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Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME IV: Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Chegamos à parte final do meu especial sobre o Oscar 2012! Aqui, analisaremos as categorias principais, passando pelos Roteiros, Diretores e, claro, os 9 filmes indicados. Vamos lá:

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

O Artista | Michel Hazanavicius

Assumindo ambos os cargos de diretor e roteirista, Michel Hazanavicius merece créditos por seu roteiro apresentar pouquíssimos diálogos. Os poucos que aparecem são em cartões – típicos dos filmes mudos – e trazem diversas ironias (George Valentin insiste em não falar diversas vezes, simbolizando tanto a situação da trama quanto o fato de O Artista ser mudo) e cenas já icônicas (como Peppy brincando com o casaco de Valentin). No entanto, acho que o roteiro do filme não merece o ouro por não ter diálogos falados.

Quotação Memorável: “Eu não vou falar! Não direi uma palavra!” – George Valentin

Margin Call – O Dia antes do Fim | J.C. Chandor

Não assisti Margin Call – O Dia Antes do Fim, mas fazer um filme sobre crise ecônomica realmente vem a calhar atualmente. Pelo que li, o roteiro de J.C. Chandor é bem adulto e maduro, sem dar explicações sobre eventos ou uma aula de economia. Enfim, preciso assistir antes de falar qualquer coisa.

Quotação Memorável: “Há três meios de se sair bem nesse negócio: seja o primeiro, seja esperto ou trapaceie.” – John Tuld

Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sem dúvida um dos melhores roteiristas em atividade, Woody Allen escreve o melhor roteiro dentre os indicados (incluindo os da categoria de Adaptados) com sua fantástica saga parisiense. A entrada do protagonista em um mundo do passado é sensacional e rende momentos hilários, principalmente com as memoráveis participações especiais (ressalto novamente a inspirada presença de Salvador Dalí). Mas o legal mesmo, é como Allen fala sobre como o tempo surge para reforçar uma ideia ou época, algo com que eu pude me identificar bastante.

Quotação Memorável:Eu confio em você, mas tenho ciúmes. É uma dissonância cognitiva!” – Gil

Missão Madrinha de Casamento | Annie Mumulo & Kristen Wiig

Certamente a indicação mais boba da categoria, a comédiazinha Missão Madrinha de Casamento conseguiu se infiar na lista. Com alguns diálogos inspirados, o filme tem pouco de genuinamente engraçado (a maior parte do charme do filme está nas mãos do elenco) e usa-se de muitos clichês de comédia romântica para estar em uma categoria que preza originalidade. Tem até uma piada (exagerada) com churrascaria brasileira…

Quotação Memorável: “Eu sou a vida, Annie, e eu estou mordendo a sua bunda!” – Megan

A Separação | Asghar Farhadi

A indicação do iraniano A Separação como Roteiro Original sela a vitória o longa de Asghar Farhadi na categoria de Filme Estrangeiro. Ainda não assisti ao filme (sim, tenho muitos a ver), cuja trama foca um casal que é forçado a escolher entre mudar de país para fornecer condições melhores a seus filhos ou ficar no Irã para tratar de um parante portador de Alzheimer. Quando sair em Blu-ray, não vou perder.

Quotação Memorável: “O que é errado é errado. Não importa quem disse ou onde está escrito.” – Nader

FICOU DE FORA: 50% | Will Reiser

Em uma mistura inusitada de comédia e drama, o roteirista Will Reiser coloca sua própria experiência com o câncer no papel, rendendo o divertidíssimo e de bom coração 50%. Traz diálogos bem desenvolvidos (com uma linguagem bem chula, e que abraça o politicamente incorreto todo o tempo) e situações inesperadas para um longa do gênero, como a piada de usar a situação para pegar mulher. Como Missão Madrinha de Casamento entrou e este não, é um mistério.

Quotação Memorável: “Ninguém quer transar comigo. Eu pareço o Voldemort” – Adam

APOSTA: Meia-Noite em Paris

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

Os Descendentes | Alexander Payne, Nat Faxon & Jim Rash

Adaptado de: Livro Os Descendentes, de Kaui Hart Hemmings

Com alguns dos melhores diálogos do ano, Alexander Payne mostra novamente que é melhor roteirista do que diretor (não que esta seja falha), contando com auxílio de Nat Faxon e Jim Rash. O texto é sedutor por quebrar o clichê paradisíaco que a maioria das pessoas têm em relação ao Havaí, contando com ótimas narrações de seu protagonista e situações criativas e até bizarras – tal como a “conversa” entre Matt e sua esposa no hospital. É o favorito para levar o prêmio, e com razão (mesmo não sendo meu favorito dentre os indicados).

Quotação Memorável: “No telefone ele pode fugir, pessoalmente, ele não tem pra onde ir. Eu quero ver a cara dele” – Matt King

O Espião que Sabia Demais | Bridget O’Connor & Peter Straughan

Adaptado de: Livro O Espião que Sabia Demais de John Le Carré

Complexo e intrincado, é difícil entender a trama de O Espião que Sabia Demais em uma única visita. O roteiro de Bridget O’Connor (falecida pouco antes do início das filmagens) e Peter Straughan é assaverado na lógica e raciocínio do espectador, isentando-se de pausas para explicar o que acontece ou diálogos que sejam claros o bastante. O resultado é meio devagar, mas muito inteligente se analisado a fundo.

Quotação Memorável: “É a mais antiga das perguntas, George. Quem consegue espionar os espiões?” – Oliver Lacon

O Homem que Mudou o Jogo | Aaron Sorkin & Steven Zaillian

Adaptado de: Livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, de Michael Lewis

Com dois nomes de peso na assinatura (e ainda por cima, oscarizados), o roteiro de O Homem que Mudou o Jogo é meu favorito dentre os indicados. No complexo mundo da análise de jogadores de beisebol, Steven Zaillian e Aaron Sorkin – tomando como base o livro acima e o argumento de Stan Chervin – escrevem diálogos formidáveis cheios de passagens inspiradíssimas (especialmente nas formas em que lida com a mediocricidade do time), trabalham bem os personagens e passam um significado que vai além do esporte, lidando com questões familiares e principalmente a importância de uma boa escolha. Excelente.

