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2014: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

2014_melhores

Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2014, mas atenção aos critérios abaixo

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2013 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Whiplash, Birdman, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

FILME: TOP 10

10. O Predestinado

4.5

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“O Predestinado é um filme absolutamente envolvente e intrigante, se o espectador se deixar levar por sua narrativa sintuosa e um protagonista não muito confiante. Certamente um dos exemplares de viagem no tempo mais eficientes dos últimos anos. Imperdível.”

9. 12 Anos de Escravidão

4.5

9

“Excepcional também em seus valores de produção, 12 Anos de Escravidão é uma experiência difícil e pesada. Corajosamente pega um dos gêneros mais delicados do cinema norte-americano e oferece um tratamento visceral e que certamente será lembrado por anos, não só por sua brutalidade, mas também pela força de seu impecável protagonista e o emocionante desfecho de sua dura jornada.”

8. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum

4.5

8

“Servindo como um curioso estudo de personagem que leva seu objeto do nada ao nada, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum é uma experiência única, proporcionada por duas das maiores mentes do cinema contemporâneo. Seja em sua maestria técnica, narrativa ou em sua vibrante trilha sonora folk, o filme é tragicômico no melhor sentido da palavra. E sua ausência em grandes categorias do Oscar é crueldade.”

7. Amantes Eternos

4.5

7

“Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.”

6. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

4.5

6

“Dado o tamanho da aposta, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido era um filme que poderia ter dado perigosamente errado. Felizmente, isso foi em alguma realidade alternativa obscura, já que o retorno de Bryan Singer à franquia é eficiente, divertido e mesmo que não seja o melhor filme desta, certamente é o maior. E o melhor de tudo é perceber como sua conclusão oferece aos produtores novos rumos para essa franquia tão admirável.”

5. Boyhood: Da Infância à Juventude

4.5

 

5

“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano. É um filme sem igual.”

4. O Grande Hotel Budapeste

5.0

4

O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte. Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

3. Interestelar

5.0

3

Interestelar vai variar muito de uma pessoa a outra. A recepção crítica revela que uns amaram, outros detestaram e alguns simplesmente não viram nada demais. Aposto que já deixei claro minha posição diante do filme, que considero uma das experiências cinematográficas supremas de 2014, capaz de me fazer esquecer seus pequenos erros. Mas mesmo que eu tivesse odiado o filme, reconheceria a mera decisão de Christopher Nolan em experimentar algo tão ousado, e incomum no gênero blockbuster atual.”

2. O Lobo de Wall Street

5.0

2

“Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese.”

1. Garota Exemplar

5.0

1

Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

Veja aqui TODAS as críticas do ano.

DIRETOR DO ANO

Christopher Nolan | Interestelar

diretor

Ok, sei muito bem que essa é uma decisão polêmica. Aposto também que muitos viram me chamar de “nolete” ou algum outro termo estúpido, mas o que posso fazer? Mesmo que não o melhor o filme, Interestelar foi inquestionavelmente a melhor experiência cinematográfica que tive este ano, e muito disso se deve à direção de Christopher Nolan. Rodou cenas lindíssimas em IMAX na Islândia, pagou as homenagens à 2001: Uma Odisseia no Espaço com cenas que apostam no silêncio do espaço e os mecanismos espaciais, e acertou a mão nas cenas mais emocionais – até então, algo raro em sua carreira predominantemente racional.

David Fincher | Garota Exemplar

Martin Scorsese | O Lobo de Wall Street

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

Fernando Coimbra | O Lobo Atrás da Porta

ATOR DO ANO

Jake Gyllenhaal | O Abutre

ator

Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre.

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

Matthew McConaughey | Interestelar

Ralph Fiennes | O Grande Hotel Budapeste

Joaquin Phoenix | Ela

ATRIZ DO ANO

Rosamund Pike | Garota Exemplar

atriz

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção.

Sarah Snook | O Predestinado

Leandra Leal | O Lobo Atrás da Porta

Marion Cottilard | Era Uma Vez em Nova York

Tilda Swinton | Amantes Eternos

ATOR COADJUVANTE

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

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Sem dúvida um dos melhores atores da nova geração, Michael Fassbender recebeu sua primeira indicação ao Oscar só este ano, com 12 Anos de Escravidão. É seu papel mais sombrio, assumindo a pele de um cruel fazendeiro que não vê limites em como trata seus escravos, seja pela violência ou pelo estranho afeto mantido com a personagem de Lupita Nyong’o. Fassbender está intenso e perturbador, um dos grandes vilões do ano.

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

Bradley Cooper | Trapaça

Matt Damon | Interestelar

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

ATRIZ-COADJ

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

Mackenzie Foy | Interestelar

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Uma Thurman | Ninfomaníaca – Volume 1

Eva Green | Sin City: A Dama Fatal

ROTEIRO ADAPTADO

O Lobo de Wall Street | Terence Winter

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Tem que ser bom pra entregar um roteiro como o de O Lobo de Wall Street. Não só pela temática que envolve Economia, Bolsa de Valores e Wall Street, mas pela quantidade de eventos que passam pela vida do protagonista Jordan Belfort. Terence Winter acerta em cheio ao elaborar diálogos inteligentes, dosar muito (muito) humor negro e simplesmente assumir que o espectador não precisa entender os conceitos técnicos – as quebras da quarta parede e a dinâmica narração de Belfort são essenciais para o sucesso do longa. Impecável.

Garota Exemplar | Gillian Flynn

O Predestinado | Michael Spierig e Peter Spierig

Planeta dos Macacos – O Confronto | Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver

12 Anos de Escravidão | John Ridley

ROTEIRO ORIGINAL

Amantes Eternos | Jim Jarmusch

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Meio que “atrasado” em sua versão para o mito do vampiro (que agora já nem mais está tão em alta), Jim Jarmusch faz valer a espera com seu inebriante Amantes Eternos. O roteiro conta uma história simples, mas rica na composição de seus ilustres personagens, criaturas imortais que parecem ter atingido o ápice da evolução e agora apenas podem sentir remorso e depressão em relação a seus companheiros humanos. Desde a relação dos protagonistas, a influência da música, os elaborados roubos de sangue e a sensação de um mundo desolado, é um grande acerto para Jarmusch.

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

Relatos Selvagens | Damián Szifrón

O Lobo Atrás da Porta | Fernando Coimbra

O Abutre | Dan Gilroy

FOTOGRAFIA

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Bruno Delbonnel

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Desde a primeira vez em que vi um dos primeiros trailers de Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, me apaixonei pelo trabalho de Bruno Delbonnel. Assistindo ao filme, percebe-se como suas luzes e filtros de luz ajudam a nos envolver nesse cenário frio, sombrio e incômodo que é o da música folk dos anos 60, sendo demarcado por sombras e um predominante tom de cinza. Belíssima e atmosférica.

Interestelar | Hoyte Van Hoytema

O Homem Duplicado | Nicolas Bolduc

Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

Noé | Matthew Libatique

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen

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Sem mais, Wes Anderson é o mestre do departamento de design de produção e direção de arte. O setor é praticamente um personagem em seus filmes, e não é diferente com aquele que considero sua obra-prima, O Grande Hotel Budapeste. Desde o majestoso hotel do título, até locações apropriadamente cartunescas em prisões, estalagens, museus e pistas de skis européias, o trabalho de Adam Stockhausen é magistral e rico em detalhes.

Ela

Era Uma Vez em Nova York

Interestelar

Noé

MONTAGEM

Garota Exemplar | Kirk Baxter

MONT

Foi um excelente ano para os montadores. O terror O Espelho impressiona por manter suas duas tramas em perfeito equilíbrio e até interagindo umas com as outras, enquanto Interestelar mesclava com maestria cenas separadas por décadas de distância. E Noé cria alguns dos time lapses mais ousados e brilhantes de toda a História do cinema, que certamente deixaria Eisenstein maluco. No entanto, escolho o trabalho de Kirk Baxter (dessa vez, sem Angus Wall) em Garota Exemplar, que também tem o trabalho de equilibrar duas tramas aparentemente distintas, mas o faz com cortes inteligentes, transições bem escolhidas e fades to black geniais; aumentando o efeito de certas sequências.

Noé | Lindsay Graham e Mary Vernieu

O Espelho | Mike Flanagan

Interestelar | Lee Smith

No Limite do Amanhã | James Hebert e Laura Jennings

FIGURINO

Trapaça | Michael Wilkinson

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Mesmo não sendo um grande admirador de David O. Russell e seu superestimado Trapaça, admito que a Academia falhou ao não premiar seu requintado guardarroupa. Michael Wilkinson recria diversos trajes típicos da década de 70 que variam entre si, seja em estilo, cor ou padrão. Os ternos são belíssimos e os vestidos (ainda não esqueço da presença sensual de Amy Adams e seus decotes) impecáveis.

