Arquivo para Colin Firth

| Kingsman: Serviço Secreto | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de março de 2015 by Lucas Nascimento

4.5

KingsmanTheSecretService
Colin Firth e o novato Taron Egerton

“Acho que ficaram sérios demais pro meu gosto”, diz agente secreto Harry Hart quando o megalomaníaco Richmond Valentine pergunta sua opinião a respeito de longas de espionagem. É um fato que Hollywood tenta seguir uma linha mais realista e “Nolesca” para algumas de suas produções, e eu pessoalmente  gosto muito do experimento e alguns dos resultados: Cassino Royale, por exemplo, é meu filme preferido de 007. Mas quando Kingsman: Serviço Secreto, uma obra assumidamente satírica e exagerada, nos clama para mergulhar na nostalgia do over the top e do cartunesco, é impossível resistir.

A trama marca mais uma adaptação dos quadrinhos de Mark Millar e Dave Gibbons para as telas, concentrando-se numa agência britânica de espionagem, a Kingsman. Quando um dos agentes é assassinado, Harry Hart (Colin Firth) fica incumbido de encontrar um substituto, e o vê na forma do delinquente Eggsy Unwin (Taron Egerton), um jovem preso por delitos em Londres. Enquanto Eggsy tenta sobreviver ao rigoroso processo de seleção da agência, Hart investiga o milionário de internet Richmond Valentine (Samuel L. Jackson), que teria um plano para aniquilar a raça humana.

Meu grande medo com Kingsman era que filmes de “espiões teen” nunca funcionam e O Agente Teen e o pavoroso Alex Rider contra o Tempo estão aí para comprovar. Mas o filme de Matthew Vaughn (em alta depois dos ótimos Kick-Ass: Quebrando TudoX-Men: Primeira Classe) funciona justamente por ser uma obra fortemente metalinguística e abraçar os exageros que marcaram a era de Roger Moore como James Bond nos anos 70 – gadgets malucos, guarda-chuvas metralhadoras e até pernas de lâminas para um vilã russa. O culto ao ícone do espião, aqui respeitando a elegância dos ternos impecáveis – não por acaso, a sede da Kingsman fica sob uma alfaiataria -, os bons modos (Colin Firth tomando uma chope depois de arrebentar uma gangue num pub é o mais alto nível de classe) e o obrigatório sotaque britânico, tanto com Firth como na presença obrigatória de Michael Caine.

E por falar em sotaque, vamos comentar a brilhante composição que Samuel L. Jackson oferece ao vilão Valentine. Do visual totalmente swag (com direito a boné de couro) até sua ousada decisão de pronunciar todas as suas falas com a língua presa, Valentine é um dos antagonistas mais fora do comum dos últimos anos: se Firth toma chope depois da briga, Valentine come McDonalds com vinho num jantar chique. Seu plano é apenas mais uma variação do clichê “destruir o mundo”, mas traz bom sustento do roteiro que Vaughn assina com a parceira Jane Goldman (ciência, ao comparar a Terra com o sistema imunológico, e religião, trazendo a história Arca de Noé à tona) e cenas de um nível de violência tão estilizado que chega a ser… belo. O festival de cabeças explodindo com fogos de artifício coloridos (fazer Valentine um sujeito que não aguenta ver sangue foi genial) e a já controversa cena da igreja são alguns exemplos. Seu tema, composto por Henry Jackman e Matthew Margeson é igualmente memorável.

Mas dentre todo o espetáculo de ação e o trabalho sólido dos veteranos em cena, o estreante Taron Egerton revela-se um ator carismático e com muito cacife para liderar uma produção do tipo. Seu Eggsy pode até ter pinta de bully e antipático, mas ao passo em que o roteiro vai explorando seu passado e também seu interior (pode parecer um bruto, mas adora pugs e My Fair Lady), Egerton vai caindo cada vez mais na graça do público. E sua transformação de trombadinha a “Colin Firth” – com os óculos e tudo o mais – é muito interessante, merecendo aplausos pela excelente rima temática e visual que Vaughn executa na cena final.

Kingsman: Serviço Secreto é tudo que um bom blockbuster deveria ser, misturando ação estilizada com humor inteligente, sarcasmo e uma metalinguagem acertadíssima. Uma ode ao gênero de espionagem pra deixar qualquer um sorrindo de orelha a orelha, comprovando que Matthew Vaughn é quem mais acerta no que faz.

