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O Prestígio | Especial BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

O filme mais aguardado de 2012 enfim chega às telonas! Christopher Nolan promete (novamente) grandiosidade em sua conclusão da trilogia do Morcego com Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Já assisti ao filme na cabine de imprensa (leia a crítica aqui) e atualizei o post com novas informações. Acompanhe o especial e vejamos como será o resultado:

Algumas perguntas que circulam o projeto:

Quanto tempo separa Ressurge de O Cavaleiro das Trevas?

De acordo com Christopher Nolan, o novo filme se passa oito anos após seu anterior.

Quem são os vilões?

A principal ameaça encontra-se na forma de Bane, que lidera um grupo terrorista que visa levar o caos para as ruas de Gotham. Os boatos correm e muitos apontam em um retorno da Liga das Sombras de Batman Begins, e se o vilão não seria um membro que continuará a missão de Ra’s Al Ghul. Além disso, temos a Mulher-Gato (que serve também como aliada) e uma rápida aparição do Espantalho de Cillian Murphy vai ou não dar as caras…

Quais são as novidades no elenco?

Diretamente de A Origem, Tom Hardy, Marion Cottilard e Joseph Gordon Levitt reúnem-se com o diretor Christopher Nolan. O primeiro encarna Bane, Levitt dá forma ao policial John Blake (que tem uma importante participação na trama) e a atriz francesa encarna uma personagem não muito detalhada pela divulgação do filme, que atende pelo nome de Miranda Tate. E claro, temos Anne Hathaway como Selina Kyle, a melhor do filme.

O que é aquele objeto voador?

Novo “brinquedo” tecnológico do protagonista, o “Morcego” é um veículo voador desenvolvido por Lucius Fox. Basicamente, é a versão Nolan para o famoso Bat-Wing, que agora substitui o formato “morceganizado” por um militar, como o próprio Tumbler.

Há alguma menção ao Coringa de Heath Ledger?

Christopher Nolan havia dito que planejava usar o Coringa de Heath Ledger no terceiro filme (e com uma figura daquelas, quem não usaria?), mas devido a repentina morte do ator, isso não foi possível. Dessa forma, O Cavaleiro das Trevas Ressurge não faz menção alguma ao personagem.

Afinal, o Bane quebra ou não a coluna do Batman? [SPOILERS]

Quando anunciado que Bane seria o principal antagonista do novo filme, muitos fãs imediatamente remeteram à famosa HQ A Queda do Morcego, onde o vilão derrota o Batman e quebra sua coluna, deixando-o paraplégico. Pois bem, no filme a cena com o herói sendo espancado e humilhado está lá – assim como icônica joelhada na coluna – mas o golpe não é forte o suficiente para aleijá-lo, apenas deixando-o severamente machucado (com uma vértebra exposta).

Quanto do filme foi gravado em IMAX?

O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem quase 1 hora de material rodado em câmeras IMAX, rivalizando com os 28 minutos do filme anterior. Curiosidade: durante as filmagens, a dublê de Anne Hathaway acidentalmente colidiu com uma das gigantescas câmeras do formato, o que certamente rendeu um prejuízo de 500 mil dólares à produção; considerando a limitada disponibildade dos equipamentos. Veja o flagrante:

Após o fim da trilogia, como fica o Batman no cinema?

Como aconteceu com o Homem-Aranha, a Warner Bros anunciou que o Batman terá um reboot, já que os produtores afirmam que Nolan encerrou sua trilogia de uma maneira que impossibilita continuações. Eu pessoalmente acho que um reboot é exagero, o final dessa trilogia não é impossível de ser seguido…

Qual será o próximo filme de Christopher Nolan?

O nome de Christopher Nolan circula por muitos projetos, dentre os quais temos Superman – O Homem de Aço. O filme dirigido por Zack Snyder (que será lançado no ano que vem) teve o argumento original desenvolvido por Nolan e seu irmão, Jonathan e ambos afirmaram ser uma ideia “que não acreditavam ninguém ter pensado antes”. Recentemente, Michael Caine revelou ter sido contratado para o próximo filme do diretor, que seria um argumento original. Vamos aguardar…

Alguns velhos conhecidos e novas caras marcam presença em O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Bruce Wayne/Batman | Christian Bale

Tendo abandonado a máscara do vigilante Batman após aceitar a responsabilidade pelos crimes de Harvey Dent, Bruce Wayne encontra-se envelhecido e aposentado. Com problemas de coluna e exilado da sociedade, ele é forçado a voltar à ativa e recomeçar seu treinamento quando a ameaça terrorista de Bane promete destruir Gotham City.

Selina Kyle | Anne Hathaway

Habilidosa ladra noturna, Selina Kyle sustenta-se comentendo pequenos furtos e assaltos, sendo experienciada em lutas corporais e movimentos acrobáticos. Procurando uma chance de limpar seu histórico criminal e começar uma vida nova, ela se envolve com o grupo de Bane e, consequentemente, com Batman e seu alter-ego.

Bane | Tom Hardy

Bane é um mercenário (com espiríto revolucionário) que traz um grande plano envolvendo a destruição de Gotham City. Lidera um vasto grupo de resistência e incentiva uma rebelião de criminosos na cidade, tendo como habilidades uma força brutal e uma máscara respiratória que garante sua sobrevivência após este ter sido vítima de ferimentos agonizantes.