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

Guardiões da Galáxia | Alexandra Byrne

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 | Kurt e Bart

Malévola | Anna B. Sheppard

EFEITOS VISUAIS

Planeta dos Macacos: O Confronto

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O trabalho de efeitos visuais para a criação dos símios já era impressionante em 2011, com Planeta dos Macacos: A Origem. Depois de 3 anos, a tecnologia está ainda melhor e garante mais emoções e fisionomias para os personagens digitais de O Confronto, liderados pelo mestre do motion capture, Andy Serkis. Os símios surgem mais reais, dinâmicos e convencem o tempo todo. Merece o Oscar.

Interestelar

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Guardiões da Galáxia

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MAQUIAGEM

Guardiões da Galáxia

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

Sin City: A Dama Fatal

O Predestinado

O Grande Hotel Budapeste

TRILHA SONORA

Interestelar | Hans Zimmer

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Pra mim, não há dúvidas de que Hans Zimmer é o compositor mais talentoso de nossos tempos. Com Interestelar, sua 5ª contribuição com Christopher Nolan, Zimmer nos revela ainda mais truques que mantinha escondido sob a manga, agora na forma do órgão para temperar sequências do vazio espacial, perseguições por plantações e o dramático afeto de um pai com sua filha. É bela, inventiva, abstrata e épica quando o filme a requer assim. Um dos melhores trabalhos de Hans Zimmer, é praticamente um milagre.

Melhor Faixa: No Time for Caution

Garota Exemplar | Trent Reznor & Atticus Ross

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

Noé | Clint Mansell

Amantes Eternos | SQÜRL

+ 10 Faixas Memoráveis (Em ordem aleatória)

“Technically, Missing” – Trent Reznor & Atticus Ross | Garota Exemplar

“Make Thee An Ark” – Clint Mansell | Noé

“Spooky Action at a Distance” – SQÜRL | Amantes Eternos

“There He Is” – Hans Zimmer | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Dimensions” – Arcade Fire | Ela

“Last Will and Testament” – Alexandre Desplat | O Grande Hotel Budapeste

“Hat Rescue” – John Ottman | X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

“Fire Battle” – Junkie XL | 300: A Ascensão do Império

“Black Tears” – Tyler Bates | Guardiões da Galáxia

“Death” – Mica Levi | Sob a Pele

CANÇÃO DO ANO

“The Hanging Tree” – Jennifer Lawrence | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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Quando “The Hanging Tree” começa a tocar lá pela metade de A Esperança – Parte 1, por alguns minutos, torna-se um filme completamente diferente. Com a delicada voz de Jennifer Lawrence, a canção melancólica sobre uma árvore de enforcamento nos remete ao trabalho de Bille Holiday (especialmente, Strange Fruit, ao sugerir imagens medonhas), e quando é utilizada para movimentar as massas na rebelião – ganhando um coral -, assume um tom de Os Miseráveis.

“Mercy Is” – Patty Smith | Noé

“Big Eyes” – Lana Del Rey | Grandes Olhos

“It’s On Again” – Alicia Keys | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Battle Cry” – Imagine Dragons | Transformers: A Era da Extinção

MELHOR SEQUÊNCIA DE CRÉDITOS (ABERTURA OU ENCERRAMENTO)

Anjos da Lei 2

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Não tinha pra ninguém. É a melhor piada de Anjos da Lei 2 e também uma das melhores sequências de créditos de todos os tempos, que brinca com as infinitas continuações que a saga dos policiais Schmidt e Jenko poderia enfrentar nos próximos anos, surgindo com pérolas como 24 Jump Street: A Semester at Sea, 40 Jump Street: Magic School, uma aventura espacial séries animadas, action figures e algumas participações especiais bem divertidas. É uma paródia genial ao método mercadológico de Hollywood, mas a grande ironia é que eu seria capaz de assistir a cada um desses filmes falsos. Sério.

Capitão América – O Soldado Invernal

Godzilla

SURPRESA DO ANO

No Limite do Amanhã

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Vocês tinham que ver a minha cara quando vi o material de No Limite do Amanhã pela primeira vez. Esses exoesqueletos, a trama genérica, o título brega… Não havia nada que despertasse meu interesse, mas mesmo assim entrei na sala de exibição. E ainda bem que entrei, pois o filme é um dos blockbusters mais divertidos e estimulantes do ano, contando com uma performance inédita de Tom Cruise, conceitos de viagem do tempo bem explorados e um ritmo sólido. Ah, e Emily Blunt chuta bundas.

DECEPÇÃO DO ANO

Godzilla

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No geral, Godzilla não é um filme ruim, mas poderia (e prometeu) ser muito mais. O diretor Gareth Evans traz de volta o espetáculo e grandiosidade que o icônico monstro japonês há muito não recebia, mas depende de um roteiro fraco e tedioso, populado por personagens formulaicos e sem o menor apego ao público. Considerando que o monstro aparece bem pouco do que se poderia imaginar (e que Bryan Cranston e Juliette Binoche tenham tempo de cena limitado)

USO DE 3D

Guardiões da Galáxia

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2014 não foi um bom ano para o 3D. Não tivemos nenhum “uso de autor”, como com Gravidade e O Grande Gatsby no ano passado, mas sim uma enchurrada de filmes com o formato convertido porcamente (como Capitão América – O Soldado Invernal, GodzillaMalévola e Sin City: A Dama Fatal). Dentre os males, o 3D de Guardiões da Galáxia é o mais suportável (principalmente em IMAX), funcionando graças a momentos mais “infantis”, como objetos sendo jogados em direção ao espectador e um ou outro bom momento de profundidade de campo. É um trabalho de conversão competente, mas leva aqui por falta de opção melhor.

MELHORES TRAILERS

O Abutre | Trailer 2

Birdman | Trailer 1

Cinquenta Tons de Cinza | Trailer 1

Garota Exemplar | Teaser

Guardiões da Galáxia | Trailer 2

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Teaser

Interestelar | Trailer 1

Mad Max: Estrada da Fúria | Teaser Comic Con

Mad Max: Estrada da Fúria | Trailer Oficial

Sin City: A Dama Fatal | Trailer da Comic Con

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força | Teaser

Vício Inerente | Trailer 1

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Trailer 1

MELHORES PÔSTERES

Interestelar

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Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Êxodo: Deuses e Reis

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Birdman

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Vício Inerente

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Guardiões da Galáxia

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The Hateful Eight

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Sin City: A Dama Fatal

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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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Garota Exemplar

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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A Marca do Medo

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Mr. Turner

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Mais Antecipados Para 2015

007 – Spectre

The Hateful Eight

Homem Formiga

O Quarteto Fantástico

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

A Travessia

Vício Inerente

Os Vingadores: Era de Ultron

Whiplash: Em Busca da Perfeição

E fiquem ligados, na primeira semana de 2015 libero o gigante Preview 2015!

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Os Mestres do Oscar 2014 | Volume III: Sons & Música

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

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E chegamos ao volume 3 do especial Oscar 2013. Aqui, analisaremos as categorias de som e as musicais. Vamos nessa:

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Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser impactante. Os indicados são:

Até o Fim | Steve Boeddeker and Richard Hymns

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Deixando a performance de Robert Redford e a trilha sonora de Alex Ebert (que venceu o Globo de Ouro), a Academia deixou uma indicação de “consolo” para Até o Fim na categoria de edição de som. Ainda não assisti ao filme de J.C. Chandor (a estreia está prevista para 7 de Março, apenas), mas de longe já da pra perceber que a produção aposta em sequências de tempestades e ondas furiosas – o que sempre funciona bem em tela, especialmente quando a equipe sonora sabe o que faz (e Richard Hymns é um mestre).

Capitão Phillips | Oliver Tarney

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Mesmo que seja mais um thriller em natureza, Capitão Phillips oferece algumas cenas de ação impressionantes – e o trabalho de som nestas é impecável. O grande destaque certamente fica com as duas tentativas de invasão dos Somali ao Maersk Alabama, sendo que a segunda contou com diversas pirotecnias (jatos d’água, sinalizadores e metralhadoras) em alto mar.

  • Motion Picture Sound Editors – Edição de Diálogos e ADR

O Grande Herói | Wylie Stateman

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Filme que se tornou um queridinho por alguns críticos, O Grande Herói também não chegou às telas brasileiras ainda. Mas assim como minha análise subjetiva a Até o Fim, o filme estrelado por Mark Whalberg certamente faz um bom trabalho com suas sequências de ação, que envolvem tiroteios, explosões e quedas de helicópteros.

