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GLOBO DE OURO 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Confira em tempo real os vencedores (em cinema) do Globo de Ouro 2015!

MELHOR FILME – DRAMA

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA

O Grande Hotel Budapeste

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR – DRAMA

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATOR – MUSICAL OU COMÉDIA

Michael Keaton | Birdman

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA

Amy Adams | Grandes Olhos

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO

Birdman

MELHOR ANIMAÇÃO

Como Treinar o Seu Dragão 2

MELHOR TRILHA SONORA

A Teoria de Tudo | Jóhann Jóhannsson

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” – John Legend, Common | Selma

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Leviatã

 

| O Poderoso Chefão: Parte II | 40 Anos

Posted in Clássicos, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

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Gerações: Al Pacino como Michael Corleone e Robert De Niro como seu pai, Vito

Poucas continuações têm o impacto de O Poderoso Chefão: Parte II. Aliás, pouquíssimos filmes são complexos, ricos e completos como O Poderoso Chefão Parte II, uma obra densa e que traz em cada frame de seus 200 minutos uma justificativa para que seja considerado um dos melhores da História da Cinema, e que Francis Ford Coppola é um gênio como poucos.

Mais uma vez assinada por Coppola e o autor Mario Puzo, a trama aqui se divide para mostrar dois períodos distintos: de um lado, temos a continuação direta aos eventos do original, trazend0 Michael (Al Pacino) cada vez mais poderoso como o Padrinho da família Corleone, precisando arriscar um valioso acordo quando sofre um violento atentado que revela a existência deu um traidor em sua organização. Do outro, vemos a humilde origem de Vito Corleone (Robert De Niro) como um imigrante da Sicília, e os pequenos passos que vai dando para montar seu império mafioso em Nova York.

Um dos fatores centrais para o brilhantismo de O Poderoso Chefão: Parte II reside na audaciosa decisão de Coppola em fazer não apenas uma sequência, mas também uma prequela, que, mesmo jamais conversando diretamente entre si (o que seria impossível, claro), servem para definir e contrastar os personagens que as protagonizam. Tanto pela escala quanto pelo maravilhoso trabalho de design de produção, não seria um absurdo dizer que são na verdade dois filmes – de época – diferentes costurados entre si, um mérito todo da primorosa montagem de Barry Malkin, Richard Marks e Peter Zinner, trinca que divide bem o ritmo das narrativas e as une com transições belíssimas, sempre provocando o efeito de que pai e filho “se encaram” durante a fusão das cenas.

Tal estrutura, nos permite estudar o quão diferentes são Michael e Vito.

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Vito e os alencares da Família Corleone

Em um dos flashbacks, Vito encara imóvel o sofrimento de seu filho diante de uma pneumonia. Quase escondendo o rosto nas mãos ao mesmo tempo em que é incapaz de fazer algo para socorrê-lo ou mesmo segurar suas lágrimas (em uma atuação sutil e contida de De Niro), Coppola já estabelece de forma belíssima e de partir o coração os motivos que levam o personagem a agir ilicitamente, e que também justificam a ação violenta que Vito será forçado a tomar a seguir. E mesmo depois do brutal assassinato de Don Fanucci (uma cena magistral que por si só merece uma análise isolada), o diretor nos faz lembrar o que move Vito ao mostrá-lo caminhando pela multidão por um longo plano, até encontrar sua família e carinhosamente se juntar a ela; abraçando o recém-nascido Michael, e praticamente falando ao espectador que é tudo pela família. Cinema puro, onde as imagens transmitem muito mais do que o que se vê.

Já Michael revela-se sedento por poder, ainda que também aja para proteger sua família, ainda que aquela formada por mafiosos aparente lhe interessar mais. Mesmo que eventualmente se renda a instintos sombrios e imperdoáveis, Michael é também vítima do seu tempo, um que é muito mais complexo e sujo do que aquele mais ingênuo e menos organizado habitado por Vito, 40 anos atrás. Eu me pergunto se Vito seria capaz de manter seu negócio próspero durante a Guerra Fria, e também mantendo sua posição contra o tráfico de drogas.“Não é fácil ser o filho”, diz Michael para seu irmão Fredo (John Cazale) em certo ponto. Até sob as lentes do diretor de fotografia Gordon Willis, Michael é um ser humano muito mais sombrio, sempre banhando-o com escuridão.