Comissário Jim Gordon | Gary Oldman

À beira da aposentadoria, James Gordon tem liderado uma campanha de luta ao crime implacável e bem-sucedida, mas ainda assim, sente-se na necessidade de revelar ao povo de Gotham o que de fato aconteceu entre ele, Batman e Harvey Dent anos atrás. Mas isso será o menor de seus problemas quando o grupo de Bane chegar à cidade.

John Blake | Joseph Gordon-Levitt

Jovem policial que vai rapidamente crescendo no departamento de polícia de Gotham, John Blake é um antigo amigo de Bruce Wayne e protegido do Comissário Gordon. Ainda que a cidade encontre-se em tempos de paz, ele anseia em descobrir a verdadeira história por trás do sumiço de Batman e também deseja que este retorne quando a situação piorar.

Alfred Pennyworth| Michael Caine

Leal mordomo e mentor de Bruce Wayne, Alfred sonha em ver seu patrão abandonar a vida eremita e sedentária que carrega, mas é contra sua decisão de retomar a máscara do Batman; temendo a impossibilidade de Bruce em sucedir contra oponentes perigosos e bem treinados.

Lucius Fox | Morgan Freeman

Ainda responsável pela Wayne Enterprises e a secreticidade das invenções tecnológicas de Batman, Lucius Fox é um dos principais incentivadores para o retorno de Bruce Wayne ao mundo real, tendo frequentes reuniões com a empresária Miranda Tate. Seu papel aqui é muito maior e importante.

Miranda Tate | Marion Cottilard

Miranda Tate é uma executiva filantropa que negocia  um projeto ambiental com as Wayne Enterprises. Sua relação com Bruce vai aumentando à medida que ela vai convencendo-o a reassumir a empresa e levá-la de volta aos dias de glória.

Uma olhada breve nos outros dois filmes da trilogia:

Batman Begins (2005)

Um marco para o cinema blockbuster, Batman Begins iniciou a onda de abordagens realistas para ícones populares (como Cassino Royale fez com James Bond). E justamente por tratar seu protagonista como um ser humano real – buscando inspiração nas primeiras histórias do personagem, muito mais sombrias – o reboot alcançou um resultado excelente ao mergulhar profundamente no psicológico do homem que se veste como morcego, em um estudo de personagem eficiente e que traz um visual dark e atmosférico. Isso sem falar da ótima performance de Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

A adaptação suprema de quadrinhos/super-heróis para o cinema, o melhor filme de Christopher Nolan é também um dos melhores da última década. Em um misto excepcional de ação desenfreada, trama policial brilhante e temas morais/éticos abordados com impressionante intensidade, O Cavaleiro das Trevas é um filme surpreendente que aprimora o original em todos os sentidos. Todo o elenco é de primeira, mas o destaque fica para a magistral performance de Heath Ledger como o Coringa.

Os oponentes que já deram as caras na trilogia de Nolan.

O Espantalho

Intérprete: Cillian Murphy

Bio: Alter ego do psiquiatra Dr. Jonathan Crane, o Espantalho é uma arma de medo. No universo de Nolan, ele tem associação com o mafioso Carmine Falcone, gerenciando o hospício Asilo Arkham e livrando diversos de criminosos de penas de prisão ao diagnosticá-los como insanos. Sua principal arma é o gás do medo, que provoca alucinações em suas vítimas.

Desfecho: Foi preso pelo Batman no início de O Cavaleiro das Trevas. Tem uma pequena participação em Ressurge.

Ra’s Al Ghul

Intérprete: Ken Watanabe/Liam Neeson

Bio: Líder de uma associação secreta conhecida como Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul é visto como imortal nos quadrinhos, mas no filme de Nolan é apenas uma figura que ganha diversos representantes. O principal deles, é o mentor de Bruce Wayne que também foi responsável por seu treinamento: Henry Ducard. Suas habilidades incluem treinamento ninja e domínio de inúmeras artes marciais.

Desfecho: Após fracassar em destruir Gotham, é morto no fim de Batman Begins.

O Coringa

Intérprete: Heath Ledger

Bio: Criminoso anarquista brilhante, o Coringa só tem um objetivo: testar e destruir o psicológico de seus oponentes, assim como perturbar a ordem dominante e estabelecer o caos. Sem nunca ter seu passado revelado (o máximo são algumas histórias que o próprio inventa para justificar sua aparência), é armado com inúmeras facas e usa de uma maquiagem para intimidar e ocultar as cicatrizes de sua boca.

Desfecho: É preso pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Harvey Duas-Caras

Intérprete: Aaron Eckhart

Bio: Implacável promotor público e o rosto da luta contra o crime em Gotham, Harvey Dent foi um símbolo de esperança e justiça em tempos sombrios. Aliando-se com o comissário Gordon e Batman, eles prometeram defender a cidade contra os ataques do Coringa. Dent sai na pior quando sua amada Rachel Dawes é morta e este e tem metade de seu rosto queimado durante um sequestro, levando-o a um desejo de vingança incontrolável. Armado com uma pistola, decide suas ações no cara-ou-coroa.

Desfecho: Ameaçando o comissário Gordon e sua família, é morto pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Bane [SPOILERS]

Intérprete: Tom Hardy

Bio: Após ser agredido cruelmente enquanto protegia uma criança de prisioneiros hostis, Bane é forçado a viver com uma máscara de gás que alivia sua agonia e garante sua sobrevivência. Libertado da tal prisão pela Liga das Sombras, ele é então treinado por Ra’s Al Ghul como um poderoso mercenário, mas é banido do grupo ao se apaixonar pela filha de seu líder.

