Arquivo para anne hathaway

Confira o trailer final de INTERESTELAR

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois da aparição-relâmpago na Comic-Con, Interestelar ganha mais um trailer. A ficção científica de Christopher Nolan leva Matthew McConaughey e grande elenco para explorar o conceito de buracos de minhoca no espaço. Confira:

O elenco traz ainda Anne Hathaway, Jessica Chastain, Michael Caine (claro), Cillian Murphy, John Lithgow, Topher Grace e Wes Bentley.

Interestelar estreia em 6 de Novembro.

Nã vejo a hora. Parece incrível.

Primeiro trailer de INTERSTELLAR, de Christopher Nolan

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

interstellar

E finalmente foi divulgado o primeiro teaser trailer de Interstellar, a misteriosa nova ficção científica de Christopher Nolan. A história é inspirada nas teorias de Kip Thorne sobre “buracos de minhoca” (wormholes) e passagens para outras dimensões. Já da pra imaginar uma escala épica nesse que promete ser um dos grandes lançamentos de 2014. Confira:

O filme conta com Matthew McCoughney, Anne Hathaway, Jessica Chastain e mais uma penca. Sem falar que temos Hans Zimmer na trilha sonora e câmeras IMAX…

Interstellar estreia nos mundialmente em 7 de Novembro de 2014.

O Incógnito Oscar 2013 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E chegou a hora da 85º cerimônia dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao contrário de algumas edições passadas, o Oscar deste ano promete trazer surpresas entre seus indicados principais (principalmente pela ausência de figuras importantes que vêm se destacando em prêmios de sindicatos), por isso é certo dizer que o Oscar 2013 é uma incógnita em algumas áreas. Começaremos, como sempre, pelas categorias de atuação:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada ator/atriz para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu esse ano

ator

Bradley Cooper | O Lado Bom da Vida

cooper

Personagem: Pat Solitano Jr.

Quem diria que de coadjuvante antagonista em Penetras Bons de Bico até protagonista de um dos filmes de comédia mais lucrativos da atualidade, Bradley Cooper se transformaria em indicado ao Oscar? Na pele de um sujeito diagnosticado com transtornos de personalidade, o ator impressiona por sua eficiente capacidade de alternar de humor naturalmente; hora furioso, resta um elogio sobre sua forma física para fazê-lo sorrir e esquecer seu problema. Mesmo que mantenha certo carisma cômico (característica que se encaixa aqui), é sua dramaticidade que realmente surpreende, assim como sua bela química com Jennifer Lawrence.

Daniel Day-Lewis | Lincoln

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Personagem: Abraham Lincoln

Um dos melhores atores em atividade, Daniel Day-Lewis é um monstro de atuação e caracterização. Entrando na pele do 16º presidente dos EUA, Lewis cria diversos elementos para sua composição; desde o andar meio manco até a suave voz (o ator teve que elaborar uma, já que não existem gravações sonoras de Abraham Lincoln), sendo responsável por todo o mérito de Lincoln. Não é uma performance que domina a tela o tempo todo (afinal, o longa aborda diversas personagens), mas que suga toda a atenção quando aparece. É uma vitória certa e, mesmo não sendo meu preferido entre os indicados, merecida.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Hugh Jackman | Os Miseráveis

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Personagem: Jean Valjean

Libertando-se das garras de Wolverine por alguns instantes (afinal, este ano o ator reprisa o papel do mutante imortal), Hugh Jackman solta a voz como protagonista da versão de Tom Hooper de Os Miseráveis. Honrando o título do longa ao surgir de aparência decadente nos minutos iniciais, o ator também soltou a voz e cantou ao vivo durante as gravações do filme; e seu trabalho talvez seja o mais evidente, já que este tem diversas canções em que aparece sozinho e com a câmera o acompanhando sem cortes.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Joaquin Phoenix | O Mestre

phoenix

Personagem: Freddie Quell

Após sua brincadeira sem graça como rapper barbudo, Joaquin Phoenix retornou àquilo que faz muitíssimo bem. Na pele de um desequilibrado ex-fuzileiro naval, Phoenix se entrega de corpo e alma e garante uma performance tanto física quanto psicológica, especialmente por manter o mesmo tom de voz, os acessos descontrolados de risadas e por manter um lado de seu rosto torto, quase deformado. É realmente impressionante a dedicação de Phoenix ao personagem, e também como oferece indícios de um possível distúrbio mental de Quell.

Denzel Washington | O Voo

denzel

Personagem: William “Whip” Whitaker

Ainda bem que Denzel Washington é o protagonista de O Voo. O filme de Robert Zemeckis não é ruim, mas o que o torna cativante até o final da projeção é a performance do excelente ator, que encarna um piloto de avião com problemas de alcoolismo – tornando-se uma figura heróica após aterrissar uma aeronave que se despedaçava nos céus. O carisma e ar simpático de Washington nos fazem identificar com Whip e também com sua difícil luta contra o vício – tratado com elementos clichês que o roteiro de John Gatins apresenta, e que só funcionam graças ao ator.

FICOU DE FORA: Jean-Louis Trintignant | Amor

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Personagem: Georges

A Anne de Emmanuelle Riva é o centro de Amor, mas quem realmente acompanha o espectador durante a projeção, é seu marido vivido por Jean-Louis Trintignant. O veterano ator francês acerta ao conseguir transpor todo a sua dedicação à Anne em uma série de ações e também pela paciência que demonstra. Quando este perde a paciência em certo momento (e também em sua decisão inesperada ao fim da projeção), vemos a versatilidade do ator, que imediatamente choca-se com seu feito e pede desculpas. Amor é bem sucedido graças a junção de Trintignant e Riva.

APOSTA: Daniel Day Lewis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Quando Daniel Day-Lewis quer um Oscar, quem vai ficar em seu caminho?

MEU VOTO: Joaquin Phoenix

atriz

Jessica Chastain | A Hora Mais Escura

chastain

Personagem: Maya

A Maya de Jessica Chastain talvez seja uma das figuras femininas mais badass dos últimos anos. Inspirada em uma agente real da CIA, a responsável por organizar e liderar a caçada pelo terrorista Osama Bin Laden é incrivelmente determinada e jamais perde seu foco, características que a atriz transpõem bem ao exibir o cansaço da personagem através do olhar e a ausência de glamour em sua caracterização. É de se admirar quando Chastain tira o problema de sua inquestionável beleza ficar à frente de sua integridade, adotando uma aura forte e persistência, não hesitando em levantar a voz ou usar palavrões à frente de seus superiores. Não vai ser dessa vez que a atriz levará o ouro, mas só comprova que ela veio pra ficar.

  • Globo de Ouro – Drama

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Tiffany Maxwell

Eu me apaixonei por Jennifer Lawrence após vê-la nesta divertida e irresistível performance. Adotando as características excêntricas de Tiffany, Lawrence acerta ao compor sua performance com uma série de nuances faciais (os dentes cerrados quando está nervosa, e  sua risada irônica são arrebatadores) e por atribuir à personagem muita força e uma aura durona – características que a tornam quase que invulnerável emocionalmente. Mas a atriz também acerta quando encontramos os sentimentos que jaziam ocultos dentro de Tiffany, o que revelam as facetas mais complexas desta. Também é um colírio para os olhos vê-la dançando de forma sensual ao som de Stevie Wonder.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Emmanuelle Riva | Amor

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Personagem: Anne

Atriz mais velha a ser indicada ao Oscar nesta categoria, a francesa Emmanuelle Riva talvez converta-se também na mais velha vencedora. No papel de uma idosa que é repentinamente atacada por um derrame, a atriz merece créditos por retratar a doença de forma real – sem cair à caricaturas ou clichês – e o resultado é incomodante, de tão verossímil que é seu trabalho. Simpática e adorável quando saudável, a performance da atriz vai melhorando ao passo em que a doença de Anne piora (como quando ela luta para formular algumas palavras).

  • BAFTA

Quvenzhané Wallis | Indomável Sonhadora

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Personagem: Hushpuppy

E Quvenzhané Wallis (desafio vocês a soletrarem o primeiro nome sem trapaça) torna-se a mais jovem atriz a ser indicada na categoria, com apenas 9 anos de idade. Como Indomável Sonhadora só estreia no Brasil na próxima sexta (22), ainda não posso comentar o desempenho da atriz, mas atualizarei assim que assistir ao filme.

  • Critics Choice Awards – Atriz Estreante

Naomi Watts | O Impossível

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Personagem: Maria

Quando O Impossível estreiou, me passou despercebido como um candidato ao Oscar. Dessa forma, não consegui ver o desempenho de Naomi Watts, que interpreta uma mãe que ajuda pessoas desoladas quando um tsunami ataca seu resort na Tailândia. Parece o tipo de papel que requer uma interpretação intensa e desesperadora de sua atriz, mas não posso avaliar o desempenho desta sem ter visto o filme, então…

FICOU DE FORA: Helen Mirren | Hitchcock

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Personagem: Alma Reville

Eu ainda não assisti a Hitchcock, mas a ausência de Helen Mirren foi uma surpresa – já que a veterana esteve presente em quase todas as outras premiações. Dando sua interpretação da esposa de Alfred Hitchcock, Alma Reville, dizem que Mirren conseguiu tomar o filme todo para ela, conseguindo até deixar a elogiada performance de Anthony Hopkins em segundo plano. E pelos trailers (mas não se deve tomá-los como única referência, claro), a atriz parece estar ótima. Anseio pelo dia 1º de Março para ver se a Academia fez um erro, ou não, ao deixá-la de fora.

