Arquivo para Christoph Waltz

| 007 Contra Spectre | Crítica

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de novembro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

SPECTRE
Antes tarde do que nunca: a primeira neve do 007 de Daniel Craig

Não é pra qualquer franquia a habilidade de se manter por 53 anos, 24 filmes e 6 atores. É surpreendente como um personagem tão explorado quanto 007 conseguiu ganhar diversas reinvenções ao logo desse tempo, em especial aquelas vistas com Daniel Craig em Cassino Royale e Operação Skyfall, que atualizaram o estilo de personagem para o século XXI ao mesmo tempo em que preservaram suas raízes. Marcando a quarta aparição de Craig como Bond, 007 Contra Spectre reúne – quese – toda a equipe de volta para tentar superar o sucesso do antecessor, e não é surpresa que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Na trama, James Bond procura mais pistas sobre seu passado após uma missão explosiva na cidade do México. A investigação acaba levando-o até Roma, onde descobre a existência de uma nebulosa organização criminosa conhecida como Spectre, chefiada pelo misterioso Franz Oberhauser (Christoph Waltz) e que parece estar por trás de diversas fatalidades na vida do espião.

Tudo bem, não é tarefa fácil superar Skyfall. Foi um dos filmes mais bem avaliados da série, o mais rentável da história do Reino Unido, vencedor BAFTA e dois Oscars e também um longa certeiro e nostálgico para os 50 anos do personagem. Sam Mendes retorna à cadeira de diretor, assim como os roteiristas John Logan, Robert Wade e Neil Purvis, que – não surpreendentemente – acabam caindo na armadilha de tornar Spectre parecido demais com Skyfall. Novamente temos Bond agindo em uma missão pessoal, novamente o MI6 enfrenta pressão do governo para justificar sua existência num mundo moderno (curiosamente, mesma situação que afetou a IMF em Missão: Impossível – Nação Secreta) e por aí vai. A repetição também se manifesta nos diálogos sem muita profundidade e mais interessados em entregar one liners falhos e sem imaginação (“Fiquei sem balas”, dado o contexto de uma cena específica, é broxante), ainda que algumas raras exceções funcionem: o humor pontual é ótimo, como quando Bond tem sua queda de um prédio interrompida por um sofá ou sua sincera reação ao novo ferimento de um oponente.

Mais do que qualquer outro filme da série, Spectre preocupa-se em conectar seus filmes, indo além das casuais referências nostálgicas (Sam Mendes claramente adora Viva e Deixe Morrer). Os eventos e personagens de CassinoQuantum of SolaceSkyfall são retomados fortemente aqui, criando uma relação megalomaníaca com o Oberhauser de Christoph Waltz, que oferece uma performance vilanesca típica de Hans Landa e promete agradar os fãs mais saudosistas com sua aguardada revelação. Aliás, é justamente essa revelação que torna o antagonista tão especial, já que suas ações não são realmente tão memoráveis – com exceção de uma arrepiante cena de tortura e a reunião dos membros da Spectre em uma sala escura que remete imediatamente a De Olhos Bem Fechados.

Mendes mantém uma condução eficiente, e já começa a projeção com um ótimo plano sequência pela vasta marcha do Dia dos Mortos na capital mexicana. Temos uma ótima sequência envolvendo carros e um avião na neve e uma brutal pancadaria no interior de um trem (remetendo a Moscou contra 007O Espião que me Amava, graças também à postura forte de Dave Bautista como o capanga Sr. Hinx) O diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema empresta seu grão sujo para ajudar o diretor, não alcançando um trabalho surreal como o de Roger Deakins em Skyfall, mas capturando belas imagens com paisagens na Áustria e a já mencionada reunião da Spectre, em uma tela expressionista ambientada em Roma. Só é uma pena que não tenhamos cenas muito inventivas, começando por uma perseguição de carro que não empolga – provavelmente por entrecortá-la com exposição de diálogos enquanto Bond conversa com Moneypenny (Naomie Harris, novamente) – e um clímax fraco que só se salva pela conexão criada com os longas anteriores, envisionando um cenário que realmente mergulha no inconsciente de Bond.

Além de Oberhauser, temos Léa Seydoux excelente como a psicóloga Madeleine Swann. Não chega a ser memorável como uma Vesper Lynd, mas é uma personagem forte e capaz de bater pra igual com Bond, gerando uma boa química com o sempre competente Daniel Craig, que ainda se mostra um ótimo Bond mesmo sem muito de novo a oferecer aqui (não levando em consideração as declarações pouco elegantes do ator). Ben Whishaw novamente atesta que a decisão de rejunescer Q foi genial e Ralph Fiennes surge durão como M, especialmente quando contracena com o cínico Andrew Scott, na pele de um burocrata calculista.

