick-Ass: Quebrando Tudo. Agora acompanharemos o “vigilante” Kick-Ass se juntando a uma organização de mascarados conhecida como Justice Forever, ao mesmo tempo em que seu antigo rival Red Mist (agora, the Mother Fucker)  prepara uma sangrenta vingança.

Porque assistir: Quem leu os quadrinhos sabe que essa aventura é cheia de reviravoltas e pode funcionar muito bem na tela, ainda que seja grosseiramente violenta. E mais, Hit-Girl is back!

Desconfianças: A única ressalva que tenho é a ausência de Matthew Vaughn na direção, que foi substituído pelo diretor de Quebrando Regras

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 13 de Setembro

Sin City 2: A Dama Fatal

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O que é: Finalmente! 8 anos depois e será lançada a  continuação de uma das melhores adaptações de quadrinhos da História. Assim como em A Cidade do Pecado, o novo filme vai trazer três histórias diferentes: uma delas é A Dama Fatal e as outras duas serão criações de Frank Miller exclusivas para o longa.

Porque assistir: Sin City! Quem não quer mais daquele visual arrebatador, a violência cartunesca e os personagens problemáticos (mas incríveis)? Estreie logo, por favor.

Desconfianças: Uma história boa pelo menos já é garantia, vamos torcer para que Frank Miller (que não anda em sua melhor fase) faça bonito com as outras duas.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 20 de Setembro

A Ninfomaníaca

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O que é: Lars Von Trier ataca de cineasta pornô na história em 2 partes de uma mulher ninfomaníaca (Charlotte Rainsbourg), que conta a história de sua vida ao ser abrigada por um homem (Stellan Skarsgard).

Porque assistir: O diretor dinamarquês é um homem rodeado de polêmicas e controvérsias. E de todos os seus trabalhos, este promete ser seu mais ousado: conterá cenas de sexo reais e explícitas, envolvendo a protagonista, Shia LaBeouf e Uma Thurman.

Desconfianças: Esperamos que haja uma boa história por trás de tanta ousadia…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Setembro

OUTUBRO

Machete Mata

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O que é: Robert Rodriguez cumpre a promessa do final de seu Machete e traz de volta o anti-herói mexicano (Danny Trejo) em uma trama para impedir um super-vilão (Mel Gibson) de dominar o mundo.

Porque assistir: Analisando todas as informações divulgadas até aqui, parece que vai ser ainda mais trash e divertido do que o anterior. Mel Gibson é um vilão samurai, Charlie Sheen é o presidente dos EUA, Lady Gaga estreia nos cinemas… Imperdível.

Desconfianças: Machete é aquele tipo de personagem que funciona surpreendemente bem uma vez, será que a magia se repetirá?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro

Oldboy

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O que é: Remake de Spike Lee do cultuado longa sul-coreano que adapta um famoso mangá. Na trama, um homem comum (Josh Brolin) é preso misteriosamente e depois libertado 15 anos depois, precisando descobrir os responsáveis por sua captura em 5 dias.

Porque assistir: Spike Lee é o diretor, e promete uma nova abordagem; além de ter selecionado um bom elenco.

Desconfianças: Oldboy não precisava ser refilmado, mas veremos no que dá.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro (EUA)

The World’s End

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O que é: A terceira parte da trilogia “Sangue e Sorvete” de Edgar Wright e Simon Pegg, traz um grupo de amigos que segue por uma trajetória de bebedeiras em inúmeros bares da cidade, ao mesmo tempo em que uma fatalidade condena a Terra.

Porque assistir: Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso são duas das comédias mais geniais que já vi e, agora atacando o gênero de fim do mundo, a dupla promete surpreender novamente.

Desconfianças: Nenhuma, confio totalmente em Edgar Wright e Simon Pegg.

Vontade de ver: 5/5

Estreia:  25 de Outubro

Atividade Paranormal 5

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O que é: Mais um filme de Atividade Paranormal… Sabe-se lá qual vai ser a trama agora.

Porque assistir: Se você é fã da série, não vai querer perder.