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Michael enfrenta as acusações da Justiça Americana

Na pele das figuras opostas, temos um intenso Al Pacino e um cuidadoso Robert De Niro. Pacino impressiona com a quantidade de emoções que consegue transmitir ao mesmo tempo, como se Michael estivesse constantemente prestes a explodir; e quando o faz, tal como na brutal discussão com sua esposa Kay (Diane Keaton, coadjuvante de luxo), vemos tudo o que o ator é capaz de fazer. Já De Niro é eficaz ao preservar os maneirismos e trajetos do Vito de Marlon Brando no original, mas tem a oportunidade de tomar o personagem para si ao explorar ainda mais a paixão deste por sua família – com jestos simples, como aquele analisado alguns parágrafos acima – e divertir-se com pequenos momentos que antecipam quem este irá se tornar: como não se arrepiar na primeira vez em que Vito solta o icônico “farei uma oferta que ele não vai recusar?”.

Claro que além dos dois, temos um elenco coadjuvante sobrenatural. Além dos retornos de Robert Duvall, John Cazale, Diane Keaton e Talia Shire, temos a valiosa adição de Michael V. Gazzo como Frank Pantangeli, divertido e escandaloso mafioso italiano que diversas vezes surge como um bem vindo alívio cômico e o veterano diretor do Actor’s Studio Lee Strasberg, um dos responsáveis pela proliferação do Método Stanislavski nos EUA, na pele do gângster Hyman Roth, que já impressiona pela fortíssima presença de cena. Outro importante “coadjuvante” que sempre ameaça tomar a produção para si é o fantástico trabalho de Nino Rota e Carmine Coppola na trilha sonora original, que adota o tema icônico do primeiro filme quase como um hino religioso, fornecendo ainda mais impacto a cenas operáticas.

Eu poderia passar horas falando sobre O Poderoso Chefão: Parte II e as palavras continuariam a sair sem interrupção. O filme de Francis Ford Coppola é um grande clássico que explora com maestria todas as ferramentas únicas que a Sétima Arte disponibiliza, resultando em algo verdadeiramente único. Se é ou não superior ao primeiro filme é uma questão de preferência, mas na minha humilde opinião é facilmente um dos melhores filmes de todos os tempos.

| Assim Estava Escrito | Crítica Clássicos

Posted in Clássicos, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

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Da esquerda para direita: Barry Sullivan, Lana Turner e Dick Powell

Nada no cinema pode ser mais metalinguístico do que o filme sobre filme, um gênero vastamente explorado, mas que rende raras obras-primas. Deve-se citar o clássico Crepúsculo dos Deuses, o francês A Noite Americana, o hilário O Jogador e eu até incluiria o recente Trovão Tropical como menção honrosa, dada sua ácida crítica aos bastidores de produções blockbusters. Mas dentre o vasto leque, encontrei uma pérola da qual nunca havia ouvido falar e, sinceramente, tampouco encontrei outros admiradores após minha descoberta. Trata-se de Assim Estava Escrito (The Bad and the Beautiful, no original), longa de Vincente Minelli que facilmente entrou para minha lista de filmes preferidos.

O roteiro oscarizado de Charles Schnee, originado de um argumento de George Bradshaw, traça uma narrativa com três histórias distintas sobre um único sujeito: Jonathan Shields (Kirk Douglas), um inescrupuloso e talentoso produtor de cinema em ascensão. Estas são contadas por um diretor (Barry Sullivan), uma atriz (Lana Turner) e um roteirista (Dick Powell), todos bem sucedidos em suas respectivas carreiras e familiarizados com o lado sombrio de Shields, que inegavelmente tornou-se um dos responsáveis pelo sucesso destes.

Assim Estava Escrito permanece como o filme com maior número de vitórias no Oscar sem uma indicação a Melhor Filme. Saiu com as estatuetas de Atriz Coadjuvante para Gloria Grahame, Roteiro Adaptado, Fotografia, Design de Produção e Figurino, além de uma indicação para Kirk Douglas como protagonista. Me dói não encontrar uma indicação na categoria principal (e nem em Montagem, mas chegaremos lá), já que o filme é um dos melhores representantes do gênero citado acima, servindo também como um fortíssimo estudo de personagem e um imortal retrato da Velha Hollywood. O texto de Schnee toma emprestado diversas figuras e produções cinematográficas para enriquecer seus jogadores: Shields é uma mistura do lendário produtor David O. Selznick (responsável pela produção de … E o Vento Levou), o diretor Orson Welles e um dos pioneiros do cinema-B, Val Lewton (que traz no currículo o terror psicológico Sangue de Pantera, homenageado aqui).

