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Os Mestres do Oscar 2014 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

Oscar

Foi no ano passado que batizei o respectivo especial do Oscar de “incógnito”, mas estava errado. Ainda que a edição de 2013 contasse com suas surpresas, a deste ano é verdadeiramente incógnita: tivemos empates inéditos em prêmios da temporada, divergências em círculos de críticos e candidatos tão bons (ou será que não?) que diversas obras excepcionais acabaram ficando de fora. É um Oscar para grandes nomes, mestres. Vamos começar, como sempre, pelo bloco de atuações:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu na respectiva categoria

ator

Christian Bale | Trapaça

bale

Papel: Irving Rosenfeld

Famoso por sua pesada imersão física em seus papéis, Christian Bale engordou quase 20 quilos para entrar na pele do golpista Irving Rosenfeld, o personagem central de Trapaça. O personagem tem grande presença em cena graças à sua caracterização visual marcante (cabelo, óculos e ternos setentistas), e Bale acerta ao manter Irving sempre com um tom de voz baixo e cansado – provavelmente resultado de anos de serviços sujos e seus problemas do coração. Uma ótima performance, mas nada que justifique a indicação ao Oscar do ator; que só aconteceu para que Trapaça repetisse o feito de O Lado Bom da Vida em abocanhar indicações nas 4 categorias de atuação.

Bruce Dern | Nebraska

dern

Papel: Woody Grant

O veterano Bruce Dern conquista aqui só sua segunda indicação ao Oscar, e a primeira como protagonista, na pele do tragicômico protagonista de Nebraska. Woody Grant está à beira da senilidade e carrega nas costas uma vida infeliz, problemas com bebida e relações não muito harmoniosas com sua família. Diversas características pesadas que Dern absorve com naturalidade, dando vida a um sujeito palpável e real, especialmente quando aposta em um andar manco para demonstrar a velhice de Woody ou expressões confusas e ingênuas na maior parte do tempo. Incrível como Bruce Dern chega e dá uma performance dessa, depois de muito tempo sem estampar nos holofotes.

  • Festival de Cannes – Melhor Ator

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

dicap

Papel: Jordan Belfort

Com forte resistência da Academia há um bom tempo, Leonardo DiCaprio (enfim) retorna à premiação; 7 anos após sua indicação por Diamante de Sangue. Em sua 5ª (e melhor) colaboração com Martin Scorsese, o ator entrega uma performance insanamente carismática e expressiva na pele do magnata corrupto de Wall Street, Jordan Belfort. Seja nas cenas em que dialoga simpaticamente com a câmera, ou quando retrata o vício em drogas de Belfort (rendendo uma sequência incrível que revela um até então desconhecido talento para “comédia” física) intensamente, DiCaprio jamais sai do personagem – absorvendo cada uma de suas camadas inteiramente. Está entre um dos melhores trabalhos de sua carreira.

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia
  • Critics Choice Awards (Comédia)

Chiwetel Ejiofor | 12 Anos de Escravidão

ejifor

Papel: Solomon Northup

Já tendo aparecido aqui e ali em pequenas e grandes produções (como Filhos da Esperança e 2012), Chiwetel Ejifor explode em cena na pele do protagonista de 12 Anos de Escravidão. Sendo um homem livre injustamente sequestrado e escravizado, Solomon Northup é uma figura ímpar nesse sombrio cenário: é determinado, forte e não hesita em questionar as ordens irracionais de seus ferozes capatazes. Ejifor passa todas essas características em cena, chamando a atenção por sua eloquência vocal correta (diferenciando-o dos outros escravos) e sua expressiva luta contra o desespero.

  • BAFTA

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

mccoughney

Papel: Ron Woodroof

Com uma impressionante virada em sua carreira marcada por comédias românticas fracas e aventuras de gosto duvidoso, Matthew McConaughey traçou uma série de boas performances em filmes eficientes, culminando em seu notável desempenho – agora favorito ao prêmio da categoria – em Clube de Compras Dallas. Na pele do texano com AIDS que passa a transportar medicamentos ilegais para os EUA na década de 80, o ator segura o filme todo e impressiona com sua dedicação, carisma e assombrosa perda de peso. É interessante observar as relações com outros personagens, especialmente com o transexual de Jared Leto: Woodroof é homofóbico e machista, sendo divertido ver como o sujeito tem seus conceitos transformados – mas não suas atitudes. Agora é oficial: Matthew McConaughey é um nome pra se levar a sério.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

APOSTA: Matthew McConaughey

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Leonardo DiCaprio

MEU VOTO: Leonardo DiCaprio

FICOU DE FORA: Tom Hanks | Capitão Phillips

hanks

Papel: Capitão Richard Phillips

A ausência de Tom Hanks surge como uma das grande surpresas deste Oscar. Presente em praticamente TODOS os prêmios pré-Oscar, o excepcional trabalho do ator foi deixado de lado aqui. O que impressiona em sua performance na pele do capitão Richard Phillips é o controle e calma que o ator tenta manter em meio às situações mais extremas; dialogando com seus captores, tentando até criar humor. Mas é mesmo quando Phillips é tomado pelo desespero (e o consequente choque, especialmente na cena final) que toda a construção de Hanks é destruída, fazendo com que seu trabalho cause mais impacto. Um dos grandes atores em atividade, bom saber que ainda está por aí.

atriz

Amy Adams | Trapaça

adams

Papel: Sydney Prosser

Sempre reconhecida como coadjuvante em ótimos papéis, Amy Adams consegue sua primeira indicação como protagonista na pele da golpista Sydney Prosser, amante do personagem de Christian Bale. E assim como seu companheiro de cena, não acho que o trabalho de Adams seja digno de premiações ainda que consiga maior destaque do que Bale. A atriz surge divertida e absolutamente sedutora em cena, agradando por seu sotaque britânico falso e a ambiguidade que sua personagem carrega ao longo da produção. Mas, convenhamos: uma atuação nível Oscar? Eu pelo menos não vi nada demais, Adams funciona melhor como parte de um todo do que individualmente (assim como todo o elenco de Trapaça).

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia

Cate Blanchett | Blue Jasmine

blanchet

Papel: Jasmine

Cate Blanchett é uma excelente atriz, certamente uma das mais talentosas da safra atual. E foi só pegar um papel bom e multifacetado em uma produção igualmente eficiente, que o resultado já desponta como uma das grandes certezas da cerimônia: a vitória da atriz por Blue Jasmine. Na pele da irremediável Jasmine de Woody Allen, Blanchett constrói uma performance centrada na autodestruição de sua personagem – com direito a crises nervosas, ataques de nervos e até um triste (não cômico, felizmente) distúrbio no qual fala consigo mesma. A vitória de Blanchett aqui é uma das certezas da noite, e muito merecida: talvez seja a melhor performance de sua excepcional carreira.

