Arquivo para criaturas

| Hércules | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

Hercules
Dwayne Johnson e o hoodie mais badass da História

A cada filme que lança, me parece mais clara a intenção de Dwayne Johnson de se tornar o Arnold Schwarzenegger de nossa geração. Já se aventurou bastante pela ação, policial, ficção científica e, claro, os filmes em que o fortão faz papel de bobo perto de crianças – sem falar que, como Schwarza fez com Batman & Robin, Johnson também viverá um vilão da DC Comics nos cinemas. Mas faltava a The Rock um épico, se o antigo Governator iconizou Conan, O Bárbaro, Johnson tem a chance de tentar um feito similar com Hércules.

A trama do filme é inspirada em uma HQ do falecido Steve Moore (sem parentesco com o Alan Moore), que mostra Hércules retornando para casa após realizar seus famosos 12 Trabalhos. Mais derramamento de sangue entra em seu caminho quando ele é contratado pelo rei da Trácia (John Hurt) para treinar seu exército e comandar uma campanha contra um grupo de supostos centauros que habitam a região.

O aspecto mais interessante desta nova versão do herói da mitologia grega é supostamente a criação do mito ao redor de sua figura. O roteiro de Ryan Condal e Evan Spiliotopoulos vê Hércules como um mero mercenário que espalha histórias fantásticas sobre seus feitos, o que ajuda na construção de sua reputação perigosa e divina, e é justamente a dúvida que a dupla provoca no público que move todo o interesse na trama, que até brinca de forma esperta com a imagem de criaturas mortíferas; apenas para revelar a verdadeira natureza por trás destas.

Tirando isso, Hércules é muito pouco grandioso para um épico. É quase um indie épico. As cenas de ação comandadas por Brett Ratner não empolgam, e a ausência de sangue (justificada apenas para que o filme pegasse uma censura menor, possibilitando maior lucro) em batalhas brutais chega a incomodar; nunca vi batalhas tão cleans e artificiais como as que o longa traz aqui. Mais artificial, são os personagens completamente estereotipados e sem personalidade, sempre lutam bem pra cacete e nunca é criada uma sensação de perigo real. Nem mesmo Dwayne Johnson consegue tirar algo de seu Hércules que, mesmo trazendo carisma e uma dedicação física mais do que perceptível, jamais demonstra exatamente o que quer, quais os motivos que se passam em sua mente. Não é de se esperar muito de um filme assim, mas realmente incomodou não saber quem é Hércules.

Sinceramente, Hércules é tão vazio e genérico que eu praticamente esqueci o filme todo. Traz bons momentos aqui e ali e lida bem com a questão do mito ao redor do protagonista, mas é sem graça, aposta em humor nada sutil e desaponta na epicidade. Que Dwayne Johnson tenha mais sorte na próxima.

Observação: O 3D tem seus momentos, mas é no geral descartável.

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| Não tenha Medo do Escuro | Nem deste filme

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Suspense, Terror with tags , , , , , , , on 17 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento


Cadê o Hellboy quando precisamos dele?

Não é fácil ser Guillermo Del Toro. A cada projeto anunciado que tenha seu nome na direção, roteiro, produção ou qualquer outro setor, a expectativa ao seu redor é inevitável. Eu por outro lado, acompanhei muito pouco esse Não tenha Medo do Escuro, que traz o nome do espanhol como co-roteirista e co-produtor, logo o buzz não é – no meu caso – uma justificativa aceitável para o fracasso do longa.

A trama acompanha a jovem Sally (Bailee Madison), que é levada para morar com seu pai (Guy Pearce) na gigantesca propriedade que este possui. Enquanto acostuma-se com sua madrasta (Katie Holmes), ela depara-se com estranhas criaturas que habitam a escuridão da casa.

O roteiro de Guillermo Del Toro e Matthew Robbins – adaptado de um teleplay escrito por Nigel McKeand em 1973 – segue, sem grandes surpresas, a tradicional fórmula da “casa mal assombrada”. O problema aqui, é a incerteza do diretor Troy Nixey sobre o gênero de filme que iria optar em Não tenha Medo do Escuro; em certos momentos, há muita fantasia “DelToriana” (como na cena em que Sally explora a floresta próxima da casa, remetendo diretamente a O Labirinto do Fauno) e em outros, elementos de terror que parecem ter saído de um diretor completamente diferente (o razoável clímax por, exemplo).