Quotação Memorável:Você prefere levar um tiro na cabeça ou três no peito e sangrar até morrer?”Billy Beane

A Invenção de Hugo Cabret | John Logan

Adaptado de: Livro A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Usando a história de um orfão solitário como ponto de partida, John Logan tece uma trama empolgante e fantástica que traz uma mensagem linda em suas entrelinhas. Além de ser repleto de momentos de bom humor e falar muito sobre a História do Cinema (e atestar, junto com Scorsese, sua paixão de alma e coração pelo mesmo), emociona com sua metáfora onde o mundo é uma grande máquina, e que todos tem uma função nela. Inspirador.

Quotação Memorável:Se o mundo é como uma grande máquina, então eu não poderia ser uma peça extra. Eu tinha que estar aqui por um motivo. E você também” – Hugo Cabret

Tudo pelo Poder | George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon

Adaptado de: Peça Farragut North, de Beau Willimon

Praticamente ignorado no Oscar deste ano, o ótimo thriller político de George Clooney teve, ao menos, seu roteiro lembrado. Escrito pelo próprio Clooney, seu parceiro Grant Heslov e Beau Willimon tece uma intrigante rede de mentiras e traições, tendo como cenário uma eleição presidencial bem contemporânea. O grande atrativo, além dos belos diálogos, é como Tudo pelo Poder é acessível para qualquer um, independente do gosto político; basta ser apreciador de uma boa história.

Quotação Memorável:Você pode mentir, pode trair, pode começar uma guerra e até falir o país, mas você não pode comer as estagiárias. Eles te pegam por isso” – Stephen Meyers

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Steven Zaillian

Adaptado de: Livro Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

Também de Steven Zaillian, aqui o roteirista faz um trabalho solo e dá uma aula de adaptação literária. Como leitor do livro original, é possível perceber o quanto Zaillian resumiu bem a trama e se deu a coragem de realizar mudanças favoráveis a fim de uma resolução dramática mais simplificada. Os diálogos são excelentes (o que se passa no porão de Martin Vanger é assustadoramente genial), assim como a intrincada construção estrutural da história e seus personagens. Zaillian está escrevendo o segundo filme, será que agora vai?

Quotação Memorável:É engraçado como o medo de ofender pode ser maior do que o medo da dor.” – Martin Vanger

APOSTA: Os Descendentes

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Homem que Mudou o Jogo

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

Woody Allen | Meia-Noite em Paris

Woody Allen sai um pouco de sua zona de conforto, no caso a cidade de Nova York, e se aventura nas luzes da Paris contemporânea e dos anos 20. A viagem  valeu a pena, já que o amado cineasta recebe sua primeira indicação para Melhor Diretor desde Tiros na Broadway (em 1995). Criando planos bem abertos e sem cortes, a direção de Allen é charmosa e sem muitos maneirismos, respeitando principalmente seu próprio roteiro e as bela arquitetura da cidade.

Michel Hazanavicius | O Artista

É preciso coragem para dirigir um filme mudo e preto-branco hoje em dia. Mas parece que o cineasta francês Michel Hazanavicius não se viu tão preocupado, já que comanda O Artista com naturalidade, maestria e expira ar fresco e novo, mesmo tratando-se de uma das mais antigas formas de cinema que existem. Hazanavicius adota a estrutura, capricha nos enquadramentos (sua mise em scène é soberba) e homenageia de alma e coração os bons tempos de Hollywood. Já ganhou o Directors Guild Awards, então é favorito.

Terrence Malick | A Árvore da Vida

Tímido e bastante reservado, o diretor Terrence Malick é indicado ao Oscar novamente e promete também permanecer anônimo durante a cerimônia. Dono de um estilo invejável, sua técnica em A Árvore da Vida é maravilhosa; sua câmera gira, balança e se move junto aos personagens, como se a mesma fosse um personagem com vida própria. Não me agrada o resultado do longa, mas a direção de Malick é muito bonita.

Alexander Payne | Os Descendentes

Fora da direção de um filme desde Sideways – Entre umas e Outras, Alexander Payne retorna em boa forma com seu ótimo retrato de uma família havaiana em crise com Os Descendentes. É engraçado como Payne vai inserindo humor na trama através de seu visual, como na corrida na praia – onde Matt vai percebendo quem é o corredor que passa por ele – e também equilibrando o drama, tal como na já famosa cena da picina, e na direção de seu impecável elenco.

Martin Scorsese | A Invenção de Hugo Cabret

Trabalhando com a tecnologia 3D – e em um filme para toda a família – pela primeira vez, Martin Scorsese mostra que ainda é um dos melhores cineastas de nossos tempos. Suas tradicionais assinaturas estão aqui (o uso da neblina, névoa entre os personagens), mas ele usa a ferramenta tridimensional para proporcionar uma imersão impressionante, principalmente com seus travellings digitais e uma atenção especial à trama, que se move com ritmo e de forma bem humorada.

FICOU DE FORA: David Fincher | Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Um dos melhores diretores da atualidade, David Fincher nunca trabalhou tanto o visual quanto em Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Mostra-se maduro e ao mesmo tempo infinitamente criativo, ousando nos planos (como na câmera que vira de ponta-cabeça) e sempre prestando atenção nos detalhes da cena (reparem em como enquadramentos mudam durante a cena do primeiro estupro e a vingaça do mesmo), sempre indo além em seu comando narrativo.

