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| Sin City: A Dama Fatal | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Essa mulher é de morrer: Eva Green como a Dama Fatal do título

Quando assisti a Sin City: A Cidade do Pecado pela primeira vez, em uma reprise do filme de 2005 na televisão, sabia que estava diante de algo único. A técnica utilizada por Robert Rodriguez para adaptar a graphic novel homônima de Frank Miller foi impressionante, chegando até a ganhar um prêmio especial no Festival de Cannes pelo feito visual. Agora, nove anos depois, batata quente esfria e Sin City: A Dama Fatal não empolga como o primeiro, ainda que traga seus méritos.

Como no filme de 2005, a narrativa consiste em múltiplas histórias. A principal delas é centrada em Dwight McCarthy (Josh Brolin), um fotógrafo que volta a cair nas garras de sua manipuladora ex-namorada, Ava Lord (Eva Green). Temos também uma curta, “Just Another Saturday Night”, que traz Marv (Mickey Rourke) lembrando-se dos eventos de uma noite violenta e duas histórias criadas especialmente para o filme: “The Long Bad Night” traz o aventureiro jogador de pôquer Johnny (Joseph Gordon Levitt), que desafia o notório senador Roark (Powers Boothe) para uma partida mortal, enquanto “Nancy’s Last Dance” traz a dançarina Nancy Callahan (Jessica Alba) buscando vingança pela morte de seu amado Hartigan (Bruce Willis).

O tempo foi um dos grandes inimigos de A Dama Fatal. A continuação aconteceu tarde demais para acompanhar o embalo do primeiro filme, e cedo demais se procurava usar a nostalgia a seu favor. O frescor do original não se manifesta com tanta intensidade aqui, tendo apenas alguns bons efeitos que o 3D é pontualmente capaz de oferecer e o visual, ainda que permaneça belo como há 9 anos atrás, não procura se inovar. Mas tudo bem, eu realmente não esperava que Rodriguez mudasse o look do filme; se fosse mais do mesmo, que ao menos fosse bom. E aqui e ali, o diretor ainda é capaz de impressionar ao trazer os maneirismos visuais cartunescos noir que funcionaram tão bem no primeiro. Especialmente em torno da Ava Lord de Eva Green, que Rodriguez sempre fotografa como uma mulher perigosíssima, quase transformando-a em um animal selvagem, um predador – e a decisão de preservar o verde de seus olhos em meio ao preto e branco, é impactante.

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Joseph Gordon Levitt é um destaque entre as novas adições

Frank Miller é o problema. Ainda que um genial autor de quadrinhos, todos podemos concordar que a experiência de Miller com o cinema não é lá das mais inspiradoras (preciso mesmo trazer The Spirit –  O Filme à mesa?), e seu crédito de co-diretor é atribuído principalmente porque Rodriguez utiliza as HQs de Sin City como guia definitivo. Responsável pelo roteiro das quatro histórias, merece aplausos por aquela que é definitivamente a melhor e mais complexa trama do filme, A Dama Fatal, mas mostra-se simplesmente incapaz de preencher as três histórias restantes com conteúdo o suficiente. São rápidas, vazias e empalidecem diante da trama central, e pior: acabam ficando repetitivas em estrutura. A invasão de Nancy e Marv à mansão de Roark em “Nancy’s Last Dance” é praticamente uma cópia daquela vista em “A Dama Fatal”, o que acaba tornando a ação e os múltiplos desmembramentos genéricos e até entediantes.

Ao menos o elenco consegue ser preservado. Disparado, Eva Green consegue roubar mais um projeto (ela é a única coisa que presta em 300: A Ascensão do Império), seja por sua performance marcada por momentos ambíguos, misteriosos ou por sua figura absolutamente hipnotizante. Jessica Alba também ganha muito mais o que fazer do que meramente dançar aqui, e sua personagem tem um dos arcos mais interessantes. Josh Brolin agrada com sua competente versão de Dwight, criando um retrato próprio ao mesmo tempo em que respeita a performance de Clive Owen no original. Como protagoniza a menos envolvente das histórias, fica nas mãos de Joseph Gordon Levitt sustentá-la toda com seu carisma, algo que o ator é capaz de fazer muitíssimo bem. E preciso ao menos mencionar a curta participação de Christopher Lloyd, que surge com um personagem divertidíssimo.