  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards
  • Globo de Ouro – Drama

Sandra Bullock | Gravidade

bullock

Papel: Dra. Ryan Stone

Depois do inesperado primeiro Oscar (que muitos ainda apontam como uma vitória duvidosa), Sandra Bullock entrega um trabalho que mostra que Um Sonho Possível não foi acidente. Nas mãos do cineasta Alfonso Cuarón, a atriz precisou usar bastante sua imaginação e mente para lidar com todos os green screens e câmaras escuras com os quais contracenou em Gravidade. O resultado é uma esforçada e dedicada performance, que é responsável por segurar toda a projeção, e Bullock jamais decepciona. Destaque para a sensível cena em que a personagem tem um depressivo momento de reflexão.

Judi Dench | Philomena

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Papel: Philomena Lee

Completando 80 anos de idade em 2014, a inglesa Judi Dench entrega uma performance absolutamente adorável como a protagonista de Philomena, uma mãe que busca seu filho perdido há 50 anos. Como a personagem-título é irlandesa, Dench fornece um sotaque acertado e que jamais soa estereotipado, abraçando também sua personalidade carinhosa e ingênua; seja ao iniciar conversas com praticamente todos os funcionários de um hotel ou surgir alegremente espantada ao descobrir as mordomias de um avião. A atriz também balanceia esse lado divertido com a áurea dramática de Philomena, e a mistura funciona maravilhosamente bem em cena – Dench certamente fará cada um lembrar de uma avó, tia ou parente.

Meryl Streep | Álbum de Família

streep

Papel: Violet Weston

Já virou chavão elogiar Meryl Streep e dizer que ela é uma das melhores (ou melhor?) atriz em atividade. Mas cara***o, é de se impressionar com a performance ácida, irreverente e complicada de Streep em Álbum de Família. Violet Weston é a mãe da disfuncional família que povoa a narrativa, e é responsável por entregar os comentários mais irônicos, ofensivos e até divertidos quando provoca discussões com suas filhas. Streep é eficiente ao transformar Violet em uma megera, mas é igualmente bem-sucedida ao apresentar o lado trágico de sua personagem; assim como a doença – e o vício – que a prejudicam. Um de seus melhores trabalhos, facilmente.

APOSTA: Cate Blanchett

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Amy Adams, go figure.

MEU VOTO: Cate Blanchett

FICOU DE FORA: Adele Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

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Papel: Adèle

Estreando como atriz aos 19 anos no francês Azul é a Cor Mais Quente, Adèle Exarchopoulos fornece uma performance arrebatadora no filme de Abdellatif Kechiche (que ficou de fora da premiação graças ao ministério da cultura francês). Não só merece créditos pelas desafiadoras cenas de sexo, mas por representar a protagonista sempre de forma espontânea, natural e convicente – como se não víssemos uma atriz interpretando um papel ali, mas sim um ser humano real e palpável.

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Barkhad Abdi | Capitão Phillips

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Papel: Muse

Revelação que chamou atenção universal na pele do antagonista principal de Capitão Phillips, o ator somálio Barkhad Abdi estreia como ator e já garante sua primeira indicação ao Oscar. Nada mal, e Abdi justifica sua presença aqui, já que consegue criar com seu Muse uma figura de presença ameaçadora (seu porte físico influencia bastante nesse quesito), mas também nada que se aproxime de uma caricatura maniqueísta. Ainda que surja forte e assustador enquanto ameaça Tom Hanks, o ator aqui e ali dá indícios de uma simpatia forjada (ao apelidar Phillips de “Irlandês” de forma quase amigável) e também de sua humanidade à medida em que o cerco vai se fechando a sua volta.

  • BAFTA

Bradley Cooper | Trapaça

cooper

Papel: Richie DiMasio

Dentre todos os indicados ao Oscar de Trapaça, Bradley Cooper foi o que me levantou mais suspeitas quanto à competência de sua performance. Talvez justamente por isso ele tenha sido o melhor intérprete da produção a meu ver, incorporando um esquentado agente do FBI que mora com a mãe e usa bobes no cabelo. Cooper diverte ao constantemente retratar seu personagem bufando de raiva e um certo prazer em conhecer o outro lado da lei, conforme sua relação com Sydney se intensifica. Em um momento menor, mas inspirado, o ator tem a oportunidade de exibir sua melhor característica: mudanças bruscas de humor, aqui, quando imita as reações de um colega de trabalho (triste, rindo, triste, rindo, em rápidas mudanças). Surpreendeu.

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

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Papel: Edwin Epps

Finalmente Michael Fassbender recebe o devido reconhecimento! Em sua terceira parceria com o diretor Steve McQueen, o ator encarna um cruel e inescrupuloso fazendeiro, responsável por algumas das maiores dores de cabeça do protagonista. Não é apenas a fúria quase que possessa de Epps que assombra, mas sim os momentos em que Fassbender leva seu tempo para apresentar alguma reação (o que por si só o torna mais ameaçador), prendendo outros personagens com um olhar frio e direto. É de se cativar também a estranha obsessão que Epps cultiva pela escrava Patsey, que se mistura com uma forma de paixão e dominância.

Jonah Hill | O Lobo de Wall Street

hill

Papel: Donnie Azoff

Uma das grandes surpresas (positivas) entre os indicados, Jonah Hill fatura sua segunda indicação ao Oscar com o perturbado Donnie Azoff, braço direito de Jordan Belfort em O Lobo de Wall Street. Ao contrário de sua indicação anterior em O Homem que Mudou o Jogo, – onde dava vida a um personagem tímido e inseguro – Hill abraça o obsceno e o exagerado, acertando na dose do sotaque de Long Island e nos trajetos do sujeito – especialmente em seus muitos atos repreendíveis. Vale apontar também sua química com Leonardo DiCaprio, que surge no 220 na já mencionada sequência da infame droga de paralisia. Jonah Hill, também saído das comédias pesadas, promete um futuro brilhante pela frente.

