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2011: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Este ano, o post dos melhores filmes do ano vai ser diferente. Enquanto nos últimos três anos a seleção se deu por ranking, os longas lançados em 2011 serão avaliados através de categorias. Antes de conferir, algumas observações:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2010 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como O Espião que Sabia Demais, Shame, Drive, entre muitos outros).
  • Se  não concorda com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres ainda não estreiou no Brasil, mas marcou presença na lista em 2 categorias, mas sua presença é justificável.

Melhor Filme: Meia-Noite em Paris

Sem dúvida o feel-good movie de 2011, uma deliciosa experiência cinematográfica que traz Woody Allen em ótima forma em sua primeira visita a Paris. O desenrolar da trama acontece de forma mágica, flertando com elementos fantásticos ao mesmo tempo em que nos presenteia com alguns dos melhores diálogos do ano e uma mensagem verdadeiramente inspiradora – que me atingiu em cheio. O elenco também é ótimo, de Owen Wilson altamente expressivo a Adrien Brody divertidíssimo em uma antológica participação especial. Crítica completa.

Outros destaques (em ordem de preferência)

Cisne Negro

Deixe-me Entrar

X-Men: Primeira Classe

Bravura Indômita

O Palhaço

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Tudo pelo Poder

A Pele que Habito

Super 8

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Planeta dos Macacos: A Origem

Melhor Diretor: Selton Mello | O Palhaço

Selton Mello realmente surpreendeu com O Palhaço. Desempenhando diversos papéis na produção (incluindo o de protagonista do longa), o sucesso do filme é fruto de sua habilidosa direção. Escolhendo lindos planos e enquadramentos, mostra-se um talentoso diretor de atores e também usa com inteligência a subjetividade. Diversas cenas funcionam justamente por sua complexo trabalho visual; às vezes é o olhar de um personagem, seu gesto com as mãos, cabeça… E não são necessárias palavras para compreender o que se passa.

Melhor Comédia: Amizade Colorida

Depois do divertido A Mentira, Will Gluck assume a direção e créditos como co-roteirista nessa excelente comédia romântica. Tomando como base um assunto já conhecido – a relação puramente sexual entre dois amigos – Amizade Colorida é um filme surpreendente, já que apresenta um roteiro com alguns dos melhores diálogos do ano, mensagens inspiradoras e um elenco arrasador; com destaque para a ótima química entre Justin Timberlake e Mila Kunis. Anseio pelo próximo trabalho de Gluck.

Melhor Filme de Ação: Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Um dos melhores e mais empolgantes filmes do ano. O diretor Brad Bird, responsável por grandes animações da Pixar, dá vida nova à franquia do agente Ethan Hunt, promovendo um espetáculo com ótimas cenas de ação (a escalada ao Burj Dubai já é antológica) e um ritmo narrativo muito agradável e divertido. O elenco é bem entrosado e muito talentoso, e Tom Cruise mostra que ainda tem fôlego para mais continuações – e eu espero que elas aconteçam.

Melhor Ator: Andy Serkis | Planeta dos Macacos: A Origem

Especialista em personagens digitais, Andy Serkis é o rei do motion-capture. No prequel que mostra a origem do Planeta dos Macacos, o ator empresta sua expressividade imensa ao macaco Cesar, líder de uma revolução de símios de grandes proporções. O talento de Serkis é perceptível em cada pixel do rosto do personagem e certamente merece atenção no Oscar (o cara interpretou um macaco!).

Outros destaques:

Selton Mello – O Palhaço

Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

Ryan Gosling – Tudo pelo Poder

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz: Emma Stone | A Mentira

Eu simplesmente adoro Emma Stone em A Mentira. Ao encarar seu primeiro papel como protagonista, a atriz fornece uma das performances mais divertidas, carismáticas e honestas que eu já vi. É boa nas caretas, nas vozes e irradia uma energia impressionante que pega o espectador de surpresa. Mesmo sendo uma comédia (um preconceito estúpido dentro de premiações), merecia indicação ao Oscar.

