Arquivo para alien

Neill Blomkamp vai dirigir novo filme de ALIEN

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

Elysium - Jul 2013

Uau.

Há alguns meses atrás, o cineasta sul-africano Neill Blomkamp (de Distrito 9, Elysium e Chappie) divulgou em sua conta do Instagram artes conceituais do que parecia ser um novo filme de franquia Alien. Ele depois explicou que a Fox tinha interesse nesse possível projeto, o qual teria discutido com Sigourney Weaver durante as gravações de Chappie.

Agora, o diretor voltou a falar do assunto, publicando em sua rede social uma foto do alien xenomorfo, com a legenda: “então… Eu acho que este é oficialmente meu próximo filme”.

A Fox não soltou nenhum pronunciamento oficial, mas os rumores de que o projeto vai acontecer são fortes, valendo lembrar que o estúdio ainda mantém a continuação de Prometheus em desenvolvimento com Ridley Scott.

Vamos aguardar por novidades, mas Blomkamp já provou que entende muito bem como se faz uma ficção científica.

Confira abaixo as artes conceituais da conta de Neill Blomkamp:

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Uau.

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| Sob a Pele | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

UndertheSkin
Scarlett Johansson é… Bem, ninguém tem nome no filme

Certamente muitos de vocês não teriam ouvido falar desse filme se não fosse o alarde (inclusive da própria distribuidora nacional, a Paris Filmes) em torno do nu frontal de Scarlett Johansson. Obviamente há muito mais do que isso em Sob a Pele, a peculiar ficção científica de Jonathan Glazer que parte para estudar o comportamento humano. Mas nem tanto.

A trama misteriosa é centrada na figura de Johansson, uma alienígena enviada à Terra para se misturar entre os humanos. Silenciosa e ambígua, ela se dedica a dirigir uma van pelas ruas da Escócia e oferecer carona a homens solitários, apenas para aprisioná-los em um sombrio cativeiro.

Em muitos termos, a premissa remete bastante à de A Experiência, quadrilogia iniciada por Roger Donaldson em 1995, que também girava em torno de uma alienígena sexy buscando por homens solitários – era, de certa forma, uma versão nada sutil da alegoria sexual de Alien – O Oitavo Passageiro. Mas se este era mais explícito e direto ao ponto em sua execução, Sob a Pele valoriza mais a experiência em si e tenta substituir a sutileza de Ridley Scott por um jogo onírico, mesmo que sua trama seja bem simples. Por tal motivo, Jonathan Glazer opta por fazer um espetáculo visual, capturando belíssimas imagens com o diretor de fotografia Daniel Landin, seja na beleza natural da Escócia (como as florestas altas ou a estupenda cena da névoa) ou na estética minimalista dos ambientes alienígenas, como o obscuro cativeiro reluzente mantido pela protagonista. É particularmente agonizante também ver o destino dos humanos capturados, e a requintada trilha sonora de Mica Levi traz alguns dos arranjos mais bizarros que você ouvirá em um bom tempo.

Agrada aos olhos, mas infelizmente não vai além. Pelo menos pra mim, a experiência não mexeu tão forte, rendendo mais uma história que vai se alongando além do necessário pelos 108 minutos de projeção. É interessante apontar que diversos dos passageiros abordados pela protagonista não eram atores, tendo suas reações capturadas com uma câmera escondida (mas todos assinaram um contrato de divulgação de imagem posteriormente, claro), o que resulta em um registro quase documental da extraterrestre. Scarlett Johansson, aliás, pouco pode fazer com sua personagem inexpressiva – ficando interessante apenas no ponto em que esta começa a entender as emoções humanas.

No fim, Sob a Pele não deixa de ser um experimento interessante. É lindo em suas imagens e na proposta, mas me atingiu como algo vazio e  quase sem vida. Mesmo que nos convide para explorar temas subjetivos, não há muito o que se observar sob sua pele.

Continuação de PROMETHEUS sai em 2016

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , on 24 de março de 2014 by Lucas Nascimento

scot

Depois de realizar O Conselheiro do Crime no ano passado, finalizar o épico Exôdo para o final de 2014 e flertar com projetos que iam de futebol americano até um novo Blade Runner, Ridley Scott agora retorna para o mundo revisitado do Alien com a continuação de Prometheus. A estreia foi marcada pela Fox para 4 de Março de 2016, e o roteirista Michael Green é contratado para revisar o roteiro escrito por Jack Paglen (de Transcendence).

