Arquivo para Avatar

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2 alcança 1 bilhão de dólares

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 31 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

Provavelmente o filme mais rápido ao alcançar tal feito, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 chegou na casa de 1 bilhão de dólares nas bilheterias mundias de arrecadação.

O 3D certamente ajudou, sendo o primeiro filme da franquia à chegar no cobiçado número (o recorde anterior pertencia aos 975 milhões de A Pedra Filosofal). Confira abaixo os filmes que estão no “clube do bilhão”:

Avatar2,7 bilhões
Titanic – 1,8 bilhões
O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei – 1,11 bilhões
Piratas do Caribe – O Baú da Morte – 1,06 bilhões
Toy Story 31,06 bilhões
Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas – 1,03 bilhões
Alice no País das Maravilhas – 1,02 bilhões
Batman – O Cavaleiro das Trevas – 1 bilhão
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 21 bilhão

Isso porque o filme só tem 15 dias de exibição nos cinemas, imaginem o resultado em um mês…

| Transformers – O Lado Oculto da Lua | Michael Bay consegue se superar

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2011, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , on 1 de julho de 2011 by Lucas Nascimento


Bumblebee na batalha de Chicago. É, esse eu sei que é o Bumblebee…

Quando Michael Bay admitiu que A Vingança dos Derrotados foi um filme ruim e que ele teria superado o trabalho com O Lado Escuro da Lua, eu realmente confiei no diretor. Bom, acho que algumas pessoas simplesmente não aprendem; o terceiro filme da saga dos robôs transformistas consegue ser ainda pior que seu antecessor.

Na trama, os Autobots e os Decepticons travam mais uma mortal batalha, dessa vez em decorrência de um segredo escondido na Lua desde os anos 60. O tal segredo é o robô Sentinel Prime, que pode trazer o planeta dos alienígenas de metal de volta, que acaba virando objeto de disputa de ambos os lados.

O massacre robótico começa no roteiro. O texto de Ehren Kruger até tenta criar uma certa coerência e lógica na trama – a ideia de envolver eventos da Guerra Fria e a Corrida Espacial era realmente interessante – mas falha ao estabelecer o mínimo de história possível para capturar a atenção do espectador, confundindo sub-tramas e enchendo-o de clichês e piadas idiotas. Isso sem mencionar o péssimo trabalho com os personagens, que nem apresentam justificativa para tanta atenção de cena.

Shia LaBeouf continua fazendo seu agradável piloto-automático – mesmo que ele precise rebaixar-se a gritinhos afeminados em diversos momentos da projeção -, mas ainda é incompreensível para mim, como seu personagem consegue mulheres do nível de Rosie Huntington-Whiteley. A modelo da Victoria’s Secret substitui Megan Fox como objeto sexual da trama (não fazendo feio, admito), mas sua personagem é tão vazia e inútil quanto a dos filmes anteriores. E sem comentários para os preciosos coadjuvantes: Frances McDormand, John Malkovich, Ken Jeong, todos prejudicados e desperdiçados…


Michael Bay detona a cidade de Chicago. Sim os efeitos são bons…

E o que nos leva à direção descontrolada do sr. Michael Bay. Explosão pra cá e socos de robôs gigantes pra lá, o diretor agora tem a tecnologia 3D para utilizar. De fato, é o melhor uso da tecnologia desde o Avatar de James Cameron; as cenas na Lua apresentam grande profundidade, mas é impossível acompanhar a selvageria das cenas de ação. Com exceção de um belo voo de wing-suits em uma Chicago sendo atacada e a destruição de um edifício, todas as sequências de pancadarias de robôs gigantes (cujas fisiologias são quse impossíveis de diferenciar) são irritantes e cansativas, com todas as habituais marcas de Bay: câmera lenta, patriotrismo e bordões imbecis.

Não que eu va assistir a um filme de máquinas gigantes se arrebentando e espere encontrar algum tipo de obra-prima, mas no mínimo eu espero algo divertido e que me entrentenha. Se um filme em que homens levantam submarinos e mulheres têm pele azul e transformam-se em outros indivíduos consegue apresentar conteúdo histórico e diversão na medida perfeita, porque não uma invasão alienígena de seres transformistas?

Transformers – O Lado Oculto da Lua é o pior filme do ano e um aviso perturbador sobre o que Hollywood pode fazer; juntando explosões, cenas de ação, efeitos visuais e 3D, na tentativa mais agressiva de conseguir o seu dinheiro.

