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| Quero Matar meu Chefe 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

HorribleBosses2
O trio sorri pro selfie

Uma grata surpresa de 2011 foi a comédia divertida Quero Matar meu Chefe, que se beneficiava de uma premissa inspirada e um elenco coadjuvante de peso. Grana aqui e boa recepção crítica ali, o filme ganha agora uma continuação, e você bem sabe que continuações para comédias não costumam ser grande coisa (Se Beber, Não Case! e o recente Debi & Lóide 2). Mas é também surpreso que relato aqui minha satisfação com Quero Matar meu Chefe 2, que cumpre a função de fazer rir e não simplesmente recicla o primeiro filme.

A trama nos traz de volta Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudekis), que agora têm a ambição de serem seus próprios chefes, apostando em uma invenção estupidamente eficiente produzida por um deles. Quando são enganados e falidos por um investidor inescrupuloso (Christoph Waltz), o trio resolve cobrir o prejuízo sequestrando seu filho (Chris Pine) e exigindo um resgate milionário.

A premissa é diferente, mas a fórmula permanece a mesma. Bateman continua fazendo o tipo sério, Sudekis o fanfarrão e Day continua absurdamente irritante em cena, conseguindo apenas ser pontualmente engraçado. A química dos três funciona e é divertido vê-los reagindo às situações que o roteiro de Sean Anders e John Morris lhes proporciona, que agora brinca com o planejamento e execução de um sequestro. A dupla oferece diversas reviravoltas e sabe muitíssimo bem dosar os elementos do filme anterior: Jamie Foxx, Kevin Spacey e Jennifer Aniston têm participações controladas e que servem à trama eficientemente, revelando um sólido trabalho de estrutura.

As novas adições também são interessantes. Chris Pine traz de volta o carisma cômico e imbecil que já demonstrou em algumas comédias românticas de seu passado não tão animador, criando um personagem que é um estereótipo ambulante, mas também capaz de surpreender. Christoph Waltz infelizmente sai desperdiçado, levando a sério demais um papel no qual caberia mais humor. Outra nova adição importante, o diretor Sean Anders se mostra tão competente quanto Seth Gordon (do primeiro filme), ao oferecer maior dinamismo visual, mesmo que a comédia seja centrada no roteiro: há time lapses eficientes, travellings divertidos e cortes que ajudam a manter o ritmo de certas piadas.

Quero Matar meu Chefe 2 vai agradar aos fãs do primeiro filme e também quem não se importa em ver um humor politicamente incorreto agressivo e até mesmo incômodo – racismo e machismo extrapolam um pouco. Tem um bom elenco entrosado e uma trama que envolve se o espectador permitir se entregar a ela.

Obs: Assim como no primeiro filme, os créditos finais trazem divertidíssimos erros de gravação.

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| A Marca do Medo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

TheQuietOnes
Jared Harris e a novata Olivia Cooke

É curioso que logo após a estreia de O Espelho, terror psicológico eficiente e inteligente em sua proposta ligeiramente inovadora, surja uma obra que faça justamente o oposto. Novamente, sou forçado a repetir: terror, como a comédia, é um gênero pessoal, assusta um mas pode não provocar o menor efeito em outro. Uma coisa, no entanto, é universal, e é a de que existe uma diferença sutil entre causar medo e dar susto. Se O Espelho era um bom representante da primeira, A Marca do Medo é um fiel da segunda.

Alegadamente inspirada em fatos reais (hoje em dia, que terror não é?), a trama tecida por Craig Rosenberg, Oren Moverman e o diretor John Pogue – que também é baseada em um roteiro de Tom de Ville – viaja para 1974 para relatar experimentos que o professor Joseph Coupland (Jared Harris) mantinha com um grupo de alunos, visando provar que fenômenos sobrenaturais seriam nada menos do que manifestações do subconsciente, provocados por doenças mentais. A paciente em questão é a suicida Jane Harper (Olivia Cooke), que carrega consigo um mal desconhecido.