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

leto

Papel: Rayon

Favorito absoluto da categoria, o vocalista do 30 Seconds from Mars, Jared Leto, dá um tempo com a música e volta para mais uma transformação física na atuação. Tendo engordado aproximadamente 30quilos para Chapter 27, Leto agora perde 14 para se transformar em Rayon, transexual que é uma das figuras mais energéticas e fortes de Clube de Compras Dallas. O filme é todo de McConaughey, mas Leto implacavelmente incendia a tela como o carismático parceiro de negócios do protagonista. Leto surge como um bem-vindo alívio cômico, mas à medida em que conhecemos sua história, transforma-se em uma das figuras mais trágicas da produção – algo que o ator realiza muitíssimo bem.

  • SAG
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: Jared Leto

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém segura Leto

MEU VOTO: Michael Fassbender

FICOU DE FORA: Daniel Bruhl | Rush: No Limite da Emoção

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Papel: Niki Lauda

Ah, Rush. Confesso que não esperava muita presença do filme de Ron Howard na premiação (o que é uma pena, já que o filme merecia), mas a ausência de Daniel Brühl assusta, já que o ator alemão esteve presente em praticamente todos os prêmios de críticos. O trabalho de Brühl já merece aplausos pelo simples fato de não se limitar a uma caricatura de Niki Lauda, e sim um personagem forte, crível e que consegue capturar (sem soar uma imitação forçada) a presença do real corredor da Fórmula 1. O ator domina o sotaque pesado, as próteses no rosto e toda a racionalidade (que flerta com a arrogância) que o papel requer.

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Sally Hawkins | Blue Jasmine

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Papel: Ginger

Na pele da irmã adotiva da Jasmine de Cate Blanchett, a sorridente Sally Hawkins é o oposto da protagonista. De origens mais humildes e menos bem-sucedidas do que a irmã, Ginger revela-se muito mais otimista e resistente do que a problemática Jasmine, traço que Hawkins exibe com eficiência durante toda a projeção. E mesmo diante suas esperançoso comportamento, a atriz acerta também ao trazer a personagem com diversas preocupações e medos a respeito de sua família, assumindo aquela que – certamente – é a personagem cuja bússola moral aponta para o norte.

Jennifer Lawrence | Trapaça

law

Papel: Rosalyn Rosenfeld

Aos 23 anos de idade, a queridinha Jennifer Lawrence se torna a pessoa mais jovem da História a colecionar 3 indicações ao Oscar. E é irônico que Lawrence obtenha tal feito ao interpretar uma mulher mais velha, incorporando com sucesso o estereótipo da “dona-de-casa” mas adicionando seu habitual carisma no processo. Lawrence incendia a cena quando aparece (algo que não é tão frequente, infelizmente) e é responsável por alguns dos momentos mais divertidos (sua performance em “Live and Let Die” já justifica sua indicação, além de mostrar como a atriz se diverte em cena) e também impressiona pela humanidade de sua trambiqueira Rosalyn. Nem de longe se equipara à sua vitória anterior (Lado Bom da Vida), mas é uma eficiente adição a seu currículo.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

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Papel: Patsey

De origem quênia, a atriz Lupita Nyong’o faz sua estreia no cinema com 12 Anos de Escravidão e já é favorita para levar a estatueta. Sorte de principiante? Não, já que mesmo que sua participação no longa seja curta, ela garante alguns dos momentos mais intensos com sua esforçadíssima performance na pele da escrava Patsey. A personagem de Nyong’o representa tudo aquilo que o protagonista Solomon Northup luta para evitar: a submissão, o desejo da morte como única escapatória de sua condição, característica que a atriz absorve em uma performance frágil e poderosa. Mesmo que por tão pouco tempo.

  • SAG
  • Critics Choice Awards

Julia Roberts | Álbum de Família

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Papel: Barbara Weston

Sem receber uma indicação desde 2001 (quando levou a estatueta por Erin Brokovich – Uma Mulher de Talento), Julia Roberts se sai muitíssimo bem na tarefa nada fácil de dividir cena com o monstro de talento que atende pelo nome de Meryl Streep. A atriz incorpora uma predominante postura irritada, fazendo a mais forte das irmãs Weston – sendo a única que realmente confronta as ofensas de sua mãe e batalha contra o vício em drogas da mesma. Roberts tem boa presença em cena, e mantém sua firme (e um tanto grosseira) postura até mesmo quando suas intenções são nobres.

June Squibb | Nebraska

squibb

Papel: Kate Grant

Pode parecer heresia o que vou falar, mas June Squibb rouba Nebraska de Bruce Dern. Não me entendam mal, o veterano ator está fantástico em cena, mas a atriz responsável por interpretar sua esposa é simplesmente um arraso: o alívio cômico mais sincero da produção, Kate Grant luta sem sucesso para manter o marido e o filho na linha. É incrível como sua postura e fisionomia de “vovó simpática” em nada se assemelha à personagem, que fala o que pensa sem hesitar, é escandalosa e a única que manda todo mundo se foder na hora H. Divertidíssima.

APOSTA: Lupita Nyong’o

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: June Squibb

FICOU DE FORA: Margot Robbie | O Lobo de Wall Street

ROBBIE

Papel: Naomi Lapaglia

Assistindo a O Lobo de Wall Street, não foi só a beleza estonteante (mesmo) da atriz Margot Robbie que me chamou atenção, mas também sua eficiente performance como a esposa de Jordan Belfort. Naomi, vulgo “A Duquesa de Bay Ridge”, se destaca entre as figuras femininas do filme (que, em suma maioria, são meros objetos de desejo do protagonista) ao exibir certa influência e até manipulação em seu marido – seja através de intensos bate-bocas ou seu irresistível poder de sedução. Sem falar no sotaque de Brooklyn que a atriz australiana dominou muito bem.

E foi isso. Gostou? Detestou? Quer minha cabeça numa lança? Comente!