Com uma porcaria dessas, é um assalto.

Obs: A nova lei sobre a conservação de óculos 3D já está sendo posta em prática. No Imax do Shopping Bourbon Pompeia, os óculos foram entregues higienizados e em uma embalagem plástica.

Sexy Beast | Especial SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de março de 2011 by Lucas Nascimento

 

O novo filme de Zack Snyder chegou aos cinemas brasileiros! Prometendo muita ação e visuais sublimes, Sucker Punch – Mundo Surreal também é o tema deste especial. Aproveite:


Zack Snyder na Comic-Con do ano passado

Depois de comandar duas grandes adaptações de HQs – 300 e Watchmen – o cineasta Zack Snyder prepara-se para lançar seu novo filme; primeiro trabalho que parte de um argumento original, a questão é: vale a pena ou será apenas um longa visualmente bonito?

Snyder começou a idealizar o projeto em 2007, mas deixou-o de lado para filmar Watchmen. Terminada a adaptação, ele fez a animação A Lenda dos Guardiões e, finalmente, o épico de metralhadoras, mulheres e dragões . O que o cineasta queria era “um filme com cenas de ação que desafiem as limitações reais, mas que não perdesse a história”. A Warner deu sinal verde após o sucesso comercial de Watchmen, e Sucker Punch ganhava vida.

Em Março de 2009, começou a escalação de elenco, composto predominantemente por mulheres. Após selecionadas, as atrizes treinaram, por cerca de 12 semanas, diferentes tipos de coreografias de luta; todas suficiente para encarar as diferentes cenas de ação em cenários distintos que o longa promete.


Snyder dirigindo Emily Browing no set

Dando vida a esses cenários, está Rick Carter (na direção de arte) e as empresas de efeitos visuais Animal Logic e Moving Picture Company, que criaran a maioria dos ambientes pela tela verde – Snyder já é especialista no assunto após gravar 300 e Watchmen com essa técnica -, através da computação gráfica. Isso ficaria bacana em 3D não é? Não é o que o diretor, felizmente, acha; descrevendo a conversão para o formato como “problemática”.

Sucker Punch é sobre uma viagem cheia de ação ao interior da mente humana, onde não há regras ou limites físicos, podendo materializar armas e itens necessários (só eu lembrei da Origem?), para fugir de um hospício. É também o segundo filme de Snyder que não pega a censura R (que equivale a 16 ou 18 anos no Brasil), classificando-se como PG-13.

Se o filme funcionar ou não, o grande trabalho de Snyder ainda está por vir: o novo Superman está nas mãos dele.

As belas e perigosas protagonistas do filme (Perdoem a falta de informações, realmente há pouco disponível sobre elas):

Babydoll | Emily Browning

Após a morte de seus entes queridos, Babydoll é aprisionada em um hospício por seu cruel padrasto – após uma tentativa frustrada de estupro. Lá, conhece as outras internas e descobre o mundo imaginário onde ela deverá lutar para sobreviver e libertar-se da prisão.

Blondie | Vanessa Hudgens

A mais experiente em combates.

Sweet Pea | Abbie Cornish

Provavelmente a mais estressada e pé-n0-chão do filme, contradiz às ideias e o plano de Babydoll, não confiando no seu sucesso, mas embarca na aventura como proteção às suas amigas.

Amber | Jamie Chung

Uma leal companheira, é o braço direito de Babydoll

Rocket | Jena Malone

Sincera e sem rodeios, diz tudo o que pensa e é muito determinada, ficando do lado de Babydoll o tempo todo. É também grande amiga de Sweet Pea.

Não é difícil encontrar filmes com lindo visual, por isso recordo aqui 4 excepcionais cenários criados por computador:

Grécia – 300

O primeiro grande sucesso de Snyder, 300 apresenta tons pastéis que parecem dar vida a uma pintura. Alto contraste e com grande uso da luz solar, é um filme belíssimo.

Pandora – Avatar

Abocanhando ambos os Oscars de Fotografia e Direção de Arte, Avatar é o primeiro filme com cenários totalmente digitais a ganhar na primeira categoria. Os efeitos visuais são espetaculares, cenas diurnas apresentam uma variedade impressionante de cores, enquanto nas noturnas, é uma estupefata bioluminescência de tons azuis. Lindo.

Londres – Sweeney Todd

A Londres vitoriana já foi recriada digitalmente muitas vezes (destaque para Sherlock Holmes), mas ganha um peculiar toque sinistro no suspense musical de Tim Burton. O céu, sempre nublado e cinzento apresenta-se como grande responsável pelo tom sombrio da narrativa.

