Arquivo para cenas

Confira o último trailer de INTERESTELAR

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 1 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Pelo menos eu espero que seja o último! Como se não já estivessemos empolgados o bastantes para Interestelar, a ficção científica de Christopher Nolan, a Warner lança agora mais um trailer do filme, repleto de cenas inéditas.

Traz também aquilo que acredito ser as primeiras composições de Hans Zimmer para o longa.

Confira:

Interestelar estreia em 6 de Novembro no Brasil.

Trailer internacional de THE DISAPPEARANCE OF ELEANOR RIGBY

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

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Há uns meses atrás falei aqui sobre The Disappearance of Eleanor Rigby, um curioso projeto que oferecia três filmes para a mesma história: um deles sob o ponto de vista da personagem de Jessica Chastain (Her), o outro sob o de James McAvoy (Him) e o último sendo uma junção dos dois (Them). O novo trailer que foi produzido para o mercado chinês ilustra melhor essa ideia, e é interessante reparar em como a mesma cena (em tela dividida, no vídeo) é a filmada, fotografada e colorida de forma diferente. Confira:

Acho isso muito, muito bacana. Só fica a dúvida de como as distribuidoras vão se virar pra lançar o filme. As três versões? Apenas a versão Them, com um possível lançamento em home video da Her e Him? Fica o mistério.

The Disappearance of Eleanor Rigby (acredito que a versão Them) estreia em 12 de Setembro nos EUA.

| Planeta dos Macacos: O Confronto | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Malcom e Cesar

Se já é difícil fazer um reboot funcionar, imagina então a continuação de um reboot. Eu pessoalmente nem consigo acreditar que a Fox tenha acertado em cheio com Planeta dos Macacos: A Origem em 2011, sendo uma das grandes surpresas daquele ano e uma das mais eficientes retomadas de franquias até o momento. E se o trabalho de Rupert Wyatt já era competente o bastante, Matt Reeeves elegantemente eleva o nível da série com Planeta dos Macacos: O Confronto.

A trama se passa 10 anos após os eventos do anterior, com a humanidade praticamente devastada após a epidemia da Gripe Símia. Nos arredores do que um dia foi São Francisco, encontramos um grupo de humanos liderados por Dreyfus (Gary Oldman) lutando para sobreviver e obter novas fontes de energia. A solução é dada na forma de uma antiga represa hidrelétrica, que pode vir a reabastecer a eletricidade do grupo, mas no caminho está uma imensa colônia de macacos inteligentes liderada por Cesar (Andy Serkis). A fim de manter uma trégua, Malcom (Jason Clarke) e sua família são enviados para negociar.

Para um blockbuster de verão americano, Planeta dos Macacos: O Confronto é muito mais inteligente do que se poderia esperar. Compará-lo com uma obra como Transformers: A Era da Extinção, por exemplo, é um caso revelador: o filme de Michael Bay preocupa-se puramente em fazer rios de dinheiros com seu espetáculo de merchandising e emburrecer o espectador com sua ação retardada, enquanto o de Matt Reeves surpreende por oferecer um cuidado maior a seu roteiro e seus personagens. O texto de Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver é simples em estrutura e temática, aprofundando-se sobre os frágeis laços que humanos e macacos tentam formar a fim de coexistir, mas a História nos ensina que é uma situação quase impossível de se manter de forma estável. O trio engenhosamente equilibra os pontos de vistas de humanos e símios, e até cria belos paralelos entre as posturas de César e Malcom (ambos evitam conflito, lidam com companheiros radicais que o provocam e são pais).

E o roteiro ganha ainda mais força graças à direção precisa de Matt Reeves. Já percebi que o cara era talentoso em Deixe-me Entrar (mas por ser remake, as pessoas tendem a esquecer), e aqui ele tem a chance de brilhar em um filme que provavelmente será visto por muitos. Com uma razão de aspecto maior (1:85:1) a fotografia de Michael Seresin é certeira ao criar um mundo pós-apocalíptico crível, sempre apostando em tons frios e azulados – e  também as luzes alaranjadas que Reeves adora – garantindo um clima incômodo à produção, que também se beneficia de uma belíssima direção de arte. E mesmo que Reeves seja capaz de criar alguns dos mais lindos momentos do ano (que incluem pequenos gestos e ações entre humanos e macacos), ele logo nos lembra do real status da situação: uma cena silenciosa e contemplativa do filho de Malcom (Kodi Smith-McPhee, como cresceu o moleque) lendo com um orangotango é brutalmente cortada por uma onde dois humanos praticam artilharia com metralhadoras, em um exemplo da tensão existente entre os dois lados.

É um trabalho tão consistente e profundo, que confesso ter ficado um tanto desinteressado quando a ação enfim chega. Digo, os efeitos visuais de motion capture são absolutamente perfeitos, conferindo expressão e emoções a seus personagens símios (e Reeves é corajoso ao apostar em diversos momentos em que estes comunicam-se apenas por sinais), além de oferecer mais uma chance de Andy Serkis mostrar seu incomparável carisma. O que reclamo, é que as batalhas não me comoveram tanto quanto os eventos que culminam nestas, ainda que Reeves consiga tornar a invasão símia à base humana uma cena tensa, bem montada e temperada com a ótima trilha sonora de Michael Giacchino – que aqui se inspira claramente no trabalho de Jerry Goldsmith, responsável pela música do filme de 1968.

