Arquivo para alcoolismo

| O Voo | Denzel Washington é a alma do retorno de Robert Zemeckis ao Live-Action

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , on 8 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

Flight
Teste do bafômetro? Denzel Washington é Whip Whitaker

Após 12 anos trabalhando apenas com animações em captura de performance, Robert Zemeckis (que já nos presenteou com pérolas como Forrest Gump – O Contador de Histórias e a trilogia De Volta para o Futuro) retorna aos longas live-action com O Voo. No entanto, ainda que seja um longa eficiente, seu sucesso deve-se mais ao talento de seu protagonista do que à história em si.

Esta traz em seu núcleo o piloto William “Whip” Whitaker (Denzel Washington), que ganha uma repentina imagem de herói após aterrissar (com uma manobra invertida impressionante) uma aeronave que se despedaçava em pleno ar e salvar a esmagadora maioria de seus tripulantes. Mas a bravura de Whip vai logo se desvanecendo quando a perícia levanta a suspeita de que Whip estava sob a influência de álcool e drogas durante o incidente, acusação que pode lhe render um encarceramente perpétuo.

A premissa apresentada pelo roteiro de John Gatins é muito, muito instingante, mas me perguntei como seria possível mantê-la e desenvolvê-la por suas mais de 2 horas de duração. E, de fato, Gatins não é bem sucedido ao estender sua ideia, introduzindo a personagem completamente descartável da bela Kelly Reilly (a esposa de Watson no Sherlock Holmes de Guy Ritchie), uma viciada em drogas que se envolve com o protagonista e que traz uma jornada de superação similar a de Whip; cujo alcoolismo é outra escapatória de Gatins, uma que este contorna com clichês típicos do tema, mas que funcionam graças à ótima performance de Denzel Washington.

Sempre versátil, e exibindo uma aura simpática que nos permite identificar-mos com seu personagem – apesar de seus hábitos detestáveis – o ator é a alma de O Voo. Quando aparece em cena embriagado, o resultado não é cômico (ainda que a trilha incidental tente suavizar o tema ao trazer diversas canções do Rolling Stones), mas sim triste pelo fato de ser uma derrota para Whip, já que entendemos e simpatizamos com seu esforço em livrar-se do vício – e ver seu fracasso (ainda mais  com os olhares tristes de Washington) é realmente frustrante.

E Robert Zemeckis exacerba essa sensação de forma genial em determinado momento, quando Whip encara uma geladeira repleta de bebidas alcoólicas. Lutando contra seus impulsos, ele segura uma pequena garrafa de vodca e hesita sobre suas ações, largando-a em cima do eletrodoméstico e saindo do plano capturado pela câmera (que mantém a bebida em foco). Toda essa preparação e formulaica cena de superação apenas para que Whip desista e assistimos sua mão apanhar a garrafa bruscamente. Aí, sim, Zemeckis foi brilhante e também destaco sua tensa execução durante o desastre aéreo que marca a narrativa: uma cena que só não é melhor porque os efeitos visuais envolvidos nesta são terrivelmente artificiais (para alguém que trabalhou por anos com tecnologias digitais, era de se esperar algo melhor).

Ainda que funcione como um bom estudo de personagem, O Voo deve mais a Denzel Washington do que a qualquer outro envolvido. Robert Zemeckis conduz bem a trama, mas esta carece de um roteiro melhor e que falha em lhe fornecer algo tão fascinante quanto sua premissa.

Especial Pixar Studios

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Toy Story 3 hoje, nada mais justo que um especial relembrando meus filmes preferidos daquela que é, incontestavelmente, a melhor empresa de animação do cinema.

Toy Story (1995)

Um marco nas animações 3D, é antes de mais nada, uma das mais originais e divertidas histórias já contadas, que não deixa o visual prevalecer sobre a narrativa. Os personagens são inesquecíveis e o bom humor está a mil.

Toy Story 2 (1999)

Tudo que já era bom no primeiro filme, ficou ainda melhor na sequência, que já começa a saga “séria” da Pixar, mas é claro, sem perder o muito bom hum0r. Os novos personagens são excelentes, a trama é mais empolgante e não faltam referências marcantes (O Império contra-ataca). Clássico.

Monstros S.A. (2001)

A clássica história do monstro do armário, que toda criança ja ouviu, ganha uma bela e divertida homenagem. A ideia de uma empresa de monstros é tão criativa que explica a razão de filmes animados merecerem prêmios. Não só a premissa, os personagens são bem desenvolvidos e memoráveis.