E o Volume II sobre Categorias Técnicas sai amanhã mesmo! =]

CRITICS CHOICE AWARDS 2014: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

TWELVE YEARS A SLAVE

E confira a seguir os vencedores do Critics Choice Awards 2014:

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuarón | Gravidade

MELHOR ATOR

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett | Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

Adele Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

MELHOR ELENCO

Trapaça

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Ela | Spike Jonze

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão | John Ridley

MELHOR FOTOGRAFIA

Gravidade

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Grande Gatsby

MELHOR MONTAGEM

Gravidade

MELHOR FIGURINO

O Grande Gatsby

MELHOR MAQUIAGEM

Trapaça

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Gravidade

MELHOR ANIMAÇÃO

Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR FILME DE AÇÃO

O Grande Herói

MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO

Mark Whalberg | O Grande Herói

MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO

Sandra Bullock | Gravidade

MELHOR COMÉDIA

Trapaça

MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA

Amy Adams | Trapaça

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA/TERROR

Gravidade

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Azul é a Cor Mais Quente

MELHOR DOCUMENTÁRIO

20 Feet from Stardom

MELHOR CANÇÃO

“Let it Go” – Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR TRILHA SONORA

Gravidade

MOTION PICTURE SOUND EDITORS 2014: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Mixagem de Som e Edição de Som são áreas bem distintas. Quem lança seus indicados hoje é o Motion Picture Sound Editors, responsável pela edição. Confira:

MELHORES EFEITOS SONOROS E FOLEY EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

Até o Fim

Capitão Phillips

O Grande Herói

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Homem de Ferro 3

Velozes e Furiosos 6

MELHOR DIÁLOGO E ADR EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

Álbum de Família

Capitão Phillips

Ela

O Grande Herói

Gravidade

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Trapaça

MELHOR EDIÇÃO DE MÚSICA EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

47 Ronins

O Grande Gatsby

Gravidade

Guerra Mundial Z

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Trapaça

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Aviões

Os Croods

Ernest & Celestine

Frozen: Uma Aventura Congelante

O Reino Escondido

Tá Chovendo Hambúrguer 2

Universidade Monstros

MELHOR EDIÇÃO DE MÚSICA EM LONGA-METRAGEM MUSICAL

Frozen: Uma Aventura Congelante

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Justin Bieber’s Believe

Metallica Through the Never

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

Azul é a Cor Mais Quente

The Grandmaster

O Passado

O Sonho de Wadjda

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM DOCUMENTÁRIO (LÍNGUA ESTRANGEIRA)

1

20 Feet from Stardom

CinemAbility

Dirty Wars

Good Ol’ Freda

Muscle Shoals

Rising from Ashes

Sound City

Novamente sou forçado a questionar: Onde diabos está Rush?

Os vencedores serão anunciados em 16 de Fevereiro.

2013: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

melhore

Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2013, mas atenção aos critérios abaixo:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2011 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Trapaça, Inside Llewyn Davis, 12 Anos de Escravidão, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

TOP 10

10. O Mestre

4.0

master

“Pontuado nos momentos certos pela abstrata trilha sonora de Jonny Greenwood, O Mestre é uma obra poderosa que consegue expandir sua premissa a níveis universais, sobre o Homem questionando o papel de um líder ou de uma organização; e como estes podem alterar seus instintos mais básicos.”

9. Azul é a Cor Mais Quente

4.0

adele

Azul é a Cor Mais Quente é uma bela experiência que conta com incríveis performances, responsáveis por fazer deste um dos mais sinceros e humanos trabalhos sobre o tema. Um filme que deve ser lembrado não por sua polêmica, mas simplesmente por sua abordagem sincera ao que realmente importa: o amor.”

8. Blue Jasmine

4.0

jas

“Ainda que seja um trabalho imperfeito (por melhor que esteja, Louis CK soa simplesmente como um intruso na trama), Blue Jasmine me revelou uma faceta que eu até então desconhecia de Woody Allen. Sua habilidade para analisar a destruição de um indivíduo, assim como as fúteis tentativas de remediá-lo, é tão eficáz quanto a de divertir platéias e proporcionar risadas. Claro, mas isso é apenas alguém que ainda não assistiu a todos os seus filmes.”

7. Django Livre

4.0

dj

“Movendo-se com um bom ritmo até uma conclusão um tanto exagerada, Django Livre é mais um ótimo trabalho de Quentin Tarantino, e ainda que não alcance a perfeição de Bastardos Inglórios ou Pulp Fiction, comprova a facilidade do diretor em navegar com seu estilo através de diferentes gêneros. Vejamos o que ele vai aprontar a seguir…”

6. Os Suspeitos

4.5

pris

Os Suspeitos não vai mudar a história do gênero, tampouco se destacará como um marco nele, mas segue as regras com competência e extrai o melhor de sua proposta, sendo capaz de mandar o espectador para casa ainda brincando com as peças do quebra-cabeças. E convenhamos, não é esse o tipo de thriller de investigação que vale o nosso dinheiro?”

5. Segredos de Sangue

4.5

5

Segredos de Sangue é uma narrativa ousada e que se beneficia pela inteligência de sua equipe. Fica claro que é uma obra sobre amadurecimento, algo que certamente falta a seu roteirista; mas que é ao menos capaz de manter o espectador preso à poltrona.”

4. Antes da Meia-Noite

4.5

b4

Antes da Meia-Noite vem para contestar que mesmo as mais perfeitas relações amorosas se deparam com inevitáveis desgastes e divergências. Jesse e Celine já não têm mais aquela áurea de contos de fadas, e Richard Linklater os transporta para um mundo mais real e com o qual certamente muitos podem se identificar . E aí, será que em nove anos encontraremos essas figuras apaixonantes novamente?”

3. Capitão Phillips

4.5

phil

Capitão Phillips é intenso do início ao fim, você sabendo ou não o desfecho da história. Tecnicamente impecável e com atuações verossímeis a ponto de nos esquecermos de que isto são apenas imagens fictícias projetadas em tela, Paul Greengrass fez aqui um dos trabalhos mais memoráveis de 2013. Filmaço.”

2. Rush: No Limite da Emoção

4.5

2

“Temperado pela bela trilha sonora do sempre genial Hans Zimmer, Rush: No Limite da Emoção é uma excelente adição ao gênero esportivo. Envolvente como longa de ação e emocionante ao retratar os conflitos entre seus personagens, o filme agrada também por oferecer um significado interessante ao conceito de rivalidade – e a importância desta.”

1. Gravidade

5.0

numero1

“Uma das melhores experiências cinematográficas de 2013, Gravidade é uma trama muito intimista e simples narrada com alguns dos recursos mais grandiloquentes que o cinema já viu. Tenso e emocionante a ponto de dar nó na garganta, Gravidade pode ser visto como o 2001: Uma Odisseia no Espaço da nossa geração. Algo muito especial foi criado aqui.”

DIRETOR DO ANO

Alfonso Cuarón | Gravidade

cuaron

Assim como James Cameron fez em Avatar, Alfonso Cuarón desenvolveu novas tecnologias e câmeras para contar sua história em Gravidade. Mas atrevo-me a dizer que o resultado alcançado pelo diretor mexicano tenha sido ainda mais fascinante do que aquele visto em 2009: Cuarón aposta em longuíssimos planos sequência onde a câmera passeia pelo ambiente e seus personagens e garante uma imersão completa – fazendo belo uso do 3D – dentro da experiência.

