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Análise Blu-ray | O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: A AMEAÇA DE ELECTRO

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uau, faz muito tempo que não apareço com um Análise Blu-ray por aqui… Pra tirar o atraso, resolvi falar sobre o último filme a adentrar minha coleção: O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro. Não só é o mais recente lançamento, mas também é um filme que ganhei num sorteio, e eu NUNCA ganho esse tipo de coisa. Por isso, a atenção. Vamos lá:

O Filme

3.5

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Bem, vocês que leem o blog sabem que achei o novo filme uma bela bagunça. Não acho que Marc Webb seja o diretor ideal para tocar a franquia, o ritmo e tom se misturam entre o cartunesco, com o Electro bobalhão de Jamie Foxx, e o drama, envolvendo a chatice da subtrama dos pais de Peter Parker ou a própria decisão de tornar o Aranha mais descolado, menos nerd. Mas mesmo assim, em meio ao caos é possível encontrar boas coisas: humor acertado, o elenco é carismático, a ação melhora em relação ao anterior e a tão esperada cena com Gwen Stacy cumpre as expectativas. No fim, é um bom filme, mas o personagem pode – e merece – um tratamento melhor. Crítica Completa.

Comentário em Áudio dos Realizadores

3.5

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Sem a presença do diretor Marc Webb, a faixa solo de comentários em áudio (com legendas em português) traz os produtores Avi Arad e Matt Tolamch, e os roteiristas Alex Kurtzman e Jeff Pinkner (Roberto Orci também assina o roteiro, mas não está aqui). É interessante para aprender alguns detalhes sobre os bastidores de cenas mais difíceis ou até mesmo algumas que tenham ficado de fora. O problema, é que Arad é um sujeito orgulhoso e narcisista, insistindo em puxar o saco do filme e da equipe todo momento, como se fosse responsável pela realização de Lawrence da Arábia. Basicamente quer esquecer o bom trabalho que fez com Sam Raimi na trilogia original.

Cenas Excluídas e Estendidas

4.5

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Os fãs sedentos por mais vão adorar: 25 minutos de material inédito do filme (13 cenas no total), todo ele com comentário de Marc Webb. A cena mais polêmica envolve o encontro de Peter com seu pai, presumidamente morto, em um final alternativo que foi descartado. Pessoalmente, me chama mais atenção a longa cena que traz Harry apresentando Felicia (Felicity Jones, que tem um pouquinho mais destaque no material inédito) a Peter, já plantando um futuro envolvimento entre o Aranha e a Gata Negra. Temos também mais tomadas com os vilões, incluindo algumas não completadas do Duende Verde. Sem menção às cenas com Mary Jane que foram filmadas com Shailene Woodley, mas é um material sólido.

A Recompensa do Heroísmo: Produzindo O Espetacular Homem-Aranha 2

5.0

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Documentário de 1h40 dividido em seis partes que mergulha no processo de criação, desenvolvimento e produção de O Espetacular Homem-Aranha 2 – também podemos chamá-lo de making of. É denso e bem detalhado, e particularmente me chamou a atenção a influência do ator e acrobata Buster Keaton para Webb e o instrutor de combate durante as cenas que ilustram as manobras do Aranha. O doc ainda fala sobre os rumos da história, os efeitos visuais, os vilões, a maciça construção de uma Times Square digital e em estúdio, a pós-produção e o futuro da saga, contando até com depoimentos em que Webb admite ter aprendido com diversos erros do filme anterior. Muito bom e informativo.

A música de O Espetacular Homem-Aranha 2 por Marc Webb

4.0

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O extra anterior já dedica um bom tempo ao processo da trilha sonora do filme, mas esta ganha ainda mais um featurette, dessa vez enfocando aa decisões de Marc Webb. A trilha é assinada por Hans Zimmer, em conjunto com Pharrell Williams, Johnny Marr e outros, no conjunto batizado de The Magnificent Six. Ponto alto definitivo do departamento, é o tema de Electro (“My Enemy”) que tem o processo de criação mais detalhado.

Clipe Musical “It’s On Again” – Alicia Keys

3.5

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Nada além do videoclipe para uma das músicas-tema do filme: “It’s On Again”, assinada por Alicia Keys. Gosto da música e da direção do clipe, que traz trechos do filme e diversas participações, incluindo Pharrell Williams e Hans Zimmer. Not bad.

