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| Thor: O Mundo Sombrio | Retorno do Deus do Trovão conserta erros do antecessor

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

thor
Jane Foster (Natalie Portman) dá uma bronca em Thor (Chris Hemsworth)

Um problema quase que unânime nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel é a impessoalidade de seus respectivos diretores. Em seus 8 filmes lançados até agora, foi raro encontrar ali um diretor que demonstrasse criatividade no ramo de contar histórias, seja narrativa ou puramente visual; a exceção fica com Joss Whedon em Os Vingadores e Kenneth Branagh em Thor – mas esse último perde pontos por se entregar puramente à estética. Achei que seria diferente com Thor – O Mundo Sombrio, mas parece que a Marvel novamente dominou o lado criativo. O resultado, no entanto, não é nada mal.

A trama assinada a seis mãos é ambientada após os eventos de Os Vingadores, com Loki (Tom Hiddleston, roubando o show mais uma vez) sendo confinado às masmorras de Asgard por seu pai (Anthony Hopkins) e Thor (Chris Hemsworth) lutando para restaurar a paz entre os Nove Reinos. Paralelo a isso, a perigosa raça dos Elfos Negros, liderada pelo grotesco Malekith (Christopher Eccleston), acorda quando um misterioso artefato de seu povo é descoberto pela cientista Jane Foster (Natalie Portman) na Terra. Para salvar o reino e sua amada terráquea, Thor deverá formar uma frágil aliança com seu irmão Loki para impedir Malekith de… destruir o Universo, é.

De início de conversa, já é quase que evidente atestar a superioridade deste novo filme em relação ao de 2011. O diretor Alan Taylor não impressiona por sua criatividade, mas ao menos merece méritos por fornecer uma abordagem mais medieval e suja ao universo do Deus do Trovão, deixando de lado o visual clean e shakespeariano de Kenneth Branagh – algo também proporcionado pelo excelente trabalho de direção de arte, que mescla elementos vikings com artilharias dignas de Star Wars (os efeitos sonoros, aliás, remetem muito à saga de George Lucas. Com a Disney bancando as duas franquias, deve ser fácil ter acesso à biblioteca de Ben Burtt). Outra correção essencial é o tom da produção: enquanto o primeiro se perdia em seus excessos de humor (outro recorrente problema no universo Marvel), O Mundo Sombrio sabe exatamente quando e onde encaixar suas piadas, gerando um bom timing graças à pequenos detalhes cômicos; como o herói “pendurando” seu martelo na parede de um apartamento.

O grande problema fica na história mesmo. Ainda que mais empolgante e complexa do que a de seu antecessor, os roteiristas criam uma série de conceitos que se perdem dentro da própria lógica (nem o tal do Mundo Sombrio do título ganha uma explicação eficiente). Toda a questão de passagens entre diferentes dimensões faz sentido no início, mas é completamente extrapolada em seu clímax (o que rende uma boa cena de ação, mas sacrifica a compreensão “científica” do espectador). Quem sai perdendo também é a Sif de Jaimie Alexander, que ganha considerável destaque no primeiro ato da projeção – surgindo como potencial interesse amoroso – simplesmente para ser esquecida da metade pro fim, enquanto o vilão de Christopher Eccleston chama a atenção meramente por seu visual elaborado, já que encarna uma figura essencialmente maniqueísta e sem motivações devidamente exploradas.

No fim, Thor: O Mundo Sombrio é um bom filme, mesmo com seus muitos problemas. Diverte, demonstra uma evolução no “Marvel way of cinema” ao corrigir problemas de tom e, felizmente, não cai na armadilha de simplesmente servir como prelúdio ao eventual Os Vingadores 2. Mas mais do que a segunda união da superequipe, é a continuação da trama de Asgard que desperta mais interesse.

Isso nos revela como o Deus do Trovão pode se virar sozinho na tela grande.

Obs: Há DUAS cenas adicionais após o filme. Uma durante os créditos finais e outra no término destes. Não iniciados certamente ficarão no ar com a primeira cena, então aí vai uma explicação: aquela cena nos apresenta ao universo de Os Guardiões da Galáxia, arriscada aposta da Marvel no gênero da ficção científica, que ganhará as telonas em Agosto do ano que vem.