Planeta dos Macacos: O Confronto é um dos melhores filmes da franquia, corajosamente apostando em momentos intimistas e em uma longa construção atmosférica. Os efeitos estão melhores do que nunca, e é revelador notar que estes chegam a empalidecer diante daquele que é o grande triunfo do longa: o coração.

Certamente é uma evolução do blockbuster americano.

Obs: O 3D, mesmo que “nativo” é decente, mas não acrescenta muita coisa.

| O Lobo Atrás da Porta | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Leandra Leal e Milhem Cortaz: quem é o lobo? Ele? Ela? Ambos?

Pode parecer meio repetitivo para quem acompanha meus textos, mas eu realmente fico arrepiado quando vejo o que o bom cinema nacional de ficção (porque em quesito documentário, somos impecáveis) é capaz de fazer. De verdade. Em meio às imbecis comédias da Globo Filmes, biografias e obras essencialmente de cunho social/político (ainda que muitas sejam bem decentes), eis que surge o excelente O Lobo Atrás da Porta, impressionante filme de estreia de Fernando Coimbra que agrada justamente por se manter à velha moda: uma boa história, bem contada.

A trama é livremente inspirada em um evento real dos anos 60, começando quando uma delagacia de polícia encarrega-se de encontrar uma criança desaparecida. O policial responsável (Juliano Cazarré) começa então a recolher depoimentos da mãe, Sylvia (Fabiula Nascimento), do pai, Bernardo (Milhem Cortaz), e da amante deste, Rosa (Leandra Leal). Quando as histórias começam, pontos de vista se colidem e o policial vai desvendando uma trama complexa, sombria e regada à adultério.

À primeira vista, é a clássica história de detetive (e é ótimo ver a aposta nesse gênero) em sua estrutura e desenrolar, sendo beneficiada pela ótima montagem de Karen Akerman e as reviravoltas do roteiro do próprio Coimbra. No entanto, O Lobo Atrás da Porta parte então para um fascinante estudo de personagens, onde diversos detalhes e subtramas subjetivas nos revelam elementos interessantes sobre seus personagens. Mesmo que seu segundo ato desenrole-se mais lentamente ao focar-se na construção/decaída da relação entre Bernardo e Rosa, Coimbra mostra-se um diretor inteligente e hábil ao compor – junto ao talentoso diretor de fotografia Lula Carvalho – planos belíssimos e reveladores (como a apresentação de Bernardo, um coordenador de transportes públicos, que o traz caminhando em direção à câmera enquanto diversos ônibus cruzam pela rua às suas costas), apostando também em pouquíssimos cortes durante sua execução, conferindo um caráter quase que teatral à estética do filme.

Tal decisão também garante um esforço maior de seu excepcional elenco. Popular por seu “mestre das pérolas” Fábio dos dois Tropa de Elite, Milhem Cortaz aproveita sua postura e fisionomia para criar um personagem fracassado e desajeitado, e é justamente por tal caracterização, que é tão impressionante vê-lo libertando seu lado sombrio – quase beirando a psicopatia em dois momentos específicos. Vale notar também as presenças de Fabiola Nascimento, o cínico delegado de Cazarré e o pontualmente divertido alívio cômico de Thalita Carauta. Mas é realmente Leandra Leal quem consegue tomar o longa para si, mesmo rodeada de excelentes intérpretes. Na pele da desequilibrada Rosa, a atriz é quem enfrenta as decisões mais corajosas do texto e também a transformação mais fascinante, refletindo perfeitamente a metáfora do título (ainda que Bernardo também liberte seu “lobo” em momentos diversos) em uma performance memorável.

Não posso deixar de mencionar também o espetacular trabalho do design de produção do longa, que ambienta a narrativa em cenários periféricos e interiores do Rio de Janeiro. Uma decisão que fascina quando paramos pra pensar nos grandes thrillers de mistério que têm a cidade grande como pano de fundo central, e o diretor de arte Tiago Marques é hábil nos pequenos detalhes de cada habitação (a compacta e aconchegante casa da família de Bernardo se diferencia completamente do apartamento usado para começar seu caso extraconjugal, especialmente pela decoração provocante e os tons de vermelho) e a composição de cada uma: a desolação ajuda no impacto de determinadas situações; seja no primeiro encontro entre Bernardo e Rosa próximo à linha do trem, ou o assustador clímax que vai deixar o espectador preso à poltrona (pontuado com eficiência pela trilha sonora distorcida de Ricardo Cutz, ainda que aqui e ali ele abuse de notas típicas de um grindhouse).

Inteligente e corajoso com as decisões perturbadoras trilhadas por sua narrativa, O Lobo Atrás da Porta é uma experiência esmagadora e envolvente, optando por um gênero dificilmente encontrado na grande safra de produções nacionais. Puta filme.

| Jurassic Park 3D | Revisitando um dos grandes filmes de Spielberg

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , on 24 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

5.0

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A apresentação do T-Rex: aula de cinema

Quando era criança, Jurassic Park – Parque dos Dinossauros era um de meus filmes preferidos. Ao ter a notícia de que o filme seria relançado nos cinemas no formato 3D, evitei ao máximo assistir ao filme novamente (algo que não fazia há uns 5-6 anos até a estreia nos cinemas, neste ano). Com isso, voltei a ser aquela criança cujo queixo chegava até o chão ao contemplar essa maravilhosa aventura de Steven Spielberg e seus espetaculares dinossauros.