Nota Geral: 4.0

O blu-ray simples de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro está definitivamente acima da média, com muito mais material extra do que a maioria dos lançamentos do tipo. Se eu que não sou o maior admirador do filme e fiquei muito satisfeito, os fãs mais apaixonados vão adorar.

Preço: R$ 69,90

Só lembrando que também estão disponíveis versões em 3D e com DVD.

Análise Blu-ray: A REDE SOCIAL

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de março de 2011 by Lucas Nascimento

Disco 1

O Filme

Mais uma obra-prima de David Fincher, a história sobre a fundação do site Facebook é seu melhor filme desde Clube da Luta e traça uma visão sombria da geração atual, com enfoques em computação e empreendedorismo. Um dos melhores de 2010. Crítica

Comentário em Áudio com David Fincher

O diretor David Fincher compartilha alguns pensamentos e comentários sobre o filme enquanto ele passa. Fincher não poupa palavrões, mas o blu-ray infelizmente os censura; sua obsessão perfeccionista é bem evidente aqui, dando atenção a cenas específicas que deram mais trabalho.

Comentário em Áudio com Aaron Sorkin e o elenco

Mais divertido do que o anterior, essa faixa apresenta comentários do roteirista Aaron Sorkin, Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Armie Hammer, Josh Pence e Justin Timberlake, que fazem ótimas observações sobre as cenas em que aparecem. Eisenberg aponta detalhes interessantes, Garfield, Pence e Hammer relembram acontecimentos engraçados das filmagens e fazem muitas piadas. Sorkin e Timberlake falam pouco, mas contribuem no processo.

Disco 2

Como eles fizeram um filme do Facebook?

Dividido com base nas locações, cidades e estúdios por onde a equipe passou, esse documentário relata desde a escolha do elenco até a finalização das filmagens. Repleto de curiosidades e informações interessantíssimas (como o processo de criação dos gêmeos, a relação entre o diretor e o roteirista e a obsessão perfeccionista de Fincher), é um excelente extra.

O Visual do filme por Jeff Cronenweth e David Fincher

Só não ganha a nota máxima por ser curto. O diretor David Fincher e o diretor de Fotografia Jeff Cronenweth comentam a aparência do filme e também enfocam as dificuldades em filmar locações próximas de Harvard. Leis foram quebradas e até mesmo um mímico auxilou a equipe em uma estratégia inteligente visando uma iluminação específica.

Angus Wall, Kirk Baxter e Ren Klyce discutem a pós-produção

Minha fase preferida do processo de fazer filmes, a dupla de montadores Angus Wall e Kirk Baxter falam sobre o complexo trabalho de filmagem e as técnicas utilizadas para alcançar o resultado esperado por David Fincher. Em contrapartida, o sonoplasta Ren Klyce detalha o processo de mixagem de som e o quão importante ele foi para narrativa – Fincher desejava uma imersão realista no cenário. O melhor extra do BD.

Trent Reznor, Atticus Ross e David Fincher falam da Trilha Sonora

Os compositores Trent Reznor e Atticus Ross apresentam uma amostra de seu magnífico trabalho na trilha sonora do filme, e em seus peculiares acordes. Há uma grande dissecação da faixa Hand Covers Bruise (a música tocada nos créditos de abertura, entre outros momentos), sobre sua importância no desenvolvimento do personagem principal e como ela levemente é alterada de acordo com a cena. Genial.

Swarmatron

O Swarmatron é um despositivo utilizado pela dupla Reznor-Ross para “temperar” algumas faixas com um ruído sinistro e perturbador. Curto e simples, é um extra direto ao ponto e apresenta bons exemplos do uso do equipamento.

Sala VIP Ruby Skye: Cena Multi-ângulo

Esse extra permite ao espectador aprender sobre os elementos da cena onde Sean e Mark conversam na balada Ruby Skye. Pode ser assistido como um documentário (todas as 4 partes em ordem linear) ou com telas divididas, que mostram os ensaios da cena, o trabalho da mixagem de som, iluminação e as filmagens principais. Muito bom.

In the Hall of the Mountain King: Pesquisa Musical

Aqui, é possível ouvir a faixa In the Hall of the Mountain King (versão eletrônica da composição de Grieg) em seus diferentes estágios; a primeira versão era bem mais psicodélica, fico feliz por terem optado pela versão vista no filme. A música, caso não saibam, toca na cena da Royal Henley Regata.