Gravidade | Glenn Freemantle

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O som não se propaga no vácuo, mas a equipe responsável pela sonoplastia de Gravidade encontrou formas inteligentes de não transformar o filme de Alfonso Cuarón em uma produção muda. Os efeitos sonoros são reduzidos ao mínimo e, mais importante, geralmente são exibidos de acordo com a percepção dos personagens principais: toques abafados, batidas opacas, etc, todos sob a perspectiva de alguém com capacete. Não é só cientificamente apurado, mas também é muito assustador observar os desastres espaciais sem efeitos sonoros.

  • BAFTA
  • Critics Choice Awards
  • Motion Picture Sound Editors – Melhor Foley e Edição de Efeitos Sonoros

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Brent Burge

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Como havia comentado no volume anterior, na sessão de efeitos visuais, um dragão fez toda a diferença neste segundo Hobbit. Não só pelas poderosas cuspidas de seu lança-chamas ou seus passos largos, mas especialmente pelo excelente trabalho de Brent Burge ao modificar sutilmente a voz de Benedict Cumberbatch (já grave por natureza) a fim de tornar o dragão Smaug ainda mais ameaçador. Só a criatura nórdica já é o suficiente para a indicação, mas A Desolação de Smaug se beneficia ainda de diversas outras cenas de ação, que trazem belos efeitos sonoros de flechadas, barris, ursos e aranhas gigantes. Pena ter que bater de frente com Gravidade…

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Hobbit, talvez

MEU VOTO: Gravidade

FICOU DE FORA: Círculo de Fogo

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Quando vemos pela primeira vez os robôs colossais partindo para sair na mão com criaturas igualmente colossais em Círculo de Fogo, o espetáculo visual não é o suficiente: o design de som da equipe de Guillermo Del Toro faz jus aos confrontos violentos e monumentais, seja para retratar os elementos tecnológicos dos Jaegers, os rugidos fantásticos dos kaijus ou o rastro de destruição deixados por seus embates, o filme é daqueles que oferecem uma imersão sonora total – especialmente no IMAX.

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Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

Capitão Phillips | Chris Burdon, Mark Taylor, Mike Prestwood Smith e Chris Munro

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A mixagem de Capitão Phillips colabora perfeitamente tanto com a direção quanto com a montagem, ambas intensas. No caso das camadas sonoras, o destaque fica para os diversos personagens que falam e gritam simultaneamente – especialmente no primeiro contato que o personagem de Hanks tem com os piratas, que surgem gritando em outro idioma ao passo em que a tripulação tenta acalmá-los. O exemplo comprova a busca do filme de Paul Greengrass pelo realismo quase documental, praticamente jogando o espectador dentro da ação.

O Grande Herói | Andy Koyama, Beau Borders e David Brownlow

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Repito o que disse sobre O Grande Herói na seção de Edição de Som: ainda não estreou, mas deve impressionar por suas cenas de ação.

Gravidade | Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro

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Tendo em vista que Gravidade retrata o espaço sem som, é relativamente mais fácil para a equipe de mixadores combinar suas faixas sonoras. Aliás, em diversos momentos a trilha sonora de Steven Prince se encaixa tão bem que quase atua como um efeito sonoro diegético (mérito de sua natureza abstrata, discutiremos isso em instantes) nas cenas ambientadas no vácuo espacial, ganhando ainda mais impacto quando estas retratam os intensos acidentes com destroços – com nada, apenas a trilha e as vozes no rádio de George Clooney e Sandra Bullock como guia. É uma fórmula que se mantem ao decorrer da produção; e funciona. Maravilhosamente bem.

Cinema Audio Society

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Christopher Boyes, Michael Hedges, Michael Semanick e Tony Johnson

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Como já havia explicitado na sessão de Edição de Som, A Desolação de Smaug oferece muito mais cenas de ação do que o antecessor, e estas são mais elaboradas e apostam também em eventos paralelos. Um exemplo de maravilha sonora é a sequência da fuga dos anões em barris: não só temos camadas de som com a água, madeira e os gritos do personagens, mas logo depois entram em cena os orcs com seus bastões e os elfos com seus arcos – sem falar na trilha sonora de Howard Shore, temperando a sequência apropriadamente.

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Skip Lievsay, Greg Orloff e Peter F. Kurland

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Sempre espere um filme musical (ou com elementos do tipo) marcar presença na categoria de Mixagem de Som. O esquecido Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum se concentra na jornada de Oscar Isaac para se tornar um astro da música folk, premissa que rende diversas sequências baseadas em canções: a que traz “Please, Mr. Kennedy” é particularmente mais complicada em termos de mixagem, já que envolve três cantores simultâneos que emitem diferentes versos da letra e “efeitos sonoros” com suas bocas.

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Inside Llewyn Davis

MEU VOTO: Gravidade

FICOU DE FORA: Rush: No Limite da Emoção

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Tudo bem, eu meio que já esperava a ausência de Rush: No Limite da Emoção nas categorias principais, mas é um absurdo que o filme de Ron Howard não tenha conseguido nem uma indicação por seu eficaz trabalho de som. A área da mixagem é especialmente atraenta, graças ao belo uso da trilha sonora de Hans Zimmer durante as cenas que envolvem corridas em alta velocidades e narrações de comentaristas esportivos. Diversas faixas de áudio que combinam-se perfeitamente bem.

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Um longa-metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

Ela | Will Butler & Owen Pallett

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Will Butler representa a banda Arcade Fire ao lado do compositor canadense Owen Pallett para a trilha sonora de Ela. Predominantemente sutil, o trabalho da dupla aposta em acordes eletrônicos (gosto como “Milk and Honey” surge no início como preparação de terreno) e faz do piano seu principal instrumento. Como o filme em si, é uma trilha delicada e sensível, apostando principalmente no romance (“Photograph” e “Song on the Beach” são muito bonitas) e na melancolia que persegue o protagonista (“Owl“). Depois de Trent Reznor, Daft Punk, Chemichal Brothers e agora o Arcade Fire, fica a noção de que bandas andam acertando bastante em trilhas cinematográficas.

Faixa preferida: Dimensions

Gravidade | Steven Price

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Durante diversos momentos da produção, confundi a trilha sonora de Steven Price com efeitos sonoros. Só ouvindo separadamente pude perceber que tais momentos faziam parte de uma criação abstrata e incomum, responsável por definir toda a atmosfera claustrofóbica e aterrorizante do vácuo espacial em Gravidade. A música de Price assume um caráter inteiramente orgânico, assumindo tons eletrônicos distorcidos (Debris), leves notas de piano para momentos mais dramáticos (Aurora Borealis) e quando o emocionante clímax se aproxima, suas composições abraçam tons de superação (Shenzou) e o “epicamente épico” (Gravity). Ótima revelação, vamos ficar de olho em Steven Price.

Faixa preferida: Shenzou

  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

A Menina que Roubava Livros | John Williams

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O homem onipresente na categoria… novamente é indicado e, dessa vez, em uma rara colaboração com alguém que não seja Steven Spielberg. Em sua 49ª indicação (!!), John Williams se aventura novamente no período da Segunda Guerra Mundial com a adaptação do best seller A Menina que Roubava Livros. Não assisti ao filme (e, sinceramente, meu interesse no mesmo é mínimo), mas só o tema e as poucas faixas de Williams que ouvi no Youtube comprovam: é mais um trabalho dramático e melancólico do mestre, cheio de piano e violino para traduzir musicalmente uma história pesada e triste. Que venha logo Star Wars: Episódio VII.

Faixa Preferida: One Small Fact

Philomena | Alexandre Desplat

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Após fornecer acordes mais sombrios em produções como Argo e A Hora Mais Escura, o francês Alexandre Desplat retorna à trilhas adoráveis e delicadas (como, por exemplo, a de O Discurso do Rei e Moonrise Kingdom) com a dramédia Philomena. É um trabalho energético e belo, sendo interessante observar as percussões que se assemelham a uma valsa (Philomena), as que fornecem um apropriado tom de mistério (Reminiscence), humor (Drives to Roscrea) e um pesado drama (No Thought of Ireland). O melhor trabalho de Desplat em anos.

Faixa preferida: Philomena

Walt nos Bastidores de Mary Poppins | Thomas Newman

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Surgindo como um concorrente considerável nos primórdios da corrida pelo Oscar, Walt nos Bastidores de Mary Poppins ficou só com uma indicação pela trilha sonora, assinada pelo talentoso Thomas Newman. E diante da ausência do filme em categorias principais, sua estreia no país foi adiada para 7 de Março. Tendo ouvido apenas a trilha isoladamente, nota-se a intenção de Newman em realizar um trabalho energético e que remeta à produções da Disney. Leve de se ouvir e inventiva.