Desfecho: É morto por Selina Kyle em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Porque teatrilidade e ilusão são agentes poderosos, sr. Wayne…

O Traje

Peça da Wayne Enterprises para o exército americano, o traje de sobrevivência oferece resistência a facas e também é à prova de balas (menos um tiro direto, de acordo com Lucius Fox).

A Capa

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como “tecido da memória”, é um pano flexível e leve e que assume diversas formas ao ter uma corrente elétrica acionada. Com tal equipamento, Batman consegue usar essa capa para planar longas distâncias.

O Tumbler

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como um veículo para auxiliar na construção de pontes, o Tumbler foi transformado pelo Batman em um carro militar. Traz uma armadura resistente e que dificulta a identificação em ambientes noturnos, além de ser completamente à prova de balas. No quesito poder de fogo, temos mísseis e bombas.

Bat-Pod

Módulo de escape do Tumbler – quando este sofre danos catastróficos – a Bat-Pod transforma dois pneus do carro em uma moto veloz e destruidora. Além de trazer um arpão em suas utilidades, tem dois eficientes canhões na dianteira do veículo.

As encarnações da Mulher-Gato no cinema:

Lee Meriwether em Batman – O Homem Morcego

A primeira Mulher-Gato dos cinemas, Lee Meriwether vive a personagem na adaptação da cartunesca série de TV de Adam West. Não assisti ao filme, então não tenho como avaliar a caracterização (mas vale observar que o visual de Anne Hathaway teve ligeira inspiração aqui).

Michelle Pfeffer em Batman – O Retorno

Grande destaque do mediano filme de Tim Burton (faria mais sentido o filme se chamar Catwoman Begins ao invés de Batman – O Retorno), a ladra felina de Michelle Pfeiffer ganha uma origem sobrenatural após ser “ressuscitada” por um bando de gatos. A vilã é armada com chicote, garras e uma apertadíssima roupa de couro.

Halle Berry em Mulher Gato

Em um sofrível derivado que reinventa a personagem, Halle Berry vestiu o traje curto e rasgado da Mulher-Gato, ainda mantendo uma história sobrenatural (dessa vez trazendo… Reencarnações de deuses egípcios felinos) como origem da anti-heroína.

Anne Hathaway em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mais pautada à realidade, a versão Anne Hathaway para a ladra felina não apresenta habilidades sobrenaturais, apenas movimentos flexíveis e um apertado traje de couro. Experiente em roubos e tiroteios, ela ainda conta com lâminas no salto de sua bota.

Relembremos os melhores momentos (ou os meus preferidos) dos capítulos anteriores da trilogia:

Abraçando o Medo

Descobrindo a caverna subterrânea que viria a se tornar o quartel do Batman, Bruce Wayne é atacado por um enxame de morcegos e então este tem um momento de epifania. Com belo uso das sombras na fotografia de Wally Pfister, o sujeito abraça o medo e conforta-se com ele, adotando-o como arma.

“Gostaria de ver minha máscara?”

Tendo notado a insistência do mafioso Carmine Falcone em fazer parte de seu plano, o dr. Jonathan Crane é forçado a lhe apresentar seu sinistro alter-ego: o Espantalho.

“Um pouco do seu próprio remédio?”

Após ter sido humilhado em seu primeiro encontro com o Espantalho e seu gás alucinógeno, Batman invade o Asilo Arkham e oferece ao doutor um pouco de seu próprio remédio. Destaque para a montagem agressiva de Lee Smith (que ajuda a tornar o herói pouco perceptível) e a versão demoníaca do Homem-Morcego.

Salvando Rachel

Na estreia do Batmóvel Tumbler, o herói esmaga viaturas e salta de prédios em uma tensa corrida contra o tempo; com sua amada Rachel Dawes envenenada e à beira da insanidade. Ficou bem claro aqui o talento de Nolan para cenas de ação.

“Mas não preciso te salvar”

O clímax de Batman Begins não decepciona em quesitos de pirotecnia, mas o que fica mesmo na memória é a solução encontrada por Batman para não matar seu antigo mestre, Ra’s Al Ghul.

Assalto ao Banco

Em um prólogo empolgante e imprevisível, o diretor Christopher Nolan faz juz aos melhores thrillers policiais de Michael Mann ao mostrar o Coringa e seus comparsas assaltando um banco da Máfia. Além de introduzir de forma impecável seu antagonista, define o tom do filme todo.

“Que tal um truque de mágica?”

Em uma cena antológica, o Coringa demonstra seu senso de humor negro à um grupo de mafiosos.

Perseguição do Carro Forte

Elevando o nível da perseguição de carros de Batman Begins, Nolan e sua equipe criam uma cena de ação incrível, trazendo o Coringa perseguindo Harvey Dent pelas ruas de Gotham e a estreia da bat-pod do herói. Admirável também é o uso de efeitos práticos, como miniaturas, explosões e a capotagem memorável de um caminhão.

“Você me completa!”

O duelo mais perigoso entre Batman e o Coringa, a cena do interrogatório traz um embate psicológico impressionante. Nele, vemos que um não pode existir sem o outro, que são apenas lados diferentes de uma mesma moeda. Atuação monstruosa de Heath Ledger aqui, que mostra fôlego nas risadas maléficas.