A expectativa é grande. Ainda que muitos tenham se decepcionado com o primeiro filme, gosto bastante do resultado e fico curioso pelos caminhos que a trama pode seguir, ainda mais depois de seu ambicioso desfecho. Noomi Rapace e Michael Fassbender devem retornar, mas ainda não há confirmação oficial.

Aguardemos por mais novidades.

Análise Blu-ray | PROMETHEUS – EDIÇÃO DE COLECIONADOR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , on 19 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento

O Filme

O aguardadíssimo (meio que) prelúdio de Alien – O Oitavo Passageiro trouxe respostas e adicionou mais mistérios ao universo iniciado por Ridley Scott em 1979. Visualmente estonteante, Prometheus é uma ficção científica que carrega muita ambição em sua busca pela origem da vida humana, e Scott conduz a trama de forma instingante e brilhantemente nojenta; sempre apoiado pelo eficiente elenco. Mesmo que traga diversos furos no roteiro, é um ótimo filme. Crítica

Comentário em Áudio do diretor Ridley Scott

Ridley Scott comenta o filme em tempo real e compartilha suas opiniões e intenções com determinadas cenas, assim como curiosidades sobre a realização destas e o uso do 3D. É interessante ver o leque de referências do diretor (Pink Floyd!), e como pequenos detalhes vistos em diálogos ou cenários podem (ou não) estar conectados à Alien – O Oitavo Passageiro. Muito bom, mas Scott diversas vezes (especialmente no início) descreve demais o que acontece na tela, como se quem estivesse ouvindo o comentário não tivesse assistido ao longa. Outro demérito: ausência de legendas em português.

DISCO 1

Comentário em Áudio com os roteiristas Jon Spaiths e Damon Lindelof

Em duas faixas separadas que vão se misturando ao longo do filme, fica evidente a divergência entre o novato Jon Spaiths e o tarado por mistérios Damon Lindelof. Spaiths escreveu os primeiros rascunhos de Prometheus e Lindelof entrou para revisar o texto (devido ao medo do estúdio em confiar uma grande produção a um nome desconhecido), adicionando mudanças pertinentes. Prefiro os comentários de Lindelof, que mostra-se mais claro e à vontade – além de eu concordar cem-por-cento em sua decisão de não responder todas as questões que o filme deixa em aberto.

Cenas Excluídas e Alternativas

Trazendo 13 cenas inéditas/alternativas, o material aqui chega em quase 40 minutos de duração. A maioria das cenas aqui justifica o corte (como “a ressaca de Holloway), mas há sequências excelentes como a já famosa abertura alternativa com os Engenheiros e uma arrepiante luta entre a baixinha Noomi Rapace o gigantesco Ian Whyte. Há espaço também para desenvolver melhor alguns personagens (o capitão Janek tem um belo monólogo que surge como alegoria da trama toda), mas nada que faria muita falta ao longa.

Dossiê Peter Weyland

Aqui, temos uma reunião de todos os vídeos da campanha de marketing do filme. A palestra de Peter Weyland na TED 2023, o comercial comemorativo de David, o pedido de financiamento de Elizabeth Shaw e um perfil dos tripulantes da Prometheus. Todos podem ser visto na internet, e não são puro capricho: mostram-se um complemento sólido à experiência. Aviso: leiam os textos desse extra, há uma informação importante que diz respeito a O Oitavo Passageiro

DISCO BÔNUS

Deuses Furiosos: Criando Prometheus

Com quase 4 horas de duração, “Deuses Furiosos” é o making of definitivo de Prometheus. Partindo desde os conceitos iniciais da pré-produção e culminando em reflexões sobre o resultado final, o documentário é dividido em 9 partes (mais uma série de mini-featurettes), onde cada uma se concentra em um aspecto diferente da produção. Todas as entrevistas e cenas de bastidores são ótimas e evidenciam o duro trabalho do elenco e dos realizadores, especialmente no visual das novas criaturas (a desconstrução do Alien xenomorfo e a incrível maquiagem dos Engenheiros são os destaques). Fiquei surpreso ao observar a quantidade de cenas que tiveram efeitos práticos, onde a computação gráfica surge apenas como um acessório. Muito interessante.

