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2014: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

2014_melhores

Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2014, mas atenção aos critérios abaixo

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2013 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Whiplash, Birdman, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

FILME: TOP 10

10. O Predestinado

4.5

11

“O Predestinado é um filme absolutamente envolvente e intrigante, se o espectador se deixar levar por sua narrativa sintuosa e um protagonista não muito confiante. Certamente um dos exemplares de viagem no tempo mais eficientes dos últimos anos. Imperdível.”

9. 12 Anos de Escravidão

4.5

9

“Excepcional também em seus valores de produção, 12 Anos de Escravidão é uma experiência difícil e pesada. Corajosamente pega um dos gêneros mais delicados do cinema norte-americano e oferece um tratamento visceral e que certamente será lembrado por anos, não só por sua brutalidade, mas também pela força de seu impecável protagonista e o emocionante desfecho de sua dura jornada.”

8. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum

4.5

8

“Servindo como um curioso estudo de personagem que leva seu objeto do nada ao nada, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum é uma experiência única, proporcionada por duas das maiores mentes do cinema contemporâneo. Seja em sua maestria técnica, narrativa ou em sua vibrante trilha sonora folk, o filme é tragicômico no melhor sentido da palavra. E sua ausência em grandes categorias do Oscar é crueldade.”

7. Amantes Eternos

4.5

7

“Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.”

6. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

4.5

6

“Dado o tamanho da aposta, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido era um filme que poderia ter dado perigosamente errado. Felizmente, isso foi em alguma realidade alternativa obscura, já que o retorno de Bryan Singer à franquia é eficiente, divertido e mesmo que não seja o melhor filme desta, certamente é o maior. E o melhor de tudo é perceber como sua conclusão oferece aos produtores novos rumos para essa franquia tão admirável.”

5. Boyhood: Da Infância à Juventude

4.5

 

5

“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano. É um filme sem igual.”

4. O Grande Hotel Budapeste

5.0

4

O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte. Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

3. Interestelar

5.0

3

Interestelar vai variar muito de uma pessoa a outra. A recepção crítica revela que uns amaram, outros detestaram e alguns simplesmente não viram nada demais. Aposto que já deixei claro minha posição diante do filme, que considero uma das experiências cinematográficas supremas de 2014, capaz de me fazer esquecer seus pequenos erros. Mas mesmo que eu tivesse odiado o filme, reconheceria a mera decisão de Christopher Nolan em experimentar algo tão ousado, e incomum no gênero blockbuster atual.”

2. O Lobo de Wall Street

5.0

2

“Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese.”

1. Garota Exemplar

5.0

1

Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

Veja aqui TODAS as críticas do ano.

DIRETOR DO ANO

Christopher Nolan | Interestelar

diretor

Ok, sei muito bem que essa é uma decisão polêmica. Aposto também que muitos viram me chamar de “nolete” ou algum outro termo estúpido, mas o que posso fazer? Mesmo que não o melhor o filme, Interestelar foi inquestionavelmente a melhor experiência cinematográfica que tive este ano, e muito disso se deve à direção de Christopher Nolan. Rodou cenas lindíssimas em IMAX na Islândia, pagou as homenagens à 2001: Uma Odisseia no Espaço com cenas que apostam no silêncio do espaço e os mecanismos espaciais, e acertou a mão nas cenas mais emocionais – até então, algo raro em sua carreira predominantemente racional.

David Fincher | Garota Exemplar

Martin Scorsese | O Lobo de Wall Street

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

Fernando Coimbra | O Lobo Atrás da Porta

ATOR DO ANO

Jake Gyllenhaal | O Abutre

ator

Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre.

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

Matthew McConaughey | Interestelar

Ralph Fiennes | O Grande Hotel Budapeste

Joaquin Phoenix | Ela

ATRIZ DO ANO

Rosamund Pike | Garota Exemplar

atriz

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção.

Sarah Snook | O Predestinado

Leandra Leal | O Lobo Atrás da Porta

Marion Cottilard | Era Uma Vez em Nova York

Tilda Swinton | Amantes Eternos

ATOR COADJUVANTE

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

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Sem dúvida um dos melhores atores da nova geração, Michael Fassbender recebeu sua primeira indicação ao Oscar só este ano, com 12 Anos de Escravidão. É seu papel mais sombrio, assumindo a pele de um cruel fazendeiro que não vê limites em como trata seus escravos, seja pela violência ou pelo estranho afeto mantido com a personagem de Lupita Nyong’o. Fassbender está intenso e perturbador, um dos grandes vilões do ano.