Marte – Watchmen – O Filme

Mais um vindo de Snyder (falo sem medo, ele é o melhor quando se trata de visual), a adaptação dos quadrinhos de Alan Moore ganha cenários autênticos e fieis à história, mas destaca-se o vermelho do planeta Marte. A mistura com o azul luminoso do Dr. Manhattan causa um ótimo efeito.

Como Sucker Punch é um filme onde são as garotas quem chutam traseiros, recordemos aqui outras mulheres que deram trabalho aos vilões:

A Noiva

Na pele de Uma Thurman, a Noiva foi traída por seu grupo criminoso, atacando-a no dia de seu ensaio de casamento. Recuperada, ela vai atrás de cada um deles, enfrentando gangues yakuza, cobras, assassinos, venenos e até uma sepultura. E sempre com estilo…

Trinity

Sempre com apertadíssimo couro preto, Trinity arrebenta programas e agentes com suas invejáveis habilidades marciais, que incluem Kung Fu e Jiu-Jitsu. Também usa muitas armas de fogo e pilota desde motos até helicópteros.

Hit-Girl

Com apenas 12 anos de idade, a letal Hit-Girl é perita em combates corpo-a-corpo, armas de fogo e até espadas. Retalha uma gangue de traficantes e encara sozinha um corredor repleto de mafiosos armados e vê isso como grande diversão. Orgulho de Big Daddy.

Tenente Ripley

Começando como vítima em perigo em grande parte do primeiro filme, a Tenente Ripley transformou-se no desafio supremo dos aliens nos vindouros filmes da franquia. Sigourney Weaver traça a persona correta e adequada – tendo sido indicada ao Oscar pelo segundo filme.

Como parte da divulgação do filme, foram lançados alguns curtas animados, inspirados em elementos e personagens do filme. A animação foi feita por Ben Hibon e é uma boa curiosidade e material de universo expandido. Confira:

As Trincheiras

Dragão

Planeta Distante

Guerreiros Feudais

 

Um pouco sobre o som de Sucker Punch:

Compositor habitual de Zack Snyder, Tyler Bates retorna para trabalhar na trilha original do filme. A lista de faixas ainda não foi divulgada, mas sim uma com canções interessantes, que prometem novas versões de músicas existentes, veja-a:

  1. Sweet Dreams (Are Made Of This) – Emily Browning
  2. Army of Me (Sucker Punch Remix) – Björk featuring Skunk Anansie
  3. White Rabbit” – Emiliana Torrini

  4. I Want It All”/We Will Rock You – Queen with Armageddon Aka Geddy
  5. Search And Destroy – Skunk Anansie
  6. Tomorrow Never Knows – Alison Mosshart and Carla Azar
  7. Where Is My Mind? – Yoav featuring Emily Browning

  8. Asleep – Emily Browning

  9. Love Is The Drug – Carla Gugino and Oscar Isaac

Por enquanto, apenas 30 segundos de cada faixa estão disponíveis, elas podem ser ouvidas aqui:

Sweet Dreams com a voz sexy de Emily Browing é disparado minha preferida.

Bem, o especial acaba por aqui – realmente não sei mais sobre o que falar -, mas aguardemos a crítica do filme, pra ver se todo o esforço visual valerá a pena.

Ficha técnica

Análise Blu-ray: AVATAR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento

Avatar – Edição Estendida de Colecionador

Disco 1

O Filme

imagem de blu-ray.com

Ver Avatar em Blu-ray só ajuda a confirmar a estonteante beleza visual do filme, que fica ainda melhor. O filme em si é ótimo também, simples e muito agradável; um dos melhores de 2009 e aquele que pode vir a se tornar o Star Wars da nossa geração. Crítica

Cenas Excluídas/adicionais/inacabadas (esta última no disco 2)


Abertura alternativa mostra a Terra futurista

O CD 1 apresenta 3 versões do filme: a original, a do Relançamento (com 8 min. a mais) e a da edição de colecionador (com 16 min. a mais). A maioria das cenas é descartável, servindo apenas para mostrar um pouco mais da fauna e flora alienígena de Pandora. Entretanto, vale a abertura alternativa, que mostra o planeta Terra futurista e a visita de Jake e Grace à antiga escola de humana em Pandora.