Natalie Portman – Cisne Negro

Mélanie Laurent – Toda Forma de Amor

Kirsten Dunst – Melancolia

Mila Kunis – Amizade Colorida

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Na pele de um idoso na casa dos 70 que abraça sua homossexualidade, Christopher Plummer dá um show. Apresenta muito carisma e expressividade, divertido e emocionando na medida certa, assim como uma química muito natural com Ewan McGregor (que interpreta seu filho). O ator certamente será indicado ao Oscar por essa performance, e eu não me surpreenderia se ele saísse vencedor.

Alan Rickman – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Tom Hiddleston – Thor

Corey Stoll – Meia-Noite em Paris

Colin Farell – A Hora do Espanto

Melhor Atriz Coadjuvante: Elle Fanning | Super 8

Irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning brilha na deliciosa aventura oitentista de JJ Abrams. Personificando a “garota desejada por todos da escola”, a atriz mostra imenso talento e carisma e, em diversos momentos, um senso de autoridade diante do restante do elenco (afinal, sua personagem é mais velha). A cena em que atua como zumbi é antológica.

Cate Blanchett – Hanna

Evan Rachel Wood – Tudo pelo Poder

Amy Adams – O Vencedor

Marion Cottilard – Meia-Noite em Paris

Melhor Roteiro Original: Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sempre afiado em seus maravilhosos diálogos, Woody Allen apresenta uma verdadeira aula de história da arte em Meia-Noite em Paris. A ideia central é genial em si, com o nostálgico Gil retornando ao passado magicamente – e ao não explorar o que é essa viagem no tempo, o texto fica mais misterioso – e encontrando diversos artistas da época. Todos os diálogos são inspiradíssimos, alguns até antológicos.

Melhor Roteiro Adaptado: X-Men: Primeira Classe | Jamie Moss, Josh Schwartz, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn

Depois de Batman – O Cavaleiro das Trevas, o nível das adaptações de quadrinhos de super-heróis aumentou, e as histórias amadureceram muito. Mas apenas o roteiro de X-Men: Primeira Classe escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn, fez jus ao trabalho de Christopher Nolan. Na aventura que ambienta-se na Guerra Fria, as origens dos X-Men são apresentadas com maestria e inteligência, tomando como base ótimos diálogos, diversos níveis de história e sempre uma atenção excepcional a seus personagens.

Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Roger Deakins

Indicada ao Oscar do ano passado, a direção de fotografia de Roger Deakins para Bravura Indômita é uma das melhores de sua carreira. Trabalhando novamente com os irmãos Coen, o fotógrafo captura com maestria as paisagens do Velho Oeste dos EUA, sempre usando uma boa iluminação (o frame inicial, que revela a morte de um dos personagens é soberbo) e cores vivas. Um deleite visual, não teve filme em 2011 com trabalho melhor.

Melhor Montagem: Contágio | Stephen Mirrione

Contágio aborda diversos personagens em diferentes cantos do planeta. O alastramento da doença mortal que move a trama é sempre acompanhanda com legendas (como dia 3, 4, etc) e até o uso da tela dividida, elementos que o montador Stephen Mirrione certamente tem domínio. Mirrione consegue equilibrar com ritmo as diversas tramas paralelas do longa, dando espaço para todos os personagens. Outra sacada genial é iniciar o longa com o 2º dia da contaminação, criando um final chocante ao revelar a causa da pandemia.

Melhor Direção de Arte: X-Men: Primeira Classe | Chris Seagers (Design de produção), Larry Bellantoni, Erin Boyd e Sonja Klaus (Decoração de set)

Recriando diversos cenários dos anos 60 (e até um campo de concentração em certo momento), a equipe responsável pelo design de produção de X-Men: Primeira Classe soube combinar o fantástico com o real. Um exemplo disso é o submarino do personagem de Kevin Bacon, que tem uma arquitetura clean e aparentemente comum, mas esconde uma sala rodeade de espelhos e luzes azuis. Ótimo trabalho, isso contando que muitos cenários foram levantados de verdade, usando o mínimo de CG possível.

