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| Elysium | Não faltam boas ideias ao diretor de Distrito 9. Falta organização

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2013, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

ely
Ouvi dizer que o Homem de Ferro está em Elysium…

Em 2009, o diretor sul-africano Neil Blomkamp surpreendeu o mundo com seu Distrito 9. Bem pensada e repleta de comentários sociais, a ficção científica de orçamento modesto foi indicada ao Oscar de Melhor Filme e garantiu ao diretor a oportunidade de nos impressionar novamente com suas ideias; agora com muito mais dinheiro. O problema com Elysium certamente não é a falta de ideias, mas a abundância destas.

A trama é ambientada na Los Angeles de 2154, onde os humanos estão divididos em duas classes: os menos afortunados vivem em uma desolada e morimbunda Terra, já os ricos e poderosos habitam a estação espacial que dá nome ao filme. Nesse cenário, o pacato Max (Matt Damon, sempre carismático) é forçado a invadir o local para encontrar a salvação, após ser exposto a uma radiação mortal que lhe tirará a vida em 5 dias.

É sempre bom quando um blockbuster resolve trazer um pouco de conteúdo em meio a explosões e efeitos visuais. Da mesma forma como elaborou uma criativa alegoria com o Apartheid em seu longa anterior, Blomkamp acerta ao trazer a questão sócio-econômica para um contexto de ficção científica que lhe permite brincar com diferentes situações e visuais: o design de produção acerta ao diferenciar a tecnologia clean e “estilo Apple” dos armamentos, próteses e aparelhos quase orgânicos que encontramos nas favelas terrestres. Os efeitos visuais também são de uma qualidade ímpar e que funcionam muitíssimo bem para gerar paisagens (a vista da Terra em Elysium é linda) ou para dar vida aos ciborgues que funcionam como uma espécie de polícia do planeta.

O problema é o excesso. O primeiro ato do filme é intrigante por nos apresentar a diversos elementos narrativos e, após tantos cortes e flashbacks intrusivos, o espectador se pergunta qual será o tratamento para lidar com essas histórias tão diferentes. Temos lá o dilema de Max, as intrigas internas dentro da administração de Elysium (onde sua chefe militar ganha um retrato impecável de Jodie Foster e de seu trabalhado sotaque francês), um clichê completamente descartável que envolve uma mãe (Alice Braga, cada vez mais habituada ao idioma e o gênero) lutando para salvar a filha doente e um vilão homicida com segundas intenções no meio. Quando vai chegando o fim, tudo se colide de forma absurda e cansativa – e a montagem de Julian Clarke e Lee Smith até tenta, mas não impede que o filme tenha a sensação de ser muito mais longo do que realmente é (quase não acreditei quando olhei no relógio e percebi que haviam se passado apenas 110 minutos).

Tamanhos esses problemas que fico triste ao ver as coisas excelentes do filme e desejar que o projeto tivesse um destino melhor. Os brasileiros certamente estão curiosos quanto ao desempenho de Wagner Moura e basta dizer que o intérprete do Capitão Nascimento está completamente surtado na pele do contrabandista Spider (cujo andar manco e perna robótica quase o tornam um “pirata espacial”). Mas quem rouba o filme todo é o Kruger de Sharlto Copley, um dos antagonistas mais fascinantes dos últimos anos: robô, espada samurai, metralhadora, armadura, pode falar que ele tem… A cada piração do personagem em cena, a vontade é de abraçar Blomkamp e Copley por essa criação maleficamente inspirada. O único problema é que suas cenas de luta com Max são prejudicadas pela câmera incompreensível e os cortes excessivos.

É triste ver Elysium alcançando um resultado mediano. Com ideias excelentes, elenco de primeira e uma produção impecável, o filme de Neil Blomkamp tinha potencial para se tornar um grande filme. Vamos torcer para que o diretor mude o quadro em seu próximo projeto.

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| Predadores | Boa premissa mal aproveitada

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

 


O Último samurai: Luta de espada contra o Predador ficou devendo

Há alguns anos atrás, observei a capa de VHS de Predador, que mostrava o Schwarzenegger sob uma mira. Lembro-me de achar que o “predador” do título era o astro de ação, mas não era bem assim. É basicamente esse conceito que Predadores lida em alguns momentos, não sendo bem aproveitado como merecia.

Impulsionado por Robert Rodriguez, o longa (felizmente) ignora a franquia AVP, sendo repleto de referências ao primeiro filme, tanto em estática – o grupo perdido numa floresta – como em diálogos, a maioria deles vindo do protagonista Royce (Adrien Brody, nada mal para um ganhador do oscar); assumindo um papel bem arquétipo de herói de ação que sempre tem um bordão idiota para soltar. Ao lado dele, temos a brasileira Alice Braga, que se sai muito melhor do que eu esperava, fazendo a heroína durona.

