Arquivo para cisne negro

Diretores | Darren Aronofsky

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Darren Aronofsky é um dos nomens mais inventivos da atualidade. Dono de um currículo invejável, ele surpreendeu ao anunciar que seu próximo filme seria uma adaptação épica da Arca de Noé, que estreia nos cinemas brasileiros já na próxima quinta feira. E está aí a deixa para relembrarmos os longas anteriores de Aronofksy. Confira:

Pi (1998)

3.5

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Em sua estreia como diretor, Darren Aronofksy já estabelece suas características marcantes no indie perturbador Pi: momentos perturbadores, ritmo tenso e um apelo visual único. A saga paranóica de um matemático brilhante que se envolve em perigosas situações impressiona pela fotografia preto-e-branca e fortemente granulada, assim como a performance central de Sean Gaulette. Não é um grande filme, mas vale a visita e já estabelece dois parceiros inseparáveis do cineasta: o diretor de fotografia Matthew Libatique e o compositor Clint Mansell.

Réquiem para um Sonho (2000)

5.0

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Se algum dia precisar alertar vindouros filhos sobre o perigo das drogas (ou de qualquer vício descontrolado, em geral), uma – e uma apenas – sessão de Réquiem para um Sonho será o suficiente. De longe o melhor filme de Aronofksy, gira em torno de indivíduos problemáticos que se entregam a diferentes vícios, rendendo consequências devastadoras. Do elenco afiado (que tem até Marlon Wayans) até a inesquecível trilha sonora tema de Clint Mansell, o filme se destaca como um dos mais perturbadores e depressivos do novo milênio. E é justamente aí que reside sua força.

Impossível comentar sem trazer na íntegra:

Fonte da Vida (2006)

4.0

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Projeto mais ambicioso do diretor, Fonte da Vida se concentra em três tramas protagonizadas por Hugh Jackman em épocas distintas, todas amarradas pela presença da mística Árvore da Vida, que garantiria vida eterna a seu senhor. A narrativa é complexa e seu escopo temático (assim como o incrível visual) aproximam Fonte da Vida de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas enquanto Stanley Kubrick se apoiava na Ciência para testar os limites humanos, Aronofsky oferece uma viagem completamente espiritual e rodeada de elementos religiosos – o que torna seu filme ainda mais enigmático.

O Lutador (2008)

4.0

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Provavelmente o mais “normal” filme da carreira de Aronofksy (levando em consideração a ausência de surtos, alucinações e furadeiras no crânio), O Lutador é a incrível tour de force de Mickey Rourke, que conseguiu recuperar os holofotes após sua performance como Rand “The Ram” Robinson. O ator vale o filme, mas o roteiro de Robert D. Siegel também oferece um interessante estudo de personagem, enfatizando – além da crise existencial – suas problemáticas relações pessoais: seja com sua filha ou com a stripper vivida por Marisa Tomei.

Cisne Negro (2010)

5.0

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Responsável por coroar a estupenda performance de Natalie Portman com um Oscar, Cisne Negro é também um intrincado e inteligente suspense psicológico. Sua ambientação no mundo no balé (assim como as influências de Lago dos Cisnes) é perfeita para que Aronofsky desenvolva transformação sombria de sua protagonista e os elementos perturbados que envolvem sua vida. Repleto de simbolismos, montagem alucinada e Tchaikovsky até não dar mais, Cisne Negro é espetacular.

E quanto a Noé? Será mais uma adição competente à invejável carreira de Darren Aronofsky? Descobriremos na quinta-feira (3).

Primeiro trailer de NOÉ, de Darren Aronofsky

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 14 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Analisando a carreira do russo Darren Aronofsky (responsável por filmes como Réquiem para um Sonho, O Lutador e Cisne Negro), é no mínimo curioso encontrar Noé, uma pegada épica à famosa história bíblica, como seu novo projeto. Estrelado por Russel Crowe, Jennifer Connelly e Emma Watson, nota-se a escala gigantesca da produção. E parece bom, confira o primeiro trailer:

Noé estreia no Brasil em 4 de Abril.

2011: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Este ano, o post dos melhores filmes do ano vai ser diferente. Enquanto nos últimos três anos a seleção se deu por ranking, os longas lançados em 2011 serão avaliados através de categorias. Antes de conferir, algumas observações:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2010 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como O Espião que Sabia Demais, Shame, Drive, entre muitos outros).
  • Se  não concorda com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres ainda não estreiou no Brasil, mas marcou presença na lista em 2 categorias, mas sua presença é justificável.

Melhor Filme: Meia-Noite em Paris

Sem dúvida o feel-good movie de 2011, uma deliciosa experiência cinematográfica que traz Woody Allen em ótima forma em sua primeira visita a Paris. O desenrolar da trama acontece de forma mágica, flertando com elementos fantásticos ao mesmo tempo em que nos presenteia com alguns dos melhores diálogos do ano e uma mensagem verdadeiramente inspiradora – que me atingiu em cheio. O elenco também é ótimo, de Owen Wilson altamente expressivo a Adrien Brody divertidíssimo em uma antológica participação especial. Crítica completa.

Outros destaques (em ordem de preferência)

Cisne Negro

Deixe-me Entrar

X-Men: Primeira Classe

Bravura Indômita

O Palhaço

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Tudo pelo Poder

A Pele que Habito

Super 8

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Planeta dos Macacos: A Origem

Melhor Diretor: Selton Mello | O Palhaço

Selton Mello realmente surpreendeu com O Palhaço. Desempenhando diversos papéis na produção (incluindo o de protagonista do longa), o sucesso do filme é fruto de sua habilidosa direção. Escolhendo lindos planos e enquadramentos, mostra-se um talentoso diretor de atores e também usa com inteligência a subjetividade. Diversas cenas funcionam justamente por sua complexo trabalho visual; às vezes é o olhar de um personagem, seu gesto com as mãos, cabeça… E não são necessárias palavras para compreender o que se passa.

Melhor Comédia: Amizade Colorida

Depois do divertido A Mentira, Will Gluck assume a direção e créditos como co-roteirista nessa excelente comédia romântica. Tomando como base um assunto já conhecido – a relação puramente sexual entre dois amigos – Amizade Colorida é um filme surpreendente, já que apresenta um roteiro com alguns dos melhores diálogos do ano, mensagens inspiradoras e um elenco arrasador; com destaque para a ótima química entre Justin Timberlake e Mila Kunis. Anseio pelo próximo trabalho de Gluck.

Melhor Filme de Ação: Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Um dos melhores e mais empolgantes filmes do ano. O diretor Brad Bird, responsável por grandes animações da Pixar, dá vida nova à franquia do agente Ethan Hunt, promovendo um espetáculo com ótimas cenas de ação (a escalada ao Burj Dubai já é antológica) e um ritmo narrativo muito agradável e divertido. O elenco é bem entrosado e muito talentoso, e Tom Cruise mostra que ainda tem fôlego para mais continuações – e eu espero que elas aconteçam.

Melhor Ator: Andy Serkis | Planeta dos Macacos: A Origem

Especialista em personagens digitais, Andy Serkis é o rei do motion-capture. No prequel que mostra a origem do Planeta dos Macacos, o ator empresta sua expressividade imensa ao macaco Cesar, líder de uma revolução de símios de grandes proporções. O talento de Serkis é perceptível em cada pixel do rosto do personagem e certamente merece atenção no Oscar (o cara interpretou um macaco!).

Outros destaques:

Selton Mello – O Palhaço

Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

Ryan Gosling – Tudo pelo Poder

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz: Emma Stone | A Mentira

Eu simplesmente adoro Emma Stone em A Mentira. Ao encarar seu primeiro papel como protagonista, a atriz fornece uma das performances mais divertidas, carismáticas e honestas que eu já vi. É boa nas caretas, nas vozes e irradia uma energia impressionante que pega o espectador de surpresa. Mesmo sendo uma comédia (um preconceito estúpido dentro de premiações), merecia indicação ao Oscar.

Natalie Portman – Cisne Negro

Mélanie Laurent – Toda Forma de Amor

Kirsten Dunst – Melancolia

Mila Kunis – Amizade Colorida

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Na pele de um idoso na casa dos 70 que abraça sua homossexualidade, Christopher Plummer dá um show. Apresenta muito carisma e expressividade, divertido e emocionando na medida certa, assim como uma química muito natural com Ewan McGregor (que interpreta seu filho). O ator certamente será indicado ao Oscar por essa performance, e eu não me surpreenderia se ele saísse vencedor.

Alan Rickman – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Tom Hiddleston – Thor

Corey Stoll – Meia-Noite em Paris

Colin Farell – A Hora do Espanto

Melhor Atriz Coadjuvante: Elle Fanning | Super 8

Irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning brilha na deliciosa aventura oitentista de JJ Abrams. Personificando a “garota desejada por todos da escola”, a atriz mostra imenso talento e carisma e, em diversos momentos, um senso de autoridade diante do restante do elenco (afinal, sua personagem é mais velha). A cena em que atua como zumbi é antológica.

Cate Blanchett – Hanna

Evan Rachel Wood – Tudo pelo Poder

Amy Adams – O Vencedor

Marion Cottilard – Meia-Noite em Paris

Melhor Roteiro Original: Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sempre afiado em seus maravilhosos diálogos, Woody Allen apresenta uma verdadeira aula de história da arte em Meia-Noite em Paris. A ideia central é genial em si, com o nostálgico Gil retornando ao passado magicamente – e ao não explorar o que é essa viagem no tempo, o texto fica mais misterioso – e encontrando diversos artistas da época. Todos os diálogos são inspiradíssimos, alguns até antológicos.

Melhor Roteiro Adaptado: X-Men: Primeira Classe | Jamie Moss, Josh Schwartz, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn

Depois de Batman – O Cavaleiro das Trevas, o nível das adaptações de quadrinhos de super-heróis aumentou, e as histórias amadureceram muito. Mas apenas o roteiro de X-Men: Primeira Classe escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn, fez jus ao trabalho de Christopher Nolan. Na aventura que ambienta-se na Guerra Fria, as origens dos X-Men são apresentadas com maestria e inteligência, tomando como base ótimos diálogos, diversos níveis de história e sempre uma atenção excepcional a seus personagens.

Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Roger Deakins

Indicada ao Oscar do ano passado, a direção de fotografia de Roger Deakins para Bravura Indômita é uma das melhores de sua carreira. Trabalhando novamente com os irmãos Coen, o fotógrafo captura com maestria as paisagens do Velho Oeste dos EUA, sempre usando uma boa iluminação (o frame inicial, que revela a morte de um dos personagens é soberbo) e cores vivas. Um deleite visual, não teve filme em 2011 com trabalho melhor.

Melhor Montagem: Contágio | Stephen Mirrione

Contágio aborda diversos personagens em diferentes cantos do planeta. O alastramento da doença mortal que move a trama é sempre acompanhanda com legendas (como dia 3, 4, etc) e até o uso da tela dividida, elementos que o montador Stephen Mirrione certamente tem domínio. Mirrione consegue equilibrar com ritmo as diversas tramas paralelas do longa, dando espaço para todos os personagens. Outra sacada genial é iniciar o longa com o 2º dia da contaminação, criando um final chocante ao revelar a causa da pandemia.