Efetivamente, Sin City: A Dama Fatal consegue preservar o tom noir e divertido do primeiro filme, ainda que não traga material bom o suficiente para sustentar os rápidos 102 minutos. Mas olha, Eva Green vem realmente provando que é uma mulher pelo qual se mataria.

Obs: Robert Rodriguez e Frank Miller têm duas participações especiais no filme. Fique de olho.

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Primeiro trailer de SIN CITY: A DAMA FATAL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 6 de março de 2014 by Lucas Nascimento

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Finalmente. 9 anos após o primeiro filme, e dois adiamentos depois, e finalmente podemos dar uma olhada nas primeiras imagens de Sin City: A Dama Fatal, que traz mais uma coletânea de histórias noir ultraviolentas pelas mãos de Robert Rodriguez e Frank Miller. Sem mais delongas, confira o primeiro trailer:

O novo filme traz histórias inéditas, mas promete adaptar a famosa HQ que dá nome ao filme, com Eva Green no papel-título. O elenco ainda conta com Josh Brolin, Joseph Gordon-Levitt, Jessica Alba, Mickey Rourke, Bruce Willis e Ray Liotta.

Sin City: A Dama Fatal estreia em 25 de Setembro.

| Moonrise Kingdom | Wes Anderson e a ingênua perda da inocência

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , on 12 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento


Um Sonho de Liberdade: Na esperta referência, Edward Norton e seus escoteiros descobrem o sumiço de Sam

Nunca havia assistido a um filme de Wes Anderson antes deste Moonrise Kingdom. E só pela experiência deste longa sem título nacional, é possível notar no estilo único que o cineasta apresenta, como uma abordagem que beira o cartunesco em alguns momentos e  chama a atenção por sua bizarrice. Choque pela estética do diretor à parte, seu belo novo filme conseguiu surpreender a este que vos escreve.

A trama é ambientada em uma ilha da Nova Inglaterra em 1965, onde um jovem casal resolve fugir de suas famílias e abandonar as vidas infelizes que suportam. Em uma jornada por bosques e ilhas, eles descobrirão o amor verdadeiro.

Moonrise Kingdom não é um filme fácil de se vender. Levando em consideração a breve sinopse no parágrafo acima, não é de esperar grande (ou nova) coisa de tal premissa – afinal, já acompanhamos esse tipo de história incontáveis vezes. O diferencial é realmente o trabalho de Wes Anderson atrás das câmeras. Dotado de uma meticulosa estética visual, o diretor estabelece uma série de características que ajudam a tornar a trama interessante: longos travellings que apresentam os personagens, planos-detalhes que servem como sutil fonte de humor (reparem naquele que traz Bill Murray sentado à uma árvore) e outras gags com função dinamista – como a divertidíssima leitura de cartas.

É também de se observar as cores fortes que a fotografia de Robert D. Yeoman traz em grande parte da projeção. Dominada por tons ensolarados e suaves, a paleta confere verossimilhança ao universo criado a partir do roteiro de Roman Coppola e do próprio Anderson – repleto de casinhas com formas e cores bem definidas- e é justamente por estabelecer uma aura semi-infantil ao projeto que uma chocante concessão surge quando nos deparamos com um cão morto à flechadas, a chegada de uma assistente social (onde o tom quente é substituído por um mais azul mais frio) ou uma sequência consideravelmente forte envolvendo o casal protagonista.

O que nos leva ao principal tema abordado pelo longa: a perda da inocência. Sam e Suzy (os ótimos Jared Gilman e Kara Hayward, respectivamente) são duas crianças problemáticas nos quesitos de família e amizades e, envoltos em uma paixão inusitada, resolvem fugir, se esconder em uma floresta e se casar. Tudo isso, e ambos têm pouco mais de uma década de vida. Não é difícil encontrar as insinuações de descobrimento sexual aqui (Sam fura a orelha de Suzy com um anzol, e esta pede que faça o mesmo com a outra), mas essas são novamente bem camufladas pela direção de Anderson. Outro belo exemplo é o retrato do adultério, simbolizado aqui na forma de um cigarro.

