Arquivo para amanda seyfried

| Ted 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , on 29 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

2.0

Ted2
Cinquenta tons de Ted

Nunca fui um grande conhecedor do humor de Seth MacFarlane, mas me diverti bastante com o hit surpresa Ted, em 2012, que fora sua estreia como diretor e roteirista no cinema. Porém, ano passado o criador de Uma Família Pesada entregou a decepcionante comédia faroeste Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola, e agora, Ted 2 chega para confirmar que o acerto de MacFarlane em 2012 foi mera sorte de principiante.

Na trama, o urso falante Ted (MacFarlane) se casa com sua namorada Tami-Lynn (Jessica Barth) e anseia por ser pai, seja por doação de esperma de seu amigo John (Mark Wahlberg) ou através de adoção. Porém, o Estado se nega a considerar Ted como algo a mais do que uma propriedade (leia-se, um brinqued0), fazendo-o entrar numa batalha judicial para comprovar sua humanidade.

É uma premissa que diverte pelo absurdo, e que poderia muito bem ser transformada num pesado drama caso o protagonista não fosse um ursinho de pelúcia. E é aí que reside o grande problema de Ted 2, que revela-se uma obra assustadoramente descontrolada e sem sentido, que transita entre o humor escatalógico até cenas de tribunal que tocam seriamente em temas como escravidão e defesa de minorias, sem ter muita certeza aonde quer chegar. MacFarlane acerta em seu sempre eficaz trabalho vocal de Ted, mas como diretor, realmente deveria reconsiderar suas escolhas, já que a narrativa do filme é prejudicada por timing ruim de piadas, uma montagem inconstante e um ritmo tedioso.

Por exemplo, a trama principal com a advogada de Amanda Seyfried é constantemente interrompida por cenas aleatórias de John e Ted tentando causar algum tipo de humor, mas de nenhuma forma que caiba dentro da história: seja por aleatoriamente atirar objetos em corredores, referenciar Clube dos Cinco ou invadir um clube de stand-up para sugerir temas tristes como 11/9 ou Charlie Hedbo aos comediantes (essa fez rir, ok). De maneira similar, Liam Neeson e Morgan Freeman ganham participações sem graça, enquanto a narrativa é comprometida por uma entrada no road movie que simplesmente não empolga, mesmo que o roteiro de MacFarlane aposte pesado em referências pop – rendendo uma boa piada com Jurassic Park. Temos até uma grande luta na New York Comic Con (e pelas barbas de Odin, MacFarlane ganhou muita grana para promover brinquedos de Transformers…), mas que só entretém pela variedade de cosplayers envolvidos.

Nem mesmo a química de Wahlberg com o urso funciona muito bem aqui, principalmente porque o ator parece completamente desinteressado e a computação gráfica de Ted mostre-se estranhamente inferior à do primeiro filme. Seyfried também não rende boa participação, enquanto o vilão de Giovani Ribsi divirta, mas sem o impacto surpresa causado no longa anterior.

Falta a Ted 2 o humor certeiro e o roteiro bem elaborado do primeiro, limitando-se a uma trama sem graça e entediante, só pontualmente capaz de rir. Acho que Seth MacFarlane deveria pensar bastante antes de decidir arriscar-se no cinema novamente.

Confira o primeiro trailer de TED 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 29 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

ted2

O ursinho putão de Seth McFarlane retorna para uma continuação… Ted 2 traz de volta McFarlane e Mark Whalberg, adicionando Amanda Seyfried, Morgan Freeman e Liam Neeson em uma trama em que o protagonista tentará expandir seu legado e ter filhos.

Confira o primeiro trailer:

Ted 2 estreia em 27 de Agosto no Brasil.

| Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

AMillionWaystoDieintheWest
Seth MacFarlane diverte Charlize Theron e Liam Neeson

Com o sucesso de Uma Família da Pesada na TV e a aceitação de seu divertido Ted, nem em um milhão de anos eu apostaria que Seth MacFarlane apostaria em uma comédia de faroeste como seu próximo projeto. E mesmo que o comediante tenha lá suas boas tiradas e venha evoluindo como diretor, Um Milhão de Maneiras de Pegas na Pistola não é exatamente engraçado ou memorável.