APOSTA: Emmanuelle Riva (além de se converter em ganhadora mais velha, faz aniversário no dia premiação. Como resistir?)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: Jennifer Lawrence

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Alan Arkin | Argo

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Personagem: Lester Siegel

Ao lado de John Goodman, Alan Arkin é o alívio cômico perfeito do thriller de Ben Affleck. Assumindo o jeito e os óculos escuros do fictício Lester Siegel, o ator trava os diálogos mais divertidos do filme e assume uma irreverência sem precedentes, mostrando-se como grande entendedor dos negócios em Hollywood (seu confronto verbal com um produtor é seu ponto alto) e uma sátira a esse tipo de figura tão popular nos anos 70, e o ator afirmou que sua principal inspiração foi o produtor Jack Warner. Arkin está ótimo no papel, e nos relembra como funciona bem como um coadjuvante cômico.

Robert De Niro | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Pat, Sr.

Depois de 21 anos sem uma indicação Oscar (e muitos papéis estereótipos em comédias fracas), eis Robert DeNiro é lembrado por seu personagem supersticioso e viciado em futebol americano. E é uma indicação justa, já que o ator enfim sai do piloto-automático e consegue divertir com essa figura honesta e surpreende em uma cena específica em que este finalmente se abre com o filho; revelando que muitas de suas ações eram um mero pretexto para que os dois se reaproximem. DeNiro surge aqui com muita paixão e carisma, e nos lembra daquele ator fantástico que foi no passado. Bom saber que ele ainda existe.

Phillip Seymour Hoffman | O Mestre

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Personagem: Lancaster Dodd

Dando vida ao “mestre” do título, Phillip Seymour Hoffman entrega mais uma performance muito competente. Tendo seu personagem inspirado no escritor de ficção científica L. Ron Hubbard (o fundador da Cientologia na década de 50), o ator inicialmente o preenche com um ar simpático e acolhedor e ao passo que o roteiro de Paul Thomas Anderson vai dando indícios de que  Dodd é um charlatão, Hoffman vai fazendo as mudanças necessárias. Reparem em sua explosiva ira e apelo a agressões verbais quando tem suas ideias contestadas por terceiros. Hoffman faz de Dodd um sujeito ambíguo, uma decisão acertadíssima que é essencial para o sucesso do longa.

  • Critics Choice Awards

Tommy Lee Jones | Lincoln

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Personagem: Thaddeus Stevens

É difícil acompanhar uma presença monstruosa como a de Daniel Day-Lewis, mas Tommy Lee Jones talvez seja o que mais conseguiu se sustentar. Roubando a cena quando não acompanhamos Abraham Lincoln, seu Thaddeus Stevens é uma figura forte e que exala sarcasmo em seus ótimos discursos (e é também o responsável por não torná-los uma chatice total). Jones mantém sua persona rabungenta, mas é na última cena de seu personagem que enfim entendemos suas motivações; e é impossível não seguí-lo quando abre um sorriso muito satisfeito.

  • SAG

Christoph Waltz | Django Livre

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Personagem: Dr. King Schultz

Repetindo a parceria com Quentin Tarantino, o austríaco Christoph Waltz oferece mais um personagem memorável. Na pele do caçador de recompensas alemão King Schultz, o ator traz de volta diversos traços de sua performance em Bastardos Inglórios, como a elegante dicção de um vocabulário elegante, sua educação cortês e sua invejável capacidade de falar múltiplos idiomas com facilidade. E como o único personagem branco que despreza a escravidão no faroeste Django Livre, Schultz ora utiliza de métodos ortodoxos para a resolução de problemas, mas também utiliza a violência quando estes falham. Waltz é um monstro de ator, e Tarantino parece ser o único que aproveita o máximo de seu potencial.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

APOSTA: Christoph Waltz

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tommy Lee Jones

MEU VOTO: Christoph Waltz

FICOU DE FORA: Leonardo DiCaprio | Django Livre

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Personagem: Calvin J. Candie

Sempre injustiçado pela Academia, Leonardo DiCaprio vem experimentando um papel melhor atrás do outro nos últimos anos. No faroeste de Quentin Tarantino, ele assume o primeiro vilão de sua carreira ao interpretar o cruel fazendeiro Calvin Candie e se sai incrivelmente bem. Livrando-se de qualquer trajeto típico de trabalhos anteriores, DiCaprio transforma-se num sujeito narcisista e malévolo, chocando com suas explosões de violência.

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Amy Adams | O Mestre

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Personagem: Peggy Dodd

Com as poderosas atuações de seus colegas Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman (e também pelo maior tempo que o roteiro dedica a estes personagens), não há muito destaque para Amy Adams em O Mestre. A talentosa atriz interpreta a esposa do “mestre” Lancaster Dodd e o que chama a atenção em sua performance é sua mudança de atitude: simpática e acolhedora como o marido em suas primeiras cenas, Peggy logo repudia as ações de Dodd e é aversisva a crescente relação deste com Freddie Quell. A atriz trata bem essas características, mas sua melhor cena é quando fornece prazer a Dodd no banheiro; sua impassibilidade diante da situação (e a dominância sobre o sujeito) é espantosa.

Sally Field | Lincoln

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Personagem: Mary Todd Lincoln

Depois de passar um bom tempo dedicando-se a trabalhos na televisão, a carismática Sally Field retorna ao cinema em 2012 com dois papéis maternos e é lembrado nas premiações por um deles. Claro que não me refiro a sua Tia May de O Espetacular Homem-Aranha mas sim à Mary Todd Lincoln, esposa radical do personagem-título. E assim como Tommy Lee Jones, a atriz consegue seguir a linha de Daniel Day-Lewis com sua adorável preocupação com os filhos e engaja poderosas discussões com Lincoln pela segurança destes. Adoro o momento em que Field vai lentamente destruindo Thaddeus Stevens em uma festa, onde ela o faz com uma dicção dócil e um sorriso imutável.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

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Personagem: Fantine

Não querendo menosprezar o filme, mas eu não daria tanta atenção a ele sem a presença poderosa de Anne Hathaway. Mesmo aparecendo em cena por pouco mais de 20 minutos, sua performance é a melhor coisa de Os Miseráveis e, assim como todo o restante do elenco, a atriz protagonizou as cenas de canto ao vivo e seu desempenho nestas é dos mais intensos. Seu tour de fource é definitivamente a canção “I Dreamed a Dream”, onde Hathaway surge completamente vulnerável fisicamente e entrega uma melodia triste e de partir o coração com sua voz fragilizada. Uma performance espetacular.

  • Globo de Ouro
  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Helen Hunt | As Sessões

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Personagem: Sheryl

E quase consigo completar o especial, só me falta assistir As Sessões. Sobre a indicação de Helen Hunt, posso afirmar que é corajoso que a atriz participe de diversas cenas de nudez frontal e desempenhe um papel delicado como “terapeuta sexual” de um sujeito paralítico.

Jacki Weaver | O Lado Bom da Vida

weaver

Personagem: Dolores Solitano

Jacki Weaver certamente foi indicada apenas para que O Lado Bom da Vida garantisse indicações nas 4 categorias de atuação (algo que não acontecia a 31 anos, com ), já que sua personagem se destaca pouco no filme. A atriz faz um bom trabalho como a mãe carinhosa que está sempre lá para apoiar o filho (e até retirá-lo da instituição mental antes do planejado) e também a controlar as ações de seu marido. Weaver está eficiente, mas as ações da personagem falam mais alto do que a performance em si.

FICOU DE FORA: Judi Dench | 007 – Operação Skyfall

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Personagem: M

É certo que em 007 – Operação Skyfall quem rouba a cena entre os coadjuvantes é o vilão Silva de Javier Bardem. No entanto, é a primeira vez em que a personagem de Judi Dench tem mais a fazer do que simplesmente dar ordens, e sua relação com James Bond é muito mais explorada aqui. É o que torna a M de Skyfall uma curiosa figura materna, e Dench faz um ótimo trabalho. Sendo sua última participação na franquia, a veterana merecia ser lembrada.

APOSTA: Anne Hathaway

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Se há uma certeza sobre este ano é a de que ninguém tirará o prêmio de Hathaway.

MEU VOTO: Anne Hathaway

Por hoje é só, mas amanhã sai o volume 2 (meu preferido, devo acrescentar) com as categorias técnicas. Até lá!