Há muitos exemplos assim durante o longa (incluindo pequenas paródias a Diana Barrymore e Alfred Hitchcock), que é basicamente um cautionary tale sobre a vida hollywoodiana. Kirk Douglas faz de Shields um homem ganancioso, megalomaníaco (em mais de uma ocasião, Shields arma uma situação teatral para conseguir coisas que se resolveriam em um simples diálogo) e manipulador, e que não parece sentir remorço nem mesmo quando suas ações se desmascaram na frente de amigos, e que usa o diretor, o roteirista e a atriz para atingir seus meios. Mas Shields, ainda que um ser humano detestável, é nada menos do que um gênio. Suas ideias e ações garantem dinheiro e reputação, e mesmo que estas consistam em traições e inimizades (“Não se preocupe, a maioria dos filmes bons é feito por pessoas que se odeiam”, “então faremos um ótimo filme”), só ajudaram as “vítimas” a crescerem em seus respectivos ramos. O icônico plano final é o atestado definitivo do que é Shields, e também uma divertida imagem que transborda de um sarcasmo delicioso.

Em sua duração de 2 horas, Minelli conduz as três narrativas com maestria, e mesmo que cada uma delas tenha uma identidade própria, o diretor não perde a mão. Vale apontar a belíssima fotografia em preto e branco de Robert Surtees, que brinca com as sombras e os tons de preto em um estilo noir e a excepcional montagem de Conrad A. Nervig, que mantém o equilíbrio nas três histórias e oferece transições maravilhosas, como aquela em que a imagem de uma estatueta do Oscar dissolve na figura de Shields ou o holofote de filmagem que logo se transforma em um canhão de luz de um tapete vermelho.

Recomendo fortemente que Assim Estava Escrito seja descoberto pelas gerações mais novas. Filmes como esse, impecáveis em direção, roteiro, elenco e praticamente todas as categorias técnicas (a trilha de David Raksin não me impressiona tanto, mas só) são um deleite para os interessados e estudiosos do Cinema, além de servirem tanto como um incentivo quanto aviso para aqueles que se arriscarem a seguir uma carreira na indústria do entretenimento.

E que gênios às vezes vêm na forma de um mal necessário como Jonathan Shields.

Pacote DC | O Império da Warner Contra-Ataca

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

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Em pleno jogo do Brasil na Copa do Mundo, eis que vaza um suposto line up dos lançamentos da DC Comics no cinema, pela Warner Bros. O documento trazia alguns títulos e suas respectivas datas de estreia, então resolvi parar e dar uma analisada nos possíveis lançamentos, e o que podemos esperar destes. Vamos lá:

Batman V Superman: Dawn of Justice (Maio de 2016)

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É interessante ver como a DC opta por uma estratégia diferente da Marvel Studios. Enquanto a concorrente aposta em lançar aventuras individuais de seus personagens para depois juntá-los (o que é mais seguro, convenhamos), a DC começa a mostrar as garras logo no começo, e já aposta nas presenças de Batman, Mulher Maravilha e sabe-se lá quem mais na continuação de O Homem de Aço. Batman V Superman: Dawn of Justice vai se inspirar em trechos de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, ao trazer um embate entre o Homem Morcego de Ben Affleck e o Superman de Henry Cavill, provavelmente tendo um plano de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) por trás. E também, a estreia da Mulher Maravilha nos cinemas, com as feições israelenses de Gal Gadot, e  do Ciborgue (Ray Fisher).

Shazam (Julho de 2016)

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WTF. Certamente é a presença mais inusitada da lista, simplesmente porque ninguém esperava uma adaptação do herói tão cedo. Boatos de que o herói Capitão Marvel (é, isso) possa ser vivido pelo The Rock, mas não temos mais nenhuma informação a respeito. Por enquanto, não me interessa.