“Eu queria inspirar o bem, não a loucura e a morte”

Após a morte de Rachel e o acidente de Harvey Dent, Bruce senta-se à janela e conversa com seu fiel mordomo Alfred. É uma linda cena que retrata a derrota do super-herói e a angústia do personagem, além de trazer uma fotografia triste de Wally Pfister.

“Introduza um pouco de anarquia”

Quando pensamos que o filme acalmaria com a prisão do Coringa, este faz um retorno impressionante ao disfarçar-se de enfermeira e explodir um hospital. Além de ser divertido ver o sujeito brigando com o detonador, o discurso sobre caos e anarquia que corrompe Harvey Dent (agora, Duas-Caras) é fundamental para entender a natureza do personagem.

“Um cavaleiro das trevas”

Um final perfeito para um filme perfeito.

A carreira de Christopher Nolan, além da trilogia do Morcego:

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Link para o post original (de Agosto de 2010)

Revisitando a primeira franquia do Batman:

Batman (1989)

Primeiro grande filme do Homem-Morcego para o cinema, traz uma abordagem dark para o personagem após o tom cartunesco do famoso seriado de TV com Adam West. Lidando com uma boa história e personagens carismáticos (nem precisa dizer que o Coringa de Jack Nicholson rouba o filme), o filme peca em sua execução, já que – mesmo tendo um visual gótico lindo – Tim Burton não é a escolha ideal para um longa de super-herói.

Batman – O Retorno (1992)

Ainda que traga uma ótima ambientação (a sombria Gotham City castigada pela neve natalina cai muito bem em dias frios), a segunda investida de Tim Burton na franquia é incostante e descontrolada, trazendo bons personagens mas não oferecendo tempo suficiente para explorá-los a fundo. Nesse cenário, o próprio Batman é esquecido pelos roteiristas e Danny DeVito, como o Pinguim, encarna um dos vilões mais ridículos da História.

Batman Eternamente (1995)

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, deixando de lado as sombras e transformando o terceiro filme do Batman em uma aventura fantasiosa e infantil. Apesar de trazer alguns bons elementos com os vilões Duas Caras e Charada (e não me refiro às caricatas performances) a história não convence e soa ridícula demais. E Val Kilmer não tem nada a ver com Bruce Wayne…

Batman & Robin (1997)

Se Schumacher já começava a flertar com o ridículo no longa anterior, ele o leva para cama no péssimo Batman & Robin. Trazendo caracterizações ridículas de bons personagens, o filme ainda sofre com elementos babacas (nunca, mas nunca esqueceremos do bat-cartão de crédito) e uma trama risível que poderia muito bem estar num desenho animado de sábado de manhã. Lembrando que o filme também trazia sua versão do Bane.

Com a conclusão da trilogia de Nolan, ficam algumas dicas e sugestões para como o personagem pode gerar novos filmes:

Chega de origem

Com Batman Begins tendo gastado uma enorme quantidade de tempo explicando a origem e as motivações do herói (e fazendo-os de maneira impecável), é irrelevante que um reboot volte novamente para o assassinato dos pais de Bruce Wayne. O Espetacular Homem-Aranha nos mostrou que recontar a mesma história “de forma diferente” não funciona, então que a Warner não cometa o mesmo erro com o Morcego.

O desfecho da trilogia ****HEAVY SPOILERS!****


Joseph Gordon Levitt e a adoção do símbolo

Só pra quem viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge hein! No fim do novo filme, o detetive “Robin” John Blake é o herdeiro da batcaverna após Bruce Wayne simular sua morte e fugir para Florença, e tudo indica que este adotará o símbolo de Batman como novo vigilante de Gotham. Eu adoraria ver como a história de Joseph Gordon Levitt iria progredir, e uma boa inspiração caso esse gancho seja de fato seguido é o desenho Batman do Futuro.

Série Arkham


Batman – Arkham City

Juntamente com a trilogia de Christopher Nolan, os jogos da série Arkham foram a melhor coisa a surgir para o personagem em anos. O que chama a atenção aqui é o tom sombrio da série, mas que não se preocupa em ser realista e abraça elementos fantásticos dos quadrinhos em uma trama essencialmente adulta. Fica a sugestão de não necessariamente adaptar o jogo, mas sim adotar sua atmosfera.

Bem, o especial fica por aqui e espero que tenham gostado. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nos cinemas no dia 27, mas você já pode ler a crítica aqui.

Gostaria de dedicar esta postagem à memória das vítimas do terrível tiroteio em Aurora, de 20 de Julho de 2012.

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| Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | O intenso casamento entre David Fincher e a obra de Stieg Larsson

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento


Para se admirar e chocar-se: Rooney Mara perdida na pele de Lisbeth Salander

O diretor David Fincher ganhou prestígio e reconhecimento quando embarcou no gênero dos serial killers em 1995, com SE7EN – Os Sete Crimes Capitais. Cerca de dez anos depois, a trilogia Millennium – publicada postumamente pelo sueco Stieg Larsson – conquista milhões de leitores pelo mundo. Mesmo já tendo sido adaptada em uma minissérie europeia para a televisão, a união de Fincher com Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres mostra que os dois foram feitos um para o outro, rendendo um dos melhores filmes da carreira do diretor.