Arquivos da Weyland Corp

Como todo bom blu-ray de colecionador, há uma imensa coleção de galerias aqui. Divididas em áreas de Pré-Produção, Produção e Pós-Produção, temos aqui ilustrações dos objetos, criaturas e cenários do filme e um espaço reservado à trailers, comerciais de TV e cartazes de divulgação. Great.

Nota Geral:

A edição de colecionador de Prometheus não oferece as “respostas” que a campanha da Fox tanto prometeu, mas ainda assim traz um excelente material que mergulha fundo nos bastidores da produção. O que me agradou muito foi a semelhança entre a estrutura dos menus e divisão dos extras com as da indispensável Antologia Alien. Recomendado.

Preço: R$ 119,90

Imagens: Blu-ray.com

FAN BOYS: Trailers da saga ALIEN

Posted in Fan Boys with tags , , , , , , , on 30 de junho de 2012 by Lucas Nascimento

Com a divulgação do trailer de Prometheus no ano passado (lembram?), alguns usuários do Youtube resolveram fazer suas próprias versões, só que com os filmes originais da franquia Alien. Deveria ter postado isso antes da estreia do novo filme, mas só tomei conhecimento dessas ótimas edições agora. Confira:

Alien – O Oitavo Passageiro, por heresjohnny1991

Aliens – O Resgate, por vanderthrust

Alien³, por Tqbsrc

Era um Alien ou não? | Discutindo PROMETHEUS

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de junho de 2012 by Lucas Nascimento

Após assistir a Prometheus, muitas dúvidas foram lançadas no ar e muitas explicações ficaram à mercê da imaginação do espectador. Assim como fiz com A Origem em 2010, escreverei sobre alguns pontos complexos do longa e tentarei encontrar uma explicação detalhada sobre a criação do Alien.

Obviamente, o post está INFESTADO de spoilers. Só leia se já tiver assistido o filme.

O Engenheiro


O Engenheiro da cena de abertura

Primeiramente, vamos falar sobre os Engenheiros. Vistos pela dra. Elizabeth Shaw e seu marido Charlie Holloway  como os criadores da vida na Terra, a cena inicial do filme (que traz uma bela homenagem à 2001 – Uma Odisseia no Espaço) logo confirma essa teoria quando vemos um desses seres se aproximando de uma cachoeira, em um planeta deserto, sobre o qual o diretor Ridley Scott afirma que “não seria necessariamente a Terra”, e que o objetivo da sequência seria mostrar a criação da vida.

Mas os Engenheiros já seriam vida. Dando progressão a cena, o Engenheiro bebe um líquido preto misterioso (que posteriormente descobriremos ser a substância essencial para a criação do Alien) e seu corpo começa a se corroer, tendo seus restos indo parar no fundo da mesma cachoeira. A fita de DNA do humanóide é então combinada com as moléculas de água, em uma reação conhecida como biogênese.


O Engenheiro ancião e o Sacrificador

Aí começam as dúvidas? O que esse Engenheiro fazia lá? Tinha consciência de que estava criando vida? Bem, eu interpreto que sim. A chave para essa questão fica com o androide David, quando afirma que “para se criar vida nova, um sacríficio deve ser feito”. Uma referência direta do roteiro para a cena inicial, a meu ver. Outra informação é uma imagem que caiu na rede recentemente, que mostra um momento cortado do filme, onde é possível observar um Engenheiro envelhecido. Ou seja, ele não foi deixado para trás (ao fundo, uma nave decola abruptamente durante a cena) e o idoso estaria ali por orientação, talvez.


A fita de DNA responsável pela criação da vida humana

Então, o que presenciamos aqui não é meramente a criação da vida, mas sim a criação da vida humana. Isso porque a dra. Shaw examina uma amostra de DNA humana e uma Engenheira, tendo uma equivalência total no código genético. Os Engenheiros criaram os Humanos. Mas como a própria Shaw aponta: quem criou os Engenheiros?

Fico com a resposta de Holloway: “Nunca vamos saber”.

Big things have small beginnings


Seria uma ilustração do Alien em um dos murais?

E vamos ao que todos esperavam: o Alien xenomorfo. O primeiro estágio de sua complexa formação encontra-se dentro da nave dos Engenheiros (que antes pensava-se ser uma caverna), mais precisamente na câmara com o obelisco faraônico. Centenas e até milhares de vasos estão à mostra, em uma espécie de reverência (?) ao cabeção, e é bom prestar atenção também nas ilustrações dos murais, muito parecidas com o Alien.