Obs II: Como de costume, Stan Lee faz uma rápida aparição especial. E ele não é o único, mas paro por aqui para não estragar uma GRANDE surpresa…

Obs III: O 3D convertido é absolutamente descartável.

Leia esta crítica em inglês.

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Tom Hanks é Walt Disney no trailer de SAVING MR. BANKS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , on 11 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

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Está virando moda em Hollywood mostrar os bastidores de histórias famosas. Com Michelle Williams e Anthony Hopkins recriando as produções de, respectivamente, O Príncipe Encantado e Psicose, agora Tom Hanks e Emma Thompson aliam-se para contar a história por trás do clássico Mary Poppins com este Saving Mr. Banks (o título faz referência aos conflitos criativos que manteriam vivo o personagem do sr. Banks). Confira o (extenso) primeiro trailer:

Saving Mr. Banks estreia em 13 de Dezembro nos EUA.

Deus do trovão solta os raios no primeiro pôster de THOR: O MUNDO SOMBRIO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Homem de Ferro 3 se aproximando a cada minuto, a Marvel Studios começa a agora a trabalhar na divulgação de seu próximo lançamento. Assim, hoje tivemos o primeiro pôster oficial de Thor: O Mundo Sombrio, que traz uma arte estilosa onde o herói de Chris Hemsworth envolto de raios. Boa arte, ainda que pouco reveladora. Confira:

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Ainda não se sabe muito sobre a trama da continuação, apenas que trará mais cenas em Aasgard do que na Terra, prometendo ser muito mais épico e viking. Pra comandar o barco, está o diretor Alan Taylor (que já cuidou de vários episódios da série Game of Thrones). Tom Hiddleston, Natalie Portman e Anthony Hopkins reprisam seus respectivos papéis.

Thor: O Mundo Sombrio estreia em 8 de Novembro.

Especulando sobre o Oscar 2013

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de setembro de 2012 by Lucas Nascimento

E novamente nos encontramos naquele período de especulações para o Oscar 2013! Vamos apontar aqui alguns dos principais filmes que podem, ou não, entrar na lista dos indicados para o prêmio do ano que vem. Here we go:

Argo

Terceiro filme dirigido por Ben Affleck, Argo foi elogiadíssimo no Festival de Toronto e muitos o veem como uma aposta certeira entre os cinco indicados. A trama acompanha um grupo da CIA que é enviado ao Irã para resgatar reféns, disfarçando-se de equipe de filmagem de um falso longa-metragem para infiltrar-se no território.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Montagem, Figurino, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

O Mestre

Paul Thomas Anderson traz um enigmático filme sobre a Cientologia após um intervalo de 5 anos afastado das telas – tendo realizado o sublime Sangue Negro. O filme tem sido elogiado pela maioria, enfatizando a intensidade do elenco (premiado no Festival de Veneza).

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Joaquin Phoenix), Ator Coadjuvante (Philip Seymour Hoffman), Roteiro Original, Fotografia, Trilha Sonora, Montagem, Edição de Som e Mixagem de Som.

As Aventuras de Pi

Fantasia 3D de Ang Lee, As Aventuras de Pi começou a ser exibido em alguns festivais dos EUA recentemente, e a calorosa recepção ao filme imediatamente o cotam para o Oscar. O longa adapta o best-seller de Yann Martel, trazendo um jovem que fica preso em alto mar com um tigre.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Fotografia, Direção de Arte, Montagem, Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som e Trilha Sonora.

A Viagem

Ambicioso projeto dos irmãos Andy e (agora) Lana Wachowski em parceria com o diretor Tom Tykwer, tem dividido os críticos que o assistiram em duas categorias: aqueles que amaram e aqueles que odiaram. É de se espantar com a gradiosidade de Cloud Atlas, que apresenta seis épocas diferentes e um elenco estelar que intepreta múltiplos personagens. Parece ousado demais para a Academia, mas quem sabe?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Montagem, Maquiagem, Efeitos Visuais, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som

Django Livre

Novo filme do grande Quentin Tarantino, que agora ataca de faroeste sulista em (mais uma) trama de vingança e personagens excêntricos. O filme será lançado em 25 de dezembro.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Jamie Foxx, Christoph Waltz), Ator Coadjuvante (Leonardo DiCaprio), Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Figurino, Direção de Arte, Edição de Som e Mixagem de Som.