Disco 2

Capturando Avatar

imagem de blu-ray.com

Dividido em 4 partes e totalizando aproximadamente 1h40min de duração, este é o making of de Avatar. Mostra detalhadamente cada etapa de filmagem, as capturas de movimentos, o inovador trabalho com câmeras 3D, o preparo dos atores – que é impressionante, Cameron fez todo mundo aprender a usar arco-e-flecha, montar cavalos, movimentos flexíveis e a complicada língua Na’vi, criada por um especialista – e o processo de efeitos visuais, que demorou quase dois anos.

Com esse completo documentário, fica mais claro o trabalho de James Cameron e seu desejo de realizar o projeto. Sua ambição e dedicação são tão grandes que ele merecia o Oscar de Melhor Diretor que perdeu para sua ex-esposa.

Mensagem de Pandora

O featurette de 20 minutos acompanha a visita de James Cameron ao Brasil, em Manaus para auxiliar no protesto contra a construção da hidrelétrica de Xingu. Muito interessante, mostra também a recepção da tribo indígena aos estrangeiros. 

Material de Produção

Totalizando cerca de 1h30min de duração, há uma lista de materiais sobre a produção de Avatar; há curtas metragens de teste, um modo de visualização da narrativa com desenhos conceituais, testes de elenco com os atores, progressão dos efeitos visuais (meu favorito), entre muitos outros. Esplêndido.

Disco 3

Desconstrução de Cena

Disponível para 3 ângulos de visualização (e também o picture in picture), você pode assistir a diversas cenas do filme em seu estágio inicial das filmagens na sala chamada Volume, o modelo digital incabado e o resultado final. Vale a pena para ver como as atuações ficaram quase inalteradas no avatar digital.

Curtas de Produção

Basicamente, é o making of do disco 2, só que muito mais extenso e dividido em categorias, – o que o torna mais eficiente do que ver o material inteiro de uma vez só – mostrando diferentes etapas da produção, como o design de criaturas, armamentos, língua dos na’vi, figurino, montagem, som (que trabalho) e a trilha sonora.

Arquivos de Avatar

imagem de blu-ray.com

Aqui temos muitas galerias. Mesmo. Divididas em quase 20 categorias, elas exploram as artes conceituais de criaturas, ambientes, flora alienígena, armamentos, entre muitos outros… Há também duas versões do roteiro disponíveis para leitura (sim, inteiros), letras de músicas na’vi, uma “pandorapedia” com 449 slides detalhando tudo sobre os diversos elementos do filme, dicionário inglês-na’vi (boa sorte) e, por fim, dois trailers de divulgação. Não poderia ser mais completo.

Nota Geral:

Não tenho dúvida de que esse é um dos melhores Blu-ray que já vi. A imagem continua espetacular, mas a quantidade de extras é absurda, material completo e informativo. Investimento obrigatório para qualquer colecionador.

Preço: R$ 99,90

Avatar: O Novo Star Wars

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

 

Aproveitando o relançamento de Avatar, gostaria de discutir nesse post os motivos pelo qual eu acho que a aventura sci-fi de James Cameron tem potencial para se tornar o Star Wars de nossa geração.

Trama

Ao falar da trama de Avatar, é desenterrado aquele velho assunto: o clichê que acompanha o desenvolver da história do filme. A verdade é que trata-se de uma história clássica que foi reciclada com elementos fantásticos, assim como o primeiro Star Wars, que é uma simples história de resgate à princesa.

Se Cameron explorar mais a mitologia da floresta e o poder de Eywa, a história pode ganhar rumos interessantes, mais sombrios e  complexos; basicamente, tudo o que George Lucas fez em O Império Contra-Ataca, onde mostrou mais sobre a Força, por isso podemos esperar um “lado negro de Eywa” no próximo Avatar? Hehe.

Além disso, queria mais destaque para a Terra futurista, seria interessante voltar a este assunto.

Biodiversidade Alienígena

Assim como em Star Wars, Cameron apresenta ao espectador uma variedade gigantesca de alienígenas, criaturas e ambientes. Além disso, contratou especialistas para criar uma língua, ou seja, os atores não ficaram meramente balbuciando qualquer coisa.

Tudo bem que é fácil se perder em meio a tanto animal bizarro, mas Cameron ainda pode inventar criaturas mais icônicas e mortais. Isso sem falar em outros planetas; ver a trama sair de Pandora seria algo empolgante.

