Arquivo para cena da amputação

Análise Blu-ray | 127 HORAS

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , on 23 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

127 Horas é uma empolgante história de sobrevivência, narrada com maestria pelo diretor Danny Boyle e movida pelo talento imenso de James Franco, que revela-se um ótimo ator dramático. Com uma belíssima fotografia e uma dinâmica montagem, é um ótimo filme e merece ser visto em Blu-ray. Crítica

Extras

Comentário em Áudio

O diretor Danny Boyle, o co-roteirista Simon Beaufoy e o produtor Christian Coulson comentam o filme inteiro, apresentando detalhes interessantes sobre cenas específicas, algumas dificuldades para filmar no Blue John Canyon, a empolgante trilha sonora de A.R. Rahman e não faltam elogios para o trabalho de James Franco. Perde pontos apenas por não apresentar a opção de legendas em português…

Cenas Excluídas

Apresentando cerca de 35 minutos de cenas excluídas, vemos aqui mais mensagens de Aron no cânion (que ajudam a explorar o talento de James Franco), um diálogo interessante com as mochileiras do início do filme e também um final alternativo que eu particularmente não gosto tanto quanto o original. Bom material.

Busca e Resgate

Nesse extra, colocamos a ficção de lado para analisar os fatos sobre o resgate de Aron Ralston (que no filme é retrato de forma subjetiva, sem lhe dar muitos detalhes). Aprendemos como a família do alpinista e grupos de resgate descobriram o paradeiro do rapaz, as cirurgias enfrentadas por Aron após a amputação e o verdadeiro milagre que ele teve ao ser encontrado por uma família no cânion. Há depoimentos de Aron Ralston (que passa uma bela mensagem de superação), sua mãe, a equipe de resgate e as (reais) mochileiras Kristi e Megan. Muito bom.

127 Horas: Uma Visão Extraordinária

Vamos aos negócios de cinema: aqui, acompanhamos o making of de 127 Horas, apresentando detalhes sobre a suada performance de James Franco (inspirada pelos depoimentos reais de Aron no cânion) e as dificuldades enfrentadas ao trabalhar em um ambiente tão apertado e limitado. É bacana também ver o entusiasmo do diretor Danny Boyle no set, e seu orgulho ao ver uma cena terminada. É muito explicativo (a cena da amputação é analisada detalhadamente) e apresenta-se no tempo de duração necessário. Perfeito.

Obs: O Blu-ray apresenta o curta-metragem vencedor do Oscar, The God of Love. Já que nada tem a ver com 127 Horas ou seu material extra, não me senti na obrigação de comentá-lo (mesmo tratando-se de um trabalho excelente). Outro dia…

Nota Geral:

127 Horas é um belíssimo filme, que fica ainda mais espetacular no Blu-ray; a qualidade de imagem é uma das mais superiores que eu já vi (a imagem é em fullscreen, o que torna a experiência mais imersiva) e os extras são muito eficientes. Recomendado.

Preço: 79,90

| 127 Horas | Dinâmica História de sobrevivência

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2011, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , on 19 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento


A Star is born: James Franco segura o filme sozinho e apresenta seu imenso talento

Danny Boyle ganhou o mundo ao vencer o Oscar 2009 com seu Quem quer ser um Milionário?, podendo fazer o filme que quisesse após. E ele escolhe 127 Horas, que traz de volta alguns traços antigos do diretor e narra, de maneira dinâmica e bem humorada, uma surpreendente história de sobrevivência.

Baseado nos acontecimentos de Aron Ralston (e no livro do próprio), o filme mostra as 127 horas passada pelo jovem preso em um cânion em Utah, com uma rocha de meia tonelada prendendo seu braço e impedindo sua saída.

É realmente um desafio para o diretor prender, por 94 minutos, o espectador com uma narrativa voltada em único personagem dentro de um único cenário, que não oferece muitas opções artísticas. Boyle merece parabéns por aceitar a proposta e fazer bom uso dela, ao manter o bom humor e raramente cair na melancolia ou na monotomia; inserindo constantes flashbacks e delírios interessantes de Ralston.

Muito disso deve-se a James Franco, que segura o filme sozinho e apresenta grande força dramática. Algumas boas invenções do roteiro – como a genial cena em que ele conversa com si próprio em uma espécie de Talk Show – proporcionam uma atuação carismática e impactante, dá uma boa impressão do sujeito. Seu desempenho no tenso momento da amputação é bárbaro.


Ninguém feche os olhos: a notória cena da amputação é intensa

Outra favorável contribuição é a montagem. Fazendo divertido uso da tela dividida, o longa transforma-se em uma experiência mais dinâmica e agitada, mas também contribuindo nos momentos mais dramáticos – me refiro mais uma vez, à cena da amputação. A ensolarada fotografia captura belíssimas paisagens da região (acredite ou não, estou com vontade de visitar uns cânions) e a trilha sonora de A.R. Rahman acerta em seus acordes indianos.

127 Horas é um dos melhores filmes de Danny Boyle até o momento. Tecnicamente impecável, narra uma história inspiradora e emocionante, de forma dinâmica e incomum e ainda apresenta ao mundo imenso talento de James Franco.