Trazendo um impecável elenco cheio de rostos conhecidos (dentre os quais, Edward Norton e Bruce Willis se destacam), Moonrise Kingdom oferece uma bela reflexão e uma experiência única e difícil de se rotular. Humor e drama se misturam em uma narrativa dinâmica e fora do comum, características que devem se aplicar a todos os trabalhos de Wes Anderson.

Bem, ele acaba de ganhar mais um admirador de seu trabalho.

| Looper: Assassinos do Futuro | Só não precisava enfiar telecinese no meio

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2012, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , on 29 de setembro de 2012 by Lucas Nascimento

Encarando o passado: Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt se encontram

“Essa coisa de viagem no tempo vai fritar seu cérebro que nem ovos”, adverte o personagem Abe (Jeff Daniels) em um dos momentos de Looper: Assassinos do Futuro. Quando bem utilizado e compreendido, tal conceito realmente pode intrigar espectadores e surpreendê-los com seus extremos rumos. Escrito e dirigido por Rian Johnson, Looper é um dos melhores exemplares do gênero a sair nos últimos anos.

A trama é ambientada em uma sociedade onde a viagem no tempo só é utilizada por corporações criminosas, quando estas desejam eliminar vítimas, enviando-as 30 anos para o passado (onde é mais fácil “livrar-se de vestígios”) para que sejam executadas por um matador Looper. A situação complica-se quando o looper Joe (Joseph Gordon-Levitt) recebe um alvo inusitado: ele mesmo, que traz uma importante missão do futuro. Paro por aqui para não entregar mais detalhes.

Encontrar uma ideia original dessas é muito raro. Mais improvável ainda é vê-la funcionando, mas o pouco conhecido Rian Johnson (além deste novo filme, seu currículo no cinema traz A Ponta de um Crime e Vigaristas) faz um trabalho espetacular por trás das câmeras. Sua mise em scéne é inteligente e engenhosa e usufrua de recursos visuais cada vez menos presentes no Cinema blockbuster; reparem nos indícios sutis que comprovam a identidade do vilão Rainmaker: temos uma máquina de irrigação molhando uma plantação ou o quadro que traz uma colheita com nuvens carregadas no céu durante a cena do interrogatório com Sara (Emily Blunt). Outro bela observação é o movimento sutil que a personagem de Blunt faz na dobra de seu vestido, deixando bem clara suas intenções.

Tais detalhes comprovam a competência de Johnson como diretor – que apresenta também uma excelente mão para a ação – função que desempenha melhor do que como roteirista. A premissa e todo o estudo em cima do protagonista Joe funcionam com eficiência, mas ainda não vejo sentido na presença da telecinese na trama. Aprecio o senso de decepção quanto a seu surgimento (“Quando a telecinese surgiu, todos acharam que teríamos super-heróis, mas acabamos com idiotas que levitam moedas”), mas este surge apenas como um “extra”, sem trazer um valor narrativo importante.


Metamorfose: Joseph Gordon Levitt durante o processo de maquiagem

Com o rosto modificado para assemelhar-se a um jovem Bruce Willis, Joseph Gordon-Levitt continua se firmando como um dos melhores e mais carismáticos atores da atualidade. Mesmo que a maquiagem estranhe em diversos momentos, a performance de Levitt nos faz acreditar que este é Willis 30 anos mais novo (reparem no tom com que ele pronuncia “Não vai atirar no outro pé, Kid”) ao mesmo tempo em que não se limita a copiar a performance do colega. E mesmo que apresente um papel coadjuvante, Bruce Willis se sai melhor do que o costume, conseguindo equilibrar o drama de seu personagem com seu invejável talento de protagonizar cenas de ação. Pra fechar, Emily Blunt faz muito mais do que ser apenas “a mulher do filme de ação” e sua força é evidenciada logo durante sua primeira aparição, quando surge cortando lenha.