A trama, você bem sabe, envolve a criação de um parque temático com dinossauros reais. Graças à descoberta de um mosquito fossilizado, o milionário John Hammond (Richard Attenborough) torna possível a clonagem de uma amostra de sangue do período jurássico e, consequentemente, a criação genética de dinossauros. Acompanhado de dois paleontólogos (Sam Neill e Laura Dern) e de um cientista cool (Jeff Goldblum), Hammond promove uma visita ao local – que, obviamente, sai do controle.

Lançado originalmente em 1993, Jurassic Park continua impressionante. A mistura de efeitos digitais com animatrônicos (do falecido mestre Stan Winston) é perfeita e, mesmo 20 anos depois e com tecnologias superiores, faz jus ao espetáculo: a antológica primeira aparição do imponente T-Rex permanece uma aula de cinema acerca da criação do suspense (nada mais justo, já que é comandada pelo gênio responsável por Tubarão) e, confesso, por alguns momentos acreditei que aquilo era real – é o poder da magia da Sétima Arte. Ainda sobre execução, é triste olhar Jurassic Park e perceber que Steven Spielberg não faz mais filmes assim: o cineasta agora parece mais preocupado com dramas e biografias e, mesmo que não sejam de qualidade ruim, ficam abaixo do talento do diretor em criar imbatíveis tons de aventura e humor.

John Williams segue a mesma linha. Um dos maiores compositores musicais de todos os tempos, tem aqui um de seus mais icônicos temas (convenhamos, o cara manja quando o assunto é criação de temas icônicos) e faixas que ajudam a maravilhar as espetaculares imagens. E tais imagens ficam absurdamente bem ressaltadas na conversão em 3D do filme, que chega a chocar de tão eficiente – ficando até melhor do que aquela feita no relançamento de Titanic, supervisionada pelo próprio James Cameron.

Certamente um dos melhores filmes da carreira de Steven Spielberg, Jurassic Park – Parque dos Dinossauros é uma obra divertidíssima e que merece ser revisitada nas telonas novamente. Até mesmo seu diretor poderia fazê-lo, e lembrar-se de como seu talento para o gênero pode ser divino.

| Faroeste Caboclo | O tipo de produção que desperta esperança em nosso cinema

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Fabrício Boliveira encarna o anti-herói trágico de Renato Russo

Nunca fui um grande admirador de Legião Urbana, então fiquei perplexo quando vi a notícia de que uma canção do grupo seria transformada em longa-metragem. Baixou a desconfiança ao ver que tratava-se de uma música com quase 10 minutos de duração e ao fim da sessão de Faroeste Caboclo, é de se espantar com a verdadeira odisséia do protagonista – e com a qualidade do filme de René Sampaio.

A trama é centrada em João (Fabrício Boliveira), um órfão que viaja da região de Santo Cristo para tentar a sorte na cidade de Brasília. Lá, ele acaba por se envolver no tráfico de drogas e ganha um perigoso concorrente na figura de Jeremias (Felipe Abib) e uma paixão incontrolável paixão pela jovem Maria Lúcia (Isis Valverde).

Como admiti no parágrafo inicial, a discografia de Legião Urbana nunca esteve entre minhas preferidas (mas por uma questão que passa longe da condenação do trabalho do grupo), logo, a canção que origina o longa é novidade para mim. O roteiro de Victor Atherino e Marcos Bernstein acerta ao converter 9 minutos musicais em um filme de 105 minutos que jamais se prende a enrolações ou prolongamento desnecessário de história, já merecendo méritos por tal feito. É uma boa trama, ainda que traga alguns arquétipos batidos (o rapaz negro pobre, garota branca rica com o pai racista) e tome rumos incompreensíveis durante a execução do terceiro ato.

O que realmente faz Faroeste Caboclo abrir um sorriso até no mais voraz ofensor do cinema nacional (que carece de boas obras, covenhamos) é sua impressionante competência técnica. Estreante no cinema, René Sampaio demonstra uma rara inteligência visual ao criar planos criativos (vide a preparação do cenário do clímax, com os sacos de cocaína pendurados como uma galeria de tiro) e elaborar sequências geniais que contribuem à passagem de tempo, como aquela em que – através de cortes intrincados – acompanhamos Maria Lúcia projetar uma obra para a faculdade de arquitetura ao mesmo tempo em que João constrói uma parede de tijolos, o que não só ilustra perfeitamente a frase dita por este último (“O rico projeta, o pobre constrói”), mas também já define as diferenças sociais entre os personagens. Sampaio também é hábil ao criar diferentes tipos de estilo ao longa, apostando em referências diretas da trilogia O Homem Sem Nome para as cenas mais “faroésticas” ou em bom ouvido para selecionar músicas que definam o romance vivido pelos protagonistas (a própria banda Legião Urbana tem uma participação-relâmpago).

Com um elenco eficiente que entende a dramaticidade de suas figuras trágicas, Faroeste Caboclo é uma inteligente pérola técnica do cinema nacional e uma criativa adaptação. É o tipo de filme que nos faz ter esperança de que , um dia, o cinema nacional pare de apostar em porcarias e concentre-se em obras que arrisquem-se a algo mais.

