Arquivo para chloe moretz

| Hanna | Joe Wright narra sua própria Hit-Girl

Posted in Ação, Aventura, Críticas de 2011, DVD with tags , , , , , , , , , , on 7 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Com Chloe Moretz arrepiando as telas na pele da assassina Hit-Girl em Kick-Ass: Quebrando Tudo, Hollywood resolveu fazer parecido. Saído das mentes de Seth Lochhead e David Farr (que assinam o roteiro), Hanna é uma aventura bizarra e muito interessante, contando com uma direção habilidosa de Joe Wright e uma ótima Saoirse Roman.

A trama acompanha a jovem Hanna (Roman), que é treinada por seu pai (Eric Bana) para se tornar uma assassina profissional. O grande mistério do longa gira em torno da perseguição que a menina sofre da CIA e da agente Marissa (Cate Blanchett). Dizer mais do que isso, seria spoiler, então paro por aqui.

Pra começar, Saoirse Roman continua provando seu inquestionável talento ao assumir diferentes personagens ao longo de sua carreira. Assumindo o papel-título aqui, ela enche Hanna com uma estranheza e inocência admiráveis; criada em cativeiro em uma cabana no Ártico, a jovem desconhece praticamente qualquer tipo de objeto tecnológico ou moderno (ao menos que você conte a habilidade desta com uma arma de fogo). A jovem atriz consegue traduzir para as telas essa aura de alienamento com muito carisma, mostrando também muita garra nas cenas de ação.

Vindo de dramas de época e adaptações de romances, Joe Wright é uma escolha inusitada para dirigir um thriller de espionagem. Com auxílio do diretor de fotografia Alwin Kücher, proporciona uma dos melhores espetáculos visuais do ano, passando de cenários surreais (bem desenhados por Sarah Greenwood, que acertadamente toma referências de contos dos irmãos Grimm) até lutas em planos-sequência (Eric Bana protagoniza a melhor delas). O uso de um playground infantil como palco de um violento confronto também mostra a inteligência narrativa de seu realizadores.

No entanto, Hanna sofre em seu roteiro. Introduzindo-se de forma misterioso e subjetivo (e acertando nesse quesito), o longa perde forças quando mostra a protagonista contracenando com uma família viajante (começando pela artificial Jessica Bardein, que interpreta Sophie) e diversas vezes perde o foco de sua história e, assim, prolongando-a sem necessidade. Por exemplo, é interessante observar Hanna em um encontro amoroso – retratando assim a vida que esta nunca terá – mas descartável no sentido da trama. Aliás, a tal família simplesmente é esquecida no terceiro ato.

Contando também como uma empolgante trilha sonora assinada pelo The Chemichal Brothers, Hanna é um bom thriller de ação que traz ótimas performances e uma direção mais do que inspirada. Só faltava uma história mais focada e que não se levasse tão a sério; com Kick-Ass deu mais do que certo.

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Chloe Moretz e Keanu Reeves recriam TAXI DRIVER

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 12 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento


Chloe Moretz no papel que fora de Jodie Foster

O mais recente longa de Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret, foi exibido em uma sessão teste no Festival de Cinema de Nova York. O resultado foi bastante positivo e para celebrar a ocasião, a Bazaar organizou um portfolio com diversas cenas dos filmes do diretor recriadas por outros atores.

Muito bacana, mas o que me chamou mais a atenção, é o trabalho de Keanu Reeves e Chloe Moretz na homenagem à obra-prima suprema de Scorsese, Taxi Driver. Confira abaixo:


Chloe Moretz e Keanu Reeves

Para ver todas as fotos da Bazaar, clique aqui.

A Invenção de Hugo Cabret estreia no Brasil em 20 de Janeiro.

Análise Blu-ray | DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Deixe-me Entrar foi recebido com certo preconceito pelo público (a limitada quantidade de pessoas que o assistiu, isto é) por tratar-se de um remake de um cultuado longa sueco. Com razão até, Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson é um belíssimo filme e quase irretocável, mas se a versão de Matt Reeves consegue ser respeitosa, artística e apresentar suas próprias características – que resultam em um grande filme -, não vejo motivo para aversão ao longa. Crítica

Extras

Comentário em Áudio com Matt Reeves

O diretor e roteirista Matt Reeves acompanha o filme com um excelente comentário em áudio, onde revela os desafios em readaptar a história (mudando acertadamente o foco da narrativa), sua paixão pelo material original e suas (ótimas) técnicas e referências, que vão de O Bebê de Rosemary até os filmes de Alfred Hitchcock. Esse extra só aumentou meu respeito pela produção e o cineasta.