O líquido preto começa a vazar

A equipe da Prometheus invade o local, catalisando uma mudança na atmosfera e, por fim, o vazamento de uma substância preta (que podemos assumir ser a mesma que o Engenheiro ingere no início do filme, chegaremos a esse ponto em instantes) dos recipientes. Antes da fuga acelerada, David congela e leva consigo um dos vasos.


David analisa o recipiente alienígena

É aí que o androide resolve criar sua própria vida. Dentro do recipiente, encontra-se o líquido preto e ele resolve testá-lo com Holloway ao infectar sua bebida. Acho curioso a moralidade simples de David, que pergunta ao cientista “até onde ele iria para encontrar as respostas”, “eu faria de tudo” responde Holloway. Dessa forma, o robô não sente remorso (e também não poderia, já que é uma máquina) e pode-se até insinuar que ele não viu sua ação como prejudicial. Resumindo, David poderia até achar que estava ajudando o cientista.


Holloway sofre com a infecção

Com a substância em seu organismo, Holloway e Shaw fazem sexo e o embrião alienígena é depositado na fêmea. Ao despertar, Holloway começa a sofrer mutações em seu rosto (similares à do Engenheiro no início do filme), que acabam ocasionando em sua morte pelas mãos de Vickers.


A “cobra espacial”

Vamos falar mais sobre esse contágio. Como Charlie fora incinerado, a infecção não atingiu seu estágio final e não podemos saber o que teria acontecido com a pobre vítima. Mas talvez haja uma resposta, se nos lembrarmos de Fifield e o biólogo, membros da tripulação que se perderam durante a primeira expedição à câmara dos Engenheiros. Os dois haviam encontrado uma misteriosa “cobra” que os atacou e demonstrou uma similiaridade com o Alien: o sangue ácido.


Um infectado (e monstruoso) Fifield

Posterior ao ataque é a contaminação de Fifield pela substância preta, que eu acredito ser a mesma que David usou em Holloway (mas já que o androide usara uma dose menor, o efeito foi enfraquecido). O sujeito ataca a tripulação, mas não traz grande papel (além de mais um elemento sinistro) na trama.


A já famosa cena do parto

Voltamos para Shaw, que descobre estar grávida de um ser alienígena. Quando ela finalmente dá a luz (em uma sequência brilhantemente grotesca), vemos o primeiro facehugger, ainda que não tenha a aparência com que estamos acostumados a vê-lo. Aqui ele se parece mais com uma lula, e seu tamanho ganha proporções monstruosas posteriormente.


O sacrifício da Prometheus

O filme vai se aproximando do fim e o último Engenheiro do qual temos notícia está se preparando para decolar sua nave e atacar a Terra com a substância preta. E aí a frase de David sobre sacríficio estampa na cabeça novamente: a Prometheus então colide com o Engenheiro, destruindo ambas e, assim, salvando nosso planeta da suposta invasão. Mas essa não é a única vida que sairá ganhando com esse sacrifício…


O “filho” de Shaw atinge proporções colossais

Mesmo com a nave destruída, o Engenheiro sobrevive e persegue a dra. Shaw pelos destroços da Prometheus (mais especificamente, o módulo de escape de Vickers) e tem o azar de se encontrar com o “filho” da cientista, que o agarra violentamente e insere tentáculos dentro de sua boca. É uma ação típica do facehugger.


O Proto-Alien

E como vocês bem sabem, a última cena revela o Alien perfurando o peito do Engenheiro. Assim como seu estágio anterior, não é a criatura que estamos habituados, mas sabemos o que virá depois. Nasce o “proto-alien”, ou “Deacon” de acordo com Ridley Scott.


Simples e efetivo infográfico sobre as criaturas de Prometheus

Então agora sabemos o que vem antes do ovo:

Líquido preto + Hospedeiro humano macho + fecundação com fêmea = Nascimento da “Lula” + Hospedeiro Engenheiro (fica a dúvida se, com outra criatura, o resultado seria o mesmo) = nascimento do proto-alien.

Agora, um Prometheus 2 terá que explicar o buraco entre a fisiologia desse novo Alien e o visto em O Oitavo Passageiro, assim como o que aquele outro Engenheiro fazia no planeta do filme de 1979 (sim, Engenheiro = Space Jockey). E, claro, onde a dra. Shaw encontrará novamente nossos criadores?