Obs: Os créditos começam a rodar, mas uma cena imperdível é exibida durante a metade destes.

Leia esta crítica em inglês.

Novo trailer de KINGSMAN: O SERVIÇO SECRETO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Fiquei muito decepcionado quando Kingsman: O Serviço Secreto teve sua estreia adiada para 2015, já que é um projeto promissor de um cineasta que se revela cada vez mais talentoso. E o novo trailer, que traz Colin Firth chutando bundas e Samuel L. Jackson sendo Samuel L. Jackson é mais um indício de que vem coisa boa por aí. Confira:

 

O filme é dirigido por Matthew Vaughn, de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe. O elenco traz ainda Michael Caine, Mark Hamill e Mark Strong.

Kingsman: O Serviço Secreto estreia em 13 de Fevereiro nos EUA.

| Magia ao Luar | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Emma Stone e Colin Firth: novas cartas no leque de Woody Allen

Algo um tanto curioso vem acontecendo com os últimos filmes de Woody Allen. Parece que o diretor/roteirista vem lançando um filme impecável em um ano, e um “divertidinho” em outro. Meia Noite em Paris foi seguido pelo simpático Para Roma, com Amor, que por sua vez foi superado pelo dramático Blue Jasmine, que agora vê no água com açúcar Magia ao Luar seu competente sucessor.

A trama é ambientada na década de 20, girando em torno do ilusionista Stanley (Colin Firth), que é também um especialista em desmascarar charlatões. Ele é convidado pelo amigo Howard Burkan (Simon McBurney) para viajar até o sul da França, onde uma família rica está encantada pelos dons sobrenaturais da jovem Sophie (Emma Stone), que se diz uma médium. Lá, Stanley tentará provar que a moça é uma farsa.

Parte comédia, parte filme de mistério, o longa é eficaz ao prender a atenção do espectador diante da dúvida que permeia a mente do protagonista: seria ou não, Sophie uma farsa. Emma Stone, ruiva (como deve ser) e divertidíssima na pele da misteriosa médium, acerta ao tornar as visões de sua personagem caricatas e geralmente permeadas por uma careta nada discreta, e a câmera de Allen claramente se apaixona pelas feições de Stone: reparem a simples beleza de uma iluminação natural em seu chapéu, durante um diálogo com Stanley à beira do lago. Aliás, não é só Stone que é capaz de enriquecer a tela: todos os cenários e ambientes da costa francesa que o diretor de fotografia Daris Khondji captura são belíssimos.

Ainda que essencialmente uma comédia, o roteiro de Allen é capaz de levantar muitas questões interessantes, através de diálogos estupidamente bem escritos. É como se no processo criativo, ele estivesse deitado em um divã relendo as obras de Nietschze enquanto questiona suas próprias crenças e valores existenciais, características fortemente apresentadas no personagem de Colin Firth – que se sai muito bem como a personificação de Allen na trama. Questões como o além-vida, espíritos e Deus são postas à mesa e se não são tão aprofundadas, no mínimo arrancam uma reflexão no espectador, por mais ínfima que seja.

Magia ao Luar é um filme agradável e com mais conteúdo do que se poderia imaginar de sua premissa, ainda que não seja particularmente estimulante ou mesmo tão original. Se a hipótese levantada no primeiro parágrafo se confirmar, mal posso esperar pra ver o que Woody Allen vai aprontar com Joaquin Phoenix e Emma Stone em seu próximo filme.

Primeiro trailer de MAGIC IN THE MOONLIGHT

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 21 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Em uma semana agitada para o cinema popular, sai o primeiro trailer de Magic in the Moonlight. O novo filme de Woody Allen traz Emma Stone, Colin Firth em uma comédia sobrenatural ambientada no sul da França. Confira:

Magic in the Moonlight estreia em 28 de Agosto no Brasil.

Primeiro pôster e trailer de KINGSMAN: THE SECRET SERVICE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Você pode não ter ouvido falar ainda, mas é melhor ficar de olho. Depois de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe, o cineasta Matthew Vaughn prepara Kingsman: The Secret Service, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar (o mesmo de Kick-Ass e O Procurado) que envolve um jovem rebelde sendo treinado por seu tio para ser um espião. Ah, e a história se passa na Inglaterra.