Não que Nixey saia-se mal, pelo contrário; em seu primeiro longa-metragem, mostra-se um estiloso cineasta (especialmente nos travellings que, mesmo de sua grande maioria digitais, ajudam a acrescentar movimento à trama), a passo que recebe imenso auxílio de Oliver Stapleton, o diretor de fotografia. Aliás, é ele quem ganha o mérito pelo filme; graças a seu magistral trabalho com iluminação e uso de tons escuros, é possível sentir alguma coisa (medo, ansiedade, em raros momentos) durante a projeção, contando também com um eficiente design de som (aquelas vozes das criaturas…) e direção de arte (o trabalho feito no porão de Blackwood é realmente assustador). E se as criaturas que assombram a trama possuem um passado intrigante e bem idealizado, são prejudicadas por um visual patético e efeitos visuais medianos.

Agora sobre o elenco, digo logo que nenhuma das performances agradou-me por completo. A novata Bailee Madison até que sabe gritar, mas apresenta pouca expressão em grande parte da trama (o papel também não ajuda, já que Sally encontra-se em um estade de espírito sombrio), enquanto Guy Pearce abraça com certo ânimo o arquétipo do pai workaholic e Katie Holmes consegue tirar uma boa atuação de sua personagem, principalmente quando esta vai se aproximando da protagonista.

Mesmo apresentando um eficiente trabalho nas áreas técnicas e um conceito interessante, Não tenha Medo do Escuro é um suspense fraco e mal executado, onde nem mesmo a criatividade de Guillermo Del Toro foi capaz de salvar o dia. Ou a escuridão, que seja.

Análise Blu-ray | STAR WARS – A SAGA COMPLETA

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de setembro de 2011 by Lucas Nascimento

Primeiro, vamos esclarecer uma coisa: Star Wars – A Saga Completa tem extras pra caramba. Por esse motivo, não vou fornecer uma análise detalhada sobre cada um deles e sim de um modo mais geral. Enfim, vamos lá:

A Saga

Não há dúvidas. Star Wars é a maior saga de todos os tempos, uma das histórias mais bem contadas no cinema. Composta por duas trilogias, ela conta a ascenção e queda de Anakin Skywalker; escolhido para trazer equilíbrio à energia conhecida como Força, ele sucumbe à escuridão e transforma-se no temível Darth Vader. Todos os seis filmes contam com efeitos visuais espetaculares, diversão inigualável e uma inesquecível trilha sonora assinada pelo genial John Williams; abaixo, meu ranking pessoal:

  1. Episódio V – O Império Contra-Ataca – 5/5
  2. Episódio III – A Vingança dos Sith – 5/5
  3. Episódio IV – Uma Nova Esperança – 5/5
  4. Episódio VI – O Retorno de Jedi – 4/5
  5. Episódio II – O Ataque dos Clones – 4/5
  6. Episódio I – A Ameaça Fantasma – 3/5

Discos 1-6

Obviamente, nos primeiros seis discos temos os filmes da saga convertidos em um HD impressionante (a imagem é realmente espetacular, até mesmo na trilogia original) e som 6.1 épico. De extras, nós encontramos:

Comentários em Áudio

Para cada um dos filmes, há disponível duas faixas de comentários em áudio, dentre as quais incluem ótimos depoimentos de George Lucas – que comenta o processo, dificuldades, detalhes sobre os personagens, cenas específicas e praticamente tudo o que você sempre quis saber sobre a saga -, a equipe e alguns arquivos do elenco. Impecável.