Faixa Preferida: Jollification

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MEU VOTO: Philomena

FICOU DE FORA: Qualquer Coisa do Hans Zimmer

trilha_zimmer

Hans Zimmer teve um dos melhores anos de sua impecável carreira em 2013. Muitos apontavam para a indicação de sua investida dramática em 12 Anos de Escravidão, mas o compositor alemão acabou ficando de fora. Além do belo trabalho rejeitado, Zimmer ainda proveu faixas memoráveis para a trilha sonora movida a guitarra de Rush: No Limite da Emoção e foi responsável por criar um novo tema para o Superman, tendo a sombra de John Williams para superar – algo que fez muitíssimo bem em O Homem de Aço.

canção

Aqui, temos as canções que são criadas especialmente para filmes, seja em longa-metragem, animação ou documentário. Confira:

“Happy” – Meu Malvado Favorito 2 | Pharrell Williams

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Ok, muita gente gosta mas eu simplesmente detesto “Happy”, de Pharrell Williams. Tampouco sou fã da franquia Meu Malvado Favorito, e nem assisti ao segundo filme – ouvi a música indicada separadamente. Não me agrada muito a letra, nem o ritmo da canção. Poderíamos ter muita coisa melhor no lugar.

LETRA

It might seem crazy what I’m ‘bout to say
Sunshine she’s here, you can take a break
Mama – hot air balloon that could go to space
With the air like I don’t care, baby, by the way

Because I’m happy…
Come along if you feel like a room without a roof
Because I’m happy…
Clap along if you feel like happiness is the truth
Because I’m happy…
Clap along if you know what happiness is to you
Because I’m happy…
Clap along if you feel like that’s what you want to do
Here comes bad news, talkin’ this and that
But give me all you’ve got, and don’t hold it back
Well, I should probably warn you, I’ll be just fine
No offense to you, don’t waste your time, here’s why…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said (let me tell you now)
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said… Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said (let me tell you now)
http://www.youtube.com/watch?v=y6Sxv-sUYtM

“Let it Go” – Frozen: Uma Aventura Congelante | Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez

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Não assisti à animação Frozen: Uma Aventura Congelante, mas seria preciso viver dentro de uma caverna para não ter ao menos ouvido falar da canção “Let it Go”, que na versão original do filme é cantada pela dubladora Idina Menzel. A cena em questão (liberada pela Disney no Youtube) representa um momento importante para a protagonista e, como mero admirador, devo dizer que é uma bela canção – e que a letra composta por Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez é muito bonita. É a favorita, e deve ganhar.

  • Critics Choice Awards

LETRA

The snow glows white on the mountain tonight,
not a footprint to be seen.
A kingdom of isolation and it looks like I’m the queen.
The wind is howling like this swirling storm inside.
Couldn’t keep it in, Heaven knows I tried.
Don’t let them in, don’t let them see.
Be the good girl you always have to be.
Conceal don’t feel, don’t let them know.
Well, now they know!

Let it go, let it go.
Can’t hold it back anymore.
Let it go, let it go.
Turn away and slam the door.
I don’t care what they’re going to say.
Let the storm rage on.
The cold never bothered me anyway.
It’s funny how some distance,
makes everything seem small.
And the fears that once controlled me, can’t get to me at all
It’s time to see what I can do,
to test the limits and break through.
No right, no wrong, no rules for me. I’m free!

Let it go, let it go.
I am the one with the wind and sky.
Let it go, let it go.
You’ll never see me cry.
Here I stand, and here I’ll stay.
Let the storm rage on.

My power flurries through the air into the ground.
My soul is spiraling in frozen fractals all around
And one thought crystallizes like an icy blast
I’m never going back; the past is in the past!

Let it go, let it go.
And I’ll rise like the break of dawn.
Let it go, let it go
That perfect girl is gone
Here I stand, in the light of day.

Let the storm rage on!
The cold never bothered me anyway

“The Moon Song” – Ela | Karen O & Spike Jonze

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Vocalista do finado Yeah Yeah Yeahs, Karen O já surpreendia no cinema por nos presentear com um inesquecível cover de “Immigrant Song” com Trent Reznor para Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de David Fincher. Agora, ela se alia novamente com o cineasta (e ex-namorado) Spike Jonze para a sensível e suave “The Moon Song”, tema principal de Ela. É uma bela canção que captura a magia da relação dos protagonistas e  surge em dos mais bonitos momentos da trama, pelas vozes de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix.

LETRA

I’m lying on the moon
My dear, I’ll be there soon
It’s a quiet starry place
Time’s we’re swallowed up
In space we’re here a million miles away

There’s things I wish I knew
There’s no thing I’d keep from you
It’s a dark and shiny place
But with you my dear
I’m safe and we’re a million miles away

We’re lying on the moon
It’s a perfect afternoon
Your shadow follows me all day
Making sure that I’m
Okay and we’re a million miles away

“Ordinary Love” – Mandela | U2

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A popular banda U2 pode estar muito perto de faturar um Oscar com a canção-tema de Mandela (em inglês, com o subtítulo Long Walk to Freedom), cinebiografia com Idris Elba que foi praticamente esquecida pela Academia. Como o filme agora só chegará no Brasil em um lançamento direto para DVD, não sei em que momento a canção “Ordinary Love” aparece (mas aposto que seja nos créditos finais), mas posso dizer o quão bela e maravilhosa é de se ouvir. E olha que não sou nenhum obcecado com o grupo.

  • Globo de Ouro

LETRA

The sea wants to kiss the golden shore.
The sunlight warms your skin.
All the beauty that’s been lost before, wants to find us again.
I can’t fight you anymore; it’s you I’m fighting for.
The sea throws rocks together but time, leaves us polished stones.

We can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Birds fly high in the summer sky and rest on the breeze.
The same wind will take care of you and I, we’ll build our house in the trees.
Your heart is on my sleeve, did you put it there with a magic marker.
For years I would believe, that the world, couldn’t wash it away

Cause we can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Are we tough enough, for ordinary love?

We can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Are we tough enough, for ordinary love?
Are we tough enough, for ordinary love?
Are we tough enough, for ordinary love?

APOSTA: Let it Go

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ordinary Love

MEU VOTO: The Moon Song

FICOU DE FORA: “I See Fire” – O Hobbit: A Desolação de Smaug | Ed Sheeran

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Um dos grandes atrativos do segundo capítulo da adaptação de O Hobbit, é a canção dos créditos executada pelo inglês Ed Sheeran. Peter Jackson sempre tem um bom gosto ao trazer artistas para compor canções baseadas em seus longas da Terra Média, e “I See Fire” sem dúvida é uma das melhores até agora. Não só traz uma temática completamente apropriada à trama de A Desolação de Smaug (fogo, dragões, pânico!), mas é simplesmente belíssima e o faz com elementos simples: vocal, violão e violino.

LETRA

Oh, misty eye of the mountain below
Keep careful watch of my brothers’ souls
And should the sky be filled with fire and smoke
Keep watching over Durin’s sons

If this is to end in fire
Then we shall burn together
Watch the flames climb higher into the night
Calling out father, oh, stand by and we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

And if we should die tonight
Then we should all die together
Raise a glass of wine for the last time
Calling out father, oh
Prepare as we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

Desolation comes upon the sky

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze
And I hope that you remember me

Oh, should my people fall then
Surely I’ll do the same
Confined in mountain halls
We got too close to the flame
Calling out father, oh
Hold fast and we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

Desolation comes upon the sky

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze
And I hope that you remember me

And if the night is burning
I will cover my eyes
For if the dark returns then
My brothers will die
And as the sky’s falling down
It crashed into this lonely town
And with that shadow upon the ground
I hear my people screaming out

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze

I see fire (oh you know I saw a city burning)
(Fire)
And I see fire (feel the heat upon my skin) (fire)
And I see fire (fire)
And I see fire (burn on and on the mountainside)

Menção Honrosa: Qualquer canção original de Inside Llewyn Davis.

Bem, e só nos resta mais um artigo antes da grande cerimônia… Voltem amanhã para o especial de Categorias Principais, com Roteiros, Diretores e, claro, os Filmes indicados.

Leia também:

Os Mestres do Oscar 2014 | Volume II: Categorias Técnicas

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

Oscar2

Oscar não é só sobre as estrelas, é também para premiar o esforçado trabalho de dezenas (e até centenas) de pessoas que se dedicam às categorias técnicas de um filme. E elas são muito mais interessantes de se analisar, vamos ao segundo volume do especial:

fotografia

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

O Grande Mestre | Philippe Le Sourd

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Indicado surpresa da categoria, o filme de ação chinês O Grande Mestre ainda não tem previsão de estreia no país (o longa foi exibido na Mostra de São Paulo do ano passado, mas só fui descobrir agora…), portanto é difícil analisar o trabalho de Phillippe Le Sourd de uma forma que não seja puramente baseada no visual. E se esse fosse o único aspecto, uau. Só pelo trailer, as lindíssimas imagens preenchidas com névoa, chuva pesada e lutas em slow motion deixaram-me salivando. Infelizmente, só posso dizer que as imagens são espetaculares.