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

Bradley Cooper | Trapaça

Matt Damon | Interestelar

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

ATRIZ-COADJ

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

Mackenzie Foy | Interestelar

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Uma Thurman | Ninfomaníaca – Volume 1

Eva Green | Sin City: A Dama Fatal

ROTEIRO ADAPTADO

O Lobo de Wall Street | Terence Winter

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Tem que ser bom pra entregar um roteiro como o de O Lobo de Wall Street. Não só pela temática que envolve Economia, Bolsa de Valores e Wall Street, mas pela quantidade de eventos que passam pela vida do protagonista Jordan Belfort. Terence Winter acerta em cheio ao elaborar diálogos inteligentes, dosar muito (muito) humor negro e simplesmente assumir que o espectador não precisa entender os conceitos técnicos – as quebras da quarta parede e a dinâmica narração de Belfort são essenciais para o sucesso do longa. Impecável.

Garota Exemplar | Gillian Flynn

O Predestinado | Michael Spierig e Peter Spierig

Planeta dos Macacos – O Confronto | Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver

12 Anos de Escravidão | John Ridley

ROTEIRO ORIGINAL

Amantes Eternos | Jim Jarmusch

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Meio que “atrasado” em sua versão para o mito do vampiro (que agora já nem mais está tão em alta), Jim Jarmusch faz valer a espera com seu inebriante Amantes Eternos. O roteiro conta uma história simples, mas rica na composição de seus ilustres personagens, criaturas imortais que parecem ter atingido o ápice da evolução e agora apenas podem sentir remorso e depressão em relação a seus companheiros humanos. Desde a relação dos protagonistas, a influência da música, os elaborados roubos de sangue e a sensação de um mundo desolado, é um grande acerto para Jarmusch.

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

Relatos Selvagens | Damián Szifrón

O Lobo Atrás da Porta | Fernando Coimbra

O Abutre | Dan Gilroy

FOTOGRAFIA

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Bruno Delbonnel

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Desde a primeira vez em que vi um dos primeiros trailers de Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, me apaixonei pelo trabalho de Bruno Delbonnel. Assistindo ao filme, percebe-se como suas luzes e filtros de luz ajudam a nos envolver nesse cenário frio, sombrio e incômodo que é o da música folk dos anos 60, sendo demarcado por sombras e um predominante tom de cinza. Belíssima e atmosférica.

Interestelar | Hoyte Van Hoytema

O Homem Duplicado | Nicolas Bolduc

Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

Noé | Matthew Libatique

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen

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Sem mais, Wes Anderson é o mestre do departamento de design de produção e direção de arte. O setor é praticamente um personagem em seus filmes, e não é diferente com aquele que considero sua obra-prima, O Grande Hotel Budapeste. Desde o majestoso hotel do título, até locações apropriadamente cartunescas em prisões, estalagens, museus e pistas de skis européias, o trabalho de Adam Stockhausen é magistral e rico em detalhes.

Ela

Era Uma Vez em Nova York

Interestelar

Noé

MONTAGEM

Garota Exemplar | Kirk Baxter

MONT

Foi um excelente ano para os montadores. O terror O Espelho impressiona por manter suas duas tramas em perfeito equilíbrio e até interagindo umas com as outras, enquanto Interestelar mesclava com maestria cenas separadas por décadas de distância. E Noé cria alguns dos time lapses mais ousados e brilhantes de toda a História do cinema, que certamente deixaria Eisenstein maluco. No entanto, escolho o trabalho de Kirk Baxter (dessa vez, sem Angus Wall) em Garota Exemplar, que também tem o trabalho de equilibrar duas tramas aparentemente distintas, mas o faz com cortes inteligentes, transições bem escolhidas e fades to black geniais; aumentando o efeito de certas sequências.

Noé | Lindsay Graham e Mary Vernieu

O Espelho | Mike Flanagan

Interestelar | Lee Smith

No Limite do Amanhã | James Hebert e Laura Jennings

FIGURINO

Trapaça | Michael Wilkinson

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Mesmo não sendo um grande admirador de David O. Russell e seu superestimado Trapaça, admito que a Academia falhou ao não premiar seu requintado guardarroupa. Michael Wilkinson recria diversos trajes típicos da década de 70 que variam entre si, seja em estilo, cor ou padrão. Os ternos são belíssimos e os vestidos (ainda não esqueço da presença sensual de Amy Adams e seus decotes) impecáveis.