Melhor Direção de Arte: X-Men: Primeira Classe | Chris Seagers (Design de produção), Larry Bellantoni, Erin Boyd e Sonja Klaus (Decoração de set)

Recriando diversos cenários dos anos 60 (e até um campo de concentração em certo momento), a equipe responsável pelo design de produção de X-Men: Primeira Classe soube combinar o fantástico com o real. Um exemplo disso é o submarino do personagem de Kevin Bacon, que tem uma arquitetura clean e aparentemente comum, mas esconde uma sala rodeade de espelhos e luzes azuis. Ótimo trabalho, isso contando que muitos cenários foram levantados de verdade, usando o mínimo de CG possível.

Melhor Figurino: Thor | Alexandra Byrne

Eu sempre me interesso pelos figurinos em filmes de super-heróis. Ainda espero pelo dia em que a Academia reconheça (com pelo menos uma indicação) o trabalho em transportar personagens de quadrinhos para as telas. Na adaptação de Thor, a figurinista Alexandra Byrne acerta na composição das vestimentas de deuses nórdicos, misturando elementos clássicos (como a capa vermelha, as escamas no braço) com toques modernos.

Melhor Maquiagem: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Ao longo da série de Harry Potter, o departamento de maquiagem sempre teve um papel fundamental na criação do universo de JK Rowling. Mas no oitavo e último filme da franquia, o trabalho é multiplicado na criação de dezenas de duendes para a cena do ataque ao banco de Gringotes. Foram cerca de 20 anões e muita criatividade na composição de cada criatura.

Melhores Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos: A Origem

Depois de Avatar mudar o jogo com seus impressionantes efeitos visuais, Planeta dos Macacos – A Origem chega para aprimorar o que havia sido aprimorado. Com todos os símios (macacos, chimpanzés, gorilas, etc) criados digitalmente, com auxílio de captura de performance, o resultado é de encher os olhos, aproximando-se ao máximo da realidade. Se perder o Oscar, é marmelada.

Melhor Trilha Sonora: MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Trent Reznor & Atticus Ross

MILLENNIUM ainda não estreiou aqui no Brasil, mas a trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross já está disponível online há mais de uma semana. Claro que, dessa forma, fica impossível saber se os oníricos sons criados pela dupla combinam com as imagens do filme, mas se considerar o trabalho musical isoladamente, ainda é superior a qualquer outro lançado este ano. Com cerca de 3 horas, o resultado é sensacional, tão bom quanto a trilha de A Rede Social.

Canção do Ano: “Immigrant Song” |Trent Reznor, Atticus Ross e Karen O | MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Tava começando o primeiro teaser de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma versão pirata, vazada do próprio estúdio), e em meio a diversos cortes rápidos de cenas do filme, ecoava o selvagem cover de Karen O para a “Immigrant Song” de Led Zeppelin. Com Trent Reznor na instrumental e Atticus Ross como mixador, a música pesada é inesquecível e viciante, pontuando em cheio o tom do filme de David Fincher.

Melhor 3D: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Mesmo sendo um dos piores filmes do ano, Transformers – O Lado Oculto da Lua tem um atrativo poderoso: seu genuíno 3D estereoscópico. O longa foi rodado com câmeras 3D e garante um resultado visual impressionante – especialmente ao retratar as crateras e rochas lunares na cena inicial – e uma profundidade maior nas cenas de ação. Pena que tanto esforço foi para um filme ruim.

Melhor cena de abertura: Melancolia

Lars Von Trier tem mostrado bastante talento na abertura de seus longas recentes. Primeiro, o sinistro prólogo em preto-e-branco e câmera lentíssma em Anticristo, agora ele apresenta sua visão do fim do mundo nos minutos iniciais de Melancolia, quando um planeta gigante colide com a Terra. Mantendo a câmera lenta, o diretor preenche a tela com imagens simbólicas e sem muita conexão (explícita) com a trama, alcançando um resultado arrasador.

Surpresa do ano: Amor a toda Prova

Amor a Toda Prova era tão irrelevante para mim, que não assisti nenhum trailer antes de conferir o filme sim. Talvez isso tenha influenciado no resultado, já que adorei o filme de Glenn Ficara e John Requa e fiquei completamente surpreso com sua história e as inúmeras reviravoltas nela. O elenco inteiro também se sai muito bem, com destaque para Ryan Gosling, que tem em 2011 o melhor ano de sua carreira.

Decepção do ano: O Preço do Amanhã

Eu já disse milhões de vezes, e repito: Andrew Niccol teve a melhor ideia do ano com O Preço do Amanhã. É um imenso desperdício que o diretor/roteirista tenha desenvolvido tão mal a sua ótima premissa e alcançado um resultado ordinário e simplório, recorrendo ao formulaico filme de ação. Não que o filme seja ruim, mas poderia ser muito mais.

Melhores Trailers

1. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Teaser

2. Prometheus – Teaser

3. Shame – ‘New York, New York’ Trailer

Melhor Pôster: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Bem, essa foi a retrospectiva de 2011. Diferente do ano passado, talvez eu continue com esse modelo de postagem ou quem sabe o ranking gigante voltará? Enfim, comentem e compartilhem suas opiniões sobre os lançamentos de 2011, e tenham um Feliz Natal!

Brincando com Fogo | Especial MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

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O novo filme de David Fincher. A nova versão da espetacular trilogia de Stieg Larsson. O filme mais esperado de 2011. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres vai se aproximando de sua estreia nos cinemas (internacionais), com direito a um especial gigante aqui no blog. Aproveitem:

Se você não conhece a trilogia de Stieg Larsson, aí vai um breve sumário sobre a história de Os Homens que Não Amavam as Mulheres:

Suécia, Estocolmo


Henrik Vanger (Christopher Plummer) e Mikael Blomkvist (Daniel Craig)

O jornalista Mikael Blomkvist acaba de perder uma batalha judicial contra o poderoso empresário Hans Eric-Wennerström, sendo senteciado a três meses de cadeia. Co-editor da revista Millennium, o golpe faz com ele retire-se temporariamente de seu cargo. Paralelamente, a problemática hacker Lisbeth Salander é contratada para realizar uma investigação sobre o passado de Blomkvist, mergulhando fundo em sua vida pessoal e profissional.

Por trás da investigação de Salander encontra-se Dirch Fode, empregado pessoal e confidente de Henrik Vanger, um aposentado idoso e patriarca de uma das famílias mais influentes da Suécia. Vanger oferece a Mikael Blomkvist um trabalho perigosíssimo e quase impossível: o mistério do desaparecimento de sua sobrinha Harriet, há 40 anos atrás.

O Mistério de Harriet Vanger


A última aparição de Harriet Vanger (Moa Garpendal)
antes de seu desaparecimento

Em 24 de Setembro de 1963, todos os membros da família Vanger reuníram-se na propriedade de Henrik, enquanto Harriet e suas amigas saíam para assistir ao desfile do Dia das Crianças no centro da cidade, em Hedeby. Paralelamente, um terrível acidente de carro ocorre na ponte que liga a ilha de Hedestad com o resto do país,  isolando o local. Entre resgates e auxílio aos envolvidos, a jovem de 16 anos desaparece misteriosamente, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Homícido é logo apontado como a explicação para o sumiço de Harriet, mesmo que não tenham sido encontradas provas ou evidências.

Somado a tragédia, Henrik começa a receber anualmente uma flor emoldurada (presente que sua sobrinha sempre o enviara como presente de aniversário), sem remetente ou endereço de envio. As suspeitas do idoso apontam que o assassino de Harriet esteja por trás das enigmáticas entregas, em uma tentativa de enlouquecê-lo.


Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara)

A missão faz com que Blomkvist mude-se para a ilha de Hedestad, em uma estadia aproximada de um ano. Durante esse período, ele investigará o vasto passado da família Vanger e todos os seus mais obscuros segredos – que vão de corrupção até nazismo. Em meio a tanta informação, ele recebe a ajuda da mesma pessoa que anteriormente o havia investigado: Lisbeth Salander, com quem inicia uma curiosa parceiria no intuito de descobrir o que realmente aconteceu com Harriet Vanger.

E o quão longe eles poderão chegar…

Abertura (do show)


A capa do roteiro de Steven Zaillian

O sucesso da trilogia literária sueca escrita por Stieg Larsson há alguns anos atrás certamente chamaria a atenção de Hollywood. Mesmo com uma bem-sucedida franquia dirigida por Niels Arden Opley e Daniel Alfredson, a indústria norte-americana lançou seu olhar sobre o material e deu sinal verde para uma nova versão.

Com a Sony em domínio dos direitos da história, os produtores logo chamaram David Fincher – que trabalhou com a produtora em A Rede Social – para dirigir o primeiro capítulo de uma (possível) trilogia. Sobre retornar ao gênero que o tornou conhecido, ele diz: “Quando o projeto apareceu, eu pensei ‘não, eu não posso fazer outro filme sobre serial killer. Preciso parar com isso’. Mas pelo lado do estúdio nasceu essa ideia de que poderia existir… Eu tinha uma esperança de que pudesse existir uma franquia de filmes para adultos. E eu pensei ‘eu trabalhei muito por 20 anos, esperando que alguém dissesse algo desse tipo’. Quando você tem uma oportunidade dessas, é ótimo.

Quem não gostou nada dessa ideia de nova versão foi o diretor da franquia sueca, que declarou sua opinião sobre o assunto: “A única coisa que me irrita é a máquina da Sony tentar colocar a Lisbeth Salander deles como a Lisbeth Salander real. É injusto, porque Noomi incorporou o papel e deveria sempre ser apenas ela. É seu legado de um modo em que eu não vejo ninguém competindo com ela. Espero que ela seja indicada ao Oscar. Sei que vários membros da Academia viram o filme e gostaram, porque sempre vêm falar comigo sobre meu filme. Até em Hollywood parece existir uma aversão ao tal remake, do tipo, ‘ porque eles vão fazer o remake de um filme quando eles podem assistir o original’. O que você preferiria, a versão francesa de La Femme Nikita ou a americana? Espera-se que Fincher faça um trabalho melhor”. Opley tem todo o direiro de discordar, mas é de David Fincher que estamos falando…

O diretor norte-americano aliás, elogiou o trabalho de Opley na adaptação sueca da trilogia, dizendo ter se impressionado com o resultado (levando em consideração o orçamento limitado da produção europeia).


De Bond a Blomkvist: Daniel Craig no set

O produtor Scott Rudin foi quem convidou Fincher para a direção, informando-o que o roteiro estava sendo escrito e que seria bom que ele lesse o livro. Fincher leu o livro e surpreendeu-se com o fato de algo tão pesado quanto a literatura de Larsson tivesse alcançado o grande público (leia a trilogia, e você entenderá o motivo de tanto sucesso), complementando também que Dragon Tattoo apresenta tanto características positivas quanto negativas.