Artistas em decadência, a origem da vida, cavalos de guerra, famílias desfuncionais, empregadas lutando contra racismo, técnicos de beisebol que anseiam em mudar o jogo, inventores de cinema, escritores nostálgicos e crianças traumáticas disputam o Oscar deste ano. Os indicados são:

O Artista

O Artista é um deleite para amantes da Sétima Arte. Não posso ser o maior especialista em cinema, mas sei que Michel Hazanavicius fez aqui uma ode muito especial aos primórdios da indústria cinematográfica, e nem mesmo um Oscar é grande o suficiente para o filme. Uma verdadeira obra-prima.” Crítica

A Árvore da Vida

“De verdade, eu não gostei de A Árvore da Vida. Acho suas imagens belíssimas, direção maravilhosa e seu elenco esplêndido, mas sua narrativa complexa e quase sem coerência não foi capaz de me prender, o que tornou a experiência cansativa. Não é um filme para todos, e certamente agradará aos fãs de Terrence Malick, mas não vejo nada de espetacular que possa justificar a indicação para Melhor Filme.Crítica

Cavalo de Guerra

“Cavalo de Guerra é um drama eficiente que, mesmo utilizando artifícios clichês e já explorados, consegue mostrar o poder de uma amizade em meio a uma guerra terrível, onde a inocência do animal – e a compaixão humana por este – surge como um tocante cessar-fogo.” Crítica

Os Descendentes

Os Descendentes é um filme maravilhoso, com um ritmo divertido e emocionante. É difícil para mim colocar em palavras o quanto gostei do filme, então digo apenas que é um longa que merece ser visto e que faz jus às suas indicações ao Oscar. Aloha! Crítica

Histórias Cruzadas

Com valores de produção bons o suficiente para recriar a época em questão, Histórias Cruzadas é um bom filme que, mesmo trazendo um tema já discutido diversas vezes, vale a vista graças a seu ótimo elenco e sua boa mistura de humor/drama. Crítica

O Homem que Mudou o Jogo

O Homem que Mudou o Jogo nos ensina muitas lições. Não apenas sobre beisebol (aqui, por exemplo, é fascinante acompanhar a desvalorização de jogadores por motivos banais), mas sobre todo o resto, já que este bate constantemente na tecla sobre as escolhas que surgem ao longo da vida e a consequência das mesmas. Comovente e bem executado, não é um home run, mas ainda assim uma ótima jogada que certamente merece suas 6 indicações ao Oscar.”
Crítica

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de Hugo Cabret é mais do que apenas o primeiro 3D de Martin Scorsese. É uma história sobre encontrarmos nossa função no mundo e como os sonhos podem ser capturados pela incomparável magia do cinema. É uma carta de amor para o cinéfilo dentro de todos nós.” Crítica

Meia-Noite em Paris

“Divertidíssimo e com roteiro fabuloso, é um belíssimo atestado à Cidade da Luz e seus artistas, também apresentando um elenco equilibrado e uma bela mensagem sobre a valorização do presente e o poder que o tempo possuí sobre a arte. Algo que certamente Woody Allen compreende bem… . Crítica

Tão Forte e Tão Perto

Trazendo uma calorosa trilha sonora de Alexandre Desplat, Tão Forte e Tão Perto mostra o desespero para se receber indicações ao Oscar (Oskar, alguém?). Stephen Daldry acerta no visual e na ambientação de sua trama, mas não consegue evitar seus inúmeros clichês e situações desnecessárias, além de carecer por um protagonista mais talentoso. Um título melhor seria “Tão Dramático e Tão Apelativo”… Crítica

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres oferece tudo que a franquia literária merece, provindo um longa maduro e envolvente, catapultando a talentosa Rooney Mara ao estrelato e oferecendo, em uma rara ocasião, uma franquia blockbuster destinada ao público adulto.” Crítica

APOSTA: O Artista

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Invenção de Hugo Cabret

É isso aí, o especial vai ficando por aqui. Juntem-se a mim durante minha transmissão ao vivo do Oscar 2012 no Domingo (publicarei mais detalhes em breve). Até mais!

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Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME II: Categorias Técnicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar 2012! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

O Artista | Guillaume Schiffman

Depois da indicação do alemão A Fita Branca, mais um longa consegue presença com uma fotografia em preto-e-branco. O que destaca o trabalho em O Artista é como Guillaume Schiffman se sai bem ao resgatar o visual retratado em filmes mudos, adotando também a janela de projeção da tela (em 1:31, menor do que as habituais). Os enquadramentos são criativos, os planos-sequência são maravilhosos e encaixam-se perfeitamente na mise en scéne (prestem atenção na sequência onde George Valentin e Peppy Miller conversam numa escadaria, culminando com a subida dela e a descida do astro). O Artista, de fato, parece um filme daquela época.

A Árvore da Vida | Emmanuel Lubezki

Ausente em diversas categorias no Oscar, o novo filme de Terrence Malick certamente merece sua vitória aqui. A fotografia de Lubezki é linda e claramente deu muito trabalho, já que estamos falando de um longa que captura até mesmo a origem do Universo e da Vida (a sequência de tal, é um dos pontos altos do longa). É notável o uso das luzes fortes e da variedade na paleta de cores. Já que a narrativa maluca de A Árvore da Vida não me prendeu, pelo menos deu pra apreciar essas maravilhosas imagens.
Ganhou o ASC de Melhor Fotografia.

Cavalo de Guerra | Janusz Kaminski

Cinematógrafo habitual de Steven Speilberg, Janusz Kaminski retorna aos campos de batalha e mantém sua boa técnica. Ainda que menos forte e contrastante do que Soldado Ryan (já que o longa é bem mais adulto e pesado do que este), Kaminski consegue equilibrar a vivacidade das paisagens campestres, o terror da Primeira Guerra Mundial, principalmente nas sombrias trincheiras, e a emoção do reecontro entre dois personagens; que se dá sob uma sutil caída de neve. Além disso, a cena final faz uma bela homenagem visual à …E o Vento Levou.

A Invenção de Hugo Cabret | Robert Richardson

O talentoso Robert Richardson se úne novamente ao diretor Martin Scorsese, capturando com perfeição o semi-fantasioso mundo habitado por Hugo Cabret. Agora contando com a tecnologia 3D adotada pelo cineasta, Richardson usa uma paleta de cores fortes e vívidas, acentuando as características fantasiosas do longa com um visual espetacular. Vale destaque observar a mudança de iluminação nos flashbacks, que surgem mais radiantes do que o comum.