Razão de Aspecto: 2:35:1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arricam LT, Cooke S4 e Lentes Angenieux Optimo
Arricam ST, Cooke S4 e Lentes Angenieux Optimo
Arriflex 435 Xtreme, Cooke S4 e Lentes Angenieux Optimo Lenses
Phantom Flex, Lentes Cooke S4 (tomadas de alta velocidade)

Gravidade | Emmanuel Lubezki

fot_gravity

E pertence a Gravidade o posto de representante da fotografia digital do ano, e muito provavelmente o vencedor da categoria, já que os últimos dois vencedores em Fotografia (As Aventuras de Pi e A Invenção de Hugo Cabret) contavam com o formato, além de um caprichado uso de 3D. E o resultado é realmente espetacular… Mesmo rodado inteiramente quase que inteiramente em greenscreen, o cinematógrafo Emmanuel Lubezki acerta ao talentosamente controlar a fonte do luz (em sua maioria, o sol na imensidão do espaço) sob os rostos dos atores e ao contribuir para a criação de imagens vívidas e espetaculares. Sem falar que Lubezki ainda teve que acompanhar o diretor Alfonso Cuarón na criação de planos-sequência e requintados movimentos/dispositvos de câmera – como aquele que traz Sandra Bullock rodopiando em primeiro plano.

Razão de Aspecto: 2:35:1

Formato: 65mm

Câmeras: Arri Alexa M
Arri Alexa, Panavision Primo e Lentes Zeiss Master Prime
Arriflex 765, Lentes Zeiss 765

  • American Scociety of Cinematographers
  • Critics Choice Awards
  • BAFTA

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Bruno Delbonnel

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Bruno Delbonnel é dono de um estilo único. Só de se assistir a um trailer de algum trabalho que o traga na função de diretor de fotografia, é possível perceber seus marcantes traços visuais, demarcados por seus filtros de luz (até mesmo no sexto Harry Potter, que se diferencia visualmente de TODOS os outros filmes da franquia). Com a odisseia folk tragicômica de Inside Llewyn Davis, Delbonnel cria um mundo cinzento e melancólico, envolto por trevas e sombras profundas. Seus filtros também são impecáveis ao retratar um inverno verdadeiramente frio, de uma atmosfera quase onírica (especialmente nas sombrias tomadas ambientadas em estradas e em pequenos bares). A fotografia de Gravidade nos leva até o espaço, mas o trabalho de Delbonnel é coisa de outro mundo.

Razão de Aspecto: 1:85:1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arricam LT, Lentes Cooke S4 Lenses; Arricam ST, Lentes Cooke S4

Nebraska | Phedon Papamichael

fot_nebraska

A Academia não resiste a uma boa fotografia em preto-e-branco. Mas diferentemente dos últimos indicados do tipo (O Artista e A Fita Branca), Phedon Papamichael não dispensa as cores para simular um formato antigo, e sim para transmitir a melancolia presente na trama de Nebraska. E é impressionante a capacidade de Papamichael em capturar imagens belíssimas, comprovando como o formato preto-e-branco está longe de ser esquecido. Seja em seu bom olho para paisagens de estradas interioranas (com um céu predominantemente nublado, acentuado pelo cinza) ou sua habilidade de brincar com luzes e sombras nos momentos apropriados – remetendo constantemente ao noir – a fotografia de Nebraska me faz desejar que a Academia voltasse a dividir a categoria entre Preto e Branco e Colorido.

Razão de Aspecto: 2:35 : 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa M,Lentes Panavision C-Series
Arri Alexa Plus 4:3, Panavision C-Series, Lentes ATZ e AWZ2

Os Suspeitos | Roger Deakins

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Atmosfera. Essa é a palavra-chave para definir o trabalho do veterano Roger Deakins (ainda sem Oscar) no suspense Os Suspeitos (outro filme que também merecia mais amor da Academia). Dominado por paletas de cor frias e sem vida, o visual do filme de Denis Villenueve é aterrador e perfeito para o tenso desenrolar da história. Ajuda também que Deakins capture diversas imagens dominada pelas trevas, chuvas, neve, chuvas mescladas com neve (!) e um clima predominantemente frio e cinzento. É quase como se fôssemos capazes de mergulhar naquele universo, de tão palpável (a razão de aspecto mais ampla ajuda nesse quesito). Perfeito para um dia de inverno.

Razão de Aspecto: 1.85 : 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa Plus, Lentes Zeiss Master Prime
Arri Alexa Studio, Lentes Zeiss Master Prime

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Vitória certa de Gravidade aqui, mas nunca esqueçam de Deakins.

MEU VOTO: Inside Llewyn Davis

FICOU DE FORA: Só Deus Perdoa | Larry Smith

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Em muitos aspectos, Só Deus Perdoa me decepcionou bastante. História vazia, personagens opacos e uma narrativa de associação livre (há quem goste, não é meu caso) tornaram maçante a experiência do último filme de Nicolas Winding Refn; especialmente após o excepcional Drive. Mas se há um quesito excepcional na saga criminosa tailandesa é a fotografia vibrante de Larry Smith, que aposta na predominância do vermelho, trevas e as luzes de neon da cidade. É um deleite visual.

BÔNUS: Vídeo Análise

Não sou nenhum profissional na área da Fotografia, mas o autor deste belo vídeo do Fandom certamente é. Assista aqui a eficiente edição onde o comentarista analisa pequenos detalhes de cada um dos filmes indicados. Muito, muito bom:

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Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de lhes dar vida. Os indicados são:

12 Anos de Escravidão | Adam Stockhausen & Alice Baker

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Ambientado no sul dos EUA no século XIX, o design de produção de 12 Anos de Escravidão concentra-se principalmente no visual e estrutura das plantações de algodão da época. É um trabalho notável de reconstituição de época e, além das ambientações de natureza rural, também temos flashbacks ambientados em ruas de Nova York e portos de cidades no sul. McQueen aproveita bem o trabalho de sua equipe, que jamais soa exagerado, mantendo-se fiel à História.

Ela | K.K. Barrett & Gene Serdena

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Em uma Los Angeles futurista, o design de produção de K.K. Barrett impressiona por sua sutileza e aparente simplicidade. Os cenários, objetos e prédios apresentados no romance de ficção científica Ela acertam ao trazer um design moderno que certamente os situam no futuro, mas sem exagerar a ponto de parecer uma realidade distante. Seja em detalhes simples como slides de flores em um elevador, o predomínio de cores azuis e vermelhas em paredes e vidros ou a arquitetura moderna dos edifícios (as tomadas externas inteligentemente foram gravadas em Xangai, simulando LA), o design do filme perfeitamente situa a história – sem chamar muita atenção para si, mas também sem passar despercebido.

  • Art Directors Guild – Filme Contemporâneo

O Grande Gatsby | Catherine Martin & Beverley Dunn

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Criados a partir de uma mistura eficiente entre efeitos práticos e computadorizados, os cenários e ambientes que criam a Nova York dos anos 20 de O Grande Gatsby fazem jus à grandiosidade do período. É importante observar a diferença socioeconômica é preservada nos diferentes cenários: a faraônica mansão de Gatsby, suas festas colossais e um luxuoso apartamento que acertadamente é dominado pelo vermelho – já que este é usado apenas para o adultério – que se sobressaem diante de lugares mais humildes, como o cinzento Vale das Cinzas e a pequena oficina mecânica de um dos personagens. Tudo isso servindo à visão exuberante de Baz Luhrmann.

  • Art Directors Guild – Filme de Época
  • Critics Choice Awards
  • BAFTA

Gravidade | Andy Nicholson, Rosie Goodwin & Joanne Woollard

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Quando se pensa no design de produção em Gravidade, a primeira reação é: espaço sideral. Mas então nos damos conta que, além das deslumbrantes imagens da Terra, a produção traz ainda duas estações espaciais distintas na narrativa. Seus exteriores (que incluem para-quedas, satélites e uma mecânica verossímil) impressionam, assim como as sutis diferenças e detalhes que diferenciam seus interiores; uma é russa, outra é chinesa, é divertido encontrar objetos como raquetes de ping pong (chinesa) ou fotografias espalhadas pelas paredes. O design dos veículos espaciais (como a Explorer americana, ou a sequência de despreendimentos na re-entrada) também convence, o que certamente rendeu um vasto trabalho de pesquisa por parte de Andy Nicholson e Rosie Goodwin.

  • Art Directors Guild – Filme de Fantasia

Trapaça | Judy Becker & Heather Loeffler

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Como é possível observar na montagem acima, os cenários de Trapaça são todos construídos (sem retoques aparentes com computação gráfica) e fiéis ao estilo de arquitetura da década de 70 – especialmente nas cores e na decoração de set. É um belo trabalho e que jamais soa inverossímil, mas quem deve ter se beneficiado mais do trabalho foi o elenco, já que o diretor David O. Russell não oferece planos para que admiremos o trabalho de sua equipe (uma money shot, como é conhecida), já que mantém sempre o plano fechado em seus intérpretes. Uma reconstrução de época eficiente.