Gostaram do post? Curtiram o filme? Detestaram?

Discutam!

Crítica do filme

Gritos vindo do Espaço | Especial PROMETHEUS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de junho de 2012 by Lucas Nascimento

Na última quinta-feira, tive a oportunidade de assistir a Prometheus e a crítica com minha opinião já está no ar. No entanto, estava preparando um especial sobre o filme e, depois de ter visto o filme, fiz algumas adaptações e espero que gostem.Vamos lá:

Aviso: Há alguns spoilers (mas relaxem, tem um aviso prévio quando se aproximarem de um)

Ao contrário dos outros especiais que escrevi (onde analisava todo o processo de produção do filme), serei um pouco mais objetivo este ano. Aqui, algumas perguntas que vêm rodeando Prometheus – e as respostas que você procura…

O que é Prometheus?

De acordo com a mitologia grega, Prometheus foi o deus responsável por entregar o fogo – até então uma posse estritamente divina – aos humanos, tendo seu banimento (e uma tortura horrenda) como consequência. Já na ficção científica de Ridley Scott, Prometheus é o nome da nave principal, que tem como objetivo explorar os mais obscuros cantos do espaço, em busca daqueles que possam ser os criadores da vida na Terra.

Prometheus foi filmado em 3D?

Felizmente, sim. 3D e Câmeras RED Epic. O 3D do filme funciona de forma muito sutil, não se destaca mas também não prejudica a sessão.

Qual a ligação entre PrometheusAlien – O Oitavo Passageiro?


O Space Jockey enfim ganha uma explicação

Ainda não está clara, mas Scott afirma que os eventos mostrados em Prometheus antecedem os de Alien. Aliás, quem é fã da franquia somou facilmente o dois mais dois visto nos inúmeros trailers e comerciais de TV do filme, e é inegável que este filme serve de prelúdio para o filme de 1979. O observador mais atento notou que a empresa por trás da expedição espacial é a Weyland Corporation (mesma da frnaquia original) e reparou na presença do misterioso Space Jockey, um ser alienígena que apareceu repentinamente no longa original (quando a equipe da Nostromos descobre os ovos do Alien) e que provavelmente vai ganhar mais destaque aqui.

O texto acima foi escrito antes de eu ver o filme. Não vou entregar nada, mas aviso: fique de olho no Space Jockey…

O que a equipe da Prometheus descobriu? [SPOILER]


O salão com o obelisco gigante e os misteriosos vasos

Os roteiristas Damon Lindelof e Jon Spaiths já haviam comentado que a trama envolveria a origem da humanidade. Após assistir ao filme, é revelado que os cientistas Elizabeth Shaw e Charlie Holloway descobriram uma raça alienígena – que eles chamam de Engenheiros – que pisou na Terra durante o início dos tempos e acabou por criar a raça humana. Durante a viagem espacial, eles encontram o planeta LV-223, onde os tais criadores teriam estado pela última vez. Não falo mais nada!

O Alien Xenomorfo está em Prometheus? [SPOILER]


Um dos parasitas alienígenas encontrados em LV-223

SPOILER SPOILER; Ao longo de Prometheus, vamos conhecendo variados elementos alienígenas. Não vou entrar em detalhes, mas ao fim da projeção uma criatura muito (muito) similar ao alien xenomorfo perfura o peito de um Space Jockey.Então, pode-se dizer que o xenomorfo está sim no filme.

Prometheus terá continuações?

A julgar pelo final do filme, eu espero que sim! Mas antes, devemos aguardar pelo desempenho do filme nas bilheterias. Todavia, nenhum dos envolvidos tem contrato assinado para continuações.

Os principais personagens de Prometheus:

Dra. Elizabeth Shaw | Noomi Rapace

Obcecada pesquisadora e cientista, Elizabeth Shaw descobre junto com seu marido Holloway, pictogramas que ela acredita ser um convite de seres extraterrestres superiores (a quem ela se refere como “Engenheiros”). É forte e movida por fé e o desejo de conhecer seus criadores.