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

Guardiões da Galáxia | Alexandra Byrne

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 | Kurt e Bart

Malévola | Anna B. Sheppard

EFEITOS VISUAIS

Planeta dos Macacos: O Confronto

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O trabalho de efeitos visuais para a criação dos símios já era impressionante em 2011, com Planeta dos Macacos: A Origem. Depois de 3 anos, a tecnologia está ainda melhor e garante mais emoções e fisionomias para os personagens digitais de O Confronto, liderados pelo mestre do motion capture, Andy Serkis. Os símios surgem mais reais, dinâmicos e convencem o tempo todo. Merece o Oscar.

Interestelar

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Guardiões da Galáxia

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MAQUIAGEM

Guardiões da Galáxia

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

Sin City: A Dama Fatal

O Predestinado

O Grande Hotel Budapeste

TRILHA SONORA

Interestelar | Hans Zimmer

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Pra mim, não há dúvidas de que Hans Zimmer é o compositor mais talentoso de nossos tempos. Com Interestelar, sua 5ª contribuição com Christopher Nolan, Zimmer nos revela ainda mais truques que mantinha escondido sob a manga, agora na forma do órgão para temperar sequências do vazio espacial, perseguições por plantações e o dramático afeto de um pai com sua filha. É bela, inventiva, abstrata e épica quando o filme a requer assim. Um dos melhores trabalhos de Hans Zimmer, é praticamente um milagre.

Melhor Faixa: No Time for Caution

Garota Exemplar | Trent Reznor & Atticus Ross

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

Noé | Clint Mansell

Amantes Eternos | SQÜRL

+ 10 Faixas Memoráveis (Em ordem aleatória)

“Technically, Missing” – Trent Reznor & Atticus Ross | Garota Exemplar

“Make Thee An Ark” – Clint Mansell | Noé

“Spooky Action at a Distance” – SQÜRL | Amantes Eternos

“There He Is” – Hans Zimmer | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Dimensions” – Arcade Fire | Ela

“Last Will and Testament” – Alexandre Desplat | O Grande Hotel Budapeste

“Hat Rescue” – John Ottman | X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

“Fire Battle” – Junkie XL | 300: A Ascensão do Império

“Black Tears” – Tyler Bates | Guardiões da Galáxia

“Death” – Mica Levi | Sob a Pele

CANÇÃO DO ANO

“The Hanging Tree” – Jennifer Lawrence | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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Quando “The Hanging Tree” começa a tocar lá pela metade de A Esperança – Parte 1, por alguns minutos, torna-se um filme completamente diferente. Com a delicada voz de Jennifer Lawrence, a canção melancólica sobre uma árvore de enforcamento nos remete ao trabalho de Bille Holiday (especialmente, Strange Fruit, ao sugerir imagens medonhas), e quando é utilizada para movimentar as massas na rebelião – ganhando um coral -, assume um tom de Os Miseráveis.

“Mercy Is” – Patty Smith | Noé

“Big Eyes” – Lana Del Rey | Grandes Olhos

“It’s On Again” – Alicia Keys | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Battle Cry” – Imagine Dragons | Transformers: A Era da Extinção

MELHOR SEQUÊNCIA DE CRÉDITOS (ABERTURA OU ENCERRAMENTO)

Anjos da Lei 2

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Não tinha pra ninguém. É a melhor piada de Anjos da Lei 2 e também uma das melhores sequências de créditos de todos os tempos, que brinca com as infinitas continuações que a saga dos policiais Schmidt e Jenko poderia enfrentar nos próximos anos, surgindo com pérolas como 24 Jump Street: A Semester at Sea, 40 Jump Street: Magic School, uma aventura espacial séries animadas, action figures e algumas participações especiais bem divertidas. É uma paródia genial ao método mercadológico de Hollywood, mas a grande ironia é que eu seria capaz de assistir a cada um desses filmes falsos. Sério.

Capitão América – O Soldado Invernal

Godzilla

SURPRESA DO ANO

No Limite do Amanhã

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Vocês tinham que ver a minha cara quando vi o material de No Limite do Amanhã pela primeira vez. Esses exoesqueletos, a trama genérica, o título brega… Não havia nada que despertasse meu interesse, mas mesmo assim entrei na sala de exibição. E ainda bem que entrei, pois o filme é um dos blockbusters mais divertidos e estimulantes do ano, contando com uma performance inédita de Tom Cruise, conceitos de viagem do tempo bem explorados e um ritmo sólido. Ah, e Emily Blunt chuta bundas.