Análise Blu-ray | BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , on 29 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento

O Filme

Após o sucesso absurdo do longa anterior, Christopher Nolan traz Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge para encerrar sua trilogia sobre o icônico super-herói da DC Comics. Mesmo que não alcance a perrfeição do segundo capítulo, o filme é uma conclusão satisfatória e épica ao extremo, levando seus personagens a rumos ousados (nunca antes um herói fantasiado levou uma surra tão brutal quanto a que vemos aqui) e continuando a abordagem sombria/realista que marcou os longas anteriores. Um excelente filme, e o melhor de 2012 até o momento. Crítica

Produção

No formato que usualmente se associaria aos modos de “Maximum Movie Mode” dos blu-rays da Warner, os bastidores de momentos chave do filme vêm no disco de extras e não junto ao filme. Divergências formais de lado, aqui acompanhamos o processo de criação de cenas como o sequestro do avião, a luta entra Batman e Bane, a perseguição final entre outras. A análise é mais profunda dependendo da dificuldade da cena (e, assim, momentos importantes ficam devendo um tratamento mais detalhado) e é incrível ver como Christopher Nolan realmente gosta de fazer tudo (ou quase) de verdade.

Personagens

Três mini-documentários que acompanham detalhes sobre a criação e história dos principais personagens de O Cavaleiro das Trevas Ressurge: Bruce Wayne, Bane e Selina Kyle. Por mais interessante que seja ver os realizadores discutindo os rumos da jornada do personagem-título ou a intensidade com que Anne Hathaway assumiu os saltos-alto Mulher-Gato, o destaque é mesmo do vilão Bane, que ganha uma análise que explora desde seu visual até a definição de sua voz e a selvagem trilha de Hans Zimmer.

Reflexões

Aqui, temos dois featurettes muito interessantes: um sobre o uso da tecnologia IMAX no filme e outro sobre a conclusão da trilogia de Nolan. O primeiro explora como as cenas ficam muito mais grandiosas no formato – e também como significativa quantidade da projeção aderiu às telas gigantes – enquanto o segundo traz depoimentos de diversos membros da equipe, sobre o final de O Cavaleiro das Trevas Ressurge e as experiências adquiridas no desenvolvimento dos três filmes.

Documentário “O Batmóvel”

Um ótimo documentário que explora o mito por trás do Batmóvel, e sua importância dentro da mitologia do Batman. Do carango usado por Adam West na série de TV dos anos 60, passando pelos estilosos modelos de Tim Burton e Joel Schumacher e, finalmente, ao Tumbler de Christopher Nolan, uma série de depoimentos de cineastas e designers explicam detalhadamente cada um dos carros utilizados pelo Homem-Morcego.

Arquivo de Trailers/Pôsteres

Sempre um “acessório” bem-vindo em edições especiais, aqui temos um acervo com os 4 trailers de divulgação do filme e as principais peças de divulgação do longa, que vão de pôsteres à banners. Nada a reclamar.

Nota geral:

 

Assim como os outros longas da trilogia em blu-ray (aproveitei pra comprar o box com os três filmes, recomendadíssimo) Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge traz uma qualidade de vídeo e som excelentes (com destaque para as cenas em IMAX, onde a imagem ocupa a tela toda) e um material extra muito bom, mas que certamente poderia ser mais explorado. A Warner com certeza deve estar guardando muito material para futuras edições (cenas excluídas e comentários em áudio são o que mais anseio), mas até esse dia chegar, esse blu-ray faz um belo serviço.

Preço: 79,90

 

 

O Prestígio | Especial BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

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O filme mais aguardado de 2012 enfim chega às telonas! Christopher Nolan promete (novamente) grandiosidade em sua conclusão da trilogia do Morcego com Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Já assisti ao filme na cabine de imprensa (leia a crítica aqui) e atualizei o post com novas informações. Acompanhe o especial e vejamos como será o resultado:

Algumas perguntas que circulam o projeto:

Quanto tempo separa Ressurge de O Cavaleiro das Trevas?

De acordo com Christopher Nolan, o novo filme se passa oito anos após seu anterior.

Quem são os vilões?

A principal ameaça encontra-se na forma de Bane, que lidera um grupo terrorista que visa levar o caos para as ruas de Gotham. Os boatos correm e muitos apontam em um retorno da Liga das Sombras de Batman Begins, e se o vilão não seria um membro que continuará a missão de Ra’s Al Ghul. Além disso, temos a Mulher-Gato (que serve também como aliada) e uma rápida aparição do Espantalho de Cillian Murphy vai ou não dar as caras…

Quais são as novidades no elenco?

Diretamente de A Origem, Tom Hardy, Marion Cottilard e Joseph Gordon Levitt reúnem-se com o diretor Christopher Nolan. O primeiro encarna Bane, Levitt dá forma ao policial John Blake (que tem uma importante participação na trama) e a atriz francesa encarna uma personagem não muito detalhada pela divulgação do filme, que atende pelo nome de Miranda Tate. E claro, temos Anne Hathaway como Selina Kyle, a melhor do filme.

O que é aquele objeto voador?

Novo “brinquedo” tecnológico do protagonista, o “Morcego” é um veículo voador desenvolvido por Lucius Fox. Basicamente, é a versão Nolan para o famoso Bat-Wing, que agora substitui o formato “morceganizado” por um militar, como o próprio Tumbler.

Há alguma menção ao Coringa de Heath Ledger?

Christopher Nolan havia dito que planejava usar o Coringa de Heath Ledger no terceiro filme (e com uma figura daquelas, quem não usaria?), mas devido a repentina morte do ator, isso não foi possível. Dessa forma, O Cavaleiro das Trevas Ressurge não faz menção alguma ao personagem.