O conceito de se tornar um predador é bem acolhido por alguns personagens, como o enlouquecido Noland (Laurence Fishburne, divertidíssimo) e o misterioso Edwin (Topher Grace, convincente), mas o que realmente importa são os Predadores de verdade. É interessante como o diretor Nimród Antal vai revelando suas criaturas passo-a-passo; começamos com a visão infravermelha, alguns relances de seu crânio e por aí vai. As máscaras novas realmente são bacanas.

Uma das frases promocionais é “O Medo renasce”, mentirosa e longe de ser verdade. Em nenhum momento o filme se leva a sério demais, sendo mais divertido do que tenso. Além disso, as criaturas nunca tem uma presença tão marcante, limitando-se a alguns “jump-scares“. Há uma reviravolta no fim do filme que envolve um dos personagens (não vou dizer qual, é claro), se ela ocorresse antes, daria muito mais pulso e suspense à trama, que não teria que se preocupar apenas em criar cenas de ação fracas (luta de espadas meia boca, tiroteios cansativos).

Mesmo que divertido, é realmente uma pena que uma premissa tão boa e que personagens interessantes tenham sido disperdiçados por um roteiro bem mediano, que parece não saber o que fazer com todos os seus elementos; deixando-os à deriva e encerrando a história de maneira vazia e com uma óbvia deixa para continuações.

Contatos Imediatos: Especial PREDADORES

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O aguardadíssimo Predadores chegou no Brasil. O filme promete uma radical retomada aos dias de glória do famoso alienígena. Acompanhem esse especial e desvendaremos os segredos da produção e do Predador…

Recolocando a franquia nos Trilhos


Robert Rodriguez: A força do projeto

A grande força e quem empurrou o projeto para frente é, você deve imaginar, Robert Rodriguez. Escreveu o primeiro rascunho do que viria e ser Predadores em 1994, mas foi recusado pela Fox por exigir um orçamento muito alto.


O diretor estreante Nimród Antal

Quinze anos depois e estamos em 2009. A Fox volta atrás e chama Rodriguez para dar vida ao projeto após o fracasso da franquia Alien Vs. Predador. Nimród Antal assumiu a direção e Rodriguez trabalhou como produtor. Ambos queriam que Predadores fosse uma sequência dos dois primeiros filmes, ignorando completamente AVP.

O título no plural, referência à Aliens de James Cameron, tem um sentido duplo; não só se refere apenas às criaturas alienígenas, mas também ao grupo humano, que poderia matar um ao outro mesmo sem os Predadores.

Personagens

Royce (Adrien Brody)

Ex-militar, Royce tornou-se um  perigoso mercenário. Autoconfidente e com postura de líder, não tem medo de morrer e fará de tudo para ajudar seus parceiros a sobreviver no hostil ambiente.

 

 

 

 

 

Isabelle (Alice Braga)

Bela e perigosa, Isabelle trabalhava nas Operações Especiais (Black Ops) como atiradora sniper. É habilidosa e silenciosa e na Terra, teve seu parceiro morto. No planeta dos Predadores, ela acha que encontrará sua chance de redenção.

 

 

 

 

Noland (Laurence Fishburne)

Perigoso e meio louco, Noland é um sobrevivente que já estava no planeta muito antes da chegada dos outros assassinos. Ele os ajuda, dando informações e dicas de como achar uma maneira de matar os Predadores.

 

 

 

 

Edwin (Topher Grace)

 Edwin é um médico que viu e fez muitas coisas horríveis em sua vida. Sua pricnipal arma é o cérebro, é uma pessoa muito inteligente e misteriosa, acreditando ser o mais perigoso do grupo de humanos. Ele possui um segredo.

 

 

 

 

Cuchillo (Danny Trejo)

Com certeza o personagem é ideia pura de Robert Rodriguez. Cuchillo era o traficante de drogas mais perigoso e mortal do México. Cresceu nas ruas e se tornou um assassino. No planeta dos Predadores, está sempre na dele e lutando para sobreviver.

 

 

 

 

Hanzo (Louis Ozawa Changchien)

 Silencioso e sempre na dele, Hanzo possui as habilidades de um samurai e fazia parte de uma Yakuza (organizações criminosas do Japão), trabalhando como assassino. Relances dos trailers prometem uma épica luta de espada contra um dos Predadores. Vamos aguardar.

 

 

 

Origem do Personagem


O conceito inicial do Predador, por Stan Winston

O responsável pelo visual e conceito da criatura, foi o grande mago dos efeitos visuais Stan Winston. Enquanto trabalhava em Aliens com James Cameron, foi contratado para criar o design do Predador, aceitando até algumas sugestões de Cameron.

O estúdio de Winston criou a roupa e todos os efeitos práticos que o personagem requiria. O objetivo era criar um monstro convincente, que diferia dos primeiros conceitos do personagem, que possuía um longo pescoço, cabeça de cachorro e um único olho, algo difícil de ser criado para a época.

A Franquia Original

O primeiro filme da série foi lançado em 1987. Protagonizado por Arnold Schwarzenegger, é um clássico de ação e aventura, possuindo também muito suspense. É a base para o filme de 2010.

