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Esta semana nos cinemas… (24/02)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , on 23 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Uma mulher disfarçada de homem, um advogado atormentado por espíritos malignos e um jovem nova-iorquino com traumas familiares são as principais estreias desta semana nos cinemas do Brasil.

ALBERT NOBBS

Sinopse: Uma mulher se passa por um homem para trabalhar e sobreviver na na Irlanda do século XIX. Cerca de trinta anos depois de vestir roupas masculinas, ela se encontra presa em uma prisão de sua própria criação.

Censura: 16 anos

Vontade de ver: 4/5

A MULHER DE PRETO

Sinopse: O jovem advogado Arthur Kipps precisa viajar para uma região remota da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Enquanto trabalha na casa antiga e isolada, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.

Censura: 14 anos

Vontade de ver: 4/5

TÃO FORTE E TÃO PERTO

Sinopse: Baseado no livro Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, o longa segue a história do pequeno Oskar. Aos 11 anos de idade, ele encontra uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2011, e embarca em uma jornada secreta pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto vaga pela “Big Apple”, Oskar encontra pessoas de todos os tipos.

Censura: 12 anos

Vontade de ver: 4/5

Bem, essas são suas opções. Boa sessão!

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Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME II: Categorias Técnicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar 2012! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

O Artista | Guillaume Schiffman

Depois da indicação do alemão A Fita Branca, mais um longa consegue presença com uma fotografia em preto-e-branco. O que destaca o trabalho em O Artista é como Guillaume Schiffman se sai bem ao resgatar o visual retratado em filmes mudos, adotando também a janela de projeção da tela (em 1:31, menor do que as habituais). Os enquadramentos são criativos, os planos-sequência são maravilhosos e encaixam-se perfeitamente na mise en scéne (prestem atenção na sequência onde George Valentin e Peppy Miller conversam numa escadaria, culminando com a subida dela e a descida do astro). O Artista, de fato, parece um filme daquela época.

A Árvore da Vida | Emmanuel Lubezki

Ausente em diversas categorias no Oscar, o novo filme de Terrence Malick certamente merece sua vitória aqui. A fotografia de Lubezki é linda e claramente deu muito trabalho, já que estamos falando de um longa que captura até mesmo a origem do Universo e da Vida (a sequência de tal, é um dos pontos altos do longa). É notável o uso das luzes fortes e da variedade na paleta de cores. Já que a narrativa maluca de A Árvore da Vida não me prendeu, pelo menos deu pra apreciar essas maravilhosas imagens.
Ganhou o ASC de Melhor Fotografia.

Cavalo de Guerra | Janusz Kaminski

Cinematógrafo habitual de Steven Speilberg, Janusz Kaminski retorna aos campos de batalha e mantém sua boa técnica. Ainda que menos forte e contrastante do que Soldado Ryan (já que o longa é bem mais adulto e pesado do que este), Kaminski consegue equilibrar a vivacidade das paisagens campestres, o terror da Primeira Guerra Mundial, principalmente nas sombrias trincheiras, e a emoção do reecontro entre dois personagens; que se dá sob uma sutil caída de neve. Além disso, a cena final faz uma bela homenagem visual à …E o Vento Levou.

A Invenção de Hugo Cabret | Robert Richardson

O talentoso Robert Richardson se úne novamente ao diretor Martin Scorsese, capturando com perfeição o semi-fantasioso mundo habitado por Hugo Cabret. Agora contando com a tecnologia 3D adotada pelo cineasta, Richardson usa uma paleta de cores fortes e vívidas, acentuando as características fantasiosas do longa com um visual espetacular. Vale destaque observar a mudança de iluminação nos flashbacks, que surgem mais radiantes do que o comum.