A trama é centrada em um fazendeiro covarde (MacFarlane) que está em depressão após o término com sua namorada Louise (Amanda Seyfried). Quando ele conhece a misteriosa forasteira Anna (Charlize Theron), ela concorda em treiná-lo para ser um exímio pistoleiro, desafiando o novo companheiro de Louise (Neil Patrick Harris) para um duelo.

Primeiramente, vamos só enfatizar o quão idiota e equivocado é esse título nacional: “Pegar na pistola”. Sério mesmo? O próprio protagonista diz em certo ponto que existem “um milhão de maneiras de morrer no Oeste”, e essa é a principal questão do filme, não as diferentes maneiras que existem de se sacar um revólver. Bom, elefante da sala removido, meu problema como o filme transcende o título. Seth MacFarlane não sabia que tipo de filme estava fazendo; é uma comédia, mas também acaba se levando a sério nos momentos errados, como a repentina perseguição de cavalos pelo deserto. Minha teoria é a de que MacFarlane tivesse ficado tão impressionado com as belas imagens capturadas (e são realmente belíssimas) que resolveu fazer algo épico, nem um pouco a ver com sua proposta inicial. Vejam por exemplo Anjos da Lei 2, que aposta em diversas cenas de ação, mas jamais se esquecesse do gênero em que está.

O roteiro assinado por MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild (mesma trinca responsável por Ted) acerta ao tornar o universo e seus personagens completamente anacrônicos, utilizando termos e dialetos que jamais estariam no Velho Oeste, mas sim nos dias atuais. Tal artíficio quase transforma o filme em um desenho animado, que também se traduz nos figurinos simplórios (mocinho usa core mais claras, vilão usa só preto, etc) e no design de produção cartunesco, marcado também por diversos cenários pintados e em greenscreen. A verdade é que MacFarlane parece mais fã de De Volta Para o Futuro: Parte III do que os clássicos do faroeste, já que muitas viradas e situações no roteiro – além da própria trilha sonora de Joel McNeely – lembram muito as do filme de Robert Zemeckis, além de trazer uma saudosa participação especial. Aliás, participações especiais são o que o filme tem de melhor.

O elenco também se sai bem. Especialmente Charlize Theron, que oferece uma construção agradável para sua pistoleira Anna: é ao mesmo tempo destemida e durona, mas também dócil e nada modesta em relação a seus atributos (“Eu tenho peitos incríveis, óbvio”). Já Seth MacFarlane revela-se melhor dublador do que ator, ainda que seu sarcasmo seja bem colocado. E se Liam Neeson como herói durão já é o suficiente para comprar um ingresso, vê-lo como um vilão genérico é bem divertido.

Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola impressiona pela quantidade de trabalho técnico e visual dedicados a uma comédia, mas não faz bonito naquilo que seria sua única prioridade: fazer rir, seja na perda de foco ou na insistência em humor barato.

Poxa, alguém aí ainda acha piadas com peido e diarreia tão hilariantes?

Obs: Fiquem durante E depois dos créditos, há uma participação especial imperdível.

Amanda Seyfried vai fundo no primeiro trailer de LOVELACE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 3 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

lovelace

Uma das surpresas do Festival de Sundance deste ano, Lovelace traz Amanda Seyfried na pele da atriz pornô Linda Lovelace. A trama mergulha em sua controversa relação com o marido (Stellan Skarsgard) e os motivos que a levaram a protagonizar Garganta Profunda, um dos “clássicos” do gênero. A performance da atriz – que certamente envolveu cenas mais pesadas – foi bastante elogiada pela crítica. Confira:

Lovelace estreia no Brasil em 30 de Agosto.

| Os Miseráveis | Tom Hooper faz o elenco todo cantar ao vivo, mas não perdoa nos excessos

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Musical with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

LesMiserables

De cabelo picotado e olhar melancólico, Anne Hathaway provoca a maior reação emocional do longa

Já disse isso no ano passado e não vejo mal em repetir: não gosto de filmes musicais. No entanto, a versão de Tom Hooper para Os Miseráveis traz um elenco muito carismático e 8 indicações para o Oscar deste ano, logo merece ser conferido até mesmo por aqueles que acham repentinos números musicais intrusivos em longa-metragens. Dito isso, o longa impressiona pela escala de sua produção e o talento de seu elenco, que se transforma realmente em um grupo de cantores.

