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SCREEN ACTORS GUILD 2016: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 9 de dezembro de 2015 by Lucas Nascimento

sagaward

Confira abaixo os indicados ao SAG Awards 2016, nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO

Beasts of No Nation

A Grande Aposta

Spotlight – Segredos Revelados

Straight Outta Compton – A História do N.W.A.

Trumbo

MELHOR ATOR – LONGA METRAGEM

Bryan Cranston | Trumbo

Johnny Depp | Aliança do Crime

Leonardo DiCaprio | O Regresso

Michael Fassbender | Steve Jobs

Eddie Redmayne | A Garota Dinamarquesa

MELHOR ATRIZ – LONGA METRAGEM

Cate Blanchett | Carol

Brie Larson | Room

Helen Mirren | A Dama Dourada

Saiorse Ronan | Brooklyn

Sarah Silverman | I Smile Back

MELHOR ATOR COADJUVANTE – LONGA METRAGEM

Christian Bale | A Grande Aposta

Idris Elba | Beasts of No Nation

Michael Shannon | 99 Rooms

Mark Rylance | Ponte dos Espiões

Jacob Trambley | Brooklyn

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – LONGA METRAGEM

Rooney Mara | Carol

Rachel McAdams | Spotlight – Segredos Revelados

Helen Mirren | Trumbo

Alicia Vikander | A Garota Dinamarquesa

Kate Winslet | Steve Jobs

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

Evereste

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Mad Max: Estrada da Fúria

Missão: Impossível – Nação Secreta

Velozes & Furiosos 7

A cerimônia do SAG acontece em 30 de Janeiro de 2016.

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| Cinderela | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

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Lily James é Cinderela

Quando tivemos o anúncio de que Kenneth Branagh dirigiria uma versão live action do clássico Cinderela, acredito que não estava sozinho quando deduzi ser uma ideia desnecessária. Não só a animação da Disney se sustenta sozinha até hoje, como também a icônica história já ganhou diversas interpretações e reimaginações ao longo dos anos (sério, confiram o absurdo de adaptações aqui) levando muitos a se perguntarem o que Branagh poderia trazer de novidades. A resposta: nada. Mas justamente por se ater à história em sua pura forma, seu filme funciona maravilhosamente bem.

A trama… Precisa mesmo? Explicar essa história? OK, não custa nada. Chris Weitz assina o roteiro, que nos apresenta à jovem Ella (Lily James) a partir do momento em que sua mãe (Hayley Atwell) falece subitamente, deixando-a sozinha com seu pai (Ben Chaplin). Posteriormente, ele se casa com uma viúva (Cate Blanchett) que se torna a madrasta de Ella, levando também suas duas filhas para a casa da moça. Vivendo como uma criada doméstica após a morte do pai, Ella acaba conhecendo um Príncipe (Richard Madden) na floresta, e o resto é história.

Fada Madrinha! Carruagem de abóbora! Baile! Sapatinho de cristal! Tudo e mais um pouco estão aí, sem exceção. Weitz respeita cada virada da história, acrescentando algumas boas subtramas (como a relação entre a Madrasta e o Grão Duque vivido por Stellan Skarsgard) e uma constante martelada na lição de moral que prega “coragem e gentileza”, que – mesmo repetindo-se com assustadora frequência – ajuda a envolver todas as pontas da história, já que diferentes personagens passam a adotar tal filosofia.

Branagh não se arrisca com pretensões estilísticas (como seu uso descontrolado do ângulo holandês em Thor), mas é capaz de conduzir com firmeza ótimas sequências, como todo o núcleo da transformação mágica de Ella até a espetacular cena do baile, beneficiada também pelo vibrante design de produção do veterano Dante Ferretti e os figurinos coloridos de Sandy Powell – a maneira como o vestido azul parece “engolir” o Príncipe durante a valsa rende um lindo visual.

Branagh também acerta na direção de seu ótimo elenco, trazendo um pouco de sua fase shakesperiana (todos com devidos sotaques britânicos) mas também um toque cartunesco, aplicando-se às irmãs vividas por Sophie McShera e Holliday Grainger. Cate Blanchett como a Madrasta é um destaque à parte, permitindo que a excelente atriz divirta-se numa performance assumidamente maléfica, mas que não se leva pelo maniqueísmo: a Madrasta é má, mas um breve monólogo explica seus motivos nada absurdos.