Melhor Figurino: Thor | Alexandra Byrne

Eu sempre me interesso pelos figurinos em filmes de super-heróis. Ainda espero pelo dia em que a Academia reconheça (com pelo menos uma indicação) o trabalho em transportar personagens de quadrinhos para as telas. Na adaptação de Thor, a figurinista Alexandra Byrne acerta na composição das vestimentas de deuses nórdicos, misturando elementos clássicos (como a capa vermelha, as escamas no braço) com toques modernos.

Melhor Maquiagem: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Ao longo da série de Harry Potter, o departamento de maquiagem sempre teve um papel fundamental na criação do universo de JK Rowling. Mas no oitavo e último filme da franquia, o trabalho é multiplicado na criação de dezenas de duendes para a cena do ataque ao banco de Gringotes. Foram cerca de 20 anões e muita criatividade na composição de cada criatura.

Melhores Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos: A Origem

Depois de Avatar mudar o jogo com seus impressionantes efeitos visuais, Planeta dos Macacos – A Origem chega para aprimorar o que havia sido aprimorado. Com todos os símios (macacos, chimpanzés, gorilas, etc) criados digitalmente, com auxílio de captura de performance, o resultado é de encher os olhos, aproximando-se ao máximo da realidade. Se perder o Oscar, é marmelada.

Melhor Trilha Sonora: MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Trent Reznor & Atticus Ross

MILLENNIUM ainda não estreiou aqui no Brasil, mas a trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross já está disponível online há mais de uma semana. Claro que, dessa forma, fica impossível saber se os oníricos sons criados pela dupla combinam com as imagens do filme, mas se considerar o trabalho musical isoladamente, ainda é superior a qualquer outro lançado este ano. Com cerca de 3 horas, o resultado é sensacional, tão bom quanto a trilha de A Rede Social.

Canção do Ano: “Immigrant Song” |Trent Reznor, Atticus Ross e Karen O | MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Tava começando o primeiro teaser de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma versão pirata, vazada do próprio estúdio), e em meio a diversos cortes rápidos de cenas do filme, ecoava o selvagem cover de Karen O para a “Immigrant Song” de Led Zeppelin. Com Trent Reznor na instrumental e Atticus Ross como mixador, a música pesada é inesquecível e viciante, pontuando em cheio o tom do filme de David Fincher.

Melhor 3D: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Mesmo sendo um dos piores filmes do ano, Transformers – O Lado Oculto da Lua tem um atrativo poderoso: seu genuíno 3D estereoscópico. O longa foi rodado com câmeras 3D e garante um resultado visual impressionante – especialmente ao retratar as crateras e rochas lunares na cena inicial – e uma profundidade maior nas cenas de ação. Pena que tanto esforço foi para um filme ruim.

Melhor cena de abertura: Melancolia

Lars Von Trier tem mostrado bastante talento na abertura de seus longas recentes. Primeiro, o sinistro prólogo em preto-e-branco e câmera lentíssma em Anticristo, agora ele apresenta sua visão do fim do mundo nos minutos iniciais de Melancolia, quando um planeta gigante colide com a Terra. Mantendo a câmera lenta, o diretor preenche a tela com imagens simbólicas e sem muita conexão (explícita) com a trama, alcançando um resultado arrasador.

Surpresa do ano: Amor a toda Prova

Amor a Toda Prova era tão irrelevante para mim, que não assisti nenhum trailer antes de conferir o filme sim. Talvez isso tenha influenciado no resultado, já que adorei o filme de Glenn Ficara e John Requa e fiquei completamente surpreso com sua história e as inúmeras reviravoltas nela. O elenco inteiro também se sai muito bem, com destaque para Ryan Gosling, que tem em 2011 o melhor ano de sua carreira.

Decepção do ano: O Preço do Amanhã

Eu já disse milhões de vezes, e repito: Andrew Niccol teve a melhor ideia do ano com O Preço do Amanhã. É um imenso desperdício que o diretor/roteirista tenha desenvolvido tão mal a sua ótima premissa e alcançado um resultado ordinário e simplório, recorrendo ao formulaico filme de ação. Não que o filme seja ruim, mas poderia ser muito mais.