David | Michael Fassbender

A oitava versão de sua geração, David é um andróide de inteligência artificial que auxilia a equipe da Prometheus em sua jornada épica. Suas funções vão de pesquisa e tradução de línguas desconhecidas até análise medicinal de elementos alienígenas. Para saber mais sobre ele, assista ao vídeo na seção “Viral”, em alguns parágrafos abaixo.

Logan Marshall-Green | Charlie Holloway

Marido de Elizabeth, Holloway é um cientista mais aventureiro e que prefere expedições à bibiliotecas, arriscando-se ao extremo para obter as respostas que procura. Junto com sua mulher, formulou a teoria sobre os Engenheiros

Meredith Vickers | Charlize Theron

Funcionária da Companhia Weyland (e filha de seu president, Peter Weyland), Meredith Vickers é representante da mesma na tripulação da Prometheus. Por tomar uma postura mais burocrática (e sempre exigir que tudo saia a sua maneira), ela constantemente entra em conflito com a equipe; não se importando em cancelar a missão se a situação fuja do controle.

Peter Weyland | Guy Pearce

Ambicioso e poderoso, Peter Weyland é o presidente da Companhia Weyland, responsável por incomparáveis avanços tecnológicos e pela iniciativa de exploração espacial – principalmente na forma do Projeto Prometheus. Weyland vê a humanidade como deuses, e não medirá esforços para alcançar seu objetivo. No filme, encontra-se em idade avançada mas ainda esperançoso de seu objetivo.

As principais mentes responsáveis pela criação do alien xenomorfo.

O Roteirista


Dan O’Bannon: o homem que imaginou um alienígena estuprador

Visando uma ficção científica assustadora, os roteiristas Dan O’Bannon e Ronald Shusett trabalhavam no roteiro que viria a se tornar Alien – O Oitavo Passageiro. Idealizando a história e a criatura, O ‘Bannon queria que o alienígena se infiltrasse na espaçonave principal por meio de uma relação sexual com um dos tripulantes – elemento que, sendo melhor desenvolvido posteriormente, daria origem à famosa cena do chestburster (perfura-peito).

Tendo seu complexo ciclo de vida terminado, a criatura de Alien foi concebida como uma analogia ao estupro, e o roteiro assinado por Dan O’Bannon fora completado.

O Surrealista


O artista H. R. Giger e sua sinistra criação

Enquanto estava na França auxiliando o diretor Alejandro Jodorowsky com um projeto conhecido como Dune, Dan O’Bannon conheceu um dos responsáveis pelo design de produção: o artista surrealista suíço H. R. Giger. Impressionado com seu trabalho, que traz imagens sombrias e com forte presença sexual, Giger foi logo sinalizado para o estúdio da Fox.

Com Ridley Scott contratado para a direção do filme, o novato cineasta logo se encantou pelo trabalho de Giger, recrutando-o imediatamente – contra a vontade do estúdio, que considerava seu trabalho pornográfico – para definir a aparência do xenomorfo. A principal inspiração para a criatura alienígena foi a obra Necronom IV, que Giger pegou e adaptou-a até chegar no visual final da criatura. De acordo com o artista, seus desenhos dessa coleção são baseados em seus pesadelos.


Necronom IV: A inspiração decisiva para o visual do xenomorfo

A contribuição do surrealista para Alien – O Oitavo Passageiro ficaria apenas na fisionomia da criatura, mas no fim ele deu vida à criatura, os ovos, o facehugger, o design do planeta alienígena (batizado de LV-426) e também o do Space Jockey. Giger, de fato, tem uma criatividade perversamente genial.

H. R. Giger também contribuiu para o visual de alguns elementos de Prometheus.


Uma das artes conceituais finais do Xenomorfo

Uma análise breve sobre o complexo ciclo de vida do Alien:

1. Ovo: Produzidos pela Rainha Alien, os ovos ficam protegidos por uma névoa com sensor de movimentos. Assim, qualquer forma de vida que atravessá-lo, dá um alerta para que o ovo se abra.

2. Facehugger (“Abraça-Rosto”): De dentro do ovo sai o facehugger, estágio inicial da criatura alienígena. O bicho gruda no ser (independendo se for humano ou não, já que o alien é um xenomorfo) e fica plantado lá por um bom tempo, plantando uma espécie de “semente” em seu hospedeiro; portando também de um sistema de defesa baseado na expelição de ácido. Após tal processo, ele é descartado.