Mas é realmente Lily James quem rouba o show. Além de estonteante e uma maravilha de se olhar, é uma explosão de carisma e presença em tela. A bondade e igenuidade da personagem são absorvidos completamente pela atriz, sempre sorridente e leviana. Não importando o quão brega possam parecer algumas situações (algumas das transformações de animais em humanos, por exemplo), ver a expressão de surpresa e felicidade no rosto de Allen é inebriante. Além disso, tem uma química real e forte com o príncipe de Richard Madden (e ver justamente esse ator de Game of Thrones tão perto da coroa é, no mínimo, irônico), que mostra-se também muito versátil; especialmente em uma cena específica com seu pai, vivido por Derek Jacobi.

Cinderela é uma adaptação que funciona justamente por sua narrativa sincera e bem contada, não precisando de alterações ou inovações gritantes para funcionar. Um elenco acertado, produção caprichada e genuíno sentimento são mais do que suficientes.

Obs: Disney, obrigado por não converter esse aqui para 3D. Mesmo. Que a bolada de dinheiro arrecadado com este aqui sirva de lição para a desnecessidade do recurso danoso.

OSCAR 2014: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , on 2 de março de 2014 by Lucas Nascimento

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Sem mais delongas, os vencedores em tempo real do Oscar 2014.

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuarón | Gravidade

MELHOR ATOR

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett | Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Ela

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão

MELHOR ANIMAÇÃO

Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Grande Beleza

MELHOR FOTOGRAFIA

Gravidade

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Gatsby

MELHOR FIGURINO

O Grande Gatsby

MELHOR MONTAGEM

Gravidade

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

Clube de Compras Dallas

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Gravidade

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Gravidade

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Gravidade

MELHOR TRILHA SONORA

Gravidade

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Let it Go” – Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR DOCUMENTÁRIO

A um Passo do Estrelato

MELHOR CURTA-METRAGEM

Helium

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Mr. Hublot

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

The Lady in Number 6

Os Mestres do Oscar 2014 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

Oscar

Foi no ano passado que batizei o respectivo especial do Oscar de “incógnito”, mas estava errado. Ainda que a edição de 2013 contasse com suas surpresas, a deste ano é verdadeiramente incógnita: tivemos empates inéditos em prêmios da temporada, divergências em círculos de críticos e candidatos tão bons (ou será que não?) que diversas obras excepcionais acabaram ficando de fora. É um Oscar para grandes nomes, mestres. Vamos começar, como sempre, pelo bloco de atuações:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu na respectiva categoria

ator

Christian Bale | Trapaça

bale

Papel: Irving Rosenfeld

Famoso por sua pesada imersão física em seus papéis, Christian Bale engordou quase 20 quilos para entrar na pele do golpista Irving Rosenfeld, o personagem central de Trapaça. O personagem tem grande presença em cena graças à sua caracterização visual marcante (cabelo, óculos e ternos setentistas), e Bale acerta ao manter Irving sempre com um tom de voz baixo e cansado – provavelmente resultado de anos de serviços sujos e seus problemas do coração. Uma ótima performance, mas nada que justifique a indicação ao Oscar do ator; que só aconteceu para que Trapaça repetisse o feito de O Lado Bom da Vida em abocanhar indicações nas 4 categorias de atuação.

Bruce Dern | Nebraska

dern

Papel: Woody Grant

O veterano Bruce Dern conquista aqui só sua segunda indicação ao Oscar, e a primeira como protagonista, na pele do tragicômico protagonista de Nebraska. Woody Grant está à beira da senilidade e carrega nas costas uma vida infeliz, problemas com bebida e relações não muito harmoniosas com sua família. Diversas características pesadas que Dern absorve com naturalidade, dando vida a um sujeito palpável e real, especialmente quando aposta em um andar manco para demonstrar a velhice de Woody ou expressões confusas e ingênuas na maior parte do tempo. Incrível como Bruce Dern chega e dá uma performance dessa, depois de muito tempo sem estampar nos holofotes.