O roteiro foi escrito por Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Gangues de Nova York), que deve voltar caso a Sony aprove as continuações, e promete algumas diferenças do livro, assim como um final completamente diferente. E, então, o longo processo de escalação de elenco teve início. Para o jornalista Mikael Blomkivst, Johnny Depp, Brad Pitt, George Clooney e Viggo Mortensen foram considerados, mas quem acabou ficando com o papel foi Daniel Craig (uma ótima escolha, devo acrescentar) que quase recusou a oferta em decorrência de seus compromissos com 007 – Skyfall.

Em entrevista ao site Omelete, o ator comenta os motivos que o levaram a interpretar Blomkvist no filme de Fincher: “Eu queria trabalhar com David há muito tempo. Eu conhecia os livros mas não tinha assistido à versão sueca do filme. Aí eles me mandaram o roteiro, que eu achei fantástico. Steven Zaillian fez um ótimo trabalho e foi isso que realmente definiu minha decisão – eu disse sim logo de cara.” e também: “Uma das razões pela qual eu escolhi fazer Millennium é que é um filme impróprio para menores. A franquia já é um sucesso e espero que o filme incentive outros estúdios a se envolverem com projetos como esse. Tomara que comecem a fazer filmes decentes, para adultos.”

A Garota (com a Tatuagem de Dragão)


Rooney Mara na pele de Lisbeth Salander

Mas o grande desafio era encontrar a intérprete perfeita para a grande personagem da série: a hacker Lisbeth Salander. Interpretada brilhantemente por Noomi Rapace na versão sueca da trilogia, a atriz foi apoiada por uma forte campanha – apadrinhada pelo lendário crítico Roger Ebert – para retornar ao papel na nova adaptação. A campanha foi tão bem-sucedida, que Fincher a convidou, mas ela recusou, afirmando que – depois de três anos na personagem –  não seria capaz de repetir o papel nas mesmas histórias.

E a busca pela nova Lisbeth Salander continua. As candidatas incluíram Carey Mulligan, Ellen Page, Emily Browning, Kristen Stewart, Keira Knightley, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Olivia Thirby, Jennifer Lawrence, Eva Green, Scarlett Johansson, Natalie Portman, Sophie Lowe, Sarah Snooke, Katie Jarvis, Emma Watson, Evan Rachel Wood e Rooney Mara. Dentre elas, os estúdios reduziram as opções a Johansson (que mesmo tendo um ótimo teste, foi considerada sexy demais para o papel), Portman (que recusou devido a exaustidão), Lawrence (que foi considerada alta demais) e Mara, que acabou ganhando o cobiçado papel.

Assim que ganhou o papel, a atriz fez algumas declarações sobre o trabalho para a revista W: “Antes de ler o livro, não achei que eu conseguiria. Eu me tranquei em um quarto por uma semana e li os três livros, e eu decidi que queria mesmo ser Lisbeth. Mas achei que não tinha a menor chance”. A sorte sorriu para Mara, já que Fincher a apontou como a escolha ideal, afirmando que “Haviam muitas diferentes versões de Salander, mas quem tinha mais camadas dela era Rooney. Eu pensei, essa é uma pessoa pra seguir” .

“Eu senti que havia algo no núcleo da Lisbeth que também tinha no meu. Eu posso me identificar com isso, eu não sou muito uma pessoa de grupo, ou time. Quando ele [David Fincher] me ofereceu o papel, ele explicou que esse filme tinha potencial para mudar a minha vida, não necessariamente pra melhor.” – TotalFilm

“Haviam certas coisas das quais eu tinha medo de fazer, mas nunca achei que não estava a par do desafio. O lance da motocicleta era a coisa que eu realmente não queria fazer. Sabe, você vai ser estuprada, aparecer nua… Mas logo que ele disse ‘você vai ter que andar de moto’, eu fiquei tipo ‘ai, sério?’ – Entertainment Weekly

Eu pessoalmente acho que a personagem esteja melhor representada (visualmente) por Rooney Mara do que por Noomi Rapace, mas veremos se sua interpretação vai poder se equiparar à de sua antecessora.


A alienação de Lisbeth Salander

No que diz respeito à personalidade da personagem, Fincher deu um bom depoimento à Revista Empire: “Houveram discussões onde as pessoas diziam coisas do tipo ‘ela é uma super-heroína!’ aí você diz ‘não, ela não é. Super-heróis vivem num mundo de bom e mau, e ela é bem mais complexa do que um super-herói. Ela esteve compromissada. Ela foi subjulgada. Ela foi marginalizada. Ela foi jogada no esgoto e ela teve uma parte nele. Ela se veste que nem lixo porque ela é alguém que foi traída e machucada de forma tão pesada, por forças além de seu controle, que simplesmente decidiu se fechar. Ela pode se sentar onde quiser no ônibus, porque ninguém quer nada com ela.

A fidelidade na composição de Salander não reside apenas no talento de sua intérprete ou seus traços psicológicos, mas também no impactante visual da personagem. A figurinista Trish Summervile comenta em entrevista para a revista W sobre o trabalho na composição de Salander: “Eu acho que Salander tem um pouquinho da síndrome de Aspberg: ela tem sua própria rotina e regime. Até mesmo o designer de produção Don Burt- que é um gênio – a forma que ele fez o apartamento dela, [parece que] ela nunca joga nada fora, ela é um roedor compulsivo, mas de alguma forma você sabe que ela sabe onde tudo está guardado, mesmo que mais ninguém saiba. Eu tentei encaixar a personagem nesse ambiente.

Sobre os figurinos e vestimentas, ela completa: “Uma das coisas que eu descobri é esta insana loja de roupas usadas na Suécia, que foi no que eu tentei basear a maioria das roupas dela. Você pode comprar ótimas peças de roupa por preços bem acessíveis e em perfeitas condições. Além disso, porque [Rooney] Mara é bem magrinha e pequena, nós desenhamos jaquetas e mandamos fazer. Ela tem dois casaquinhos principais no filme, um de uma empresa chamada Cerre e o outro foi feito por uma mulher chamada Agatha Blois. Ela trabalha com isso há uns 20, 25 anos. A história de fundo na minha cabeça é que ela tem esses dois casacos de couro por anos, são bem confortáveis pra ela. Já que ela é tão isolada e não tem muita interação com o mundo, esses são os escudos dela. E ela se sente confortável com eles. São como a casa dela quando ela sai de casa.”

O resultado certamente agradou a todos, já que Summerville lançou uma linha de roupas inspiradas nos figurinos de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist para a H&M.

O (pesado) tom


David Fincher concentrado no set de MILLENNIUM

As filmagens começaram em Setembro de 2010, com locações congelantes em Estocolmo, na Suécia, e Zurich, na Suíça – ambientes extremamente importantes na opinião de Fincher para a construção da narrativa e do tom de “noir sueco”. A produção então, continuou nos estúdios da Sony e Paramount, Los Angeles. Praticamente toda a equipe de A Rede Social retorna: Jeff Cronenweth na direção de fotografia, Kirk Baxter e Angus Wall na montagem e Trent Reznor e Atticus Ross na trilha sonora, ainda mais sombria e inovadora do que a de seu trabalho anterior. Clique aqui para ouvir toda a trilha musical do filme.

E Fincher sendo Fincher, manteu seu habitual perfeccionismo e continuou com suas repetidas tomadas de uma única cena (em A Rede Social, o diálogo entre Mark e Erica teve 99 takes antes de ficar pronta) durante as filmagens de MILLENNIUM. O ator Stellan Skarsgard – intérprete de Martin Vanger – comentou sobre o estilo do diretor e elogiou seu trabalho: “David Fincher disse pra mim quando nos conhecemos, ‘Isso não vai ser divertido, porque às vezes eu faço uns 40 takes de cada cena’ e eu disse ‘é bom que seja divertido, e eu não me importo de fazer 40 takes, então vamos fazer 40 takes divertidos’. Eu gostei mesmo. Ele é muito completo, mas não é uma coisa anal. Você pode pode realmente fazer 40 takes que são 40 versões de uma cena, o que a traz a vida. Ele trabalha duro e rápido. o que significa que você filma o tempo todo. Você não senta e fica esperando, ou algo do gênero”.

Sobre o tom sombrio e adulto do longa, os envolvidos prometem que será autêntico. Em entrevista para a revista Esquire, Craig diz: “É tão adulto quanto pode ser. Isso é um drama adulto. Eu cresci, assim como todos nós, assistindo filmes como O Poderoso Chefão, que eram feitos para adultos. E este é um filme censura (16, 18 anos no Brasil) de orçamento de 100 milhões de dólares (pra se ter uma ideia, é o quadrúplo do orçamento dos três filmes da versão sueca da trilogia). Ninguém mais faz isso. E o Fincher, não está pegando leve. Eles deram carta branca pra ele. Recentemente ele me mostrou algumas cenas e eu, cobrindo a boca com a minha mão, disse ‘porra, você ta falando sério?'”.

Rooney Mara, entrevistada pela revista Entertainment Weekly, também comenta sobre o tom pesado do filme e a cena mais polêmica da história: “Foi incrivelmente intenso. Fizemos tudo em uma semana – do dia dos Namorados, estranhamente. Nós trabalhamos 16 horas por dia, e foi muito, muito desafiador, não só emocionalmente, mas também fisicamente. Mas é uma cena tão importante. Nós queríamos fazer o possível para acertar”. Se você leu o livro, sabe exatamente de qual cena ela está falando…

E o diretor, entrevistado pela revista francesa Le Monde, adverte: “Meu filme não é bonito, é brutal. E a violência dele faz todo o sentido na atmosfera imaculada da Suécia. Estamos tentando merecer a nossa censura R”.

Posteriormente, o longa recebeu uma pesada censura R por “Brutal violência incluindo tortura e estupro, nudez gráfica, forte sexualidade e linguagem”.

O (sensacional) marketing


O controverso pôster que traz Rooney Mara de topless (clique para ampliar)

David Fincher é muito sigiloso quanto ao marketing. Após as primeiras imagens de Rooney Mara caracterizada como Lisbeth serem divulgadas oficialmente na revista W, um trailer bootleg (filmado dentro de um cinema) caiu na rede. O curioso, é que o tal trailer possuía um áudio impecável e a conta que postou o vídeo no YouTube foi criada exatamente no dia em que o vídeo foi postado. Não há dúvidas de que foi a própria Sony que soltou o trailer, em uma curiosa jogada de marketing. Mas quanto ao trailer, é um dos melhores já feitos até hoje. Montado agressivamente e embalado com um remix de “Immigrant Song” de Led Zeppelin, o vídeo não revela nada da trama e ainda deixa com muita vontade de ver; todo trailer deveria ser desse jeito…

Pra aumentar a controvérsia, um polêmico cartaz que mostra Rooney Mara de topless foi divulgado na mesma semana. A arte em preto-e-branco é o primeiro da caprichada leva de pôsteres que o filme ganhou posteriormente – contrastando com a campanha de A Rede Social, que só apresentava duas artes.