Silver Linings Playbook

Novo filme de David O. Russell (de O Vencedor), fez sucesso no festival de Toronto graças à sua inusitada mistura de humor e drama. O longa – cujo título sempre me escapa a memória – mostra a relação de um sujeito recém-retornado à casa de seus pais com uma mulher problemática.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Bradley Cooper), Atriz (Jennifer Lawrence), Ator Coadjuvante (Robert DeNiro) e Roteiro Original.

Lincoln

Cinebiografia do presidente americano Abraham Lincoln (dessa vez sem vampiros), só estreia em dezembro nas terras ianques, mas é carregado de expectativa desde sua gestação. Comandado por Steven Spielberg, o filme ainda se beneficia de trazer o monstro Daniel Day-Lewis como protagonista.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Daniel Day-Lewis), Fotografia, Direção de Arte, Montagem, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

Hitchcock

Mais um biopic promete marcar presença entre os indicados, este centrado no Mestre do Suspense e os bastidores da realização de seu mais famoso filme: Psicose. A trama é promissora e a escalação de Anthony Hopkins como “Hitch” promete tirar sua carreira do piloto-automático. No entanto, acho que o filme não vai muito longe disso e parece ser o Sete Dias com Marilyn do ano.

Possíveis Indicações: Melhor Ator (Anthony Hopkins), Atriz (Helen Mirren), Roteiro Adaptado, Fotografia e Trilha Sonora.

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Aqui temos uma aposta arriscada. Pra falar sobre as chances do último capítulo da trilogia do Homem-Morcego comandada por Christopher Nolan, devemos voltar à 2009 e relembrarmos da importância de O Cavaleiro das Trevas. A ausência do filme entre os cinco indicados foi muito criticada e, no ano seguinte, o Oscar passa a aceitar dez filmes entre seus indicados; é evidente a influência do longa nessa mudança. Não é hora da Academia se redimir?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Efeitos Visuais, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Retorno de Peter Jackson ao universo de J. R. R. Tolkien, a adaptação de O Hobbit será dividida em três partes. Dado o reconhecimento da Academia pela trilogia Senhor dos Anéis, acho que não seria exagero esperar que a “jornada inesperada” marque presença na festa.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Montagem, Figurino, Maquiagem, Efeitos Visuais (Smeagol is back, bitches), Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

Moonrise Kingdom

Novo filme de Wes Anderson, abriu o Festival de Cannes deste ano e teve uma recepção positiva nos EUA, tanto de crítica quanto de público (o maior arrecadamento da carreira do diretor). A trama acompanha um grupo de escoteiros americanos às vésperas da Guerra do Vietnã.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Fotografia, Figurino e Direção de Arte.

007 – Operação Skyfall

Nunca antes um filme de James Bond foi indicado a um Oscar fora das categorias técnicas. Sam Mendes comanda a 23ª missão do agente 007 e todos os envolvidos prometem o melhor filme da franquia, mirando em indicações ao Oscar. Quem sabe a Academia não honre o filme pelos 50 anos da série?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Daniel Craig), Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

Outras apostas:

Prometheus – Ator Coadjuvante (Michael Fassbender), Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Visuais.

Os Vingadores – Efeitos Visuais

Branca de Neve e o Caçador – Figurino

MIB – Homens de Preto 3 – Melhor Direção de Arte e Maquiagem

Anthony Hopkins transformado em HITCHCOCK

Posted in Notícias with tags , , , , on 18 de abril de 2012 by Lucas Nascimento

Saiu hoje a primeira imagem de Anthony Hopkins (sim, é ele mesmo) caracterizado como o lendário diretor Alfred Hitchcock, na biografia a ser dirigida por Sacha Gervasi. A trama é ambientada durante as conturbadas filmagens de Psicose.

Será que Hopkins vai sair do pilot0-automático e seguir para seu segundo Oscar?

| Thor | O humor martelou o épico

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

 


Os Irmãos Odin: Chris Hemsworth e Tom Hiddleston capricham nas performances de Thor e Loki

Thor, você já deve estar cansado de ouvir, é mais um passo para a construção dos Vingadores da Marvel, cujo projeto é movido com grande ambição pelo estúdio. O filme que apresenta a versão super-herói do Deus do Trovão é um divertido entretenimento mas com sérios problemas de roteiro e tom.