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Jeff Cronenweth

O trabalho de Jeff Cronenweth na primeira parte da trilogia Millennium é magnífico. Predominantemente sombria – e até remetendo sutilmente à de Clube da Luta, também de David Fincher – , captura a atmosfera gélida da Suécia onde serial killers se escondem em luxuosas residências e hackers tatuadas fazem justiça com as próprias mãos… O visual todo é espetacular e preserva diversos detalhes da trama e da investigação central, especialmente no flashback, em um lindo tom de sépia, que apresenta o desaparecimento de Harriet Vanger (reparem no relógio que marca sua última aparição). Magistral.

FICOU DE FORA: O Espião que Sabia Demais | Hoyte van Hoytema

Responsável também pela fria Suécia de Deixa Ela Entrar, Hoyte van Hoytema se une novamente ao cineasta Tomas Alfredson, agora para embarcar no enigmático mundo da espionagem da Guerra Fria. Adotando planos abertos (como a investigação de Ricki Tarr, em uma janela) e uma iluminação predominantemente fria, Hoytema consegue capturar o espiritio da época e rende ótimos momentos; como o tenso confronto verbal à frente de um avião em rota de pouso.

APOSTA: A Árvore da Vida

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

O Artista | Laurence Bennett & Robert Gould

Situada na Hollywood dos anos 20-30, o design de produção de O Artista captura com perfeição a época que mudou a História do Cinema. Os grandes letreiros na entrada de teatros, as imensas salas de projeção com telas absurdas e até mesmo o uso dos famosos matte paintings (fundos de cidade, cenários, etc). Dentro do contexto da trama, é interessante observar o contraste entre as moradias de George Valentin e Peppy Miller (característica que o figurino também preserva, como veremos em alguns instantes), destacando o luxo da mansão de Miller (e a ironia de possuir artefatos que eram de propriedade do astro em decadência) sobre a pobre residência de Valentin.

Cavalo de Guerra | Rick Carter & Lee Sandales

Ambientado na época da Primeira Guerra Mundial, o que mais vemos em Cavalo de Guerra são fazendas e campos de batalhas. Além de retratarem tais ambientes com fidelidade Histórica, é interessante como a fazenda dos Narracott é desenhada a ser pequena mas aconchegante, enquanto as trincheiras são apertadas, sujas e assustadoras. Spielberg já pode ser chamado de especialista em cenários de guerra…

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Stuart Craig & Stephenie McMillan

O grande final da saga Harry Potter não inova tanto quanto seu antecessor, mas ganha pontos por trazer de volta ambientes e locações dos longas anteriores. A Sala Precisa agora parece muito mais bagunçada (e a decoradora de set diverte-se ao inserir objetos vistos antes, como as gigantescas peças de xadrez do primeiro filme), o banco Gringotes revela-se uma assustadora caverna por baixo de seus luxuosos saguões e a destruição do castelo de Hogwarts explora com inteligência inúmeros locais. O trabalho aqui é excelente, mas não o melhor da saga.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Fantasia

A Invenção de Hugo Cabret | Dante Ferretti & Francesca Lo Schiavo

Sem dúvida, o melhor dentre os indicados. A direção de arte e o design de produção aqui transformam a Paris da década de 30 em uma ambiente fantástico e que simplesmente enche os olhos em cada tijolo, janela ou engrenagem de relógio que aparecem. A estação de trem, onde a maior parte da trama é situada, é sentida como um lugar real – considerando que grande parte dela foi consteruída em escala real – e o trabalho com esta me fizeram entrar completamente na história. Isso sem falar que Ferretii e Lo Schiavo tiveram um desafio ao recriar filmes e sets de filmagens de Georges Méliès.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Época.

Meia-Noite em Paris | Anne Seibel & Hélène Dubreuil

Não é difícil caprichar nos cenários quando você tem a Cidade das Luzes como locação principal. Com a beleza da arquitetura parisiense a parte, Anne Seibel e Hélène Dubreuil tiveram o desafio de recriar ambientes da década de 20, como restaurantes, bares e até a casa de Gertrude Stein. Todos os ambientes funcionam no contexto da história de Woody Allen, e impressionam por sua atenção aos detalhes.