A sala de montagem do filme, fornecida pelo blog Mouth Taped Shut

Posteriormente, um blog chamado “Mouth Taped Shut” foi lançado na rede, trazendo diversas atualizações sobre a produção do longa, fotos do set e vídeos da edição do longa. Assim como o teaser bootleg, o tal blog também faz parte do marketing da Sony para o filme – e, devo acrescentar, que finalmente entendi o objetivo dessa campanha publicitária: considerando que MILLENNIUM envolve investigações e quebra de segurança, o efeito de informações “vazadas” (característica muito comum entre os protagonistas da trilogia) tenta ser reproduzido tanto pelo trailer filmado no cinema quanto pelo blog. Jogada inteligente, sem dúvidas.

De surpresa também, foi o lançamento de um novo trailer do filme no Festival de Toronto desse ano. Jornalistas de diversos sites e seguidores da conta @Mouthtapedshut no Twitter receberam uma dica via e-mail quanto a exibição do remake Sob o Domínio do Mal, dizendo que algo interessante seria mostrado antes do longa. Para o espanto geral, uma prévia de 8 minutos de MILLENNIUM foi exibida e, semanas depois um novo trailer de 3 minutos e meio foi divulgado na internet.

Ao longo em que o Mouth Taped Shut divulgava fotos da produção diaramente, um novo site viral foi descoberto através de uma das tais imagens. A nova peça em questão chama-se Comes Forth in the Thaw, uma página bem teaser que mostra alguns screenshots do último trailer sob uma camada de gelo, que vai derretendo-se e apresentando breves trechos de efeitos sonoros e diálogos do longa; além de novas faixas musicais compostas pela dupla Reznor-Ross.


Uma das flores emolduradas encontradas

Foram só alguns dias depois de “Thaw”, que a campanha ficou realmente agressiva. Em uma postagem do “Mouth-Taped”, foi divulgado um vídeo que mostrava cenas de um acidente de carro (uma peça-chave da trama), e nele haviam algumas surpresas. Sumarizando todo o tempo dedicado a resolução do mistério por alguns usuários, a gravação abria outro site, o “What is hidden in Snow”, que iniciou uma “caça ao tesouro”; na qual o prêmio era uma flor emoldurada , como as que aparecem no longa. Ao todo, foram 40 quadros espalhados pelo mundo (inclusive no Brasil, em São Paulo) – além de outros brindes, como o diário de Harriet Vanger e a jaqueta de couro de Salander.

A campanha viral terminou no dia 9 de Dezembro (veja todos os brindes encontrados aqui), culminando em exibições prévias do filme em cidades dos EUA, Canadá e Suécia. Realmente, ótimo marketing.

Milennium com (ou sem) Oscar?


A violência do filme pode impedi-lo de marcar presença no Oscar

Considerando que MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um filme de David Fincher, as especulações sobre prêmios e Oscar são inevitáveis. De fato, obervando pelo trailer, é inegável a beleza da direção de fotografia do filme e também a transformação de Rooney Mara para o papel principal (que muitos já apontam a uma indicação como Melhor Atriz). Mas o que Fincher, o diretor, tem a dizer?

“Acho que tem muito estupro anal pro Oscar. Realmente, não é esse tipo de filme.”

A Sony Pictures já se pronunciou e prometeu fazer campanha pela indicação do longa – e Fincher deixou claro que não vê problema nisso, já que com A Rede Social a enxurrada de prêmios e celebrações veio como surpresa, ele afirma. Só o tempo dirá.

A Equação (Fincher) para o sucesso de MILLENNIUM:

O tom pesado de serial killer de Se7en + a direção magistral de Clube da Luta + os travellings criativos de Quarto do Pânico + a habilidade em retratar longas investigações de Zodíaco + o visual belíssimo de O Curioso Caso de Benjamin Button + a espetacular direção de atores de A Rede Social = sucesso de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

Finalização (da seção)

MILLENNIUM vai dar certo com David Fincher? Alcançará um público maior? Vai ser um grande filme? Tem tudo pra cumprir tudo isso e muito mais. Tenho completa confiança no cineasta e acho que vem coisa grande por aí. Mas nós brasileiros, teremos que esperar até Janeiro para ver o resultado…

Fonte das entrevistas: Revista Empire, Total Film The Hollywood Reporter, Revista W (2), Entertainment Weekly (2), Revista Esquire, Digital Spy, Collider e Omelete.

As principais peças do quebra-cabeças de MILLENNIUM:

Mikael Blomkvist | Daniel Craig

Mikael Blomkvist

Jornalista dedicado e radical (especializado em expor corrupção no interior de grandes empresas, o que lhe garantiu o apelido “Super-Blomkvist”), Mikael Blomkvist é o fundador da revista Millennium e encontra-se em um péssimo momento quando é sentenciado à prisão por ameaçar o poderoso empresário Hans-Eric Wennerström, fazendo-o sair de seu cargo na revista por uns tempos. A situação muda quando ele é contratado pelo magnata Henrik Vanger para resolver um misterioso desaparecimento na isolada ilha de Hedestad, onde receberá a chance de revidar contra o golpe de Wennerström e conhecerá a pessoa mais peculiar de sua vida.

Lisbeth Salander | Rooney Mara

Lisbeth Salander

Antisocial, violenta, psicologicamente perturbada e com o corpo repleto de tatuagens e piercings, Lisbeth Salander é uma hacker genial e capaz de resolver qualquer problema. Em decorrência de um passado violento, ela necessita de um tutor legal que controle suas finanças – um grande ataque a sua privacidade, em sua opinião. Ela trabalha como investigadora na empresa Milton Security e, ao ser contratada para investigar Mikael Blomkvist, embarca mais fundo na vida do jornalista ao auxiliá-lo no trabalho proposto por Henrik Vanger.

Henrik Vanger | Christopher Plummer

Henrik Vanger

Um dos poucos membros da família Vanger que ainda lida com os negócios da empresa, Henrik é um bondoso e obcecado idoso. Durante 40 anos, ele tem procurado incessamente por sua sobrinha Harriet, além de receber misteriosas plantas emolduradas (uma lembrança a qual Harriet o presenteava anualmente) de um entregador desconhecido. Desesperado, ele resolve – antes que sua hora chegue – contratar o jornalista Mikael Blomkvist para dar conta do trabalho. Em troca, ele oferece uma recompensa milionária e vingança contra o empresário Wennerström.

Erika Berger | Robin Wright

Erika Berger

Melhor amiga de Mikael e também editora-chefe da revista Millennium, Erika é tão dedicada à profissão quanto seu colega, que ela conhece desde os tempos de faculdade. Ela é casada, mas mantém uma curiosa relação (essencialmente sexual) com Blomkvist – mesmo com a aprovação de seu marido. Com seu colega partindo para uma misteriosa missão na ilha de Hedestad, ela enfrenta problemas na editoria da revista.

Dirch Frode | Steven Berkoff

Dirch Frode

Frode tem sido durante anos, o assistente e advogado pessoal de Henrik Vanger. Leal e cuidadoso quanto à saúde de seu patrão e os negócios da empresa, é ele quem contrata Blomkvist para a missão de Henrik, servindo também de conselheiro para o jornalista durante sua estadia.

Martin Vanger | Stellan Skarsgard

Martin Vanger

O atual CEO das empresas Vanger, Martin é um dos poucos membros da família que, aparentemente, não apresenta alguma irregularidade ou segredo obscuro. Com passado marcado por diversos problemas com seu pai, ele recebe bem o jornalista Mikael Blomkvist, mas completamente isento de informações sobre o desaparecimento de sua irmã Harriet.

Dragan Armansky | Goran Visnjic

Dragan Armansky

Dragan Armansky é o CEO da Milton Security, uma empresa que oferece serviços de proteção, segurança e investigações para empresas e indivíduos. Ele é o patrão de Lisbeth Salander, e um dos únicos que conseguiu certa socialização com a jovem que ele considera sua investigadora mais brilhante, mas também uma das pessoas mais estranhas que conhece.

Holger Palmgren | Bengt Cw Carlsson

Holger Palmgren

Tutor legal de Lisbeth Salander, é o primeiro que consegue estabelecer uma boa relação com a jovem, garantindo-a um emprego na Milton Security e liberdade sobre seu dinheiro. Quando este sofre um derrame e é mandado para uma instituição médica, a vida de Salander mudará completamente.

Nils Bjurman | Yorick Van Wageningen

Nils Bjurman

Após o tutor legal de Lisbeth Salander, Holger Palmgrem, sofrer um derrame e ficar impossibilitado de continuar seu serviço, Nils Bjurman entra em seu lugar. Com total poder sobre a vida da jovem, ele promete não ser tão agradável quanto seu antecessor e passa a usar de seu poder para abusar de Salander.

Cecilia Vanger | Geraldine James

Cecilia Vanger

Prima dos irmãos Martin e Harriet, Cecilia não é muito próxima dos outros membros da família Vanger. É chegada à Henrik e com a chegada do jornalista que promete revirar os segredos de seus acestrais, ela desaprova a situação- mas isso não impede que ela (no livro) envolva-se com Blomkivst.

Annika Blomkvist Giannini | Embeth Davidtz

Annika Blomkvist

Irmã caçula de Mikael, Annika é uma advogada que trabalha especificamente em casos de violência contra a mulher. Não marca muita presença nesse primeiro capítulo, mas é essencial nos próximos volumes (especialmente na conclusão da trilogia).

Anita Vanger | Joely Richardson

Anita Vanger

Irmã mais nova e confidente de Harriet Vanger, Anita talvez seja uma das últimas pessoas a ver a jovem antes de seu misterioso desaparecimento. Não se dando bem com toda a família Vanger, Anita partiu para Londres aos 18 anos, evitando contatos com seus familiares – e provavelmente possui informações sobre o destino de Harriet.

Isabella Vanger | Inga Landgré

Isabella Vanger

Mãe de Harriet e Martin, Isabella Vanger encontra-se em uma idade avançada. É agressiva, fria e calculista com todos os membros da família e essas “virtudes” são multiplicadas com a chegada do jornalista Mikael Blomkvist.

Anna Nygren | Eva Fritjofson

Anna foi a empregada doméstica de Henrik Vanger desde o início de sua vida adulta, permanecendo até o presente momento como cozinheira e faxineira de sua grande propriedade. Ela estava presente com a família no dia em que Harriet desapareceu.

Miriam Wu | Elodie Yung

Lésbica e perita em algumas artes marciais, Miriam Wu (ou “Mimi” para os mais íntimos) conhece Lisbeth Salander em uma boate e inicia uma espécie de caso com a jovem, mesmo sem saber nada sobre sua vida ou profissão; também isentando de questionar os hábitos peculiares de sua parceira. Tem mais destaque na continuação.