Desconfianças: Convenhamos, Atividade Paranormal é o novo Jogos Mortais, com continuações infinitas que já não oferecem mais lógica à outrora interessante narrativa.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 25 de Outubro

NOVEMBRO

Eu, Frankenstein

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O que é: Em um universo estilizado, a  criatura do dr. Frankenstein encontra diversos outros monstros da literatura (como Drácula e Lobisomem) e testemunha uma guerra entre eles.

Porque assistir: O visual parece bem interessante, e Aaron Eckhart (o Harvey Dent de O Cavaleiro das Trevas) é uma escolha inusitada para dar vida ao monstro que dá nome ao filme.

Desconfianças: Ta me parecendo demais um novo Anjos da Noite. E isso, na minha opinião, não é bom.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 1 de Novembro

Carrie, A Estranha

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O que é: Nova adaptação da marcante obra de Stephen King (que rendeu aquele filmaço dirigido por Brian de Palma, em 79), sobre uma menina que, ao passo em que descobre misteriosos poderes telecinéticos, é  infernizada por seus colegas de classe e sua mãe fundamentalista.

Porque assistir: A escalação de Chloe Grace Moretz é realmente promissora e o que rapidamente desperta interesse no projeto. Além disso, a versão de Kimberly Pierce promete explorar elementos da obra original que ficaram de fora das outras adaptações.

Desconfianças: Vai ser difícil sair da sombra do filme de Brian de Palma, e por mais que Moretz seja excelente, a Carrie de Sissy Spacek é a encarnação definitva da personagem.

Vontade de ve: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

Área 51

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O que é: Nova brincadeira de Oren Peli, o mesmo do Atividade Paranormal original, que deve envolver as conspirações e mistérios sobre a suposta base militar que onde os EUA escondem segredos alienígenas.

Porque assistir: O tema da Área 51, fantasia ou fato, é dos mais intrigantes e precisamos de um longa eficiente sobre o mesmo.

Desconfianças: Mesmo que dono de boas ideias, Peli ainda não é um cineasta excepcional.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

Gravity

O que é: Depois de anos de desenvolvimento e planejamento, parece que finalmente vai sair a ficção científica 3D de Alfonso Cuarón. George Clooney e Sandra Bullock protagonizam como dois astronautas que, após a destruição de sua espaçonave, ficam à deriva no espaço, ligados um ao outro por um cabo. Guillermo Del Toro, produtor do longa, promete que o gênero nunca mais será o mesmo.

Porque assistir: Cuarón é um excelente diretor, e tem em mãos uma das premissas mais assombrosas dos últimos tempos. E em 3D.

Desconfianças: Nenhuma. Talvez a capacidade de atuação de Bullock, mas até ela já ganhou um Oscar…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

O Âncora 2 –  A Lenda Continua

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O que é: Continuação de O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy, comédia que abordava um grupo de jornalistas de um canal de telejornal. Ainda não foi divulgada a trama, mas o elenco do original retorna.

Porque assistir: O primeiro filme trazia personagens muito carismáticos e divertidos, certamente vamos querer revê-los.

Desconfianças: Sem uma trama divulgada, fica difícil saber o que esperar… Resta torcer para que os roteiristas tenham boas ideias.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

The Counselor

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O que é: Novo filme de Ridley Scott, gira em torno de um advogado que acaba se envolvendo no tráfico de drogas.

Porque assistir: Scott promete um inteligente thriller e traz um ótimo elenco que inclui Brad Pitt, Michael Fassbender e Javier Bardem. E dessa vez, não tem efeitos visuais ou alienígenas para se preocupar.

Desconfianças: Já vimos esse tipo de história antes, vamos torcer por novidades.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Novembro (EUA)

Thor – O Mundo Sombrio

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O que é: Nova aventura do Deus do Trovão da Marvel nos cinemas, deve seguir os eventos de Os Vingadores ao mostrar o herói enfrentando novos inimigos e sua conturbada relação com o irmão Loki.

Porque assistir: Se a Marvel for brincar de soltar pistas para Os Vingadores 2, certamente deveremos que ver este para entender. Outra, o Loki de Tom Hiddleston sempre merece ser visto.