Um Olhar por dentro do making-of de Deixe-me Entrar

Um pequeno making-of sobre o filme, que explora em entrevistas com o elenco e produtores, a força da obra de John Ajvide Lindqvist e sua importância no mito do vampiro. Acompanhamos também a entrada de Matt Reeves na direção, a escolha de cada intérprete do longa e também as mudanças na trama.

A Arte dos Efeitos Visuais

Bem curto e objetivo, o extra deixa as imagens falarem por si próprias e exibe diversas tomadas do filme que apresentam uso de efeitos digitais, apresentando as fases de composição até chegar no resultado final. Bacana, mas em algumas cenas os efeitos eram completamente desnecessários (sangue no rosto, por exemplo).

Cena do acidente de carro passo-a-passo

A sensacional cena da capotagem do carro de Richard Jenkins ganha uma análise mais detalhada neste breve extra. Reeves explica os diferentes processos da sequência, que envolveram um dublê dirigindo, uma réplica do carro girando em estúdio e efeitos digitais para o cenário visto no retrovisor e janelas do veículo. Trabalho complicado, mas que fica muitíssimo bem em cena.

Dissecando Deixe-me Entrar

Extra interativo exclusivo do Blu-ray, ele apresenta um picture-in-picture em certos momentos para detalhar curiosidades sobre a produção (como informações sobre o personagem de Richard Jenkins, o cubo mágico e diversos outros). Boa sorte para encontrar todos…

Cenas Excluídas

Aqui temos 3 cenas que foram cortadas da edição do filme: Abby brincando com um quebra-cabeças (bem curta), uma conversa entre Owen e o Professor Zorin (muito interessante) e o flashback que mostra o ataque sofrido por Abby, que a transformou em uma vampira (intenso e trazendo uma ótima performance de Chloe Moretz). É possível também assistí-las com comentário de Reeves, que explica os motivos da ausência de cada cena no longa.

Galerias de Trailers e Pôsters/Imagens de Bastidores

Bem, o título é auto-explicativo… Temos duas galerias separadas com pôsters e imagens de bastidores e trailers de divulgação do filme. Na minha opinião, é sempre um bônus quando esse tipo de material marca presença nos extras.

Nota Geral:

O blu-ray de Deixe-me Entrar ainda não está disponível no Brasil, mas é extremamente recomendável que ele faça parte de sua coleção quando chegar ao mercado nacional. O filme é impecável em imagem e som, e seu material extra é satisfatório. Esqueça Crepúsculo e vá atrás deste.

Obs: Agradecimentos à Giovanna Penteado por ter trazido o filme de sua viagem aos EUA.

Primeira Olhada: HUGO

Posted in Primeira Olhada with tags , , , , , , , , , on 17 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

O trailer do novo filme de Martin Scorsese saiu esta semana e parece completamente diferente de todos os outros trabalhos do genial diretor. Uma breve primeira olhada em Hugo (sim, já foi A Invenção de Hugo Cabret, Hugo Cabret e agora é simplesmente Hugo. Daqui há uns meses vão mudar pra H…).


A Paris de 1930, caprichada no contexto de Hugo Cabret

Começando pelo visual, ele parece bem interessante. Ambientado na década de 30, a cidade de Paris na visão do cineasta mescla um estilo realista com um mais fantasioso e, a julgar pelos enquadramentos e movimentos de câmera, o diretor promete usar bem a tecnologia 3D e contar de forma divertida a história do robô mensageiro encontrado por Hugo Cabret.


Divertidíssimo, Sacha Baron Cohen promete roubar o filme

Mas o melhor do trailer (em minha opinião) é o elenco. Asa Butterfield (O Menino do Pijama Listrado) é um jovem talentoso e deve ficar ainda melhor sob a supervisão de Scorsese, assim como a ótima Chloe Moretz (Deixe-me Entrar). E sem comentários quanto à Sacha Baron Cohen, que está divertidíssimo como o segurança de uma estação de trem, prometendo roubar a cena.