Atualização:

Volume II: Categorias Técnicas

Volume III: Sons & Músicas

Volume IV: Categorias Principais

Os vencedores do BAFTA 2013

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

BAFTA

Confira abaixo todos os vencedores do BAFTA 2013, o “Oscar Britânico”:

Melhor Filme

Argo

Melhor Filme Britânico

 007 – Operação Skyfall

Melhor Estreia de um Diretor, Produtor ou Roteirista Britânico

Bart Layton (Diretor), Dimitri Doganis (Produtor) – O Impostor

Melhor Diretor

Ben Affleck – Argo

Melhor Ator

Daniel Day-Lewis – Lincoln

Melhor Atriz

Emmanuelle Riva – Amor

Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz – Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante

Anne Hathaway – Os Miseráveis

Melhor Roteiro Original

Django Livre

Melhor Roteiro Adaptado

O Lado Bom da Vida

Melhor Filme de Animação

Valente

Melhor Filme Não Falado em Inglês

 Amor

Melhor Direção de Arte

Os Miseráveis 

Melhor Fotografia

As Aventuras de Pi

Melhor Figurino

 Anna Karenina

Melhor Montagem

Argo

Melhor Trilha Sonora

 007 – Operação Skyfall

Melhor Canção

“Skyfall” – 007 – Operação Skyfall

Melhor Som

Os Miseráveis

Melhor Maquiagem/Cabelo

Os Miseráveis

Melhores Efeitos Visuais

As Aventuras de Pi

Melhor Documentário

Searching for Sugar Man

Melhor Curta-Metragem

Swimmer

Melhor Curta-Metragem de Animação

The Making of Longbird

Melhor Estrela em Ascenção

Juno Temple

| Os Miseráveis | Tom Hooper faz o elenco todo cantar ao vivo, mas não perdoa nos excessos

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Musical with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

LesMiserables

De cabelo picotado e olhar melancólico, Anne Hathaway provoca a maior reação emocional do longa

Já disse isso no ano passado e não vejo mal em repetir: não gosto de filmes musicais. No entanto, a versão de Tom Hooper para Os Miseráveis traz um elenco muito carismático e 8 indicações para o Oscar deste ano, logo merece ser conferido até mesmo por aqueles que acham repentinos números musicais intrusivos em longa-metragens. Dito isso, o longa impressiona pela escala de sua produção e o talento de seu elenco, que se transforma realmente em um grupo de cantores.

A trama é mais uma adaptação da cultuada obra de Victor Hugo (que já ganhou bem sucedidas versões nos palcos da Broadway), que traz uma série de personagens em meio ao período da Revolução Francesa do século XVIII. No centro deles está Jean Valjean (Hugh Jackman), um condenado que foge de sua condicional e aspira por uma vida melhor, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo cruel inspetor Javert (Russell Crowe) e se compromete em cuidar da jovem Cosette (Isabelle Allen, jovem, e Amanda Seyfried, adulta).

O que é realmente interessante sobre o novo filme é sua técnica inovadora. Primeiramente que cerca de 90% dos diálogos do roteiro não são pronunciados, e sim recitados em forma de canções – o que difere dos musicais habituais, onde a narrativa segue de forma padrão e é momentaneamente quebrada para a entrada de um número musical, onde impera determinada canção. Aqui, Hooper insere a cantoria como algo habitual desse “universo”, em uma clara tentativa de torná-las orgânicas, algo que não me recordo de ter visto em produções do tipo. Mesmo que seja uma iniciativa intrigante, o resultado é exaustivo de se acompanhar, já que o espectador é atacado com uma enxurrada de canções, uma atrás da outra. Há até uma cena em que acompanhamos diversas músicas diferentes ao mesmo tempo; o que, ainda que contribua para a preparação de uma batalha, soa como uma cacofonia incomodante.

Mas certamente é de se dar créditos ao novo método de interpretação das canções. Geralmente o elenco se reúne em um estúdio para gravar todo o trabalho vocal separadamente, para depois atuar durante as filmagens tendo essas gravações de áudio como referência. Em Os Miseráveis, o elenco canta ao vivo, sendo no mínimo, ousado. E os resultados são absurdamente perceptíveis em cena, já que as interpretações ganham muito mais intensidade. A começar pelo protagonista Hugh Jackman, que abandona todo o teor cômico/durão de seu Wolverine para encarnar o complexo Valjean, personagem que passa por transformações físicas notáveis e o ator desaparece nelas, fortalecendo assim sua excelente (e esforçada) performance e comprovando sua imensa carga dramática (e também revelando sua habilidade para cenas de canto).

Favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante, Anne Hathaway de fato merece todos os elogios e prêmios que vem recebendo. Mesmo tendo pouco tempo em tela, sua Fantine é a figura mais trágica e marcante da projeção, e a atriz se despe de toda vaidade e ignora todos os clichês que poderiam surgir ao encarnar uma mulher que perde lar, cabelos e dentes e recorre à prostituição para sustentar sua única filha. Suja e com um olhar destruidor, Hathaway protagoniza o melhor momento do longa ao cantar “I Dreamed a Dream” em uma melodia melancólica e frustrada – e o fato de Hooper manter a cena sem cortes e focalizar a câmera em seu rosto, a torna ainda mais poderosa e emocionante.

A grandiosidade dos cenários também é de se admirar, sendo todos eles uma fiel recriação da Paris daquele período. O demérito vai para a junção artificial de ambientes reais e digitais, como a cantoria solo de Russell Crowe sobre um telhado da cidade, cujo uso óbvio de green screen compromete o bom trabalho do ator. Em efeito contrário, é justamente a artificialidade que favorece alguns fatores da fita, em especial as exageradas vestimentas e caricatas maquiagens dos vigaristas vividos por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (coincidentemente, ambas figuras igualmente cartunescas no ótimo Sweeney Todd de Tim Burton), que contribuem para o desempenho da dupla – que funciona como um divertido alívio cômico.

Com 168 minutos que se movem com notável lentidão, Os Miseráveis apresenta uma ótima história e um elenco espetacular, mas que é ofuscada em meio ao excesso de canções. O novo método escolhido por Tom Hooper favoreceu aos intérpretes, que dão o seu melhor em apresentações intensas, mas rendeu uma experiência difícil de se acompanhar. Nas palavras do comediante Jerry Seinfeld: “Não gosto desses musicais, não entendo por que cantar, quem canta? Se tem alguma coisa pra dizer, diga!”

Obs: Essa crítica foi publicada durante minha viagem para Los Angeles, em 29 de Janeiro de 2013.

Os vencedores do SAG 2013

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 28 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E o Sindicato dos Atores divulgou hoje seus resultados. Como estou viajando aqui em Los Angeles, não pude transmitir o evento ao vivo mas vão aí os vencedores nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO

Argo

MELHOR ATOR

Daniel Day-Lewis – Lincoln

MELHOR ATRIZ

Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Tommy Lee Jones – Lincoln

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Anne Hathaway – Os Miseráveis

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

007 – Operação Skyfall

É quase certo apostar que os vencedores acima também vão faturar o Oscar no mês que vem. Aguardemos…

Globo de Ouro 2013: Transmissão ao Vivo

Posted in Prêmios, Transmissão ao Vivo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

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Acompanhem aqui meus comentários em tempo real (é só ir atualizando a página) sobre o Globo de Ouro 2013!

23:00 Boa noite! A 70ª cerimônia do Globo de Ouro está começando.

23:02 – Tina Fey e Amy Poehler são as apresentadoras. Como já era de se esperar, estão cheias de piadas ácidas.

23:03 – “Quando o assunto é tortura, nada melhor do que a mulher que era casada com James Cameron”. Uau, hehe.

23:05 – Muito engraçado, seguindo a linha de Ricky Gervais.

23:08 – Bradley Cooper e Kate Hudson no palco para entregar o prêmio de Ator Coadjuvante. Tommy Lee Jones ou Phillip Seymour Hoffman?

23:10 – Uau! Christoph Waltz leva o prêmio por Django Livre!

23:11 – Agora, Kerry Washington e Dennis Quaid apresentam Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Mini-série ou Filme de TV.

23:12 – Maggie Smith, por Downton Abbey. Desconheço, estou completamente por fora de assuntos de televisão, heeh.

23:13 – Comerciais. O prêmio está num ritmo bem rápido, nem mostram os clipes com atuações dos atores.

23:17 – E voltamos, com Don Cheadle apresentando Melhor Mini-Série ou Telefilme.

23:18 – Game Change é o vencedor.

23:20 – Agora vai Melhor Atriz em Mini-série ou Telefilme.

23:21 – Julianne Moore por Game Change. O Don Cheadle deu uma “trollada” épica, hahaha.

23:23 – Catherine Zeta-Jones apresenta Os Miseráveis.

23:24 – Mais um intervalo.

23:28 – E voltamos, com mais piadas das apresentadoras.

23:30 – Rosario Dawson sobe ao palco para apresentar O Exótico Hotel Marigold.

23:31 – Salma Hyek e Paul Rudd apresentam Melhor Ator em Série de Drama.

23:32 – Damian Lewis por Homeland.

23:34 – E agora, o prêmio de Melhor Série de Drama.

23:35 – Homeland é o vencedor. Nunca vi nenhuma das indicadas, apenas The Newsroom (que adoro).

23:37 – Pessoal fala muito bem dessa Homeland, assistirei quando tiver tempo.

23:38 – Mais um intervalo…

23:42 – John Goodman e Tony Mendez (o agente da CIA) apresentam Argo.

23:43 – Sr. Mendez, o microfone é mais pra esquerda…

23:44 – Jennifer Lopez e Jason Statham para Melhor Trilha Sonora!

23:45 – As Aventuras de Pi, por Mychael Danna é o vencedor.