Afinal, o Bane quebra ou não a coluna do Batman? [SPOILERS]

Quando anunciado que Bane seria o principal antagonista do novo filme, muitos fãs imediatamente remeteram à famosa HQ A Queda do Morcego, onde o vilão derrota o Batman e quebra sua coluna, deixando-o paraplégico. Pois bem, no filme a cena com o herói sendo espancado e humilhado está lá – assim como icônica joelhada na coluna – mas o golpe não é forte o suficiente para aleijá-lo, apenas deixando-o severamente machucado (com uma vértebra exposta).

Quanto do filme foi gravado em IMAX?

O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem quase 1 hora de material rodado em câmeras IMAX, rivalizando com os 28 minutos do filme anterior. Curiosidade: durante as filmagens, a dublê de Anne Hathaway acidentalmente colidiu com uma das gigantescas câmeras do formato, o que certamente rendeu um prejuízo de 500 mil dólares à produção; considerando a limitada disponibildade dos equipamentos. Veja o flagrante:

Após o fim da trilogia, como fica o Batman no cinema?

Como aconteceu com o Homem-Aranha, a Warner Bros anunciou que o Batman terá um reboot, já que os produtores afirmam que Nolan encerrou sua trilogia de uma maneira que impossibilita continuações. Eu pessoalmente acho que um reboot é exagero, o final dessa trilogia não é impossível de ser seguido…

Qual será o próximo filme de Christopher Nolan?

O nome de Christopher Nolan circula por muitos projetos, dentre os quais temos Superman – O Homem de Aço. O filme dirigido por Zack Snyder (que será lançado no ano que vem) teve o argumento original desenvolvido por Nolan e seu irmão, Jonathan e ambos afirmaram ser uma ideia “que não acreditavam ninguém ter pensado antes”. Recentemente, Michael Caine revelou ter sido contratado para o próximo filme do diretor, que seria um argumento original. Vamos aguardar…

Alguns velhos conhecidos e novas caras marcam presença em O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Bruce Wayne/Batman | Christian Bale

Tendo abandonado a máscara do vigilante Batman após aceitar a responsabilidade pelos crimes de Harvey Dent, Bruce Wayne encontra-se envelhecido e aposentado. Com problemas de coluna e exilado da sociedade, ele é forçado a voltar à ativa e recomeçar seu treinamento quando a ameaça terrorista de Bane promete destruir Gotham City.

Selina Kyle | Anne Hathaway

Habilidosa ladra noturna, Selina Kyle sustenta-se comentendo pequenos furtos e assaltos, sendo experienciada em lutas corporais e movimentos acrobáticos. Procurando uma chance de limpar seu histórico criminal e começar uma vida nova, ela se envolve com o grupo de Bane e, consequentemente, com Batman e seu alter-ego.

Bane | Tom Hardy

Bane é um mercenário (com espiríto revolucionário) que traz um grande plano envolvendo a destruição de Gotham City. Lidera um vasto grupo de resistência e incentiva uma rebelião de criminosos na cidade, tendo como habilidades uma força brutal e uma máscara respiratória que garante sua sobrevivência após este ter sido vítima de ferimentos agonizantes.

Comissário Jim Gordon | Gary Oldman

À beira da aposentadoria, James Gordon tem liderado uma campanha de luta ao crime implacável e bem-sucedida, mas ainda assim, sente-se na necessidade de revelar ao povo de Gotham o que de fato aconteceu entre ele, Batman e Harvey Dent anos atrás. Mas isso será o menor de seus problemas quando o grupo de Bane chegar à cidade.

John Blake | Joseph Gordon-Levitt

Jovem policial que vai rapidamente crescendo no departamento de polícia de Gotham, John Blake é um antigo amigo de Bruce Wayne e protegido do Comissário Gordon. Ainda que a cidade encontre-se em tempos de paz, ele anseia em descobrir a verdadeira história por trás do sumiço de Batman e também deseja que este retorne quando a situação piorar.

Alfred Pennyworth| Michael Caine

Leal mordomo e mentor de Bruce Wayne, Alfred sonha em ver seu patrão abandonar a vida eremita e sedentária que carrega, mas é contra sua decisão de retomar a máscara do Batman; temendo a impossibilidade de Bruce em sucedir contra oponentes perigosos e bem treinados.

Lucius Fox | Morgan Freeman

Ainda responsável pela Wayne Enterprises e a secreticidade das invenções tecnológicas de Batman, Lucius Fox é um dos principais incentivadores para o retorno de Bruce Wayne ao mundo real, tendo frequentes reuniões com a empresária Miranda Tate. Seu papel aqui é muito maior e importante.

Miranda Tate | Marion Cottilard

Miranda Tate é uma executiva filantropa que negocia  um projeto ambiental com as Wayne Enterprises. Sua relação com Bruce vai aumentando à medida que ela vai convencendo-o a reassumir a empresa e levá-la de volta aos dias de glória.

Uma olhada breve nos outros dois filmes da trilogia:

Batman Begins (2005)

Um marco para o cinema blockbuster, Batman Begins iniciou a onda de abordagens realistas para ícones populares (como Cassino Royale fez com James Bond). E justamente por tratar seu protagonista como um ser humano real – buscando inspiração nas primeiras histórias do personagem, muito mais sombrias – o reboot alcançou um resultado excelente ao mergulhar profundamente no psicológico do homem que se veste como morcego, em um estudo de personagem eficiente e que traz um visual dark e atmosférico. Isso sem falar da ótima performance de Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

A adaptação suprema de quadrinhos/super-heróis para o cinema, o melhor filme de Christopher Nolan é também um dos melhores da última década. Em um misto excepcional de ação desenfreada, trama policial brilhante e temas morais/éticos abordados com impressionante intensidade, O Cavaleiro das Trevas é um filme surpreendente que aprimora o original em todos os sentidos. Todo o elenco é de primeira, mas o destaque fica para a magistral performance de Heath Ledger como o Coringa.