Desconfianças: Thor é um dos personagens mais difíceis de ser lidado, e o primeiro filme não foi lá essas coisas; exatamente por que se preocupou mais com o filme da super-equipe do que com o personagem-título. Vamos esperar que isso não se repita.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 22 de Novembro

Jogos Vorazes: Em Chamas

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O que é: Continuação do sucesso do ano passado, Em Chamas traz a jovem Katniss (Jennifer Lawrence) e Peeta (Josh Hutcherston) lidando com as consequências dos Jogos Vorazes anteriores, ao mesmo tempo em que uma rebelião popular parece estar se formando dentro de Panem.

Porque assistir: O primeiro filme foi ótimo e quem é fã da trilogia diz que as coisas só vão melhorar. Veremos.

Desconfianças: Infelizmente, o longa não conta com a direção de Gary Ross, que entendeu bem o espírito da trama e conseguiu adaptá-la adequadamente. Veremos o que Francis Lawrence consegue fazer.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 22 de Novembro

DEZEMBRO

Lovelace

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O que é: Biografia sobre Linda Lovelace, que encontrou sucesso como atriz pornô ao estrelar o “clássico” Garganta Profunda. O filme aborda a relação conturbada entre a jovem e seu marido desequilibrado (vivido por Peter Sarsgaard).

Porque assistir: Amanda Seyfried interpreta uma atriz pornô.

Desconfianças: Será que não vai ser uma daquelas histórias de superação, clichês, etc?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 6 de Dezembro

O Jogo do Exterminador

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O que é: Adaptação do livro homônimo sobre um futuro em que os comandantes militares treinam crianças para se tornarem soldados brutais. Nesse cenário, o jovem Ender Wiggin (Asa Butterfield, o Hugo Cabret) precisa receber o tal treinamento para enfrentar um inimigo alienígena.

Porque assistir: A premissa é interessante (nas mãos certas, daria pra ter um Nascido para Matar do futuro, hehe) e o elenco ainda conta com Butterfield, Harrison Ford e a ótima Hailee Steinfeld (Bravura Indômita).

Desconfianças: Só acho que a presença alienígena é desnecessária. Mas veremos como funcionará nas telas.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 13 de Dezembro

Last Vegas

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O que é: Vendido como uma espécie de “Se Beber, Não Case para aposentados” traz um grupo de quatro amigos que vão para Lãs Vegas celebrar a despedida de solteiro de um deles.

Porque assistir: Morgan Freeman, Roberto DeNiro e Michael Douglas. Mesmo que seja uma porcaria, teremos um elenco carismático.

Desconfianças: Se não fosse o bom elenco, certamente passaria despercebido.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

Saving Mr. Banks

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O que é: Uma dramatização sobre o período de 14 anos em que Walt Disney (interpretado por Tom Hanks) tentou convencer a escritora Pamela Lyndon Travers (aqui, Emma Thompson) a adaptar seu livro “Mary Poppins” para o cinema. Caso esteja se perguntando quem é o “sr. Banks” do título, trata-se do banqueiro que é pai das crianças da história, e suas transformações como personagem.

Porque assistir: É sempre divertido acompanhar esse tipo de “drama sobre adaptação” e Tom Hanks promete uma performance arrasadora como Disney. #Oscar2014

Desconfianças: John Lee Hancock (Um Sonho Possível) é o diretor, tomara que ele não transforme o filme em um melodrama.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Dezembro (EUA)

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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O que é: Segunda parte da adaptação de Peter Jackson para o prólogo de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Creio eu, que a companhia de Gandalf e os 13 anões agora irão enfim confrontar o poderoso dragão Smaug e lutar para libertar a terra que este tomou para si.

Porque assistir: Já vimos a primeira parte, agora devemos ver como a história continua (e que aparência tem aquele maldito dragão).

Desconfianças: Eu achei Uma Jornada Inesperada uma experiência maçante onde pouquíssimas coisas relevantes acontecem. Tenho medo de que este alongue a história sem necessidade e renda mais um longa de três horas…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

The Monuments Men

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O que é: Novo filme com George Clooney na direção, é centrado em um grupo de sujeitos que roubam (e protegem) valiosas obras de arte durante a Segunda Guerra Mundial.