Tecnicamente satisfatório e surpreendente em suas decisões, Looper: Assassinos do Futuro é uma grande surpresa em um ano que carece de ideias originais. Explora ao extremo o conceito de viagem no tempo e promete consolidar a carreira de Rian Johnson, um nome que promete trazer boas contribuições à Sétima Arte. E o Cinema anda precisando de profissionais assim…

Globo de Ouro 2011 – Transmissão ao Vivo

Posted in Prêmios, Transmissão ao Vivo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Vamos nessa, acompanhe aqui a transmissão ao vivo do Globo de Ouro 2011:

23:01h – Cheguei em cima da hora. Ricky Gervais apresentando a festa de novo e cheio das piadas; o cara é demais.

23:03h – Mais uma vez: Ricky Gervais é demais; sacaneando Charlie Sheen e Sex and the City.

23:05h – E vem aí a linda Scarlett Johanssom para apresentar Melhor Ator Coadjuvante. Christian Bale deve levar essa fácil.

23:06h – Aí está: Christian Bale ganha Melhor Ator Coadjuvante, por O Vencedor.

23:08h –  Que barba não, sr. Wayne?

23:10h – Não vejo muitas séries de TV, mas vem aí Melhor Série de TV Dramática.

23:12h – E ganha Kate Sagal, por Sons of Anarchy. Desconheço a série, mas lembro da atriz pelo ótimo Married with Children.

23:13h –  Intervalo comercial, bom pra respirar. Blogar, twittar e assistir ao evento ao mesmo tempo não é fácil…

23:16h –  E voltamos, com Juliane Moore e Kevin Spacey, apresentando Melhor Minissérie ou Telefilme.

23:18h – Ganha Carlos, que tem quase 6 horas de duração e foi exibido no Festival do Rio ano passado.

23:19h – Estou pensando em ver esse Carlos, a repercussão crítica foi muito boa…

23:21h – E vem aí “o pai do Ashton Kutcher”, Bruce Willis para apresentar seu filme, RED – Aposentados e Perigosos.

23:22h – Não assisti RED, mas acho que Kick-Ass ou Scott Pilgrim deveria levar ter levado a indicação.

23:23h –  Agora, Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie.

23:24h – Chris Collfer, por Glee.

23:26h –  Intervalo comercial.

23:30h – Voltou o Globo de Ouro.

23:31h –  Digo mais uma vez: Alice não merecia essa indicação.

23:33h – Vem aí Milla Jovovich e Kevin Bacon para apresentar Melhor Ator em Série Dramática. Assisti só o piloto do Boardwalk Empire, mas acho que Steve Buscemi merece.

23:35h – Boa! Steve Buscemi leva Melhor Ator em Série Dramática, por Boardwalk Empire.

23:37h – Agora, o de Melhor Série Dramática.

23:38h –  E ganhou Boardwalk Empire. Acho que é merecido, mas queria que o The Walking Dead ganhasse.

23:40h –  E mais intervalos comerciais, perfeito pra descansar.

23:43h –  Voltamos, com Andrew Garfield apresentando A Rede Social, grande favorito da noite.

23:45h – Alec Baldwin e Jennifer Lopez (lindíssima) apresentando Canção Original. Sinceramente, não ouvi nenhuma dos indicados.

23:47h –  E leva “You Haven’t seen the last of me”, da Cher do filme Burlesque.

23:48h –  Agora, Trilha Sonora! Torço furiosamente por A Origem que é sensacional.

23:50h –  E Trent Reznor e Atticus Ross ganham por A Rede Social. A trilha é ótima, mas Hans Zimmer é superior.

23:51h – Mais intervalos comerciais.

23:53h – A Origem infelizmente não vai levar nada… Injusto.

23:55h –  E a transmissão continua!

23:56h – Hailee Steinfeld e o babaca Justin Bieber apresentam Melhor Filme de Animação. Obviamente, Toy Story 3 vai levar.

23:57h – Toy Story 3 ganha merecidamente. Ótima animação, Pixar é imbatível.

23:59h – Robert Downey Jr. arrasando no palco.