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Donald Graham Burt e K.C. Fox

Mesmo que contemporâneo na maior parte de sua projeção (a única exceção é uma série de flashbacks que nos mostram rapidamente os anos 60), o design de produção de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é soberbo por retratar bem a beleza da Suécia e também seus cantos obscuros. Desde a enorme mansão Vanger, passando pela espaçosa residência de Martin até o bagunçado apartamento de Salander, vemos que Donald Graham Burt e K.C. Fox souberam falar sobre seus personagens através dos cenários. E isso é raro atualmente.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme Contemporâneo

APOSTA: A Invenção de Hugo Cabret

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

O Artista | Anne-Sophie Bion & Michel Hazanavicius

Até na montagem Michel Hazanavicius consegue honrar o cinema mudo. Com ajuda de Anne-Sophie Bion, ele usa de transições clássicas (como a de círculo, desvaneios, entre outros) e outras bem criativas, como a inserção de imagens dentro de outras (como na imagem acima, onde os pôsteres de Peppy vão servindo como transição de cena). Maneirismos requintados à parte, os cortes de Hazanavicius e Bion também acentuam apropriadamente a tensão (como no clímax, onde a vida de um dos personagens está em jogo) e momentos mais emotivos.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Comédia/Musical.

Clipe

Os Descendentes | Kevin Tent

A meu ver, o trabalho de montagem de Os Descendentes é muito, muito simples. Kevin Tent equilibra bem os personagens quando encontram-se engajados em diálogos (de acordo com a intensidade, os cortes são mais frequentes) e na apresentação da trama – onde Tent dá espaço também a diversas paisagens havaianas – nos minutos iniciais. Tirando isso, não vejo nada de espetacular que justifique a indicação do longa; é um trabalho bom, mas simples demais.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Drama.

Clipe

O Homem que Mudou o Jogo | Christopher Tellefsen

O interessante aqui é como Christopher Tellefsen insere na trama de O Homem que Mudou o Jogo, imagens reais de jogadores de beisebol. A passo que Peter Brandt (Jonah Hill) explica o “Moneyball” para Billy Beane (Brad Pitt), o montador faz um ótimo trabalho ao introduzir fotos de jogadores, estatísticas de computador e, principalmente, consegue tornar claro não só para o personagem, mas para o espectador. Além disso, a trama secundária da carreira de Beane mostra-se bem aplicada, surgindo nos momentos apropriados (que rendem uma certa reflexão com as cenas do presente).

Clipe

A Invenção de Hugo Cabret | Thelma Schoonmaker

Parceira habitual de Scorsese (desde Touro Indomável, em 1980), Thelma Schoonmaker monta A Invenção de Hugo Cabret de forma precisa e controlada, quase como as engrenagens de um relógio, ironicamente. A veterana equilibra os momentos de humor e cria um bom ritmo, conseguindo dar espaço a diversos personagens (que ganham tramas secundárias bem divertidas) e situações. O atrativo no entanto, é como Schoonmaker e Scorsese inserem trechos de longas mudos antigos, como George Méliès e Charles Chaplin. Muito bom.

Clipe

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Kirk Baxter & Angus Wall

Sem dúvida a mais habilidosa dentre os indicados, Kirk Baxter e Angus Wall (vencedores por A Rede Social no ano passado) dão pulso e ritmo a Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. De início, a dupla equilibra com maestria as duas tramas paralelas principais (a dos personagens de Daniel Craig e de Rooney Mara), ao ponto em que estas vão encontrando, e ainda conta com inúmeros flashbacks (que rendem transições inspiradas, como a passagem de tempo através do acender de um cigarro) e narrações em off (como na imagem acima). Infelizmente, Baxter e Wall não têm muita chance de levar a segunda estatueta de suas carreiras.