A trama é mais uma adaptação da cultuada obra de Victor Hugo (que já ganhou bem sucedidas versões nos palcos da Broadway), que traz uma série de personagens em meio ao período da Revolução Francesa do século XVIII. No centro deles está Jean Valjean (Hugh Jackman), um condenado que foge de sua condicional e aspira por uma vida melhor, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo cruel inspetor Javert (Russell Crowe) e se compromete em cuidar da jovem Cosette (Isabelle Allen, jovem, e Amanda Seyfried, adulta).

O que é realmente interessante sobre o novo filme é sua técnica inovadora. Primeiramente que cerca de 90% dos diálogos do roteiro não são pronunciados, e sim recitados em forma de canções – o que difere dos musicais habituais, onde a narrativa segue de forma padrão e é momentaneamente quebrada para a entrada de um número musical, onde impera determinada canção. Aqui, Hooper insere a cantoria como algo habitual desse “universo”, em uma clara tentativa de torná-las orgânicas, algo que não me recordo de ter visto em produções do tipo. Mesmo que seja uma iniciativa intrigante, o resultado é exaustivo de se acompanhar, já que o espectador é atacado com uma enxurrada de canções, uma atrás da outra. Há até uma cena em que acompanhamos diversas músicas diferentes ao mesmo tempo; o que, ainda que contribua para a preparação de uma batalha, soa como uma cacofonia incomodante.

Mas certamente é de se dar créditos ao novo método de interpretação das canções. Geralmente o elenco se reúne em um estúdio para gravar todo o trabalho vocal separadamente, para depois atuar durante as filmagens tendo essas gravações de áudio como referência. Em Os Miseráveis, o elenco canta ao vivo, sendo no mínimo, ousado. E os resultados são absurdamente perceptíveis em cena, já que as interpretações ganham muito mais intensidade. A começar pelo protagonista Hugh Jackman, que abandona todo o teor cômico/durão de seu Wolverine para encarnar o complexo Valjean, personagem que passa por transformações físicas notáveis e o ator desaparece nelas, fortalecendo assim sua excelente (e esforçada) performance e comprovando sua imensa carga dramática (e também revelando sua habilidade para cenas de canto).

Favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante, Anne Hathaway de fato merece todos os elogios e prêmios que vem recebendo. Mesmo tendo pouco tempo em tela, sua Fantine é a figura mais trágica e marcante da projeção, e a atriz se despe de toda vaidade e ignora todos os clichês que poderiam surgir ao encarnar uma mulher que perde lar, cabelos e dentes e recorre à prostituição para sustentar sua única filha. Suja e com um olhar destruidor, Hathaway protagoniza o melhor momento do longa ao cantar “I Dreamed a Dream” em uma melodia melancólica e frustrada – e o fato de Hooper manter a cena sem cortes e focalizar a câmera em seu rosto, a torna ainda mais poderosa e emocionante.

A grandiosidade dos cenários também é de se admirar, sendo todos eles uma fiel recriação da Paris daquele período. O demérito vai para a junção artificial de ambientes reais e digitais, como a cantoria solo de Russell Crowe sobre um telhado da cidade, cujo uso óbvio de green screen compromete o bom trabalho do ator. Em efeito contrário, é justamente a artificialidade que favorece alguns fatores da fita, em especial as exageradas vestimentas e caricatas maquiagens dos vigaristas vividos por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (coincidentemente, ambas figuras igualmente cartunescas no ótimo Sweeney Todd de Tim Burton), que contribuem para o desempenho da dupla – que funciona como um divertido alívio cômico.