DECEPÇÃO DO ANO

Godzilla

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No geral, Godzilla não é um filme ruim, mas poderia (e prometeu) ser muito mais. O diretor Gareth Evans traz de volta o espetáculo e grandiosidade que o icônico monstro japonês há muito não recebia, mas depende de um roteiro fraco e tedioso, populado por personagens formulaicos e sem o menor apego ao público. Considerando que o monstro aparece bem pouco do que se poderia imaginar (e que Bryan Cranston e Juliette Binoche tenham tempo de cena limitado)

USO DE 3D

Guardiões da Galáxia

3d

2014 não foi um bom ano para o 3D. Não tivemos nenhum “uso de autor”, como com Gravidade e O Grande Gatsby no ano passado, mas sim uma enchurrada de filmes com o formato convertido porcamente (como Capitão América – O Soldado Invernal, GodzillaMalévola e Sin City: A Dama Fatal). Dentre os males, o 3D de Guardiões da Galáxia é o mais suportável (principalmente em IMAX), funcionando graças a momentos mais “infantis”, como objetos sendo jogados em direção ao espectador e um ou outro bom momento de profundidade de campo. É um trabalho de conversão competente, mas leva aqui por falta de opção melhor.

MELHORES TRAILERS

O Abutre | Trailer 2

Birdman | Trailer 1

Cinquenta Tons de Cinza | Trailer 1

Garota Exemplar | Teaser

Guardiões da Galáxia | Trailer 2

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Teaser

Interestelar | Trailer 1

Mad Max: Estrada da Fúria | Teaser Comic Con

Mad Max: Estrada da Fúria | Trailer Oficial

Sin City: A Dama Fatal | Trailer da Comic Con

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força | Teaser

Vício Inerente | Trailer 1

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Trailer 1

MELHORES PÔSTERES

Interestelar

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Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Êxodo: Deuses e Reis

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Birdman

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Vício Inerente

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Guardiões da Galáxia

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The Hateful Eight

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Sin City: A Dama Fatal

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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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Garota Exemplar

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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A Marca do Medo

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Mr. Turner

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Mais Antecipados Para 2015

007 – Spectre

The Hateful Eight

Homem Formiga

O Quarteto Fantástico

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

A Travessia

Vício Inerente

Os Vingadores: Era de Ultron

Whiplash: Em Busca da Perfeição

E fiquem ligados, na primeira semana de 2015 libero o gigante Preview 2015!

Confira o primeiro trailer de GAROTA EXEMPLAR

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , on 14 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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E o novo filme de David Fincher acaba de ganhar seu primeiro trailer. Garota Exemplar é a adaptação do livro homônimo de Gillian Flynn, sobre uma mulher (Rosamund Pike) que desaparece misteriosamente no dia do aniversário de seu casamento, tornando seu marido (Ben Affleck) o principal suspeito.

A prévia já estabelece o tom de suspense e a beleza estética dos filmes do diretor, trazendo um cover de “She”, de Charles Aznavour, com Richard Butler (do Pshychedelic Furs). Promete, confira:

Garota Exemplar estreia no Brasil em 2 de Outubro.

| Faroeste Caboclo | O tipo de produção que desperta esperança em nosso cinema

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

FaroesteCaboclo
Fabrício Boliveira encarna o anti-herói trágico de Renato Russo

Nunca fui um grande admirador de Legião Urbana, então fiquei perplexo quando vi a notícia de que uma canção do grupo seria transformada em longa-metragem. Baixou a desconfiança ao ver que tratava-se de uma música com quase 10 minutos de duração e ao fim da sessão de Faroeste Caboclo, é de se espantar com a verdadeira odisséia do protagonista – e com a qualidade do filme de René Sampaio.

A trama é centrada em João (Fabrício Boliveira), um órfão que viaja da região de Santo Cristo para tentar a sorte na cidade de Brasília. Lá, ele acaba por se envolver no tráfico de drogas e ganha um perigoso concorrente na figura de Jeremias (Felipe Abib) e uma paixão incontrolável paixão pela jovem Maria Lúcia (Isis Valverde).

Como admiti no parágrafo inicial, a discografia de Legião Urbana nunca esteve entre minhas preferidas (mas por uma questão que passa longe da condenação do trabalho do grupo), logo, a canção que origina o longa é novidade para mim. O roteiro de Victor Atherino e Marcos Bernstein acerta ao converter 9 minutos musicais em um filme de 105 minutos que jamais se prende a enrolações ou prolongamento desnecessário de história, já merecendo méritos por tal feito. É uma boa trama, ainda que traga alguns arquétipos batidos (o rapaz negro pobre, garota branca rica com o pai racista) e tome rumos incompreensíveis durante a execução do terceiro ato.