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Jeff Cronenweth

O trabalho de Jeff Cronenweth na primeira parte da trilogia Millennium é magnífico. Predominantemente sombria – e até remetendo sutilmente à de Clube da Luta, também de David Fincher – , captura a atmosfera gélida da Suécia onde serial killers se escondem em luxuosas residências e hackers tatuadas fazem justiça com as próprias mãos… O visual todo é espetacular e preserva diversos detalhes da trama e da investigação central, especialmente no flashback, em um lindo tom de sépia, que apresenta o desaparecimento de Harriet Vanger (reparem no relógio que marca sua última aparição). Magistral.

FICOU DE FORA: O Espião que Sabia Demais | Hoyte van Hoytema

Responsável também pela fria Suécia de Deixa Ela Entrar, Hoyte van Hoytema se une novamente ao cineasta Tomas Alfredson, agora para embarcar no enigmático mundo da espionagem da Guerra Fria. Adotando planos abertos (como a investigação de Ricki Tarr, em uma janela) e uma iluminação predominantemente fria, Hoytema consegue capturar o espiritio da época e rende ótimos momentos; como o tenso confronto verbal à frente de um avião em rota de pouso.

APOSTA: A Árvore da Vida

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

O Artista | Laurence Bennett & Robert Gould

Situada na Hollywood dos anos 20-30, o design de produção de O Artista captura com perfeição a época que mudou a História do Cinema. Os grandes letreiros na entrada de teatros, as imensas salas de projeção com telas absurdas e até mesmo o uso dos famosos matte paintings (fundos de cidade, cenários, etc). Dentro do contexto da trama, é interessante observar o contraste entre as moradias de George Valentin e Peppy Miller (característica que o figurino também preserva, como veremos em alguns instantes), destacando o luxo da mansão de Miller (e a ironia de possuir artefatos que eram de propriedade do astro em decadência) sobre a pobre residência de Valentin.

Cavalo de Guerra | Rick Carter & Lee Sandales

Ambientado na época da Primeira Guerra Mundial, o que mais vemos em Cavalo de Guerra são fazendas e campos de batalhas. Além de retratarem tais ambientes com fidelidade Histórica, é interessante como a fazenda dos Narracott é desenhada a ser pequena mas aconchegante, enquanto as trincheiras são apertadas, sujas e assustadoras. Spielberg já pode ser chamado de especialista em cenários de guerra…

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Stuart Craig & Stephenie McMillan

O grande final da saga Harry Potter não inova tanto quanto seu antecessor, mas ganha pontos por trazer de volta ambientes e locações dos longas anteriores. A Sala Precisa agora parece muito mais bagunçada (e a decoradora de set diverte-se ao inserir objetos vistos antes, como as gigantescas peças de xadrez do primeiro filme), o banco Gringotes revela-se uma assustadora caverna por baixo de seus luxuosos saguões e a destruição do castelo de Hogwarts explora com inteligência inúmeros locais. O trabalho aqui é excelente, mas não o melhor da saga.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Fantasia

A Invenção de Hugo Cabret | Dante Ferretti & Francesca Lo Schiavo

Sem dúvida, o melhor dentre os indicados. A direção de arte e o design de produção aqui transformam a Paris da década de 30 em uma ambiente fantástico e que simplesmente enche os olhos em cada tijolo, janela ou engrenagem de relógio que aparecem. A estação de trem, onde a maior parte da trama é situada, é sentida como um lugar real – considerando que grande parte dela foi consteruída em escala real – e o trabalho com esta me fizeram entrar completamente na história. Isso sem falar que Ferretii e Lo Schiavo tiveram um desafio ao recriar filmes e sets de filmagens de Georges Méliès.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Época.

Meia-Noite em Paris | Anne Seibel & Hélène Dubreuil

Não é difícil caprichar nos cenários quando você tem a Cidade das Luzes como locação principal. Com a beleza da arquitetura parisiense a parte, Anne Seibel e Hélène Dubreuil tiveram o desafio de recriar ambientes da década de 20, como restaurantes, bares e até a casa de Gertrude Stein. Todos os ambientes funcionam no contexto da história de Woody Allen, e impressionam por sua atenção aos detalhes.

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Donald Graham Burt e K.C. Fox

Mesmo que contemporâneo na maior parte de sua projeção (a única exceção é uma série de flashbacks que nos mostram rapidamente os anos 60), o design de produção de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é soberbo por retratar bem a beleza da Suécia e também seus cantos obscuros. Desde a enorme mansão Vanger, passando pela espaçosa residência de Martin até o bagunçado apartamento de Salander, vemos que Donald Graham Burt e K.C. Fox souberam falar sobre seus personagens através dos cenários. E isso é raro atualmente.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme Contemporâneo

APOSTA: A Invenção de Hugo Cabret

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

O Artista | Anne-Sophie Bion & Michel Hazanavicius

Até na montagem Michel Hazanavicius consegue honrar o cinema mudo. Com ajuda de Anne-Sophie Bion, ele usa de transições clássicas (como a de círculo, desvaneios, entre outros) e outras bem criativas, como a inserção de imagens dentro de outras (como na imagem acima, onde os pôsteres de Peppy vão servindo como transição de cena). Maneirismos requintados à parte, os cortes de Hazanavicius e Bion também acentuam apropriadamente a tensão (como no clímax, onde a vida de um dos personagens está em jogo) e momentos mais emotivos.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Comédia/Musical.

Clipe

Os Descendentes | Kevin Tent

A meu ver, o trabalho de montagem de Os Descendentes é muito, muito simples. Kevin Tent equilibra bem os personagens quando encontram-se engajados em diálogos (de acordo com a intensidade, os cortes são mais frequentes) e na apresentação da trama – onde Tent dá espaço também a diversas paisagens havaianas – nos minutos iniciais. Tirando isso, não vejo nada de espetacular que justifique a indicação do longa; é um trabalho bom, mas simples demais.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Drama.