Os Incríveis (2004)

Parecendo uma versão infantil de Watchmen, a família de super-heróis impressiona não pelas cenas de ação, história bem elaborada ou a animação caprichada, mas sim, o sempre presente cuidado em construir os personagens e estabelecer relações entre eles. Ótimo filme.

Procurando Nemo (2005)

Já ouviram “Beyond the Sea” de Bobby Darin? É essa música que sempre me vem a cabeça quando assisto a saga aquática dos peixes Marlin e Dory à procura do pequeno Nemo. É interessante observar as divertidas referências, não só a filmes, como por exemplo os tubarões, que representam os grupos de alcoolismo ou as “tartarugas surfistas”. Diversão de primeira.

Carros (2006)

No início, achei a ideia de Carros completamente ridícula, mas fui me interessando pelo filme quando ele começou a fazer mais barulho (é um dos filmes da Pixar com maior marketing). É uma aventura divertida, original e com muito coração. E as corridas possuem um visual bem melhor do que o Speed Racer dos Irmãos Wachowski…

Ratatouille (2007)

A lição de Ratatouille é, basicamente, qualquer um pode fazer qualquer coisa. Exemplo? Um rato pode cozinhar melhor que qualquer chef de Paris. Um dos melhores trabalhos da Pixar, o filme é emocionante, divertido, muito bem produzido (a direção de arte é impecável) e extremamente original. Obrigatório.

Wall-E (2008)

O visual é quase tão impressionante quanto a história do robozinho solitário, cuja função é limpar a Terra depois de sua poluição total. A mensagem de esperança e a crítica ecológica são fortes e extremamente cativantes. Ótimo filme (de novo).

Up – Altas Aventuras (2009)

O que dizer de um filme que consegue te emocionar sem apelar para o melancólico, apenas mostrando belíssimas imagens, ótima trilha sonora e personagens inesquecíveis? O que dizer de um filme que faz isso nos primeiros 10 minutos? O filme evolui para aventura, mas não perde o charme.

Bem, o especial acabou, mas aguarde, mais tarde crítica de Toy Story 3 estará aqui.

Heavy Metal: Especial HOMEM-DE-FERRO 2

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

 

Acabou a espera! Todos que estavam contando os dias para a estreia de Homem-de-Ferro 2 no Brasil (uma semana antes do que nos EUA) podem aproveitar este especial e aquecer para o filme, que promete ser um dos grandes sucessos do ano.

Personagens Principais

Tony Stark/Homem-de-Ferro (Robert Downey Jr.)

Com sua identidade de Homem-de-Ferro revelada, Stark tem que aguentar a pressão política do governdo dos Estados Unidos, que deseja tomar a tecnologia para o exército. Como se isso já não bastasse, vira alvo de vingança do russo Ivan e do empresário Justin Hammer.

 

 

 

 

 

Pepper Potts (Gwyneth Paltrow)

A relação entre Tony Stark e sua assistente Pepper Potts começa a crescer, mas ela se vê ameaçada com a chegada de Natasha Romanoff, que passa a trabalhar nas Indústrias Stark e, consequentemente, chama a atenção do inventor. Ela é apontada para substituir Tony no  comando das empresa.

Col. Jim Rhodes/Máquina de Combate (Don Cheadle)

Ainda trabalhando na Força Aérea, o melhor amigo de Tony Stark resolve ajudá-lo contra os inimigos que o inventor terá de enfrentar. Claro que Stark não aceita a parceiria tão facilmente, o que leva Rhodes a pedir ajuda a Justin Hammer e roubar uma armadura de Stark. Nasce o Máquina de Combate.

Ivan Vanko/ Whiplash (Mickey Rourke)

Brilhante mecânico e inventor, o russo Ivan Danko tem observado toda a trajetória de Tony Stark. Para se vingar da perda que as armas de sua empresa lhe causaram, ele constroe um aparelho que constitui de dois chicotes elétricos, que ele usa para fugir da prisão e ir atrás de seu inimigo.

Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson)

 

Contratada por Tony Stark para trabalhar como assistente em sua indústria, a bela russa é na verdade uma espiã da S.H.I.E.LD., enviada por Nick Fury ficar de olho no milionário. É evidente que ela e Stark tenham algum tipo de envolvimento, deixando Pepper com ciúmes.

Justin Hammer (Sam Rockwell)

Rival de Tony Stark, que aproveita o fim da produção armamentista das Indústrias Stark, o comerciante de armas Justin Hammer ajuda na construção do Máquina de Combate, mas trabalha também com o russo Ivan Danko, para criarem um exército de armaduras capaz de destruir Stark e o Homem-de-Ferro e, ganhar uma graninha a mais.