Detetive Gustaf Morell | Donald Sumter

Det. Gustaf Morell

Gustaf Morell é o detetive-inspetor responsável pela resolução do caso Harriet. Interrogando os suspeitos no dia do desaparecimento da jovem, ele passou 40 anos investigando sobre o caso – um dos únicos sob sua responsabilidade que jaz sem resolução – mas não está nem perto da verdade. Mantém constante contato com Henrik Vanger, na esperança de solucionar também o mistério das plantas emolduradas.

Hans-Erik Wennerström | Ulf Friberg

Hans-Erik Wennerström

Fundador e presidente de uma empresa bilionária baseada em seu próprio nome, Wennerström triunfa sob as acusações de Blomkvist e com sucesso consegue jogá-lo na prisão, afastando-o de seu cargo na revista Millennium. Isso não significa que o sujeito não tenha esqueletos no armário, claro…

Harriet Vanger | Moa Garpendal

Harriet Vanger

Filha de Gottfried e Isabella Vanger, e irmã de Martin, a jovem Harriet passava grande parte do tempo na propriedade de seu tio Henrik, com quem tem uma relação melhor do que com seus pais. Em 1966, um terrível acidente de trânsito isolou a ilha de Hedestad e, em meio ao caos, a jovem desapareceu, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Aqueles mais próximos de Harriet afirmam que ela estaria agindo de forma muito estranha, adquirindo uma estranha obsessão religiosa.

A Biografia de Stieg Larsson


Stieg Larsson: Jornalista e autor da Trilogia Millennium

Por trás do sucesso internacional da trilogia Millennium, encontramos o jornalista Stieg Larsson; nascido em Västerbotten, na Suécia em 1954.  Foi criado por seus avós (em decorrência das dificuldades financeiras enfrentadas por seus pais) e foi de seu avô que veio a grande inspiração e modelo para o jovem Stieg.

Extremamente anti-fascista, Severin Boström ensinou seu neto sobre a importância da democracia e da liberdade de expressão. Aos 12 anos, Stieg ganhou sua primeira máquina de datilografar – na qual ele passou horas e madrugadas escrevendo incessamente, prática que ele usaria para ganhar a vida futuramente. Aos 18 conheceu Eva Galbrielsson, que viria a se tornar sua esposa até o momento de sua morte.

Após terminar a escola e seu serviço militar, Larsson arrumou um emprego em um correio. Durante esse período, foi membro ativo de um movimento esquerdista e chegou até a editar uma revista sobre Leon Trotsky. Mas foi em 1977 que ele teve sua primeira experiência duradoura como jornalista, quando trabalhou, por 22 anos, como designer no provedor de notícias TT. Durante os anos na TT ele foi se interessando cada vez mais em extremismo de direita, iniciando um mapa da situação na Suécia, que posteriormente transformou-se em seu primeiro livro, Extremhögern.

O livro causou barulho em sua época de lançamento. Tanto que um jornal neo-nazista publicou um artigo em 1993 fornecendo dados e endereço de Larsson e seus colegas, promovendo um ataque ao jornalista. O editor do jornal foi detido e preso por 4 meses, enquanto Larsson – sem parecer assustado com a ameaça – continuaria sua luta ao fundar a revista Expo, em 1995.

Equilibrado entre o trabalho na revista e com livros de política, Larsson encontrou um passatempo na forma da trilogia Millennium, que ele passou a escrever em suas horas de descanso. Stieg Larsson morreu precocemente em 9 de Novembro de 2004, de ataque cardíaco que ocorreu após uma longa subida por escadas de seu escritório; deixando os manuscritos de 3 livros de Millennium e metade de um quarto livro – chegaremos nesse assunto depois.

Infelizmente, Larsson não viveu para ver o sucesso estrondoso de sua criação, que já foi chamado de “a maior franquia desde Harry Potter“.

Um olhar mais aprofundado no processo de criação da trilogia Millennium:

O desejo de Stieg Larsson de escrever uma história policial veio nos anos 1990. Fã de literatura anglo-saxônica, conhecia bem os ingredientes que uma boa narrativa detetive deveria possuir – e com isso, acrescentou um pouco de sexualidade, visando agradar os leitores.

A grande inspiração por trás da protagonista da série veio através de dois fatores importantes:

1. Uma conversa entre Larsson e um colega de trabalho. O assunto da tal conversa era uma divagação sobre como seriam personagens de contos infantis na vida real e crescidos, onde Larsson apresentou sua versão de Pippi Longstocking (protagonista de uma série de livros suecos), com todas as características que vieram a compor Lisbeth Salander.

2. Quando tinha 15 anos, Stieg Larsson presenciou o estupro de uma jovem por uma gangue e não fez nada para interferir no crime. Cheio de culpa, ele pediu perdão a vítima, que recusou e mergulhou Larsson em uma culpa enorme, dizem os amigos do autor. Talvez esse seja o motivo pelo qual o jornalista sempre explorou o tema de violência contra mulheres em livros e artigos de sua revista. E sabem qual era o nome da vítima? Lisbeth.

No quesito história, o trabalho como jornalista certamente serviu como fonte de conteúdo para os livros (quem leu a trilogia percebe uma grande presença de geografia e economia da Suécia). Antes de começar a escrever, em 1997, ele preparou sinopse para vindouros dez livros, e posteriormente escreveu Os Homens que não Amavam as Mulheres e A Menina que Brincava Fogo. Foi começando o terceiro que ele fez contato com a editora Piratförlaget, que recusou os dois manuscritos duas vezes e levou Larsson a assinar, alguns anos mais tarde, um contrato de três livros com a Nordstedts.


As caprichadas capas brasileiras da trilogia

Enquanto escrevia o quarto livro, veio a morte precoce de Larsson. Apenas alguns meses depois, os livros foram publicados e foram recebidos com estrondosa aprovação, transformando-se rapidamente em um best-seller internacional (no Brasil eles estão disponíveis pela Companhia das Letras) e colecionando diversos prêmios literários. Com mérito, a trilogia de Larsson é um impecável trabalho de narrativa, um dos melhores livros que já li.

Mas e o que acontece com o quarto livro? A metade que Larsson escreveu é propriedade de Eva Galbriesson, sua companheira por 32 anos (eles nunca se casaram devido ao riscos da profissão de Larsson). Em entrevistas recentes, ela afirmou que é capaz de terminar o livro, entitulado God’s Revenge, que aprofunda a relação de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

A Tradução


O Segundo capítulo da série é o único que mantém o título original, tanto em ingês, quanto português

Pois bem, você sabe que o filme de Fincher chama-se  The Girl with the Dragon Tattoo em inglês, mas que no Brasil o título é MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O uso de “Millennium” é para indicar continuações, mas a frase sobre “Os Homens” não é uma piração das editoras e distribuidoras nacionais, trata-se da tradução mais literal da obra de Larsson.

Man Söm Hatar Kvinnor significa em português Homens que Odeiam Mulheres – termo utilizado com frequência por Lisbeth Salander na trilogia – e passa longe de A Garota com a Tatuagem de Dragão, um título claramente mais comercial (e estiloso, sem dúvida) do que o original. Quanto às continuações, temos Flickan Som Lekte Med Elden, que é traduzido literalmente tanto para o português quanto inglês, como A Menina que Brincava com Fogo e Luftslottet Som Sprangdes (O Castelo de Ar que Explodiu, na tradução literal) que virou The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Menina que Chutou o Ninho de Vespas) em inglês e A Rainha do Castelo de Ar em português.

O bacana das traduções para o inglês é a formação de uma estrutura, todas com “The Girl…”

Graphic Novel

Em Outubro deste ano, foi anunciado que a Vertigo (filiada da DC Comics) iria começar uma série de graphic novels baseada na trilogia de Larsson; adaptando fielmente cada livro em dois volumes para cada um. A ideia é muito interessante e o lançamento ocorrerá em 2012, 2013 e 2014.

Uma breve análise sobre a adaptação sueca da obra de Larsson, concebido como uma minissérie de TV – indicada ao Emmy, por sinal. Obs: A Rainha do Castelo de Ar não está disponível comercialmente no Brasil – agradeça às distribuidoras por isso – e por esse motivo, ele ficou de fora da avaliação. Enfim:

Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009)

Enquanto muitos apontam a primeira adaptação da obra de Stieg Larsson como uma obra-prima, eu insisto que o longa não faz jus ao tremendo material que sua fonte oferece. O diretor Niels Arden Oplev faz um trabalho mediano, não apresentando uma narrativa bem estruturada – muitas vezes ela torna-se cansativa – e um ritmo empolgante como o do livro. O grande acerto porém, é a atuação Noomi Rapace. A atriz arrasa como Lisbeth Salander, incorporando corretamente o estilo agressivo da personagem (apesar de eu achar o visual diferente do apresentado no livro).

A Menina que Brincava com Fogo (2009)

Mesmo com a troca de diretor (quem assume agora é Daniel Alfredson), o problema narrativo que prejudicou o longa anterior permanece. A trama não engatilha um ritmo empolgante e peca na emoção (tanto que cena na qual o pugilista Paolo Roberto encara o brutamontes Niedermann soa sem graça e artificial), ainda que consiga traduzir para as telas o complexo segundo livro da saga com eficiência e elabore bons diálogos. Sobre as atuações, Noomi Rapace continua formidável e Michael Nyqvist, intérprete de Mikael Blomkvist, mostra-se mais confortável no papel. O filme foi exibido no canal Max, de TV a cabo.

Algumas das tatuagens mais memoráveis do cinema:

Max Cady em Cabo do Medo

Um dos grandes papéis de Robert DeNiro, aqui ele interpreta um criminoso repleto de tatuagens sinistras (uma cruz gigante em suas costas, corações partidos, entre outros), que certamente ajudam a intimidar o advogado que este persegue.

Francis Dolarhyde em Dragão Vermelho

É realmente arrepiante olhar para este magnífico trabalho de arte. O principal antagonista do terceiro suspense de Hannibal Lecter nas telas, orgulha-se de ter uma gigante tatuagem de um dragão em suas costas – ele até se autodenomina o Dragão Vermelho.

Leonard em Amnésia

No intrincado suspense de Christopher Nolan, o protagonista precisa encontrar o assassino de sua mulher. O problema, é que o sujeito apresenta uma irregularidade na memória de curto-prazo e a solução encontrada para manter as pistas do caso é usar o próprio corpo como caderno de anotações.

Derek Vinyard em A Outra História Americana

Na pele do neonazista, Edward Norton brilha naquele que é um dos melhores trabalhos de sua carreira. Características que certamente marcam seu personagem, são as tatuagens – que incluem uma grande suástica no peito.

Darth Maul em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

Sem comentários, o misterioso aprendiz sith de A Ameaça Fantasma é um dos vilões com visual mais sinistro e memorável dos últimos anos, possuindo todo o rosto tatuado por bizarras pinturas que o assemelham a um demônio.

Lily em Cisne Negro

Mesmo que apareça pouco e não seja o foco da narrativa, a sensual tatuagem da bailarina Lily (Mila Kunis) chama a atenção, especialmente em seus movimentos – criados digitalmente- na polêmica cena de sexo com Natalie Portman.