Melhores Trailers

1. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Teaser

2. Prometheus – Teaser

3. Shame – ‘New York, New York’ Trailer

Melhor Pôster: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Bem, essa foi a retrospectiva de 2011. Diferente do ano passado, talvez eu continue com esse modelo de postagem ou quem sabe o ranking gigante voltará? Enfim, comentem e compartilhem suas opiniões sobre os lançamentos de 2011, e tenham um Feliz Natal!

| Meia-Noite em Paris | História da Arte por Woody Allen

Posted in Comédia, Críticas de 2011, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de junho de 2011 by Lucas Nascimento


Fascinantes Anos 20: Owen Wilson acerta como Gil, apaixonado por Paris

O passado sempre parece mais interessante, enquanto o presente é – na visão de alguns – monótono e deprimente. Essa é uma questão muito bem abordada pelo cineasta e roteirista Woody Allen em seu novo filme, Meia Noite em Paris, que não é só um interessante estudo sobre a nostalgia do ser humano, como também um belíssimo atestado à Arte da Cidade da Luz.

Na trama, Gil é um frustrado roteirista de Hollywood que vai para Paris com sua noiva Inez. Apaixonado pela cidade da década de 20, ele experiencia uma misteriosa jornada pelo passado, onde encontra diversos artistas da época.

Confesso a vocês que não sou familiarizado com o cinema de Woody Allen (assisti apenas a Match Point e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa), mas realmente gostei de Meia Noite em Paris. Com uma excelente assinatura também no roteiro (alguns dos melhores diálogos do ano estão aqui), o cineasta trata Paris com imenso carinho e paixão, apresentando belas paisagens na sequência de abertura, em uma bem-vinda forma de apresentar o cenário ao espectador e fazê-lo apaixonar-se pela cidade, da mesma forma como o protagonista Gil.

Vivido por Owen Wilson com um carisma fresco e teor cômico apropriado, Gil acredita que seria mais feliz na Paris dos anos 20, onde escritores e artistas andavam pelas ruas, cafés e festas. De casamento marcado com a irritante Inez (Rachel McAdams, agradável como de costume), a situação se complica quando ela desvia muita atenção para o historiador Paul (Michael Sheen, o impagável “homem de chuveiros”), enquanto ele sente-se inseguro quanto a qualidade do romance que escreve. A partir daí o protagonista embarca em uma surreal viagem ao passado, que além de divertida é um verdadeiro passeio cultural.

É genial como Allen retrata a época. Optando por uma fotografia mais nostálgica e brilhante, acerta na medida em que somos maravilhados com participações antológicas de celebridades da época, como o escritor Ernest Hemingway (Corey Stoll, ótimo), Gertrude Stein (Kathy Bates, na medida certa) e do excêntrico pintor surrealista Salvador Dalí, que ganha uma versão divertidíssima do excelente Adrien Brody, que só pelo diálogo dos rinocerontes merecia uma indicação ao Oscar. E, felizmente, o cineasta jamais preocupa-se em explicar a jornada surreal de Gil, podendo ser resultado de um devaneio do protagonista ou um elemento fantástico. É isso que torna a experiência onírica do personagem tão única.

Mais do que isso, é interessante a mensagem que o diretor consegue transmitir quanto ao desejo de Gil de viver no passado. Maravilhado com a surreal possibilidade de conhecer seus ídolos, ele descobre por meio de uma amante de Picasso chamada Adriana (Marion Cotillard, eficáz e belíssima) que seus habitantes não são tão satisfeitos em relação à época quanto ele. Allen sugere subjetivamente que o passado é sempre mais interessante porque não o vivemos, ao passo que o presente é simplesmente tedioso – levando a uma brilhante reviravolta envolvendo Adriana -, mas que talvez ele seja visto com outros olhos futuramente, sendo atraente para um indivíduo em um incessante efeito dominó…

Divertidíssimo e com roteiro fabuloso, Meia Noite em Paris é um belíssimo atestado à Cidade da Luz e seus artistas, também apresentando um elenco equilibrado e uma bela mensagem sobre a valorização do presente e o poder que o tempo possuí sobre a arte. Algo que certamente Woody Allen compreende bem…

Quarteto Fantástico Renascendo

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , on 30 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

Essa semana, começaram a chover mais e mais rumores sobre o próximo filme do Quarteto Fantástico. Caso você não saiba, o novo longa irá recomeçar a história da superequipe – mas de maneira breve, similar com a narrativa do Incrível Hulk – e o vilão será, novamente, o Dr. Destino.