A pesada trama comporta em seu núcleo o jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig) que, após ser processado por difamação e ser afastado de seu cargo na revista “Millennium”, é contratado por um industrialista aposentado (Christopher Plummer) que lhe encarrega de investigar o misterioso desaparecimento de sua sobrinha, Harriet. Isolado em um chalé castigado por um inverno congelante, ele recebe auxílio da hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara).

Como fã da obra de Larsson – e também de Fincher – minha expectativa em torno do longa era imensa e, felizmente, o resultado é nada menos do que satisfatório. As quase 500 páginas do primeiro livro da trilogia são comprensadas em um excelente roteiro assinado por Steven Zaillian (que este ano também co-assina O Homem que Mudou o Jogo, com Aaron Sorkin), que equilibra com maestria as duas linhas narrativas (de forma intrincada, acompanhamos a missão de Blomkvist e a vida abusiva de Salander) e apresenta diálogos verdadeiramente memoráveis, tal como aquele em que um dos personagens divaga sobre como conseguiu, com grande facilidade, induzir um outro a sua residência (“O medo de ofender é maior do que o da dor”). Zaillian respeita o livro e, apesar de algumas mudanças em sua conclusão, demonstra fidelidade ao material.

Isso porque, entenda, esse novo Millennium não é um remake do longa de 2009. Fincher e Zaillian entregam a sua versão, a sua própria narrativa, que difere selvagemente do filme de Niels Arden Oplen. Por esse motivo, dispenso comparações com o mediano filme sueco e me concentro apenas no magistral trabalho que Fincher designa. Detalhista como sempre, ele aposta no raciocínio do público e impressiona com sua execução nas cenas de investigação; dispensando diálogos, recorre a pequenas observações em manchetes de jornais e fotos antigas que ganham animações (esta última, sensacional), em um exercício de estilo.

E que estilo. Fincher nunca usou tantos recursos visuais (principalmente a mise en scène) para retratar um acontecimento em cena. Por exemplo, Blomkvist é apresentado em sua primeira cena descendo uma escada, simbolizando de forma sutil sua queda da alta da posição no jornalismo de sua revista; enquanto em um outro momento crucial da trama, observamos Salander e – em uma ação que raramente é usada – a câmera vira de cabeça para baixo, retratando não só a diferente perspectiva do mundo da hacker tatuada, como também uma mudança brusca no rumo na historia; onde ela literalmente vira de ponta-cabeça.


Meeting of minds: Daniel Craig e Rooney Mara em sua primeira cena juntos

Todavia, mais do que uma direção magistral e minuciosa, o elenco aqui é excelente. Claro que precisamos dar atenção especial à garota com a tatuagem de dragão, interpretada excepcionalmente por Rooney Mara, em uma das performances mais desafiadoras dos ultimos tempos. Magricela, cheia de pierciengs e protagonista de perturbadoras cenas de abuso sexual, a atriz pouco conhecida encarna todas as complexidades de Lisbeth, com intensa concentração e imersão total na personagem. Visualmente hipnotizante (merecem destaque os reponsáveis por seus distintos penteados ao longo da projeção), Mara está perfeita  e rouba cada segundo de cena em que aparece.

Além da protagonista, o sempre ótimo Daniel Craig oferece um Blomkvist expressivo e inteligente, sendo fascinante observar – já que este é mundialmente conhecido como James Bond – seu pânico ao enfrentar situações perigosas, como uma bala perdida em uma floresta ou uma tenebrosa cena de tortura (prestem atenção na escolha musical em tal momento). Christopher Plummer e Robin Wright brilham como, respectivamente, o industrialista Henrik Vanger e a co-editora Erika, enquanto Stellan Skarsgard oferece um retrato assustadoramente genial de Martin Vanger, irmão da jovem desaparecida.

Eficaz nas categorias técnicas, a pasteurizante fotografia de Jeff Cronenweth auxilia na composição de um ambiente sombrio e a engenhosa montagem de Kirk Baxter e Angus Wall fornece velocidade nas cenas mais complexas e à passagem de tempo (vide a ótima transição dada a partir de um cigarro sendo acendido), dando pulso à trama quando necessário. De forma similar, a obscura trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross (vencedores do Oscar por A Rede Social), guarnece acordes arrepiantes e que fogem completamente da música “padrão” dos longas contemporâneos, pontuando friamente a atmosfera, já sombria por natureza, da Suécia de Larsson.

Apresentando também com uma extasiante cena de créditos de abertura (que merecia até uma crítica a parte) Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres oferece tudo que a franquia literária merece, provindo um longa adulto e envolvente, catapultando a talentosa Rooney Mara ao estrelato e oferecendo, em uma rara ocasião, uma franquia blockbuster adulta.

E que David Fincher não recuse presença na direção de Millennium: A Menina que Brincava com Fogo.

Obs: Essa crítica foi publicada durante minha viagem em Nova York, em 16 de Janeiro.

Leia esta crítica em inglês.

Isto vai ficar Incrivelmente Foda na Tela Grande

Posted in Trailers with tags , , , on 10 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

Fãs da trilogia, atenção às imagens retratadas aqui na cena de abertura do filme de David Fincher:

MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres estreia no Brasil em 27 de Janeiro.

| O Grande Ditador | A feroz sátira de Charlie Chaplin ao nazismo de Adolf Hitler

Posted in Clássicos with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de junho de 2011 by Lucas Nascimento


Charlie Chaplin traça uma genial caricatura de Adolf Hitler

O inglês Charles Chaplin sempre foi um cineasta que respondia adequadamente aos acontecimentos de sua época, usando o cinema como uma ferramenta de crítica social e reflexão, sempre com o humor inconfundível do talentoso ator/diretor. Lançado em 1940, seu primeiro filme falado, seu tema não poderia ser mais polêmico para a época: Adolf Hitler e o nazismo, na obra de arte O Grande Ditador.