O que realmente faz Faroeste Caboclo abrir um sorriso até no mais voraz ofensor do cinema nacional (que carece de boas obras, covenhamos) é sua impressionante competência técnica. Estreante no cinema, René Sampaio demonstra uma rara inteligência visual ao criar planos criativos (vide a preparação do cenário do clímax, com os sacos de cocaína pendurados como uma galeria de tiro) e elaborar sequências geniais que contribuem à passagem de tempo, como aquela em que – através de cortes intrincados – acompanhamos Maria Lúcia projetar uma obra para a faculdade de arquitetura ao mesmo tempo em que João constrói uma parede de tijolos, o que não só ilustra perfeitamente a frase dita por este último (“O rico projeta, o pobre constrói”), mas também já define as diferenças sociais entre os personagens. Sampaio também é hábil ao criar diferentes tipos de estilo ao longa, apostando em referências diretas da trilogia O Homem Sem Nome para as cenas mais “faroésticas” ou em bom ouvido para selecionar músicas que definam o romance vivido pelos protagonistas (a própria banda Legião Urbana tem uma participação-relâmpago).

Com um elenco eficiente que entende a dramaticidade de suas figuras trágicas, Faroeste Caboclo é uma inteligente pérola técnica do cinema nacional e uma criativa adaptação. É o tipo de filme que nos faz ter esperança de que , um dia, o cinema nacional pare de apostar em porcarias e concentre-se em obras que arrisquem-se a algo mais.

| Shame | Uma experiência cinematográfica triste e destruidora

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama with tags , , , , , , , , on 21 de março de 2012 by Lucas Nascimento

Michael Fassbender em uma performance inesquecível

Há certas vezes em um filme, onde não precisamos entender a fundo o que está acontecendo ou porque está acontecendo, apenas contemplar o quê está acontecendo. Shame, nova colaboração entre o diretor Steve McQueen e o ator Michael Fassbender, encaixa-se bem nessa classificação ao apresentar uma abordagem sutil e adulta a um tema difícil e raramente explorado no cinema: o vício em sexo.

A trama acompanha Brandon Sullivan (Fassbender), um morador de Nova York que trabalha em uma bem-sucedida empresa – da qual nunca descobrimos sua função ou a do protagonista, e tais informações não seriam relevantes – e que tem uma vida sexual descontrolada. Mantendo seu vício com flertes em bares, prostitutas e pornografia na internet, a situação muda quando sua carente irmã Sissy (Carey Mulligan) chega para morar com ele.

É realmente espetacular a colaboração entre McQueen e Fassbender. Tendo trabalhado juntos em Hunger (que não assisti), a dupla alcança uma perfeição estética invejável; o ator alemão é um impecável profissional (como sua indicação ao Oscar não ocorreu, permanece um mistério) e carrega todo o filme nas costas, enquanto seu diretor exige o máximo de seu elenco e equipe – principalmente por seu uso constante de brilhantes planos-sequência (a corrida de Brandon pelas ruas é soberba) e suas tomadas contínuas, que conferem um certo ar realista e urgente à trama.

McQueen também trabalha de forma muito subjetiva. Por exemplo, nunca o roteiro assinado por Abi Morgan e pelo próprio diretor traz a expressão “vício em sexo”. É tudo pela observação e interpretação do espectador, tal como na linda cena em que Carey Mulligan canta uma versão melancólica de “New York, New York” (e McQueen, com ousadia, mantém a câmera em close no rosto da atriz durante os quase 5 minutos do número musical), e a popular canção de Frank Sinatra surge como uma própria mensagem a Brandon. O fato de o irmão da personagem chorar durante a triste cantoria, sugere mais sobre o obscuro passado dos dois, e implicita que o sujeito tenha abandonado sua família para uma vida solitária na Big Apple.

Polêmico por sua classificação NC-17 nos EUA (a mais alta existente), Shame não suaviza em suas constantes cenas de sexo. Nessas cenas, vê-se todo o esforço de Fassbender como ator, já que seu personagem aparentemente não sente prazer durante o ato; é apenas como se este recebesse mais uma dose de sua droga favorita, e é surpreendente o quão longe o sujeito possa ir para consegui-lo e revelador como este não faz dinstinção entre os sexos. Brandon é um personagem inrrotulável e muito interessante, e é ainda mais lúgubre acompanhar o complicado relacionamento deste com sua irmã, que ganha traços inocentes graças à performance de Mulligan; e ver uma discussão entre os dois, como na longa tomada em frente à televisão (que exibe um desenho animado, vejam só) é das mais intensas cenas do ano.