Sobre novos atores, ainda não nenhum nome confirmado, apenas boatos (Adoro boatos!), que incluem o ator Stephen Moyer (o Bill de True Blood) como o vilão Victor Von Doom, Adrien Brody (olha só o ator dramático mudando de terreno) como Reed Richards/ Sr. Fantástico, Alice Eve como Susan Storm/Mulher Invisível (Ah, Jessica Alba…) e Kevin Pennington como Johnny Storm/ Tocha Humana. Outra novidade interessante, é o Coisa; o bizarro personagem de pedra será feito inteiro em computação gráfica, podendo ganhar a voz de Bruce Willis.

Para a direção, disputam David Yates (os quatro últimos Harry Potter), Joe Carnahan (Esquadrão Classe-A) e James McTeigue (V de Vingança). Será rodado em 3D e o plano é lançá-lo em 2012, com o título Fantastic Four Reborn.

Sou fã dos dois primeiros filmes e fiquei meio decepcionado com a notícia de um reboot. Mas o possível elenco me deu esperanças positivas, resta esperar.

| Predadores | Boa premissa mal aproveitada

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

 


O Último samurai: Luta de espada contra o Predador ficou devendo

Há alguns anos atrás, observei a capa de VHS de Predador, que mostrava o Schwarzenegger sob uma mira. Lembro-me de achar que o “predador” do título era o astro de ação, mas não era bem assim. É basicamente esse conceito que Predadores lida em alguns momentos, não sendo bem aproveitado como merecia.

Impulsionado por Robert Rodriguez, o longa (felizmente) ignora a franquia AVP, sendo repleto de referências ao primeiro filme, tanto em estática – o grupo perdido numa floresta – como em diálogos, a maioria deles vindo do protagonista Royce (Adrien Brody, nada mal para um ganhador do oscar); assumindo um papel bem arquétipo de herói de ação que sempre tem um bordão idiota para soltar. Ao lado dele, temos a brasileira Alice Braga, que se sai muito melhor do que eu esperava, fazendo a heroína durona.

O conceito de se tornar um predador é bem acolhido por alguns personagens, como o enlouquecido Noland (Laurence Fishburne, divertidíssimo) e o misterioso Edwin (Topher Grace, convincente), mas o que realmente importa são os Predadores de verdade. É interessante como o diretor Nimród Antal vai revelando suas criaturas passo-a-passo; começamos com a visão infravermelha, alguns relances de seu crânio e por aí vai. As máscaras novas realmente são bacanas.

Uma das frases promocionais é “O Medo renasce”, mentirosa e longe de ser verdade. Em nenhum momento o filme se leva a sério demais, sendo mais divertido do que tenso. Além disso, as criaturas nunca tem uma presença tão marcante, limitando-se a alguns “jump-scares“. Há uma reviravolta no fim do filme que envolve um dos personagens (não vou dizer qual, é claro), se ela ocorresse antes, daria muito mais pulso e suspense à trama, que não teria que se preocupar apenas em criar cenas de ação fracas (luta de espadas meia boca, tiroteios cansativos).

Mesmo que divertido, é realmente uma pena que uma premissa tão boa e que personagens interessantes tenham sido disperdiçados por um roteiro bem mediano, que parece não saber o que fazer com todos os seus elementos; deixando-os à deriva e encerrando a história de maneira vazia e com uma óbvia deixa para continuações.

Contatos Imediatos: Especial PREDADORES

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

O aguardadíssimo Predadores chegou no Brasil. O filme promete uma radical retomada aos dias de glória do famoso alienígena. Acompanhem esse especial e desvendaremos os segredos da produção e do Predador…

Recolocando a franquia nos Trilhos


Robert Rodriguez: A força do projeto

A grande força e quem empurrou o projeto para frente é, você deve imaginar, Robert Rodriguez. Escreveu o primeiro rascunho do que viria e ser Predadores em 1994, mas foi recusado pela Fox por exigir um orçamento muito alto.


O diretor estreante Nimród Antal

Quinze anos depois e estamos em 2009. A Fox volta atrás e chama Rodriguez para dar vida ao projeto após o fracasso da franquia Alien Vs. Predador. Nimród Antal assumiu a direção e Rodriguez trabalhou como produtor. Ambos queriam que Predadores fosse uma sequência dos dois primeiros filmes, ignorando completamente AVP.

O título no plural, referência à Aliens de James Cameron, tem um sentido duplo; não só se refere apenas às criaturas alienígenas, mas também ao grupo humano, que poderia matar um ao outro mesmo sem os Predadores.

Personagens

Royce (Adrien Brody)

Ex-militar, Royce tornou-se um  perigoso mercenário. Autoconfidente e com postura de líder, não tem medo de morrer e fará de tudo para ajudar seus parceiros a sobreviver no hostil ambiente.

 

 

 

 

 

Isabelle (Alice Braga)

Bela e perigosa, Isabelle trabalhava nas Operações Especiais (Black Ops) como atiradora sniper. É habilidosa e silenciosa e na Terra, teve seu parceiro morto. No planeta dos Predadores, ela acha que encontrará sua chance de redenção.

 

 

 

 

Noland (Laurence Fishburne)

Perigoso e meio louco, Noland é um sobrevivente que já estava no planeta muito antes da chegada dos outros assassinos. Ele os ajuda, dando informações e dicas de como achar uma maneira de matar os Predadores.

 

 

 

 

Edwin (Topher Grace)

 Edwin é um médico que viu e fez muitas coisas horríveis em sua vida. Sua pricnipal arma é o cérebro, é uma pessoa muito inteligente e misteriosa, acreditando ser o mais perigoso do grupo de humanos. Ele possui um segredo.

 

 

 

 

Cuchillo (Danny Trejo)

Com certeza o personagem é ideia pura de Robert Rodriguez. Cuchillo era o traficante de drogas mais perigoso e mortal do México. Cresceu nas ruas e se tornou um assassino. No planeta dos Predadores, está sempre na dele e lutando para sobreviver.

 

 

 

 

Hanzo (Louis Ozawa Changchien)

 Silencioso e sempre na dele, Hanzo possui as habilidades de um samurai e fazia parte de uma Yakuza (organizações criminosas do Japão), trabalhando como assassino. Relances dos trailers prometem uma épica luta de espada contra um dos Predadores. Vamos aguardar.

 

 

 

Origem do Personagem


O conceito inicial do Predador, por Stan Winston

O responsável pelo visual e conceito da criatura, foi o grande mago dos efeitos visuais Stan Winston. Enquanto trabalhava em Aliens com James Cameron, foi contratado para criar o design do Predador, aceitando até algumas sugestões de Cameron.

O estúdio de Winston criou a roupa e todos os efeitos práticos que o personagem requiria. O objetivo era criar um monstro convincente, que diferia dos primeiros conceitos do personagem, que possuía um longo pescoço, cabeça de cachorro e um único olho, algo difícil de ser criado para a época.

A Franquia Original

O primeiro filme da série foi lançado em 1987. Protagonizado por Arnold Schwarzenegger, é um clássico de ação e aventura, possuindo também muito suspense. É a base para o filme de 2010.

O Herói: Arnold Schwarzenegger, com seu inesquecível bordão: “You Ugly Motherfucker…”

O segundo prometia muito: mostrar os ataques do Predador em plena Los Angeles, mas ele me decepcionou um pouco ao se focar mais na rivalidade entre as gangues da cidade do que no alienígena em si. Curiosidade: No fim do filme é possível encontrar o crânio do Alien. Uma pista do desastre que viria futuramente…

O Herói: Danny Glover.

Batalhas com o Alien

Juntar dois dos mais icônicos personagens de ficção científica (no cinema, já que a luta já rolou em quadrinhos e games) parecia uma das ideias mais bacanas e empolgantes da época, mas acabou por ser o ponto mais baixo da saga dos Predadores no cinema ( e do Alien também) é sem dúvida a franquia AVP: Alien Vs. Predador.

Round 1: O filme é até assistível; o que falta é mais ação, sangue, destaque para os alienígenas e uma trama de humanos que seja suportável.

Vencedor: Vamos chamar de empate, considerando o nascimento do Predalien na cena final.

Round 2: Uma coisa tenebrosa que não merece ser chamada de filme. O roteiro é tão babaca, a direção é tão amadora que faz Ed Wood parecer Stanley Kubrick e a fotografia é assustadoramente escura! Literalmente, não se enxerga nada. O Predalien tinha tudo para dominar o filme, mas…

Vencedor: O desinteressante Predador Solitário.

Predadores: Máscaras Novas

Para esconder o rosto monstruoso, os Predadores utilizam-se de diversas máscaras. Vamos analiza-las aqui, incluindo as do novo filme.

Modelo: Clássico
Filme: Predador, Predador 2
Descrição: A máscara tradicional do Predador.

Modelo: Scar
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: A máscara tradicional do Predador, com uma marca de ácido deixada pelo Alien.

Modelo: Hunter
Filme: Alien Vs. Predador 2
Descrição: Uma versão surrada e desgastada de um modelo diferente da máscara tradicional. Possui rachaduras, chifres e símbolos alienígenas.

Modelo: Celtic
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui a mesma estrutura da máscara original, mas a “boca” é diferente, sendo mais radical e amedrontadora. É também uma das únicas máscaras que não possui um visor único.

Modelo: Chopper
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui ondulações e um único visor, além de possuir uma forma diferente, mais cabeçuda.

Modelo: Black (ou Tracker)
Filme: Predadores
Descrição: A máscara tradicional do Predador em cor preta. De novidade, ela possui uma mandíbula de osso (não humana). É um dos novos “SuperPredadores”.

Modelo: Falconer
Filme: Predadores
Descrição: Uma máscara maior e menos definida do que as outras, possuindo duas lentes de visão. É também um dos “SuperPredadores”.

 

Modelo: Não sei o nome, mas apelido-o carinhosamente de “mamute”
Filme: Predadores
Descrição: Uma versão mais desgastada e com mais detalhes em relevo, além de possuir lentes de vidro e dois chifres no queixo. É um dos “SuperPredadores”.

Inspetor Bugiganga: Um Guia sobre as armas do Predador

1-  Arma Plasma: A maioria dos predadores os carregam no ombro. Dispara do canhão um potente raio de plasma.

2- Bomba: Localizado em um dos braceletes, o dispositivo é usado como auto-destruição. Uma pequena contagem regressiva é feita e a explosão ocorre com a força de uma mini-bomba nuclear.

3- Lâminas de Pulso: Originadas do bracelete oposto, as lâminas são indestrutíveis se comparadas a qualquer metal da Terra. Possuem de 12 a 18 polegadas de comprimento e, em caso de emergência, podem ser disparadas.

4 – Mira Laser: Localizada no capacete, a mira laser é utilizada para auxiliar em ataques à distância.

5 – Visão infravermelha: Graças ao visor do capacete, os predadores possuem visão infravermelha do ambiente e de suas presas, tornando-se uma arma muito eficiente.

6 – Chakram: Um tipo bem mais mortífero de shuriken, o Chakram é forte o suficiente para cortar ossos e carne.

7 – Camuflagem: Provavelmente a arma mais comum entre os predadores, o dispositivo de camuflagem é acionado pelo computador de pulso de um dos braceletes.

Predadores de Hollywood: Início de uma nova Franquia?

Robert Rodriguez já comentou em algumas entrevistas a possibilidade de novos filmes do Predador. Não necessariamente uma sequência, mas também prelúdios, com destaque para a história do personagem Noland.

Consciente, já que o personagem deve ter muita história para contar, mas ainda acho que o Predador tem que ganhar uma série de ataques dignos na cidade grande, como Nova York… Nas mãos certas, seria o perfeito blockbuster.

Bem, espero que tenham gostado, resta esperar para ver o filme e descobrir se o Predador voltou mesmo aos seus dias de glória. Confira a crítica aqui, até mais!