23:46 – A trilha do Pi é bonitinha, mas Anna Karenina, Lincoln e Cloud Atlas são outro nível…

23:47 – Agora, Melhor Canção original. VAI SKYFALL!

23:48 – Fuck yeah! “Skyfall” de 007 – Operação Skyfall é o vencedor. Adele recebe o prêmio.

23:50 – E mais intervalos.

23:54 – Voltamos com Kiefer Sutherland e Jessica Alba para dar o prêmio de Melhor Ator em Mini-série ou Telefilme. Torço por Benedict Cumberbatch!

23:56 – Não foi dessa vez, Sherlock ‘-‘ Kevin Costner vence por Hastfields & McCoys.

23:58 – E o ex-presidente Bill Clinton sobe ao palco para apresentar Lincoln.

00:01 – Agora, Will Ferrell e Kristen Wiig apresentam Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical.

00:05 – Apresentaram as indicadas duas vezes, nossa.

00:06 – E como já era de se esperar, Jennifer Lawrence vence por O Lado Bom da Vida.

00:07 – E bora pra mais intervalos.

00:12 – Voltamos, com Melhor Ator Coadjuvante em Série, Mini-série ou Telefilme.

00:13 – Ed Harris por Game Change é o vencedor.

00:14 – E sobe Jamie Foxx para apresentar o ótimo Django Livre.

00:15 – Jonah Hill (está engordando novamente, isso!) e Megan Fox vão apresentar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Vai dar Hathaway!

00:15 – Anne Hathaway por Os Miseráveis. Ela parece estar ótima no papel.

00:17 – Não curto esse cabelo “Harry Potter” da Hathaway. Mas ela é linda.

00:18 – Mais um brake.

00:22 – Voltamos. Robert Pattinson e Amanda Seyfried apresentam Melhor Roteiro!

00:23 – E o vencedor é Quentin Tarantino por Django Livre!

00:25 – Curti. Django já tem 2 prêmios na estante…

00:27 – Agora, Melhor Ator em Série de Comédia.

00:28 – Don Cheadle vence por House of Lies.

00:29 – E mais um intervalo.

00:33 – Voltamos. Aí é demais, Schwarzenegger e Stallone no palco pra apresentar Melhor Filme Estrangeiro.

00:34 – E Amor é o vencedor, claro. Michael Haneke recebe o prêmio.

00:36 – Agora, o prêmio de Melhor Atriz em Série de TV Dramática.

00:37 – Claire Danes, por Homeland, é a vencedora.

00:40 – A quantidade de intervalos me surpreende…

00:44 – Voltamos com Sacha Baron Cohen (como ele mesmo).

00:46 – Ele apresenta os indicados a Melhor Animação. Frankenweenie?

00:47 – E a Pixar vai ressurgindo… Valente leva o prêmio.

00:48 – Liev Schreiber apresenta As Aventuras de Pi.

00:50 – Jason Bateman carrega Aziz Ansari para apresentar Melhor Atriz em Série de Comédia.

00:51 – Lena Dunham vence por Girls.

00:54 – E mais um intervalo.

00:58 – Voltamos…

00:59 – Robert Downey Jr. entra para apresentar uma homenagem à Jodie Foster.

01:03 – Jodie Foster, excelente atriz. Inesquecível em Taxi Driver.

01:12 – Que discurso longo, nossa. Intervalos.

01:16 – Halle Berry vai apresentar Melhor Diretor!

01:17 – Ben Affleck vence por Argo!

01:17 – Vocês viram o Tarantino cuspindo a bebida????

01:18 – Affleck merece a vitória. E certamente merecia ter sido indicado ao Oscar…

01:20 – Josh Brolin apresenta o divertidíssimo Moonrise Kingdom.

01:21 – Jay Leno e Jimmy Fallon no palco para entregar o prêmio de Melhor Série de Comédia ou Musical.

01:22Girls, da HBO, é a vencedora.

01:25 – Intervalos novamente. Get on with it…

01:29 – O Batman Christian Bale sobe ao palco para apresentar O Lado Bom da Vida.

01:30 – Jennifer Garner sobe ao palco para apresentar Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia.

01:31 – Hugh Jackman leva por Os Miseráveis. O cara também deve estar cantando muito…

01:34 – Mais comerciais, já está acabando…

01:38 – Voltamos! Jeremy Renner vai ao palco apresentar A Hora Mais Escura.

01:39 – Dustin Hoffman para entregar o prêmio de Melhor Filme de Comédia ou Musical.

01:41 – Os Miseráveis leva o prêmio, o terceiro da noite.

01:42 – Intervalos de novo!

01:46 – George Clooney sobe ao palco para apresentar Melhor Atriz em Filme de Drama. Chastain, who else?

01:47 – É isso aí: Jessica Chastain vence por A Hora Mais Escura.

01:50 – E Clooney continua, apresentando agora para Melhor Ator em Filme de Drama. Quem será?

01:51 – Daniel Day Lewis vence por Lincoln.

01:53 – Nice, o Oscar já é dele. Intervalo final!

01:57 – Julia Roberts chega para entregar o prêmio de Melhor Filme – Drama.

01:58 – E o vencedor é Argo! Dos que eu vi (Argo, Pi e Django), é meu preferido entre os indicados. Vitória merecida!

02:00 – E por hoje é só, até a próxima!

LISTA DOS VENCEDORES:

Cinema:

MELHOR FILME – DRAMA

Argo

MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA

Os Miseráveis

MELHOR ATOR – DRAMA

Daniel Day-Lewis | Lincoln

MELHOR ATOR – MUSICAL OU COMÉDIA

Hugh Jackman | Os Miseráveis

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Jessica Chastain | A Hora Mais Escura

MELHOR ATRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Christoph Waltz | Django Livre

MELHOR ATRIZ COADJVANTE

Anne Hathaway | Os Miseráveis

MELHOR DIRETOR

Ben Affleck | Argo

MELHOR ROTEIRO

Django Livre

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Skyfall” | 007 – Operação Skyfall

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

As Aventuras de Pi

MELHOR ANIMAÇÃO

Valente

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Amor

TV:

MELHOR SÉRIE DE DRAMA

Homeland

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL

Girls

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA

Damian Lewis – Homeland

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA

Claire Danes – Homeland

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL

Don Cheadle – House of Lies

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL

Lena Dunham – Girls

MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME

Game Change

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Kevin Costner – Hatfields & McCoys

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Julianne Moore – Game Change

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Ed Harris – Game Change

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Maggie Smith – Downton Abbey

2012: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2012 by Lucas Nascimento

bests2012

Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2012, mas atenção aos critérios abaixo:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2011 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como A Hora Mais Escura, Lincoln, Django Livre, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • Ainda não assisti As Aventuras de Pi (acreditem, uma verdadeira odisseia me vê-lo impediu três vezes), mas atualizarei este post (ou não, vai saber) com o filme, ainda este ano.

MELHOR FILME

10. Prometheus

10

“Prometheus é um épica e respeitosa nova entrada no universo de Alien, e também o início (?) de uma promissora nova franquia de ficção científica. Scott e seus roteiristas brincam com a ideia da criação da vida e entregam um longa do gênero que traz suspense e gore (a cena do parto, o que foi aquilo?!) como há muito não se via.”

9.  Moonrise Kingdom

mk

“Trazendo um impecável elenco cheio de rostos conhecidos (dentre os quais, Edward Norton e Bruce Willis se destacam), Moonrise Kingdom oferece uma bela reflexão e uma experiência única e difícil de se rotular. Humor e drama se misturam em uma narrativa dinâmica e fora do comum, características que devem se aplicar a todos os trabalhos de Wes Anderson.

Bem, ele acaba de ganhar mais um admirador de seu trabalho.”

8. A Invenção de Hugo Cabret

8

“A Invenção de Hugo Cabret é mais do que apenas o primeiro 3D de Martin Scorsese. É uma história sobre encontrarmos nossa função no mundo e como os sonhos podem ser capturados pela incomparável magia do cinema. É uma carta de amor para o cinéfilo dentro de todos nós.”

7. Looper: Assassinos do Futuro

7

“Tecnicamente satisfatório e surpreendente em suas decisões, Looper: Assassinos do Futuro é uma grande surpresa em um ano que carece de ideias originais. Explora ao extremo o conceito de viagem no tempo e promete consolidar a carreira de Rian Johnson, um nome que promete trazer boas contribuições à Sétima Arte. E o Cinema anda precisando de profissionais assim…”

6. O Artista

6

“O Artista é um deleite para amantes da Sétima Arte. Não posso ser o maior especialista em cinema, mas sei que Michel Hazanavicius fez aqui uma homenagem muito especial aos primórdios da indústria cinematográfica. Uma verdadeira obra-prima.”

5. Shame

5

“Shame é uma das experiências mais poderosas e devastadoras do ano. Traz um tema adulto sob o cargo de um cineasta talentoso e maduro, que explora com inteligência (e sem vergonha) as possibilidades de sua premissa e a força de seu ótimo elenco.”

4. Argo

4

“Argo é uma ótima dramatização de um inusitado capítulo da história da CIA, tratando seus temas de forma aprofundada e acessível, além de mostrar que Ben Affleck não é só um bom diretor, mas também um ótimo cineasta.”