Clipe

FICOU DE FORA: Contágio | Stephen Mirrione

Ausente em praticamente todas as premiações, Contágio de Steven Soderbergh merecia mais atenção, principalmente por sua habilidosa montagem que intercala diversos personagens – adotando até mesmo o recurso de telas divididas. Estética e estilos a parte, é esperto como o longa começa com o segundo dia da infecção, deixando para a cena final a explicação para o vírus que assombra o longa. Poderia facilmente entrar no lugar de Os Descendentes.

APOSTA: O Artista

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Os Descendentes

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Observação: se duvidavam que a Academia dava preferência a figurinos de época, veja os indicados deste ano:

Anônimo | Lisy Christl

Roland Emmerich dá um tempo nos filmes-catástrofes e aventura-se em um thriller no período shakeasperiano. Anônimo ainda não estreiou por aqui, mas os figurinos retratam com fidelidade a (maravilhosa) época em questão.

O Artista | Mark Bridges

Ambientando-se na Hollywood dos anos 20-30, Mark Bridges escolhe os figurinos apropriados em O Artista. Smokings e vestidos elegantes predominam como vestimentas principais, todas elas bem desenhadas e produzidas. Mas o interessante, é a evolução do personagem George Valentin, que começa o longa com ternos luxuosos e – a medida que vai decaindo profissionalmente – vai trajando roupas mais desgastadas, perdendo todo seu prestígio.

Jane Eyre | Michael O’Connor

Na minha singela opinião figurinista, os trajes de Michael O’Connor para a adaptação Jane Eyre são os melhores da categoria. Apresentam detalhes minuciosos em seus longos vestidos, boas colorações e combinações interessantes. De longe, o que merece a estatueta.

A Invenção de Hugo Cabret | Sandy Powell

Também ambientado nos anos 30, Sandy Powell faz do figurino de Hugo Cabret algo bem colorido e destacante. Tais vestimentas casam perfeitamente com o universo quase que cartunesco da história, ainda que contenha características mais realistas (como os trajes de Georges Méliès) que servem para retratar bem a época em questão. Uma curiosidade, vale observar que Hugo usa o mesmo suéter o filme todo – com exceção de uma única cena.

W.E. – O Romance do Século | Arianne Phillips

E o filme da Madonna consegue abocanhar uma indicação por seu figurino, que captura o romance entre o rei Edward III e a americana Wallis Simpson. Eu também não assisti a W.E., então deixo o comentário superficial de que os trajes estão bonitos. Aposto nele pois levou o CDG de Melhor Figurino em Filme de Época.

FICOU DE FORA: X-Men: Primeira Classe | Sammy Sheldon

Sim, Primeira Classe é uma adaptação de quadrinhos. Ainda anseio para ver uma produção que conta com uniformes coloridos ser indicada, mas não foi isso que me chamou a atenção no figurino do mais novo X-Men, e sim sua fiel e chiquérrima representação dos trajes seiscentistas; demonstrando uma pesquisa história muito maior do que se vê na maioria das produções sobre o tema.

APOSTA: W.E. – O Romance do Século

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jane Eyre

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Albert Nobbs | Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle

O que chama a atenção aqui, é como Glenn Close foi transformada em um homem de forma realista e sutil. Ainda é possível perceber os traços da atriz quando esta encarna o mordomo Albert Nobbs, não sendo uma transição tão espetacular, mas que assiste à trama de forma apropriada.

A Dama  de Ferro | Mark Coulier e J. Roy Helland

Meryl Streep encarou horas de sessões de maquiagem para viver Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, e isso – somado a sua excelente performance – a transformou na sósia da Ex-Primeira Ministra Britânica. O que mais ganha destaque aqui, é o envelhecimento da personagem, que ganha moldes impecáveis da equipe de maquiagem.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin

Será que esse vai ser o único Oscar que a saga Harry Potter vai ganhar em todos os seus 10 anos de existência? Dentre os indicados, os duendes de Relíquias da Morte – Parte 2 são infinitamente superiores e melhores trabalhados. Cerca de 20 figurantes foram maquiados para se transformar nas criaturas que controlam o banco Gringotes, e em momento algum eles soam artificiais. Se perder, é injusto.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Encarnando mais um vilão memorável, Hugo Weaving agora aparece escondido por camadas de maquiagem em sua performance do Caveira Vermelha. É injusto o trabalho não ter sido indicado, já que além de manter os traços e feições de seu ator intactos, fornece toda a monstruosidade que o personagem merece, e o transporta para um mundo real e crível; sem parecer uma criação cartunesca.