Stu Price em Se Beber, Não Case! – Parte II

Resultado de uma (segunda) bebedeira fora de controle, o dentista Stu Prince libera sua besta interior mais uma vez e faz uma tatuagem igual a do Mike Tyson. O uso do desenho, aliás, foi motivo de processo contra a Warner vindo do tatuador de Tyson, que exigiu pagamento de direitos autorais.

Alguns dos melhores filmes sobre jornalismo investigativo:

Cidadão Kane

Quando o tema é jornalismo, impossível deixar de fora a obra-prima de Orson Wells. Mesmo que não seja um tipo perigoso, o poder da mídia é muito bem representado no longa, ora pelo império poderoso de Kane ou pelas obsessões do jornalista Jerry Thompson em descobrir o passado do magnata, tomando como pista o misterioso “Rosebud”.

Todos os Homens do Presidente

Certamente um dos melhores filmes sobre o tema, Robert Redford e Dustin Hoffman interpretam os jornalistas Woodward e Bernstein, responsáveis pela exposição do caso Watergate. As performances principais são excelentes (e a química é de matar), assim como a narrativa bem conduzida e o roteiro impecável.

Zodíaco

Eu considero Zodíaco o “Todos os Homens do Presidente Moderno”. Magistralmente executado, o filme de David Fincher acerta na elaboração do suspense e atmosfera – especialmente por tratar-se de um assassino real que nunca foi pego – apostando no longo diálogo e nos fatos verídicos do caso, assim como em ótimas performances.

Frost/Nixon

Mais um sobre o caso Watergate (pra ver como o acontecimento foi importante para a Sétima Arte), o filme de Ron Howard foca-se em fervorosos debates entre o entrevistador de TV David Frost e o recém renunciado presidente Richard Nixon.

Intrigas de Estado

Misturando conspirações governamentais e muita investigação jornalística, o longa apresenta uma narrativa ágil e empolgante – além de apresentar um excelente personagem, interpretado com muita dedicação por Russel Crowe.

O Escritor Fantasma

Um dos últimos filmes de Roman Polanski, O Escritor Fantasma é um eficiente thriller político e extremamente bem construído, especialmente na ambientação e no tom misterioso em torno do protagonista e seu arriscado trabalho. Um grande filme que, mesmo não contando especificamente com o jornalismo, lida bem com o tema de investigação.

Um rápido flashback na carreira da atriz Rooney Mara:

Ganhando os holofotes em 2010, a atriz Rooney Mara promete surpreender ao encarar a nova versão da hacker Lisbeth Salander no novo filme de David Fincher.

Nascida em 1985, na cidade de Bedford, Nova York, ela começou a trabalhar em seriados de TV fazendo pequenas participações, até que finalmente entrou para o cinema com Tanner Hall, seu primeiro longa como protagonista. Passando pela comédia Youth in Revolt e os independentes Dare e The Winning Season, Mara foi escalada para estrelar a nova versão de A Hora do Pesadelo e o bom resultado de bilheteria pode levá-la a continuações da saga de Freddy Krueger.


Mesmo que breve, sua participação em A Rede Social foi muito elogiada

Ainda em 2010, Mara conseguiu uma participação de luxo em A Rede Social de David Fincher, onde interpreta a ex-namorada de Mark Zuckerberg. Mesmo que pequena a interpretação da atriz chamou muita atenção (houve até especulação sobre uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), tanto que Fincher a contratou para o papel de Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Papel que irá testar o talento da atriz e poderá lhe render infinitas oportunidades no ramo.

Alguns exemplos recentes de remakes (ou versões alternativas, como preferir), que só aconteceram – ou vão acontecer – pelo medo americano de legendas:

Os Infiltrados

Dirigido por Martin Scorsese, o longa policial garantiu ao cineasta o primeiro Oscar de sua (invejável) carreira, e também uma nova versão para o longa chinês Conflitos Internos. Aí não vejo problema, já que ambos os filmes apresentam suas próprias características – sejam elas narrativas ou visuais.

Quarentena

Vindo da Espanha, um assombroso e magistral filme de terror do estilo “filmagem encontrada” chamado [Rec] assustou plateias do mundo todo e ganhou uma franquia própria. Chega Hollywood e o refaz no péssimo Quarentena, que estraga a história com explicações desnecessárias, efeitos exagerados do nívell Resident Evil e uma terrível e forçada Jennifer Carpenter no papel principal.

Deixe-me Entrar

O fantástico conto de vampiros de John Ajvide Lindqvist gerou dois filmes; primeiro o sueco Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson e depois o americano Deixe-me Entrar de Matt Reeves (curioso como a situação lembra bastante a de Millennium), mesmo com apenas dois anos de diferença um do outro. Polêmicas a parte, ambos os filmes são ótimos e sobrevivem de forma independente – aliás, alguns elementos da versão americana são até melhores do que o da sueca, e vice-versa.

Oldboy

Tudo bem, tudo bem. Eu até não vejo grande problema em remakes mas refilmar o japonês Oldboy é um completamente desnecessário! Josh Brolin foi confirmado como protagonista e Spike Lee foi contratado para dirigir, mas – mesmo sendo um diretor competente – jamais Hollywood vai conseguir refazer a icônica cena do martelo ou a dos polvos.

O Segredo dos seus Olhos

Vindo da Argentina, o excelente suspense policial também está na lista de Hollywood para ser refilmado. O longa de Juan José Campanella ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas isso não parece ser motivo para impedir Billy Ray de apresentar sua própria visão da história. Desnecessário, e boa sorte para superar o plano-sequência do estádio de futebol…

Pra evitar comentários sobre hipocrisia, deixo bem claro que a versão de Fincher de Millennium é necessária, porque o ótimo material de Larsson merece destino melhor do que a mediana trilogia sueca.

Aproveitando o tema, confira o post no blog cujo tema é de remakes e novas adaptações. Clique aqui.

Com Rooney Mara praticamente irreconhecível como Lisbeth Salander, relembremos aqui outros atores que também passaram por surpreendentes transformações no cinema:

Christian Bale – O Operário

Considerado um recorde na indústria cinematográfica, Christian Bale perdeu 29 quilos para interpretar o perturbado Trevor em O Operário. De 79kg, o ator atingiu os 49kg, em uma dieta que consistiu de apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. De quebra, ainda conseguiu entrar em forma para Batman Begins, um ano depois.

Robert DeNiro – Touro Indomável

Além de treinar boxe com extrema dedicação para viver o boxeador Jake LaMotta (com direito até a participações em torneios de verdade), Robert DeNiro ganhou aproximadamente 28 quilos para a fase decadente do lutador, surpreendendo a todos nas filmagens de Touro Indomável. O esforço, no entanto, valeu a pena, já que DeNiro faturou seu segundo Oscar por sua memorável performance.

Vincent D’Onofrio Nascido para Matar

Para viver o perturbado recruta Pyle, Vincent D’Onofrio ganhou 30kg em Nascido para Matar, de Stanley Kubrick. O ganho de peso do ator se deu em 4 meses e a perda do mesmo em 9, com diversos exercícios físicos.

Charlize Theron – Monster

Linda de morrer, Charlize Theron literalmente transforma-se em um monstro ao viver a assassina Aileen Wuornos em Monster – Desejo Assassino. Para isso, a atriz ganhou 14 quilos e submeteu-se a muitas sessões de maquiagem. A transformação deu a Theron o Oscar de Melhor Atriz.

Nicole Kidman – As Horas

Para viver a escritora Virginia Woolf, Nicole Kidman usou um nariz falso que a deixa praticamente irreconhecível, além de pintar o cabelo e aprender a escrever com a mão esquerda; visando um retrato fidelíssimo da famosa autora. Mais uma vez, a mudança garantiu um Oscar de Melhor Atriz para Kidman.

Laranja Mecânica

Logo nos minutos inicias da obra-prima de Stanley Kubrick, o espectador é levado a um mundo de violência através dos olhos do adolescente Alex. Junto com sua gangue, provocam atos de vandalismo, briga entre gangues e uma marcante cena de estupro que provocou grande polêmica nos países onde foi exibido – sendo até banido de alguns.

Irreversível

O longa francês de Gaspar Noé é dos mais difícies de assistir. A trama acompanha uma intrincada saga de vingança, contada de trás para frente e com a câmera do diretor captando cada detalhe. Os momentos mais extremos incluem um gráfico assassinato com um extintor de incêndio e uma perturbadora cena de estupro (que dura 9 minutos) em um túnel. Durante as exibições de Irreversível, muitos abandonaram as salas de cinema.

Violência Gratuita

Em ambos os longas de Michael Haneke (que também se aplica na categoria de versões estrangeiras), a violência é bem presente na trama, mas ao apresentar-se de ocorre de forma tão serena, quase cotidiana, o efeito é ainda mais perturbador.

Pulp Fiction

Pérola de Quentin Tarantino, a narrativa intrincada oferece diversos personagens memoráveis que, de alguma forma, estão ligados à violência – que aparece diversas vezes como algo comum, quase rotineira (um belo exemplo é a cena inicial com os assaltantes Pumpkin e Honeybunny.

Como uma sequência está nos planos da Sony, listo aqui alguns atores (hollywoodianos) que eu adoraria ver interpretando os novos personagens da saga, que aparecem em A Menina que Brincava com Fogo. Claro que Fincher (se diretor do restante da trilogia), provavelmente optará por atores desconhecidos, mas não custa nada sonhar…

Dag Svensson

O jornalista novato que elabora a incendiária exposição do tráfico de sexo que move o segundo capítulo é um ótimo papel para Jake Gyllenhaal. Se o ator fornecesse a mesma carga dramática e ambiciosa de Zodíaco (mais uma vez, também de David Fincher), seria bem interessante, mesmo sendo um papel relativamente curto na trama.

Inspetor Jan Bublanski

Um dos melhores atores da atualidade, Jeff Bridges no papel do inspetor encarregado de resolver o mistério em torno dos assassinatos que movem o livro 2 seria no mínimo interessante. O cara fica bom em qualquer papel e, sob o olhar meticuloso de Fincher, o resultado pode ser épico. Uma outra ideia seria Ricardo Darín, que encaixou-se bem na categoria de policial em O Segredo dos seus Olhos.

Hans Faste

Enquanto lia o livro, sempre visualizava Tom Hardy como o machista Faste, que tem diversas piadinhas ao longo da narrativa; um sarcasmo divertido que o ator fez bem em A Origem.

Sonja Modig

Se Angelina Jolie pintasse o cabelo de loiro como estava na primeira metade de Salt, a atriz seria a escolha perfeita para a única mulher na equipe de Bublanski. Durona e obcecada, tem momentos conturbados com Faste e uma relação de aliança com Bublanski.