Sandman (Natal de 2016)

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Uou! Já sabíamos que a produção do filme de Sandman engatinhava com Joseph Gordon Levitt e David Goyer, mas o fato de este ter sido anunciado junto a esses outros lançamentos sugere que o Morpheus pode estar integrado a este universo DCmático. A brilhante graphic novel de Neil Gaiman sobre sonhos sempre trouxe referências a outros personagens da editora, mas sempre se desenrola de forma mais isolada (publicada pelo selo Vertigo da DC). É sem dúvida a grande aposta da lista, dada a complexidade da história e sua importância no meio das histórias em quadrinhos em geral. Que algum executivo da Warner me escute: tragam ALFONSO CUARÓN para dirigir! Trabalha na Warner, tem Oscar e é insanamente talentoso!

Liga da Justiça (Maio de 2017)

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E finalmente, a DC lança seu grande projeto. Facilita que Batman V Superman já vai trazer uma série de outros super-heróis em – suspeito – pequenas participações, que deixarão um gancho para Liga da Justiça. Já podemos contar com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ciborgue, Flash e Lanterna Verde. Sem comentários sobre  Arqueiro Verde, e nenhuma pista sobre o possível adversário da equipe. Zack Snyder é o diretor.

Mulher-Maravilha (Julho de 2017)

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A Guerreira Amazona é a primeira a ganhar um filme solo pós-Liga, primeiro de muitos que Gal Gadot ainda deve ganhar. Confesso que nos últimos tempos fui aprendendo mais sobre a personagem e sua mitologia (ah, ela não é um alien), e nas mãos certas – e com roteiro decente – pode sair coisa boa. Já é hora de termos um filme do gênero protagonizado por uma mulher forte e icônica.

Flash & Lanterna Verde (Natal de 2017)

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Seguindo a linha de juntar Batman e Superman, acho bacana a decisão de juntar agora Lanterna Verde e Flash em uma aventura separada. Gosto muito do Flash, mas enxergo o personagem mais como parte de um organismo, e colocá-lo junto ao Lanterna não só ajuda a equilibrá-lo, como também reintroduz o herói espacial após seu fracasso com Ryan Reynolds em 2011. Li também que os dois são “broders” nos quadrinhos, então deve sair um belo buddy movie.

O Homem de Aço 2 (Maio de 2018)

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Depois de 5 anos, o Homem de Aço ganha mais uma aventura-solo. Bem, não faltam boas histórias para aproveitar o potencial do Superman, e o anúncio do filme confirma de vez que Batman V Superman não é Homem de Aço 2.

Mas e quanto a….

Aquaman

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Um rumor que anda ganhando bastante força nas internês, e é de que Jason Momoa (o Drogo de Game of Thrones) teria sido contratado para ser o Aquaman nos cinemas. O HitFix ainda afirma que o personagem faria sua estreia – também – em Batman V Superman, que é oficialmente o filme mais lotado da História. Tenho minhas ressalvas com Aquaman, mas Momoa é um cara durão e ameaçador, e seria interessante uma abordagem como aquela vista no game Injustice: Gods Among Us. Será que conseguem o James Cameron pra dirigir? (Entendedores entenderão)

Arqueiro Verde

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Absolutamente nada foi falado sobre um filme do Arqueiro Verde. Há quem diga que a bem-sucedida série de TV da CW, Arrow, seria aproveitada nos cinemas, mas nãp seria uma decisão sábia (afinal, não é todo mundo que acompanha a série).

Batman

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Se os boatos forem mesmo verídicos, aposto em uma aventura do Battfleck em Julho de 2018, afinal os últimos filmes do Morcego foram lançados todos nesse mês. Será que já é chegada a hora de arriscar um novo Coringa? Boa sorte.

De oficial mesmo, só a estreia de Batman V Superman em 2016, mas certamente teremos uma oficialização desse cronograma durante a Comic Con

Primeiro trailer de MAGIC IN THE MOONLIGHT

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 21 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Em uma semana agitada para o cinema popular, sai o primeiro trailer de Magic in the Moonlight. O novo filme de Woody Allen traz Emma Stone, Colin Firth em uma comédia sobrenatural ambientada no sul da França. Confira:

Magic in the Moonlight estreia em 28 de Agosto no Brasil.