APOSTA: Harry Potter

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Dama de Ferro

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Gigantes de Aço

Ainda não assisti a Gigantes de Aço, mas só por imagens e vídeos é possível reparar no perfeito trabalho de CGI nos robôs boxeadores, que tem perfeita interação com os atores; além de movimentos naturais e texturas bem realistas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2



O último filme da saga Harry Potter impressiona com suas batalhas bem elaboradas, que trazem maravilhosos planos digitais (que permitem uma interatividade e imersão maiores) da destruição de Hogwarts, e criaturas monstruosas – dragões, ogros, aranhas e fantasmas – que sempre convencem.

A Invenção de Hugo Cabret

Usados mais como ferramenta do que espetáculo, os efeitos visuais de Hugo Cabret podem ser observados nos maravilhosos planos digitais (como aquele que abre o filme, passando por dentro da estação de trem até encontrar o pequeno Hugo) e na criação da Paris dos anos 30, vista ao fundo em técnica de greenscreen. Bonito e eficiente em seu propósito, mas temos candidatos melhores.

Planeta dos Macacos: A Origem

A WETA Digital mais uma vez atinge a perfeição na criação do macaco César, interpretado pelo ótimo Andy Serkis, na mais avançada utilização de captura de movimentos já feita. Além do protagonista, dezenas de outros símios são criados através da mesma tecnologia, e o resultado é mais do que satisfatório.
Ganhou maior número de prêmios no Visual Effects Society.

Transformers – O Lado Oculto da Lua

Sempre muito realistas, os robôs de Transformers aparecem mais perfeitos do que nunca no terceiro filme da franquia, contando também com cenas de ação melhores elaboradas, que incluem o impressionante colapso de um edifício – e a atenção aos detalhes, como telefones e canecas entre os destroços, é admirável.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Capitão América merecia a indicação na categoria meramente por um elemento: o encolhimento de Chris Evans. Antes de se tornar o herói bandeiroso que nomeia o longa, o jovem Steve Rogers não passava de um jovem miúdo e frágil, e a equipe de efeitos visuais usou a mesma tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button para transformar o ator.

APOSTA: Planeta dos Macacos: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Invenção de Hugo Cabret

Isso aí, fim da parte 2. O terceiro post será publicado amanhã… Fiquem ligados!

Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Quando a lista dos indicados à 84ª edição dos Academy Awards foi finalmente divulgada, foi um misto de decepção e felicidade. Mesmo satisfeito com alguns longas presentes, o sentimento agridoce foi maior devido às imensas injustiças cometidas pelo Oscar em 2012… Por isso, o especial em quatro partes recebe o título acima.

Mas enfim, nem promete ser desgraça no Oscar deste ano!  Comecemos com a primeira parte do especial com os indicados nas categorias de atuações:

Demián Bichir | Uma Vida Melhor

Personagem: Carlos Galindo

Até a indicação ao Oscar, eu não tinha nem ouvido falar de Uma Vida Melhor. O filme certamente passará longe dos cinemas brasileiros, então é difícil comentar a performance de Demián Bichi na pele do jardineiro Carlos Galindo, que luta para proteger seu filho da influência de gangues e tenta dar-lhe uma vida melhor.

George Clooney | Os Descendentes

Personagem: Matt King

George Clooney entrega uma das melhores performances de sua carreira no retrato sensível e delicado de Matt King, um pai de família que se vê metido em uma série de eventos desafortunados. Ao longo de Os Descendentes, esquecemos da imagem de galã do ator e observamos sua impressionante expressividade, em uma mistura curiosa de drama e humor.