Satirizando o ditador que comandou o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, Chaplin troca nomes e inventa países (com clara intenção de fazer uma paródia mais subjetiva), mas é bem evidente para qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento em História que o ator interpreta Hitler (ou Hynkel) ao proclamar seus agressivos e gritantes discursos. Interessante como Chaplin opta por não colocar legendas em tais cenas, enfatizando que os anúncios do ditador eram incompreensíveis, com enormes substantivos e palavras com mesmo significado. Gênio.

Indo além dos discursos, Chaplin diverte-se ao apresentar um senso de humor brilhante na sequência ambientada em seu palácio na “Tomainia”, onde Hynkel mostra-se um homem extremamente ocupado com situações estúpidas (como ter um quadro com sua imagem pintado ao mesmo tempo em que tem uma escultura de seu rosto sendo feita) e a política de guerra com nações rivais e aliadas – como a presença hilariante de “Napaloni”, óbvia caricatura de Benito Mussolini. Poucas vezes um personagem foi tão bem simbolizado quanto na cena de dança com o globo, que representa o desejo de dominação mundial de Hynkel.

E se o ator explode de carisma como Hynkel, ele mantém seu estilo irreverente e trapalhão ao representar um segundo personagem: o Barbeiro Judeu. Veterano da Primeira Guerra e com problema de amnésia, é um homem que luta contra os regimes totalitários em um gueto da Tomainia, onde protagoniza momentos memoráveis (como a impressionante cena da barbearia ao som de “Hungarian Song No. 5”) e segue rumo a um desfecho que é dos mais inesperados e divertidos.

Lutando também contra dificuldades da época, o filme oferece excelentes cenas que hoje provavelmente seriam feitas com uso de efeitos digitais, como a ótima cena de abertura. Ambientada em uma batalha da Primeira Guerra Mundial, o tratamento é cativante e envolve o espectador no momento, sendo até caricaturial na composição de armas gigantes e a dificuldade dos soldados em manejá-las.

Sempre intrigante e envolvente, O Grande Ditador oferece momentos de verdadeira diversão, mas com muitas discussões e reflexões sobre os ideais e motivos que prevaleceram na ditadura nazista de Hitler, culmindo em um inesquecível discurso final que certamente foi impactante em sua época de lançamento. E até hoje.

That’ 60s Show | Especial X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

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O novo filme dos X-Men chega aos cinemas do Brasil! Com muitas origens e pano político de Guerra Fria, X-Men: Primeira Classe promete ser um dos melhores filmes de super-herói do ano. Aproveite o x-especial. Piada horrível…

A Gênese Mutante de Matthew Vaughn


O diretor Matthew Vaughn finalmente trabalha com a Marvel

Demorou, mas Matthew Vaughn finalmente conseguiu dirigir um filme para a Marvel. O diretor foi contratado para X-Men: O Confronto Final mas largou o projeto devido à pressão da Fox e depois caiu fora de Thor (que chegou este ano aos cinemas), por confundir-se na mitologia do personagem. Dirigiu Kick-Ass ano passado e chamou a atenção, que finalmente o levou à Primeira Classe.

Antes dele, Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros filmes da franquia, estava na cadeira de direção, mas teve de sair para dirigir Jack the Giant Killer; no entanto, ele permaneceu como produtor e ajudou na premissa do roteiro, que foi escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e o próprio Matthew Vaughn. Vamos esperar que tantos roteiristas juntos não estrague o enredo e desequilibre o tom (Thor, é com você mesmo).


Depois de Primeira Classe, um filme-solo de Magneto seria irrelevante

Outra curiosidade é o impacto que este novo longa teve no idealizado X-Men Origens: Magneto, filme-solo do mutante que antagonizou a trilogia original. O projeto foi descartado porque Primeira Classe já possuia diversos elementos no que diz respeito à origem do Mestre do Magnetismo, e um outro filme soaria muito repetitivo e irrelevante. Houve até uma polêmica envolvendo o roteirista de Magneto, que ameaçou um processo para ser reconhecido com um dos co-roteiristas de Primeira Classe, o que irritou o diretor Matthew Vaughn.

Xavier. Charles Xavier


Fórmula Star Trek: A Primeira Classe dos X-Men

Vaughn declarou em diversas entrevistas suas intenções e ideias para Primeira Classe, que incluem uma moldagem ao estilo Star Trek (no que diz respeito a origem de personagens, pelo visto) e os antigos filmes de James Bond – apropriado, já que o filme ambienta-se nos anos 60. Além disso, promete mudar o gênero de super-heróis, em suas palavras: “Este filme vai ser muito diferente. O que eu estou fazendo nunca foi feito em filmes de super-herói. É um filme de X-Men misturado com James Bond e suspense político. Não é parecido com os outros filmes da série, o que eu acho importante. Eu acho que precisamos de um novo… É como o que Batman Begins fez com os filmes de Batman. X-Men precisa muito [dessa renovação]. Ponho confiança em você, sr. Vaughn.