James Bond feelings? Vaughn já havia brincado com o conceito com seu Magneto no prequel dos X-Men, e tudo indica que teremos mais um divertidíssimo filme aqui. Confira o primeiro pôster:

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O elenco traz ainda Colin Firth, Michael Cane, Mark Strong Adele e Samuel L. Jackson.

Kingsman: The Secret Service estreia em 17 de Outubro no Reino Unido.

ATUALIZAÇÃO: Agora com o primeiro trailer:

| O Espião que Sabia Demais | O Labiríntico mundo real da espionagem

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 7 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

 


O Tom Hardy trouxe essa mesa de lembrança do set de A Origem

A paranóia da Guerra Fria praticamente inaugurou um novo gênero no cinema, deixando sua marca na indústria com inúmeros thrillers de espionagens e agentes secretos. Quando todos achavam que “o mundo estava salvo” após dezenas de filmes de James Bond e cia, e nada mais valeria a pena ser introduzido ao tema, Tomas Alfredson entrega sua labiríntica versão para o livro de John Le Carré.

Ambientada no período citado, a trama sugere que um espião russo esteja infiltrado no alto serviço de inteligência britânica (o Circo) e cabe ao aposentado George Smiley (Gary Oldman) investigar e descobrir o culpado diante de uma grande variedade de suspeitos.

Tendo impressionado públicos universalmente com seu sombrio Deixa ela Entrar, o diretor sueco Tomas Alfredson continua se mostrando um talentoso contador de histórias em seu primeiro filme de língua inglesa. O clima de paranóia e vigilância combinam-se magistralmente com o estilo frio e silencioso do cineasta (características que ele mostrou total controle em seu filme anterior), que usa de inúmeros planos elegantes e cenas que exibem apenas imagens sugestivas (um aceno de mão, um olhar),  requerindo a interpretação e inteligência do espectador a cada minuto.

Alfredson é um mestre na composição de uma cena. Com o auxílio do eficiente diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, seus planos e enquadramentos são sofisticados e inventivos (como aquele em que traz o ótimo Benedict Cumberbatch sendo revelado pela porta de um elevador ou a discussão a frente de uma pista de pouso) e traduzem visualmente o intrincado roteiro de Bridget O’Connor e Peter Straughan, que apresenta complexas linhas narrativas que misturam-se de forma sinuosa – alternando de personagens, eventos e datas – e ficam ainda melhores com a charmosa trilha sonora de Alberto Iglesias. O Espião que Sabia Demais fornece as peças do quebra-cabeça e, mesmo sabendo a imagem que queremos formar, o longa nunca facilita o trabalho de tentar encaixar seus componentes.

E o encarregado de solucionar o enigma é o espião George Smiley, vivido brilhantemente por Gary Oldman naquele que é uma das performances mais delicadas de sua carreira. Mas nem por isso fica mais claro a direção que a trama segue, já que Oldman traça Smiley quase como outro enigma; suas intenções nem sempre são claras, mas sua expressão facial diz tudo, dispensando diálogos na maioria das cenas em que este aparece. Ainda assim, ator é apenas a cereja no topo do bolo, já que temos aqui um elenco majestoso e bem entrosado que conta com Tom Hardy, Mark Strong, Colin Firth, John Hurt, entre outros, todos excelentes em seus respectivos papéis; que contrastam entre motivos para apreciá-los e para colocá-los na lista de suspeitos com a mesma intensidade.

Desenrolando-se de maneira calma e silenciosa (admito que em alguns momentos, até devagar demais), O Espião que Sabia Demais é um inteligente thriller que dispensa perseguições de carro e gadgets de última geração para se concentrar no frio e real mundo da espionagem. E quando chegamos ao inebriante uso da canção “La Mer” de Julio Iglesias em sua conclusão, perecebe-se que o diretor Tomas Alfredson tinha o controle de seu quebra-cabeças desde o início.

Obs: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme em SP, no dia 6 de Janeiro.