Condensando toda a mitologia do personagem em um filme (funcionando, acrescento), a trama mostra o exílio de Thor à Terra, após despertar uma guerra entre seu reino de Asgard e o dos Gigantes de Gelo, e lutando para recuperar seus poderes e aprender uma lição de humanidade, ao mesmo tempo em que seu irmão Loki (Tom Hiddleston) ganha poder no reino.

Marcando o retorno do irlandês Kenneth Branagh na direção de projetos grandes, o cineasta oferece um bom domínio da narrativa e uma característica visual interessante, com a câmera inclinada (técnica conhecida como “ângulo holandês”), simbolizando de forma eficiente o exílio do personagem-título e sua sensação de “estranho no ninho”. O roteiro infelizmente não desenvolve-a de forma coerente, sendo muito apressado e incapaz de estabelecer relações fortes entre seus personagens (especialmente Thor e a Dra. Jane Foster) , apelando para o humor pastelão.

E esse é um dos principais problemas de Thor: o desequilíbrio de tom. Leva-se a sério nas cenas de Asgard, onde Branagh oferece ângulos e movimentos de câmera criativos e o elenco recita seus diálogos de forma quase shakespeareana; o design de produção aliás, é espetacular e definitivamente contribui nesse conceito. Do outro lado, quando na Terra, o filme transforma-se em uma comédia; piadas e referências brotam constantemente no roteiro (algumas são divertidinhas, claro), em uma óbvia e patética tentativa de alcançar um público maior.


Natalie Portman e Kat Dennings: forçada presença cômica

Não que humor seja descartável (no primeiro Homem-de-Ferro por exemplo, ele funciona muitíssimo bem, nos momentos certos), mas quando você tem coadjuvantes como Natalie Portman e Kat Dennings, ele torna-se insuportável. Aliás, Portman preenche a Dra. Jane Foster com uma euforia tão extrema e inapropriada, que suspeitei do uso de drogas da personagem; e Dennings mostra seu forçado (e descartável) teor cômico logo em sua cena inicial. Quanto a Anthony Hopkins na pele de Odin, basta dizer que ele continua em seu habitual piloto-automático, mas agradável.

Em contrapartida, o semi-desconhecido Chris Hemsworth (ele fez uma breve aparição como pai de Kirk no último Star Trek) dá vida a Thor de forma carismática e eficiente, caracterizando sua arrogância no primeiro ato – especialmente na ótima batalha contra os Gigantes de Gelo – e sua mudança de hábito com suavidade, além de dominar um bom sotaque. E temos Tom Hiddleston, cujo Loki é um dos pontos mais interessantes do filme; com olhar manipulador e ambíguo, é um dos vilões mais bem desenvolvidos do universo Marvel.

Faço questão de mostrar o progresso em relação a Homem-de-Ferro 2; enquanto este era sobrecarregado de referências à SHIELD (agência por trás dos Vingadores), Thor resolve o problema ao fazê-la parte fundamental da trama, de forma muito mais construtiva do que o filme de John Favreau. Aliás, Jeremy Renner faz uma ponta bacana (mas deslocada) como o Gavião Arqueiro.

Com medianos efeitos visuais e ótimas cenas de ação, Thor é um bom entretenimento e característico blockbuster, mas que desequilíbra seu tom entre épico e humor, além de possuir um roteiro apressado. Resta aguardar agora o Capitão América e Os Vingadores para ver como a brincadeira vai terminar.

PS: Há uma importante cena pós-créditos que define o filme dos Vingadores.

Leia esta crítica em inglês.

Além da Martelada do Trovão – Especial THOR

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Thor! O deus do trovão ganha seu primeiro grande filme nas telas do cinema, dando início à temporada de blockbusters e continuidade à saga dos Vingadores. Aproveitem o especial:

Bastidores de Thor
Os bastidores de Thor

Antes de chegar nas mãos do britânico Kenneth Branagh, o projeto de Thor passou por diversos estúdios e diretores, incluindo Sam Raimi (que dirigiu a trilogia Homem-Aranha) e Matthew Vaughn (que agora termina X-Men: Primeira Classe), mas em decorrência de problemas diversos – um deles sendo a dificuldade em transpor o projeto às telas -, a produção não andou pra frente.