3. Chestburster (“Perfura-Peito”): Após a semente do facehugger se desenvolver, o pequeno alien perfura o peito de seu hospedeiro e começa seu acelererado desenvolvimento para a fase adulta. Vamos relembrar essa fase com a clássica cena do primeiro filme, onde vemos o chestburster pela primeira vez. Aqui.

4. O “Cachorro”: Quando o Alien usa um cachorro como hospedeiro, a criatura assume uma forma quadrúpede – similar ao da forma adulta a seguir.

5. Fase Adulta: Adulto, o alien é uma máquina de matar implacável. Usando como arma sua afiada cauda ou a “segunda boca” para perfurar suas vítimas ou oponentes, ele ainda conta com o mecanismo de defesa ácido.

6. Rainha: Estágio mais desenvolvido da criatura, apresenta um considerável aumento de tamanho em sua estrutura, assim como mutações na cabeça. A rainha é mais forte e também é capaz de botar os ovos, que reiniciam o ciclo.

ANOMALIAS

Híbrido

Visto em Alien: A Ressurreição, a criatura híbrida nasceu após o DNA do xenomorfo ter sido combinado com o de um clone de Ripley. É, em minha opinião, o bicho mais sinistro de toda a franquia…

Predalien

Na medonha franquia Alien vs. Predador (que muitos, eu incluso, não consideram como parte da mitologia original de ambos os personagens), um facehugger escolhe um predador como hospedeiro, e o resultado é o chamado “Predalien. A criatura traz características de ambos os alienígenas, e mostra-se ainda mais perigosa e mortal. Seu fim é dado pelas mãos de um solitário Predador em Alien Vs. Predador 2.

Alien – O Oitavo Passageiro (1979)

Marco absoluto no cinema de ficção científica (e também no de terror, inubitavelmente), Alien lançou o talento de Ridley Scott e o belo rosto de Sigourney Weaver para Hollywood. Silencioso e até um pouco parado, o longa trabalha minuciosamente a criação do suspense e da claustrofobia, partindo de um bom roteiro e um elenco competente. Um clássico, sem falar que criou um dos alienígenas mais icônicos do cinema.

Aliens – O Resgate (1986)

Um dos melhores exemplos de sequência “maior e melhor”, James Cameron abraça a mitologia introduzida por Ridley Scott em O Oitavo Passageiro e substitui o terror claustrobófico por épicas batalhas entre humanos e alienígenas. Em um espetáculo de efeitos visuais e práticos (a Rainha Alien, projetada pelo falecido Stan Winston, é o ponto alto nesse quesito), Aliens – O Resgate é o meu preferido da série.

Alien³ (1992)

Estreia de David Fincher na direção cinematográfica, o terceiro Alien é uma decepção perto do épico de James Cameron. Com um roteiro confuso, sem cuidado com sua narrativa ou personagens (inúmeras desavenças entre estúdio e diretor sacrificaram a boa premissa do longa, que nos apresenta a um planeta-prisão), o que se salva aqui é o belo visual – que vai desde o uso inteligente de sombras até a imagem marcante de Ripley careca.

Alien – A Ressurreição (1997)

Ambientando-se 200 (!) anos após o anterior, Alien – A Ressurreição realmente não precisava ter sido feito. É exagerado, estranho e não apresenta quase nenhuma similaridade com os outros filmes, apesar de trazer algumas boas ideias (como o uso do Alien como arma biológica e a criatura híbrida). Sigourney Weaver faz uma Ripley diferente e muito menos admirável do que a original.

Alien vs Predador (2004-2008)

Trazendo outro monstro sagrado da Fox, o Predador, o embate entre os dois alienígenas prometia muito. No entanto, ambos os filmes são de qualidade ruim e muito abaixo do potencial dos personagens, sendo apenas um feito técnico (no primeiro filme). O primeiro de Paul W. S. Anderson é até assistível, mas a continuação de Colin e Greg Strause é um dos piores filmes que já assisti. Tamanha bagunça, que tanto Predadores (retomada do personagem, de 2010) quanto Prometheus ignoram os eventos de AVP.

Abaixo, reuni alguns vídeos de viral do filme (acredite, eles complementam muito a experiência).

Peter Weyland discursa na TED 2023

Conheça David 8

Pedido de financiamento da Dra. Elizabeth Shaw

Gostaram? Espero que sim. Prometheus estreia no Brasil nesta Sexta. Leia a crítica do filme aqui.