00:02h –  Agora Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical. É da Annette Bening, certeza.

00:03h –  Annette Bening ganha, por Minhas Mães e Meu Pai.

 00:o5h – Preciso ver esse filme né…

00:06h – Brake!

00:09h – Voltamos!

00:10h – Ironicamente, Sylvester Stallone apresenta O Vencedor.

00:11h – Agora, Melhor  Ator em Telefilme ou Minissérie. Al Pacino, claro né?

00:12h – Al Pacino, por You Don’t Know Jack.

00:15h – Agora, Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie.

00:16h – Claire Danes, por Temple Gardin.

00:18h – Mais intervalos.

00:23h – De volta!

00:24h –  Zac Efron apresenta Minhas Mães e Meu Pai.

00:26h –  Steve Carrell e Tina Fey vão apresentar Melhor Roteiro. A Rede Social vai levar, com certeza. O texto do Aaron Sorkin é impecável.

00:27h – A Rede Social ganha Melhor Roteiro.

00:28h – A Rede Social de fato merece esse prêmio.

00:30h – Capitão America e Thor apresentam Melhor Atriz em Série, Minissérie e Telefilme. Jane Lynch ganhou, por Glee.

oo:31h – Mais intervalos comerciais.

00:35h – E voltamos mais uma vez! Agora teremos mais categorias de cinema, que é o foco do blog, afinal…

00:36h –  Robert Pattinson e Olivia Wilde apresentam Melhor Filme Estrangeiro.

00:37h – In a Better World ganha Melhor Filme Estrangeiro. Não conheço, realmente preciso ver mais filmes europeus…

00:39h – Helen Mirren apresenta O Discurso do Rei. Irônico (mais uma vez), já que ela interpretou a Rainha Elizabeth em A Rainha. Ganhou o Oscar, aliás.

00:40h – Agora, Melhor Atriz em Série de Comédia. Será que a Tina Fey ganha de novo?

00:42h – Laura Liney, por The Big C. A série parece boa, estou pensando em assistir… Ah, intervalos!

00:46h – De volta. Com Jane Fonda apresentando Burlesque. Passo longe desse aí…

00:47h – Agora, Melhor Ator em Série de Tv de Comédia. Alec Baldwin vai ganhar de novo? Ou o cara do Glee?

00:49h – Opa, Jim Parsons ganha MERECIDAMENTE pelo seu sensacional trabalho em The Big Bang Theory.

00:50h – Agora, Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema. Melissa Leo, acho…

00:51h –  Melissa Leo, por O Vencedor.

00:53h – Brake mais uma vez!

00:58h – Voltamos. Com Matt Damon entregando Prêmio Especial para Robert DeNiro.

01:00h – Robert DeNiro se destaca em O Poderoso Chefão 2 e Taxi Driver. Grandes filmes…

01:04h – Essa homenagem ao DeNiro foi espetacular. O cara é foda.

01:08h – Mais um intervalo comercial.

01:13h – Estamos de volta… A linda Megan Fox vai apresentar O Turista.

01:14h – Annette Bening apresentando Melhor Diretor. Fincher ganha, mas Nolan merecia DEMAIS!

01:15h –  David Fincher ganha Melhor Diretor, por A Rede Social.

01:16h – Um diretor excepcional que nem o Christopher Nolan ainda vai ganhar o seu… Muito em breve.

01:18h –  Agora, Melhor Série de Comédia. Glee, certo?

01:19h –  Isso aí, Glee ganha Melhor Série de Comédia.

01:20h – Brake time!

01:23h – Voltamos, com Alicia Keys apresentando Cisne Negro.

01:25h – Halle Berry apresentando Melhor Ator em Comédia ou Musical. Johnny Depp ou Jonnhy Depp?

01:26h –  Ufa, nenhum dos dois: Paul Giamatti, por Barney’s Version.

01:28h – Mais um intervalo. Isso mesmo, MAIS um.

01:32h – Voltamos com Joseph Gordon Levitt apresentando o melhor filme de 2010: A Origem.

01:33h – O boa-praça Jeff Bridges apresenta Melhor Atriz em Filme de Drama. Vai Portman!