Chan-wook Park | Segredos de Sangue

Ron Howard | Rush : No Limite da Emoção

Quentin Tarantino | Django Livre

James Wan | Invocação do Mal

ATOR DO ANO

Tom Hanks | Capitão Phillips

hanks

Que prazer ver Tom Hanks atuando de verdade. Depois de participações esquecíveis em projetos que nem sempre faziam jus a seu talento, o ator volta para nos surpreender com uma incrível performance no intenso Capitão Phillips. O grande mérito do ator está em sua construção meticulosa para o personagem-título e é fascinante (e até perturbador) ver essa construção sendo lentamente despedaçada ao passo em que Phillips vai ficando cada vez mais à mercê dos piratas. Que Hanks continue nos presenteando com trabalhos assim.

Joaquin Phoenix | O Mestre

Daniel Day-Lewis | Lincoln

Hugh Jackman | Os Miseráveis

Ernst Umhauer | Dentro da Casa

ATRIZ DO ANO

Cate Blanchett | Blue Jasmine

cate

Cate Blanchett é uma das melhores atrizes em atividade no cinema e encontra na problemática e autodestrutiva personagem-título de Woody Allen em Blue Jasmine a oportunidade de oferecer a melhor performance de sua carreira – e não estou usando a hipérbole à toa. Jasmine é um fascinante objeto de estudo, uma sólida reivenção do arquétipo de “mulher rica perde tudo, mulher rica aprende lições de humildade” e é graças à performance explosiva de Blanchett que o resultado funciona tão bem em tela. A atriz balanceia com perfeição sua persona socialite com distúrbios e ataques de nervos assustadoramente reais. Que venha o segundo Oscar.

Adéle Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

Sandra Bullock | Gravidade

Julie Delpy | Antes da Meia-Noite

ATOR COADJUVANTE

Leonardo DiCaprio | Django Livre

CODJ

Não é fácil escolher o melhor intérprete de Django Livre sem uma segunda exibição. Jamie Foxx em ótima forma, Christoph Waltz sensacional e um Samuel L. Jackson hilário e diferente de tudo o que já havíamos visto em sua vasta carreira. Mas em sua primeira incursão no “lado negro” dos vilões do cinema, Leonardo DiCaprio impressiona com seu cruel, poser de francófilo e nojento Calvin J. Candie. O tipo de antagonista que choca pelo brutal contraste entre seus gestos cavalheiros e suas explosões de violência – algo que DiCaprio compreende muito bem, e nos faz odiar a Academia por ignorá-lo mais uma vez.

Christoph Waltz | Django Livre

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Thomas Haden Church | Killer Joe – Matador de Aluguel

Jake Gyllenhaal | Os Suspeitos

Menção Honrosa: A monstruosa composição vocal de Benedict Cumberbatch para Smaug em O Hobbit: A Desolação de Smaug.

ATRIZ COADJUVANTE

Léa Seydoux | Azul é a Cor Mais Quente

lea

Depois de Azul é a Cor Mais Quente, Léa Seydoux afirmou publicamente que jamais trabalharia novamente com o diretor Abdellatif Kechiche. A experiência para a atriz pode até ter sido um inferno, mas é inegável que a mesma tenha sido responsável por lhe garantir uma performance bem trabalhda e consistente. Exibindo uma química radiante com Adèle Exarchopoulos, Seydoux é natural e espontânea, e o roteiro acerta ao exigir que sua personagem de cabelos azuis amadureça ao longo da narrativa – algo que só faz com que a atriz possa explorar mais áreas de sua caracterização.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

Nicole Kidman | Segredos de Sangue

Vera Farmiga | Invocação do Mal

Cameron Diaz | O Conselheiro do Crime

ROTEIRO ADAPTADO

Antes da Meia-Noite | Richard Linklater, Ethan Hawke e Julie Delpy

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Depois de 9 anos, podemos novamente ser hipnotizados pelos maravilhosos diálogos protagonizados pelo casal Jesse e Celine. Construídos a partir de muita improvisão de Ethan Hawke e Julie Delpy, Antes da Meia-Noite segue a tradição dos filmes anteriores ao apostar em longas conversas sobre relacionamentos, a vida e uma variedade de assuntos que surgem a partir destes. Pela primeira vez, temos destaque para personagens coadjuvantes, algo que fortalece ainda mais a experiência e serve como parábola para o tema central da produção, que destrói com sutileza a ideia de “felizes para sempre”.

ROTEIRO ORIGINAL

Django Livre | Quentin Tarantino

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Quentin Tarantino é imbatível quando o assunto é escrever diálogos. Em sua investida no faroeste spaghetti Django Livre, Tarantino elabora uma eficiente trama de vingança que surge bem amarrada e povoada por personagens excêntricos típicos de sua carreira única. É interessante também observar uma rara preocupação social, já que a trama aborda do início ao fim o racismo e a escravidão que dominaram os EUA no século XIX – mas sem nunca soar didático ou apelar para maniqueísmos. Tenho meus problemas com o desenrolar da história, mas quando os personagens sentam e conversam por minutos em tela, é puro espetáculo.

FOTOGRAFIA

Os Suspeitos | Roger Deakins

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É, eu sou tiete do Roger Deakins. Mas fazer o que, o cara é um mestre no ramo da fotografia… Sei que a cada ano a fotografia digital vem criando algumas das imagens mais belas já vistas em tela (As Aventuras de Pi ano passado, Gravidade este ano), mas o old school da área é mais do que suficiente para me satisfazer. Enfim, o que realmente agrada no trabalho de fotografia do suspense Os Suspeitos é a eficiente criação de uma atmosfera perigosa e sufocante – sempre demarcada por tons frios, chuva e um céu predominantemente nublado. Perfeito para um dia de inverno…

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Dan Hennah & Ra Vincent

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A saga de Terra Média comandada por Peter Jackson sempre impressionou com seus requintados valores de produção. O que vemos em O Hobbit: A Desolação de Smaug é um cuidado minucioso para apresentar as mais diferentes locações e conceitos visuais dentro da mesma narrativa: florestas obscuras, reinos élficos e um salão dominado por montanhas de moedas douradas. O design de produção se sobressai ao apresentar a Cidade do Lago, que compartilha de sutis semelhanças com Viena e traz acertadíssimas inspirações do período absolutista da França. Vale notar também a evidente mistura de cenários digitais com sets construídos.