Clipe

O Homem que Mudou o Jogo | Christopher Tellefsen

O interessante aqui é como Christopher Tellefsen insere na trama de O Homem que Mudou o Jogo, imagens reais de jogadores de beisebol. A passo que Peter Brandt (Jonah Hill) explica o “Moneyball” para Billy Beane (Brad Pitt), o montador faz um ótimo trabalho ao introduzir fotos de jogadores, estatísticas de computador e, principalmente, consegue tornar claro não só para o personagem, mas para o espectador. Além disso, a trama secundária da carreira de Beane mostra-se bem aplicada, surgindo nos momentos apropriados (que rendem uma certa reflexão com as cenas do presente).

Clipe

A Invenção de Hugo Cabret | Thelma Schoonmaker

Parceira habitual de Scorsese (desde Touro Indomável, em 1980), Thelma Schoonmaker monta A Invenção de Hugo Cabret de forma precisa e controlada, quase como as engrenagens de um relógio, ironicamente. A veterana equilibra os momentos de humor e cria um bom ritmo, conseguindo dar espaço a diversos personagens (que ganham tramas secundárias bem divertidas) e situações. O atrativo no entanto, é como Schoonmaker e Scorsese inserem trechos de longas mudos antigos, como George Méliès e Charles Chaplin. Muito bom.

Clipe

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Kirk Baxter & Angus Wall

Sem dúvida a mais habilidosa dentre os indicados, Kirk Baxter e Angus Wall (vencedores por A Rede Social no ano passado) dão pulso e ritmo a Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. De início, a dupla equilibra com maestria as duas tramas paralelas principais (a dos personagens de Daniel Craig e de Rooney Mara), ao ponto em que estas vão encontrando, e ainda conta com inúmeros flashbacks (que rendem transições inspiradas, como a passagem de tempo através do acender de um cigarro) e narrações em off (como na imagem acima). Infelizmente, Baxter e Wall não têm muita chance de levar a segunda estatueta de suas carreiras.

Clipe

FICOU DE FORA: Contágio | Stephen Mirrione

Ausente em praticamente todas as premiações, Contágio de Steven Soderbergh merecia mais atenção, principalmente por sua habilidosa montagem que intercala diversos personagens – adotando até mesmo o recurso de telas divididas. Estética e estilos a parte, é esperto como o longa começa com o segundo dia da infecção, deixando para a cena final a explicação para o vírus que assombra o longa. Poderia facilmente entrar no lugar de Os Descendentes.

APOSTA: O Artista

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Os Descendentes

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Observação: se duvidavam que a Academia dava preferência a figurinos de época, veja os indicados deste ano:

Anônimo | Lisy Christl

Roland Emmerich dá um tempo nos filmes-catástrofes e aventura-se em um thriller no período shakeasperiano. Anônimo ainda não estreiou por aqui, mas os figurinos retratam com fidelidade a (maravilhosa) época em questão.

O Artista | Mark Bridges

Ambientando-se na Hollywood dos anos 20-30, Mark Bridges escolhe os figurinos apropriados em O Artista. Smokings e vestidos elegantes predominam como vestimentas principais, todas elas bem desenhadas e produzidas. Mas o interessante, é a evolução do personagem George Valentin, que começa o longa com ternos luxuosos e – a medida que vai decaindo profissionalmente – vai trajando roupas mais desgastadas, perdendo todo seu prestígio.

Jane Eyre | Michael O’Connor

Na minha singela opinião figurinista, os trajes de Michael O’Connor para a adaptação Jane Eyre são os melhores da categoria. Apresentam detalhes minuciosos em seus longos vestidos, boas colorações e combinações interessantes. De longe, o que merece a estatueta.

A Invenção de Hugo Cabret | Sandy Powell

Também ambientado nos anos 30, Sandy Powell faz do figurino de Hugo Cabret algo bem colorido e destacante. Tais vestimentas casam perfeitamente com o universo quase que cartunesco da história, ainda que contenha características mais realistas (como os trajes de Georges Méliès) que servem para retratar bem a época em questão. Uma curiosidade, vale observar que Hugo usa o mesmo suéter o filme todo – com exceção de uma única cena.

W.E. – O Romance do Século | Arianne Phillips

E o filme da Madonna consegue abocanhar uma indicação por seu figurino, que captura o romance entre o rei Edward III e a americana Wallis Simpson. Eu também não assisti a W.E., então deixo o comentário superficial de que os trajes estão bonitos. Aposto nele pois levou o CDG de Melhor Figurino em Filme de Época.

FICOU DE FORA: X-Men: Primeira Classe | Sammy Sheldon

Sim, Primeira Classe é uma adaptação de quadrinhos. Ainda anseio para ver uma produção que conta com uniformes coloridos ser indicada, mas não foi isso que me chamou a atenção no figurino do mais novo X-Men, e sim sua fiel e chiquérrima representação dos trajes seiscentistas; demonstrando uma pesquisa história muito maior do que se vê na maioria das produções sobre o tema.

APOSTA: W.E. – O Romance do Século

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jane Eyre

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Albert Nobbs | Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle

O que chama a atenção aqui, é como Glenn Close foi transformada em um homem de forma realista e sutil. Ainda é possível perceber os traços da atriz quando esta encarna o mordomo Albert Nobbs, não sendo uma transição tão espetacular, mas que assiste à trama de forma apropriada.