01:34h –  YES! Natalie Portman ganha Melhor Atriz em Drama, por Cisne Negro.

01:38h – Com muito sarcasmo, Ricky Gervais recebe Tom Hanks e Tim Allen, que apresentarão Melhor Filme de Comédia ou Musical.

01:40h – E O vencedor é… Minhas Mães e Meu Pai.

01:42h – Faltando apenas 2 categorias, intervalos comerciais.

01:46h – Voltamos, Sandra Bullock vai apresentar Melhor Ator em Filme de Drama. Colin Firth, óbvio.

01:47h – Aí está: Colin Firth ganha, por O Discurso do Rei.

01:50h –  Só falta UMA categoria e colocam intervalo comercial? Tudo bem que está bem na cara, mas…

01:54h – Voltamos, com Michael Douglas (que venceu o câncer) apresenta Melhor Filme de Drama. A Rede Social né…

01:56h – Melhor Filme de Drama, A Rede Social.

01:58h – Bem, chegamos ao fim. A Rede Social levou quase tudo e promete ser o grande filme do Oscar 2011, apesar de A Origem ser superior, mais ousado e original. David Fincher merece o prêmio pelo ótimo filme que dirigiu, mas também pela sua carreira impecável (exclua Alien 3) e tenho certeza de que Christopher Nolan ainda vai ganhar seus merecidos prêmios – já deu pra perceber que sou fã do sujeito…

02:00h – Ainda não vi O Discurso do Rei, Cisne Negro e o Vencedor, mas aposto na qualidade de suas performances. Resta aguardar pelos próximos prêmios.

Agradeço a todos que acompanharam a transmissão aqui no blog e, aguardem, porque no Oscar vou fazer a mesma coisa. Até mais e boa-noite…

| Os Mercenários | Precisava mesmo de tanto sangue digital?

Posted in Ação, Críticas de 2010, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , on 8 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

A promessa de Os Mercenários era entregar um filme de ação old school, à moda dos “clássicos” dos anos 80, onde as cenas de ação são a única coisa que importa, com astros do gênero da atualidade. Stallone lidera o grupo de valentões em uma trama simples e medíocre e também dirige o longa; talvez o erro esteja por aí.

Não sei vocês, mas no meu conceito, uma boa cena de ação é aquela em que você consegue entender o que está acontecendo, tenha uma trilha sonora empolgante e, claro, o espectador se importe com os personagens. O roteiro do filme até consegue arrancar uma ou duas boas tiradas ou frases de efeito, mas falha miseravelmente na tentativa de conseguir afeto com algum deles, claro isso é um filme de ação, mas convenhamos, se você não gosta dos personagens, as cenas de adrenalina são irrelevantes.

E mesmo que as sequências de perseguições, tiroteios ou lutas não se importem com os personagens, elas poderiam no mínimo ser bem feitas; a montagem rápida e a câmera inquieta simplesmente não funciona com esse tipo de cena e os efeitos visuais são usados de maneira exagerada e tosca (sem comentários à cena em que um personagem é incinerado), destruindo o “espírito dos 80”.

É exigir demais boas atuações nesse tipo de filme, mas elas estão presentes, de certa forma. Stallone faz o típico valentão, só que com carisma e seu entrosamento com Jason Statham é divertido. Os outros astros são meros figurantes, mas o encontro de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger é muito engraçado e Mickey Rourke faz sozinho valer o ingresso na pele tatuada de Tool, antigo mercenário com muitas mágoas do passado – um de seus monólgos sobre o passado é sensacional, por mostrar como a vida de assassino o afetou – e muito bom humor.

Divertido e bem-humorado em alguns bons diálogos, mas completamente imcompreendível nas medianas cenas de ação, Os Mercenários pode vangloriar-se por ter um excelente elenco de pancadaria, mas seu objetivo de alcançar o espírito de uma aventura oitentisa é fracassado. Mas convenhamos, precisava de tanto sangue digital? Isso não é anos 80, naquela época se usavam galões de sangue falso. Isso sim, é cinema de ação.