3. 007 – Operação Skyfall

3

“007 – Operação Skyfall é uma bela homenagem aos 50 anos da série e também um filme maduro, bem executado e com potencial de agradar os mais variados fãs do personagem. Sua conclusão inicia uma nova era para James Bond, e o futuro parece muito promissor.”

2. Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

2

“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres oferece tudo que a franquia literária merece, provindo um longa adulto e envolvente, catapultando a talentosa Rooney Mara ao estrelato e oferecendo, em uma rara ocasião, uma franquia blockbuster adulta.”

1. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

FILME

Após o sucesso esmagador de seu anterior, que serviu para inspirar toda uma linhagem de longas hollywoodianos com sua abordagem “realista”, é de se admirar que Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge tenha sido realmente feito, sem soar como um caça-níquel. Explorando as conseqüências do filme de 2008 até suas possibilidades mais extremas, Christopher Nolan completa sua trilogia sobre o Homem-Morcego de forma épica e dramática, resultando em uma experiência monstruosa e que testa os limites do super-herói e a psicologia que o faz agir, ao mesmo tempo em que promove um espetáculo de cenas de ação e atuações excepcionais. Completa-se magistralmente uma trilogia que agora entra para a História.

MELHOR DIRETOR

David Fincher | Millennium –  Os Homens que Não Amavam as Mulheres

finch

David Fincher é um dos melhores diretores da atualidade. Vê-lo em sua zona de conforto (um thriller pesado e com serial killers no meio) ao passo em que adapta uma excelente história de mistério é muito prazeroso. Demonstrando total controle na criação de uma atmosfera sombria e arrepiante, Fincher cria belos planos e mise em scènes muito inteligentes (veja uma análise mais detalhada aqui), nunca se deixando levar pelo estilo e mantendo sempre o foco em seus personagens. Não é seu melhor trabalho no gênero (Se7en, né gente?), mas ainda comprova seu imenso talento.

Ben Affleck | Argo

Steve McQueen | Shame

Christopher Nolan | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Rian Johnson | Looper: Assassinos do Futuro

ATOR

Michael Fassbender | Shame

FASSB

Uma das grandes injustiças do Oscar deste ano foi a ausência de Michael Fassbender por seu desafiador papel em Shame. Na pele de um sujeito solitário e viciado em sexo, o ator irlandês se entregou completamente ao roteiro e às cenas pesadas que este exigia, e sua performance é simplesmente arrasadora; carrega um olhar triste (e malicioso) durante quase toda a projeção. Fassbender é um tremendo ator, e esta é sua melhor performance até o momento.

Andrew Garfield | O Espetacular Homem-Aranha

Joseph Gordon Levitt | Looper: Assassinos do Futuro

Daniel Craig | 007 – Operação Skyfall

Brad Pitt | O Homem que Mudou o Jogo

Jean Dujardin | O Artista

Menção Honrosa: A excelente dicção de Seth McFarlane em Ted.

ATRIZ

Rooney Mara | Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

mara

Encabeçando um dos papéis mais desafiadores dos últimos anos, a pouco conhecida Rooney Mara explodiu como a Lisbeth Salander da versão de David Fincher para Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A atriz surge completamente exposta em cenas pesadas de estupro e adota um visual peculiar, que reflete sua performance séria e concentrada. A Salander de Mara é ainda mais agressiva do que a da sueca Noomi Rapace, e mesmo por trás dos piercings, podemos ver que a jovem tem um coração.

Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn

Noomi Rapace | Prometheus

Emma Stone | O Espetacular Homem-Aranha

Kara Hayward | Moonrise Kingdom

ATOR COADJUVANTE

Javier Bardem | 007 – Operação Skyfall

James Bond tem uma galeria de vilões impressionante que engloba 23 filmes em 50 anos. E não há como negar: Javier Bardem e seu Silva já se tornaram ícones da franquia e o resultado é um antagonista marcante e muito interessante. Silva é um sujeito afeminado e possivelmente homossexual, e Bardem se diverte com essas características ao dotar o personagem de muito sarcasmo e imprevisibilidade, além de um visual espalhafatoso. Há uma primeira vez pra tudo, certo?

Josh Brolin | MIB – Homens de Preto III

Michael Fassbender | Prometheus

Joseph Gordon Levitt | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Ezra Miller | As Vantagens de ser Invisível

ATRIZ COADJUVANTE

Anne Hathaway | BatmanO Cavaleiro das Trevas Ressurge

Eu não sei vocês, mas fiquei muito desconfiado quando Christopher Nolan escalou Anne Hathaway para encarnar sua versão da Mulher-Gato no último filme do Batman. Todas as primeiras impressões desapareceram quando vi a atriz encarnando a personagem de forma brilhante em um dos pontos altos do filme: quando a ladra finge ser uma vítima em meio a um tiroteio iniciado por esta (usando o arquétipo de “donzela em perigo” a seu favor). Hathaway surpreende com as diferentes facetas que oferece à Selina Kyle, e ao fim, fica claro que estamos diante da melhor interpretação que a personagem já ganhou.

Berenice Bejo | O Artista

Eva Green | Sombras da Noite

Ellen Page | Para Roma, com Amor

Penelope Cruz | Para Roma, com Amor

ROTEIRO ORIGINAL

Looper: Assassinos do Futuro | Rian Johnson

ROT

Como é bom ver uma ideia original funcionando eficientemente nas telas… Depois de O Preço do Amanhã surgir com uma premissa sensacional no ano passado (e falhar miseravelmente em seu desenvolvimento), eis que Rian Johnson bola uma trama em que assassinos utilizam de viagem no tempo para eliminar suas vítimas. Em uma mistura interessante de De Volta para o Futuro e Exterminador do Futuro, Looper traz um envolvente estudo de personagem e rumos que fazem jus ao conceito de realidades alternativas e afins. Só acho que a presença de poderes telecinéticos era descartável…

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Steven Zaillian, da obra de Stieg Larsson

rot

Adaptar a obra de Stieg Larsson para as telonas não é novidade, já que o livro já havia ganho uma versão sueca em 2009. Mas é inegável que o texto do experiente Steven Zaillian seja superior ao da versão escandinava, já que não só apenas traz ótimos diálogos que respeitem o material original, mas também por não ter medo de alterar o curso da história ou detalhes de seus personagens. A forma como a trama se desenrola é muito mais dinâmica do que

FOTOGRAFIA

007 – Operação Skyfall | Roger Deakins, A.S.C.

O que dizer sobre Roger Deakins? Inubitavelmente um dos cinematógrafos mais talentosos das últimas décadas, e sua reunião com o diretor Sam Mendes para a nova missão de 007 rendeu um dos filmes mais lindos do ano. Deakins trabalha muito bem as paletas de cor em diferentes locações do filme e fornece um tratamento de obra de arte na criação de duas sequências agora icônicas: Bond lutando contra um assassino em Hong Kong (com o desenho da água-viva holográfica preechendo a tela com hipnotizantes tons azulados) e o clímax na Escócia, onde as chamas transformam os personagens em silhuetas. Aí Academia, boa oportunidade pra premiar o cara, hein?

MONTAGEM

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Kirk Baxter & Angus Wall

MONT

Kirk Baxter e Angus Wall manjam de montagem. A dupla já levou um par de Oscars duas vezes consecutivas, ambos por trabalhos com David Fincher: A Rede Social e agora com Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Seguindo a meticulosa estrutura do roteiro de Steven Zaillian, a montagem do filme consegue equilibrar com maestria as narrativas completamente opostas dos protagonistas, criando um ritmo rápido e intenso, até o ponto em que estes se encontram. Vale apontar também as ótimas transições passado-presente, como aquela demarcada pelo acendimento de um cigarro.

FIGURINO

Branca de Neve e o Caçador | Colleen Atwood

costume

Terminada a sessão de Branca de Neve e o Caçador, percebi que o único aspecto do filme que me impressionara positivamente foram os vestidos da Rainha Má. A figurinista Colleen Atwood é especialista quando o assunto é a vestimenta de um personagem fantástico (ela colabora frequentemente com Tim Burton) e sua contribuição para o fraco longa de Reuben Fleischer é um dos deleites visual do mesmo.

TRILHA SONORA

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge | Hans Zimmer

ban

Hans Zimmer é um monstro. O impacto que suas composições garantem às imagens conduzidas por Christopher Nolan é gigantesco, conseguindo-lhe proporcionar toda a dramaticidade e senso épico. Tudo bem que Zimmer traz de volta diversos temas que criara anteriormente com James Newton Howard (afinal, como deixar de fora o arrepiante tema que a dupla criou para o Batman?), mas só o uso do coral árabe para o personagem Bane já é a peça musical mais memorável do ano…

DIREÇÃO DE ARTE

A Invenção de Hugo Cabret | Dante Ferretti & Franscesca Lo Schiavo

art

Os habituais designers de Martin Scorsese mais uma vez impressionam com seus cenários incríveis – sendo eles reais ou digitais. Temos aqui uma recriação da Paris dos anos 20 e, ao mesmo tempo em que mantém uma fidelidade histórica (especialmente pela escala da estação de trem de Gare Montparnasse) confere apropriados toques fantásticos, como justificam a presença de enormes engrenagens de relógio e as cores com que a fotografia de Robert Richardson os conferem.