Com 168 minutos que se movem com notável lentidão, Os Miseráveis apresenta uma ótima história e um elenco espetacular, mas que é ofuscada em meio ao excesso de canções. O novo método escolhido por Tom Hooper favoreceu aos intérpretes, que dão o seu melhor em apresentações intensas, mas rendeu uma experiência difícil de se acompanhar. Nas palavras do comediante Jerry Seinfeld: “Não gosto desses musicais, não entendo por que cantar, quem canta? Se tem alguma coisa pra dizer, diga!”

Obs: Essa crítica foi publicada durante minha viagem para Los Angeles, em 29 de Janeiro de 2013.

| O Preço do Amanhã | Potencial de clássico, execução medíocre

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , on 5 de novembro de 2011 by Lucas Nascimento


Justin Timberlake e Amanda Seyfried em cena

Já que O Preço do Amanhã ensina que tempo é dinheiro, vamos escrever esta crítica o mais rápido possível, passando apenas pelos pontos necessários. No parágrafo inicial, um breve comentário: tinha a melhor e mais original premissa do ano, mas falha ao executá-la.

A trama mostra um futuro onde  tempo é a moeda adotada pela sociedade.

O diretor e roteirista Andrew Niccol (o mesmo responsável por Gattaca e O Senhor das Armas) certamente teve uma ideia genial, mas não demonstrou a mesma originalidade ao executá-la; já que o longa abraça diversos clichês ao longo de seu desenrolar, passando também por uma mistura de gêneros (pôquer, Bonnie e Clyde, e por aí vai) que resulta na bagunça estrutural de O Preço do Amanhã. O diretor até que capricha nos  travellings e enquadramentos, mas mostra-se um péssimo roteirista ao criar diálogos terríveis.

Justin Timberlake assume um papel muito fácil e se dá bem, mostrando que tem carisma para diversos gêneros cinematográficos (drama em A Rede Social, comédia em Amizade Colorida e ação aqui), mas não é só porque sempre que seu personagem é visto correndo de mãos dadas com Amanda Seyfried, que os dois apresentem uma boa química – o que, na minha opinião, não acontece aqui. Cillian Murphy aparece confortável como o Guardião do Tempo Raymond Leo e Olivia Wilde rende uma boa participação como a mãe do protagonista.

Entre os valores técnicos, aquele que mais se destaca é a excelente direção de fotografia do sempre impecável Roger Deakins, que oferece um visual caprichado ao longa. No entanto, o uso de efeitos sonoros futurísticos em carros contemporâneos (com leves toques surreais) soa deslocado.

O Preço do Amanhã tem uma ideia fantástica e conceitos muito interessantes (como ladrões de tempo, bancos e empréstimos), mas não tem o diretor ideal para que o resultado faça juz a sua proposta. Com um cineasta como Christopher Nolan, por exemplo, poderíamos estar olhando para um futuro clássico.

Fui muito rápido?

Os vencedores do MTV Movie Awards

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Sem comentários, há poucos prêmios merecidos nessa lista, com destaque para os de Se beber, não case! Também merece lembrança, o show de Tom Cruise na pele daquele que é, na minha opinião, o papel definitivo de sua carreira: Les Grossman, de Trovão Tropical.
Melhor Filme

A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Melhor Ator

Robert Pattinson – A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Melhor Atriz

Kristen Stewart – A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Melhor Revelação

Anna Kendrick – Amor sem Escalas

Melhor Performance Cômica

Zach Galifianakis – Se beber, não case!

Melhor Vilão

Tom Felton – Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Melhor briga

Ali Larter, Beyonce Knowles – Obsessão

Melhor Beijo

Kristen Stewart e Robert Pattinson – A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Melhor Momento WTF (Que Porra é essa)

Ken Jeong no porta-malas – Se beber, não case!

Superastro

Robert Pattinson

Melhor Performance assustada

Amanda Seyfried – Garota Infernal

Melhor astro badass

Rain – Ninja Assassino

Se a votação continuar nas mãos dos internautas, todos os filmes da Saga Crepúsculo vão ganhar…