O filme promete mostrar também um pano de fundo de Guerra Fria e a crise dos mísseis em Cuba (em um estilo meio Watchmen, talvez?), além da complicada integração dos mutantes na sociedade, regada de preconceito e luta por direitos e respeito. Se for assim, fica muito interessante…

Mas como Primeira Classe encaixa-se aos outros filmes da série? Uma mistura de prequel e reboot, de acordo com o diretor, por apresentar certas relações com o primeiro e segundo filme de Singer, mas que tem vida própria. Mais uma vez, é uma espécie de Star Trek.


Caprichado design de produção inspirado em cenários seiscentistas

As filmagens começaram em Agosto de 2010, com locações e estúdios na Inglaterra, para depois mover-se para a Georgia e finalmente para a Rússia, onde ocorreram gravações adicionais. O design de produção é inspirado em ambientes e cenários dos anos 60 e Henry Jackman assume a trilha sonora.

(Bad) Marketing

Antes da leva de ótimos trailers e clipes de personagens, X-Men: Primeira Classe sofreu de um problema grave: marketing ruim. As primeiras imagens promocionais divulgadas são de um nível de amadorismo impressionante, com diversos erros de iluminação, técnicas medíocres e objetos desproporcionados. Vaughn respondeu às críticas afirmando não saber como as imagens teriam sido divulgadas, tratando-se apenas de um estágio inicial. Realmente, do primeiro banner lançado até o mais recente, a comparação é impossível.

Vale destacar aqui uma ótima montagem em vídeo feita por um fã como abertura do filme. O vídeo entra no clima da época e impressiona com suas características minimalistas. Confira:

X-Men: First Class Title Sequence from Joe D! on Vimeo.

Missão


Magneto Rises: Michael Fassbender assume o visual clássico do personagem

E é claro, X-Men: Primeira Classe tem a missão de introduzir uma nova trilogia – chegaremos nesse ponto daqui a pouco – e satisfazer a Fox com uma boa arrecadação nas bilheterias e, como o diretor Matthew Vaughn insiste tanto, reintroduzir os conceitos de adaptações de quadrinhos, seja para os X-Men quanto para os demais super-heróis.

E, pelo que dizem as primeiras críticas do filme, parece ser um resultado positivo. Será que finalmente teremos um filme de 2011 que seja realmente satisfatório?

Os principais personagens de Primeira Classe:

Charles Xavier | James McAvoy

Mutação: Manipulação psíquica, telecinese

Vulgo: Professor X

Desde jovem, Charles Xavier tem encontros com mutantes e constrói sua vida na esperança de ajudá-los. Conhece a jovem Raven Darkholme e começa o projeto de sua Escola para Superdotados, e conhece o problemático Erik Lehnsheirr, com quem inicia uma grande amizade.

Erik Lehnsheirr | Michael Fassbender

Mutação: Manipulação de Metais

Vulgo: Magneto

Separado de sua família e preso em um campo de concentração na Polônia, Erik cresceu sob a dor e sofrimento, criando ódio mortal contra a humanidade, ao mesmo tempo em que vai descobrindo seus poderes. Torna-se grande amigo de Charles Xavier e ajuda-o na sua luta pelos direitos mutantes. Seu real objetivo é matar Sebastian Shaw, indo atrás de nazistas escondidos para encontrá-lo.

Raven Darkholme | Jennifer Lawrence

Mutação: Metamorfose

Vulgo: Mística

Quando criança, fugiu de casa ao descobrir sua mutação e foi parar na porta de um jovem Charles Xavier, que o acolheu até a fase adulta. Trabalhando com Xavier na busca por outros mutantes, ela conhece Hank McCoy e inicia um caso com ele após se familiarizar com seu desejo de ser uma pessoa normal.

Dr. Hank McCoy | Nicholas Hoult

Mutação: Agilidade, força e aspectos bestiais 

Vulgo: Fera

Talentoso pequisador de uma divisão da CIA, Hank apresenta desde criança habilidades bestiais, as quais ele jura encontrar uma cura. Envolve-se com Raven Darkholme e atinge um monstruoso estado de mutação ao tentar injetar uma vacina, que o deixa com pelos azuis e aparência de uma fera.

Alex Summers | Lucas Till

Mutações: Lançamento de raios de calor

Vulgo: Destrutor

Chamado por Xavier e Erik em uma prisão, o jovem Alex tem medo de destruir tudo ao seu redor, em decorrência de sua mortal habilidade. Na escola para Superdotados, é treinado e começa a apresentar controle sobre o seu poder. Na mitologia dos quadrinhos, é irmão de Scott Summers (Ciclope), mas no filme é seu pai.

Sean Cassidy | Caleb Landry Jones

 

Mutação: Emissão de ondas sonoras descomunais

Vulgo: Banshee

Enviado para a escola de Xavier, o escocês Sean Cassidy aprende a aprimorar sua habilidade de emitir altas ondas sonoras, alcançando o nível de poder voar com elas. Tem papel de destaque na batalha final do filme.

Angel Salvatore | Zoë Kravitz

Vulgo: Angel

Mutação: Asas de libélula

Trabalhando em um bordel, ela é chamada por Xavier e Erik, que a levam para a Escola para Superdotados. Em meio a aulas de controle e contato com outros mutantes, ela acaba indo para o lado de Sebastian Shaw e seu Clube do Inferno.