Os oponentes que já deram as caras na trilogia de Nolan.

O Espantalho

Intérprete: Cillian Murphy

Bio: Alter ego do psiquiatra Dr. Jonathan Crane, o Espantalho é uma arma de medo. No universo de Nolan, ele tem associação com o mafioso Carmine Falcone, gerenciando o hospício Asilo Arkham e livrando diversos de criminosos de penas de prisão ao diagnosticá-los como insanos. Sua principal arma é o gás do medo, que provoca alucinações em suas vítimas.

Desfecho: Foi preso pelo Batman no início de O Cavaleiro das Trevas. Tem uma pequena participação em Ressurge.

Ra’s Al Ghul

Intérprete: Ken Watanabe/Liam Neeson

Bio: Líder de uma associação secreta conhecida como Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul é visto como imortal nos quadrinhos, mas no filme de Nolan é apenas uma figura que ganha diversos representantes. O principal deles, é o mentor de Bruce Wayne que também foi responsável por seu treinamento: Henry Ducard. Suas habilidades incluem treinamento ninja e domínio de inúmeras artes marciais.

Desfecho: Após fracassar em destruir Gotham, é morto no fim de Batman Begins.

O Coringa

Intérprete: Heath Ledger

Bio: Criminoso anarquista brilhante, o Coringa só tem um objetivo: testar e destruir o psicológico de seus oponentes, assim como perturbar a ordem dominante e estabelecer o caos. Sem nunca ter seu passado revelado (o máximo são algumas histórias que o próprio inventa para justificar sua aparência), é armado com inúmeras facas e usa de uma maquiagem para intimidar e ocultar as cicatrizes de sua boca.

Desfecho: É preso pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Harvey Duas-Caras

Intérprete: Aaron Eckhart

Bio: Implacável promotor público e o rosto da luta contra o crime em Gotham, Harvey Dent foi um símbolo de esperança e justiça em tempos sombrios. Aliando-se com o comissário Gordon e Batman, eles prometeram defender a cidade contra os ataques do Coringa. Dent sai na pior quando sua amada Rachel Dawes é morta e este e tem metade de seu rosto queimado durante um sequestro, levando-o a um desejo de vingança incontrolável. Armado com uma pistola, decide suas ações no cara-ou-coroa.

Desfecho: Ameaçando o comissário Gordon e sua família, é morto pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Bane [SPOILERS]

Intérprete: Tom Hardy

Bio: Após ser agredido cruelmente enquanto protegia uma criança de prisioneiros hostis, Bane é forçado a viver com uma máscara de gás que alivia sua agonia e garante sua sobrevivência. Libertado da tal prisão pela Liga das Sombras, ele é então treinado por Ra’s Al Ghul como um poderoso mercenário, mas é banido do grupo ao se apaixonar pela filha de seu líder.

Desfecho: É morto por Selina Kyle em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Porque teatrilidade e ilusão são agentes poderosos, sr. Wayne…

O Traje

Peça da Wayne Enterprises para o exército americano, o traje de sobrevivência oferece resistência a facas e também é à prova de balas (menos um tiro direto, de acordo com Lucius Fox).

A Capa

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como “tecido da memória”, é um pano flexível e leve e que assume diversas formas ao ter uma corrente elétrica acionada. Com tal equipamento, Batman consegue usar essa capa para planar longas distâncias.

O Tumbler

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como um veículo para auxiliar na construção de pontes, o Tumbler foi transformado pelo Batman em um carro militar. Traz uma armadura resistente e que dificulta a identificação em ambientes noturnos, além de ser completamente à prova de balas. No quesito poder de fogo, temos mísseis e bombas.

Bat-Pod

Módulo de escape do Tumbler – quando este sofre danos catastróficos – a Bat-Pod transforma dois pneus do carro em uma moto veloz e destruidora. Além de trazer um arpão em suas utilidades, tem dois eficientes canhões na dianteira do veículo.

As encarnações da Mulher-Gato no cinema:

Lee Meriwether em Batman – O Homem Morcego

A primeira Mulher-Gato dos cinemas, Lee Meriwether vive a personagem na adaptação da cartunesca série de TV de Adam West. Não assisti ao filme, então não tenho como avaliar a caracterização (mas vale observar que o visual de Anne Hathaway teve ligeira inspiração aqui).

Michelle Pfeffer em Batman – O Retorno

Grande destaque do mediano filme de Tim Burton (faria mais sentido o filme se chamar Catwoman Begins ao invés de Batman – O Retorno), a ladra felina de Michelle Pfeiffer ganha uma origem sobrenatural após ser “ressuscitada” por um bando de gatos. A vilã é armada com chicote, garras e uma apertadíssima roupa de couro.

Halle Berry em Mulher Gato

Em um sofrível derivado que reinventa a personagem, Halle Berry vestiu o traje curto e rasgado da Mulher-Gato, ainda mantendo uma história sobrenatural (dessa vez trazendo… Reencarnações de deuses egípcios felinos) como origem da anti-heroína.