O Herói: Arnold Schwarzenegger, com seu inesquecível bordão: “You Ugly Motherfucker…”

O segundo prometia muito: mostrar os ataques do Predador em plena Los Angeles, mas ele me decepcionou um pouco ao se focar mais na rivalidade entre as gangues da cidade do que no alienígena em si. Curiosidade: No fim do filme é possível encontrar o crânio do Alien. Uma pista do desastre que viria futuramente…

O Herói: Danny Glover.

Batalhas com o Alien

Juntar dois dos mais icônicos personagens de ficção científica (no cinema, já que a luta já rolou em quadrinhos e games) parecia uma das ideias mais bacanas e empolgantes da época, mas acabou por ser o ponto mais baixo da saga dos Predadores no cinema ( e do Alien também) é sem dúvida a franquia AVP: Alien Vs. Predador.

Round 1: O filme é até assistível; o que falta é mais ação, sangue, destaque para os alienígenas e uma trama de humanos que seja suportável.

Vencedor: Vamos chamar de empate, considerando o nascimento do Predalien na cena final.

Round 2: Uma coisa tenebrosa que não merece ser chamada de filme. O roteiro é tão babaca, a direção é tão amadora que faz Ed Wood parecer Stanley Kubrick e a fotografia é assustadoramente escura! Literalmente, não se enxerga nada. O Predalien tinha tudo para dominar o filme, mas…

Vencedor: O desinteressante Predador Solitário.

Predadores: Máscaras Novas

Para esconder o rosto monstruoso, os Predadores utilizam-se de diversas máscaras. Vamos analiza-las aqui, incluindo as do novo filme.

Modelo: Clássico
Filme: Predador, Predador 2
Descrição: A máscara tradicional do Predador.

Modelo: Scar
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: A máscara tradicional do Predador, com uma marca de ácido deixada pelo Alien.

Modelo: Hunter
Filme: Alien Vs. Predador 2
Descrição: Uma versão surrada e desgastada de um modelo diferente da máscara tradicional. Possui rachaduras, chifres e símbolos alienígenas.

Modelo: Celtic
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui a mesma estrutura da máscara original, mas a “boca” é diferente, sendo mais radical e amedrontadora. É também uma das únicas máscaras que não possui um visor único.

Modelo: Chopper
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui ondulações e um único visor, além de possuir uma forma diferente, mais cabeçuda.

Modelo: Black (ou Tracker)
Filme: Predadores
Descrição: A máscara tradicional do Predador em cor preta. De novidade, ela possui uma mandíbula de osso (não humana). É um dos novos “SuperPredadores”.

Modelo: Falconer
Filme: Predadores
Descrição: Uma máscara maior e menos definida do que as outras, possuindo duas lentes de visão. É também um dos “SuperPredadores”.

 

Modelo: Não sei o nome, mas apelido-o carinhosamente de “mamute”
Filme: Predadores
Descrição: Uma versão mais desgastada e com mais detalhes em relevo, além de possuir lentes de vidro e dois chifres no queixo. É um dos “SuperPredadores”.

Inspetor Bugiganga: Um Guia sobre as armas do Predador

1-  Arma Plasma: A maioria dos predadores os carregam no ombro. Dispara do canhão um potente raio de plasma.

2- Bomba: Localizado em um dos braceletes, o dispositivo é usado como auto-destruição. Uma pequena contagem regressiva é feita e a explosão ocorre com a força de uma mini-bomba nuclear.

3- Lâminas de Pulso: Originadas do bracelete oposto, as lâminas são indestrutíveis se comparadas a qualquer metal da Terra. Possuem de 12 a 18 polegadas de comprimento e, em caso de emergência, podem ser disparadas.

4 – Mira Laser: Localizada no capacete, a mira laser é utilizada para auxiliar em ataques à distância.

5 – Visão infravermelha: Graças ao visor do capacete, os predadores possuem visão infravermelha do ambiente e de suas presas, tornando-se uma arma muito eficiente.

6 – Chakram: Um tipo bem mais mortífero de shuriken, o Chakram é forte o suficiente para cortar ossos e carne.

7 – Camuflagem: Provavelmente a arma mais comum entre os predadores, o dispositivo de camuflagem é acionado pelo computador de pulso de um dos braceletes.

Predadores de Hollywood: Início de uma nova Franquia?

Robert Rodriguez já comentou em algumas entrevistas a possibilidade de novos filmes do Predador. Não necessariamente uma sequência, mas também prelúdios, com destaque para a história do personagem Noland.

Consciente, já que o personagem deve ter muita história para contar, mas ainda acho que o Predador tem que ganhar uma série de ataques dignos na cidade grande, como Nova York… Nas mãos certas, seria o perfeito blockbuster.

Bem, espero que tenham gostado, resta esperar para ver o filme e descobrir se o Predador voltou mesmo aos seus dias de glória. Confira a crítica aqui, até mais!