Nota Geral:

Um dos melhores filmes do ano passado, o blu-ray de A Rede Social merece espaço em sua coleção. A qualidade de imagem é espetacular e os extras são mais do que satisfatórios.

Preço: R$ 59,90

Observação: O xingamento que Fincher e Sorkin originalmente queriam para cena de Mark na sala de aula, e que é censurado duas vezes nos comentários do blu-ray, é cocksucker. Mantenho a dignidade do blog ao não traduzi-lo.

Observação 2: O Menu Principal do blu-ray é sensacional.

Imagens: Blu-ray.com

Globo de Ouro 2011 é Hoje!

Posted in Prêmios with tags , , , , , on 16 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Hoje teremos a noção básica dos vencedores do Oscar! O 68ª Entrega do Globo de Ouro acontece em Los Angeles e será transmitida no Brasil a partir das 22:00h na TNT e no E! Entertainement.

E também, entrem no blog que farei aqui uma transmissão ao vivo e um registro com comentários, etc.

Bem, façam as apostas e nos vemos aqui à noite!

Oscar 2010 cai no “Armário da dor”

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Ontem aconteceu em Los Angeles a 82ª Entrega do Oscar. Quem acompanhou a transmissão ao vivo sabe quem ganhou. Bem, estou aqui para dar meus comentários e opiniões sobre os vencedores (houveram muitas injustiças!). Acompanhe.

  Alec Baldwin e Steve Martin tornaram a noite muito divertida

Depois de uma inesperada participação de Neil Patrick Harris, os apresentadores Alec Baldwin e Steve Martin lançaram muitas piadas e brincadeiras com os indicados ( a provocação com George Clooney foi hilária). Ainda fizeram uma paródia genial de Atividade Paranormal, que foi exibida após uma homenagem aos grandes filmes de terror.

   Jeff Bridges e Christoph Waltz com seus prêmios

Bem, sobre os prêmios. Primeiro quero começar falando sobre Roteiro Original… Alguém me explica, como que o roteiro mediano de Guerra ao Terror ganhou do brilhante e sensacional Bastardos Inglórios? O que Mark Boal escreveu de tão genial para bater Quentin Tarantino? É um absurdo, a injustiça da noite! Guerra ao Terror não merecia nem metade do que ganhou. O que me alegrou, foi ver Christoph Waltz levar a estatueta de Ator Coadjuvante; seu discurso foi elegante e simples, o cara merece. E como era esperado, Jeff Bridges levou sua estatueta de melhor ator.

  Sandra Bullock e Mo’Nique ganham seus primeiros Oscars

Mo’Nique era a favorita (e com justiça) por seu papel em Preciosa – Uma História de Esperança, e confirmou seu favoritismo ao levar o prêmio e ignorar o “discurso de 45 segundos”. Uma surpresa da noite foi a vitória do Roteiro Adaptado de Preciosa; Geoffrey Flethcer estava muito emocionado, ninguém esperava por essa. E temos Sandra Bullock, que ficou emocionada ao receber sua primeira estatueta. Curioso é que na noite anterior, ela tinha ganho um prêmio de Pior Atriz.

Avatar e Guerra ao Terror eram os grandes favoritos da noite, com cada um com 9 indicações. O resultado foi que Avatar faturou 3 prêmios (Direção de Arte, Efeitos Visuais e Fotografia) e Guerra ao Terror levou 6, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Na minha opinião, Guerra ao Terror merecia apenas Montagem e Mixagem de Som, o resto seria ou de Avatar, ou Bastardos Inglórios (o grande injustiçado!). Mas sobre a disputa Bigelow-Cameron, a diretora até que mereceu, tornando-se a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Diretor, mas ainda acho o trabalho espetacular de James Cameron de criar mundos inteiros, bem superior. E Ben Stiller estava impagável como um “avatar”.

“The Hurt Locker” ou “Armário da Dor” (Título original de Guerra ao Terror) é uma expressão metafórica sobre o lugar em que uma pessoa se encontra ao falhar em uma tarefa. O Oscar bem que podia mudar um pouco e começar a premiar filmes empolgantes e mais agitados; filmes que dão prazer de assistir. Por isso, Avatar ou Bastardos Inglórios deveria ter levado. Para mim, o Oscar se encontra (já há algum tempo) dentro do Armário da Dor, e resta torcer para que ele crie juízo e saia de lá.