Anne Hathaway em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mais pautada à realidade, a versão Anne Hathaway para a ladra felina não apresenta habilidades sobrenaturais, apenas movimentos flexíveis e um apertado traje de couro. Experiente em roubos e tiroteios, ela ainda conta com lâminas no salto de sua bota.

Relembremos os melhores momentos (ou os meus preferidos) dos capítulos anteriores da trilogia:

Abraçando o Medo

Descobrindo a caverna subterrânea que viria a se tornar o quartel do Batman, Bruce Wayne é atacado por um enxame de morcegos e então este tem um momento de epifania. Com belo uso das sombras na fotografia de Wally Pfister, o sujeito abraça o medo e conforta-se com ele, adotando-o como arma.

“Gostaria de ver minha máscara?”

Tendo notado a insistência do mafioso Carmine Falcone em fazer parte de seu plano, o dr. Jonathan Crane é forçado a lhe apresentar seu sinistro alter-ego: o Espantalho.

“Um pouco do seu próprio remédio?”

Após ter sido humilhado em seu primeiro encontro com o Espantalho e seu gás alucinógeno, Batman invade o Asilo Arkham e oferece ao doutor um pouco de seu próprio remédio. Destaque para a montagem agressiva de Lee Smith (que ajuda a tornar o herói pouco perceptível) e a versão demoníaca do Homem-Morcego.

Salvando Rachel

Na estreia do Batmóvel Tumbler, o herói esmaga viaturas e salta de prédios em uma tensa corrida contra o tempo; com sua amada Rachel Dawes envenenada e à beira da insanidade. Ficou bem claro aqui o talento de Nolan para cenas de ação.

“Mas não preciso te salvar”

O clímax de Batman Begins não decepciona em quesitos de pirotecnia, mas o que fica mesmo na memória é a solução encontrada por Batman para não matar seu antigo mestre, Ra’s Al Ghul.

Assalto ao Banco

Em um prólogo empolgante e imprevisível, o diretor Christopher Nolan faz juz aos melhores thrillers policiais de Michael Mann ao mostrar o Coringa e seus comparsas assaltando um banco da Máfia. Além de introduzir de forma impecável seu antagonista, define o tom do filme todo.

“Que tal um truque de mágica?”

Em uma cena antológica, o Coringa demonstra seu senso de humor negro à um grupo de mafiosos.

Perseguição do Carro Forte

Elevando o nível da perseguição de carros de Batman Begins, Nolan e sua equipe criam uma cena de ação incrível, trazendo o Coringa perseguindo Harvey Dent pelas ruas de Gotham e a estreia da bat-pod do herói. Admirável também é o uso de efeitos práticos, como miniaturas, explosões e a capotagem memorável de um caminhão.

“Você me completa!”

O duelo mais perigoso entre Batman e o Coringa, a cena do interrogatório traz um embate psicológico impressionante. Nele, vemos que um não pode existir sem o outro, que são apenas lados diferentes de uma mesma moeda. Atuação monstruosa de Heath Ledger aqui, que mostra fôlego nas risadas maléficas.

“Eu queria inspirar o bem, não a loucura e a morte”

Após a morte de Rachel e o acidente de Harvey Dent, Bruce senta-se à janela e conversa com seu fiel mordomo Alfred. É uma linda cena que retrata a derrota do super-herói e a angústia do personagem, além de trazer uma fotografia triste de Wally Pfister.

“Introduza um pouco de anarquia”

Quando pensamos que o filme acalmaria com a prisão do Coringa, este faz um retorno impressionante ao disfarçar-se de enfermeira e explodir um hospital. Além de ser divertido ver o sujeito brigando com o detonador, o discurso sobre caos e anarquia que corrompe Harvey Dent (agora, Duas-Caras) é fundamental para entender a natureza do personagem.

“Um cavaleiro das trevas”

Um final perfeito para um filme perfeito.

A carreira de Christopher Nolan, além da trilogia do Morcego:

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Link para o post original (de Agosto de 2010)

Revisitando a primeira franquia do Batman:

Batman (1989)

Primeiro grande filme do Homem-Morcego para o cinema, traz uma abordagem dark para o personagem após o tom cartunesco do famoso seriado de TV com Adam West. Lidando com uma boa história e personagens carismáticos (nem precisa dizer que o Coringa de Jack Nicholson rouba o filme), o filme peca em sua execução, já que – mesmo tendo um visual gótico lindo – Tim Burton não é a escolha ideal para um longa de super-herói.

Batman – O Retorno (1992)

Ainda que traga uma ótima ambientação (a sombria Gotham City castigada pela neve natalina cai muito bem em dias frios), a segunda investida de Tim Burton na franquia é incostante e descontrolada, trazendo bons personagens mas não oferecendo tempo suficiente para explorá-los a fundo. Nesse cenário, o próprio Batman é esquecido pelos roteiristas e Danny DeVito, como o Pinguim, encarna um dos vilões mais ridículos da História.

Batman Eternamente (1995)

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, deixando de lado as sombras e transformando o terceiro filme do Batman em uma aventura fantasiosa e infantil. Apesar de trazer alguns bons elementos com os vilões Duas Caras e Charada (e não me refiro às caricatas performances) a história não convence e soa ridícula demais. E Val Kilmer não tem nada a ver com Bruce Wayne…

Batman & Robin (1997)

Se Schumacher já começava a flertar com o ridículo no longa anterior, ele o leva para cama no péssimo Batman & Robin. Trazendo caracterizações ridículas de bons personagens, o filme ainda sofre com elementos babacas (nunca, mas nunca esqueceremos do bat-cartão de crédito) e uma trama risível que poderia muito bem estar num desenho animado de sábado de manhã. Lembrando que o filme também trazia sua versão do Bane.