Alexander Zalachenko

No papel do monstruoso pai de Lisbeth Salander – com cicatrizes e tensas marcas de queimaduras – um ator que seria ideal é Anthony Hopkins, que pode finalmente ter um bom papel que não envolva ser um mero coadjuvante e o faça sair do piloto-automático em que atualmente encontra-se. Outra boa opção é Malcom McDowell…

Paolo Roberto

E não podemos nos esquecer de Paolo Roberto! O boxeador tem um empolgante papel na trama, tendo participado da adaptação sueca do livro, e certamente precisa retornar caso a Sony aposte nas continuações. Mas se ele recusar, Bruce Willis seria uma escolha interessante – para um lutador fictício, mas perderia-se o elemento de surpresa.

Quais são os próximos projetos na fila de David Fincher?

20.000 Léguas Submarinas

A nova versão do clássico de Júlio Verne será o próximo filme de Fincher. A produção é descrita como grandiosa e pouco relevante com o conto original, além de estar programado para ser gravado em 3D; com efeitos visuais que  serão utilizados em quase 70% do filme. No entanto, as filmagens devem demorar pois, considerando o longo trabalho de CG que será usado, a pré-produção será extensa. Vontade de ver: 5/5

Cleópatra

Nunca houve um envolvimento oficial de Fincher com o projeto, mas seu nome circula entre os possíveis candidatos. Quem protagoniza a (nova) biografia da famosa rainha Cleópatra é Angelina Jolie, que só está esperando um diretor para começar as filmagens. Sinceramente? Território arriscado para Fincher. Vontade de ver: 3/5

Encontro com Rama

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, trata-se de uma complexa ficção científica onde uma misteriosa nave alienígena paira no Sistema Solar, e os humanos resolvem explorá-lo para descobrir as intenções desta. Fincher declarou que a história é ótima e que Morgan Freeman teria um grande papel aqui. O filme ainda não aconteceu porque não houve um roteiro bom o suficiente. Vamos lá roteiristas! Vontade de ver: 5/5

Panic Attack

Mais um “panic” para Fincher (refiro-me a O Quarto do Pânico), na história de um psicanalista que mata um sujeito que invadiu sua casa, tendo que lidar posteriormente com a pressão da mídia e a ameaça do cúmplice do invasor a sua família. Interessante, é o tipo de gênero que o diretor domina muito bem. Vontade de ver: 4/5

Millennium

Ainda não está confirmado, mas Fincher deve retornar para os dois capítulos restantes da trilogia Millennium. Seria ótimo e mais que apropriado que ele voltasse, terminando o que começou. Até o momento, porém, ainda não há planos para a realização das continuações. Vontade de ver: 5/5

O sensacional teaser trailer de MILLENNIUM inspirou diversas pessoas a porem a mão na massa e misturarem a canção “Immigrant Song” da prévia do filme de Fincher com clipes de seus filmes preferidos. Reuni abaixo alguns dos melhores vídeos amadores que pude encontrar.

E já que você vai ouvir a música muitas vezes, acompanhe o som com a letra da versão remixada:

We come from the land of the ice and snow
from the midnight sun where the hot springs blow

The hammer of the gods will drive our ships to new lands
To fight the horde and sing and cry, Valhalla, I am coming

On we sweep with, with threshing oar
Our only goal will be the western shore

So now you better stop and rebuild all your ruins
for peace and trust can win the day despite of all you’re losin’

Os Muppets (este lançado oficialmente como uma paródia direta do trailer

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Jurassic Park

A Rede Social

A Origem

O Pentelho

Clube da Luta

Laranja Mecânica (este feito por quem vos escreve)

Bem, o especial acaba aqui. MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres só estreia no Brasil em 27 de Janeiro, mas devido a minha viagem para os EUA, assistirei o longa lá e publicarei a crítica por volta do dia 12 de Janeiro. Espero que tenham gostado!

Análise Blu-ray | CISNE NEGRO

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , on 8 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Um dos melhores filmes lançados no Brasil em 2011, Cisne Negro é uma envolvente e perturbadora obra de arte, que apresenta uma trama psicológicamente intensa e uma excepcional performance de Natalie Portman, premiada com o Oscar por seu trabalho aqui. Darren Aronofsky continua provando que é um ótimo diretor e tem um talento único para contar histórias. Crítica

Extras

A Metamorfose do Cisne Negro

 

Dividido em 3 capítulos, o documentário leva o espectador por dentro dos bastidores do filme, acompanhando desde as filmagens em Nova York, passando pelas gravações em estúdio até chegar à pós-produção. Há diversos depoimentos do diretor Darren Aronofsky, Natalie Portman e, principalmente, do diretor de fotografia Matthew Libatique, que revela suas técnicas e o cuidado no visual do filme. Bem objetivo e esclarecedor.

Balé

O diretor Darren Aronosky comenta sobre sua opinião a respeito do balé O Lago dos Cisnes e também sobre sua influência na trama do filme. Além disso, há breves depoimentos do elenco sobre a questão de dualidade do filme. Curto, mas satisfatório.

Desenho de Produção

Como o próprio nome sugere, aqui aprendemos mais sobre a direção de arte do filme e seus cenários, com óbvia inspiração em diferentes versões de O Lago dos Cisnes; um certo desafio, levando em consideração o orçamento relativamente apertado da produção. Mais importante, há uma análise sobre como os cenários afetam a personalidade dos personagens e o rumo da trama.

Figurino

Sendo um filme sobre balé, obviamente teremos roupas de balé! Aqui, vemos um pouco do trabalho do figurino do filme, assinado por Amy Westcott e com colaborações da dupla Rodarte, especializada em vestuários de espetáculos (balé, inclusive). O que é bacana aqui é ver como cada peça de roupa contribui na construção dos personagens.

Perfil: Natalie Portman

A atriz Natalie Portman fala sobre seu envolvimento com o projeto e sua extrema dedicação física, que incluíam cerca de 5 horas de balé por dia, além de exercícios. Muito bom, mas poderia ser mais comprido e melhor explorado.

Perfil: Darren Aronofsky

Apresenta a mesma abordagem do extra anterior, mas dessa vez com Darren Aronosfky. O diretor fala dos elementos que o atraíram para o projeto e também faz uma interessante comparação entre este e seu filme anterior, O Lutador. Mais um extra que ajuda a comprovar o talento do cineasta.

Bate-Papo: A Preparação para o Papel

Mais comentários sobre as aulas de dança de Natalie Portman, só que agora com detalhes mais específicos (movimentos de braço, pernas e tal) e com Darren Aronofsky como entrevistador (uma mania nova da Fox). Meio repetitivo, mas é bacana ver a dinâmica entre o diretor e a atriz.

Bate-Papo: Dançando com a câmera

Basicamente uma continuação do extra anterior, mantém a conversa entre Portman e Aronofsky, para discutir o uso da câmera no meio das danças. Bem, com menos de 2 minutos de duração é impossível ter um aprofundamento consistente na área.

Especial do Fox Movie Channel

Bem, o blu-ray apresenta cinco divisões para um especial do programa Fox Movie Channel, mas resolvi comentar sobre ele em geral. Aqui, Natalie Portman, Winona Ryder, Vincent Cassel e Barbara Hershey falam muito sobre seus personagens e como fizeram para retratá-los. De bônus, o diretor faz um comentário sobre seu filme, as inspirações do balé, entre outros (nada muito diferente dos extras anteriores).

Nota Geral:

Cisne Negro apresenta ótimo material extra, repleto de detalhes sobre a produção desse grande filme. A qualidade de imagem é muito boa (eu pessoalmente não gosto do granulado), assim como a de som. Recomendado.

Preço: R$ 79,90

Darren Aronofsky deixa The Wolverine

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 17 de março de 2011 by Lucas Nascimento

A continuação do mediano X-Men Origens: Wolverine (que estava entitulada The Wolverine) acaba de perder seu diretor, o genial Darren Aronofsky (Cisne Negro, O Lutador e Requiém para um Sonho), que abandonou o comando por problemas familiares.

As filmagens aconteceriam no Japão, país onde a trama inteira será ambientada, o que tomaria a presença do cineasta por aproximadamente um ano e o afastaria de sua família e, em decorrência de sua recente separação da atriz Rachel Weiz, dos processos de custódia de seu filho.

A Fox lamenta a saída do diretor, mas continua buscando substitutos; apenas lembrando que Hugh Jackman continua comprometido com The Wolverine.

Minha esperança nesse filme desabou completamente…

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte IV | Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

Another Year – Mike Leigh

Mais um filme que provavelmente vai passar longe dos cinemas brasileiros… Mike Leigh é um profissional talentoso e acho a premissa de Another Year, que acompanha um casal de meia-idade e suas relações com amigos e familiares. Resta esperar pelo DVD/Blu-ray…

Quotação Memorável:Você não pode sair por aí com uma grande anúncio dizendo, não se apaixone por mim, sou casada.” – Mary

A Origem | Christopher Nolan

Christopher Nolan sempre soube escrever roteiros e ter ótimas ideias, mas ele alcança o topo de sua carreira com A Origem, ao mostrar um grupo de indivíduos que entra na mente de empresários procurando segredos e plantando ideias. A trama se desenvolve com adrenalina e leva a situações complexas e imprevisíveis.

Quotação Memorável: “No estado de sonho as seguranças do subconsciente estão baixas, deixando seus pensamentos vulneráveis ao roubo. Se chama Extração.” – Arthur

O Discurso do Rei | David Seidler

O roteiro de David Seidler acerta em colocar a gaguice do protagonista como foco central do filme, e depois os metódos e serviços de realeza. Desenvolve bem as relações entre seus personagens e escreve diálogos memoráveis e elegantes, com direito à citações de Shakespeare.

Quotação Memorável:Se eu sou Rei, onde está meu poder? Posso declarar guerra? Formar um governo? Criar um imposto? Não! E ainda sim sou o foco das autoridades porque acham que quando eu falo, falo por eles. Mas não sei falar.” – Rei George VI

Minhas Mães e meu Pai | Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

Pois é, não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai, mas a premissa de mostrar um casal de lésbicas que têm filhos através de inseminação artificial – e depois lidar com a aparição do doador – é muito interessante e, pelo visto, tratada com bom humor.

Quotação Memorável:Bem, eu preciso das suas observações do mesmo jeito que preciso de um pau na minha bunda!” – Nic

O Vencedor | Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

 

Original? Não, é pura fórmula dos filmes de esporte – especificamente os de boxe – e não adiciona elemento inédito algum, apenas a relação do boxeador com sua família desequilibrada e consegue criar alguns bons diálogos, mas… Não iria doer colocar Cisne Negro no lugar deste.

Quotação Memorável: “Eu tive que ler o filme inteiro. Maldita legenda” – Charlene Fleming

Ficou de fora: Cisne Negro | Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin

De fato, Cisne Negro não possui diálogos tão memoráveis, mas merecia a indicação por seu simbolismo e complexidade narrativa ao apresentar a bailarina dividia Nina Sayers. Tomando o balé como plano de fundo, o jogo psicológico é tão intrincado que é difícil distinguir o real do imaginário.