Nick Fury (Samuel L. Jackson)

 

De olho em Stark após a revelação pública de sua identidade de Homem-de-Ferro, o diretor da S.H.I.E.L.D. continua oferecendo propostas sobre uma parceria e a Iniciativa dos Vingadores (mas isso é assunto pra outro dia…). Para manter uma vigia mais segura, Fury infiltra a espiã Viúva Negra nas Indústrias Stark. Curiosidade: Nos quadrinhos da série Milenium da Marvel, o visual de Nick Fury foi inspirado no próprio Samuel L. Jackson.

Moda High tech

O que o novo filme traz de armaduras e tecnologias novas?

Mark IV

Depois de levar uma surra do Monge de Ferro no fim do primeiro filme, Stark reconstruiu a Mark III, só que dando mais flexibilidade (principalmente nas pernas). São poucas mudanças em relação à anterior.

Mark V

Ah sim. Todo mundo que assistiu ao segundo trailer do filme, provavelmente ficou de queixo caído ao ver a armadura portátil de Tony Stark. Baseada nos quadrinhos (mas bem diferente), a maleta transforma-se em uma armadura vermelha e prateada, que Stark usa quando é atacado por Whiplash na pista de corrida em Mônaco. Que chique… Confira a transformação e uma foto da original dos quadrinhos abaixo:

Mark VI

Não sei se vocês lembram, mas no primeiro trailer do filme, há uma tomada do gerador Mark do peito de Stark com cicatrizes metálicas. Não lembra? Bem, aqui está:

Uma explicação maior está sendo guardada para o filme, então podemos simplesmente afirmar que Stark precisa de um coração novo. O que a Mark VI possui de grande diferença é a forma do gerador Mark. É um triângulo, e não um círculo.

Máquina de Combate

Stark terá tantos inimigos para enfrentar no filme, que o coronel Jim Rhodes vai dar uma forcinha ao amigo. Ele adota a armadura do Máquina de Combate, versão mais pesada, cinza e que possui metralhadoras ao invés da armas de raios. A armadura é a Mark II de Tony Stark, modificada por Justin Hammer.

Whiplash (Chicote Negro nos quadrinhos)

Baseando-se na tecnologia do gerador MARK de Tony Stark, Ivan Vanko construiu uma espécie de chicote elétrico; que possui força suficiente para destruir carros, objetos e levantar pessoas. O design foi desenvolvido por seu pai, Anton Vanko. Aposto que a versão do trailer é apenas um estágio inicial do vilão.

Armaduras de Justin Hammer

“Eu quero fazer o Homem-de-Ferro parecer uma antiguidade”. Com essa frase, o empresário e comerciante de armas Justin Hammer forma uma parceria com o russo Ivan Vanko. Os dois constroem um pequeno exército de armaduras, que funcionam automaticamente e são equipadas com mísseis, armas de fogo, lança-chamas, granadas e com a capacidade de voar como o Homem-de-Ferro.

O Futuro 

Com Homem-de-Ferro 2, é dada a partida para o filme dos Vingadores, que chegará em 2o12 nas telonas. Stark é um dos principais membros da equipe, que ainda conta com o Capitão América e Thor, que ganham seus filmes-solo ano que vem, pelas mãos de, respectivamente, Joe Johnston e Kenneth Branagh. Jon Favreau, diretor dos dois filmes do Homem-de-Ferro, será um dos produtores do filme. Corre o rumor de que o filme mostraria a equipe caçando o Hulk, possibilidade já apresentada no fim do filme de Edward Norton. Isso seria interessante e, na minha opinião, o único jeito de o filme ser bem-sucedido.

 Sobre o terceiro Homem-de-Ferro, (provavelmente o último, já que teremos Os Vingadores) tudo depende do final do segundo, mas o diretor Jon Favreau não pode fechar a trilogia sem apresentar um dos momentos mais sombrios e interessantes da vida de Stark: sua luta contra o alcoolismo. Apresentar esse fato, traria muito mais maturidade à saga do herói, podendo até quebrar “a maldição do número 3”. E já que Robert Downey Jr. já teve que encarar esse vício, sua performance poderia ser digna de Oscar. Liguem os pontos, roteiristas!

Bem, vou ficando por aqui e espero que tenham gostado. Sexta-Feira a crítica estará no ar. Até lá!