Jean Dujardin | O Artista

Personagem: George Valentin

Muito popular na França, Jean Dujardin está no páreo para levar a estatueta de Melhor Ator. Premiado no Festival de Cannes, sua performance muda do astro George Valentin é estupenda, sustentando-se na grande expressividade facial do ator (como o constante sorrisinho) que fala no lugar de palavras. A grande felicidade de Valentin é ofuscada pela entrada do cinema falado, levando o personagem a uma tristeza de partir o coração e Dujardin é bem-sucedido ao retratar essa mudança, sem também apelar para caricaturas. Grande ator.

Gary Oldman | O Espião que Sabia Demais

Personagem: George Smiley

É díficil de acreditar que esta seja só a primeira indicação ao Oscar de Gary Oldman. Excelente ator, ele finalmente é reconhecido por seu delicado retrato do espião George Smiley. Homem de poucas palavras, usa o rosto e gestos de mãos como maior forma de expressão, alcançando um resultado sutil e bem trabalhado – escondendo suas emoções na maior parte do longa, o que torna Smiley um personagem típico do labiríntico mundo da espionagem.

Brad Pitt | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Billy Beane

Mostrando-se cada vez mais talentoso e sedento por variados papeis, Brad Pitt beira a perfeição no retrato do técnico de beisebol Billy Beane. Nunca apelando para o caricato ou exagerando nos momentos dramáticos, impressiona por sempre estar com aparente bom humor e confiança (a mordida nos lábios, usado adotado pelo ator constantemente, serve quase como identidade do personagem), ganhando admiração do público. É uma das três melhores performances de Pitt.

FICOU DE FORA: Ryan Gosling | Tudo pelo Poder ou Drive

Personagem: Stephen Morris/Motorista

Ryan Gosling vem ganhando cada vez mais destaque em Hollywood. Com dois ótimos papéis dramáticos (além de sua divertida participação em Amor a Toda Prova), ele surpreende com o acessor político Stephen em Tudo pelo Poder – especialmente no lado sombrio do personagem, que transforma-se ao longo da projeção – e com o Motorista de Drive, uma performance bem mais silenciosa e concentrada. Gosling poderia ter sido indicado por qualquer um desses dois filmes.

APOSTA: Jean Dujardin

QUEM PODE VIRAR O JOGO: George Clooney

Glenn Close | Albert Nobbs

Personagem: Albert Nobbs

O papel de Glenn Close como o personagem-título é realmente desafiador, considerando que a atriz interpreta uma mulher que se passa por homem. Close acerta na timidez do personagem, em seus gestos peculiares e na voz leve e fraca.

Viola Davis | Histórias Cruzadas

Personagem: Aibileen Clark

Depois de ter sido indicada por sua pequena (mas devastadora) participação em Dúvida, Viola Davis mostra todo o seu talento como a empregada doméstica Aibileen. A personagem fala e age de forma contida durante grande parte da projeção, demonstrando timidez e medo em sua voz, enquanto trata a filha de sua patroa com um ar maternal irresistível e age de forma mais descontraída com as colegas Miny e Skeeter. Suas cenas finais são explosivas, onde Davis surpreende com sua feroz expressividade. Merece.

Rooney Mara | Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Personagem: Lisbeth Salander

Rooney Mara é o rosto de uma das mais fascinantes personagens a surgir nos últimos anos. Mesmo já tendo sido bem representada por Noomi Rapace, Mara toma Lisbeth Salander para si e mergulha na mente da personagem, adotando seu físico e seu psicológico em uma performance inesquecível. Com pesado sotaque sueco e um olhar penetrante em todas as cenas em que aparece, a atriz faz de Salander uma personagem marcante e enigmática. Difícil comentar, só vendo pra entender.