Quotação Memorável:A única pessoa no seu caminho é você mesma” – Thomas Leroy

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

127 Horas | Danny Boyle & Simon Beaufoy

Adaptado de: Livro Between a rock and a Hard Place, de Aron Ralston

Mais uma vez trabalhando com Simon Beaufoy, Boyle e seu parceiro traçam uma narrativa empolgante a partir de uma situação difícil que se passa em um único cenário. Criam bons diálogos em que Aron conversa consigo mesmo e inserem flashbacks/delírios com eficácia.

Quotação Memorável: Essa pedra tem me esperado a minha vida inteira. À sua vida inteira, desde que era uma parte de um meteorito, bilhões de anos atrás. No espaço. Estava me esperando chegar aqui. Bem aqui, nesse lugar. Eu me dirigi a ela minha vida inteira. Desde o minuto que nasci, cada respiro, cada ação tem me levado a esse buraco na superfície. – Aron Ralston

A Rede Social | Aaron Sorkin 

Adaptado de: Livro Bilionários por Acaso, de Ben Mezrich

Que texto. O talentoso Aaron Sorkin traça e conduz uma história sobre a fundação de um site de maneira espetacular, criando diálogos brilhantes, longos, analogias geniais e repleto de referências pop. Grande trunfo também, é a narrativa não linear, que vai e volta no tempo (que a montagem traduz à tela impecavelmente) e acrescenta um tom investigativo à história de Mark Zuckerberg e seu Facebook. O melhor roteiro dos últimos anos.

Quotação Memorável: “Escute, você provavelmente vai ser uma pessoa de computadores de muito sucesso. Mas vai passar a vida inteira achando que as garotas não gostam de você porque você é um nerd. Mas eu quero que você saiba, do fundo do meu coração que isso não vai ser verdade. Vai ser porque você é um babaca.” – Erica Albright

Bravura Indômita | Joel Coen & Ethan Coen

Adaptado de: Livro Bravura Indômita, de Charles Portis

Beirando o excêntrico, o texto dos irmãos Coen apresenta ótimos personagens com motivações cativantes e diálogos excepcionais, que utilizam-se de muito humor negro, piadas e até referências à figuras da época. A bizarrice também marca presença: as longas pausas, os coadjuvantes non-sense e as habituais surpresas…

Quotação Memorável: “O solo está congelado. Se queriam um bom enterro deveriam ter morrido no verão” – Rooster Cogburn

Inverno da Alma | Debra Granik & Anne Rosellini

Adaptado de: Livro Winter’s Bone, de Daniel Woodrell

O texto de Inverno da Alma é bem formulado e tem clima de misterio, mesmo mantendo-se preso do início ao fim à realidade enfrentada pela protagonista. A composição de cada personagem é genial (também gostei dos nomes, como Teardrop) e o destino de cada um é coerente.

Quotação Memorável: “Eu estaria perdida sem o peso de vocês nas minhas costas. Não vou a lugar nenhum” – Ree Dolly

Toy Story 3 | Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich

Adaptado de: Sequência de Toy Story e Toy Story 2

Aceitando o desafio de criar uma história à altura dos primeiros filmes, Michael Arndt escreveu uma trama bem humorada, com emoções fortes e personagens impagáveis (Ken e Lotso entram para a história), conseguindo retratar com eficiência a transição de criança para adolescente, alcançando resultados magníficos.

Quotação Memorável: “Até mais, parceiro.” – Woody

Ficou de fora: O Escritor Fantasma | Robert Harris & Roman Polansky

Provavelmente foi a polêmica prisão do diretor Roman Polansky que evitou que o ótimo Escritor Fantasma recebesse merecidas indicações. A maior delas, seria mesmo o roteiro que provine diálogos formidáveis e elegantes. A trama desenvolve-se bem e apresenta diversas reviravoltas chocantes.

Quotação Memorável: “Um fantasma em um lançamento de seu livro é como uma amante em um casamento” – O Fantasma

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém. Mesmo.

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

David Fincher | A Rede Social

Esnobado por obras-primas como Seven e Clube da Luta, Fincher finalmente recebeu sua indicação em 2009, com Benjamin Button e sua segunda pelo filme mais “comum” de sua carreira. Mesmo mais contido na direção, Fincher dirige o elenco muito bem e compoe sequências extraordinárias; como a cena do hacking (que parece um assalto a banco) e a psicodélica Henley Royal Regatta.

Comentário do diretor sobre seu filme:Eu o vejo como o Cidadão Kane dos filmes de John Hughes” – Entrevista à New York Magazine

Joel Coen & Ethan Coen | Bravura Indômita

Exibindo suas habituais características incomuns ao longo do filme, a dupla merece créditos por, pela primeira vez, não distorcer o gênero em que trabalha, sem enchê-lo de cinismo ou anormalidade. A trama é conduzida de forma empolgante e divertida, recuperando um espírito cinematográfico que eu não via há muito tempo.

Comentário do diretor Ethan Coen sobre o filme: “Claro, Bravura Indômita é um Western, mas nunca consideramos nosso filme como um Western Clássico, e honestamente nunca pensamos nesse gênero em nenhum momento.” – Entrevista ao The Telegraph

Darren Aronfosky | Cisne Negro

O controverso Darren Aronofsky é outro grande cineasta que já estava merecendo uma indicação. Ao contar a história da bailarina Nina, o diretor usa todos os seus traços habituais; como imagens perturbadoras, cenas envolvendo drogas (ninguém faz isso como ele), ousadia, sensualidade e arranca mais uma performance principal excepcional.

Comentário do diretor sobre seu filme: “É do caralho!” – Entrevista no Festival de Toronto.

Tom Hooper | O Discurso do Rei

Vencedor do Directors Guild Awards, Hooper é o favorito para levar a estatueta. O inglês realiza um trabalho elegante ao mesclar técnicas cinematográficas com elementos de TV. Mas seu grande acerto é criar a atmosfera sufocante em torno do protagonista – graças aos enquadramentos; nas cenas em que ele discursa a tensão criada é enorme.

Comentário do diretor sobre o filme: “Eu queria uma visão diferente da Monarquia. Subverter as noções sobre as cerimônias que rodeiam circunstâncias de reis.” – Entrevista ao Below the Voice

David O. Russell | O Vencedor

O quase-desconhecido David O. Russell é visualmente criativo na composição de O Vencedor, acertando em diversos enquadramentos e movimentos de câmera. Faz um bom trabalho, mas nem de longe se compara ao de Christopher Nolan em A Origem, que poderia facilmente tomar a vaga…

Comentário do diretor sobre o filme:

Ficou de Fora: Christopher Nolan | A Origem

Realmente não dá pra descrever a ignorância da Academia em esnobar um dos maiores cineastas do nosso tempo. Filmou um longa de grande escala, viajou a 5 países e é mestre no que faz, sempre intrigando o espectador e impressionando-o. Um dia, ele terá seu momento.

Comentário do Diretor sobre o filme: “A Origem é sobre o potencial da mente humana e o que ela pode criar, e queremos ver isso em grande escala.” – Comentário no Blu-ray do filme

APOSTA: David Fincher | A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tom Hooper | O Discurso do Rei

Os indicados desse ano são melhores do que os do ano passado, com certeza. Muitos com nota máxima, realmente merecendo, mas apenas um levará o ouro. Os indicados são:

127 Horas

Danny Boyle entrega um de seus melhores trabalhos (até mesmo superior ao Quem quer ser um Milionário?) ao contar a notável história real de Aron Ralston. Equilibrando perfeitamente o tom de humor e drama, é uma experiência dinâmica e (re)apresenta ao mundo o talento de James Franco. Crítica

A Origem

Todo ano, tem aquele filme que é subestimado pela Academia… Aquele que deveria ser o verdadeiro campeão do Oscar. Dessa vez é  A Origem filmaço que resgata elementos do bom cinema, como filmar em locações exóticas, apresentar ideias originais e intrigantes e proporcionar emoções únicas. Inteligente, ousado e repleto de ação de cair o queixo. Crítica

A Rede Social

 

Batendo defrente com O Discurso do Rei como favorito ao grande prêmio, a saga de processos legais e aulas de informática sobre a criação do Facebook é um filme memorável. Com um roteiro esplêndido e excelentes atores, a trama é agitada, emocionante e intrincada. Quem diria que um filme sobre um site chegasse nesse patamar? Crítica

Bravura Indômita

Recuperando um espírito aventureiro a muito não visto, o faroeste dos irmãos Coen é empolgante e divertido, surpreendendo por suas reviravoltas e o perfeito trabalho em conjunto do elenco. Repleto de humor negro e ação, Bravura Indômita é um filme inesquecível e com potencial de clássico. Crítica

Cisne Negro

Provavelmente o mais ousado entre os indicados, Cisne Negro é um filme reflexivo, lotado de simbolismo e sensualidade. Uma visão perturbadora da batalha luz vs. trevas, apresentada em uma narrativa complicada e que nunca é o que parece; sempre pelos olhos de Natalie Portman. Crítica

O Discurso do Rei

Grande favorito (tem PGA, DGA e BAFTA nas mãos), O Discurso do Rei é o melhor filme sobre a realeza já feito. Subverte todos os elementos do gênero e apresenta um olhar diferente à História, por focar-se no problema de gaguice do Rei George VI e tratá-lo com bom humor. Um filme elegante, emocionante e com ótimo elenco. Crítica

Inverno da Alma

Memorável por seu realista retrato das dificuldades enfrentadas por uma família disfuncional no sul dos EUA, Inverno da Alma é um filme dramático e pesado, sendo um pouco monótono em alguns momentos, mas contando com performances admiráveis de seu elenco desconhecido. Crítica

Minhas Mães e Meu Pai

Como tradição, há sempre um indicado que eu não consigo ver… Dessa vez, é a saga familiar lésbica de Minhas Mães e Meu Pai. A premissa é muito interessante, mas é impossível traçar uma análise baseado em premissas, certo? Não me rendo ao download, então verei o filme apenas em seu lançamento em DVD/Blu-ray.

Toy Story 3

Mais uma vez a Pixar marca presença na categoria de Melhor Filme, agora com os brinquedos de Toy Story 3 que se despedem em um filme agradável, repleto de humor, personagens e situações memoráveis e um conclusão de encher os olhos. Crítica

O Vencedor

A mais recente entrada no gênero de boxe não apresenta grandes novidades ou consegue fugir de alguns clichês típicos da premissa. Ganha méritos por retratar de maneira inédita a relação familiar entre o lutador e também pelo elenco estelar, liderado pelo inspirado Christian Bale. Crítica

Ficou de fora: Ilha do Medo

Apresentando níveis de realidade quase tão complexos quanto os de A Origem (eu disse quase), o suspense de Martin Scorsese é uma obra perturbadora e surpreendente, repleta de boas atuações e valores de produção altíssimos e sofisticados. Tão tenso quanto O Iluminado, de Kubrick. Crítica

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Rede Social

Bem, o especial Oscar 2011 acaba aqui. Apostas feitas, aguardemos a premiação, que vai acontecer no domingo (27) e será transmitida na TNT e Globo, mas você também pode acompanhar uma transmissão aqui pelo blog. Até lá, mas antes, deem sua opinião sobre o grande vencedor da noite: