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| O Exterminador do Futuro: Gênesis | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

TG
Emilia Clarke e Arnold Schwarzenegger: Pai e filha (?)

A jornada da franquia Exterminador do Futuro é quase tão turbulenta e povoada de destinos incertos quanto a de seus personagens. Depois de dois excelentes filmes de James Cameron, a franquia se viu navegando de estúdio para estúdio, culminando no eficiente A Rebelião das Máquinas e o competente A Salvação com a Warner, e agora com Gênesis na Paramount, que planeja um reboot antes que os direitos da franquia retornem para Cameron em 2019. Infelizmente, o filme de Alan Taylor é mais uma tentativa frustrada de espremer suco desse fruto já esgotado.

O roteiro é assinado por Laeta Kalogridis (Ilha do Medo) e Patrick Lussier (Fúria sobre Rodas), e começa com a Resistência de John Connor (Jason Clarke) numa batalha decisiva contra as máquinas da Skynet. Numa ação desesperada, as máquinas enviam um Exteminador de volta no tempo para eliminar a mãe do líder, Sarah Connor (Emilia Clarke), e este responde mandando o soldado Kyle Reese (Jai Courtney), para protegê-la no passado. Lá, Reese descobre uma realidade alternativa onde Sarah é protegida por um Exterminador envelhecido (Arnold Schwarzenegger), e juntos elaboram um plano para evitar o Julgamento Final.

Mesma história de sempre, mas com uma diferença vital aqui: não faz sentido. O macarrônico texto de Kalogridis e Lussier se perde em uma bagunça colossal que tenta servir como continuação, prequel e reboot, mas ao contrário do que fez J.J. Abrams com seu ótimo Star Trek (que também se debruçava no conceito de viagem no tempo), Gênesis ignora qualquer lógica ao trazer uma narrativa confusa e que explora preguiçosamente a ideia de realidades alternativas, simplesmente jogando elementos dos filmes anteriores (o que o T-1000 faz em 1984? O que causa a mudança de linha narrativa? Quem envia o Guardião de Schwarzenegger?) e os insultando com efeitos visuais excessivos e cenas de ação pouco inspiradas – ainda que o T-1000 permaneça uma figura interessante. O diretor Alan Taylor até se sai bem ao emular o estilo de Cameron nas batalhas futuristas e quando opta por recriar quadro a quadro o início do filme original, mas jamais cria algo verdadeiramente novo, deixando o CGI dominar a ação.

Há outros elementos aqui que merecem ser discutidos, e que infelizmente a campanha de marketing errou ao revelá-los em trailers e cartazes de divulgação: a identidade do novo antagonista, e como isso envolve o personagem de John Connor. É uma ideia arriscada e que revela-se estúpida do ponto de vista da Skynet, já que seu novo modelo de Exterminador parece simplesmente estar ali por falta de ideia, não apresentando utilidade dentro da história. Diante tantas confusões, o fato de Arnold Schwarzenegger dar vida a um andróide capaz de envelhecer é o que menos incomoda, e vale apontar que o veterano astro de ação ainda consegue manter seu carisma e entregar divertidos one liners (“Fiquei preso no trânsito” se desponta como a melhor).

Já Emilia Clarke infelizmente entrega uma Sarah Connor menos durona, e confesso que em muitos momentos a atriz beira o overacting ao exagerar nas caretas, sem falar na total falta de química com Jai Courtney, que carrega aqui o manto de protagonista da história. O ator australiano se esforça, mas não tem nem o físico nem a presença de Michael Biehn do original, mas convence em suas cenas com o John Connor de Jason Clarke, que surge muito bem aqui. Ah, e J.K. Simmons aparece aqui e ali… Sem um motivo aparente.

O Exterminador do Futuro: Gênesis representa o ápice de uma boa ideia extrapolada às mais estúpidas e exageradas circunstâncias, inventando conceitos implausíveis para justificar sua existência. Schwarzenegger, não precisa voltar.

Obs: Há uma breve cena durante os créditos. E tenha medo, ela promete mais continuações…

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Emilia Clarke é a nova Sarah Connor nos cinemas

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 13 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Depois de semanas de especulações e testes para o papel, a inglesa Emilia Clarke (a Daenerys Targaeryn de Game of Thrones) é a nova Sarah Connor no reboot de O Exterminador do Futuro. Entitulado Terminator: Genesis, o filme de Alan Taylor promete rejuvenescer a franquia e começar tudo do zero. A atriz venceu Brie Larson (de Scott Pilgrim contra o Mundo), a principal finalista na disputa pelo papel.

Pouco se sabe sobre a produção, apenas que Arnold Schwarzenegger deve reprisar seu icônico andróide T-800 e que Jason Clarke (A Hora Mais Escura, O Grande Gatsby) é o favorito para assumir o papel de John Connor.

Gostei bastante da escolha de Clarke. Veremos no que vai dar.

Terminator: Genesis estreia em 26 de Junho de 2015.

| Thor: O Mundo Sombrio | Retorno do Deus do Trovão conserta erros do antecessor

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

thor
Jane Foster (Natalie Portman) dá uma bronca em Thor (Chris Hemsworth)

Um problema quase que unânime nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel é a impessoalidade de seus respectivos diretores. Em seus 8 filmes lançados até agora, foi raro encontrar ali um diretor que demonstrasse criatividade no ramo de contar histórias, seja narrativa ou puramente visual; a exceção fica com Joss Whedon em Os Vingadores e Kenneth Branagh em Thor – mas esse último perde pontos por se entregar puramente à estética. Achei que seria diferente com Thor – O Mundo Sombrio, mas parece que a Marvel novamente dominou o lado criativo. O resultado, no entanto, não é nada mal.