EFEITOS VISUAIS

Os Vingadores – The Avengers

EFEITOS

Em um ano onde efeitos visuais dominaram monstruosamente a maior parte das grandes produções, nenhum deles me impressionou como o de Os Vingadores. Além de verossímil nas demonstrações de poder dos personagens (seja nos voos do Homem-de-Ferro, nos raios do Thor ou nos exércitos inimigos), o longa se beneficia de trazer longas batalhas com muito green-screen e personagens digitais sem prejudicar a visão (vide os Transformers de Michael Bay) e por, enfim, trazer um Hulk digital convincente.

CANÇÃO DO ANO

“Skyfall” – 007 – Operação Skyfall | Adele

adele

Canções dos filmes de 007 são sempre um deleite a parte, e a melodia suave e profunda de Adele para Operação Skyfall é uma das melhores coisas que já aconteceu à franquia. Evocando tons mais clássicos e adequando suas letras ao clima de “encerramento” que o filme propõe, o resultado é inebriante e fica espetacular com a bela sequência de abertura. Quero ver a canção saindo vitoriosa no Oscar…

CRÉDITOS DE ABERTURA/ENCERRAMENTO

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Uma das aberturas mais espetaculares que já vi na vida. Claramente inspirado pelas aberturas de 007 (será que foi a presença de Daniel Craig no elenco?) o Blur Studios cria uma sequência sombria e pegajosa, onde uma substância negra vai cobrindo a tela e apresentando todos os elementos marcantes da trilogia Millennium; desde seus personagens até cenas icônicas das três obras. E o eletrizante cover do “Immigrant Song” por Karen O faz toda a diferença.

USO DE 3D

A Invenção de Hugo Cabret

3d

Em sua primeira excursão pelo 3D, Martin Scorsese mostra que entende a função da tecnologia e a usa de maneira orgânica e competente. Assim como James Cameron fez em Avatar, o cinesta opta por planos em vasta profundidade e preenchimento, ao invés dos tradicionais efeitos que “atiram” objetos contra o espectador (algo divertido, convenhamos, mas mais apropriado a um parque de diversões do que uma sala de cinema).

Menção Honrosa: O 3D de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que fica incrível graças aos 48 fps do longa.

SURPRESA DO ANO: Poder sem Limites

power

Quem diria que o subgênero do found-footage ainda teria surpresas na manga? Nas mãos do diretor Josh Trank, acompanhamos uma abordagem incrível para a tradicional premissa do “sujeito comum que ganha poderes extraordinários”, onde não só temos um exercício de estilo fascinante, mas também um estudo de personagens muito comovente. Pra mim, um filme que tinha tudo para dar errado, e acabou por tornar-se um dos melhores exemplares que o gênero já forneceu.

DECEPÇÃO DO ANO: Sombras da Noite

dsk

Tim Burton + Johnny Depp + família sinistra com vampiros e lobisomens. Mas como é que isso deu errado? Uma fórmula perfeita foi completamente desperdiçada aqui, dando espaço a uma trama tediosa e cujas piadas limitam-se a “choques de geração” batidos do personagem principal. O elenco faz um trabalho razoável (com Eva Green, e não Depp, destacando-se), mas Burton prefere (novamente) se preocupar mais com o visual do que com a história que conta. Triste…

MELHORES TRAILERS

1. O Grande Gatsby

2. O Mestre

3. O Homem de Aço

MELHOR PÔSTER

Django Livre – Teaser Poster

DJANGO UNCHAINED

Os 5 FILMES MAIS AGUARDADOS (POR MIM) PARA 2013

Carrie – A Estranha

O Grande Gatsby

O Homem de Aço

Além da Escuridão – Star Trek

Kick-Ass 2

Análise Blu-ray | BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , on 29 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento

O Filme

Após o sucesso absurdo do longa anterior, Christopher Nolan traz Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge para encerrar sua trilogia sobre o icônico super-herói da DC Comics. Mesmo que não alcance a perrfeição do segundo capítulo, o filme é uma conclusão satisfatória e épica ao extremo, levando seus personagens a rumos ousados (nunca antes um herói fantasiado levou uma surra tão brutal quanto a que vemos aqui) e continuando a abordagem sombria/realista que marcou os longas anteriores. Um excelente filme, e o melhor de 2012 até o momento. Crítica

Produção

No formato que usualmente se associaria aos modos de “Maximum Movie Mode” dos blu-rays da Warner, os bastidores de momentos chave do filme vêm no disco de extras e não junto ao filme. Divergências formais de lado, aqui acompanhamos o processo de criação de cenas como o sequestro do avião, a luta entra Batman e Bane, a perseguição final entre outras. A análise é mais profunda dependendo da dificuldade da cena (e, assim, momentos importantes ficam devendo um tratamento mais detalhado) e é incrível ver como Christopher Nolan realmente gosta de fazer tudo (ou quase) de verdade.

Personagens

Três mini-documentários que acompanham detalhes sobre a criação e história dos principais personagens de O Cavaleiro das Trevas Ressurge: Bruce Wayne, Bane e Selina Kyle. Por mais interessante que seja ver os realizadores discutindo os rumos da jornada do personagem-título ou a intensidade com que Anne Hathaway assumiu os saltos-alto Mulher-Gato, o destaque é mesmo do vilão Bane, que ganha uma análise que explora desde seu visual até a definição de sua voz e a selvagem trilha de Hans Zimmer.

Reflexões

Aqui, temos dois featurettes muito interessantes: um sobre o uso da tecnologia IMAX no filme e outro sobre a conclusão da trilogia de Nolan. O primeiro explora como as cenas ficam muito mais grandiosas no formato – e também como significativa quantidade da projeção aderiu às telas gigantes – enquanto o segundo traz depoimentos de diversos membros da equipe, sobre o final de O Cavaleiro das Trevas Ressurge e as experiências adquiridas no desenvolvimento dos três filmes.

Documentário “O Batmóvel”

Um ótimo documentário que explora o mito por trás do Batmóvel, e sua importância dentro da mitologia do Batman. Do carango usado por Adam West na série de TV dos anos 60, passando pelos estilosos modelos de Tim Burton e Joel Schumacher e, finalmente, ao Tumbler de Christopher Nolan, uma série de depoimentos de cineastas e designers explicam detalhadamente cada um dos carros utilizados pelo Homem-Morcego.

Arquivo de Trailers/Pôsteres

Sempre um “acessório” bem-vindo em edições especiais, aqui temos um acervo com os 4 trailers de divulgação do filme e as principais peças de divulgação do longa, que vão de pôsteres à banners. Nada a reclamar.

Nota geral:

 

Assim como os outros longas da trilogia em blu-ray (aproveitei pra comprar o box com os três filmes, recomendadíssimo) Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge traz uma qualidade de vídeo e som excelentes (com destaque para as cenas em IMAX, onde a imagem ocupa a tela toda) e um material extra muito bom, mas que certamente poderia ser mais explorado. A Warner com certeza deve estar guardando muito material para futuras edições (cenas excluídas e comentários em áudio são o que mais anseio), mas até esse dia chegar, esse blu-ray faz um belo serviço.

Preço: 79,90

 

 

O Prestígio | Especial BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

O filme mais aguardado de 2012 enfim chega às telonas! Christopher Nolan promete (novamente) grandiosidade em sua conclusão da trilogia do Morcego com Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Já assisti ao filme na cabine de imprensa (leia a crítica aqui) e atualizei o post com novas informações. Acompanhe o especial e vejamos como será o resultado:

Algumas perguntas que circulam o projeto:

Quanto tempo separa Ressurge de O Cavaleiro das Trevas?

De acordo com Christopher Nolan, o novo filme se passa oito anos após seu anterior.

Quem são os vilões?

A principal ameaça encontra-se na forma de Bane, que lidera um grupo terrorista que visa levar o caos para as ruas de Gotham. Os boatos correm e muitos apontam em um retorno da Liga das Sombras de Batman Begins, e se o vilão não seria um membro que continuará a missão de Ra’s Al Ghul. Além disso, temos a Mulher-Gato (que serve também como aliada) e uma rápida aparição do Espantalho de Cillian Murphy vai ou não dar as caras…

Quais são as novidades no elenco?

Diretamente de A Origem, Tom Hardy, Marion Cottilard e Joseph Gordon Levitt reúnem-se com o diretor Christopher Nolan. O primeiro encarna Bane, Levitt dá forma ao policial John Blake (que tem uma importante participação na trama) e a atriz francesa encarna uma personagem não muito detalhada pela divulgação do filme, que atende pelo nome de Miranda Tate. E claro, temos Anne Hathaway como Selina Kyle, a melhor do filme.

O que é aquele objeto voador?

Novo “brinquedo” tecnológico do protagonista, o “Morcego” é um veículo voador desenvolvido por Lucius Fox. Basicamente, é a versão Nolan para o famoso Bat-Wing, que agora substitui o formato “morceganizado” por um militar, como o próprio Tumbler.

Há alguma menção ao Coringa de Heath Ledger?

Christopher Nolan havia dito que planejava usar o Coringa de Heath Ledger no terceiro filme (e com uma figura daquelas, quem não usaria?), mas devido a repentina morte do ator, isso não foi possível. Dessa forma, O Cavaleiro das Trevas Ressurge não faz menção alguma ao personagem.