Partindo do roteiro escrito por Ashley Miller e Don Payne, Branagh começou a pré-produção em 2009; escalando Chris Hemsworth como Thor e Tom Hiddleston – que fez teste para o papel principal – na pele de seu meio-irmão Loki. O resto do elenco foi contratado de forma comum, exceto pela polêmica racista contra o ator Iris Elba (que interpreta Heimdall); que foi atacado por um grupo que ofendeu-se com a variedade racial apresentada nos deuses de Asgard.


O diretor Kenneth Branagh na Comic-Con

As filmagens começaram no Novo México, em Janeiro de 2010; tendo uma pequena cidade construída especialmente para as gravações. Muitas explosões, cenários complicados e uma direção de arte promissora e as filmagens – com ponta de Stan Lee, claro –  terminaram.

Infelizmente, a vontade de faturar uma grana a mais surgiu na cabeça da Marvel Studios, fazendo com que Thor (e também o Capitão América) fossem submetidos à suspeitosa conversão para 3D… Quem já viu o filme garante que o efeito não estraga a projeção, mas que também não oferece profundidade alguma. Resumindo, deve ser o “2D com óculos”.

Thor carrega duas tarefas difíceis, que Homem-de-Ferro conseguiu cumprir exatamente 3 anos antes em sua estreia: fazer sucesso (o personagem não é dos mais populares na geração atual) e continuar o plano Vingadores.

Os deuses, humanos e criaturas que protagonizam o longa:

Thor | Chris Hemsworth

Deus do Trovão, Thor é um valente, porém arrogante, guerreiro de Asgard. Após perturbar as relações de paz com os Gigantes de Gelo, ele é banido por seu pai Odin para a Terra. Lá, sem poderes, recebe ajuda da cientista Jane Foster, que o ajudará a recuperar sua força a tempo de salvar seu reino de Loki.

Jane Foster | Natalie Portman

Interesse amoroso de Thor, Jane é uma cientista séria e dedicada, cujo foco é justamente na astrofísica. Ela e sua amiga Darcy o encontram logo após sua chegada na Terra, ajudando-o posteriormente a reencontrar seu poder e proteger o planeta do vindouro ataque de Loki.

Loki | Tom Hiddleston

Deus das Travsessuras e irmão adotivo de Thor (sua origem estaria ligada com os Gigantes de Gelo), Loki é um ser manipulador e invejoso. Com más intenções, assumi o trono de Asgard após o exilio de seu irmão,  enviando as forças mais poderosas de seu reino – incluindo o letal Destruidor – para destruí-lo na Terra.

Odin | Anthony Hopkins

Temperamental e esquentado, Odin governa Asgard há milhares de anos, estabelecendo uma complicada paz com os outros reinos. É o pai de Thor e Loki; Após o Deus do Trovão quebrar o acordo pacífico, Odin bane seu filho arrogante para a Terra onde espera que ele aprenda uma lição de humanidade.

Heimdall | Iris Elba

Guardião da Ponte de Arco-Íris, elo entre Asgard e a Terra, Heimdall é um poderoso guerreiro que ouve e observa os acontecimentos dos outros mundos, tornando-o perfeito na proteção dos reinos.

Criaturas

Jotuns, ou Gigantes de Gelo

Originados do gelado mundo de Jotunheim, os gigantes eram antigos inimigos dos Asgardianos. Liderados pelo rei Laufey, perderam inúmeras guerras para Odin e seus guerreiros, resultando em uma frágil trégua, que é quebrada por Thor em consequência de uma disputa por um artefato místico.

Destruidor

Grande armamento de Aasgard, é uma implácavel entidade de metal, sem remorso ou emoções. É guardião do cofre de Aasgard, que guarda relíquias e tesouros inestimáveis. Sua armadura é feita do mesmo material utilizado no martelo Mjolnir de Thor, e só presta serviços para seu rei.

Um guia turístico com as principais locações do filme:

Asgard

Legendária e mística cidade habitada por quem os vikings chamavam como deuses. É comandada por Odin e é lendária por seus impecáveis guerreiros.

Jotunheim

Sombrio planeta congelado onde habitam os Jotuns (ou Gigantes de Gelo), liderados pelo rei Laufey. A fonte de seu poder vem de um artefato místico, que tem a capacidade de englobar mundos em gelo e neve.