MONTAGEM

Segredos de Sangue | Nicolas De Toth

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Em sua vinda para o cinema ianque, o sul-coreano Chan-Wook Park contou com uma narrativa intrincada e que diversas vezes utiliza de pequenos flashbacks. A montagem de Nicolas De Toth em Segredos de Sangue é um trabalho excepcional não só por manter o ritmo tenso da narrativa de India Stoker, mas por intercalar diversas cenas diferentes para aumentar o suspense em uma série de cortes rápidos; também com inteligência, repetindo cenas e frames para evidenciar o estado de espírito de sua protagonista. Sem falar nas belíssimas transições (o cabelo virando uma floresta… Uau). Pena que o filme vai passar batido na Academia…

FIGURINO

Jogos Vorazes: Em Chamas | Trish Summerville

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No primeiro Jogos Vorazes, as vestimentas de seus personagens já chamavam nossa atenção por sua bizarrice, e agradavam, mas Em Chamas se beneficia de ter a ótima Trish Summervile (que estreou em Hollywood com o figurino de Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres), que preserva a bizarrice; mas lhe garante uma personalidade mais diversificada. Basta observar os detalhes em cada personagem, os cada vez mais extravagantes vestidos de Elfie (e aquele enfeitado com borboletas?) e toda a mistura de cores.

EFEITOS VISUAIS

Gravidade

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Nunca viajei ao espaço e, ao menos que uma revolução tecnológica exploda nos próximos 60 anos, nunca o farei. Mas as diversas equipes de efeitos visuais comandadas pelo visionário diretor Alfonso Cuarón certamente entregaram a coisa mais próxima de uma experiência fora da Terra que encontraremos numa tela de cinema durante um bom tempo. Rodado quase que todo em greenscreen, Gravidade apresenta imagens perfeitas e sempre verossímeis com a trama, armando o palco perfeito para o desenrolar desta.

MAQUIAGEM

A Morte do Demônio

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Simples: como você transforma a dócil e adorável Jane Levy (aqui) num demônio sangrento,”babarrento” e sinistro? É o que a equipe de maquiagem do remake de A Morte do Demônio é capaz de fazer, e sem precisar abraçar a monstruosidade por completo – olhos amarelos, grandes olheiras e muito sangue são o bastante. Sem falar nos prostéticos especiais que substituíram diversos efeitos de computação gráfica, como aquela que retrata uma mutilação na mandíbula de uma das personagens (é isso aí, maquiagem… Veja aqui). Mão na massa (literalmente) é sempre mais divertido.

TRILHA SONORA

Rush: No Limite da Emoção | Hans Zimmer

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Hans Zimmer teve um excelente ano. Além de reiventar a música do Superman (tendo de se equiparar ao icônico trabalho de John Williams) com eficiência em O Homem de Aço e adentrar em território dramático com o oscarizável 12 Anos de Escravidão, o compositor alemão forneceu uma das mais energéticas trilhas sonoras de sua carreira com Rush: No Limite da Emoção. Dominada por percussões de guitarra e violoncelo graves, a música de Zimmer para a saga dos competidores de fórmula 1 funciona tanto nas excelentes cenas de corrida (trazendo sons que evocam o interior de motores e a mecânica dos veículos) quanto nas de tragédia; além de não ser uma má opção para se ouvir enquanto você pega a estrada. Ouço até hoje.

Faixa Preferida: Car Trouble

+ 10 Faixas Memoráveis do Ano

“Able-Bodied Seaman”  – Jonny Greenwood | O Mestre

“London Calling” – Michael Giacchino | Além da Escuridão – Star Trek

“Flight” – Hans Zimmer | O Homem de Aço

“Whales” – Marco Beltrami | Guerra Mundial Z

“Mind over Matter” – Marco Beltrami | Carrie, A Estranha

“She is of the Heavens” – Dario Marianelli | Anna Karenina

“Gravity” – Steven Price | Gravidade

“All Boundries are Conventions” – Tom Tykwer, | A Viagem

“The Heist” – | Em Transe

“Wire to the Head” – Daniel Pemberton | O Conselheiro do Crime

CANÇÃO DO ANO

I See Fire – Ed Sheeran | O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Não foi fácil escolher a melhor canção de 2013. Tivemos a bela “Atlas” de Coldplay tocada em Jogos Vorazes: Em Chamas, a perfeitamente dark “Becomes the Color” em Segredos de Sangue e praticamente todo o álbum de O Grande Gatsby (destaque para “Over the Love” e “Young & Beautiful”), mas fui completamente fisgado pela linda canção final de O Hobbit: A Desolação de Smaug. Tocada durante os créditos finais, “I See Fire”, de Ed Sheeran, surge quase como uma catarse após o espetacular clímax envolvendo anões, batalhas, dragões e, claro, fogo. Apropriadíssima.

MELHOR SEQUÊNCIA DE CRÉDITOS (ABERTURA OU ENCERRAMENTO)

Homem de Ferro 3

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Não estou exagerando quando digo que a sequência de créditos finais foi meu momento preferido de Homem de Ferro 3. Composta por uma habilidosa montagem de clipes dos filmes anteriores, efeitos que remetem diretamente à estética de histórias em quadrinhos e uma música acertadamente histérica de Bryan Tyler, a sequência foi ótima para relembrar o primeiro filme de Tony Stark, me fazendo perceber o quão decepcionante fora o resultado desse novo filme.

SURPRESA DO ANO

Invocação do Mal

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Parecia só mais um filme de terror sem graça e esquecível quando vimos o primeiro trailer. E talvez realmente o tivesse sido, não fosse o requintado roteiro, o elenco carismático liderado por Vera Farmiga e Patrick Wilson e a excepcional direção do malasiano James Wan, que é eficaz ao evocar nossos principais medos em uma narrativa tensa, provocadora e capaz de deixar o espectador horas acordado antes de dormir. Um terror de classe e à moda antiga, uma belíssima surpresa.

DECEPÇÃO DO ANO

Carrie, A Estranha

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A maioria das pessoas geralmente é completamente contra remakes. Eu pessoalmente não vejo problema, e fiquei extremamente empolgado quando Chloë Grace Moretz foi escalada para estrelar a nova adaptação de Carrie, A Estranha; pode olhar no post do ano passado: estava no meu top 5 de mais esperados para 2013. E o resultado foi realmente broxante e esquecível, ocasionadas por falta de novidades e a artificialidade com que tratou a consagrada história de Stephen King. Pior ainda foi ver a talentosa Moretz passando vexame com sua péssima performance, certamente o grande demérito da produção.

MENÇÃO (DES) HONROSA: O “vilão” de Ben Kingsley em Homem de Ferro 3.