A Dama  de Ferro | Mark Coulier e J. Roy Helland

Meryl Streep encarou horas de sessões de maquiagem para viver Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, e isso – somado a sua excelente performance – a transformou na sósia da Ex-Primeira Ministra Britânica. O que mais ganha destaque aqui, é o envelhecimento da personagem, que ganha moldes impecáveis da equipe de maquiagem.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin

Será que esse vai ser o único Oscar que a saga Harry Potter vai ganhar em todos os seus 10 anos de existência? Dentre os indicados, os duendes de Relíquias da Morte – Parte 2 são infinitamente superiores e melhores trabalhados. Cerca de 20 figurantes foram maquiados para se transformar nas criaturas que controlam o banco Gringotes, e em momento algum eles soam artificiais. Se perder, é injusto.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Encarnando mais um vilão memorável, Hugo Weaving agora aparece escondido por camadas de maquiagem em sua performance do Caveira Vermelha. É injusto o trabalho não ter sido indicado, já que além de manter os traços e feições de seu ator intactos, fornece toda a monstruosidade que o personagem merece, e o transporta para um mundo real e crível; sem parecer uma criação cartunesca.

APOSTA: Harry Potter

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Dama de Ferro

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Gigantes de Aço

Ainda não assisti a Gigantes de Aço, mas só por imagens e vídeos é possível reparar no perfeito trabalho de CGI nos robôs boxeadores, que tem perfeita interação com os atores; além de movimentos naturais e texturas bem realistas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2



O último filme da saga Harry Potter impressiona com suas batalhas bem elaboradas, que trazem maravilhosos planos digitais (que permitem uma interatividade e imersão maiores) da destruição de Hogwarts, e criaturas monstruosas – dragões, ogros, aranhas e fantasmas – que sempre convencem.

A Invenção de Hugo Cabret

Usados mais como ferramenta do que espetáculo, os efeitos visuais de Hugo Cabret podem ser observados nos maravilhosos planos digitais (como aquele que abre o filme, passando por dentro da estação de trem até encontrar o pequeno Hugo) e na criação da Paris dos anos 30, vista ao fundo em técnica de greenscreen. Bonito e eficiente em seu propósito, mas temos candidatos melhores.

Planeta dos Macacos: A Origem

A WETA Digital mais uma vez atinge a perfeição na criação do macaco César, interpretado pelo ótimo Andy Serkis, na mais avançada utilização de captura de movimentos já feita. Além do protagonista, dezenas de outros símios são criados através da mesma tecnologia, e o resultado é mais do que satisfatório.
Ganhou maior número de prêmios no Visual Effects Society.

Transformers – O Lado Oculto da Lua

Sempre muito realistas, os robôs de Transformers aparecem mais perfeitos do que nunca no terceiro filme da franquia, contando também com cenas de ação melhores elaboradas, que incluem o impressionante colapso de um edifício – e a atenção aos detalhes, como telefones e canecas entre os destroços, é admirável.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Capitão América merecia a indicação na categoria meramente por um elemento: o encolhimento de Chris Evans. Antes de se tornar o herói bandeiroso que nomeia o longa, o jovem Steve Rogers não passava de um jovem miúdo e frágil, e a equipe de efeitos visuais usou a mesma tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button para transformar o ator.

APOSTA: Planeta dos Macacos: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Invenção de Hugo Cabret

Isso aí, fim da parte 2. O terceiro post será publicado amanhã… Fiquem ligados!

A ÁRVORE DA VIDA leva o ASC 2012

Posted in Prêmios with tags , , , on 13 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

A bela fotografia de Emmanuel Lubezki para A Árvore da Vida, ponto alto do filme de Terrence Malick, foi premiada ontem pelo ASC. O prêmio confirma as já especuladas chances de que o longa viria a faturar o Oscar na mesma categoria. Merece, sem dúvida.

Oscar 2012: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , on 24 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

Os indicados para a 84ª edição dos OSCAR:

MELHOR FILME

O Artista

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

Os Descendentes

Histórias Cruzadas

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Meia-Noite em Paris

Tão Forte e Tão Perto

MELHOR DIRETOR

Woody Allen – Meia-Noite em Paris

Michel Hazanavicius – O Artista

Terrence Malick – A Árvore da Vida

Alexander Payne – Os Descendentes

Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR ATOR

Demián Bichi – A Better Life

George Clooney – Os Descendentes

Jean Dujardin – O Artista

Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais

Brad Pitt – O Homem que Mudou o Jogo

MELHOR ATRIZ

Glenn Close – Albert Nobbs

Viola Davis – Histórias Cruzadas

Rooney Mara – Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Meryl Streep – A Dama de Ferro

Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Kenneth Branagh – Sete Dias com Marilyn

Jonah Hill – O Homem que Mudou o Jogo

Nick Nolte – Guerreiro

Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

Max von Sydow – Tão Forte e Tão Perto

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bérénice Bejo – O Artista

Jessica Chastain – Histórias Cruzadas

Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento

Janet McTeer – Albert Nobbs

Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Artista

Margin Call – O Dia antes do Fim

Meia-Noite em Paris

Missão Madrinha de Casamento

A Separação

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes

O Espião que Sabia Demais

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Tudo pelo Poder

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Bullhead

Footnote

In Darkness

Monsieur Lazhar

A Separação

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Chico & Rita

Gato de Botas

Um Gato em Paris

Kung Fu Panda 2

Rango

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Artista

Cavalo de Guerra

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte  2

A Invenção de Hugo Cabret

Meia-Noite em Paris

MELHOR FOTOGRAFIA

O Artista

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

MELHOR FIGURINO

Anônimo

O Artista

A Invenção de Hugo Cabret

Jane Eyre

W.E. – O Romance do Século

MELHOR MONTAGEM

O Artista

Os Descendentes

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

MELHOR MAQUIAGEM

Albert Nobbs

A Dama de Ferro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Gigantes de Aço

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Planeta dos Macacos: A Origem

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Cavalo de Guerra

Drive

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Cavalo de Guerra

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR TRILHA SONORA

As Aventuras de Tintim

O Artista

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

O Espião que Sabia Demais

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” – Os Muppets

“Real in Rio” – Rio

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Font

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God Is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Diamanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Fire

Muitas, muitas injustiças! Enfim…

Os vencedores serão anunciados em 26 de Fevereiro, mas calma que até lá vai ter muita coisa sobre Oscar aqui no blog. Aguardem.