Os talentosos Asa Butterfield e Chloe Moretz sob a direção de Scorsese

Quanto à trama, é inegável que ela seja mais voltada ao público infantil mas, assim como aconteceu com Steven Spielberg, Scorsese pode manter seu invejável dom de contador de histórias e entregar um bom filme que pode até agradar todos os públicos.

Afinal, é Scorsese, certo?

Trailer:

Hugo estreia em 20 de Janeiro no Brasil.

Próximo da Fila: Martin Scorsese (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , , , , , , , on 1 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

O próximo filme de Martin Scorsese é, sem dúvida, o mais peculiar e inusitado de toda sua carreira: um filme de fantasia para família em 3D, adaptado do livro A Invenção de Hugo Cabret de Brian Selznick.

O título foi reduzido para Hugo Cabret e conta a história de Hugo, um menino órfão que mora numa estação de trem na Paris dos anos 30 e parte para resolver um mistério envolvendo seu pai e um enigmático robô mensageiro.

As filmagens em 3D já terminaram e a pós-produção está a mil por hora. No elenco, temos Asa Butterfield (O Menino do Pijama Listrado) como Hugo, Chloe Moretz (Deixe-me Entrar, Kick-Ass) como Isabelle e coadjuvantes de peso que incluem Jude Law, Christopher Lee, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen (o eterno Borat) e uma ponta de Johnny Depp.

Parece um filme interessante e vale a pena ver se Scorsese adequa-se ao gênero. Vamos aguardar.

Hugo Cabret estreia em 23 de Novembro nos EUA

Próximo da Fila: Tim Burton (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , , on 3 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

Depois do sucesso (de bilheteria, claro) de Alice no País das Maravilhas, Tim Burton entra na onda de vampiros na adaptação da série de tv sessentista Sombras da Noite (Dark Shadows, no original), sobre as desventuras de um vampiro e suas relações com vampiros, lobisomens e bruxas; gótico o suficiente para o diretor.


Mais uma vampira para Chloe Moretz

No elenco, obviamente temos Johnny Depp; ele interpreta o vampiro protagonista. Ainda em pré-produção, conta também com Jackie Earle Haley, Chloe Moretz (já em seu segundo papel de vampira), Eva Green, Michelle Pfiefer e Michael Sheen, que atualmente está em negociações.

Uma coisa é certa, com um elenco tão bom e uma temática gótica tentadora, Burton vai se esbaldar e eu não vejo a hora.

Dark Shadows estreia em 2012.

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte I | Atuações

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Bem-vindos à Parte I do Especial do Oscar 2011! Nesse post, veremos todos os indicados nas categorias de atuações, assim como os que foram esquecidos pela Academia… Vamos lá:

Javier Bardem | Biutiful

Personagem: Uxbal

Infelizmente, foi impossível para mim assistir à Biutiful (que também concorre em Filme Estrangeiro) e julgar se Javier Bardem merece ou não a indicação, mas gosto do ator e confio no seu talento, que certamente é aproveitado em um papel tão complicado.

Jeff Bridges | Bravura Indômita

Personagem: Rooster Cogburn

Provando que se dá bem em qualquer papel, Bridges interpreta o excêntrico Cogburn com muita energia e sotaque (além de uma pequena dose do The Dude), tornando o personagem divertidíssimo e admirável. Sempre com uma piada na ponta da língua, é imprevisível e bravo, tendo ótimos momentos com os demais personagens.

Jesse Eisenberg | A Rede Social

Personagem: Mark Zuckerberg

Na pele do criador do Facebook, Jesse Eisenberg surpreende em uma performance única, traçando uma personalidade muito peculiar a Zuckerberg: a de alguém isolado, tímido e tão emocianalmentei incapaz, que é rude com amigos sem perceber. Sempre com uma expressão séria, Eisenberg acerta por raramente transmitir o que se passa na cabeça do personagem, o que o torna imprevisível e até perigoso.