  • Festival de Cannes – Melhor Ator

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

dicap

Papel: Jordan Belfort

Com forte resistência da Academia há um bom tempo, Leonardo DiCaprio (enfim) retorna à premiação; 7 anos após sua indicação por Diamante de Sangue. Em sua 5ª (e melhor) colaboração com Martin Scorsese, o ator entrega uma performance insanamente carismática e expressiva na pele do magnata corrupto de Wall Street, Jordan Belfort. Seja nas cenas em que dialoga simpaticamente com a câmera, ou quando retrata o vício em drogas de Belfort (rendendo uma sequência incrível que revela um até então desconhecido talento para “comédia” física) intensamente, DiCaprio jamais sai do personagem – absorvendo cada uma de suas camadas inteiramente. Está entre um dos melhores trabalhos de sua carreira.

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia
  • Critics Choice Awards (Comédia)

Chiwetel Ejiofor | 12 Anos de Escravidão

ejifor

Papel: Solomon Northup

Já tendo aparecido aqui e ali em pequenas e grandes produções (como Filhos da Esperança e 2012), Chiwetel Ejifor explode em cena na pele do protagonista de 12 Anos de Escravidão. Sendo um homem livre injustamente sequestrado e escravizado, Solomon Northup é uma figura ímpar nesse sombrio cenário: é determinado, forte e não hesita em questionar as ordens irracionais de seus ferozes capatazes. Ejifor passa todas essas características em cena, chamando a atenção por sua eloquência vocal correta (diferenciando-o dos outros escravos) e sua expressiva luta contra o desespero.

  • BAFTA

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

mccoughney

Papel: Ron Woodroof

Com uma impressionante virada em sua carreira marcada por comédias românticas fracas e aventuras de gosto duvidoso, Matthew McConaughey traçou uma série de boas performances em filmes eficientes, culminando em seu notável desempenho – agora favorito ao prêmio da categoria – em Clube de Compras Dallas. Na pele do texano com AIDS que passa a transportar medicamentos ilegais para os EUA na década de 80, o ator segura o filme todo e impressiona com sua dedicação, carisma e assombrosa perda de peso. É interessante observar as relações com outros personagens, especialmente com o transexual de Jared Leto: Woodroof é homofóbico e machista, sendo divertido ver como o sujeito tem seus conceitos transformados – mas não suas atitudes. Agora é oficial: Matthew McConaughey é um nome pra se levar a sério.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

APOSTA: Matthew McConaughey

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Leonardo DiCaprio

MEU VOTO: Leonardo DiCaprio

FICOU DE FORA: Tom Hanks | Capitão Phillips

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Papel: Capitão Richard Phillips

A ausência de Tom Hanks surge como uma das grande surpresas deste Oscar. Presente em praticamente TODOS os prêmios pré-Oscar, o excepcional trabalho do ator foi deixado de lado aqui. O que impressiona em sua performance na pele do capitão Richard Phillips é o controle e calma que o ator tenta manter em meio às situações mais extremas; dialogando com seus captores, tentando até criar humor. Mas é mesmo quando Phillips é tomado pelo desespero (e o consequente choque, especialmente na cena final) que toda a construção de Hanks é destruída, fazendo com que seu trabalho cause mais impacto. Um dos grandes atores em atividade, bom saber que ainda está por aí.

atriz

Amy Adams | Trapaça

adams

Papel: Sydney Prosser

Sempre reconhecida como coadjuvante em ótimos papéis, Amy Adams consegue sua primeira indicação como protagonista na pele da golpista Sydney Prosser, amante do personagem de Christian Bale. E assim como seu companheiro de cena, não acho que o trabalho de Adams seja digno de premiações ainda que consiga maior destaque do que Bale. A atriz surge divertida e absolutamente sedutora em cena, agradando por seu sotaque britânico falso e a ambiguidade que sua personagem carrega ao longo da produção. Mas, convenhamos: uma atuação nível Oscar? Eu pelo menos não vi nada demais, Adams funciona melhor como parte de um todo do que individualmente (assim como todo o elenco de Trapaça).

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia

Cate Blanchett | Blue Jasmine

blanchet

Papel: Jasmine

Cate Blanchett é uma excelente atriz, certamente uma das mais talentosas da safra atual. E foi só pegar um papel bom e multifacetado em uma produção igualmente eficiente, que o resultado já desponta como uma das grandes certezas da cerimônia: a vitória da atriz por Blue Jasmine. Na pele da irremediável Jasmine de Woody Allen, Blanchett constrói uma performance centrada na autodestruição de sua personagem – com direito a crises nervosas, ataques de nervos e até um triste (não cômico, felizmente) distúrbio no qual fala consigo mesma. A vitória de Blanchett aqui é uma das certezas da noite, e muito merecida: talvez seja a melhor performance de sua excepcional carreira.

  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards
  • Globo de Ouro – Drama

Sandra Bullock | Gravidade

bullock

Papel: Dra. Ryan Stone

Depois do inesperado primeiro Oscar (que muitos ainda apontam como uma vitória duvidosa), Sandra Bullock entrega um trabalho que mostra que Um Sonho Possível não foi acidente. Nas mãos do cineasta Alfonso Cuarón, a atriz precisou usar bastante sua imaginação e mente para lidar com todos os green screens e câmaras escuras com os quais contracenou em Gravidade. O resultado é uma esforçada e dedicada performance, que é responsável por segurar toda a projeção, e Bullock jamais decepciona. Destaque para a sensível cena em que a personagem tem um depressivo momento de reflexão.

Judi Dench | Philomena

dench

Papel: Philomena Lee

Completando 80 anos de idade em 2014, a inglesa Judi Dench entrega uma performance absolutamente adorável como a protagonista de Philomena, uma mãe que busca seu filho perdido há 50 anos. Como a personagem-título é irlandesa, Dench fornece um sotaque acertado e que jamais soa estereotipado, abraçando também sua personalidade carinhosa e ingênua; seja ao iniciar conversas com praticamente todos os funcionários de um hotel ou surgir alegremente espantada ao descobrir as mordomias de um avião. A atriz também balanceia esse lado divertido com a áurea dramática de Philomena, e a mistura funciona maravilhosamente bem em cena – Dench certamente fará cada um lembrar de uma avó, tia ou parente.

Meryl Streep | Álbum de Família

streep

Papel: Violet Weston

Já virou chavão elogiar Meryl Streep e dizer que ela é uma das melhores (ou melhor?) atriz em atividade. Mas cara***o, é de se impressionar com a performance ácida, irreverente e complicada de Streep em Álbum de Família. Violet Weston é a mãe da disfuncional família que povoa a narrativa, e é responsável por entregar os comentários mais irônicos, ofensivos e até divertidos quando provoca discussões com suas filhas. Streep é eficiente ao transformar Violet em uma megera, mas é igualmente bem-sucedida ao apresentar o lado trágico de sua personagem; assim como a doença – e o vício – que a prejudicam. Um de seus melhores trabalhos, facilmente.

APOSTA: Cate Blanchett

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Amy Adams, go figure.

MEU VOTO: Cate Blanchett

FICOU DE FORA: Adele Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

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Papel: Adèle

Estreando como atriz aos 19 anos no francês Azul é a Cor Mais Quente, Adèle Exarchopoulos fornece uma performance arrebatadora no filme de Abdellatif Kechiche (que ficou de fora da premiação graças ao ministério da cultura francês). Não só merece créditos pelas desafiadoras cenas de sexo, mas por representar a protagonista sempre de forma espontânea, natural e convicente – como se não víssemos uma atriz interpretando um papel ali, mas sim um ser humano real e palpável.

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Barkhad Abdi | Capitão Phillips

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Papel: Muse

Revelação que chamou atenção universal na pele do antagonista principal de Capitão Phillips, o ator somálio Barkhad Abdi estreia como ator e já garante sua primeira indicação ao Oscar. Nada mal, e Abdi justifica sua presença aqui, já que consegue criar com seu Muse uma figura de presença ameaçadora (seu porte físico influencia bastante nesse quesito), mas também nada que se aproxime de uma caricatura maniqueísta. Ainda que surja forte e assustador enquanto ameaça Tom Hanks, o ator aqui e ali dá indícios de uma simpatia forjada (ao apelidar Phillips de “Irlandês” de forma quase amigável) e também de sua humanidade à medida em que o cerco vai se fechando a sua volta.

  • BAFTA

Bradley Cooper | Trapaça

cooper

Papel: Richie DiMasio

Dentre todos os indicados ao Oscar de Trapaça, Bradley Cooper foi o que me levantou mais suspeitas quanto à competência de sua performance. Talvez justamente por isso ele tenha sido o melhor intérprete da produção a meu ver, incorporando um esquentado agente do FBI que mora com a mãe e usa bobes no cabelo. Cooper diverte ao constantemente retratar seu personagem bufando de raiva e um certo prazer em conhecer o outro lado da lei, conforme sua relação com Sydney se intensifica. Em um momento menor, mas inspirado, o ator tem a oportunidade de exibir sua melhor característica: mudanças bruscas de humor, aqui, quando imita as reações de um colega de trabalho (triste, rindo, triste, rindo, em rápidas mudanças). Surpreendeu.

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

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Papel: Edwin Epps

Finalmente Michael Fassbender recebe o devido reconhecimento! Em sua terceira parceria com o diretor Steve McQueen, o ator encarna um cruel e inescrupuloso fazendeiro, responsável por algumas das maiores dores de cabeça do protagonista. Não é apenas a fúria quase que possessa de Epps que assombra, mas sim os momentos em que Fassbender leva seu tempo para apresentar alguma reação (o que por si só o torna mais ameaçador), prendendo outros personagens com um olhar frio e direto. É de se cativar também a estranha obsessão que Epps cultiva pela escrava Patsey, que se mistura com uma forma de paixão e dominância.

Jonah Hill | O Lobo de Wall Street

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Papel: Donnie Azoff

Uma das grandes surpresas (positivas) entre os indicados, Jonah Hill fatura sua segunda indicação ao Oscar com o perturbado Donnie Azoff, braço direito de Jordan Belfort em O Lobo de Wall Street. Ao contrário de sua indicação anterior em O Homem que Mudou o Jogo, – onde dava vida a um personagem tímido e inseguro – Hill abraça o obsceno e o exagerado, acertando na dose do sotaque de Long Island e nos trajetos do sujeito – especialmente em seus muitos atos repreendíveis. Vale apontar também sua química com Leonardo DiCaprio, que surge no 220 na já mencionada sequência da infame droga de paralisia. Jonah Hill, também saído das comédias pesadas, promete um futuro brilhante pela frente.

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

leto

Papel: Rayon

Favorito absoluto da categoria, o vocalista do 30 Seconds from Mars, Jared Leto, dá um tempo com a música e volta para mais uma transformação física na atuação. Tendo engordado aproximadamente 30quilos para Chapter 27, Leto agora perde 14 para se transformar em Rayon, transexual que é uma das figuras mais energéticas e fortes de Clube de Compras Dallas. O filme é todo de McConaughey, mas Leto implacavelmente incendia a tela como o carismático parceiro de negócios do protagonista. Leto surge como um bem-vindo alívio cômico, mas à medida em que conhecemos sua história, transforma-se em uma das figuras mais trágicas da produção – algo que o ator realiza muitíssimo bem.

  • SAG
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: Jared Leto

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém segura Leto

MEU VOTO: Michael Fassbender

FICOU DE FORA: Daniel Bruhl | Rush: No Limite da Emoção

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Papel: Niki Lauda

Ah, Rush. Confesso que não esperava muita presença do filme de Ron Howard na premiação (o que é uma pena, já que o filme merecia), mas a ausência de Daniel Brühl assusta, já que o ator alemão esteve presente em praticamente todos os prêmios de críticos. O trabalho de Brühl já merece aplausos pelo simples fato de não se limitar a uma caricatura de Niki Lauda, e sim um personagem forte, crível e que consegue capturar (sem soar uma imitação forçada) a presença do real corredor da Fórmula 1. O ator domina o sotaque pesado, as próteses no rosto e toda a racionalidade (que flerta com a arrogância) que o papel requer.

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Sally Hawkins | Blue Jasmine

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Papel: Ginger

Na pele da irmã adotiva da Jasmine de Cate Blanchett, a sorridente Sally Hawkins é o oposto da protagonista. De origens mais humildes e menos bem-sucedidas do que a irmã, Ginger revela-se muito mais otimista e resistente do que a problemática Jasmine, traço que Hawkins exibe com eficiência durante toda a projeção. E mesmo diante suas esperançoso comportamento, a atriz acerta também ao trazer a personagem com diversas preocupações e medos a respeito de sua família, assumindo aquela que – certamente – é a personagem cuja bússola moral aponta para o norte.

Jennifer Lawrence | Trapaça

law

Papel: Rosalyn Rosenfeld

Aos 23 anos de idade, a queridinha Jennifer Lawrence se torna a pessoa mais jovem da História a colecionar 3 indicações ao Oscar. E é irônico que Lawrence obtenha tal feito ao interpretar uma mulher mais velha, incorporando com sucesso o estereótipo da “dona-de-casa” mas adicionando seu habitual carisma no processo. Lawrence incendia a cena quando aparece (algo que não é tão frequente, infelizmente) e é responsável por alguns dos momentos mais divertidos (sua performance em “Live and Let Die” já justifica sua indicação, além de mostrar como a atriz se diverte em cena) e também impressiona pela humanidade de sua trambiqueira Rosalyn. Nem de longe se equipara à sua vitória anterior (Lado Bom da Vida), mas é uma eficiente adição a seu currículo.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

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Papel: Patsey

De origem quênia, a atriz Lupita Nyong’o faz sua estreia no cinema com 12 Anos de Escravidão e já é favorita para levar a estatueta. Sorte de principiante? Não, já que mesmo que sua participação no longa seja curta, ela garante alguns dos momentos mais intensos com sua esforçadíssima performance na pele da escrava Patsey. A personagem de Nyong’o representa tudo aquilo que o protagonista Solomon Northup luta para evitar: a submissão, o desejo da morte como única escapatória de sua condição, característica que a atriz absorve em uma performance frágil e poderosa. Mesmo que por tão pouco tempo.

  • SAG
  • Critics Choice Awards

Julia Roberts | Álbum de Família

roberts

Papel: Barbara Weston

Sem receber uma indicação desde 2001 (quando levou a estatueta por Erin Brokovich – Uma Mulher de Talento), Julia Roberts se sai muitíssimo bem na tarefa nada fácil de dividir cena com o monstro de talento que atende pelo nome de Meryl Streep. A atriz incorpora uma predominante postura irritada, fazendo a mais forte das irmãs Weston – sendo a única que realmente confronta as ofensas de sua mãe e batalha contra o vício em drogas da mesma. Roberts tem boa presença em cena, e mantém sua firme (e um tanto grosseira) postura até mesmo quando suas intenções são nobres.

June Squibb | Nebraska

squibb

Papel: Kate Grant

Pode parecer heresia o que vou falar, mas June Squibb rouba Nebraska de Bruce Dern. Não me entendam mal, o veterano ator está fantástico em cena, mas a atriz responsável por interpretar sua esposa é simplesmente um arraso: o alívio cômico mais sincero da produção, Kate Grant luta sem sucesso para manter o marido e o filho na linha. É incrível como sua postura e fisionomia de “vovó simpática” em nada se assemelha à personagem, que fala o que pensa sem hesitar, é escandalosa e a única que manda todo mundo se foder na hora H. Divertidíssima.

APOSTA: Lupita Nyong’o

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: June Squibb

FICOU DE FORA: Margot Robbie | O Lobo de Wall Street

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Papel: Naomi Lapaglia

Assistindo a O Lobo de Wall Street, não foi só a beleza estonteante (mesmo) da atriz Margot Robbie que me chamou atenção, mas também sua eficiente performance como a esposa de Jordan Belfort. Naomi, vulgo “A Duquesa de Bay Ridge”, se destaca entre as figuras femininas do filme (que, em suma maioria, são meros objetos de desejo do protagonista) ao exibir certa influência e até manipulação em seu marido – seja através de intensos bate-bocas ou seu irresistível poder de sedução. Sem falar no sotaque de Brooklyn que a atriz australiana dominou muito bem.

E foi isso. Gostou? Detestou? Quer minha cabeça numa lança? Comente!

E o Volume II sobre Categorias Técnicas sai amanhã mesmo! =]

| Caçadores de Obras Primas | Tropa artística de George Clooney passa longe do status

Posted in Aventura, Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

TheMonumentsMen
Matt Damon e Cate Blanchett

Caçadores de Obras-Primas, quarto trabalho de George Clooney na direção, levanta um tema muito, mas muito interessante. Não me recordo de ter encontrado outro filme que relate as buscas pelo exército americano por obras de arte roubadas e destruídas por nazistas na Segunda Guerra Mundial, uma premissa deliciosa que, infelizmente, não tem seu potencial inteiramente aproveitado pelos realizadores.