Ponte do Arco íris

Protegida pelo guerreiro Heimdall, a Ponte do Arco-íris (também chamada de Bifrost) é o elo entre os mundos, dando destaque para a Terra e Asgard, que será mostrada com mais destaque no filme.

Terra

A porção de Thor que se passa na Terra, toma lugar na cidade do Novo México, em uma pequena cidade, instalações da SHIELD e pelo deserto, prometendo um clima road-movie.

O ambicioso projeto que vai unir diversos super-heróis em um único filme continua…

Hugo Weaving em CAPITÃO AMÉRICA - O PRIMEIRO VINGADOR, de Joe Johnston
Hugo Weaving com o Cubo Cósmico, objeto mitológico de Thor, em cena de Capitão América

Bem, retomemos aquele assunto mais uma vez: A Marvel Studios começou com Homem-de-Ferro sua Iniciativa aos Vingadores, super-grupo que reúne alguns dos mais poderosos heróis da editora. Thor é o próximo elemento, e muito importante por dominar elementos mágicos e, correm os boatos, de que o deus Loki será a grande ameaça do filme dos Vingadores.

No próprio Thor, a SHIELD aparece novamente, assim como o Agente Coulson e Nick Fury (Samuel L. Jackson), além da presença de um novo personagem: o Gavião Arqueiro, interpretado por Jeremy Renner, que fará uma pequena participação no filme.

É evidente que o filme se passa depois dos eventos de Homem-de-Ferro 2, já que a cidade do Novo México é mencionada e o próprio martelo do vingador aparece nos créditos finais. Sobre sua ligação com Capitão América, foi revelado que um certo objeto conhecido como “Cubo Cósmico” – que faz parte da mitologia de Thor – vai estar no filme do herói bandeiroso, sendo alvo de cobiça do vilão nazista Caveira Vermelha.

Os Vingadores estreia em Julho de 2012 e ponho minhas fichas em Loki como vilão do filme. Mas claro, não conte apenas com ele…

O personagem original dos quadrinhos:

Criado por Stan Lee e Jack Kirby, com clara inspiração na mitologia nórdica, Thor apresenta características diferentes do filme. A razão pela qual o deus do trovão habita a Terra é quase a mesma: enfrentar experiências humanas após seus atos de arrogância desencadearem problemas e conflitos em Asgard. Sem memória e sem poderes, ele é mandado sob o alter ego de Donald Blake, um médico deficiente que logo percebe sua missão de protetor da Terra.

Poderes

Thor é um ser humano normal como eu e você, a fonte de seus poderes é seu martelo Mjolnir, que lhe oferece uma quantidade impressionante de poderes como:

  • Resistência à dor e agressões, incluindo regeneração e uma quase  invulnerabilidade
  • Viagem no Tempo
  • Velocidade e agilidade avançadas
  • Controle de trovões, chuva e elementos de tempestade
  • Habilidades de luta soberbas

Os poderes de Thor vêm de seu martelo. Aqui, alguns objetos que apresentam fonte de poder interessantíssimos:

Um Anel

Anel da trilogia O Senhor dos Aneis – e dos vindouros filmes de O Hobbit -, oferece a quem o usa o poder de dominação total, mas também uma terrível apegação a ele, resultando em monstruosas transformações

A Arca da Aliança

Objeto de cobiça dos nazistas em Os Caçadores da Arca Perdida, o misterioso artefato guardava as tábuas dos dez mandamentos de Moisés e também um poder divino invencível. No clímax do primeiro filme de Indiana Jones, seu poder é testado em uma arrepiante sequência.

Capacete do Magneto

Usado por Magneto nos filmes X-Men, o capacete protege seus pensamentos de seus inimigos, além de permanecer oculto na localização de mutantes conhecida como Cérebro, de seu antigo amigo Charles Xavier. Me pergunto se o capacete atrapalharia os extratores de A Origem…

O Baú de Davy Jones

O baú guarda o coração pulsante do pirata Davy Jones, colecionador de almas e responsável pela “passagem” entre uma vida e outra, tendo como armas a lula mitológica Kraken e uma alucinante prisão no fim do mundo. Quem domina o coração, domina o pirata…

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguarde pela crítica de Thor, que deve sair na Sexta-Feira ou no Sábado. Até!