Afinal, o Bane quebra ou não a coluna do Batman? [SPOILERS]

Quando anunciado que Bane seria o principal antagonista do novo filme, muitos fãs imediatamente remeteram à famosa HQ A Queda do Morcego, onde o vilão derrota o Batman e quebra sua coluna, deixando-o paraplégico. Pois bem, no filme a cena com o herói sendo espancado e humilhado está lá – assim como icônica joelhada na coluna – mas o golpe não é forte o suficiente para aleijá-lo, apenas deixando-o severamente machucado (com uma vértebra exposta).

Quanto do filme foi gravado em IMAX?

O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem quase 1 hora de material rodado em câmeras IMAX, rivalizando com os 28 minutos do filme anterior. Curiosidade: durante as filmagens, a dublê de Anne Hathaway acidentalmente colidiu com uma das gigantescas câmeras do formato, o que certamente rendeu um prejuízo de 500 mil dólares à produção; considerando a limitada disponibildade dos equipamentos. Veja o flagrante:

Após o fim da trilogia, como fica o Batman no cinema?

Como aconteceu com o Homem-Aranha, a Warner Bros anunciou que o Batman terá um reboot, já que os produtores afirmam que Nolan encerrou sua trilogia de uma maneira que impossibilita continuações. Eu pessoalmente acho que um reboot é exagero, o final dessa trilogia não é impossível de ser seguido…

Qual será o próximo filme de Christopher Nolan?

O nome de Christopher Nolan circula por muitos projetos, dentre os quais temos Superman – O Homem de Aço. O filme dirigido por Zack Snyder (que será lançado no ano que vem) teve o argumento original desenvolvido por Nolan e seu irmão, Jonathan e ambos afirmaram ser uma ideia “que não acreditavam ninguém ter pensado antes”. Recentemente, Michael Caine revelou ter sido contratado para o próximo filme do diretor, que seria um argumento original. Vamos aguardar…

Alguns velhos conhecidos e novas caras marcam presença em O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Bruce Wayne/Batman | Christian Bale

Tendo abandonado a máscara do vigilante Batman após aceitar a responsabilidade pelos crimes de Harvey Dent, Bruce Wayne encontra-se envelhecido e aposentado. Com problemas de coluna e exilado da sociedade, ele é forçado a voltar à ativa e recomeçar seu treinamento quando a ameaça terrorista de Bane promete destruir Gotham City.

Selina Kyle | Anne Hathaway

Habilidosa ladra noturna, Selina Kyle sustenta-se comentendo pequenos furtos e assaltos, sendo experienciada em lutas corporais e movimentos acrobáticos. Procurando uma chance de limpar seu histórico criminal e começar uma vida nova, ela se envolve com o grupo de Bane e, consequentemente, com Batman e seu alter-ego.

Bane | Tom Hardy

Bane é um mercenário (com espiríto revolucionário) que traz um grande plano envolvendo a destruição de Gotham City. Lidera um vasto grupo de resistência e incentiva uma rebelião de criminosos na cidade, tendo como habilidades uma força brutal e uma máscara respiratória que garante sua sobrevivência após este ter sido vítima de ferimentos agonizantes.

Comissário Jim Gordon | Gary Oldman

À beira da aposentadoria, James Gordon tem liderado uma campanha de luta ao crime implacável e bem-sucedida, mas ainda assim, sente-se na necessidade de revelar ao povo de Gotham o que de fato aconteceu entre ele, Batman e Harvey Dent anos atrás. Mas isso será o menor de seus problemas quando o grupo de Bane chegar à cidade.

John Blake | Joseph Gordon-Levitt

Jovem policial que vai rapidamente crescendo no departamento de polícia de Gotham, John Blake é um antigo amigo de Bruce Wayne e protegido do Comissário Gordon. Ainda que a cidade encontre-se em tempos de paz, ele anseia em descobrir a verdadeira história por trás do sumiço de Batman e também deseja que este retorne quando a situação piorar.

Alfred Pennyworth| Michael Caine

Leal mordomo e mentor de Bruce Wayne, Alfred sonha em ver seu patrão abandonar a vida eremita e sedentária que carrega, mas é contra sua decisão de retomar a máscara do Batman; temendo a impossibilidade de Bruce em sucedir contra oponentes perigosos e bem treinados.

Lucius Fox | Morgan Freeman

Ainda responsável pela Wayne Enterprises e a secreticidade das invenções tecnológicas de Batman, Lucius Fox é um dos principais incentivadores para o retorno de Bruce Wayne ao mundo real, tendo frequentes reuniões com a empresária Miranda Tate. Seu papel aqui é muito maior e importante.

Miranda Tate | Marion Cottilard

Miranda Tate é uma executiva filantropa que negocia  um projeto ambiental com as Wayne Enterprises. Sua relação com Bruce vai aumentando à medida que ela vai convencendo-o a reassumir a empresa e levá-la de volta aos dias de glória.

Uma olhada breve nos outros dois filmes da trilogia:

Batman Begins (2005)

Um marco para o cinema blockbuster, Batman Begins iniciou a onda de abordagens realistas para ícones populares (como Cassino Royale fez com James Bond). E justamente por tratar seu protagonista como um ser humano real – buscando inspiração nas primeiras histórias do personagem, muito mais sombrias – o reboot alcançou um resultado excelente ao mergulhar profundamente no psicológico do homem que se veste como morcego, em um estudo de personagem eficiente e que traz um visual dark e atmosférico. Isso sem falar da ótima performance de Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

A adaptação suprema de quadrinhos/super-heróis para o cinema, o melhor filme de Christopher Nolan é também um dos melhores da última década. Em um misto excepcional de ação desenfreada, trama policial brilhante e temas morais/éticos abordados com impressionante intensidade, O Cavaleiro das Trevas é um filme surpreendente que aprimora o original em todos os sentidos. Todo o elenco é de primeira, mas o destaque fica para a magistral performance de Heath Ledger como o Coringa.

Os oponentes que já deram as caras na trilogia de Nolan.

O Espantalho

Intérprete: Cillian Murphy

Bio: Alter ego do psiquiatra Dr. Jonathan Crane, o Espantalho é uma arma de medo. No universo de Nolan, ele tem associação com o mafioso Carmine Falcone, gerenciando o hospício Asilo Arkham e livrando diversos de criminosos de penas de prisão ao diagnosticá-los como insanos. Sua principal arma é o gás do medo, que provoca alucinações em suas vítimas.

Desfecho: Foi preso pelo Batman no início de O Cavaleiro das Trevas. Tem uma pequena participação em Ressurge.

Ra’s Al Ghul

Intérprete: Ken Watanabe/Liam Neeson

Bio: Líder de uma associação secreta conhecida como Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul é visto como imortal nos quadrinhos, mas no filme de Nolan é apenas uma figura que ganha diversos representantes. O principal deles, é o mentor de Bruce Wayne que também foi responsável por seu treinamento: Henry Ducard. Suas habilidades incluem treinamento ninja e domínio de inúmeras artes marciais.

Desfecho: Após fracassar em destruir Gotham, é morto no fim de Batman Begins.

O Coringa

Intérprete: Heath Ledger

Bio: Criminoso anarquista brilhante, o Coringa só tem um objetivo: testar e destruir o psicológico de seus oponentes, assim como perturbar a ordem dominante e estabelecer o caos. Sem nunca ter seu passado revelado (o máximo são algumas histórias que o próprio inventa para justificar sua aparência), é armado com inúmeras facas e usa de uma maquiagem para intimidar e ocultar as cicatrizes de sua boca.

Desfecho: É preso pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Harvey Duas-Caras

Intérprete: Aaron Eckhart

Bio: Implacável promotor público e o rosto da luta contra o crime em Gotham, Harvey Dent foi um símbolo de esperança e justiça em tempos sombrios. Aliando-se com o comissário Gordon e Batman, eles prometeram defender a cidade contra os ataques do Coringa. Dent sai na pior quando sua amada Rachel Dawes é morta e este e tem metade de seu rosto queimado durante um sequestro, levando-o a um desejo de vingança incontrolável. Armado com uma pistola, decide suas ações no cara-ou-coroa.

Desfecho: Ameaçando o comissário Gordon e sua família, é morto pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Bane [SPOILERS]

Intérprete: Tom Hardy

Bio: Após ser agredido cruelmente enquanto protegia uma criança de prisioneiros hostis, Bane é forçado a viver com uma máscara de gás que alivia sua agonia e garante sua sobrevivência. Libertado da tal prisão pela Liga das Sombras, ele é então treinado por Ra’s Al Ghul como um poderoso mercenário, mas é banido do grupo ao se apaixonar pela filha de seu líder.

Desfecho: É morto por Selina Kyle em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Porque teatrilidade e ilusão são agentes poderosos, sr. Wayne…

O Traje

Peça da Wayne Enterprises para o exército americano, o traje de sobrevivência oferece resistência a facas e também é à prova de balas (menos um tiro direto, de acordo com Lucius Fox).

A Capa

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como “tecido da memória”, é um pano flexível e leve e que assume diversas formas ao ter uma corrente elétrica acionada. Com tal equipamento, Batman consegue usar essa capa para planar longas distâncias.