James Franco | 127 Horas

Personagem: Aron Ralston

Segurando o filme inteiro sozinho, Franco apresenta uma grande carga dramática e um carisma indiscutível. É impressionante como seu personagem resiste à sua situação, raramente apelando à melancolia. Seu talento é bem utilizado na cena em que fala sozinho em um “talk show” que, de tão boa, já ganha o espectador.

Colin Firth | O Discurso do Rei

Personagem: Rei George VI

Favorito disparado, Firth já levou praticamente todos os prêmios de Ator de cinema até aqui, deixando clara sua vitória. E, realmente, ele merece; sua performance como o rei que sofre de gaguice é memorável, intensa e, mais importante, o ator nunca se deixa levar pelo caricato –  traçando um retrato autêntico de seu problema, que poderia facilmente ser vítima de piadas, mas acaba por ser assombroso.

Ficou de fora: Leonardo DiCaprio | A Origem

Personagem: Dom Cobb

Naquele que é provavelmente o melhor ano de sua carreira, o talentoso Leonardo DiCaprio encarou dois grandes papeis: o do policial Teddy em Ilha do Medo e do Extrator Cobb em A Origem. Seu carisma e peso dramático estão mais evidentes no segundo filme, com uma performance forte e expressiva. A Academia ataca novamente…

APOSTA: Colin Firth | O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém rouba o prêmio de Firth desta vez.

Annette Bening Minhas Mães e meu Pai

Personagem: Nic

Pois é, infelizmente não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai (na época de lançamento, nem dei bola pro filme…), então fica difícil analisar a performance de Annette Bening. Mas uma coisa é certa: é um papel ousado e polêmico, e parece ser bem realizado pela atriz. Se Portman não vencer (o que é improvável), talvez ela ganhe.

Jennifer Lawrence | Inverno da Alma

Personagem: Ree Dolly

A performance de Lawrence é o grande destaque do pesado Inverno da Alma. A atriz é um talento promissor, apresenta uma personagem forte que não se deixa intimidar por nada, a não ser as preocupações com sua família, que mostra-se como seu único ponto fraco.

Nicole Kidman | Reencontrando a Felicidade

Personagem: Becca

Reencontrando a Felicidade infelizmente não estreará nos cinemas brasileiros a tempo do Oscar, então falar de Nicole Kidman será impossível. Mas é bom ver a atriz sendo indicada novamente, após uma fase dura no cinema.

Natalie Portman | Cisne Negro

Personagem: Nina Sayers

A performance de Natalie Portman é realmente extraordinária. Exibindo uma vulnerabilidade partircularmente frágil ao longo do primeiro ato, a personagem parece estar a ponto de se desmoronar a qualquer instante e transformar-se radicalmente em uma pessoa agressiva e sensual, ao decorrer da trama. Nas palavras da personagem “Foi perfeita”.

Michelle Williams | Namorados para Sempre

Personagem: Cindy

Namorados por Acaso infelizmente vai demorar para chegar no Brasil, por isso vai ficar difícil analisar o trabalho de Williams. Mas pelo que li, ela merece créditos: morou por alguns meses com o protagonista do filme – na esperança de criar um vínculo emocional maior. Há também, as polêmicas cenas de sexo, que quase garantiram um NC- 17 (a censura mais “punk” dos EUA) ao longa.

Ficou de fora: Chloe Moretz | Deixe-me Entrar

Personagem: Abby

Com uma promissora carreira pela frente, Chloe Moretz interpreta a vampira Abby com grande emoção, sempre escondendo suas intenções em seu ambígo olhar. Misteriosa e implacável, é uma maravilhosa composição que, atrevo-me a dizer, supera a do original sueco.

APOSTA: Natalie Portman | Cisne Negro

 QUEM PODE VIRAR O JOGO: Anette Bening | Minhas Mães e Meu Pai, mas é muito difícil…

Christian Bale | O Vencedor

Personagem: Dicky Eklund

Christian Bale é um monstro de ator. Sua performance como o viciado em crack Dicky Ward é espetacular e magnética, conseguindo o carinho do público mesmo com seus hábitos reprováveis. O personagem passa por uma transformação, movida pela afeição a seu irmão, contagiante e admirável. O ator merece o prêmio.