APOSTA: O Grande Gatsby

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ela

MEU VOTO: Ela

FICOU DE FORA: O Hobbit: A Desolação de Smaug | Dan Hennah, Ra Vincent e Simon Bright

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Quem acompanha o blog sabe da minha resistência à trilogia Hobbit de Peter Jackson, mas a ausência de A Desolação de Smaug na categoria é um absurdo, especialmente considerando que o trabalho aqui é muito superior àquele visto no filme anterior (indicado aqui no ano passado). A segunda aventura se destaca por trazer cenários digitais muito mais fascinantes e belos, começando pelo reino dos Elfos da floresta, até a espetacular Cidade do Lago (que surge como uma mistura de Veneza medieval com Absolutismo francês) e o confronto com o magnífico dragão Smaug em montanhas de moedas douradas. Sem falar que muitos destes cenários foram de fato construídos…

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A menos que estejamos nos referindo a uma produção pornográfica, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Os indicados são:

12 Anos de Escravidão | Patricia Norris

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A veterana Patricia Norris é a responsável pelas vestimentas dos EUA do século XIX, no drama 12 Anos de Escravidão. Não só a figurinista é eficaz ao evidenciar as óbvias diferenças sociais entre homens brancos e escravos (cujas roupas são predominantemente tecidos gastados e velhos), mas também ao separar diferentes fazendeiros. Por exemplo, o vivido por Benedict Cumberbatch é mais nobre do que a maioria de seus colegas, trajando roupas mais elegantes e bem cuidadas, diferenciando-se radicalmente daquele vivido por Michael Fassbender, cujas roupas trazem um aspecto mais desleixado e que adequam-se com sua personalidade explosiva e viciosa. Norris já foi indicada 7 vezes e nunca ganhou, acho que a hora é agora…

Costume Designers Guild – Filme de Época

O Grande Gatsby | Catherine Martin

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Ame ou odeie os filmes de Baz Luhrmann (eu estou bem aqui, no meio-termo), não como negar a beleza exótica de suas produções, em especial os figurinos concebidos por sua onipresente colaboradora (e esposa) Catherine Martin. Já tendo embarcado em períodos de época em produções como Moulin Rouge! (a virada do século XX) e Austrália (pré-Segunda Guerra), Martin embarca no sonho de todo figurinista: os ferozes anos 20. Responsável por vestimentas de centenas de figurantes, Martin mistura a pesquisa histórica do elegante período com o toque excêntrico de Luhrmann – rendendo divertidas criações. Vale apontar seu cuidado com as cores, também: Daisy, por exemplo, surje sempre em tons delicados de branco e rosa, enquanto a personagem de Myrtle (adúltera) é dominada pelo vermelho – rendendo um poderoso contraste com sua moradia cinzenta.

  • Critics Choice Awards
  • BAFTA

O Grande Mestre | William Chang

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Segunda categoria que o inédito O Grande Mestre conta na premiação, é na confecção de William Chang para um figurino que reconstitua com fidelidade o período da China na década de 30. Bem, como o filme ainda não estreou, fica difícil avaliar o trabalho de Chang (já que nem muitas imagens de divulgação consegui encontrar).

The Invisible Woman | Michael O’Connor

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E o que seria da categoria de Melhor Figurino sem um candidato centrado nas vestimentas européias do século XIX? O especialista Michael O’Connor é o responsável por vestir os personagens do inédito The Invisible Woman (ainda sem previsão de estreia no Brasil), filme dirigido por Ralph Fiennes que o coloca na pele de um apaixonado Charles Dickens, que acaba por manter uma paixão escondida no auge de sua carreira. Bem, a reconstituição de época parece acertada (Connor já levou a estatueta por um trabalho similar, em A Duquesa), mas análises mais detalhadas só são possíveis após conferir o filme.

Trapaça | Michael Wilkinson

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Anos 20 são de matar, mas não deixemos de lado a psicodélica moda dos anos 70, representada muitíssimo bem em Trapaça. Pra começar que o figurino tem um papel importante dentro da história, já que Irving Rosenfeld é dono de uma tinturaria e preenche seu guardarroupas com casacos e paletós deixados para trás. Michael Wilkinson ainda confere uma vasta variedade de vestimentas, acertando especilamente naqueles vestidos por suas atrizes: a personagem de Amy Adams surge sempre com blusas e vestidos dotados de um decote hipnotizante, enquanto a de Jennifer Lawrence tem importante ajuda dos figurinos para demarcar sua idade e persona – no caso, a de dona-de-casa.

APOSTA: 12 Anos de Escravidão

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Grande Gatsby

MEU VOTO: O Grande Gatsby

FICOU DE FORA: Jogos Vorazes: Em Chamas | Trish Summerville

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A franquia Jogos Vorazes é notória pelo visual cartunesco e bizarro de seus personagens, em um exarcebamento distópico das modas “coloridas” que antigem certos grupos sociais. No primeiro filme esse aspecto já era interessante, mas com a entrada de Trish Summerville (que trabalhou em Hollywood ao vestir os personagens de Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres) as vestimentas de Em Chamas ganham maior personalidade e apostam em estilos distintos e que conseguem até uma certa lógica; não é só colorido e espalhafatoso, Summervile consegue tecer um padrão de moda para o futuro distópico de Panem.

montagem

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

12 Anos de Escravidão | Joe Walker

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Tendo uma narrativa ambientada em 12 anos de duração, o montador Joe Walker é o responsável por manter os eventos mais relevantes (escolhidos dentro do roteiro de John Ridley) e oferecer o ritmo apropriado à trama dramática do filme de Steve McQueen. Vale apontar o uso controlado de flashbacks a respeito da vida do protagonista, especialmente em seu cotidiano e ao explicitar a forma como sua captura se deu. Estrutura narrativa à parte, Walker é eficaz também ao fornecer a intensidade necessária em determinadas sequências, ausentando cortes (McQueen gosta de longas tomadas) ou reduzindo-os ao mínimo, o que garante fluidez às cenas. Mas meu exemplo favorito aqui é um longo plano que traz Solomon de frente à câmera, em um eficiente recurso de passagem do tempo.

Capitão Phillips | Christopher Rouse

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Frequente colaborador de Paul Greengrass, Christopher Rouse mantém seu tradicional estilo (presente em todos os filmes do diretor) em Capitão Phillips: o excesso de cortes, que se manifestam quase que suavemente graças à direção marcada pela técnica “câmera na mão”. Desnecessário dizer que seja uma aliança de artíficios que consegue eficientemente criar uma áurea constante de tensão. Rouse sempre mantém o foco na trama central de Richard Phillips, evitando o excesso de cenas que revelam a intervenção dos militares no sequestro.

  • ACE Eddie Awards – Drama

Clube de Compras Dallas | Jean-Marc Vallée e Martin Pensa

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Indicado supresa da categoria, o trabalho de montagem de Clube de Compras Dallas é eficaz ao fornecer velocidade e energia às sequências de passagem do tempo. O grande destaque vai para as sequências que envolvem as viagens do protagonista para obter medicamentos ilegais, impecavelmente organizada com cortes rápidos e transições que resumem ações de dias em poucos segundos – habilidosamente entrecortando com as subtramas da nardativa. Vale apontar também o uso de legendas como “dia 1”, “dia 2” e “três meses depois” para delimitar espaços de tempo maiores. No geral, o filme tem um bom ritmo, mas poderia acabar bem antes do que realmente o faz.

Gravidade | Alfonso Cuarón e Mark Sanger

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O segredo da montagem de Gravidade é sua aparente ausência. A começar pelo magistral plano sequência de 15 minutos que abre a narrativa, onde a impressão é de que a cena foi executada sem um único corte, mas certamente houveram diversas intervenções sutis da parte de Mark Sanger e Alfonso Cuarón ali – não só por sua dificuldade, mas pela natureza técnica da produção. A curta narrativa é composta por diversos momentos assim, e é de se admirar a competência sublime da dupla ao simular o efeito de uma tomada contínua (um bom exemplo é a cena em que a câmera se aproxima da personagem de Sandra Bullock até entrar em seu capacete e oferecer um dinâmico POV, algo impossível de se realizar manualmente). Em seus cortes “convencionais”, o trabalho também é eficaz e serve para manter o ritmo – considerando também que é uma narrativa quase que em tempo real, com pouquíssimas elipses.