Personagens

Tudo bem, os personagens de Avatar não são criativos quanto os da saga de George Lucas, mas são humanos. Cameron gasta o tempo necessário com o desenvolvimento de cada personagem, humano ou alienígena. A trajetória de Jake Sully é crível e muito verdadeira e o personagem pode ter um futuro interessante pela frente.

Os Na’vi também devem ter uma história interessante, mas eu queria ver os humanos retornando para um segundo round, porque é óbvio que eles não iriam sossegar depois da primeira derrota. E francamente, Cameron seria corajoso ao mostrá-los vencendo.

Efeitos Visuais

Não poderia deixar de mencionar os grandiosos efeitos visuais, que marcam uma nova era de tecnologia no cinema. Como Star Wars em sua época, o trabalho de computação gráfica de Avatar é um divisor de águas no ramo.

Bem, esses são apenas alguns motivos; concordando ou não, é indiscutível a qualidade de Avatar e a diferença que fez na tecnologia do cinema.

Esta semana nos cinemas… (15/08)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , on 14 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as principais estreias da semana nos cinemas do Brasil:

Avatar – Edição Especial

Pois é, os alienígenas azuis de James Cameron voltaram às telonas (meio cedo, eu creio) com 8 minutos inéditos. Na trama, o fuzileiro Jake Sully é mandado ao planeta Pandora, onde fará contato com os nativos. Censura: 12 anos. Crítica (do original, são 8 minutos que não devem fazer diferença na trama)

Juntos pelo acaso

A Katherine Heigl começou a carreira no cinema tão bem com o excelente Ligeiramente Grávidos… Agora, embarca em cada projeto, viu? Na trama, um casal que nada tem em comum tem que cuidar de seu afilhado. Censura: 14 anos

Bem, essas são suas opções; escolha bem e tenha uma ótima sessão!

| Resident Evil 4: Recomeço | Nem o 3D salva

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

2.0

  Alice in Zombieland: Milla Jovovich corre de uma multidão de mortos-vivos

O mais recente capítulo da franquia Resident Evil, baseada em uma série de games que pouco se assemelha com a adaptação, chegou e a impressão que fica é a mesma acerca da franquia Crepúsculo: a trama não avança à lugar nenhum, pouco acontece. A diferença, é que o sistema de câmeras 3D de James Cameron está presente, como um efeito muito divertido.

Para esse quarto filme, foi trazido de volta Paul W.S. Anderson (diretor do primeiro filme) e ele realmente não aprendeu nada sobre direção. Razoável em comandar cenas de ação (a maioria delas, cópias de Matrix), não desenvolve ou torna interessante a narrativa pedestre do longa e parece estar completamente à deriva de cenários digitais e de eficientes efeitos 3D (que em certos momentos chegam a ser melhor do que os de Avatar); o descontrole reina, ele parece não saber como contar sua limitada história.

Nem mesmo as cenas de ação, que são repetitivas e cansativas, ajudam. Não há emoção, nenhum tipo de suspense ou terror digno, não apenas dos games, mas de qualquer filme de zumbis que se preze. Aliás, são tão poucos zumbis no longa, que o diretor parece ter esquecido de que as criaturas foram as responsáveis por todo o caos no planeta. Temos um ou outro monstro interessante (como o Exucutioner e seu machado gigante), mas nenhum ganha devida atenção.

Sobre o elenco, Milla Jovovich continua inexpressiva e sua personagem cada vez mais patética. Por exemplo: logo no início, Alice ataca a Umbrella Corporation auxiliada por suas clones (que são completamente descartáveis à trama) e logo após uma batalha eficiente – que só fica melhor com os efeitos em 3D – ela perde seus poderes. A emoção é tão inexistente no roteiro, que a protagonista nem sequer expressa algum tipo de sentimento quanto a essa transformação e mesmo sem poderes, continua lutando e atirando como uma super-heroína, não uma humana.

Os coadjuvantes são tão patéticos e descartáveis que não merecem o comentário (Ali Larter e Wentworth Miller estão péssimos), apesar de Shawn Roberts se sair bem como o vilão Wesker, apresentando o personagem de forma bem caricata e similar ao do game, mesmo que empreste muito da atuação de Hugo Weaving em Matrix.

Alice e seus parceiros seguem estourando e aniquilando (poucos) zumbis, mutantes e machados enormes, mas o rumo que a trama tenta seguir nunca convence, nunca justifica e sempre soa incoerente. Infelizmente, o gancho para um quinto filme está lá e não posso imaginar que bizarrices virão a seguir.