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| As Vantagens de ser Invisível | O Drama da Adolescência em meio ao Colegial

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Drama with tags , , , , , , , , , on 21 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento


Hermione arranja novo grupo: Os ótimos Emma Watson, Logan Lerman e Ezra Miller

Chega o momento na vida do ser humano em que este deve testar todo o conhecimento prévio adquirido durante sua formação e aprimorá-los a fim de sustentá-los para o resto da vida: a adolescência. E o palco da maioria dessas experiências é o colégio, na forma dos três anos que abrangem o ensino médio, período em que o jovem deverá escolher o tipo de sujeito que vai querer ser pelos próximos anos – ou até o pelo resto desses. Muita pressão para a idade, não?

É nesse cenário de incertezas que encontramos o desajustado Charlie (Logan Lerman) que se prepara para encarar seus anos derradeiros de escola, ao mesmo tempo em que tenta superar problemas pessoais que marcaram sua vida. Nesse longo (e nada fácil) processo, ele é aceito socialmente por um grupo de estudantes veteranos.

As Vantagens de ser Invisível é indie até a alma. Isso fica claro logo nos momentos iniciais, quando uma câmera claramente instalada em um automóvel em movimento captura belas imagens de um túnel iluminado ao som de um rock leve na linha de “The Smiths”. Esse tipo de referência traz muito à memória o ótimo (500) Dias com Ela, outro exemplar do gênero que pegava uma premissa conhecida e lhe oferecia uma abordagem completamente original. Não é o caso do filme de Stephen Chbosky, comandando a adaptação de sua própria obra, que traz uma execução agradável e lições valiosíssimas, mas trilha por caminhos previsíveis e formulaicos.

Vivido por Logan Lerman com muito carisma (que após sua destestável performance no igualmente detestável Percy Jackson – O Ladrão de Raios, prova imenso talento), o protagonista atravessa uma jornada arquétipa e cujo desfecho já é possível de ser previsto no desenrolar da trama. Mas isso não prejudica a força com que o roteiro de Chbosky passa suas mensagens, dotando de passagens quase poéticas (seu monólogo final é sublime) e cenas que impressionam com sua expressividade (como a pose “Titanic Style” de Emma Watson). Impressiona também a sutilidade com que Chbosky vai revelando os traumas passados de Charlie, e a maturidade com que lida com estes.

Não é o filme que melhor representa o ensino médio (todos sabemos que nesse quesito, não há filme melhor que os de John Hughes) e traz poucas novidades em sua trama, ainda que prenda o espectador e funcione de forma eficiente. E sua solução para aguentar os três anos decisivos dessa fase não poderia ser mais adequada: a amizade.

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