Disco Bônus 1 e 2

Ambos os discos contam com a mesma organização de extras (que é ótima, por sinal), alterando apenas seu conteúdo, de acordo com os filmes e planetas da mitologia selecionados. Para os episódios I-VI temos:

Cenas e Excluídas e Estendidas

Aqui, revelo um pouco de decepção. Considerando que este é um mega-lançamento em blu-ray de todos os filmes da saga, eu esperava um tratamento mais decente na exibição de cenas que ou ficaram de fora ou apresentam versões alternativas/estendidas, além de animáticos de pré-visualização. Certamente que é difícil lidar com material antigo (e tudo que temos da trilogia original é satisfatório), mas não há desculpa para o serviço fraco nas cenas inéditas da nova trilogia.

Entrevistas

Cada um dos filmes apresenta diferentes entrevistas com determinados membros da produção (incluem George Lucas, diretores, atores e técnicos de efeitos especiais) sobre as variadas etapas da produção. Há, por exemplo, o diretor Irvin Keshner (de O Império Contra-Ataca) comentando sobre o elenco principal, George Lucas preparando-se para escrever o Episódio I, entre várias outras imperdíveis curiosidades.

A Coleção

O mais interessante dos discos, aqui temos – por exemplo – um objeto ou personagem. Você pode analisar seus mínimos detalhes em uma projeção em 360º e assistir a comentários da equipe sobre o desenvolvimento de tal objeto/personagem. Por exemplo, você pode escolher a armadura de Jango Fett (do Episódio II) e analisar suas características enquanto assiste à equipe de figurino e design falando sobre o visual do personagem, comentários de George Lucas, etc. É simplesmente do caralho!

Galeria de Artes Conceituais

Complementando a experiência dos bastidores, os discos apresentam vastas galerias de artes conceituais sobre os inúmeros planetas, armas e criaturas que populam o universo de Star Wars. Ilustrações caprichadas e com alguns detalhes em texto sobre cada um deles.

Disco Bônus 3

O Making of de Star Wars

Os dróides C-3P0 e R2-D2 apresentam um antigo making of de Uma Nova Esperança. Com quase 1 hora de duração, o documentário acompanha todo o processo de criação – com ênfase nas inspirações de George Lucas – e filmagem do longa (que mostram a construção dos grandiosos cenários e as complexas maquetes em miniatura), a inserção dos espertos efeitos especiais (principalmente o cenário de vidro em uma cena envolvendo Obi-Wan) e depoimentos do elenco sobre a história e como foi a experiência. Pra ansiar, o extra termina com os produtores divagando sobre como as continuações deveriam ser. Sensacional.

O Império Contra-Ataca: Efeitos Especiais

Similar ao anterior – antigo, certamente lançado na época de Império – esse foca-se em um tema presente em todos os filmes da saga: os efeitos especiais. Mark Hamill apresenta o documentário que explora praticamente toda a história dos efeitos especiais no cinema (passando por stop-motion e técnicas do tipo) e como ela foi aplicada no segundo filme da trilogia original; apresentando um olhar detalhado em determinadas sequências. Pode-se ver também alguns depoimentos de Ben Burtt, responsável pelos revolucionários efeitos sonoros da franquia. Ótimo ritmo, sempre interessante e nunca cansativo.

Criaturas Clássicas: O Retorno de Jedi

No mesmo esquema dos anteriores, acompanhamos o processo de criação das criaturas vistas em O Retorno de Jedi. Carrie Fisher e Billy Dee Williams apresentam o documentário. Vemos todo o desenvolvimento de cada um dos monstros e alienígenas, não só da saga mas também damos uma breve passada pelas técnicas utilizadas por toda a história do cinema. Destaque para as técnicas de marionete e mecânica usadas nos movimentos de Jabba, o Hut e o sempre brilhante stop motion nas miniaturas.

Anatomia de um Dewback

Aqui, observamos a remasterização da cena em que os soldados imperiais vasculham o deserto em Uma Nova Esperança. Visando melhorar a cena para a edição especial da trilogia em 1997, a ambição de George Lucas deu muito trabalho aos técnicos de efeitos visuais, que precisou encontrar o rolo de filme correto (em um vasto depósito de material), propocionar regravações da cena e aperfeiçoá-la com efeitos digitais. Trabalhoso, mas com resultado eficiente.

Guerreiros Estelares

Voltado à legião de fãs de Star Wars, o grande foco aqui é a organização e preparação de um desfile de personagens do filme (a maioria soldados imperiais e clones) em um evento. É interessante e tem bons momentos.

A Tecnologia de Star Wars

Adoro esse tipo de documentário. Aqui, entrevistas com físicos, mecânicos e todo o pessoal especializado nas áreas científicas discutem como funcionam as variadas tecnologias do universo Star Wars – passando por naves espaciais, sabres de luz, robôs e a roupa mecânica de Darth Vader – e o quão perto está a humanidade de alcançá-las. Claro que algumas são bem improváveis, mas outras estão bem pertas de acontecerem.

Uma Conversa com os Mestres: O Império Contra-Ataca 30 Anos Depois

Como o título já sugere, acompanhamos aqui uma conversa empolgante sobre O Império Contra-Ataca, considerado por muitos o melhor filme da hexalogia. George Lucas, o diretor Irvin Kershner, o co-roteirista Lawrence Kasdan e o mago compositor John Williams comentam sobre alguns dos pontos mais importantes do filme, como a complicada composição do Mestre Yoda, a música tema de Darth Vader que viria a tornar-se uma lenda e a antológica reviravolta sobre a paternidade de Luke Skywalker. Magistral!

Sátiras de Star Wars

O disco apresenta 1h37min de clipes de diversas paródias de Star Wars, vindo de seriados de tv, programas humorísticos e séries de animação. Algumas são bem divertidas (principalmente as de That’ 70s Show e Family Guy) e outras não têm a menor graça (como aqueles comerciais temáticos), mas vale pra mostrar o grande impacto da saga nas mídias gerais.

Nota Geral:

O blu-ray da Saga completa de Star Wars é um dos melhores já lançados. Os filmes estão em qualidade impressionante (apesar de sofrerem algumas alterações desnecessárias) e o material extra é imenso, com dezenas de horas para fortalecer seu conhecimento sobre a maior saga do cinema. Obrigatório.

Preço: R$ 299,90

Avatar: O Novo Star Wars

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

 

Aproveitando o relançamento de Avatar, gostaria de discutir nesse post os motivos pelo qual eu acho que a aventura sci-fi de James Cameron tem potencial para se tornar o Star Wars de nossa geração.

Trama

Ao falar da trama de Avatar, é desenterrado aquele velho assunto: o clichê que acompanha o desenvolver da história do filme. A verdade é que trata-se de uma história clássica que foi reciclada com elementos fantásticos, assim como o primeiro Star Wars, que é uma simples história de resgate à princesa.

Se Cameron explorar mais a mitologia da floresta e o poder de Eywa, a história pode ganhar rumos interessantes, mais sombrios e  complexos; basicamente, tudo o que George Lucas fez em O Império Contra-Ataca, onde mostrou mais sobre a Força, por isso podemos esperar um “lado negro de Eywa” no próximo Avatar? Hehe.

Além disso, queria mais destaque para a Terra futurista, seria interessante voltar a este assunto.

Biodiversidade Alienígena

Assim como em Star Wars, Cameron apresenta ao espectador uma variedade gigantesca de alienígenas, criaturas e ambientes. Além disso, contratou especialistas para criar uma língua, ou seja, os atores não ficaram meramente balbuciando qualquer coisa.

Tudo bem que é fácil se perder em meio a tanto animal bizarro, mas Cameron ainda pode inventar criaturas mais icônicas e mortais. Isso sem falar em outros planetas; ver a trama sair de Pandora seria algo empolgante.

Personagens

Tudo bem, os personagens de Avatar não são criativos quanto os da saga de George Lucas, mas são humanos. Cameron gasta o tempo necessário com o desenvolvimento de cada personagem, humano ou alienígena. A trajetória de Jake Sully é crível e muito verdadeira e o personagem pode ter um futuro interessante pela frente.

Os Na’vi também devem ter uma história interessante, mas eu queria ver os humanos retornando para um segundo round, porque é óbvio que eles não iriam sossegar depois da primeira derrota. E francamente, Cameron seria corajoso ao mostrá-los vencendo.

Efeitos Visuais

Não poderia deixar de mencionar os grandiosos efeitos visuais, que marcam uma nova era de tecnologia no cinema. Como Star Wars em sua época, o trabalho de computação gráfica de Avatar é um divisor de águas no ramo.

Bem, esses são apenas alguns motivos; concordando ou não, é indiscutível a qualidade de Avatar e a diferença que fez na tecnologia do cinema.

| Predadores | Boa premissa mal aproveitada

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

 


O Último samurai: Luta de espada contra o Predador ficou devendo

Há alguns anos atrás, observei a capa de VHS de Predador, que mostrava o Schwarzenegger sob uma mira. Lembro-me de achar que o “predador” do título era o astro de ação, mas não era bem assim. É basicamente esse conceito que Predadores lida em alguns momentos, não sendo bem aproveitado como merecia.

Impulsionado por Robert Rodriguez, o longa (felizmente) ignora a franquia AVP, sendo repleto de referências ao primeiro filme, tanto em estática – o grupo perdido numa floresta – como em diálogos, a maioria deles vindo do protagonista Royce (Adrien Brody, nada mal para um ganhador do oscar); assumindo um papel bem arquétipo de herói de ação que sempre tem um bordão idiota para soltar. Ao lado dele, temos a brasileira Alice Braga, que se sai muito melhor do que eu esperava, fazendo a heroína durona.

O conceito de se tornar um predador é bem acolhido por alguns personagens, como o enlouquecido Noland (Laurence Fishburne, divertidíssimo) e o misterioso Edwin (Topher Grace, convincente), mas o que realmente importa são os Predadores de verdade. É interessante como o diretor Nimród Antal vai revelando suas criaturas passo-a-passo; começamos com a visão infravermelha, alguns relances de seu crânio e por aí vai. As máscaras novas realmente são bacanas.

Uma das frases promocionais é “O Medo renasce”, mentirosa e longe de ser verdade. Em nenhum momento o filme se leva a sério demais, sendo mais divertido do que tenso. Além disso, as criaturas nunca tem uma presença tão marcante, limitando-se a alguns “jump-scares“. Há uma reviravolta no fim do filme que envolve um dos personagens (não vou dizer qual, é claro), se ela ocorresse antes, daria muito mais pulso e suspense à trama, que não teria que se preocupar apenas em criar cenas de ação fracas (luta de espadas meia boca, tiroteios cansativos).

Mesmo que divertido, é realmente uma pena que uma premissa tão boa e que personagens interessantes tenham sido disperdiçados por um roteiro bem mediano, que parece não saber o que fazer com todos os seus elementos; deixando-os à deriva e encerrando a história de maneira vazia e com uma óbvia deixa para continuações.

Entre deuses e homens: Especial FÚRIA DE TITÃS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

Adiado dois meses depois de sua estreia nos EUA, o remake de Fúria de Titãs aterrissa nos cinemas do Brasil, com uma polêmica conversão 3D que deu o que falar. Confira o especial e prepare-se para o filme:

Personagens

Perseu (Sam Worthington)

Filho bastardo de Zeus, Perseu é um semi-deus, que acompanhará os Titãs pela Grécia até encontrarem e matar o monstro Kraken, fruto do deus do submundo, Hades, que destruiu sua família. Possui habilidades especiais, devido a sua metade de deus.

Principal Arma: Espada e escudo, mas possui habilidades fora do comum.

 

 

 

Draco (Mads Mikkelsen)

 

General que lidera os soldados do grupo de Titãs e ajuda Perseu a treinar e descobrir todo o poder que ele tem dentro de si mesmo. No início, os dois não se dão muito bem, mas descobrem a confiar um no outro e juntos, formarão uma ótima equipe.

Principal Arma: Espada e escudo, é um guerreiro muito eficiente.

 

Andromeda (Alexa Davalos)

Andromeda é filha dos reis de Argos, sendo a futura rainha. Ela é ameaçada quando Hades promete lançar o Kraken na cidade se ela não for sacrificada em 10 dias. Sua única esperança está nas mãos dos Titãs.

 

 

 

 

Io (Gemma Arterton)

Uma misteriosa mulher que tem observado Perseu há muito tempo, sabendo de sua verdadeira origem e ela quem lhe revela seus poderes de Deus. Io foi amaldiçoada por um deus, e agora ela não mais envelhece. Ela acompanha os Titãs em sua jornada.

Principal Arma: É uma excelente lutadora e não envelhece.

 

 

Gjiin

Os Gjin são guerreiros do deserto que tem a habilidade de manipular certas criaturas, como os escorpiões gigantes. Um deles ajudará Perseu e os Titãs na missão de matar Medusa.

Principal arma: Pode controlar as criaturas do deserto e tem a habilidade de se auto-destruir. 

 

 

 

Deuses

Zeus (Liam Neeson)

Deus mais poderoso do Olímpio, tem um caso com uma mortal, dando origem à Perseu. No filme, deverá lidar com o fato de que os humanos não correspondem ao seu amor e declararam guerra contra ele. Zeus usará todo o seu poder para impedir os Titãs.

Poderes: Pode manipular o tempo, mudar de forma na Terra e tem poder político absoluto dentro do Olímpio.

 

Hades (Ralph Fiennes)

Deus do submundo, Hades é irmão de Zeus e não tolera a falta de respeito e os desafios dos humanos. Para ele, os mortais devem pagar e manda centenas de Harpies para atacá-los, destruindo a família de Perseu.

 Principal Arma: Além de possuir poderes obscuros e teletransporte, tem o controle de diversas criaturas, como o Kraken, Scorpioch e os Harpies.

 

 

 

Criaturas Mitológicas

Medusa

Medusa era uma bela e sedutora mulher, que foi amaldiçoada pelos deuses por se achar superior. Ela se tranformou em um híbrido entre  mulher e serpente, possuindo cabelo formado por diversas serpentes e corpo na forma de uma cobra. Como se não bastasse, o olhar dessa criatura transforma em pedra quem a encare, castigo dos deuses para garantir que ninguém jamais a admire novamente.

Kraken

Criado por Hades para ser seu “bicho de estimação”, o Kraken é a maior criatura do filme, utilizada como ameaça a qualquer um que se oponha ao Olímpio. Já teve diversas versões em outras mídias (a maioria na forma de lulas), mas a do novo filme praticamente ignora grande parte dos conceitos anteriores. Não tem forma de lula, mas possui tentáculos. a cabeça de Medusa, que pode transformá-lo em pedra.

Scorpioch

Mais uma das criaturas de Hades, Scorpioch é, basicamente, um escorpião gigante, que nascem a partir do sangue de Calibos e habitam os desertos. São facilmente feridos por espadas, mas apenas os Gjiin sabem como controlá-los.

Feiticeiras Stygian

Feiticeiras místicas que habitam montanhas rochosas e que possuem apenas um olho, localizado em uma das mãos que elas compartilham entre si. Elas ajudam Perseu a encontrar uma forma de matar o Kraken. Qualquer semelhança com O Labirinto do Fauno é pura coindência…

Pégaso

Cavalo alado com asas de águia, esse animal é utilizado por Perseu para confrontar o Kraken e completar sua missão. É um dos muitos presentes enviados por Zeus.

A Polêmica Conversão 3D

  Coloque um óculos 3D tradicional (lente vermelha e azul)

Na tentativa de conseguir uma graninha a mais, a Warner Bros. converteu o filme para o formato 3D, logo depois que Avatar fez 2 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais. Muitos críticos que já viram o filme, afirmam que o resultado é deplorável, além de prejudicar o desenvolvimento da trama. Já expliquei muitas vezes a diferença do 3D convertido e do 3D “avatariano”, mas o resultado de Fúria de Titãs convertido deve ser bem ruim. Quero dizer, você poem fé em algo que nem o diretor do filme apreciou? Eu vou ver em 2D mesmo.

Sequências

Louis Letterrier já declarou que pretende tornar Fúria de Titãs uma trilogia, mostrando Perseu se encontrando com Titãs de diversas partes do mundo. Mas o resultado negativo das críticas pode atrapalhar no desenvolvimento…

Bem, o especial acaba aqui, mas aguarde pela crítica do filme. Até lá.