  • Critics Choice Awards

Trapaça | Alan Baumgarten, Jay Cassidy e Crispin Struthers

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É no mínimo curioso que a de montagem de Trapaça tenha sido lembrada, e não o de Thelma Schoonmaker em O Lobo de Wall Street. Isso porque Alan Baumgarten, Jay Cassidy e Crispin Struther devem muito ao trabalho da habitual colaboradora de Martin Scorsese, especialmente em Os Bons Companheiros e Cassino. A montagem do trio preserva a tensão e ritmo entre cada interação dos personagens, ousando mais quando aposta em algumas rápidas digressões temporais a fim de obter um certo humor negro (uma opção falha, já que oferce informações repetidas) ou apresentar os protagonistas – a transição rápida que traz uma foto de Jeremy Renner em uma festa para uma parede do FBI é inspirada. O grande mérito talvez seja quando oferece velocidade a ações efetuadas em múltiplos dias (vide os diversos flagrantes de DiMasio que são resumidos em poucos segundos).

  • ACE Eddie Awards – Musical/Comédia

APOSTA: Capitão Phillips

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Gravidade

MEU VOTO: Capitão Phillips

FICOU DE FORA: O Lobo de Wall Street | Thelma Schoonmaker

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Ah, Thelma. Inubitavelmente uma das melhores profissionais do ramo em atividade, a colaboradora onipresente de Martin Scorsese empresta novamente sua magia de montagem ao frenético O Lobo de Wall Street. E se o filme sobre a vida de Jordan Belfort frequentemente remete a Os Bons Companheiros, o trabalho de Schoonmaker é um dos principais fatores: estão lá os rápidos cortes para indicar ações, as apresentações de personagens e até alguns ocasionais saltos/regressos temporais. A montadora também é eficaz ao manter tensão durante certos diálogos ou deixar a ação fluir sem interferência perceptível. Vale apontar também o uso de colagens durante a narrativa, como comerciais de TV da época, fotos ou vídeos dentro da história. Em suas 3 horas de duração, Schoonmaker jamais deixa o ritmo morrer.

– Menção (muy) Honrosa: Rush: No Limite da Emoção

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A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhecê-lo ou transformá-lo em outras pessoas, ou até monstros. Os indicados são:

O Cavaleiro Solitário | Joel Harlow e Gloria Pasqua Casny

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Ao me dar conta da indicação de O Cavaleiro Solitário na categoria (fracasso de bilheteria e crítica, mas ainda encontrou amor na Academia), me veio à mente apenas a pintura facial de Johnny Depp como Tonto. Só depois fui ver que o personagem surge envelhecido graças a um espantoso trabalho de próteses e aplicações da equipe de maquiagem, que deixaram o ator realmente irreconhecível.

Clube de Compras Dallas | Adruitha Lee e Robin Mathews

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O menos impressionante dos trabalhos indicados (mas ainda assim, digno de reconhecimento), o que chama a atenção na maquiagem de Clube de Compras Dallas é a transformação de Jared Leto no travesti Rayon. A meu ver, o ator merece o maior mérito (já que sua assustadora perda de peso é o que torna o personagem marcante), mas a equipe de Adruitha Lee e Robin Mathews acerta ao encher seu rosto com pesada maquiagem feminina. E como a categoria é “Maquiagem & Cabelo”, destaque também para as inúmeras perucas que Leto usa durante a projeção.

Jackass Apresenta: Vovô sem Vergonha | Steve Prouty

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Quem diria que viveríamos para ver o dia em que um filme do Jackass fosse indicado a um Oscar. Não sou um grande admirador do grupo, mas admito o competente trabalho da equipe de Stephen Prouty para transformar Johnny Knoxville no idoso do título. Não assisti ao filme, mas só o resultado expressivo do Vovô sem Vergonha comprova o talento da equipe, que deixou o ator irreconhecível para as inúmeras pegadinhas que o longa apresenta.

APOSTA: Clube de Compras Dallas

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Cavaleiro Solitário

MEU VOTO: O Cavaleiro Solitário

FICOU DE FORA: A Morte do Demônio

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Se tem uma categoria que a cada ano fica mais em graça é a de maquiagem. Tragam os monstros de volta! Rick Baker, pode me ouvir? Enfim, o mais próximo que chegamos disso em 2013 (do que eu assisti, pelo menos) foi o trabalho de transformar lindas jovens como Jane Levy em horrendos e sanguinários demônios automutiladores no remake de A Morte do Demônio. São mudanças simples (como lentes de contato amarelas e próteses dentárias), mas cujo efeito em cena é impressionante; merecendo mérito também por optar por efeitos práticos a CG.

efeitosvisuais

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Além da Escuridão – Star Trek

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Com o novo Star Trek, a equipe de J.J. Abrams teve novos mundos fantásticos para dar vida e diversas cenas de ação mais elaboradas do que a do filme anterior. Vale apontar que Além da Escuridão jamais usa seus efeitos visuais de maneira excessiva, servindo sempre a um propósito narrativo e soando elegante em cena – especialmente nas cores nas sequências da Enterprise viajando em velocidade da luz. Já as cenas de ação mais elaboradas contam com uma perfeita combinação de efeitos práticos (como os atores interagindo com um set) e computação gráfica, que eleva as cenas práticas a níveis espetaculares.

O Cavaleiro Solitário

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Grande surpresa entre os indicados (e responsável por roubar a vaga de Círculo de Fogo), O Cavaleiro Solitário conta com uma série de excelentes efeitos visuais de apoio – seja em green screen ou correções digitais de cenário. O grande destaque é a espetacular sequência de ação na locomotiva, que mistura todos esses efeitos sutis em uma cena complicada e empolgante – não vi o filme, mas só esse clipe foi o suficiente para me fazer reconsiderar.

  • Visual Effects Society – Efeitos Visuais de Apoio

Gravidade

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Desde muito antes de as indicações ao Oscar serem anunciadas, um fator já era uma certeza absoluta: Gravidade seria o vencedor na categoria de Efeitos Visuais. E mesmo diante da qualidade impressionante dos outros concorrentes, a vitória do filme de Alfonso Cuarón é mais do que merecida – da mesma forma como foram Avatar e As Aventuras de Pi. Gravidade se beneficia de um pesado trabalho com green screens e novas tecnologias desenvolvidas especialmente para o filme. Com os dois atores principais atuando em meio ao nada, o resultado oferece perfeita interação entre personagens e ambientes, um visual realista e belo e a sensação de que aquilo poderia realmente ser o espaço. Merecidíssimo.

  • BAFTA
  • Critics Choice Awards
  • 6 vitórias no Visual Effects Society
  • É indicado a Melhor Filme (tem uma zica rolando desde 1978, onde a produção indicada a Melhor Filme sempre leva a estatueta de Efeitos Visuais, se indicada)

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Se o primeiro filme (assim como quase toda a trilogia do Anel) já valhiam o louvor a seus efeitos visuais graças ao Gollum de Andy Serkis, o segundo filme da trilogia O Hobbit repete a dose com o Smaug de Benedict Cumberbatch. A Weta criou aqui aquele que provavelmente é o maior e mais carismático dragão já criado nas telas de Cinema, que surge incrivelmente verossímil e carismático graças ao eficiente trabalho de computação gráfica e captura de performance. Não bastasse a magistral criatura, A Desolação de Smaug ainda se beneficia de inúmeros personagens digitais, belos cenários em green screen, a sutil tecnologia capaz de diminuir o elenco e as câmeras de mapeamento digital popularizadas com Avatar.

  • Visual Effects Society – Melhor Personagem Digital

Homem de Ferro 3

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Com a indicação de Homem de Ferro 3 aqui, já é a quarta vez que o herói de Robert Downey Jr. tem seus efeitos digitais reconhecidos. Mesmo que o filme em si seja incrivelmente decepcionante, é inegável que o trabalho da Digital Domain e Industrial Light & Magic (entre muitas outras) seja decente, especialmente na confecção das armaduras e na interação destas com o elenco. O grande destaque, porém, está na excelente cena em que o Força Aérea Um é atacado, e o vingador dourado parte para resgatar a tripulação em queda livre.

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém.

MEU VOTO: Gravidade

FICOU DE FORA: Elysium

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Eu sei, eu sei. Círculo de Fogo foi uma grande esnobada da Academia (eu podia jurar que estaria entre os indicados), tendo em vista o extraordinário trabalho de CG encarado pela Industrial Light & Magic com seus robôs e monstros gigantes. Mas se eu pudesse escolher, certamente meu voto iria iria para Elysium, que novamente comprova a habilidade do diretor Neil Blomkamp em usar efeitos visuais de forma orgânica e crua. O destaque da produção fica com a polícia andróide, em perfeita interação com elenco de carne e osso.

– Menção Honrosa: Círculo de Fogo

Por hoje é só, mas volte amanhã para a terceira parte, onde discutiremos as categorias de Sons & Músicas!