O Tumbler

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como um veículo para auxiliar na construção de pontes, o Tumbler foi transformado pelo Batman em um carro militar. Traz uma armadura resistente e que dificulta a identificação em ambientes noturnos, além de ser completamente à prova de balas. No quesito poder de fogo, temos mísseis e bombas.

Bat-Pod

Módulo de escape do Tumbler – quando este sofre danos catastróficos – a Bat-Pod transforma dois pneus do carro em uma moto veloz e destruidora. Além de trazer um arpão em suas utilidades, tem dois eficientes canhões na dianteira do veículo.

As encarnações da Mulher-Gato no cinema:

Lee Meriwether em Batman – O Homem Morcego

A primeira Mulher-Gato dos cinemas, Lee Meriwether vive a personagem na adaptação da cartunesca série de TV de Adam West. Não assisti ao filme, então não tenho como avaliar a caracterização (mas vale observar que o visual de Anne Hathaway teve ligeira inspiração aqui).

Michelle Pfeffer em Batman – O Retorno

Grande destaque do mediano filme de Tim Burton (faria mais sentido o filme se chamar Catwoman Begins ao invés de Batman – O Retorno), a ladra felina de Michelle Pfeiffer ganha uma origem sobrenatural após ser “ressuscitada” por um bando de gatos. A vilã é armada com chicote, garras e uma apertadíssima roupa de couro.

Halle Berry em Mulher Gato

Em um sofrível derivado que reinventa a personagem, Halle Berry vestiu o traje curto e rasgado da Mulher-Gato, ainda mantendo uma história sobrenatural (dessa vez trazendo… Reencarnações de deuses egípcios felinos) como origem da anti-heroína.

Anne Hathaway em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mais pautada à realidade, a versão Anne Hathaway para a ladra felina não apresenta habilidades sobrenaturais, apenas movimentos flexíveis e um apertado traje de couro. Experiente em roubos e tiroteios, ela ainda conta com lâminas no salto de sua bota.

Relembremos os melhores momentos (ou os meus preferidos) dos capítulos anteriores da trilogia:

Abraçando o Medo

Descobrindo a caverna subterrânea que viria a se tornar o quartel do Batman, Bruce Wayne é atacado por um enxame de morcegos e então este tem um momento de epifania. Com belo uso das sombras na fotografia de Wally Pfister, o sujeito abraça o medo e conforta-se com ele, adotando-o como arma.

“Gostaria de ver minha máscara?”

Tendo notado a insistência do mafioso Carmine Falcone em fazer parte de seu plano, o dr. Jonathan Crane é forçado a lhe apresentar seu sinistro alter-ego: o Espantalho.

“Um pouco do seu próprio remédio?”

Após ter sido humilhado em seu primeiro encontro com o Espantalho e seu gás alucinógeno, Batman invade o Asilo Arkham e oferece ao doutor um pouco de seu próprio remédio. Destaque para a montagem agressiva de Lee Smith (que ajuda a tornar o herói pouco perceptível) e a versão demoníaca do Homem-Morcego.

Salvando Rachel

Na estreia do Batmóvel Tumbler, o herói esmaga viaturas e salta de prédios em uma tensa corrida contra o tempo; com sua amada Rachel Dawes envenenada e à beira da insanidade. Ficou bem claro aqui o talento de Nolan para cenas de ação.

“Mas não preciso te salvar”

O clímax de Batman Begins não decepciona em quesitos de pirotecnia, mas o que fica mesmo na memória é a solução encontrada por Batman para não matar seu antigo mestre, Ra’s Al Ghul.

Assalto ao Banco

Em um prólogo empolgante e imprevisível, o diretor Christopher Nolan faz juz aos melhores thrillers policiais de Michael Mann ao mostrar o Coringa e seus comparsas assaltando um banco da Máfia. Além de introduzir de forma impecável seu antagonista, define o tom do filme todo.

“Que tal um truque de mágica?”

Em uma cena antológica, o Coringa demonstra seu senso de humor negro à um grupo de mafiosos.

Perseguição do Carro Forte

Elevando o nível da perseguição de carros de Batman Begins, Nolan e sua equipe criam uma cena de ação incrível, trazendo o Coringa perseguindo Harvey Dent pelas ruas de Gotham e a estreia da bat-pod do herói. Admirável também é o uso de efeitos práticos, como miniaturas, explosões e a capotagem memorável de um caminhão.

“Você me completa!”

O duelo mais perigoso entre Batman e o Coringa, a cena do interrogatório traz um embate psicológico impressionante. Nele, vemos que um não pode existir sem o outro, que são apenas lados diferentes de uma mesma moeda. Atuação monstruosa de Heath Ledger aqui, que mostra fôlego nas risadas maléficas.

“Eu queria inspirar o bem, não a loucura e a morte”

Após a morte de Rachel e o acidente de Harvey Dent, Bruce senta-se à janela e conversa com seu fiel mordomo Alfred. É uma linda cena que retrata a derrota do super-herói e a angústia do personagem, além de trazer uma fotografia triste de Wally Pfister.

“Introduza um pouco de anarquia”

Quando pensamos que o filme acalmaria com a prisão do Coringa, este faz um retorno impressionante ao disfarçar-se de enfermeira e explodir um hospital. Além de ser divertido ver o sujeito brigando com o detonador, o discurso sobre caos e anarquia que corrompe Harvey Dent (agora, Duas-Caras) é fundamental para entender a natureza do personagem.

“Um cavaleiro das trevas”

Um final perfeito para um filme perfeito.

A carreira de Christopher Nolan, além da trilogia do Morcego:

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Link para o post original (de Agosto de 2010)

Revisitando a primeira franquia do Batman:

Batman (1989)

Primeiro grande filme do Homem-Morcego para o cinema, traz uma abordagem dark para o personagem após o tom cartunesco do famoso seriado de TV com Adam West. Lidando com uma boa história e personagens carismáticos (nem precisa dizer que o Coringa de Jack Nicholson rouba o filme), o filme peca em sua execução, já que – mesmo tendo um visual gótico lindo – Tim Burton não é a escolha ideal para um longa de super-herói.

Batman – O Retorno (1992)

Ainda que traga uma ótima ambientação (a sombria Gotham City castigada pela neve natalina cai muito bem em dias frios), a segunda investida de Tim Burton na franquia é incostante e descontrolada, trazendo bons personagens mas não oferecendo tempo suficiente para explorá-los a fundo. Nesse cenário, o próprio Batman é esquecido pelos roteiristas e Danny DeVito, como o Pinguim, encarna um dos vilões mais ridículos da História.

Batman Eternamente (1995)

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, deixando de lado as sombras e transformando o terceiro filme do Batman em uma aventura fantasiosa e infantil. Apesar de trazer alguns bons elementos com os vilões Duas Caras e Charada (e não me refiro às caricatas performances) a história não convence e soa ridícula demais. E Val Kilmer não tem nada a ver com Bruce Wayne…

Batman & Robin (1997)

Se Schumacher já começava a flertar com o ridículo no longa anterior, ele o leva para cama no péssimo Batman & Robin. Trazendo caracterizações ridículas de bons personagens, o filme ainda sofre com elementos babacas (nunca, mas nunca esqueceremos do bat-cartão de crédito) e uma trama risível que poderia muito bem estar num desenho animado de sábado de manhã. Lembrando que o filme também trazia sua versão do Bane.

Com a conclusão da trilogia de Nolan, ficam algumas dicas e sugestões para como o personagem pode gerar novos filmes:

Chega de origem

Com Batman Begins tendo gastado uma enorme quantidade de tempo explicando a origem e as motivações do herói (e fazendo-os de maneira impecável), é irrelevante que um reboot volte novamente para o assassinato dos pais de Bruce Wayne. O Espetacular Homem-Aranha nos mostrou que recontar a mesma história “de forma diferente” não funciona, então que a Warner não cometa o mesmo erro com o Morcego.

O desfecho da trilogia ****HEAVY SPOILERS!****


Joseph Gordon Levitt e a adoção do símbolo

Só pra quem viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge hein! No fim do novo filme, o detetive “Robin” John Blake é o herdeiro da batcaverna após Bruce Wayne simular sua morte e fugir para Florença, e tudo indica que este adotará o símbolo de Batman como novo vigilante de Gotham. Eu adoraria ver como a história de Joseph Gordon Levitt iria progredir, e uma boa inspiração caso esse gancho seja de fato seguido é o desenho Batman do Futuro.

Série Arkham


Batman – Arkham City

Juntamente com a trilogia de Christopher Nolan, os jogos da série Arkham foram a melhor coisa a surgir para o personagem em anos. O que chama a atenção aqui é o tom sombrio da série, mas que não se preocupa em ser realista e abraça elementos fantásticos dos quadrinhos em uma trama essencialmente adulta. Fica a sugestão de não necessariamente adaptar o jogo, mas sim adotar sua atmosfera.

Bem, o especial fica por aqui e espero que tenham gostado. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nos cinemas no dia 27, mas você já pode ler a crítica aqui.

Gostaria de dedicar esta postagem à memória das vítimas do terrível tiroteio em Aurora, de 20 de Julho de 2012.