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte I | Atuações

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Bem-vindos à Parte I do Especial do Oscar 2011! Nesse post, veremos todos os indicados nas categorias de atuações, assim como os que foram esquecidos pela Academia… Vamos lá:

Javier Bardem | Biutiful

Personagem: Uxbal

Infelizmente, foi impossível para mim assistir à Biutiful (que também concorre em Filme Estrangeiro) e julgar se Javier Bardem merece ou não a indicação, mas gosto do ator e confio no seu talento, que certamente é aproveitado em um papel tão complicado.

Jeff Bridges | Bravura Indômita

Personagem: Rooster Cogburn

Provando que se dá bem em qualquer papel, Bridges interpreta o excêntrico Cogburn com muita energia e sotaque (além de uma pequena dose do The Dude), tornando o personagem divertidíssimo e admirável. Sempre com uma piada na ponta da língua, é imprevisível e bravo, tendo ótimos momentos com os demais personagens.

Jesse Eisenberg | A Rede Social

Personagem: Mark Zuckerberg

Na pele do criador do Facebook, Jesse Eisenberg surpreende em uma performance única, traçando uma personalidade muito peculiar a Zuckerberg: a de alguém isolado, tímido e tão emocianalmentei incapaz, que é rude com amigos sem perceber. Sempre com uma expressão séria, Eisenberg acerta por raramente transmitir o que se passa na cabeça do personagem, o que o torna imprevisível e até perigoso.

James Franco | 127 Horas

Personagem: Aron Ralston

Segurando o filme inteiro sozinho, Franco apresenta uma grande carga dramática e um carisma indiscutível. É impressionante como seu personagem resiste à sua situação, raramente apelando à melancolia. Seu talento é bem utilizado na cena em que fala sozinho em um “talk show” que, de tão boa, já ganha o espectador.

Colin Firth | O Discurso do Rei

Personagem: Rei George VI

Favorito disparado, Firth já levou praticamente todos os prêmios de Ator de cinema até aqui, deixando clara sua vitória. E, realmente, ele merece; sua performance como o rei que sofre de gaguice é memorável, intensa e, mais importante, o ator nunca se deixa levar pelo caricato –  traçando um retrato autêntico de seu problema, que poderia facilmente ser vítima de piadas, mas acaba por ser assombroso.

Ficou de fora: Leonardo DiCaprio | A Origem

Personagem: Dom Cobb

Naquele que é provavelmente o melhor ano de sua carreira, o talentoso Leonardo DiCaprio encarou dois grandes papeis: o do policial Teddy em Ilha do Medo e do Extrator Cobb em A Origem. Seu carisma e peso dramático estão mais evidentes no segundo filme, com uma performance forte e expressiva. A Academia ataca novamente…

APOSTA: Colin Firth | O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém rouba o prêmio de Firth desta vez.

Annette Bening Minhas Mães e meu Pai

Personagem: Nic

Pois é, infelizmente não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai (na época de lançamento, nem dei bola pro filme…), então fica difícil analisar a performance de Annette Bening. Mas uma coisa é certa: é um papel ousado e polêmico, e parece ser bem realizado pela atriz. Se Portman não vencer (o que é improvável), talvez ela ganhe.

Jennifer Lawrence | Inverno da Alma

Personagem: Ree Dolly

A performance de Lawrence é o grande destaque do pesado Inverno da Alma. A atriz é um talento promissor, apresenta uma personagem forte que não se deixa intimidar por nada, a não ser as preocupações com sua família, que mostra-se como seu único ponto fraco.

Nicole Kidman | Reencontrando a Felicidade

Personagem: Becca

Reencontrando a Felicidade infelizmente não estreará nos cinemas brasileiros a tempo do Oscar, então falar de Nicole Kidman será impossível. Mas é bom ver a atriz sendo indicada novamente, após uma fase dura no cinema.

Natalie Portman | Cisne Negro

Personagem: Nina Sayers

A performance de Natalie Portman é realmente extraordinária. Exibindo uma vulnerabilidade partircularmente frágil ao longo do primeiro ato, a personagem parece estar a ponto de se desmoronar a qualquer instante e transformar-se radicalmente em uma pessoa agressiva e sensual, ao decorrer da trama. Nas palavras da personagem “Foi perfeita”.