Meryl Streep | A Dama de Ferro

Ainda não assisti ADama de Ferro (e pra ser sincero, não assistiria se não estivesse indicado ao Oscar), mas não é de se admirar que Meryl Streep esteja indicada por seu retrato de Margaret Thatcher. Fisicamente não há o que reclamar (o pessoal da maquiagem também merece aplausos), e pelo que tenho visto nos trailers e clipes do filme, Streep arranca mais uma performance impecável e adota os trajetos da 1ª Ministra Britânica com perfeição. Claro que ainda vou assistir o filme…

Personagem: Margaret Thatcher

Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Marilyn Monroe

Infelizmente, a Imagem Filmes ferrou sua programação de estreias e Sete Dias com Marilyn ficou apenas para 23 de Março (uma pena, porque eu estou MUITO ansioso para ver Michelle Williams em ação). Quando o filme estrear, faço uma atualização aqui.

FICOU DE FORA: Kirsten Dunst | Melancolia

Personagem: Justine

Não é nenhuma surpresa ver Kirsten Dunst fora do Oscar por sua excelente performance em Melancolia. Isso porque seu nome praticamente isentou-se muitas outras premiações (com excessão do Festival de Cannes, onde ela levou o prêmio de Melhor Atriz) e também porque o diretor Lars Von Trier não é muito querido pela Academia… Uma pena, já que Dunst deixa de lado seu lado cômico e abraça a depressão e tristeza de Justine, em um trabalho memorável.

APOSTA: Viola Davis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Meryl Streep

Kenneth Branagh | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Laurence Olivier

Já sabe né? Sete Dias com Marilyn só estreia no dia 23 de Março.

Jonah Hill | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Peter Brandt

É muito legal ver Jonah Hill indicado. Em seu primeiro papel voltado para o drama, vemos que o ator tem o carisma necessário para o gênero, e fez de Peter Brandt um personagem real e sem estereótipos (considerando que Brandt é um analista de sistemas, seria muito fácil apelar para o tipo “nerd”, mas Hill vai além ao representar como este vai se interessando pelo espírito do beisebol). Já é hora de Hill deixar de ficar conhecido apenas como “o gordinho do Superbad“.

Nick Nolte | Guerreiro

Personagem: Paddy Conlon

Há 13 anos sem ser indicado (a anterior fora por Temporada de Caça, em 1999), Nick Nolte é lembrado pela Academia como o técnico de MMA Paddy Conlon, treinador e pai dos dois protagonistas do filme. Ainda não assisti Guerreiro (ele atualmente encontra-se disponível em algumas locadoras), mas pretendo para ver se Nolte merece os elogios que tem recebido.

Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Personagem: Hal Fields

Christopher Plummer já é ator a meio século e, curiosamente, só agora parece estar tendo destaque durante a temporada de prêmios. Favorito disparado (ganhou Globo de Ouro e SAG), o veterano ator abraça com firmeza o viúvo que decide sair do armário em plena meia-idade, divertindo com seus acessos de felicidade e na honestidade do personagem, sem apelar para o caricato do “gayzaço”. É fato que Hal aparece muito pouco em Toda Forma de Amor, mas é um dos pontos altos do longa.

Max von Sydow | Tão Forte e Tão Perto

Personagem: O Inquilino

O veterano Max von Sydow fatura a segunda indicação ao Oscar de sua carreira (a anterior, por Pelle, O Conquistador em 1987) como o misterioso Inquilino de Tão Forte e Tão Perto. Após assistir ao filme, o personagem é o que mais permanece na memória e de longe o melhor atrativo do longa de Stephen Daldry, isso graças ao ótimo trabalho do ator, que permanece mudo em todas as suas cenas e expressa-se através de anotações.

FICOU DE FORA: Stellan Skarsgard | Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Personagem: Martin Vanger

Sempre um coadjuvante de luxo, o sueco Stellan Skarsgard faz de Martin Vanger um personagem absolutamente inesquecível na versão de David Fincher para Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Se você assistiu ao filme, sabe sobre o lado mais “peculiar” do personagem, que o ator captura com perfeição e delicadeza, demonstrando a paciência, calma e até ironia do irmão da desaparecida da história. Genial.