Confira os indicados ao American Society of Cinematographers 2012

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

O ASC, sindicato dos gloriosos diretores de fotografia, divulgou agora seus indicados para o prêmio de 2012. Confira:

O ArtistaGuillame Schiffman

A Árvore da Vida – Emmanuel Lubezki

O Espião que Sabia Demais – Hoyte van Hoytema

A Invenção de Hugo Cabret – Robert Richardson

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Jeff Cronenweth

Ótima seleção (principalmente por lembrar de O Espião que Sabia Demais) e vale lembrar que ano passado, os indicados aqui foram os mesmos na categoria de Fotografia do Oscar – assim, como o vencedor.

O vencedor será anunciado em 12 de Fevereiro.

O Que Esperar do Oscar 2012?

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento

Já estamos quase em Setembro e, tendo chegado nessa época, já da pra prever alguns dos filmes que têm grande chance de concorrer ao Oscar do ano que vem. Vamos analisar alguns possíveis candidatos:

The Ides of March

Dirigido e estrelado por George Clooney, parece o típico “filme-feito-para-Oscar”, com um tom bem político e baseado em uma história real. Promete boas performances de Clooney e Ryan Gosling e a trama é bem interessante.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (George Clooney e Ryan Gosling), Ator Coadjuvante (Paul Giamatti) e Roteiro Adaptado.

Cavalo de Guerra

Steven Spielberg voltando ao cinema-espetáculo que o consagrou nos anos recentes. A trama é uma história de amizade na Primeira Guerra Mundial, fórmula ideal para agradar a todos os públicos, e a produção parece caprichada.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Montagem, Figurino, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som.

A Árvore da Vida

O complexo filme de Terrence Malick agradou muitos críticos e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, o que o torna um forte candidato. A Árvore não vai vencer – por ser muito fora dos padrões da Academia – mas eu acredito fortemente na vitória de Malick como melhor diretor; ele merece, mesmo eu não curtindo muito o resultado final do filme.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator (Brad Pitt), Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Efeitos Visuais e Mixagem de Som.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

O quê? Harry Potter? Isso mesmo. Com o último capítulo da bem-sucedida franquia do jovem bruxo ganhando um sinal positivo quase que universalmente, uma indicação para Melhor Filme entre os dez candidatos parece quase certa. Isso também porque a Academia fez feio ao menosprezar os filmes anteriores, então é hora de compensar – isso porque o filme em si é ótimo.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Direção de Arte, Fotografia e Efeitos Visuais.

J. Edgar

Será que chegou a hora do Oscar de Leonardo DiCaprio? Eu diria que o novo filme de Clint Eastwood tem as características que formam um bom filme (e as mesmas que a Academia adora), incluindo ambientação de época, figuras polêmicas e fatos reais. O estilo lembra bastante A Troca (também de Eastwood), que teve a performance de Angelina Jolie indicada. Mas esperemos que J.Edgar faça melhor…

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Leonardo DiCaprio), Roteiro Original, Direção de Arte, Figurino e Fotografia.
Atualização: Depois de sua recepção fraca nos EUA, acho que o longa perdeu sua vaga entre os indicados para Melhor Filme, Diretor e Roteiro.

Meia-Noite em Paris

Woody Allen promete voltar aos tempos do Oscar com sua deliciosa fábula parisiense. É muito precoce, mas – além de prováveis indicações que o filme pode ter – eu apostaria numa vitória de Melhor Roteiro Original, simplesmente porque as referências e os diálogos são excepcionais.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Atriz Coadjuvante (Marion Cottilard), Roteiro Original e Direção de Arte.

Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres

David Fincher voltando ao gênero de serial killers e adaptando (mais uma vez) a brilhante trilogia de Stieg Larsson. Pronto.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Atriz (Rooney Mara), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

O Espião que sabia Demais

Aí sim. O diretor Tomas Alfredson (Deixa ela Entrar) promete um thriller de espionagem à moda antiga ao adaptar o famoso livro de John Le Carré sobre a Guerra Fria (que já havia sido adaptado anos atrás, estrelado por Alec Guiness). Com um ótimo elenco liderado por Gary Oldman – que promete ficar no mano a mano com DiCaprio e Clooney pelo Oscar de Ator – o filme promete.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Gary Oldman), Ator Coadjuvante (Colin Firth), Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Figurino e Montagem.

My Week with Marilyn

Só pela notícia de um filme sobre Marilyn Monroe, começam especulações de Oscar. O que chama a atenção é a presença da ótima Michelle Williams no papel da diva, prometendo uma performance daquelas que só acontecem uma vez na carreira…

Possíveis Indicações: Melhor Atriz (Michelle Williams), Ator Coadjuvante (Kenneth Branagh), Roteiro Adaptado, Direção de Arte e Figurino.

Carnage

O novo de Roman Polanski promete uma furiosa batalha de interpretações de seus quatro ótimos atores. Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly e Christoph Waltz prometem dar o que falar, enquanto Polanski provavelmente será esquecido novamente pela Academia – em decorrência da polêmica em torno de sua vida pessoal.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Christoph Waltz, John C. Reilly), Atriz (Kate Winslet, Jodie Foster) e Roteiro Adaptado.

A Dama de Ferro

Meryl Streep interpretando a Primeira-Ministra Margaret Thatcher. Mais uma indicação para Streep, mas acho que não vai além disso.

Possíveis Indicações: Melhor Atriz (Meryl Streep), Direção de Arte, Figurino e Maquiagem.

50/50

A história real sobre um sujeito normal que descobre ter câncer é um dos filmes que eu mais antecipo. Joseph Gordon Levitt (cuja performance está sendo muito bem elogiada) e Seth Rogen prometem um tom bem-humorado ao complicado tema e, sem bem-sucedido, o resultado pode ser aprovação universal. Eu quero que esse filme dê certo.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Joseph Gordon-Levitt) e Roteiro Original.