 De primeira, o filme de John Pogue instiga pela abordagem científica, elemento sempre válido no gênero. Adicionando a ambientação de época dos anos 70, que o designer de produção Matt Brant é eficaz ao recriar em seus discretos interiores, parecia uma oportunidade válida para replicar o sucesso do recente Invocação do Mal (outra obra ambientada no período), brincando também com a nova mania da narrativa found footage, já que o filme traz diversas cenas com formato e resolução de imagem menores – simulando as câmeras da época.

No entanto, Pogue opta pela saída mais fácil. Ao invés de cuidadosamente criar uma atmosfera perturbadora que lentamente vai crescendo até o ponto do terror verdadeiro, o diretor prefere sacanear a platéia com os típicos jump scares que surgem abruptamente durante toda a projeção: mesmo que seja uma simples batida na porta ou um objeto insignificante caindo no chão. E eu realmente fiquei interessado em saber que tipo de aparelhagem audiovisual de 1974 é capaz de capturar “sons de sustos” em alta definição, mesmo que as demais vozes e efeitos surjam com um ruído característico. Aparentemente os fantasmas já tinham THX.

Mas nem ligaria pra isso se pelo menos tivessemos personagens interessantes o suficiente para nos importarmos, outro elemento ausente. Jared Harris até se garante com sua forte presença de cena, sugerindo uma áurea sinistra a seu personagem (não esqueça, ele é o cara que entregou aquele Moriarty genial em Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras), mas nem Sam Claflin (de Jogos Vorazes: Em Chamas) nem nehum outro dos estúpidos arquétipos cujos nomes não me interessam, são capazes de se identificar com o espectador. Reconheço, pelo menos, a talentosa Olivia Cooke, que tem o papel mais difícil e exigente fisicamente; tarefa que a jovem cumpre bem ao trabalhar seu olhar e ao constantemente sugerir que Jane estaria possuída em momentos diferentes.

Bem, convenhamos: todo mundo leva susto. É inevitável. Podemos até prever quando um deles surgirá, mas é uma reação natural do sistema nervoso dar um pulo na cadeira ou um leve arrepio quando este surge. Se A Marca do Medo se contenta em simplesmente arrancar essas reações efêmeras do público, tudo bem: funciona. Agora, quem estiver buscando um horror genuíno, construindo com cuidado e capaz de se estender engenhosamente por toda a projeção, sugiro procurar outra opção.

Obs: Durante os créditos são exibidas algumas imagens reais da história.

Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

Hang

A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

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A Noiva: Tracy

tracy

Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

eddie

Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

mike

O Gângster: Sr. Chow

chow

Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

card counting

Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

rooftop

Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

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Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

teddy

A Noiva: Lauren, noiva de Stu

lauren

Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

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Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

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Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

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Prostituta da vez: O travesti Kimmy

kimmy

Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

samir

Animal: O macaco traficante

monkey

Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

cell

O Gângster: Kinglsey (kind of)

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Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

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Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!

Mulheres, tiros e acordes | As Aberturas de 007

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de 007 – Operação Skyfall na próxima sexta, preparei este pequeno especial sobre as aberturas da série. Aproveitem:

O CANO DA ARMA

Precedendo os créditos de abertura, temos a assinatura marcante da franquia: a sequência do cano da arma. O espectador observa do ponto de vista da arma de um assassino o  agente James Bond caminhar calmamente até eliminar seu oponente, culminando no derramamento de sangue e o clássico tema de John Barry.


A estreia da sequência em 1962

Desenvolvida pelo designer Maurice Binder em 1962, a sequência tem o visual inspirado no cano de uma arma calibre .38, e alguns ainda dizem que faz referência ao final de O Grande Roubo do Trem. A cena mantém a mesma estrutura até hoje, mas com mudanças sutis acrescentadas ao longo dos anos. Em O Satânico Dr. No, o dublê Bob Simmons assumiu o terno de Bond e protagonizou a primeira abertura da série.

Depois de trabalhar em 14 filmes da franquia, Binder faleceu em 1991. Entra Daniel Kleimann para susbtituí-lo em GoldenEye, onde a abertura ganha, pela primeira vez, elementos digitais em sua composição.