APOSTA: Christopher Plummer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Max von Sydow

Bérénice Bejo | O Artista

Personagem: Peppy Miller

Estou apaixonado por Bérénice Bejo. Com seu sorriso e andar graciosos, a atriz argentina faz de Peppy Miller uma personagem adorável, fazendo uso de todo seu carisma e expressões faciais (da mesma forma que seu colega de cena, Jean Dujardin). E Bejo também sofre uma transformação similar à do personagem de Dujardin, só que ela torna-se mais bem-sucedida e, mesmo assim, nunca deixa sua inocência e bondade de lado. A melhor entre as indicadas (isso porque a atriz não merece ser indicada como coadjuvante, e sim protagonista).

Jessica Chastain | Histórias Cruzadas

Personagem: Celia Foote

2011 também foi muito agitado para Jessica Chastain. A atriz começa a ganhar espaço no circuito, tendo estrelado um total de seis filmes (um mais diferente do outro) e foi lembrada aqui por sua sorridente Celia Foote em Histórias Cruzadas. Praticamente a”gêmea do bem” de Bryce Dallas Howard – considerando a semelhança física das duas – Chastain faz de Foote uma mulher adorável e fofa, conseguindo mostrar a euforia (que às vezes é até exagerada e bobinha) e carinho de sua personagem através de uma voz dócil e leve, que ainda conta com o bem trabalhado sotaque sulista.

Melissa McCarthy | Missão Madrinha de Casamento

Personagem: Megan

É muito legal ver a Academia prestigiando atuações cômicas. Desde a indicação de Robert Downey Jr. por seu brilhante trabalho em Trovão Tropical não víamos algo do gênero, até que Melissa McCarthy tem sua Megan lembrada pelos votantes, o que é justo se considerarmos o quanto ela contibue para que Missão Madrinha de Casamento arranque algumas risadas. Durona, cara-de-pau, mas também uma ótima conselheira, a atriz diverte na personagem e se destaca no filme.

Janet McTeer | Albert Nobbs

Personagem: Hubert Page

Uma das melhores entre as indicadas, Janet McTeer consegue roubar Albert Nobbs em todas as cenas em que aparece, conseguindo até ofuscar Glenn Close. Seu Hubert Page também uma mulher travestida de homem, mas McTeer se sai melhor ao fornecer uma aura mais “macho” para a personagem, destacando seu ótimo sotaque irlandês.

Octavia Spencer | Histórias Cruzadas

Personagem: Minny Jackson

Octavia Spencer é favorita disparada na categoria (levou o Globo de Ouro e o SAG, e continua avançando de forma similar à Christpher Plummer). A atriz faz de Minny uma espécie de alívio cômico da trama, preenchendo-a de maneirismos físicos e com uma voz sempre alarmante com o sotaque sulista afiado. Tudo bem que ela soa meio caricata em alguns momentos (principalmente nos chiliques), mas é impossível não gostar dela. Não é melhor do que Bejo, mas não é ruim ver a estatueta em suas mãos.

FICOU DE FORA: Chloe Grace Moretz | A Invenção de Hugo Cabret

Personagem: Isabelle

A sempre ótima Chloe Grace Moretz continua surpreendendo. Em seu papel mais “inocente”, ela interpreta a jovem Isabelle, que ajuda o protagonista Hugo Cabret em sua busca por respostas. Com um delicioso sotaque britânico (um desafio para a atriz, já que ela é americana) e um espírito aventureiro bem evidente, Moretz está excelente.

APOSTA: Octavia Spencer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Bérénice Bejo (ou pelo menos merecia)

É só isso por hoje. Fiquem ligados que as restantes categorias aparecerão ainda essa semana, antes do Oscar.