USO DE 3D

O Grande Gatsby

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Eu gosto de 3D, mas o 3D de verdade; não aquela porcaria convertida (que raramente traz bons resultados) que os estúdios vendem para dobrar sua arrecadação. E além disso, é prazeroso quando seu diretor compreende o uso narrativo dessa elegante ferramenta, algo que certamente se aplica a Baz Luhrmann em sua adaptação para o clássico de Fitzgerald. Filmado com câmeras de 3D estereoscópico (como deve ser), Luhrmann cria lindas imagens que valorizam a sobreposição do elenco, o que só melhora graças a, ironicamente, um defeito: a artificialidade dos cenários em greenscreen exacerba o efeito de profundidade, tornando a experiência um colírio para os olhos. O melhor 3D desde Avatar, fácil.

MELHORES TRAILERS

1. O Lobo de Wall Street | Trailer 1

2. Interstellar | Teaser Trailer

3. O Hobbit: A Desolação de Smaug | Trailer Final

5 BELOS PÔSTERES

Ninfomaníaca

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Segredos de Sangue

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Jogos Vorazes: Em Chamas

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Nebraska

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O Grande Gatsby

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OS FILMES MAIS AGUARDADOS PELO AUTOR PARA 2014

Anjos da Lei 2

12 Anos de Escravidão

Interstellar

O Lobo de Wall Street

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Indicados ao CRITICS CHOICE AWARDS 2014

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Bora lá, agora quem divulgou sua lista indicados é o Critics Choice Awards, que – como o próprio nome já diz – traz os favoritos da critica americana. Confira:

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Dallas Buyers Club

Ela

Gravidade

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

O Lobo de Wall Street

Nebraska

Trapaça

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuaron | Gravidade

Paul Greengrass | Captão Phillips

Spike Jonze | Ela

Steve McQueen | 12 Anos de Escravidão

David O. Russell | Trapaça

Martin Scorsese | O Lobo de Wall Street

MELHOR ATOR

Christian Bale | Trapaça

Bruce Dern | Nebraska

Chiwetel Ejiofor | 12 Anos de Escravidão

Tom Hanks | Capitão Phillips

Matthew McConaughey | Dallas Buyers Club

Robert Redford | Até o Fim

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett | Blue Jasmine

Sandra Bullock | Gravidade

Judi Dench | Philomena

Brie Larson | Short Term 12

Meryl Streep | Álbum de Família

Emma Thompson | Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Daniel Brühl | Rush: No Limite da Emoção

Bradley Cooper | Trapaça

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

James Gandolfini | À Procura do Amor

Jared Leto | Dallas Buyers Club

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Scarlett Johansson | Ela

Jennifer Lawrence | Trapaça

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Julia Roberts | Álbum de Família

June Squibb | Nebraska

Oprah Winfrey | O Mordomo da Casa Branca

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

Asa Butterfield | Ender’s Game – O Jogo do Exterminador

Adele Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

Liam James | The Way Way Back

Sophie Nelisse | A Menina que Roubava Livros

Tye Sheridan | Amor Bandido

MELHOR ELENCO

12 Anos de Escravidão

Álbum de Família

O Lobo de Wall Street

O Mordomo da Casa Branca

Nebraska

Trapaça

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Blue Jasmine | Woody Allen

Ela | Spike Jonze

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Joel & Ethan Coen

Nebraska | Bob Nelson

Trapaça | Eric Singer & David O. Russell

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão | John Ridley

Álbum de Família | Tracy Letts

Antes da Meia-Noite | Richard Linklater, Ethan Hawke e Julie Delpy

Capitão Phillips | Billy Ray

O Lobo de Wall Street | Terence Winter

Philomena | Steve Coogan & Jeff Pope

MELHOR FOTOGRAFIA

12 Anos de Escravidão

Gravidade

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Nebraska

Os Suspeitos

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

12 Anos de Escravidão

Ela

O Grande Gatsby

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR MONTAGEM

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Gravidade

O Lobo de Wall Street

Rush: No Limite da Emoção

Trapaça

MELHOR FIGURINO

12 Anos de Escravidão

O Grande Gatsby

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Trapaça

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR MAQUIAGEM

12 Anos de Escravidão

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O Mordomo da Casa Branca

Rush: No Limite da Emoção

Trapaça

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Além da Escuridão – Star Trek

Círculo de Fogo

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Homem de Ferro 3

MELHOR ANIMAÇÃO

Os Croods

Frozen – Uma Aventura Congelante

Meu Malvado Favorito 2

Universidade Monstros

O Vento está Soprando

MELHOR FILME DE AÇÃO

Além da Escuridão – Star Trek

Gravidade

Homem de Ferro 3

Jogos Vorazes: Em Chamas

Lone Survivor

Rush: No Limite da Emoção

MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO

Henry Cavill | O Homem de Aço

Robert Downey Jr. | Homem de Ferro 3

Brad Pitt | Guerra Mundial Z

Mark Whalberg | Lone Survivor

MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO

Sandra Bullock | Gravidade

Jennifer Lawrence | Jogos Vorazes: Em Chamas

Evangeline Lilly | O Hobbit: A Desolação de Smaug

Gwyneth Paltrow | Homem de Ferro 3

MELHOR COMÉDIA

À Procura do Amor

As Bem Armadas

É o Fim

Heróis de Ressaca

Trapaça

The Way Way Back

MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA

Christian Bale | Trapaça

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

James Gandolfini | À Procura do Amor

Simon Pegg | Heróis de Ressaca

Sam Rockwell | The Way Way Back

MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA

Amy Adams | Trapaça

Sandra Bullock | As Bem Armadas

Greta Gerwig | Frances Ha

Julia Louis-Dreyfus | À Procura do Amor

Melissa McCarthy | As Bem Armadas

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA/TERROR

Além da Escuridão – Star Trek

Gravidade

Guerra Mundial Z

Invocação do Mal

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Azul é a Cor Mais Quente

A Caça

The Great Beauty

The Past

Wadjda

MELHOR DOCUMENTÁRIO

20 Feet from Stardom

The Act of Killing

Blackfish

Stories We Tell

Tim’s Vermeer

MELHOR CANÇÃO

“Atlas” – Jogos Vorazes: Em Chamas

“Happy” – Meu Malvado Favorito 2

“Let it Go” – Frozen – Uma Aventura Congelante

“Ordinary Love” – Mandela: Long Walk to Freedom

“Please Mr. Kennedy” – Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

“Young & Beautiful” – O Grande Gatsby

MELHOR TRILHA SONORA

12 Anos de Escravidão

Ela

Gravidade

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Os vencedores serão anunciados em 16 de Janeiro.