Daniel Craig filma seu primeiro “cano da arma”

A sequência ganhou uma radical variação em Cassino Royale, onde não serviu como abertura e quebrou com os paradigmas estabelecidos. Daniel Craig não usa um smoking nem dá a tradicional caminhada, e o cano da arma é incorporado à trama – o que faz muito sentido, já que Bond não era um agente “00” até cometer seu segundo assassinato e ao realizá-lo, eis que surge a famosa assinatura.

Outra mudança interessante aconteceu no último filme do agente, Quantum of Solace, onde o diretor Marc Foster resolveu colocar o cano da arma ao fim da projeção. Estranha pela velocidade da sequência (Craig acelera o passo) e pela sensação de esquecimento, como se Foster tivesse “lembrado” na última hora de inseri-la.

OS CRÉDITOS DE ABERTURA

E agora, vamos a uma breve análise sobre as canções que marcam presença nos créditos de abertura dos 23 filmes:

Enter Connery. Sean Connery.

O SATÂNICO DR. NO – “James Bond Theme”

Intérprete: John Barry

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

MOSCOU CONTRA 007 – “From Russia with Love”

Intérprete: Matt Munro

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

GOLDFINGER – “Goldfinger”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

A CHANTAGEM ATÔMICA – “Thunderball”

Intérprete: Tom Jones

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

SÓ SE VIVE DUAS VEZES – “You Only Live Twice”

Intérprete: Nancy Sinatra

Avaliação da música:2.5/5

Avaliação dos créditos: 2/5

Enter Lazenby. George Lazenby.

A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE – “We Have all the Time in the World”

Intérprete: Loius Armstrong

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Come Back, Connery. Sean Connery

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS – “Diamonds are Forever”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

Enter Moore. Roger Moore

VIVA E DEIXE MORRER – “Live and Let Die”

Intérprete: Paul McCartney

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO – “The Man with the Golden Gun”

Intérprete: Lulu

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O ESPIÃO QUE ME AMAVA – “Nobody does it Better”

Intérprete: Carly Simon

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O FOGUETE DA MORTE – “Moonraker”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

SOMENTE PARA SEUS OLHOS – “For Your Eyes Only”

Intérprete: Sheena Easton

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 3/5

OCTOPUSSY – “All Time High”

Intérprete: Rita Coolidge

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

NA MIRA DOS ASSASSINOS – “A View to a Kill”

Intérprete: Duran Duran

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Dalton. Timothy Dalton

MARCADO PARA A MORTE – “The Living Daylights”

Intérprete: A-Ha

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

PERMISSÃO PARA MATAR – “Licence to Kill”

Intérprete: Gladys Night

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Brosnan. Pierce Brosnan

GOLDENEYE – “GoldenEye”

Intérprete: Tina Turner

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O AMANHÃ NUNCA MORRE – “Tomorrow Never Dies”

Intéprete: Sheryl Crow

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O MUNDO NÃO É O BASTANTE – “The World is not Enough”

Intérprete: Garbage

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

UM NOVO DIA PARA MORRER – “Die Another Day”

Intérprete: Madonna

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

Enter Craig. Daniel Craig

CASSINO ROYALE – “You Know My Name”

Intérprete: Chris Cornell

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

QUANTUM OF SOLACE – “Another Way to Die”

Intérprete: Alicia Keys & Jack White

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

OPERAÇÃO SKYFALL – “Skyfall”

Intérprete: Adele

Avaliação da música: 5/5

007 – Operação Skyfall estreia em 26 de Outubro.

Fan Boys: Abertura de X-Men: Primeira Classe

Posted in Fan Boys with tags , , , , , , , , , on 9 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

Na série “Fan Boys” de hoje, temos um vídeo realmente profissional. O designer Joe D! montou uma sequência de créditos de abertura para o novo X-Men: Primeira Classe, que mostrará a origem da amizade entre Charles Xavier e Magneto.