Porque assistir: Clooney é um ótimo diretor e, além de ter reunido um elenco excelente que inclui Daniel Craig, Matt Damon e Jean Dujardin, o filme traz uma premissa muito interessante. #Oscar2014

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Dezembro

Muitos lançamentos promissores, não? Fique ligado no blog para críticas e novidades!

| O Espetacular Homem-Aranha | O que surpreende é a humanidade, não o espetáculo

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

3.0


Casal 20: O Peter Parker de Andrew Garfield e a Gwen Stacy de Emma Stone são o que o filme tem de melhor

Sejamos honestos, é muito cedo para um reboot do Homem-Aranha. Divertida e bem executada, a trilogia iniciada por Sam Raimi em 2002 – e completada cinco anos depois – trouxe o melhor para o personagem e certamente aproveitou o material ao máximo, sendo um dos filmes definitivos para o gênero de super-heróis. Eis que desavenças criativas e ambições financeiras nos trazem a este O Espetacular Homem-Aranha, um recomeço “parecido, mas diferente”.

A trama nos leva de volta aos eventos do primeiro filme (sendo esta uma de suas principais falhas, já que leva a uma inevitável comparação com os filmes de Raimi), mas dessa vez acrescentando um mistério inédito no cinema até então: os pais de Peter Parker (Andrew Garfield), que o abandonam quando este ainda é uma criança. Obcecado em descobrir a verdade, Parker embarca em uma caçada que o leva até os laboratórios da Oscorp, onde se envolve em um programa de cruzamento genético de espécies, que dará origem aos seus poderes de Homem-Aranha e também ao monstruoso Lagarto (Rhys Ifans).

Não quero passar esta crítica comparando o Homem-Aranha de Sam Raimi com o Espetacular de Marc Webb (que até então, só trazia (500) Dias com Ela no currículo), já que mesmo que com tramas similares o tom de cada filme é completamente diferente; sendo este voltado à uma abordagem mais “realista” – o que de forma alguma o torna superior ao longa de 2002. Novamente, o roteiro assinado por James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves não vê problema em gastar uma considerável quantia de tempo ao recontar uma história que todos já conhecem (a sensação de “já vi isso, e melhor” aparece em diversos momentos, especialmente na artificial e fria cena em que um personagem querido morre), e ainda que traga elementos descartáveis (como o passado dos pais de Peter, nunca explicado com clareza), merecem créditos as mudanças feitas nos protagonistas.

Peter Parker surge aqui como um tipo de nerd muito diferente: anda de skate, escuta música, é bagunceiro e até meio revoltado. E realmente, capturou bem a aura do que é um jovem do século 21 (sem querer generalizar, óbvio) e a ótima performance de Andrew Garfield reforça com eficiência essa ideia; confesso que em muitos momentos (principalmente os de rebeldia e o nervosismo ao evitar explicações sobre seus constantes ferimentos), esse Parker me lembrou o Holden Caulfield do indispensável O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Além de sustentar sozinho a responsabilidade do mais humano dos super-heróis (o que ele faz enquanto o vilão não aparece? Se distrai com joguinhos no celular, genial), o ator demonstra uma química incrível com a linda e carismática Emma Stone, intérprete de Gwen Stacy (não, a Mary Jane só vem depois!) e juntos rendem os melhores momentos do filme.

No quesito espetáculo, O Espetacular Homem-Aranha se sai bem burocrático. As cenas de ação (que trazem uso excessivo de efeitos visuais um tanto dissonantes) convencem mas não empolgam tanto quanto os diálogos entre Peter e Gwen. O diretor Marc Webb até estimula com algumas câmeras em primeira pessoa – que ficam ainda melhor com o bom uso de 3D da fita – e promete atingir o épico absoluto em uma sequência que traz o herói sendo auxiliado por guindastes enquanto se direciona para o confronto final (onde James Horner traz ecos de Titanic em suas composições musicais) mas decepciona ao trazer uma pancadaria mediana com o Lagarto.

O Espetacular Homem-Aranha não faz juz ao título, mas chega consideravelmente perto e garante entretenimento genuíno. O que surpreende mesmo é o cuidado com a humanidade de seus personagens, que chega a ser maior do que a de apresentar o Homem-Aranha como um super-herói popular e adorado. Uma sequência promete ser, realmente, espetacular.

Obs: Há uma cena adicional durante os créditos.