GLOBO DE OURO 2014: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Confira agora os indicados para o Globo de Ouro 2014 (categorias de Cinema, apenas):

MELHOR FILME – DRAMA

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Gravidade

Philomena

Rush: No Limite da Emoção

MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA

Ela

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

O Lobo de Wall Street

Nebraska

Trapaça

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuarón | Gravidade

Paul Greengrass | Capitão Phillips

Steve McQueen | 12 Anos de Escravidão

David O. Russell | Trapaça

Alexander Payne | Nebraska

MELHOR ATOR – DRAMA

Chiwetel Ejiofor | 12 Anos de Escravidão

Idris Elba | Mandela: Long Walk to Freedom

Tom Hanks | Capitão Phillips

Matthew McConaughey | Dallas Buyers Club

Robert Redford | All is Lost

MELHOR ATOR – MUSICAL OU COMÉDIA

Christian Bale | Trapaça

Bruce Dern | Nebraska

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

Oscar Isaacs | Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Joaquin Phoenix | Ela

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Cate Blanchett | Blue Jasmine

Sandra Bullock | Gravidade

Judi Dench | Philomena

Emma Thompson | Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Kate Winslet | Refém da Paixão

MELHOR ATRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA

Amy Adams | Trapaça

Julie Delpy | Antes da Meia-Noite

Greta Gerwig | Frances Ha

Julia Louis-Dreyfus | À Procura do Amor

Meryl Streep | Álbum de Família

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Daniel Brühl | Rush: No Limite da Emoção

Bradley Cooper | Trapaça

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

Jared Leto | Dallas Buyers Club

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Sally Hawkins | Blue Jasmine

Jennifer Lawrence | Trapaça

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Julia Roberts | Álbum de Família

June Squibb | Nebraska

MELHOR ROTEIRO

12 Anos de Escravidão

Ela

Nebraska

Philomena

Trapaça

MELHOR ANIMAÇÃO

Os Croods

Frozen – Uma Aventura Congelante

Meu Malvado Favorito 2

MELHOR TRILHA SONORA

12 Anos de Escravidão

All is Lost

Gravidade

Mandela: Long Walk to Freedom

A Menina que Roubava Livros

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Atlas” – Coldplay | Jogos Vorazes: Em Chamas

“Let it Go” – Idina Menzel|  Frozen – Uma Aventura Congelante

“Ordinary Love” – U2 | Mandela: Long Walk to Freedom

“Please Mr. Kennedy” – Oscar Isaac, Justin Timberlake e Adam Driver | Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

“Sweeter than Fiction” – Taylor Swift | One Chance

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Azul é a cor Mais Quente

A Caça

Great Beauty

The Past

O Vento está Soprando

Os vencedores serão anunciados em 12 de Janeiro.

| Azul é a Cor Mais Quente | E o amor é o sentimento mais forte

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2013, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 4 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

Adele
Em homenagem à cor mais quente do título

Ovacionado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, o francês Azul é a Cor Mais Quente surpreende pela vitória, já que dedica-se a um dos temas mais controversos e mal recebidos pela ala conservadora: relacionamentos homossexuais. Sem temer preconceitos ou julgamentos daqueles mais sensíveis, o diretor Abdellatif Kechiche comanda um dos mais chocantes, ousados e, principalmente, belos filmes de 2013.

A trama é livremente adaptada da graphic novel “Le Bleu est une couleur Chaude” de Julie Maroh, e acompanha o despertar sexual da jovem Adèle (Adèle Exarchopoulos, dona do sorriso mais lindo da galáxia) quando esta descobre o amor através de Emma (Léa Seydoux), uma aspirante a artista assumidamente lésbica.

Em suas extensas 3 horas de duração, o filme é um fascinante estudo por dentro de uma protagonista incrivelmente tridimensional. O roteiro assinado pelo próprio Kechiche acerta pela naturalidade de seu texto (e, devo apontar, que as legendas brasileiras realizaram um ótimo trabalho ao optar por uma tradução coloquial e “moderna”) e o realismo pelos rumos da história. Mesmo que não haja uma divisão demarcada, os créditos finais trazem o título La Vie d’Adèle – Chapitre 1 & 2 (A Vida de Adèle – Capítulos 1 & 2), e é muito fácil de se percebera diferença entre esses capítulos: a primeira metade da projeção se dedica habilidosamente à formação de um amor inédito e as transformações de sua protagonista, enquanto a metade final explora as duras – e naturais, de fato – desse relacionamento.

Porque Adèle e Emma, apesar da fervorosa paixão manifestada nas cenas de sexo mais explícitas que você verá em um bom tempo (e que são sim, desnecessariamente pornográficas), são pessoas completamente diferentes. Felizmente Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux confiam completamente em seu diretor, não só pelas desafiadoras cenas citadas a pouco, mas pela espontaneidade e química incrível, capturadas através de imagens predominantemente tecidas por profundos close ups em seus rostos; por um momento, não parecem duas atrizes e sim duas pessoas reais. Seydoux já fez pontas aqui e ali em filmes americanos (como Bastardos Inglórios e Meia-Noite em Paris) e entrega um desempenho honesto e sem estereótipos, enquanto Exarchopoulos é uma espetacular revelação e certamente vai hipnotizar o espectador do início ao fim com sua construção dramática consistente e essencialmente juvenil (há uma diferença de aproximadamente 5 anos entre Adèle e Emma): sorri timidamente, mastiga de boca aberta o tempo todo e constantemente oferece indagações como “Por que chamam de Belas Artes? Existe Artes Feias?”. Sem falar que Exarchopoulos, assim como sua companheira, não decepciona quando o roteiro demanda por momentos trágicos e intensos.

Vale observar também, a importância da cor azul na trama. Através de pequenos detalhes e recursos, Kechiche e seu designer de produção/figurino insere de forma inteligente a cor em diversos momentos (e de forma sutil, algo que me incomodou muito em Precisamos Falar sobre o Kevin, que praticamente joga na cara seus excessos de vermelho), ao trazer por exemplo o esmalte das unhas de uma personagem secundária (mas essencial), paredes, tampinhas de caneta e, é claro, a cabeleira característica de Emma.

Azul é a Cor Mais Quente é uma bela experiência que conta com incríveis performances, responsáveis por fazer deste um dos mais sinceros e humanos trabalhos sobre o tema. Um filme que deve ser lembrado não por sua polêmica, mas simplesmente por sua abordagem sincera ao que realmente importa: o amor.