Como o filme é ambientado nos anos 60, Joe D! fornece um visual retrô e nostálgico, lembrando aberturas de James Bond e imergindo completamente o espectador na época do filme. Espetacular, no lugar de Matthew Vaughn, diretor do filme, eu compraria os direitos desse vídeo. Confira:

X-Men: First Class Title Sequence from Joe D! on Vimeo.

X-Men: Primeira Classe estreia em 3 de Junho

| Bruna Surfistinha | Prejudicado por roteiro medíocre

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Drama with tags , , , , , , , , on 5 de março de 2011 by Lucas Nascimento


The Girl with the Scorpion Tattoo: Deborah Secco lindíssima

Fazer um filme cuja protagonista seja uma garota de programa certamente proporciona momentos sexuais, mas o longa não pode sobreviver apenas por tais elementos – caso contrário, vídeos da Bruna real quebrariam o galho -, precisando de uma trama sustentável. O roteiro até tenta, mas não desempenha seu papel tão bem como a beleza de Deborah Secco.

O longa gira em torno da jovem Raquel Pacheco, que foge de casa e busca exílio em uma casa de prostituição. Suas “habilidades profissionais” lhe garantem uma carreira solo sob o codinome de Bruna Surfistinha, fazendo grande sucesso ao compartilhar suas experiências em um blog.

O roteiro, baseado no livro de Pacheco, deixa muitas coisas inexplicáveis. Por exemplo, o texto escrito a três mãos não consegue justificar, precisamente, o motivo pelo qual Raquel escolheu a prostituição. Os diálogos são competentes, mas repletos de tentativas frustradas de fazer humor (como palavrões bizarros que a maioria do público adora…) e criar frases marcantes; sem falar nos personagens clichês, nos exageros e na estereotipada presença do vício em drogas.

No entanto, merece créditos o diretor estreante Marcus Baldini. Dentre a bagunça do roteiro, o cineasta consegue criar bons planos e enquadramentos, puramente artísticos, raramente transpõe alguma característica que contribua à narrativa; o uso do plano desfocado é interessante, mas o diretor usa-o constantemente e ele acaba perdendo sua função.

Mas todas essas características – roteiro, direção – perdem se comparados ao trabalho feito por Deborah Secco. Absurdamente linda, não se assemelha com a Raquel Pacheco verdadeira (considere isso um presente ao público masculino) mas entrega uma performance sólida e dramática, com muito carisma e também ousadia nas picantes cenas de sexo – destaque para seu excelente reação durante o primeiro programa da personagem.

Falhando também no tom (humor e drama misturam-se de forma confusa), Bruna Surfistinha é um filme decente (não em seu conteúdo, claro), que apresenta uma boa performance de Deborah Secco, mas que sofre com seu mediano roteiro e suas incogruências dramáticas.

Chutando bundas | Especial KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

 

Finalmente Kick-Ass: Quebrando Tudo chegou no Brasil. O filme chutou bundas e foi aclamado pela maioria dos críticos lá fora, será que aqui ele também será um sucesso? Fará mais dinheiro nas bilheterias? Acompanhe o especial e descobriremos…

O Quadrinho

Criado por Mark Millar e ilustrado por John Romita Jr., a série de 8 partes sobre o adolescente nerd que resolve se fantasiar de herói talvez seja uma das histórias em quadrinhos mais divertidas que há. Sim, temos muita violência, sangue, palavrões, drogas e uma garotinha de 11 anos matando todo mundo; mas não há como esconder o fato de que seja uma leitura prazerosa.

Millar baseou-se em um momento de sua vida quando ele e seus amigos leram Batman: Ano Um de Frank Miller e ficaram obcecados com o desejo de se tornar um super-herói. De acordo com ele, Kick-Ass mostra o que aconteceria se ele e seus colegas não tivessem criado bom-senso.