Em seus aspectos técnicos, é primoroso como a maioria dos filmes da série. Além da já comentada fotografia de Hoytema, a montagem de Lee Smith adiciona mais ações em paralelo (afinal, o cara é o colaborador de Christopher Nolan), em especial no clímax que envolve participação de toda a equipe, e Thomas Newman aproveita muito de seus temas criados para Skyfall, inovando apenas na influência musical do México e Roma; além de um mistério mais forte em torno da figura antagonista. Por fim, a sequência de créditos com “Writing’s on the Wall”, de Sam Smith, é provocante e dinâmica, sendo muito eficiente em mesclar a imagem de polvos com as tradicionais silhuetas femininas da saga.

007 Contra Spectre é mais uma boa adição à era de Daniel Craig como James Bond, ainda que não consiga subir ao mesmo nível de seu excelente antecessor. Traz bom entrenimento e nostalgia para os fãs de longa data, mesmo que seja impossível não se sentir um pouco decepcionado.

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O trailer final de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , on 2 de outubro de 2015 by Lucas Nascimento

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A cerca de um mês de sua estreia, 007 Contra Spectre ganha seu último trailer. Felizmente, é mais preocupado em trazer mais detalhes das cenas de ação do que da trama em si, ainda que o vilão Oberhauser de Christoph Waltz tenha mais destaque.

Confira:

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro no Brasil.

Confira o novo trailer de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 22 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

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Lançado em plena madrugada, o novo trailer de 007 Contra Spectre explora um pouco mais da trama, colocando em foco a caçada de James Bond pela misteriosa organização do título. Temos mais ação, locações e o primeiro vislumbre de Christoph Waltz.

Confira:

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro no Brasil.

Daniel Craig no primeiro pôster de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Ainda que um teaser pôster já tivesse sido divulgado em dezembro do ano passado, a Sony oficialmente lança o primeiro pôster oficial de 007 Contra Spectre, quarta aventura de Daniel Craig como James Bond. Confira:

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Não é uma arte das mais geniais ou inovadoras, mas vale apontar a observação de alguns usuários do Twitter, de que o traje de Craig é muito similar a um utilizado por Roger Moore em Com 007 Viva e Deixe Morrer:

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Bacana. E o trailer sai na semana que vem!

O filme é dirigido novamente por Sam Mendes, e traz Christoph Waltz, Monica Belucci, Léa Seydoux, Dave Bautista e Stephanie Sigman como novas adições. Ralph Fiennes, Naomie Harris e Ben Wishaw reprisam seus papéis de Skyfall.

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro.

| Grandes Olhos | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

BigEyes
Christoph Waltz e Amy Adams

Depois de anos mergulhado em histórias fantásticas povoadas por criaturas excêntricas como seu próprio estilo, Tim Burton resolveu parar e contar uma história sobre pessoas “normais”, e fico feliz que o tenha feito. Aguentei tudo que ele entregou até Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, mas suas baboseiras com Alice no País das Maravilhas e Sombras da Noite quase jogaram Burton no limbo. Com Grandes Olhos, Burton meio que se redime.

A trama é inspirada na história real do casal Margaret e Walter Keane (Amy Adams e Christoph Waltz, respectivamente) um casal de pintores que vivia uma boa carreira na década de 60. Margaret pintava seus característicos quadros retratando crianças com olhos desproporcionalmente grandes, enquanto Walter bancava o empresário e vendia suas obras. O problema é quando Walter começa a assumir todo o crédito pelo trabalho de sua esposa.

Nada de fadas, bruxas, vampiros ou outros seres “Burtonescos”, como Johnny Depp ou Helena Bonham Carter. A história também não é ambientada numa vasta mansão ou numa floresta gótica criada por efeitos visuais, mas sim uma pacata cidade da Califórnia. É certo dizer que Burton não contava uma história tão comum assim desde Ed Wood (não por acaso, o melhor filme de sua carreira), que me atinge como a principal influência para Grandes Olhos: é uma história comum, mas o diretor não esconde seu estilo e sabe dosá-lo apropriadamente, de acordo com a demanda narrativa. O Walter de Christoph Waltz, por exemplo, é uma figura gritantemente cartunesca, seja em seus acessos de raiva ou risadas de vitória.

Visualmente, Burton sabe muito bem a hora de jogar um enquadramento mais chamativo/expressionista (a pausa dramática, embalada pela música de Danny Elfman, quando um vendedor pergunta pelo real autor de uma pintura pela primeira vez é magistral) ou liberar todo seu “instinto” quando a trama alcança um momento onírico, no caso a ida ao mercado onde Margaret se depara com diversas pessoas com os olhos imensos. Toda a direção de arte – dos cenários aos figurinos – é eficaz ao criar um mundo colorido e vibrante que a fotografia de Bruno Delbonnel captura com beleza, ainda que não roube a atenção para si; é tão belo quanto uma pintura.

Tudo bem que em certos momentos não parece que estamos diante de uma história real, dado a abordagem mais cômica de Burton. Novamente, o Walter de Waltz (olha, que sonoro) e a Margaret de Adams parecem habitar universos diferentes, já que a performance da atriz é bem menos discreta e mais sutil do que a de seu companheiro. E mesmo tratando-se de acontecimentos verídicos, o roteiro de Scott Alexander e Larry Karaszewski poderia ser mais ácido, ou oferecer mais profundidade à questão do que é realmente Arte; um tema que este apenas tangencia brevemente.