Apenas assista

Posted in Notícias with tags , , , , on 13 de março de 2014 by Lucas Nascimento

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Enquanto navegava pelas páginas de cinema do Facebook, me deparo com um link compartilhado pela página oficial da American Society of Cinematographers, que traz uma belíssima edição sobre a evolução da câmera cinematográfica ao longo de sua existência. O vídeo foi exibido como parte do prêmio de conjunto da obra na Society of Camera Operators deste ano, e foi montado por Bob Joyce.

É simplesmente maravilhoso. Assista:

| De Olhos bem Fechados | O subestimado último filme de Stanley Kubrick

Posted in Cinema, Clássicos, Críticas de 2013, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de outubro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

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Nicole Kidman e Tom Cruise

A expectativa é um veneno mortal. Ainda pior quando tem os olhos voltados para o estágio final da carreira de um grande cineasta, culminando na subestimação de uma obra competente (e, por vezes, excepcional) simplesmente por esta entregar-nos ao traiçoeiro vício de esperar demais pelo resultado. De Olhos bem Fechados, último filme de Stanley Kubrick, é vítima do cenário descrito e ao redescobrir a obra na tela grande hoje, encontramos um filme impressionante que faz jus ao currículo de seu diretor.

A trama é ambientada em uma Nova York repleta de decorações natalinas e clima de festa, tendo em foco o casal composto por Bill (Tom Cruise) e Alice Harford (Nicole Kidman). Quando a esposa revela que um dia já pensara em traí-lo e abandonar o casamento, Bill sai pelas ruas na madrugada e acaba embarcando em uma odisseia que o coloca de frente com uma misteriosa sociedade secreta de culto ao sexo.

O filme de 1999 traz uma história muito simples, mas que espanta pelo desenrolar bizarro e repleto de situações inesperadas. Ajuda o fato de que o roteiro assinado por Kubrick e Frederic Raphael (com base em um livro de Arthur Schnitzler) aposte em uma narrativa que abranja um curto período de tempo, o que facilita para que o espectador esteja praticamente ao lado do personagem de Tom Cruise. Pela longa madrugada, encontramos diversos eventos que não necessariamente precisam estar lá (como as cenas que envolvem a filha do vendedor de fantasia com dois chineses), mas que contribuem para a criação de um universo sujo e pervertido, escondido no coração de uma grande cidade. Nesse quesito, não existe melhor representante do que a orgia mascarada (uma mais sinistra do que a outra) descoberta por Bill, que rende uma das mais hipnotizantes cenas da carreira de Kubrick, ao trazer figurantes envoltos em atos sexuais explícitos ao som das provocantes composições de Jocelyn Pook – além das supostas referências Iluminatti que sempre rendem controvérsias e artigos muito interessantes a respeito da imensa simbologia presente no filme.

Assim como em todo filme do diretor, há um excepcional cuidado técnico na produção. A começar pela magistral fotografia de Larry Smith, que constantemente fotografa ambientes com uma coloração quente, contrastando com os tons azuis vindos de janelas; vide a espetacular discussão do casal formado por Kidman e Cruise (ambos ótimos, diga-se de passagem), onde a sobreposição das personagens banhadas por luzes alaranjadas sobre o tom azul do banheiro é belíssima, além de exacerbar o calor da situação. E com exceção de O Iluminado (que, afinal, é uma obra feita para assustar), Kubrick nunca foi tão eficiente ao construir o suspense quanto aqui, mérito de seus longos planos e da minimalista composição “Musica Ricercata II”, de György Ligeti, que invade a projeção em seus momentos mais inquietantes.

Alguns dizem que Kubrick ficou insatisfeito com o resultado final de De Olhos bem Fechados, outros dizem que ele considerou esta sua maior contribuição para o cinema. Não acho que seja nenhum nem outro, mas o filme certamente merece muito mais louvor do que o recebido durante sua época de estreia, já que permanece uma obra madura, intrigante e digna de encerrar a carreira de um dos melhores diretores da História.

Obs: Além de uma ponta do diretor, há diversos easter eggs referentes à carreira do próprio. O mais divertido? A máscara usada por Tom Cruise é um molde do ator Ryan O’Neal, de Barry Lyndon. Nice.

Obs II: Crítica feita após uma exibição do filme durante a Mostra de cinema de São Paulo. Infelizmente, não haverão mais exibições do filme.