A Invenção de Hugo Cabret

É, temos Martin Scorsese, mas acho que seu filme não tem potencial para entrar na concorrência de Melhor Filme. É um apelo bem mais infantil e, sejamos francos, se não fosse a direção de Scorsese e o bom elenco, ninguém estaria dando bola pro filme.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia, Melhor Atriz Coadjuvante (Chloe Moretz), Direção de Arte, Figurino e Mixagem de Som.
Atualização: Queimei a língua! Não esperava nada de Hugo Cabret, mas depois dos calorosos elogios e alguns prêmios (como Melhor do Ano no National Board Reviews), o filme sai na frente na disputa. Adicionei Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Fotografia às apostas.

The Artist

Sucesso em Cannes, o filme é em preto-e-branco e mudo, contando a ascenção e queda de um famoso artista de Hollywood. Jean Dujardin ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival e foi elogiadíssimo no mundo todo, durante exibições do filme. Bacana, voltar no tempo e fazer um longa assim é ousado.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Jean Dujardin), Roteiro Original, Direção de Arte, Fotografia, Figurino e Trilha Sonora.

Histórias Cruzadas

O filme estreiou há duas semanas nos EUA, contando a história de uma jovem que aspira ser escritora na década de 60. Os especilistas apontam a forte possibilidade de uma indicação para Viola Davis, mas acho que não passa disso.

Possíveis Indicações: Melhor Atriz Coadjuvante (Viola Davis), Direção de Arte e Figurino.

Drive

Mais um que veio de Cannes, Drive pode ser muito bem descrito como “Carga Explosiva com cérebro”. A trama é muito interessante, girando em torno de um dublê de Hollywood que faz trabalhos de fuga para criminosos durante a noite. Ganhou Prêmio de Melhor Diretor em no Festival e promete uma mistura empolgante de ação e thriller.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Ryan Gosling), Atriz Coadjuvante (Carey Mulligan), Roteiro Adaptado e Montagem.

Super 8

Como eu queria que Super 8 fosse indicado a algo que não envolvesse categorias técnicas… O excelente longa de J.J. Abrams é um dos melhores do ano, sendo um nostálgico atestado ao cinema de Spielberg dos anos 70-80. Acham que é demais esperar uma indicação pra Melhor Filme?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

Planeta dos Macacos: A Origem

O filme (infelizmente) não apresenta muita chance de estar na categoria principal, mas a Academia PRECISA reconhecer o magistral trabalho de Andy Serkis na composição do macaco Cesar. Essa pode ser a primeira vez na História em que uma performance digital pode ser indicada ao Oscar…

Possíveis Indicações: Melhor Ator Coadjuvante (Andy Serkis), Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som.

ATUALIZALÇÕES (02/12/11)

Os Descendentes

Novo filme de Alexander Payne, é um misto de drama e comédia que tem colecionado elogios em sua recepção nos EUA (muitos apontam como um dos melhores do ano). George Clooney é um dos favoritos para Melhor Ator.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Clooney), Roteiro Adaptado e Fotografia.

Shame

Polêmico por receber uma censura NC-17 (a mais alta para filmes não-pornográficos), o drama sobre vício em sexo é um filmes que eu mais anseio, prometendo um trabalho chocante e memorável. Isso sem mencionar a performance de Michael Fassbender, considerada a melhor de sua carreira e uma das melhores do ano.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator (Michael Fassbender), Atriz (Carey Mulligan) e Fotografia.

É claro que podemos encontrar novas surpresas até Janeiro do ano que vem e eu possa estar completamente enganado sobre tudo escrito acima, mas não acho que o Oscar 2012 va ser tão diferente disso. Enfim, temos que esperar.

| A Árvore da Vida | Uma peculiar reflexão filosófica sobre a vida humana

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , on 14 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento


A Origem: Brad Pitt brilha no novo filme de Terrence Malick

A Árvore da Vida é o filme mais peculiar e estranho que você assistirá este ano. É uma tarefa difícil embarcar em sua complexa experiência e absorver seus profundos significados em apenas uma visita. O novo de Terrence Malick é simplesmente difícil.

A trama gira (pelo menos nos momentos em que estabelece-se um enredo) na relação entre uma família texana dos anos cinquenta, focando no rígido pai e seus três filhos. Há também um incompreensível paralelo com a criação do Universo.

Começar um filme no Big-Bang e avançar até os tempos atuais é um projeto ambicioso (e corajoso), isso sim. E não há dúvidas ou receios no que diz respeito ao talento de Terrence Malick quando este pega numa câmera; seus enquadramentos e movimentos são belíssimos. Mas é muito difícil receber e interpretar as (belas) imagens do filme.

Logo no começo, uma tremenda montagem sobre a origem do planeta (embalada por uma ópera magnífica), incluindo cachoeiras e dinossauros e vamos nos encontrando com os humanos. Com Brad Pitt em ótima forma e absurdamente expressivo como o sr. O’Brian, Malick começa uma reflexão cansativa e (pelo menos na minha opinião) incompreensível sobre as escolhas e o comportamento humano, especialmente em relação ao amadurecimento.

Outro grande ponto é a religião. O filme em si apresenta pouquíssimos diálogos, mas apenas frases profundas e complexas sobre aceitação e filosofia de vida, inserindo  também um discurso existencialista sobre o destino e uma abordagem sobre como o homem é pequeno em relação ao Universo e a Deus. A montagem insere imagens das mais diversas, e que muitas vezes não apresentam um motivo concreto ou justificado para estarem lá, mas que são espetaculares, são.

O elenco vem para ajudar o filme. Além do ótimo Brad Pitt, temos Jessica Chastain como a mãe da família, que esbanja serenidade e uma relação bem mais suave com seus filhos e também a natureza. As crianças do filme também são excelentes, e Sean Penn trabalha bem sua melancolia através de suas habituais expressões.

É difícil falar de A Árvore da Vida. Com certeza o filme tem um significado que vai além de religião e relações familiares mas, no meio das imagens sem nexo de Malick, eu não consegui compreender.