Grandes Olhos é um dos trabalhos mais eficientes que Tim Burton trouxe nos últimos anos. Deixou de lado as fantasias góticas para se dedicar a uma história sobre seres humanos, e mesmo que esta não tenha sido empolgante quanto poderia ser, fico aliviado em ver que o diretor ainda sabe contar histórias.

Obs: Crítica publicada após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 24 de Janeiro.

| Quero Matar meu Chefe 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

HorribleBosses2
O trio sorri pro selfie

Uma grata surpresa de 2011 foi a comédia divertida Quero Matar meu Chefe, que se beneficiava de uma premissa inspirada e um elenco coadjuvante de peso. Grana aqui e boa recepção crítica ali, o filme ganha agora uma continuação, e você bem sabe que continuações para comédias não costumam ser grande coisa (Se Beber, Não Case! e o recente Debi & Lóide 2). Mas é também surpreso que relato aqui minha satisfação com Quero Matar meu Chefe 2, que cumpre a função de fazer rir e não simplesmente recicla o primeiro filme.

A trama nos traz de volta Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudekis), que agora têm a ambição de serem seus próprios chefes, apostando em uma invenção estupidamente eficiente produzida por um deles. Quando são enganados e falidos por um investidor inescrupuloso (Christoph Waltz), o trio resolve cobrir o prejuízo sequestrando seu filho (Chris Pine) e exigindo um resgate milionário.

A premissa é diferente, mas a fórmula permanece a mesma. Bateman continua fazendo o tipo sério, Sudekis o fanfarrão e Day continua absurdamente irritante em cena, conseguindo apenas ser pontualmente engraçado. A química dos três funciona e é divertido vê-los reagindo às situações que o roteiro de Sean Anders e John Morris lhes proporciona, que agora brinca com o planejamento e execução de um sequestro. A dupla oferece diversas reviravoltas e sabe muitíssimo bem dosar os elementos do filme anterior: Jamie Foxx, Kevin Spacey e Jennifer Aniston têm participações controladas e que servem à trama eficientemente, revelando um sólido trabalho de estrutura.

As novas adições também são interessantes. Chris Pine traz de volta o carisma cômico e imbecil que já demonstrou em algumas comédias românticas de seu passado não tão animador, criando um personagem que é um estereótipo ambulante, mas também capaz de surpreender. Christoph Waltz infelizmente sai desperdiçado, levando a sério demais um papel no qual caberia mais humor. Outra nova adição importante, o diretor Sean Anders se mostra tão competente quanto Seth Gordon (do primeiro filme), ao oferecer maior dinamismo visual, mesmo que a comédia seja centrada no roteiro: há time lapses eficientes, travellings divertidos e cortes que ajudam a manter o ritmo de certas piadas.

Quero Matar meu Chefe 2 vai agradar aos fãs do primeiro filme e também quem não se importa em ver um humor politicamente incorreto agressivo e até mesmo incômodo – racismo e machismo extrapolam um pouco. Tem um bom elenco entrosado e uma trama que envolve se o espectador permitir se entregar a ela.

Obs: Assim como no primeiro filme, os créditos finais trazem divertidíssimos erros de gravação.

Saiba detalhes sobre o novo filme de James Bond

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

spectre

A produtora de Barbara Broccoli organizou com a MGM e Sony Pictures uma coletiva de imprensa hoje cedo em Londres para revelar informações sobre o novo filme de James Bond, dirigido novamente por Sam Mendes. É um procedimento de praxe que o estúdio realiza para lançamentos de filmes de 007.

O título do novo filme é Spectre, clara referência à organização secreta do icônico vilão Blofeld.

Antes de tudo, Daniel Craig retorna para o papel principal, claro.

Christoph Waltz é confirmado como o vilão Oberhauser (nada de Blofeld, mas não descarte a possibilidade…). Andrew Scott (o Moriarty de Sherlock) será Denbigh, novo membro do MI-6. Dave Bautista será um dos vilões, Sr. Hinks. Monica Belucci e Léa Seydoux marcam as presenças femininas como Lucia Sciarra e Madeline Swann.

Rory Kinnear retorna como Tanner, Ben Whishaw como Q, Naomie Harris como Moneypenny e Ralph Fiennes como M.

Thomas Newman retorna para fazer a trilha sonora. Hoyte Van Hoytema (ElaInterestelar) fará a fotografia e Lee Smith (trilogia Batman – O Cavaleiro das Trevas) fica responsável pela montagem.

As locações incluem Londres, Roma, México, Tangier no Marrocos, Solden na Áustria (alpes suíços, alguém mais pensou em A Serviço Secreto de Sua Majestade?).

James Bond dirigirá um Aston Martin novamente, o novo modelo DB 10.

DB10

007 – Spectre estreia em 25 de Outubro de 2015.

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