Leia também: Volume 1 – Atuações

| Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum | Saga folk dos irmãos Coen acerta em cheio

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar, Musical with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

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Oscar Isaac e seu gato sem nome

Os irmãos Joel e Ethan Coen (quem não os conhece, faz favor) costumam dizer que “já existem muitos filmes sobre o sucesso”, como a justificativa para apostarem em tantas histórias com personagens e desfechos… Pouco convencionais, sem a esperança de um final feliz. Mas os Coen não são derrotistas ferozes, nunca deixando de lado seu humor negro característico (presente até mesmo no sombrio Onde os Fracos Não Têm Vez, e a saga folk Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum revela-se mais uma eficiente adição à carreira peculiar dos dois mestres.

A trama é centrada no músico fictício Llewyn Davis (Oscar Isaac), que encontra-se em sua pior fase após o suicídio de seu parceiro. Vagando pelas ruas da Greenwhich Village dos anos 60 (ponto de partida de figuras como Bob Dylan e Dave Von Ronk, que serviu de inspiração para a criação do protagonista), acompanhamos Davis dormindo na casa de amigos e aceitando qualquer tipo de bico pela cidade a fim de receber alguns trocados e alcançar o almejado sucesso profissional.

Basicamente é isso, como o título sugere: um olhar por dentro de Llewyn Davis, sem uma trama definida especificamente. A decisão estrutural possibilita que os Coen teçam diversas situações isoladas e que surgem diferentes a seu modo, seja no completo nonsense (no melhor sentido da palavra) ao apostar no road movie com os estranhos personagens de John Goodman e Garrett Hedlund ou na subtrama que envolve o carismático gato (sem exageros, que animalzinho talentoso) encontrado pelo protagonista – que possibilita um sutil paralelo não só com o próprio Davis, mas também – vejam só – com A Odisseia de Homero e Bonequinha de Luxo. Outro elemento fundamental é a ciclicidade da narrativa, que oferece início e fim praticamente idênticos, deixando claro que a situação de Davis não só é preocupante; mas permanente.

O personagem sofre, até mesmo as paredes do corredor parecem dispostas a achatá-lo (excepcional decisão do designer de produção Jess Gonchor) e a fotografia sobrenatural de Bruno Delbonnel nos situa em mundo frio, dominado por tons cinzas e paletas de cor frias – além de seu toque característico que é favorecido pelo uso da escuridão de bares ou uma onírica rodovia. Ainda assim, é impossível não se divertir com Inside Llewyn Davis. Não só pelas figuras excêntricas descritas acima, mas também pelas canções produzidas originalmente por T-Bone Burrett para o longa. Vale apontar as performances de “Hang Me, Oh Hang Me”, “The Death of Queen Jane” e o uso genial de “Fare Thee Well” para a sequência que apresenta o cotidiano de Llewyn. Seria uma heresia deixar de citar a divertidíssima “Please Mr. Kennedy”, canção com uma letra hilária que traz as vozes de Oscar Isaac, Justin Timberlake e Adam Driver (da série Girls).

Servindo como um curioso estudo de personagem que leva seu objeto do nada ao nada, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum é uma experiência única, proporcionada por duas das maiores mentes do cinema contemporâneo. Seja em sua maestria técnica, narrativa ou em sua vibrante trilha sonora folk, o filme é tragicômico no melhor sentido da palavra. E sua ausência em grandes categorias do Oscar é crueldade.

Obs: reparem na “participação especial” que se destaca nos últimos momentos do filme…

Obs II: Quando a tradução é ruim eu detono, mas preciso reconhecer quando as distribuidoras fazem um bom trabalho. O subtítulo do filme é acertadíssimo, parabéns.

OSCAR 2014: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

oscar

Confira AGORA os indicados ao Oscar 2014!

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Clube de Compras Dallas

Ela

Gravidade

O Lobo de Wall Street

Nebraska

Philomena

Trapaça

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuarón | Gravidade

Steve McQueen | 12 Anos de Escravidão

Alexander Payne | Nebraska

David O. Russell | Trapaça

Martin Scorsese | O Lobo de Wall Street

MELHOR ATOR

Christian Bale | Trapaça

Bruce Dern | Nebraska

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

Chiwetel Ejifor | 12 Anos de Escravidão

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ

Amy Adams | Trapaça

Cate Blanchett | Blue Jasmine

Sandra Bullock | Gravidade

Judi Dench | Philomena

Meryl Streep | Álbum de Família

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Bradley Cooper | Trapaça

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

Jonah Hill | O Lobo de Wall Street

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Sally Hawkins | Blue Jasmine

Jennifer Lawrence | Trapaça

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Julia Roberts | Álbum de Família

June Squibb | Nebraska

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Blue Jasmine

Clube de Compras Dallas

Ela

Nebraska

Trapaça

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão

Antes da Meia-Noite

Capitão Phillips

O Lobo de Wall Street

Philomena

MELHOR ANIMAÇÃO

Os Croods

Ernest & Clementine

Frozen – Uma Aventura Congelante

Meu Malvado Favorito 2

Vidas ao Vento

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Alabama Monroe

A Caça

A Grande Beleza

A Imagem que Falta

Omar

MELHOR FOTOGRAFIA

The Grandmaster

Gravidade

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Nebraska

Os Suspeitos

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

12 Anos de Escravidão

Ela

O Grande Gatsby

Gravidade

Trapaça

MELHOR FIGURINO

12 Anos de Escravidão

O Grande Gatsby

The Grandmaster

The Invisible Woman

Trapaça

MELHOR MONTAGEM

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Clube de Compras Dallas

Gravidade

Trapaça

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Cavaleiro Solitário

Clube de Compras Dallas

Vovô sem Vergonha

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Além da Escuridão – Star Trek

O Cavaleiro Solitário

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Homem de Ferro 3

Gravidade

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Até o Fim

Capitão Phillips

O Grande Herói

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Capitão Phillips

Gravidade

O Grande Herói

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

MELHOR TRILHA SONORA

Ela

Gravidade

A Menina que Roubava Livros

Philomena

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Alone, Yet not Alone” | Alone, Yet not Alone

“Happy” | Meu Malvado Favorito 2

“Let it Go” | Frozen: Uma Aventura Congelante

“The Moon Song” | Ela

“Ordinary Love” | Mandela

MELHOR DOCUMENTÁRIO

20 Feet from Stardom

The Act of Killing

Cutie and the Boxer

Dirty Wars

The Square

MELHOR CURTA-METRAGEM

Aquel No Era Yo (That Wasn’t Me)

Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything)

Helium

Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)

The Voorman Problem

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feral

Get a Horse!

Mr. Hublot

Possessions

Room on the Broom

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

CaveDigger

Facing Fear

Karama has no Walls

The Lady in Number 6: Music Saved My Life

Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

A 86ª cerimônia dos Academy Awards acontece em 2 de Março. Aguardem, o especial gigante de 4 partes já está em produção…

MOTION PICTURE SOUND EDITORS 2014: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Mixagem de Som e Edição de Som são áreas bem distintas. Quem lança seus indicados hoje é o Motion Picture Sound Editors, responsável pela edição. Confira:

MELHORES EFEITOS SONOROS E FOLEY EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

Até o Fim

Capitão Phillips

O Grande Herói

Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Homem de Ferro 3

Velozes e Furiosos 6

MELHOR DIÁLOGO E ADR EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

Álbum de Família

Capitão Phillips

Ela

O Grande Herói

Gravidade

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Trapaça

MELHOR EDIÇÃO DE MÚSICA EM LONGA-METRAGEM

12 Anos de Escravidão

47 Ronins

O Grande Gatsby

Gravidade

Guerra Mundial Z

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Trapaça

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Aviões

Os Croods

Ernest & Celestine

Frozen: Uma Aventura Congelante

O Reino Escondido

Tá Chovendo Hambúrguer 2

Universidade Monstros

MELHOR EDIÇÃO DE MÚSICA EM LONGA-METRAGEM MUSICAL

Frozen: Uma Aventura Congelante

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Justin Bieber’s Believe

Metallica Through the Never

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO

Azul é a Cor Mais Quente

The Grandmaster

O Passado

O Sonho de Wadjda

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM DOCUMENTÁRIO (LÍNGUA ESTRANGEIRA)

1

20 Feet from Stardom

CinemAbility

Dirty Wars

Good Ol’ Freda

Muscle Shoals

Rising from Ashes

Sound City

Novamente sou forçado a questionar: Onde diabos está Rush?

Os vencedores serão anunciados em 16 de Fevereiro.

CINEMA AUDIO SOCIETY 2014: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , on 14 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Agora é a vez do sindicato de Mixagem de Som, o Cinema Audio Society, soltar seus favoritos do ano. Confira:

LONGA-METRAGEM

Capitão Phillips

O Grande Herói

Gravidade

Homem de Ferro 3

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Os Croods

Frozen: Uma Aventura Congelante

Meu Malvado Favorito 2

Universidade Monstros

Os vencedores serão divulgados em 22 de Fevereiro.