Processo de Filmagem

O diretor Matthew Vaughn teve um pequeno problema para filmar a adaptação dos quadrinhos de Mark Millar: o filme não tinha um estúdio. Os grandes estúdios duvidavam do sucesso de uma adaptação tão violenta de super-heróis, o que levou o diretor a pagar todos os gastos do filme com dinheiro do próprio bolso, mas isso lhe deu a liberdade para fazer o filme do jeito que imaginou; sem ter que se preocupar com censura alta.

As filmagens ocorreram em Toronto, Ontario, Londres e Nova York; de 2008 a 2009. Detalhe: A HQ ainda não estava pronta quando o filme começou a ser produzido; Mark Millar e o diretor trabalharam juntos tanto no filme quanto no quadrinho.

Após exibir as primeiras cenas completas do filme na Comic-Con em San Diego, a reação foi arrasadora, e a Universal, Fox e a Lionsgate entraram em conflito pelos direitos do filme. A Lionsgate saiu vitoriosa.

Personagens Principais

Kick-Ass/ Dave Lizewski (Aaron Johnson)

Fascinado por gibis e filmes de super-heróis, o estudante ignorado por garotas e com uma vida infeliz, Dave Lizewski resolve se tornar um super-herói, adotando o nome Kick-Ass, uma roupa de mergulho modificada, dois bastões pintados e uma página no Myspace que usa para receber pedidos de ajuda. É esfaqueado e atropelado em sua primeira tentativa e na segunda, vira fenômeno da internet. Faz dupla com outros vigilantes, como Red Mist, Hit-Girl e Big Daddy.

 Frase Memorável: “Sem poderes, não há responsabilidades.”

Hit-Girl/Mindy Macready (Chloë Grace Moretz)

A jovem Mindy Macready possui apenas 11 anos de idade, mas já é uma verdadeira máquina de matar, especialista em armas de fogo, combate corpo a corpo, acrobacias, facas e espadas. Foi treinada pelo pai, Damon Macready, que assumiu o codinome de Big Daddy, enquanto ela adotou Hit-Girl. Juntos, procuram derrubar um perigoso mafioso e seu imperio de tráfico, procurando ajuda de Kick-Ass e Red Mist. 

 

Frase Memorável: Muito bem cuzões, vamos ver o que fazem agora.”

Big Daddy/Damon Macready (Nicolas Cage)

Pai de Hit-Girl, antes de se tornarem vigilantes, ele era um policial aposentado que, após o assassinato de sua esposa, passou a treinar sua filha para ser mortal e perigosa como ele. Com o aparecimento de Kick-Ass, os dois se inspiram e se tornam vigilantes violentos, com o objetivo de derrubar o mafioso Frank D’Amico. Big Daddy usa como arma seus punhos, facas e armas de fogo.

 Frase Memorável: “Ele deveria é se chamar ‘Pé-na-bunda´” 

Red Mist/Chris D´Amico (Christopher Mintz-Plasse)

Influenciado pelo aparecimento de Kick-Ass, o jovem Chris D´Amico, filho do mafioso Frank D’Amico, tornou-se Red Mist. Quando apareceu, desviou toda a atenção de Kick-Ass, o que fez com que os dois se encontrassem e formassem uma parceria. Seu real objetivo é atrair Kick-Ass para uma armadilha formada por seu pai.

Frase Memorável: “Estarei combatendo o crime 25 horas por dia, 8 dias da semana.”

Frank D´Amico (Mark Strong)

 

Principal bandido da trama, Frank D’Amico é um mafioso que comanda uma das principais redes de tráfico de drogas da cidade. Com o aparecimento de Kick-Ass e os outros vigilantes, Frank vê seu imperio ameaçado; principalmente por Big-Daddy, e não medirá esforços para acabar com a onda de super-heróis.

Frase Memorável: Deve ter sido o cara que parece o Batman.”

 

Quadrinho Vs. Filme

Antes de analisarmos o visual dos personagens, falemos sobre a história. Li apenas as 7 primeiras edições da minissérie, mas já da pra notar algumas diferenças. A predominante, talvez seja o clima de humor que os trailers sugerem. Sim, há humor no quadrinho, mas não é o mesmo clima divertido que o filme promete.

 

Algumas cenas também foram inventadas, como a de Kick-Ass brincando em frente ao espelho. Tudo inserido, claro, para que o filme ganhe mais humor negro, mas a mensagem (sim, há uma mensagem no meio da carnificina) continua a mesma (ao menos eu espero): a influência da mídia e geração da internet.

Agora, vamos dar uma olhada no visual dos personagens, que estão bem diferentes da série de papel:

Kick-Ass

Visual: Sim, Kick-Ass ganhou uma versão em carne e osso fidelíssima, mantendo as mesmas cores e acessórios. A única diferença, é que na versão dos quadrinhos, a máscara do herói não possui um buraco para a boca, como podemos ver na versão do filme. Mas fora isso, é Kick-Ass ganhando vida. Por trás da máscara, porém, Dave Lizewski é bem diferente da versão cinematográfica.

Psicológica: Dave Lizewski está caracterizado no filme como um nerd mais bobão e divertido do que o pessimista protagonista dos quadrinhos, que era bem mais sério, mas com senso de humor.

Hit-Girl

Física: Bem, aqui temos algumas diferenças. A Hit-Girl dos quadrinhos não possui a peruca rosa nem o vestido xadrez da versão cinematográfica. O tom de cor também mudou, assim como o cadeado que a personagem usa no uniforme dos quadrinhos (no filme é uma granada) mas de resto, podemos dizer que Hit-Girl está bem adaptada.

Psicológica: Fidelíssimo. Moretz capturou com perfeição a persona de Mindy Macready.

Big Daddy

Física: Fato: O Big Daddy dos quadrinhos não tem nada a ver com o do filme. A versão de Nicolas Cage usa uma roupa que lembra muito o Batman e o Magneto dos X-Men, enquanto o dos quadrinhos simplesmente usa um casaco de couro e um máscara de pano. Prefiro o do filme, realmente.

Psicológica: O Damon Macready de Nicolas Cage está bem mais excêntrico e engraçado do que o do quadrinho, que é muito mais sério. Isso, mais uma vez, é para acrescentar um pouco de humor negro ao filme.

Red Mist

Física: Red Mist também está bem diferente. Primeiro porque Christopher “Mclovin” Mintz-Plasse não se assemelha com o personagem ( nos quadrinhos ele aparenta ser mais velho) e até mesmo o nome foi mudado. Sobre o visual, o do filme parece com uma roupa de piloto de corrida, adicionando a cor preta ao uniforme, o símbolo no peito, a máscara e o cabelo espetado. Mais uma vez, prefiro a versão do filme.

Psicológica: a cara de nerd bobão de Christopher Mintz-Plasse define o perfil de Red Mist no filme. O do quadrinho é mais misterioso, mas ainda sim é nerd.

 

Guarda-Roupa improvisado

É evidente que o uniforme de Kick-Ass é bem improvisado e tosco, assim como foram as primeiras roupas de grandes super-heróis do cinema. Vamos relembrá-las?

Homem Aranha

Criado como uma fantasia de luta livre, Peter Parker usa uma roupa ridícula que inclue um par de tênis e calça colant. É sem dúvida a grande inspiração de Kick-Ass. Antes de ser Homem-Aranha, ele era o temível “Aranha-Humana”.

Batman

Ainda aprimorando o uniforme definitivo de Batman, Bruce Wayne usa uma roupa bem improvisada, que inclue uma máscara de ladrão, armadura a prova de balas e o cinto, mas sem a capa.

Homem-de-Ferro

O primeiro traje de Tony Stark foi construído em uma caverna com pedaços de metal e sucata, mas ainda assim é uma invenção letal que o ajudou a fugir de seu cativeiro. Possui lança-chamas, força absurda, é a prova de balas e pode voar. Nada mal para uma primeira armadura… 

Comediante

Quando fazia parte dos Homens-Minuto, o sociopata Eddie Blake usava um traje bem tosco (assim como todos do grupo) de cor amarela berrante e com direito a um cinto com o smiley. Um acidente na guerra o fez mudar de uniforme, adotando o de couro preto mais conhecido.

Sweet Ride: Super-heróis não precisam andar a pé

Alguns dos melhores veículos de super-heróis do cinema!

Bat-Pod

O módulo de escape do Tumbler, o Bat-Móvel, é ainda melhor e mais radical que o veículo original. Possui dois canhões, arpões e pode correr a velocidades altíssimas. O Bat-Móvel é bacana, mas a Bat-Pod é f***, sem dúvida o melhor veículo do Homem-Morcego.

Fantastic Car

Mais uma das invenções de Reed Richards, o Fantasticar é um veículo voador da Dodge, utilizado para ajudar o Surfista Prateado em sua missão. Além de ser veloz o suficiente para voar até a China, ele pode se dividir em três partes.

Audi R8

Tony Stark já tem uma armadura que voa e dispara raios, então seu carro não precisa de nenhum tipo de armamento, só uma velocidade de 301 km/h, para atrair atenção e chegar com estilo em festas e eventos. O belo Audi R8 é de cair o queixo.

Mist-Móvel

 

Ford Mustang do filme Kick-Ass, o radical carro pertence à Red Mist. Entre suas funções, estão navegação via satélite, iluminação interna, motor de 620 cavalos, câmeras de ponto de vista diferentes e uma bomba de fumaça (A Névoa). Belo carro.

Nave-Coruja

Veículo flutuante que pertence ao herói Coruja em Watchmen. Possui lança-chamas, metralhadoras, fumaças, é invisível a radar e pode voar a velocidades impressionantes. É bem estilosa, elegante e foi palco de uma “caliente” cena entre a voluptuosa Espectral e o herói.

Super-Som: Músicas memoráveis

A trilha sonora de Kick-Ass já está a solta pelo Youtube, e conferindo algumas faixas, não pude notar de perceber as divertidas homenagens a outros super-heróis. Com isso mente, vejamos algumas músicas que tornaram os super-heróis memoráveis:

Tema de Superman – John Williams

Não á nada dizer. Não há ser humano que nunca tenha ouvido a clássica música do Superman de 78. Nostalgia…

 

Batman – Danny Elfman

A trilha dos filmes de Chris Nolan são bem mais sombrias e melhores construídas, mas sem dúvida; o tema de Elfman é sensacional.

Tema de Homem-Aranha – Danny Elfman

E mais uma vez Elfman… Toda vez que algum filme do cabeça-de-teia vai começar, os créditos começam a correr e começa essa música arrepiante, provocando no início e empolgando ao decorrer do tempo.

Iron Man – Black Sabbath

Pode até não ser a “trilha oficial” do filme, mas é impossível pensar no herói de armadura e não lembrar do bom rock de Ozzy Osbourne.

Menção Honrosa: Why So Serious? – Hans Zimmer

Eu sei que é um espaço para trilhas de heróis, mas a trilha do Coringa composta pelo talentoso Zimmer é inesquecível, o som da anarquia.

Balls to the Wall

  Red Mist ganhará mais destaque na sequência

A continuação de Kick-Ass nos quadrinhos e no cinema já está confirmada. Mark Millar anunciou que o título será Balls to the Wall e que, além de introduzir novos personagens, seria muito mais pesada e sombria do que o original.

SPOILERS O que Mark Millar reserva para o futuro? (selecione o texto se quiser saber) Kick-Ass tendo sua identidade secreta exposta, mais informações sobre a personagem de Hit-Girl, que tentará levar uma vida normal (no melhor estilo Marcas da Violência) e muitos vilões, com destaque para Red Mist, que será um supervilão (diz o boato que seu nome será “Motherfucker”.).  

Millar já está escrevendo o texto, e o lançamento deve ocorrer em Setembro.

Vídeo Comemorativo

Uma pequena montagem que fiz há alguns meses atrás, usando cenas do filme e a música “Hero” de Nickelback. Aproveitem:

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguardem pela crítica na Quinta Feira!