Com a conclusão da trilogia de Nolan, ficam algumas dicas e sugestões para como o personagem pode gerar novos filmes:

Chega de origem

Com Batman Begins tendo gastado uma enorme quantidade de tempo explicando a origem e as motivações do herói (e fazendo-os de maneira impecável), é irrelevante que um reboot volte novamente para o assassinato dos pais de Bruce Wayne. O Espetacular Homem-Aranha nos mostrou que recontar a mesma história “de forma diferente” não funciona, então que a Warner não cometa o mesmo erro com o Morcego.

O desfecho da trilogia ****HEAVY SPOILERS!****


Joseph Gordon Levitt e a adoção do símbolo

Só pra quem viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge hein! No fim do novo filme, o detetive “Robin” John Blake é o herdeiro da batcaverna após Bruce Wayne simular sua morte e fugir para Florença, e tudo indica que este adotará o símbolo de Batman como novo vigilante de Gotham. Eu adoraria ver como a história de Joseph Gordon Levitt iria progredir, e uma boa inspiração caso esse gancho seja de fato seguido é o desenho Batman do Futuro.

Série Arkham


Batman – Arkham City

Juntamente com a trilogia de Christopher Nolan, os jogos da série Arkham foram a melhor coisa a surgir para o personagem em anos. O que chama a atenção aqui é o tom sombrio da série, mas que não se preocupa em ser realista e abraça elementos fantásticos dos quadrinhos em uma trama essencialmente adulta. Fica a sugestão de não necessariamente adaptar o jogo, mas sim adotar sua atmosfera.

Bem, o especial fica por aqui e espero que tenham gostado. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nos cinemas no dia 27, mas você já pode ler a crítica aqui.

Gostaria de dedicar esta postagem à memória das vítimas do terrível tiroteio em Aurora, de 20 de Julho de 2012.

Assista a 4 cenas de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Posted in Trailers with tags , , , , on 13 de junho de 2012 by Lucas Nascimento

O retorno do super-herói aracnídeo às telonas está chegando e, com isso, temos quatro clipes que ajudam a dar uma ideia quanto ao tom de O Espetacular Homem-Aranha. Parece bom (mas ainda acho que os efeitos visuais precisem de aprimoração) e divertido. Confira:

O segundo melhor da turma

Connors vai te pegar

Lagarto gigante

Perseguição policial

O Espetacular Homem-Aranha estreia em 6 de Julho.

| O Artista | O filme mudo que tem dado o que falar

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , on 11 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

4.5


Os ótimos Jean Dujardin e Bérénice Bejo

É impressionante quando um filme consegue te fazer voltar no tempo, ainda mais quando é nostálgico como O Artista. Filme francês mudo e em preto-e-branco dirigido por Michel Hazanavicius, é disparado o favorito ao Oscar e certamente merece suas 10 indicações ao prêmio, sendo uma linda homenagem ao cinema dos anos 30.

A trama acompanha um dos momentos mais revolucionários da História do cinema: a chegada do som em um ambiente dominado por produções mudas, e como a inovação resultou no colapso de inúmeras estrelas. Nesse cenário, temos George Valentin (o ótimo Jean Dujardin) como um artista mudo que entra em decandência, a passo que a novata Peppy Miller (a apaixonante Bérénice Bejo) vai ascendendo como atriz do cinema falado.

É preciso muita ousadia fazer um filme mudo em pleno século XXI. Em tempos em que a indústria cinematográfica é sustentada, em sua maioria, por computação gráfica e conversões em 3D, eis que surge um pequeno grande filme que é bem sucedido justamente por retroceder às origens do cinema. O Artista parece e sente como um longa dos anos 20; desde sua apresentação (com os créditos antes do filme) até a montagem habilidosa e repleta de transições típicas da época. Eu não sou especialista no cinema mudo, mas percebe-se que o espírito de tais produções era o que é visto aqui: a grande expressividade dos atores que dá lugar às palavras (Dujardin e Bejo, assim como todo o elenco, são espetaculares) e o uso constante da trilha musical, no caso as ótimas composições de Ludovic Bource.

Hazanavicius entende o espírito da coisa e entusiastadamente usa-se de diversas referências. Há um pouco de Crepúsculo dos Deuses (não só pelo tema de transição, mas uma situação que remete bastante à de Norma Desmond no filme de Billy Wilder), Cantando na Chuva (que, curiosamente, é mais um exemplar do tema) e uma espetacular cena de sapateado digna de Fred Astaire. E mesmo assim, ele faz do filme algo seu e mostra-se criativo em suas composições visuais, como a ascenção de Peppy, que é brilhantemente retratada na cena de sua “subida” nos créditos de elenco e pela rima temática que traz Valentin saindo de um cinema lotado  durante a estreia de seu filme, conhecendo Peppy, apenas para posteriormente os papéis se inverterem e o astro mudo se tornar mais um na plateia, enquanto o nome de sua colega agora surge imponentemente no mesmo cinema. Genial.

O Artista é um deleite para amantes da Sétima Arte. Não posso ser o maior especialista em cinema, mas sei que Michel Hazanavicius fez aqui uma homenagem muito especial aos primórdios da indústria cinematográfica, e nem mesmo um Oscar é grande o suficiente para o filme. Uma verdadeira obra-prima.