Shame é uma das experiências mais poderosas e devastadoras do ano. Traz um tema adulto sob o cargo de um cineasta talentoso e maduro, que explora com inteligência (e sem vergonha) as possibilidades de sua premissa e a força de seu ótimo elenco.

| O Espião que Sabia Demais | O Labiríntico mundo real da espionagem

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 7 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

 


O Tom Hardy trouxe essa mesa de lembrança do set de A Origem

A paranóia da Guerra Fria praticamente inaugurou um novo gênero no cinema, deixando sua marca na indústria com inúmeros thrillers de espionagens e agentes secretos. Quando todos achavam que “o mundo estava salvo” após dezenas de filmes de James Bond e cia, e nada mais valeria a pena ser introduzido ao tema, Tomas Alfredson entrega sua labiríntica versão para o livro de John Le Carré.

Ambientada no período citado, a trama sugere que um espião russo esteja infiltrado no alto serviço de inteligência britânica (o Circo) e cabe ao aposentado George Smiley (Gary Oldman) investigar e descobrir o culpado diante de uma grande variedade de suspeitos.

Tendo impressionado públicos universalmente com seu sombrio Deixa ela Entrar, o diretor sueco Tomas Alfredson continua se mostrando um talentoso contador de histórias em seu primeiro filme de língua inglesa. O clima de paranóia e vigilância combinam-se magistralmente com o estilo frio e silencioso do cineasta (características que ele mostrou total controle em seu filme anterior), que usa de inúmeros planos elegantes e cenas que exibem apenas imagens sugestivas (um aceno de mão, um olhar),  requerindo a interpretação e inteligência do espectador a cada minuto.

Alfredson é um mestre na composição de uma cena. Com o auxílio do eficiente diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, seus planos e enquadramentos são sofisticados e inventivos (como aquele em que traz o ótimo Benedict Cumberbatch sendo revelado pela porta de um elevador ou a discussão a frente de uma pista de pouso) e traduzem visualmente o intrincado roteiro de Bridget O’Connor e Peter Straughan, que apresenta complexas linhas narrativas que misturam-se de forma sinuosa – alternando de personagens, eventos e datas – e ficam ainda melhores com a charmosa trilha sonora de Alberto Iglesias. O Espião que Sabia Demais fornece as peças do quebra-cabeça e, mesmo sabendo a imagem que queremos formar, o longa nunca facilita o trabalho de tentar encaixar seus componentes.

E o encarregado de solucionar o enigma é o espião George Smiley, vivido brilhantemente por Gary Oldman naquele que é uma das performances mais delicadas de sua carreira. Mas nem por isso fica mais claro a direção que a trama segue, já que Oldman traça Smiley quase como outro enigma; suas intenções nem sempre são claras, mas sua expressão facial diz tudo, dispensando diálogos na maioria das cenas em que este aparece. Ainda assim, ator é apenas a cereja no topo do bolo, já que temos aqui um elenco majestoso e bem entrosado que conta com Tom Hardy, Mark Strong, Colin Firth, John Hurt, entre outros, todos excelentes em seus respectivos papéis; que contrastam entre motivos para apreciá-los e para colocá-los na lista de suspeitos com a mesma intensidade.

Desenrolando-se de maneira calma e silenciosa (admito que em alguns momentos, até devagar demais), O Espião que Sabia Demais é um inteligente thriller que dispensa perseguições de carro e gadgets de última geração para se concentrar no frio e real mundo da espionagem. E quando chegamos ao inebriante uso da canção “La Mer” de Julio Iglesias em sua conclusão, perecebe-se que o diretor Tomas Alfredson tinha o controle de seu quebra-cabeças desde o início.

Obs: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme em SP, no dia 6 de Janeiro.

Carey Mulligan solta a voz no novo trailer de SHAME

Posted in Trailers with tags , , , , on 17 de novembro de 2011 by Lucas Nascimento

O elogiado drama sobre vício em sexo, Shame ganhou hoje seu novo trailer teaser. O vídeo traz como atrativo a atriz Carey Mulligan cantando maravilhosamente uma versão melancólica de “New York, New York” que casa muitíssimo bem com as cenas mostradas na prévia. Confira:

Shame estreia nos EUA em 9 de Dezembro.

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte III | Sons e Música

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Conseguimos! Chegamos na parte 3 do especial sobre o Oscar e agora vamos analisar sons, músicas e canções. Vamos lá:

Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser emocionante. Os indicados são:

A Origem | Richard King

Logo em seus segundos iniciais já é possível se impressionar pelo som de A Origem. É um filme barulhento e muito alto, com tiros, explosões, rachaduras, batidas de carros, trens entre muitos outros. Destaque também às cenas em câmera lentíssima, que exigiram uma distorção sonora trabalhosa. Richard King merece a estatueta e provavelmente vai levá-la.

Bravura Indômita | Skip Lievsay e Craig Berkey

Aqui temos um trabalho notável. Os sons utilizados nas cenas de tiroteios são bem altos e cristalinos, capturando a essência da época, mas dando-lhe um toque moderno. Cavalgadas, pancadas e ecos são editados perfeitamente, merecendo a indicação.

Incontrolável | Mark P. Stoeckinger

Além de acertar na hora das explosões e nas transições de cena, a equipe de Incontrolável merece créditos por contribuir na composição do trem do título como um personagem, distorcendo seus efeitos sonoros até ficarem similares aos de animais, alcançando um resultado monstruoso.

Toy Story 3 | Tom Myers e Michael Silvers

Repleto de sequências empolgantes, a edição sonora ajuda muito. Não me recordo no momento de muitos exemplos, mas a aterradora cena da fornalha é memorável por suas emoções fortes, mas também pelo som que vai aumentando conforme a cena progride.

Tron – O Legado | Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague

Mesmo assistindo no IMAX, não vi grande coisa na edição sonora de Tron. De fato, os efeitos sonoros criados são excelentes, dignos de Ben Burtt, mas o som alto que empolga raramente se destaca; apenas na corrida de motos luminosas temos uma boa experiência sonora.

Ficou de fora: Cisne Negro

O memorável no som de Cisne Negro é como os efeitos são distorcidos – mais ou menos como em A Origem e Incontrolável – para atingir um resultado onírico e assustador, complementando a metamorfose da protagonista de maneira impactante.

Vídeo:

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Acho dificílimo, mas se não for A Origem, Bravura Indômita merece.

Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

A Origem  |Lora Hirschberg, Gary Rizzo e Ed Novick

A mixagem aqui é arrasadora, um marco. Além de manter intacto o barulhento trabalho da edição de som, o filme vai mesclando diversos sons ao mesmo tempo, sem nunca prejudicá-los ou confundi-los, como na cena em que Ariadne (Ellen Page) passa pelas camadas do sonho; há a trilha sonora de Hans Zimmer, os efeitos sonoros de explosões e batidas e ainda a música de Edith Piaf. Um marco sonoro que executa-se com perfeita maestria.

A Rede Social | Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten

Ao longo do filme, o trabalho de mixagem é consideravlemente simples, porém uma ou duas sequências se destacam. Exemplo: o diálogo entre Mark e Sean em uma balada; o som da cena é perfeito, deixando a música de fundo levemente mais alta do que a conversa, o que faz o espectador “entrar” na cena, como se estivesse de fato dentro de uma balada com som alto.

Bravura Indômita | Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

Sendo um filme dos Coen, em muitos momentos o diálogo ou até o silêncio tomará conta da cena. A equipe de mixagem acerta por inserir sutilmente sons de fundo, como fogueiras, rangidos, e também o som das botas de Matt Damon, cujo detalhe da estrela metálica emite um ruído que facilita a identificação de sua presença em cena. Trabalho eficáz.

O Discurso do Rei | Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley

Sinceramente, não vi grande coisa na mixagem aqui. A edição sonora até merecia destaque (pelas cenas em que o protagonista fala pelo microfone), mas trata-se um trabalho sutil e simples. A trilha sonora encaixa-se bem e nunca temos confusões sonoras.

Salt | Jeffrey J. Haboush, William Sarokin, Scott Millan e Greg P. Russell

Não assisti Salt, mas pelos clipes que assisti parece ser uma boa edição, típica de um blockbuster de ação. Trilha sonora, tiros e gritos de Angelina Jolie mesclam-se com sutileza.

Ficou de Fora: Deixe-me Entrar | Ed White, Will Files e Rick Kline

É um trabalho simples, mas eficáz. Contribuindo na construção da aura dark e sinistra do longa, o sons são perfeitamente juntados à trilha e resultam em uma experiência assustadora. Vale lembrar também dos pequenos detalhes; como na maravilhosa cena da capotagem (olha ela de novo!) que mescla os efeitos dos pneus grinchando no asfalto, o rádio ligado, o vidro se quebrando… Tudo na medida certa para garantir uma indicação…

Vídeo:

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Bravura Indômita

Um longa metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

127 Horas | A.R. Rahman

Depois de ganhar o Oscar por seu trabalho em Quem quer ser um Milionário?, o indiano Rahman mantém o ritmo musical de seu país na agitada trilha de 127 Horas. São poucas faixas, e três delas possuem o mesmo acorde (diferentes variações de Liberation), mas a música é intensa e original; conseguindo capturar o espírito do longa e de seu protagonista.

Melhor Faixa: Liberation in a Dream

Clique aqui para ouvir todas as faixas.

A Origem | Hans Zimmer

Vejam bem; o brilhante compositor alemão começou a desenvolver a trilha sonora de A Origem através da leitura do roteiro, não do filme propriamente terminado. Um grande trabalho, que resulta em uma trilha grandiosa, com tons de misterio (One Simple Idea), épica, que combina elementos (Dream is Collapsing) e adequa-se magistralmente a cada cena do filme, passando pelas de ação até as de emoção (Time), que ajudam a arrepiar qualquer espectador.

Melhor faixa: One Simple Idea

Clique aqui para ouvir todas as faixas. 

A Rede Social | Trent Reznor & Atticus Ross

Provando-se como uma das trilhas mais originais dos últimos anos, os sons eletrônicos da dupla representam o futuro; é interessante observar como em várias faixas (especialmente a memorável Hand Covers Bruise) a presença de sons de computador, batidas, a ponta de uma caneta no vidro, rugidos animais (Magnetic) e até uma bela homenagem eletrônica à In the Hall of the Mountain King. Faixas dinâmicas, sombrias e que fazem toda a diferença no filme.

Melhor Faixa: A Familiar Taste

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Como Treinar o seu Dragão | Jim Powell

Gostei muito do trabalho musical de Jim Powell. Suas composições são sempre alegres, mas com ritmo e muita empolgação, tomando muitas referências célticas e irlandesas, conseguindo equilibrar emoção, drama e tons mais épicos que funcionam muitíssimo bem.

Melhor Faixa: Battling the Green Death

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O Discurso do Rei | Alexandre Desplat

Como de costume, o genial francês Alexandre Desplat compõem uma maravilhosa trilha, cujas faixas são predominatemente delicadas, com uso excessivo – e perfeito – do piano para temperar a música, contribuindo na criação de um estado emotivo único do filme.

Melhor Faixa: My Kingdom, My Rules

Clique aqui para ouvir todas as faixas

Ficou de Fora: Tron – O Legado | Daft Punk

Enquanto o roteiro apresenta falhas enormes e os efeitos visuais não alcançam a perfeição desejada, o grande trunfo de Tron – O Legado é mesmo sua trilha sonora eletrônica, assinada pela dupla francesa Daft Punk. As faixas são empolgantes e fazem o possível para tentar deixar o filme interessante; mas a atenção é voltada para os acordes techno-bizarros.

Melhor Faixa: Derezzed

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se for um filme predominantemente musical, canções são inevitáveis, mas nos outros gêneros, não vejo muita relevaância na categoria… Os indicados são:

“If I Rise”| 127 Horas

“If I Rise” acerta pela parte instrumental (mais uma vez, com forte referência musical indiana), mas falha pela cantoria desanimada e principalmente pelo coral ridículo ao fundo. A letra até que se adequa ao filme, porém, é uma canção mediana.

“Coming Home ” | Country Song

Ah como eu adoro música country. Not!

“I See the Light” | Enrolados

Bem alegre, bem conduzida e bonitinha. Perdoem a falta de comentários, eu realmente não sou fã dessa categoria…

We Belong Together” | Toy Story 3

De lavar a alma, a canção do último filme dos brinquedos é divertida e empolgante. A letra de Randy Newman adequa-se perfeitamente à trama e o cara sabe cantar. Porque não levar a estatueta?

Ficou de Fora: “Black Sheep” – Clash at the Demonhead | Scott Pilgrim contra o Mundo

A excelente adaptação dos quadrinhos de Scott Pilgrim oferece uma seleção musical de primeira, introduzindo diversas canções de bandas fictícias da trama. A melhor delas, sem dúvida, a Black Sheep do Clash at the Demonhead. A versão do filme, com a dócil voz de Brie Larson, é muito superior à do Metric e também traça um grande paralelo com a narrativa central do filme. Nunca seria indicada, mas vale a lembrança…

APOSTA: Toy Story 3 (We Belong Together)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: 127 Horas (If I Rise)

Bem, acaba aqui a Parte 3. Fiquem de olho, na Sexta-Feira tem a última parte, com as categorias principais. Até lá!