Michelle Williams | Namorados para Sempre

Personagem: Cindy

Namorados por Acaso infelizmente vai demorar para chegar no Brasil, por isso vai ficar difícil analisar o trabalho de Williams. Mas pelo que li, ela merece créditos: morou por alguns meses com o protagonista do filme – na esperança de criar um vínculo emocional maior. Há também, as polêmicas cenas de sexo, que quase garantiram um NC- 17 (a censura mais “punk” dos EUA) ao longa.

Ficou de fora: Chloe Moretz | Deixe-me Entrar

Personagem: Abby

Com uma promissora carreira pela frente, Chloe Moretz interpreta a vampira Abby com grande emoção, sempre escondendo suas intenções em seu ambígo olhar. Misteriosa e implacável, é uma maravilhosa composição que, atrevo-me a dizer, supera a do original sueco.

APOSTA: Natalie Portman | Cisne Negro

 QUEM PODE VIRAR O JOGO: Anette Bening | Minhas Mães e Meu Pai, mas é muito difícil…

Christian Bale | O Vencedor

Personagem: Dicky Eklund

Christian Bale é um monstro de ator. Sua performance como o viciado em crack Dicky Ward é espetacular e magnética, conseguindo o carinho do público mesmo com seus hábitos reprováveis. O personagem passa por uma transformação, movida pela afeição a seu irmão, contagiante e admirável. O ator merece o prêmio.

John Hawkes | Inverno da Alma

Personagem: Teardrop

Além de possuir o nome mais bacana entre os personagens, Hawkes compõe o personagem de forma perturbada, sempre com um olhar furioso, mas ao mesmo tempo com medo. É determinado e tem uma boa química com Jennifer Lawrence.

Jeremy Renner | Atração Perigosa

Personagem: James Coughlin

Renner mostra que não foi sorte de principiante em Guerra ao Terror. O cara tem talento e prova isso ao interpretar o encrenqueiro “Jem”, que é estressado e adora um bom crime. O ator enche-o de energia e torna-se o centro do apenas bom filme; suas cenas são as melhores e eu literalmente torci por ele no tenso clímax. Renner ainda vai dar o que falar…

Mark Ruffalo | Minhas Mães e Meu Pai

Personagem: Paul

Já estava na hora do talentoso Mark Ruffalo receber uma indicação ao Oscar. Infelizmente não assisti sua performance como o pai biológico das crianças de Minhas Mães e Meu Pai, mas percebe-se que é um papel complicado. Vi alguns clipes e o ator parece-me bem carismático.

Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Personagem: Lionel Logue

Colin Firth está espetacular como o protagonista de O Discurso do Rei, mas não seria a mesma coisa sem os momentos em que contracena com o ótimo Geoffrey Rush. Interpretando um terapeuta de fala, o ator preenche Logue com simpatia e humildade, complementando as cenas em que aparece com ótimo humor e inspira não só o personagem principal, mas também o público.

Ficou de Fora: Andrew Garfield | A Rede Social

Personagem: Eduardo Saverin

A grande carga emotiva de A Rede Social vem do carismático Andrew Garfield. Tem ótima química com Jesse Eisenberg e rende diálogos/discussões memoráveis, que vão ficando mais intensas, assim como a natureza do personagem que, de sua primeira aparição no quarto de Kirkland até seu confronto no Vale do Silício, impressiona pela criação de inimizade com o protagonista.

APOSTA: Christian Bale | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Amy Adams | O Vencedor

Personagem: Charlene Fleming

Na pele da bartender Charlene, Adams não só está linda como sempre, mas continua explorando seu talento mais a fundo, compondo a personagem como alguém que perdeu todas as oportunidades; o olhar da atriz sempre expressa essa característica. Uma grande carga dramática.

Helena Bonham Carter | O Discurso do Rei

Personagem: Rainha Elizabeth

Mesmo aparecendo pouco no longa, Carter se destaca por fazer um papel mais “comum”, depois de tanto Harry Potter e Tim Burton. Sua versão da esposa de George VI é alegre e radiante, sempre recitando suas falas com elegância e dedicação.

Melissa Leo | O Vencedor

Personagem: Alice Ward

Grande favorita ao prêmio, Melissa Leo entrega uma performance forte como a controladora Alice, cujo caráter de “durona” é apenas enfraquecido por seu filho Dicky. Não acho que ela mereça o Oscar; é uma boa atuação, mas nada de espetacular como rotulavam os críticos. No entanto, a atriz perdeu grande força com campanhas de votação FYC inadequadas e preconceituosas.

Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

Personagem: Mattie Ross

Injustamente indicada como Coadjuvante, a Mattie Ross de Hailee Steinfeld é de longe a protagonista do filme, e a atriz de 14 anos faz um trabalho impecável e energético, parecendo uma jovem adulta em alguns momentos, mas sem se esquecer de seu lado infantil – como provam seus contagiantes gritos de vitória e sua constante persistência. É a melhor entre as indicadas.

Jacki Weaver | Reino Animal

Personagem: Janine Cody

Reino Animal não chegou (e provavelmente não chegará tão cedo) ao Brasil, por isso fica difícil analisar a performance de Weaver nesse filme australiano tão comentado.

Ficou de Fora: Mila Kunis | Cisne Negro

Personagem: Lily

Sensual e provocativa, Mila Kunis reproduz a versão dark de Natalie Portman com muita afeição, ao mostrar diferenças de personalidade e também de dança. Chama a atenção por seu olhar provocante e malicioso, que seduz o espectador e manipula os personagens do filme.

APOSTA: Melissa Leo | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

E a parte I do especial acaba aqui, mas aguardem pela Parte II (minha preferida), sobre as categorias técnicas da noite. Até lá.

| O Discurso do Rei | Drama histórico com muito bom humor

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 12 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento


Colin Firth e Geoffrey Rush garantem ótimos momentos quando contracenam

Já citei várias vezes aqui no blog a minha descrença em filmes de realeza, porque acho que os cineastas que assumem tais projetos não o tratam com a competência necessária, não têm identificação visual ou criativa. Agradeçam a Tom Hooper e seu O Discurso do Rei, por subverter completamente os conceitos do gênero e gerar um longa tão magnífico.

O longa dramatiza a ascenção real do Rei George VI, perturbado pelo seu terrível problema de gaguice, que o ataca sempre que precisa discursar em público. Quando a hora de reinar o país chega, ele inicia um tratamento de fala incomum com o excêntrico Lionel Louge, que vira seu grande amigo.

Grande favorito ao Oscar deste ano, tinha minhas dúvidas sobre a qualidade do longa. Ledo engano, o filme é um maravilhoso conto de superação, divertido de se assistir; o típico “feel-good movie”, acerta por apresentar um novo lado da realeza. O excelente roteiro de David Seidler pega a fraqueza do protagonista e transforma-a no foco central da trama, o que certamente é seu maior acerto e motivo para que o longa funcione tão bem; é descontraído e acessível, como uma boa aula de História deve ser, desde que seja comandada por um professor eficiente.

E aqui ele é ótimo. Saído das minisséries e telefilmes, Tom Hooper acerta ao mesclar características cinematográficas – como closes e e movimentos de câmera – com as de televisão, especialmente nos planos-sequência. A fotografia de Danny Cohen o acompanha de maneira competente, nunca se destacando – exceto no esperto uso da neblina, que pode simbolizar como o protagonista encontra-se perdido. O diretor acerta também na tensão: quem diria que um homem andando em um corredor seria tão intenso?


Helena Bonham Carter acerta no papel da Rainha Elizabeth

Encontrando esse protagonista, está Colin Firth, que certamente receberá o Oscar de Melhor Ator por sua performance. Merecidamente; o ator interpreta o monarca com normalidade e carisma, tornando-o real. Merece créditos por não cair na caricatura, algo que seria fácil já que seu personagem apresenta fortes crises de gaguice. E acredite, graças ao trabalho de Hooper, não é cômico ver este homem gaguejar. É tenso.

Entra cena Geoffrey Rush e seu Lionel Lougue, temperando a trama com muito humor e piadas elegantes. Sempre mesclando simpatia e seriedade, Rush sempre rende bons momentos quando contracena com Firth; é fascinante ver a relação de dois homens tão diferentes crescer. Merece destaque também Helena Bonham Carter, que finalmente deixa os papeis góticos/dark para se concentrar na alegre composição da Rainha Elizabeth, resultando num ótimo trabalho.