A trama assinada a seis mãos é ambientada após os eventos de Os Vingadores, com Loki (Tom Hiddleston, roubando o show mais uma vez) sendo confinado às masmorras de Asgard por seu pai (Anthony Hopkins) e Thor (Chris Hemsworth) lutando para restaurar a paz entre os Nove Reinos. Paralelo a isso, a perigosa raça dos Elfos Negros, liderada pelo grotesco Malekith (Christopher Eccleston), acorda quando um misterioso artefato de seu povo é descoberto pela cientista Jane Foster (Natalie Portman) na Terra. Para salvar o reino e sua amada terráquea, Thor deverá formar uma frágil aliança com seu irmão Loki para impedir Malekith de… destruir o Universo, é.

De início de conversa, já é quase que evidente atestar a superioridade deste novo filme em relação ao de 2011. O diretor Alan Taylor não impressiona por sua criatividade, mas ao menos merece méritos por fornecer uma abordagem mais medieval e suja ao universo do Deus do Trovão, deixando de lado o visual clean e shakespeariano de Kenneth Branagh – algo também proporcionado pelo excelente trabalho de direção de arte, que mescla elementos vikings com artilharias dignas de Star Wars (os efeitos sonoros, aliás, remetem muito à saga de George Lucas. Com a Disney bancando as duas franquias, deve ser fácil ter acesso à biblioteca de Ben Burtt). Outra correção essencial é o tom da produção: enquanto o primeiro se perdia em seus excessos de humor (outro recorrente problema no universo Marvel), O Mundo Sombrio sabe exatamente quando e onde encaixar suas piadas, gerando um bom timing graças à pequenos detalhes cômicos; como o herói “pendurando” seu martelo na parede de um apartamento.

O grande problema fica na história mesmo. Ainda que mais empolgante e complexa do que a de seu antecessor, os roteiristas criam uma série de conceitos que se perdem dentro da própria lógica (nem o tal do Mundo Sombrio do título ganha uma explicação eficiente). Toda a questão de passagens entre diferentes dimensões faz sentido no início, mas é completamente extrapolada em seu clímax (o que rende uma boa cena de ação, mas sacrifica a compreensão “científica” do espectador). Quem sai perdendo também é a Sif de Jaimie Alexander, que ganha considerável destaque no primeiro ato da projeção – surgindo como potencial interesse amoroso – simplesmente para ser esquecida da metade pro fim, enquanto o vilão de Christopher Eccleston chama a atenção meramente por seu visual elaborado, já que encarna uma figura essencialmente maniqueísta e sem motivações devidamente exploradas.

No fim, Thor: O Mundo Sombrio é um bom filme, mesmo com seus muitos problemas. Diverte, demonstra uma evolução no “Marvel way of cinema” ao corrigir problemas de tom e, felizmente, não cai na armadilha de simplesmente servir como prelúdio ao eventual Os Vingadores 2. Mas mais do que a segunda união da superequipe, é a continuação da trama de Asgard que desperta mais interesse.

Isso nos revela como o Deus do Trovão pode se virar sozinho na tela grande.

Obs: Há DUAS cenas adicionais após o filme. Uma durante os créditos finais e outra no término destes. Não iniciados certamente ficarão no ar com a primeira cena, então aí vai uma explicação: aquela cena nos apresenta ao universo de Os Guardiões da Galáxia, arriscada aposta da Marvel no gênero da ficção científica, que ganhará as telonas em Agosto do ano que vem.

Obs II: Como de costume, Stan Lee faz uma rápida aparição especial. E ele não é o único, mas paro por aqui para não estragar uma GRANDE surpresa…

Obs III: O 3D convertido é absolutamente descartável.

Leia esta crítica em inglês.

Saiu o primeiro trailer de THOR: O MUNDO SOMBRIO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 23 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

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Dando sequência a divulgação de marketing de sua Fase II nos cinemas, a Marvel Studios lançou hoje o primeiro trailer de Thor: O Mundo Sombrio. Com Alan Taylor na direção, percebe-se um tom mais medieval (certamente de sua experiência com Game of Thrones) e uma trama que promete muito mais epicidade que o primeiro filme. Parece muito melhor, confira:

Música no trailer: “Helios”, do Audiomachine

Agora o herói vivido por Chris Hemsworth levará Jane Foster (Natalie Portman) para seu mundo, Aasgard, ao mesmo tempo em que deve recorrer à ajuda do irmão Loki (Tom Hiddleston) para deter uma ameaça perigosa. Puxa vida, onde estavam Os Vingadores nessa hora?

Thor: O Mundo Sombrio estreia em 8 de Novembro.

Deus do trovão solta os raios no primeiro pôster de THOR: O MUNDO SOMBRIO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Homem de Ferro 3 se aproximando a cada minuto, a Marvel Studios começa a agora a trabalhar na divulgação de seu próximo lançamento. Assim, hoje tivemos o primeiro pôster oficial de Thor: O Mundo Sombrio, que traz uma arte estilosa onde o herói de Chris Hemsworth envolto de raios. Boa arte, ainda que pouco reveladora. Confira:

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Ainda não se sabe muito sobre a trama da continuação, apenas que trará mais cenas em Aasgard do que na Terra, prometendo ser muito mais épico e viking. Pra comandar o barco, está o diretor Alan Taylor (que já cuidou de vários episódios da série Game of Thrones). Tom Hiddleston, Natalie Portman e Anthony Hopkins reprisam seus respectivos papéis.

Thor: O Mundo Sombrio estreia em 8 de Novembro.