A trama, baseada em fatos reais, é ambientada no final da Guerra e traz o tenente Frank Stokes (Clooney) reunindo uma tropa especial formada por pintores, arquitetos e escultores para ajudar a preservar e recuperar obras de arte ameaçadas pelos nazistas.

Some a premissa tentadora com um elenco estelar e o resultado não tem como dar errado… Em teoria, pelo menos. O grande problema de Caçadores de Obras-Primas é sua péssima estrutura narrativa, que se manifesta brutalmente quando os personagens são forçados a se separarem (algo que acontece logo no primeiro ato, sem spoilers). Temos o protagonista de Clooney aqui, as duplas formadas por John Goodman & Jean Dujardin e Bill Murray & Bob Balaban ali e o pobre Matt Damon jogado na subtrama mais desinteressante possível, onde contracena com Cate Blanchett. Nenhum dos intérpretes faz um trabalho menos do que excelente (especialmente Blanchett, que abraça o estereótipo da “bibliotecária” com charme), mas a montagem de Stephen Mirrione não oferece um encadeamento lógico para as diferentes linhas – o que torna a estrutura do filme praticamente limitada a cenas/momentos isolados.

Uma pena, já que o roteiro de Clooney e o frequente colaborador Grant Heslov acerta em determinados diálogos e passagens, principalmente ao oferecer um longo discurso que justifica a importância da cultura para a Humanidade, mesmo diante da perda de vidas humanas. Já Clooney como diretor… Não deve existir termo mais apropriado do que “piegas” (talvez até tendenciosa) para definir o comando do ator/diretor. Fazendo uso pesado da trilha sonora de Alexandre Desplat (que aposta em uma melodia dramática até mesmo num momento PURAMENTE CÔMICO) em praticamente 100% da projeção, demonstrando falta de confiança em seu próprio trabalho. Sem falar no epílogo completamente descartável e apelativo, e que surge como um dos maiores embaraços já testemunhados no gênero; com um propósito tolo e até risível (um personagem responder a uma pergunta retórica que lhe fora feita 30 anos atrás? Por favor…).

Dado o talento dos envolvidos, fica claro que Caçadores de Obras-Primas poderia ter sido muito mais. A projeção se desenrola agradavelmente com boas doses de humor, mas beira o insuportável quando seu diretor insiste em uma condução apelativa e… piegas. Realmente lastimável. O material poderia render muito mais.

Obs: O compositor Alexandre Desplat tem uma participação consideravelmente longa no filme.

BAFTA 2014: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

baftas

E o “Oscar britânico” divulgou seus vencedores de 2014 na habitual cerimônia do Bafta. Confira a lista:

Melhor Filme

12 Anos de Escravidão

Melhor Filme Britânico

Gravidade

Melhor Estreia de um Diretor, Produtor ou Roteirista Britânico

Kelly + Victor | Kieran Evans (diretor/roteirista)

Melhor Diretor

Alfonso Cuarón | Gravidade

Melhor Ator

Chiwetel Ejifor | 12 Anos de Escravidão

Melhor Atriz

Cate Blanchett | Blue Jasmine

Melhor Ator Coadjuvante

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Melhor Atriz Coadjuvante

Jennifer Lawrence | Trapaça

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

A Grande Beleza

Melhor Animação

Frozen: Uma Aventura Congelante

Melhor Documentário

Time’s Vermeer

Melhor Roteiro Original

Trapaça

Melhor Roteiro Adaptado

Philomena

Melhor Design de Produção

O Grande Gatsby

Melhor Fotografia

Gravidade

Melhor Figurino

O Grande Gatsby

Melhor Montagem

Rush: No Limite da Emoção

Melhor Trilha Sonora

Gravidade

Melhor Som

Gravidade

Melhor Maquiagem/Cabelo

Trapaça

Melhores Efeitos Visuais

Gravidade

Melhor Curta-Metragem de Animação

Sleeping with the Fishes

Melhor Curta-Metragem

Room 8

Melhor Estrela em Ascenção

Will Poulter

SAG AWARDS 2014: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , on 19 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

huyl

E confira agora a lista dos vencedores do Screen Actors Guild Awards 2014 (cinema apenas), termômetro importantíssimo para o Oscar:

MELHOR ELENCO

Trapaça

MELHOR ATOR

Matthew McConaughey | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett | Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

O Grande Herói