Em valores técnicos, é uma produção competente. Os cenários são bons, mas não achei que foi feito bom uso deles; é difícil distinguir o que é locação e o que é construído. A montagem de Tariq Anwar é sutil e a trilha sonora de Alexandre Desplat é maravilhosa, fazendo ótimo uso do piano e de uma composição de Beethoven.

O Discurso do Rei é o Cavaleiro das Trevas dos filmes de realeza. Subverte o gênero, apresenta uma nova visão sobre o assunto e muda o tom geralmente predominante. Conta com grande elenco e roteiro, sem dúvida merecendo sua indicação e até sua vitória.

Leia esta crítica em inglês (english)

Confira os vencedores do SAG Awards 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 31 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Confira abaixo os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2011: (apenas as categorias de cinema)

Melhor Elenco

O Discurso do Rei

Melhor Ator Protagonista

Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Protagonista

Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor

Melhor Atriz Coadjuvante

Melissa Leo – O Vencedor

Oscar 2011: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Saíram os indicados ao Oscar 2011. Confira abaixo:

Melhor Filme

127 Horas

A Origem 

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Inverno da Alma

Minhas Mães e Meu Pai

Toy Story 3

O Vencedor

Melhor Diretor

David Fincher – A Rede Social

Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Darren Aronofsky – Cisne Negro

Tom Hooper – O Discurso do Rei

David O. Russel – O Vencedor

Melhor Ator

Javier Bardem – Biutiful

Jeff Bridges – Bravura Indômita

Jesse Eisenberg – A Rede Social

Colin Firth – O Discurso do Rei

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz

Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

Jennifer Lawrence – Inverno da Alma

Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade

Natalie Portman – Cisne Negro

Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor

John Hawkes – Inverno da Alma

Jeremy Renner – Atração Perigosa

Mark Ruffalo – Minhas Mães e Meu Pai

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – O Vencedor

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei

Melissa Leo – O Vencedor

Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor Roteiro Original

Another Year – Mike Leigh

A Origem – Christopher Nolan

O Discurso do Rei – David Seidler

Minhas Mães e meu Pai – Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

O Vencedor – Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

Melhor Roteiro Adaptado

127 Horas – Danny Boyle & Simon Beaufoy

A Rede Social – Aaron Sorkin

Bravura Indômita – Joel Coen & Ethan Coen

Inverno da Alma – Debra Granik & Anne Rosellini

Toy Story 3 – Michael Arndt

Melhor Animação

Como Treinar o seu Dragão

O Mágico

Toy Story 3

Melhor Filme Estrangeiro

Biutiful

Dente Canino

Em um Mundo Melhor

Fora-da-Lei

Incendies

Melhor Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas

A Origem

O Discurso do Rei

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Tron – O Legado

Melhor Fotografia

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Montagem

 

127 Horas

A Rede Social

Cisne Negro

O Discurso do Rei

O Vencedor

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

I Am Love

The Tempest

Melhor Maquiagem

Caminho da Liberdade

Minha Versão do Amor

O Lobisomem

Melhores Efeitos Visuais

 

Além da Vida

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Homem-de-Ferro 2

Melhor Edição de Som

A Origem

Bravura Indômita

Incontrolável

Toy Story 3

Tron – O Legado

Melhor Mixagem de Som

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

Salt

Melhor Trilha Sonora

127 Horas – A.R. Rahman

A Origem – Hans Zimmer

A Rede Social – Trent Reznor & Atticus Ross

Como Treinar o seu Dragão – John Powell

O Discurso do Rei – Alexandre Desplat

Melhor Canção Original

“If I Rise” – 127 Horas

“Coming Home” – Country Song

“I See the Light” – Enrolados

“We Belong Together” – Toy Story 3

Melhor Documentário

Exit Through the Gift Shop

Gasland

Lixo Extraordinário

Restrepo

Trabalho Interno

Melhor Documentário Curta Metragem

Killing in the Name

Poster Girl

Strangers No More

Sun Come Up

The Warriors of Quigang

Melhor Curta-Metragem

The Confession

The Crush

God of Love

Na Wewe

Wish 143

Melhor Curta de Animação

Dia & Noite

The Grufallo

Let’s Pollute

The Last Thing

Madagascar, carnet de voyage

Como esqueceram Christopher Nolan em Melhor Diretor? A Academia tem problemas, claro… Os vencedores serão anunciados em 27 de Fevereiro, durante a cerimônia de premiação.