John Hawkes | Inverno da Alma

Personagem: Teardrop

Além de possuir o nome mais bacana entre os personagens, Hawkes compõe o personagem de forma perturbada, sempre com um olhar furioso, mas ao mesmo tempo com medo. É determinado e tem uma boa química com Jennifer Lawrence.

Jeremy Renner | Atração Perigosa

Personagem: James Coughlin

Renner mostra que não foi sorte de principiante em Guerra ao Terror. O cara tem talento e prova isso ao interpretar o encrenqueiro “Jem”, que é estressado e adora um bom crime. O ator enche-o de energia e torna-se o centro do apenas bom filme; suas cenas são as melhores e eu literalmente torci por ele no tenso clímax. Renner ainda vai dar o que falar…

Mark Ruffalo | Minhas Mães e Meu Pai

Personagem: Paul

Já estava na hora do talentoso Mark Ruffalo receber uma indicação ao Oscar. Infelizmente não assisti sua performance como o pai biológico das crianças de Minhas Mães e Meu Pai, mas percebe-se que é um papel complicado. Vi alguns clipes e o ator parece-me bem carismático.

Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Personagem: Lionel Logue

Colin Firth está espetacular como o protagonista de O Discurso do Rei, mas não seria a mesma coisa sem os momentos em que contracena com o ótimo Geoffrey Rush. Interpretando um terapeuta de fala, o ator preenche Logue com simpatia e humildade, complementando as cenas em que aparece com ótimo humor e inspira não só o personagem principal, mas também o público.

Ficou de Fora: Andrew Garfield | A Rede Social

Personagem: Eduardo Saverin

A grande carga emotiva de A Rede Social vem do carismático Andrew Garfield. Tem ótima química com Jesse Eisenberg e rende diálogos/discussões memoráveis, que vão ficando mais intensas, assim como a natureza do personagem que, de sua primeira aparição no quarto de Kirkland até seu confronto no Vale do Silício, impressiona pela criação de inimizade com o protagonista.

APOSTA: Christian Bale | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Amy Adams | O Vencedor

Personagem: Charlene Fleming

Na pele da bartender Charlene, Adams não só está linda como sempre, mas continua explorando seu talento mais a fundo, compondo a personagem como alguém que perdeu todas as oportunidades; o olhar da atriz sempre expressa essa característica. Uma grande carga dramática.

Helena Bonham Carter | O Discurso do Rei

Personagem: Rainha Elizabeth

Mesmo aparecendo pouco no longa, Carter se destaca por fazer um papel mais “comum”, depois de tanto Harry Potter e Tim Burton. Sua versão da esposa de George VI é alegre e radiante, sempre recitando suas falas com elegância e dedicação.

Melissa Leo | O Vencedor

Personagem: Alice Ward

Grande favorita ao prêmio, Melissa Leo entrega uma performance forte como a controladora Alice, cujo caráter de “durona” é apenas enfraquecido por seu filho Dicky. Não acho que ela mereça o Oscar; é uma boa atuação, mas nada de espetacular como rotulavam os críticos. No entanto, a atriz perdeu grande força com campanhas de votação FYC inadequadas e preconceituosas.

Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

Personagem: Mattie Ross

Injustamente indicada como Coadjuvante, a Mattie Ross de Hailee Steinfeld é de longe a protagonista do filme, e a atriz de 14 anos faz um trabalho impecável e energético, parecendo uma jovem adulta em alguns momentos, mas sem se esquecer de seu lado infantil – como provam seus contagiantes gritos de vitória e sua constante persistência. É a melhor entre as indicadas.

Jacki Weaver | Reino Animal

Personagem: Janine Cody

Reino Animal não chegou (e provavelmente não chegará tão cedo) ao Brasil, por isso fica difícil analisar a performance de Weaver nesse filme australiano tão comentado.

Ficou de Fora: Mila Kunis | Cisne Negro

Personagem: Lily

Sensual e provocativa, Mila Kunis reproduz a versão dark de Natalie Portman com muita afeição, ao mostrar diferenças de personalidade e também de dança. Chama a atenção por seu olhar provocante e malicioso, que seduz o espectador e manipula os personagens do filme.

APOSTA: Melissa Leo | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

E a parte I do especial acaba aqui, mas aguardem pela Parte II (minha preferida), sobre as categorias técnicas da noite. Até lá.