Sebastian Shaw | Kevin Bacon

Mutação: Absorção de energia

Líder de uma organização secreta conhecida como Clube do Inferno, Shaw pretende começar uma guerra atômica. Contra os humanos, ele desenvolve a tecnologia do capacete de Magneto – que protege sua mente de ameaças de mutantes psíquicos- e é o estopim entre a rivalidade de Xavier e Erik.

Emma Frost | January Jones

Mutação: Manipulação psíquica e Pele de diamante

Vulgo: Rainha Branca

Um dos membros do Clube do Inferno, Emma Frost é uma mutante perigosa e braço direito de  Shaw, ajudando-o a manipular políticos e militares.

Azazel | Jason Flemyng

Mutação: Aparência demoníaca, teletransporte

Azazel é um demônio que também é membro do Clube do Inferno. Com sua habilidade de teletransporte ele ajuda Sebastian Shaw em quebras de segurança e invasões, sendo especialistas em combates com facas e espadas. Na mitologia dos quadrinhos, ele é pai do Noturno, que aparece no segundo X-Men.

Janos Quested | Álex González

Vulgo: Maré Selvagem

Poderes: Cria pequenos ciclones e ondas

Também faz parte do Clube do Inferno, ajuda Shaw durante suas missões.

Previously on the X-Men movies…

X-Men: O Filme (2000)

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido filme de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva.

O que a Fox e a Marvel preparam para os mutantes… (lembrando apenas que a Marvel aqui não é a mesma de Os Vingadores, já que os direitos dos X-Men pertencem à Fox e não à Marvel Studios)

Segunda Classe

Se Primeira Classe arrebentar nas bilheterias, uma continuação já está garantida. Vaughn confirma seu retorno e faz (novamente) uma comparação com o Batman de Christopher Nolan, prometendo um desenvolvimento na linha de O Cavaleiro das Trevas. O diretor já falou bastante sobre a possível “Segunda Classe” e suas ideias incluem Magneto como o assassino de John Kennedy e apenas um personagem novo, que deverá ser um mutante do lado do Professor X e que apresente algum desafio ao Mestre do Magnetismo.

A ideia é ter uma trilogia, mas ainda é muito cedo pra falar de um terceiro filme…

The Wolverine

Ambientada no Japão, Logan viaja para a Ásia para encontrar pistas de sua origem, mas acaba por encontrar novos inimigos e um novo amor. Na moral? Péssima ideia. Minha única esperança no filme estava baseada na presença de Darren Aronofsky como diretor, com sua saída, perdi o ânimo… Hugh Jackman continua na produção, que busca um diretor.

Deadpool

Demorando pra sair do papel, mas a Fox ainda promete um filme do mutante canastrão vivido por Ryan Reynolds em X-Men Origens: Wolverine. No entanto, os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick (de Zumbilândia) prometem uma versão completamente diferente do personagem, tendo um texto violento e de censura 18 anos entregue. O novato Tim Miller dirige e Reynolds reprisa o papel. Bem, duvido que a Fox banque uma censura 18 anos pra um personagem desconhecido, mas…

X-Men 4

Sim, sim, sim! A peça de xadrez mexe sim e Xavier está vivo, agora resta saber se a Fox vai querer continuar a história original dos X-Men iniciada por Bryan Singer. Na minha opinião, um X-Men 4 seria descartável; acho que o terceiro filme conclui o arco de maneira satisfatória.

Considerando que Michael Fassbender e James McAvoy assumem versões jovens de personagens já apresentados às telas, relembremos alguns exemplos dessa situação no cinema:

Vito Corleone – Robert De Niro |O Poderoso Chefão – Parte II

Papel que lhe rendeu o Oscar de Ator Coadjuvante, Robert DeNiro faz uma excelente versão jovem do eterno Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando no filme original. Fala em italiano quase o filme inteiro e protagoniza uma bem elaborada ascensão mafiosa.

Sr. Spock – Zachary Quinto | Star Trek

Tudo bem que todos que fazem parte do elenco do novo Star Trek tiveram que se esforçar para apresentar versões rejuvenescidas de seus personagens, mas ninguém deve ter ralado tanto quanto Zachary Quinto. Por quê? Bem, Spock é o único personagem que os não-fãs conhecem e também o mais icônico. O ator, que substitui Leonard Nimoy, é carismático e talentoso, além de muito parecido fisicamente com Nimoy.

Obi-Wan Kenobi – Ewan McGregor | Star Wars Episódios I-III

Na nova trilogia de Star Wars, é o escocês Ewan McGregor que carrega o elenco nas costas. Evoluindo ao longo dos anos, o ator faz uma genuína versão jovem de Sir. Alec Guiness em A Vingança dos Sith, assumindo seu visual, mas não simplesmente copiando sua performance no primeiro filme da saga. Temos também o Hayden Christensen que faz o Anakin/Darth Vader, mas deixa pra lá…

Indiana Jones – River Phoenix | Indiana Jones e a Última Cruzada

Mesmo que apareça apenas na cena de abertura, River Phoenix traça um autêntico perfil jovem do arqueólogo Indiana Jones, imortalizado por Harrison Ford. Percebemos algumas características que logo tornariam-se típicas do personagens, a origem de seu chapéu, medo de cobras, habilidade com chicote, entre outros… E Phoenix o faz muitíssimo bem.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas voltem para a crítica de X-Men: Primeira Classe. Até lá!